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      <title>Mural Literário by Jackeline Corrêa</title>
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      <description>A representação feminina nas literaturas africana e afro-brasileira</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-17 16:59:23 UTC</pubDate>
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         <title>Carolina Maria de Jesus</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Carolina Maria de Jesus (1914-1977) foi uma escritora brasileira que, apesar de sua origem humilde e pouca escolaridade, destacou-se por relatar a vida nas favelas em seus diários. Nascida em Sacramento, Minas Gerais, e vivendo como catadora de papel em São Paulo, Carolina registrava suas experiências de pobreza, fome e desigualdade social. Seu diário, descoberto pelo jornalista Audálio Dantas, foi publicado em 1960 como Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, tornando-se um sucesso mundial. Embora tenha enfrentado dificuldades ao longo da vida, Carolina deixou um legado importante como uma das primeiras vozes da literatura marginal no Brasil.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Um fato curioso sobre Carolina Maria de Jesus é que, apesar de sua pouca escolaridade, ela tinha uma paixão intensa pela leitura e pela escrita. Mesmo vivendo em condições de extrema pobreza, Carolina recolhia livros e revistas que encontrava no lixo enquanto catava papel. Foi essa autodidatismo que permitiu que ela desenvolvesse suas habilidades como escritora, mesmo sem uma educação formal. Além disso, seu diário, que viria a se tornar Quarto de Despejo, foi descoberto por acaso por um jornalista, Audálio Dantas, que ficou impressionado com a profundidade e a força de sua narrativa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:17:49 UTC</pubDate>
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         <title>PAULINA CHIZIANE</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Começou a escrever em jornais em 1984, mas foi apenas em 1990 que publicou o primeiro livro. Não eram apenas os preconceitos de gênero que dificultavam a entrada de Paulina na vida literária.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:20:17 UTC</pubDate>
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         <title>Maria da Conceição Evaristo de Brito </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria da Conceição Evaristo de Brito, conhecida como Conceição Evaristo, nasceu em 29 de novembro de 1946, em Belo Horizonte, Minas Gerais. É uma escritora, poeta e ensaísta brasileira, de grande relevância na literatura afro-brasileira. Cresceu em uma comunidade pobre e teve que conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica desde jovem. Mesmo com dificuldades, conseguiu concluir o curso normal e, posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro.</p><p><br></p><p>No Rio de Janeiro, ingressou na faculdade e formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também obteve um mestrado em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Suas obras são conhecidas por retratar a experiência das mulheres negras, a luta contra o racismo e as desigualdades sociais, destacando a oralidade e a memória coletiva das comunidades afrodescendentes.</p><p><br></p><p>Entre suas principais obras estão o romance "Ponciá Vicêncio" (2003), a coletânea de contos "Insubmissas Lágrimas de Mulheres" (2011) e o livro de poemas "Poemas da Recordação e Outros Movimentos" (2008). Conceição Evaristo também é reconhecida pela sua militância pelos direitos das mulheres negras e pela sua contribuição para o fortalecimento da identidade afro-brasileira na literatura.</p><p>Sua escrita é marcada pelo conceito de "escrevivência", termo que ela criou para definir uma escrita que nasce das vivências de mulheres negras, refletindo suas dores, lutas e resistências. Ao longo de sua carreira, ela tem sido amplamente premiada e reconhecida como uma das mais importantes vozes da literatura contemporânea brasileira.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:21:31 UTC</pubDate>
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         <title>NOME: Nadine Gordimer de Joanesburgo</title>
