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      <title>Memorial  by Leonardo Scalisse</title>
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      <description>Feito com amor</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-11-12 23:45:53 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-08-23 06:29:41 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Um pouco de mim</title>
         <author>leonardo_scalisse</author>
         <link>https://padlet.com/leonardo_scalisse/hnnwt74lt076/wish/303515819</link>
         <description><![CDATA[<div>Minha vida é normal. Eu tenho agora 26 anos e dez meses, tenho 4 gatos e 2 cachorros, e tenho síndrome de Asperger. Eu fiz graduação em Pedagogia, e agora estou fazendo Mestrado em Educação, há um ano. É legal, os amigos são legais, gosto de ver os filmes e documentários que passam lá, e depois falar sobre eles. Eu gostei muito do O Equilibrista, porque é igual daqueles de circo. Gostei também de A Caverna dos Sonhos Esquecidos, de Herzog. Mas o meu preferido foi o Narradores de Javé, de Eliana Caffé. O meu projeto do Mestrado é sobre os Sebos, porque é um lugar muito gostoso de se ficar, eu vou há mais de dez anos no Sapiente de Americana, porque lá tem coisas boas e baratas, livros que as editoras não tem mais para vender novos e os estudantes precisam, CDs, DVDs e LPs  (bolachão de vinil) e instrumentos musicais também. Mas eu gosto mais dos livros e gibis que tem por lá. Eu também gosto de falar sobre o sebo é que as pessoas podem dizer o que quiserem lá, discutir sem brigar por causa de terem opiniões diferentes. Aos sábados, as pessoas chegam, pegam os instrumentos e começam a tocar. Todo mundo pode cantar e tocar junto. O link do facebook deles é esse:<br>O que eu for colocando aqui, vou colocar em uma postagem chamada Referências Bibliográficas também, vai estar depois das postagens. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-12 23:46:29 UTC</pubDate>
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         <title>Por que sebo ?</title>
         <author>leonardo_scalisse</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao pesquisar porque chamam de sebos as livrarias de livros usados, encontrei duas informações: <a href="http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2013/04/por-que-os-sebos-sao-chamados-assim">uma das fontes </a>do portal EBC de Notícias diz que, porque eram velhos e muito usados, os livros vendidos ali eram "ensebados" - porque as pessoas não eram muito limpas e pegavam os livros com as mãos sujas, ou mesmo porque as velas - que eram de sebo -, usadas na leitura, se derramavam nos livros; em outra fonte - <a href="https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/por-que-a-loja-de-livros-usados-se-chama-sebo-2/">um artigo da revista Veja</a> - aparece que são chamados assim porque, em Portugal, as apostilas são chamadas de sebentas. A que eu achei melhor foi a que está no<a href="http://jornalivros.com.br/2009/04/de-onde-vem-a-palavra-%E2%80%9Csebo%E2%80%9D/"> site de Bira Câmara</a>, que explica que tirou os dados de um dicionário, de Silveira Bueno (1974, vol. 6, p. 174): <br><br></div><div>Do particípio presente ‘sapiente’ se fizeram várias derivadas: ‘sabença’ (‘sapientia’), ‘sabente’ e desta forma ‘sabentar-se’ em espanhol, ‘asabentar’ em provençal, catalão, correspondendo ao italiano ‘insaventire’, tornar-se sábio, eruditar-se, instruir-se, donde o português arcaico ‘assabentar’, ‘sabentar’. Desta forma verbal saiu ‘sabenta’, a apostila, o conjunto de lições, explicações de aula. Houve assimilação de ‘a’ e ‘e’ (‘sebenta’) já sob a influência do adjetivo ‘sebento’, ‘sebenta’. Assim, ‘sebenta’ nada tem a ver com ‘sebenta’ de sebo, mas queria dizer: a obra, a coleção de notas de classe que tornava o estudante mais preparado, mais sábio.<br><br></div><div>Talvez seja por isso que o Sr. Luiz, dono do Sebo Sapiente, tenha escolhido esse nome. Vou perguntar para ele.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-13 19:52:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>leonardo_scalisse</author>
