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      <title>Roteiro de campo por Madureira by Beatriz Loureiro Ferreira</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-22 15:01:04 UTC</pubDate>
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         <title>Estação de trem Oswaldo da Cruz</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
         <link>https://padlet.com/loureirobeatriz/hs0da55s4qc21egc/wish/2394303619</link>
         <description><![CDATA[<div>É o ponto de partida inicial dessa aula campo, em que os discentes serão apresentados aos bairros que compõem a região da Grande Madureira. Ela é composta pelos bairros de Bento Ribeiro, Campinho, Cascadura, Cavalcante, Engenheiro Leal, Honório Gurgel, Marechal Hermes, Quintino Bocaiúva, Rocha Miranda, Turiaçu e Vaz Lobo, além dos próprios bairros de Madureira e Oswaldo Cruz. Aqui será discutido o processo de ocupação desses bairros pela população negra e pobre, relacionando-os às reformas urbanas realizadas pelo prefeito Pereira Passos no início do século XX. Além disso, a construção das linhas férreas nessa região durante o final do século XIX também será debatida.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-22 15:03:47 UTC</pubDate>
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         <title>Palácio Rio 450</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div>O imóvel, localizado na Rua Carolina Machado de número 920, possuía uma estrutura arquitetônica que remonta à década de 1920. Todavia, ele passou por obras, e em 2015 foi inaugurado pelo prefeito Eduardo Paes como uma das sedes da Prefeitura do Rio de Janeiro. O intuito desse projeto era aproximar o poder público do Município à região da Zona Norte, visto que até então, as outras sedes da cidade estavam localizadas nos bairros de Cidade Nova e Botafogo, na região central e sul respectivamente. Assim, as demandas dos moradores poderiam ser levadas diretamente ao prefeito. A escolha da rua ocorreu visando homenagear a sua importância histórica e simbólica, já que a nova sede ficou localizada a poucos metros da casa de Paulo Benjamin de Oliveira, conhecido como Paulo da Portela, ícone da resistência negra carioca, sambista e militante comunista, um dos fundadores do G.R.E.S. da Portela. Todavia, o imóvel está abandonado, fato esse que será fio-condutor de uma discussão com os alunos.</div><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-22 15:03:58 UTC</pubDate>
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         <title>Rua Antônio Badajós, nº 11 e 95</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div>Partindo para essa rua, os discentes serão apresentados às casas de Jilçária Cruz Costa, conhecida como Tia Doca da Portela, e de Esther Maria Rodrigues, popularmente chamada de Dona Esther da Portela. Ela, mulher branca que nasceu em 1896, foi casada com Euzébio Rocha, homem negro, o que naquele período culminou no sofrimento de discriminação racial pelo casal. Contudo, eles transformaram o quintal de sua casa em um espaço do samba, onde ocorriam inúmeras festas, composições e rodas. Com isso, Dona Esther se tornou uma liderança comunitária, conhecida como matriarca, e fundou junto de Euzébio em 1921, o bloco carnavalesco “Quem Fala de Nós come Mosca”, que fez muito sucesso. Paulo Benjamin de Oliveira foi um dos grandes frequentadores do bloco e amigo do casal, todavia, por conta de algumas discordâncias, em 1922 ele criou em parceria de seus amigos, Antônio Rufino dos Reis e Antônio Silva Caetano, o bloco “Baianinhas de Oswaldo Cruz”, que deu origem ao G.R.E.S da Portela em 1923. Tia Doca, mulher negra nascida em 1932, transformou o quintal de sua casa em um espaço de composição de sambas e realização de rodas de samba, que ficou conhecido como “Terreirão do Samba”. Além dela própria ser uma baluarte desse gênero musical, outros grandes bambas passaram pelo seu quintal, como Clara Nunes. Doca ingressou no G.R.E.S da Portela em 1953, trabalhando cotidianamente pela Escola. Em 1990, sua casa também se tornou um espaço de criação de pagodes, com muita música e batuque, o que ficou conhecido como o evento “Pagode da Tia Doca”. A partir disso, os alunos poderão compreender o cenário carioca durante a Belle Époque, analisando o samba como um importante instrumento de resistência cultural, social, e territorial da população negra e pobre durante a Primeira República.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-22 15:04:19 UTC</pubDate>
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         <title>Praça Paulo da Portela</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Essa praça pública foi inaugurada com o intuito de homenagear Paulo Benjamin de Oliveira, recebendo ainda uma estátua com seu busto como monumento. Outrossim, em 2008, a praça se tornou o local onde ocorre a Feira das Yabás, um evento que une gastronomia e música para homenagear as matriarcas do samba da região da Grande Madureira. A expressão “yabá” é de matriz linguística iorubá, que significa “rainha”, "mãe", "senhora idosa“, ”aquela que alimenta seus filhos“. Nesse momento da aula campo, os alunos poderão refletir sobre a importância histórica e cultural das mulheres negras para o samba e para a cultura afro-brasileira.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-22 15:04:33 UTC</pubDate>
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         <title>Parque Madureira</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A passagem por esse ponto na aula campo ocorrerá com o objetivo de abordar os processos de desapropriação, especulação imobiliária, e gentrificação que ocorreram na última década na região de Madureira. O Parque Madureira foi inaugurado em 2012 pelo então prefeito Eduardo Paes, a partir de uma parceria público-privada, sob o argumento de que o subúrbio da cidade deveria possuir uma área verde de lazer. Entretanto, essa construção ocorreu sem a realização de uma consulta aos moradores da região, e culminou na desapropriação dos moradores da Favela Vila das Torres, bem como a destruição da horta agroecológica que eles mantinham no local. Essa obra gerou uma especulação imobiliária em Madureira, o que se relaciona com o processo de gentrificação.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-22 15:04:41 UTC</pubDate>