         <author>narutinho097</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>BREVE BIOGRAFIA: Nadine Gordimer (1923–2014) foi uma escritora e ativista sul-africana, nascida em Joanesburgo. Ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1991, sendo reconhecida por sua luta contra o apartheid, o regime de segregação racial na África do Sul, tema recorrente em suas obras.</p><p><br></p><p>Gordimer começou a escrever desde jovem, publicando seu primeiro conto aos 15 anos. Seus romances, contos e ensaios abordam as complexidades morais e sociais da vida em uma sociedade profundamente dividida. Entre suas obras mais conhecidas estão "O Mundo dos Outros" (1974), "A Filha de Burger" (1979) e "Julho" (1981).</p><p><br></p><p>Ao longo de sua vida, Gordimer se engajou ativamente em movimentos anti-apartheid e foi amiga de Nelson Mandela. Muitas de suas obras foram banidas pelo governo sul-africano, mas isso não a impediu de continuar criticando o regi</p><p>me.</p><p><br></p><p>UM Fato curioso: Um fato curioso sobre Nadine Gordimer é que ela foi uma das primeiras pessoas a quem Nelson Mandela confiou o rascunho de sua famosa autobiografia, "Longa Caminhada até a Liberdade". Ele pediu a Gordimer que revisasse o texto enquanto estava preso. Esse gesto demonstra o respeito e a confiança que Mandela tinha em Gordimer, não apenas como escritora, mas como uma figura intelectual e ativista comprometida com a luta pela justiça na África do Sul.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:22:32 UTC</pubDate>
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         <title>Yaa Gyasi </title>
         <author>ryan75952</author>
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         <description><![CDATA[<p>Yaa Gyasi é uma escritora ganesa-americana, nascida em 1989 em Mampong, Gana, e criada nos Estados Unidos. Ela é mais conhecida por seu aclamado romance de estreia, "Homegoing" (2016), que aborda a história de duas meio-irmãs africanas e seus descendentes, ao longo de 300 anos, abrangendo desde o tráfico de escravos até a vida contemporânea nos EUA. Gyasi estudou na Universidade de Stanford e obteve um MFA em Escrita Criativa na Universidade de Iowa. Seu trabalho destaca questões de raça, história e identidade, e ela é considerada uma das vozes mais promissoras da literatura contemporânea.</p><p><br/></p><p>  Um fato importante sobre Yaa Gyasi é que, após o sucesso de "Homegoing", ela lançou seu segundo romance, "Transcendent Kingdom", em 2020. Este livro explora a vida de uma mulher ganense que busca entender sua identidade e o impacto da cultura africana em sua vida nos Estados Unidos. "Transcendent Kingdom" foi amplamente elogiado pela crítica e recebeu várias indicações a prêmios literários, consolidando Gyasi como uma voz proeminente na literatura contemporânea. A obra também aborda temas como imigração, ciência, fé e a luta contra vícios, refletindo as complexidades da experiência afro-americana.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:26:04 UTC</pubDate>
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         <title>Maria Firmina dos Reis</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Um fato curioso e importante sobre Maria Firmina dos Reis é que, ao publicar "Úrsula" em 1859, ela se tornou a primeira mulher a publicar um romance no Brasil. O livro é notável não apenas por sua autoria feminina, mas também por abordar questões sociais relevantes da época, como a escravidão e a condição da mulher.</p><p>Além disso, Maria Firmina foi pioneira ao criar uma personagem negra como protagonista, algo incomum na literatura da época. Sua obra traz uma crítica contundente à escravidão e à opressão, destacando a luta por liberdade e dignidade. Esse aspecto de sua escrita a coloca como uma precursora na literatura afro-brasileira, muito antes de outros autores abordarem esses temas de maneira tão direta. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:27:04 UTC</pubDate>