         <link>https://padlet.com/leonardo_scalisse/hnnwt74lt076/wish/319517215</link>
         <description><![CDATA[<div>Projeto de Pesquisa<br>Programa de Mestrado em Educação Sociocomunitária<br>Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL, <strong><em>Campus</em></strong><strong> Americana-SP<br></strong><br></div><div><strong>O SAPIENTE DO SEBO E PORQUE SER SEBISTA: ASPECTOS HISTÓRICOS E AS RELAÇÕES COM A EDUCAÇÃO<br></strong><br></div><div><strong> Proponente: Leonardo Francisco Scalisse<br> Orientadora: Profa. Dra. Renata Sieiro Fernandes</strong></div><div><br></div><div>PROJETO DE PESQUISA 2019</div><div> </div><div> </div><div><strong>O SAPIENTE DO SEBO E PORQUE SER SEBISTA: ASPECTOS HISTÓRICOS E AS RELAÇÕES COM A EDUCAÇÃO<br></strong><br></div><div> </div><div><strong>Resumo</strong>: Este trabalho tem como tema a história de vida do dono do Sebo Sapiente, Sr. Luis Sanajote, existente há mais de 20 anos na cidade de Americana-SP, contando com um acervo de 12 mil livros, mais de 2 mil revistas, gibis e afins, cds, discos de vinil, instrumentos e acessórios musicais, para que, a partir do que ele conta, poder preencher uma lacuna acadêmica sobre os sebos, bem como evidenciar o papel importante que o sebista de Americana-SP tem na cidade, sendo então esse último ítem a problemática do trabalho, o conhecimento da história de vida do único sebista da cidade de Americana-SP. Os objetivos primários<strong> </strong>são: a) reconstruir a trajetória histórica dos sebos até a atualidade e, especialmente, do sebo de Americana mais antigo é único e b) reconstruir a trajetória de vida do sebista Sr. Luis Sanajote, do sebo da cidade de Americana-SP. reconstruir a trajetória de vida do sebista Sr. Luis Sanajote, do sebo da cidade de Americana-SP, e os objetivos secundários são : apresentar historicamente o surgimento e permanência dos sebos na atualidade, estabelecer relação de aprendizagem e processos educativos contidos no sebo, bem como estabelecer relação do sebo com o campo da educação não formal. O referencial teórico será a partir de Darnton, Hallewell (2002), Chartier (2002), Trilla-Bernet (1997), Fernandes (2012), Mészáros (2008) e para a História Oral serão Fernandes e Lima (2018), Santhiago (2015), Alberti, (2005) e Bosi(1994), principalmente, entre outros que serão buscados ao longo da pesquisa. A metodologia será é de abordagem qualitativa, descritiva e analítica, no campo da Educação, e irá usar como metodologia a História Oral, tendo como ferramenta a entrevista e utilizando a forma de história de vida.<br><br></div><div> <strong>Palavras-chave</strong>: História Oral, Educação não-formal, Educação, Sebo. <br><br></div><div><strong>Desenho</strong>: A pesquisa é de abordagem qualitativa, descritiva e analítica, no campo da Educação. A pesquisa é de campo empírico e se dá por meio de História Oral, do tipo história de vida. O sujeito da pesquisa é o sebista, Sr. Luis Sanajote. O <em>lócus</em> da pesquisa é o sebo Sapiente, localizado em Americana-SP. As técnicas e procedimentos de coleta de dados são por revisão bibliográfica, narrativas de história de vida com uso de gravação em audiovisual e levantamento e registro fotográfico de objetos e marcas de leitura encontrados dentro dos livros (pois o sebista já tem essa prática no seu dia a dia), de modo a compor textos imagéticos e analíticos sobre os conteúdos. Será usado o Padlet, um aplicativo gratuito para montar painéis ou murais, como modo de disponibilizar as informações, descrições, argumentações ao longo da pesquisa, sejam elas escritas, visuais ou sonoras. Ele também permite que pessoas convidadas possam interagir postando comentários e fazendo questionamentos