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         <title>Quilombo Urbano Agbara Dudu</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Ele foi fundado em 1982 por militantes negros da Grande Madureira com o intuito de ser um espaço de valorização cultural e militância política da população negra da região. Além disso, esse quilombo urbano organiza um importante bloco carnavalesco, possuindo profunda conexão com o G.R.E.S da Portela. Nesse momento, os discentes irão debater sobre o significado político e cultural dos quilombos no Rio de Janeiro, bem como a organização do movimento negro, tendo a oportunidade de dialogar com as lideranças desse espaço.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-23 14:32:19 UTC</pubDate>
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         <title>Quadra do G.R.E.S da Portela</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>O último ponto da aula visa aproximar os alunos da Escola de Samba da Portela, conhecendo o seu espaço interno e alguns dos membros de sua velha guarda. A turma poderá ainda participar da Feijoada da Portela e dos shows de samba ou pagode sediados nela. Assim, o que foi discutido nos demais locais da aula campo ganhará materialidade.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-23 14:32:35 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div>O bairro de Madureira representa a cultura popular de diversos modos. A profusão comercial, efervescência do samba e do Baile Charme, e alcunha de bairro popular e de tradição futebolística, são características que Madureira possui atualmente. Contudo, tanto o passado quanto o presente do bairro são impregnados pela cultura e história negra.</div><div>Desse modo, neste roteiro de campo, os locais visitados representam aspectos da cultura negra que contribuem para um entendimento outro do bairro, assim como contribuem para que sejam conhecidas e valorizadas outras formas de educar e ser educado.</div><div>O bairro de Madureira surge a partir da fragmentação da Freguesia de Irajá, assim como tantos outros bairros da Zona Norte do Estado do Rio de Janeiro. A economia da região era baseada no trabalho de pessoas escravizadas em grandes propriedades que, durante o século XIX, começaram a declinar. Nesse aspecto, se apropriar dos pontos de visitação ajudam a entender não somente a história do bairro, mas também o contexto amplo do fim oficial da escravidão no Brasil.</div><div>Ainda sobre essa perspectiva, é fundamental destacar o jongo, o caxambu e, principalmente, as religiões de matrizes africanas como expressões da cultura, subjetividade e resistência da população negra afrobrasileira que mais tarde teriam como fruto o samba, marca da cultura negra e também da tradição de Madureira. Dessa expressão cultural, também foram gestadas as escolas de samba. Portela e Império Serrano ao mesmo passo que surgiram de Madureira, também fazem parte da formação do bairro.</div><div>As escolas, cujo complemento é a expressão “de samba”, são lugares onde as formas de ensinar se diferem das “escolas” que não necessitam de complemento em sua nomenclatura. O papel das tias e das pessoas mais velhas da comunidade são fundamentais para que o passado não se perca e que a história e práticas daquele lugar sejam passadas pelas gerações a partir da oralidade.</div><div>Assim como o samba e as agremiações formam a identidade de Madureira, a imagem do bairro para o restante do Estado do Rio está vinculada à sua característica de cidade urbanizada e suburbana, o que também tem origem na transformação de Madureira de uma região de latifúndios para uma zona de habitação para as pessoas mais pobres e descendentes de ex-escravizados e migrantes de outros lugares da região Sudeste.</div><div>A partir da variedade de questões existentes em Madureira, a proposta de um circuito pelo bairro que destaca sobretudo a cultura negra busca instigar os visitantes, sobretudo estudantes que moram e vivem seu cotidiano na região, a conhecer e reforçar suas raízes com o passado e o presente negro de Madureira.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-24 21:10:50 UTC</pubDate>
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         <title>A região da Grande Madureira e a resistência negra ao longo da História</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa aula campo tem como objetivo apresentar a resistência negra ao longo da história no Brasil por meio da região da Grande Madureira. A aula pode ser realizada com turmas do 9º, 2° e 3º ano do Ensino Médio.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-24 21:15:54 UTC</pubDate>
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         <title>Sugestão de atividade</title>
         <author>loureirobeatriz</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os alunos deverão produzir cartazes articulando o que foi discutido na aula campo. Portanto, a turma será dividida em grupos, e cada grupo ficará responsável pela produção de um cartaz de determinada temática. O cartaz do primeiro grupo terá de associar a reforma urbana do prefeito Pereira Passos no início do século XX com a ocupação da região da Grande Madureira. O segundo cartaz deverá discutir como o samba foi um importante elemento de resistência negra nos subúrbios cariocas. O terceiro grupo ficará responsável por apresentar a história das personalidades negras e pobres de Madureira do começo do século XX, sendo obrigatório trazer Paulo da Portela, Dona Esther e Euzébio Rocha, e Tia Doca. Entretanto, poderão ainda pesquisar e expor a história de outros personagens da época. O cartaz do quarto grupo será sobre a história do G.R.E.S da Portela. Já o último grupo, apresentará a atualidade da região da Grande Madureira para a resistência negra, os movimentos que surgiram recentemente nesses bairros, bem como os principais espaços ocupados pela juventude negra de Madureira nos últimos anos. Os cartazes deverão ter uma preocupação estética, com muitas imagens, e com informações escritas bem resumidas. Todos os cartazes serão expostos no mural da escola, e os conteúdos deles serão apresentados para a comunidade escolar.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-24 21:18:53 UTC</pubDate>
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