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         <title>Djaimilia Pereira de Almeida </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Jaimília Pereira de Almeida é uma escritora angolana nascida em 1985, em Luanda. Formou-se em Comunicação Social e começou sua carreira literária em um contexto de crescente reconhecimento da literatura angolana.</p><p><br/></p><p>Ela é autora de várias obras, incluindo romances e contos, destacando-se pelo uso de narrativas que exploram a identidade, a memória e as dinâmicas sociais de Angola. Seu primeiro romance, "O que ficou para trás" (2014), foi amplamente aclamado, e suas obras são marcadas por uma prosa poética e reflexiva.</p><p><br/></p><p>Almeida também é conhecida por seu envolvimento em projetos de promoção da leitura e da escrita, contribuindo para a valorização da cultura literária em Angola. Sua presença em eventos literários internacionais tem ajudado a colocar a literatura angolana em um contexto global, fazendo dela uma voz importante da contemporaneidade literária africana.</p><p><br/></p><p>Um fato importante sobre Jaimília Pereira de Almeida é que, além de sua carreira literária, ela é uma das vozes que contribui para a visibilidade da literatura angolana contemporânea em plataformas internacionais. Seu envolvimento com projetos de promoção da leitura e escrita em Angola destaca seu compromisso em fomentar a cultura literária no seu país. Isso a torna uma figura influente não apenas como escritora, mas também como defensora da literatura africana.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:29:22 UTC</pubDate>
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         <title>Jarid Arraes</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Nascida em Juazeiro do Norte, na região do Cariri (CE), em 12 de Fevereiro de 1991, Jarid Arraes é escritora, cordelista, poeta e autora do romance "Corpo desfeito" e do premiado “Redemoinho em dia quente“, vencedor do Prêmio Biblioteca Nacional, do APCA de Literatura na Categoria Contos e finalista do Prêmio Jabuti. Jarid também é autora do livro de poemas “Um buraco com meu nome“, da coletânea “Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis“ e de "As Lendas de Dandara". Atualmente vive em São Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita Para Mulheres e tem mais de 70 títulos publicados em Literatura de Cordel.</p><p><br>Desde a infância teve forte contato com a <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura">literatura</a>, sobretudo pela influência de sua própria família. Seu avô, Abraão Batista foi <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Poeta">poeta</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura">xilógrafo</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Escultura">escultor</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ceramista">ceramista</a>, gravador e professor. Desde o final da década de 1960 produzira cordéis até se estabelecer na cena, com uma produção de mais de 200 títulos. Com reconhecimento internacional, é também um dos fundadores da <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_Brasileira_de_Literatura_de_Cordel">Academia Brasileira de Literatura de Cordel</a> no <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro">Rio de Janeiro</a>. Herdeiro dos grandes cordelistas e do Mestre Noza, mestre maior do artesanato Juazeirense, &nbsp;funda o Centro de Cultura Mestre Noza e a Associação dos Artesãos do Padre Cícero, com o objetivo de congregar os artesãos de Juazeiro contribuindo para a organização e valorização da atividade de artesanato na cidade.</p><p>Seu pai, Hamurabi Batista é poeta popular, cordelista, xilógrafo e escultor. Com uma vasta produção de mais de 250 folhetos, traz em sua escrita um forte compromisso com a história e a luta política, com personalidades históricas e diversas questões raciais. Enquanto produtor cultural é presidente da Associação dos Artesãos do Padre Cícero e gestor do Centro de Cultura Popular Mestre Noza, onde funciona a associação, trabalhando para o reconhecimento e valorização das obras produzidas pelos artistas locais e o escoamento da produção.</p><p>Jarid cresceu entre manifestações de cultura tradicional nordestina, frequentando o Centro de Cultura Popular <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_Noza">Mestre Noza</a>.<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jarid_Arraes#cite_note-5"><sup>[5]</sup></a> Suas influências literárias não se limitaram ao cordel. Tem os livros de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Drummond_de_Andrade">Carlos Drummond de Andrade</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Leminski">Paulo Leminski</a>, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Bandeira">Manuel Bandeira</a> e <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar">Ferreira Gullar</a> como principais interesses. No entanto, foi percebendo, enquanto crescia, que o acesso a obras de escritoras era precário, o que motivou-a a pesquisar e conhecer mulheres que marcaram a história não só como autoras e poetas, mas nas mais diversas áreas do conhecimento, principalmente mulheres negras, que percebia serem ainda mais esquecidas das escolas e mídia</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:33:58 UTC</pubDate>
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         <title>MARIA BEATRIZ NASCIMENTO </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Nascimento:&nbsp;</strong>17 de julho de 1942,&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="fl" href="https://www.google.com/search?client=ms-android-samsung-gj-rev1&amp;sca_esv=969a37d7d8df40c7&amp;hl=pt-BR&amp;cs=1&amp;sxsrf=ADLYWIKYfC22xblSoqP27-rOWHkQ81EeLg:1729553572294&amp;q=aracaj%C3%BA&amp;si=ACC90nzx_D3_zUKRnpAjmO0UBLNxnt7EyN4YYdru6U3bxLI-L21OylYYYgVseC77P0DejnaJXrU1UFxVq9q0hZN8xFNFm7CmXsEQxosrSzgKWvD2-DHbm_VcbC8m7mDGSuqhGxYya5WywcB6mG96nGw0gL9R2NvQHeTb4jfIBmkwG9c36lZPO5gWVOWJM3ADpgGA1FKxPmdF&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjksK-S0aCJAxWYVqQEHdhWF4IQmxMoAHoECB4QAg&amp;biw=412&amp;bih=766&amp;dpr=1.75">Aracaju, Sergipe, Brasil</a></p><p><strong>Falecimento:&nbsp;</strong>28 de janeiro de 1995,&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="fl" href="https://www.google.com/search?client=ms-android-samsung-gj-rev1&amp;sca_esv=969a37d7d8df40c7&amp;hl=pt-BR&amp;cs=1&amp;sxsrf=ADLYWIKYfC22xblSoqP27-rOWHkQ81EeLg:1729553572294&amp;q=rio+de+janeiro&amp;si=ACC90nyvvWro6QmnyY1IfSdgk5wwjB1r8BGd_IWRjXqmKPQqm2y2OS4cdRuH5PZzWSqna7WAehHyEPSjiGCSEZQkzogLXzNYCq0NqPw9G8zzLfNDHnvScY2ujBk2j6r--S_CVWtTcJPyHsGEsNakU1I51HicJ8xEwUNyTtCxp4xnaw5CsbO85Qyq83jMxWh6WTrom59Mbzn2ckGzKiS74hl-XmbwT_4dPg%3D%3D&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjksK-S0aCJAxWYVqQEHdhWF4IQmxMoAHoECBoQAg">Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil</a></p><p><strong>Conhecido(a) por:&nbsp;</strong>ativista pelos&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="fl" href="https://www.google.com/search?client=ms-android-samsung-gj-rev1&amp;sca_esv=969a37d7d8df40c7&amp;hl=pt-BR&amp;cs=1&amp;sxsrf=ADLYWIKYfC22xblSoqP27-rOWHkQ81EeLg:1729553572294&amp;q=direitos+humanos&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAONgVuLQz9U3MM7JMV7EKpCSWZSaWZJfrJBRmpuYl18MAJglj0EfAAAA&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjksK-S0aCJAxWYVqQEHdhWF4IQmxMoAHoECBsQAg">direitos humanos</a>&nbsp;de negros e mulheres; pesquisadora do protagonismo negro no meio acadêmico</p><p><strong>Morte:&nbsp;</strong>28 de janeiro de 1995 (52 anos); Rio de Janeiro, Brasil</p><p><strong>Prêmios:&nbsp;</strong>Mulher do Ano 1986, pelo&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="fl" href="https://www.google.com/search?client=ms-android-samsung-gj-rev1&amp;sca_esv=969a37d7d8df40c7&amp;hl=pt-BR&amp;cs=1&amp;sxsrf=ADLYWIKYfC22xblSoqP27-rOWHkQ81EeLg:1729553572294&amp;q=Conselho+Nacional+dos+Direitos+da+Mulher&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAONgVuLVT9c3NCwqyasqMys2W8Sq4ZyfV5yak5Gv4JeYnJmfl5ijkJJfrOCSWZSaWQJkpCQq-JbmZKQWAQCaxgF3PAAAAA&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjksK-S0aCJAxWYVqQEHdhWF4IQmxMoAHoECB0QAg">Conselho Nacional dos Direitos da Mulher</a></p><p><strong>Tese:&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" class="fl" href="https://www.google.com/search?client=ms-android-samsung-gj-rev1&amp;sca_esv=969a37d7d8df40c7&amp;hl=pt-BR&amp;cs=1&amp;sxsrf=ADLYWIKYfC22xblSoqP27-rOWHkQ81EeLg:1729553572294&amp;q=Ori&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAONgVuLVT9c3NMwyKDROzqsoWsTK7F-UCQDXCygOFwAAAA&amp;sa=X&amp;sqi=2&amp;ved=2ahUKEwjksK-S0aCJAxWYVqQEHdhWF4IQmxMoAHoECB8QAg">Ori</a>&nbsp;(1989) Sendo assim, Maria Beatriz Nascimento&nbsp;foi uma das primeiras mulheres com a voz ativa na denúncia do racismo estrutural no Brasil e na ascensão da valorização da cultura afro-brasileira, sendo ela uma grande referência na luta contra o racismo e o combate pela inclusão e valorização da cultura afro-brasileira</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:35:59 UTC</pubDate>
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         <title>Ruth Guimarães Botelho </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Foi a primeira escritora brasileira negra que conseguiu projetar-se nacionalmente desde o lançamento do seu primeiro livro, o romance&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua_Funda_(romance)"><em>Água Funda</em></a>, em&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1946">1946</a>.</p><p>Passou parte da infância (dos 4 aos 9 anos) em uma fazenda que seu pai administrava no Sul de Minas Gerais. “Foi lá que, ainda criança – aos 5 anos já lia jornais –, recolheu histórias dos peões, caipiras, iletrados e toda gente simples que conheceu, mas de excepcional domínio da sabedoria popular, que marcaria sua obra”, nas palavras do jornalista e escritor&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="new" href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Joaquim_Maria_Botelho&amp;action=edit&amp;redlink=1">Joaquim Maria Botelho</a>, filho de Ruth Guimarães.&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:0-2"><sup>[2]</sup></a>.</p><p>Com dez anos de idade, publicou os seus primeiros poemas nos jornais "A Região" e "A Notícia", de sua terra natal<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:1-3"><sup>[3]</sup></a>. Com 17 anos, após o falecimento da mãe, mudou-se sozinha para a&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_(cidade)">cidade de São Paulo</a>, onde alugou uma casa em Vila Formosa (bairro da Zona Leste) e levou os irmãos. Em São Paulo, cursou magistério na&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Escola_Normal_Caetano_de_Campos">Escola Normal Caetano de Campos</a>&nbsp;e ingressou no Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado - IPASE como funcionária concursada.<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:3-4"><sup>[4]</sup></a></p><p>Já com 19 anos consegue publicar "Caboclo<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-5"><sup>[5]</sup></a>", seu primeiro poema impresso em jornal da capital. Alguns anos depois, formou-se em Letras Clássicas<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:3-4"><sup>[4]</sup></a>, pela&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Faculdade_de_Filosofia,_Ci%C3%AAncias_e_Letras_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo">Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras</a>&nbsp;(FFCL) da&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/USP">USP</a>, cujo acesso se deu pela publicação e projeção nacional decorrente do romance Água Funda<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:0-2"><sup>[2]</sup></a>. Também frequentou a&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Arte_Dram%C3%A1tica_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo">Escola de Arte Dramática da USP</a>, fundada por&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Alfredo_Mesquita">Alfredo Mesquita</a>, onde estudou Dramaturgia e Crítica<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:1-3"><sup>[3]</sup></a>.</p><p>Ruth, levando suas histórias apreendidas da tradição oral de índios e negros, contadas pela avó, pelas famílias de peões e colonos com quem conviveu na infância em Minas Gerais, resolveu recontá-las. Procurou&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_de_Andrade">Mário de Andrade</a>, que a orientou nas técnicas de pesquisa folclórica, entre 1942 e 1944<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:4-6"><sup>[6]</sup></a>, mas não viveu a tempo de ver a obra “<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="new" href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Os_Filhos_do_Medo&amp;action=edit&amp;redlink=1">Os Filhos do Medo</a>”foi publicada em 1950. ComSuas obras têm como características a valorização da oralidade, da linguagem caipira e regional; o enaltecimento da cultura negra, elementos folclóricos e da cultura indígena, o realismo fantástico e a crítica social.</p><p>Em 1974, Ruth Guimarães fora sondada pelo amigo e membro da Academia Paulista de Letras, Fernando Góes, para uma possível candidatura à APL, porém recusou por falta de tempo. Depois de muitos anos, após indicação de <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lygia_Fagundes_Telles">Lygia Fagundes Telles</a>, foi eleita no dia 5 de junho de 2008, aos 88 anos, para ocupar a cadeira número 22 da <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Academia_Paulista_de_Letras">Academia Paulista de Letras</a>.</p><p>Às vésperas de completar 89 anos, assumiu a pasta da Secretaria de Cultura de Cachoeira Paulista, sua cidade natal ampla pesquisa folclórica sobre o diabo e as manifestações demoníacas no imaginário do homem do Vale do Paraíba, a&nbsp;<em>“</em>publicação lhe valeu um verbete na&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="new" href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Encicl%C3%B3p%C3%A9die_Fran%C3%A7aise_de_la_Pl%C3%A9iade&amp;action=edit&amp;redlink=1">Enciclópédie Française de la Pléiade</a>, publicada pela&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Gallimard">Editora Gallimard</a>, fazendo de Ruth Guimarães a única escritora latino-americana a receber esta distinção”.</p><p>Profissionalizou-se como&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jornalista">jornalista</a>&nbsp;e colaborou assiduamente na imprensa paulista e&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(cidade)">carioca</a>, além da seção permanente que manteve durante vários anos na&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Revista_do_Globo">Revista do Globo</a>, de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Porto_Alegre">Porto Alegre</a>. Tinha uma coluna semanal de crônicas no jornal&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Valeparaibano">Valeparaibano</a>, de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jos%C3%A9_dos_Campos">São José dos Campos</a>.</p><p>Escreveu para diversos periódicos como Correio Paulistano; A Gazeta; Diário de São Paulo; Folha da Manhã; Revista Lusitana; Globo. Publicou contos no suplemento literário de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo">O Estado de S. Paulo</a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:2-7"><sup> </sup></a>&nbsp;além de crônicas semanais para a Folha de São Paulo.</p><p>Casou-se com um primo de primeiro grau (Zizinho Botelho), parceiro de toda a vida, com quem teve nove filhos, sendo que três deles nasceram com a&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Alport">síndrome de Alport</a>. Recebeu recomendação de médicos para que morassem em lugares quentes. Mudaram para Cachoeira Paulista, onde fez carreira como professora. Além da atividade docente e jornalística, fez trabalhos de tradução para a&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Editora_Cultrix">Editora Cultrix</a>, principalmente a partir do francês, tendo sido considerada responsável pela popularização de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Dostoi%C3%A9vski">Dostoiévski</a>&nbsp;no Brasil.&nbsp;Também traduziu obras de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Balzac">Balzac</a>,&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Alphonse_Daudet">Alphonse Daudet</a>, entre outros. Em 1963, traduziu direto do latim<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:0-2"><sup> </sup></a>'<a rel="noopener noreferrer nofollow" class="mw-redirect" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/O_Asno_de_Ouro">O Asno de Ouro</a>, de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Apuleio">Apuleio</a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ruth_Guimar%C3%A3es#cite_note-:3-4"><sup>[4]</sup></a>&nbsp;(único romance latino da Antiguidade a sobreviver até os dias de hoje). Foi professora de português por mais de 30 anos em escolas de São Paulo.</p><p>Suas obras têm como características a valorização da oralidade, da linguagem caipira e regional; o enaltecimento da cultura negra, elementos folclóricos e da cultura indígena, o realismo fantástico e a crítica social.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-21 23:36:42 UTC</pubDate>
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