que o pesquisador tentará responder. Os temas das narrativas/depoimentos são: as motivações e razões para a escolha da profissão de sebista e a persistência no ofício, na cidade de Americana-SP; influências familiares; relação com a leitura e com a música desde a infância até a idade adulta; os aspectos educativos não formais de um sebo; práticas anticonsumismo; a socialização dos frequentadores do espaço do sebo; as escolhas e preferências dos frequentadores para ler; objetos encontrados dentro dos livros e marcas de leitura. </div><div><strong> </strong></div><div><strong>INTRODUÇÃO</strong></div><div>Este projeto tem como tema a história de vida do dono do Sebo Sapiente, Sr. Luis Sanajote, existente há mais de 20 anos na cidade de Americana-SP, contando com um acervo de 12 mil livros, mais de 2 mil revistas, gibis e afins, cds, discos de vinil, instrumentos e acessórios musicais.</div><div>O sebo é o nome dado a livrarias que compram, vendem e trocam livros usados e outras produções fora de catálogo, muitas vezes a preços populares, sendo um importante meio de aprendizagem, por práticas e processos educativos que envolvem socialização e formação dentro do campo da Educação não formal. </div><div>A possível origem dos sebos encontra-se na Europa do século XVI a partir de mercadores que levavam e traziam de várias localidades, documentos impressos. E estima-se que os sebos tenham chegado ao Brasil em meados do século XIX.</div><div>Americana-SP é um município da região de Campinas-SP, com população estimada, em 2018, em 237.112 pessoas (<a href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/americana/panorama">https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/americana/panorama</a>), entretanto, não há livrarias no comércio local e apenas o sebista oferece produtos ligados à leitura. Desta forma, justifica-se a motivação pessoal para a realização de uma pesquisa qualitativa na linha da História Oral, sendo do tipo história de vida, de modo a conhecer a relação dele com a educação e a contribuição à cidade.</div><div>A justificativa acadêmica se refere a uma lacuna na produção teórica sobre o assunto dos sebos, tendo sido encontrado apenas três livros que conta a história do sebo (ANDRADE, 2009), o de Brito (2000) e o de Secchin  (2007), um de fotos (DARDOT e MORAIS, 2007), em uma busca na <em>internet</em>, na base do Scielo foi encontrado um artigo que trata dos sebos da cidade de Belo Horizonte-MG (DELGADO, 1999) e na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) foram encontradas 12 entradas para o descritor “sebo de livros”. E cada um desses somente fala que existem sebos, que foram consultados para fazer o trabalho deles (por exemplo, PINHEIRO, 2008 e REIFSCHNEIDER, 2011) ou que existem em um determinado lugar (REZENDE, 2014) apenas. </div><div> </div><div><strong>PROBLEMÁTICA <br></strong><br></div><div>O conhecimento da história de vida do único sebista da cidade de Americana-SP.</div><div> <br><strong>QUESTÕES ORIENTADORAS<br></strong><br></div><div>Os temas das questões orientadoras da pesquisa são: as motivações e razões para a escolha da profissão de sebista e a persistência no ofício, na cidade de Americana-SP; influências familiares; relação com a leitura e com a música desde a infância até a idade adulta; os aspectos educativos não formais de um sebo; práticas anticonsumismo; a socialização dos frequentadores do espaço do sebo; as escolhas e preferências dos frequentadores para ler; objetos encontrados dentro dos livros e marcas de leitura. </div><div> </div><div><strong>HIPÓTESE</strong></div><div>            A história de vida do sebista revelará indícios qualitativos na proximidade com a literatura, a música e a educação no campo não formal.</div><div> </div><div><strong>OBJETIVOS PRIMÁRIOS</strong></div><div>·         Reconstruir a trajetória histórica dos sebos até a atualidade e, especialmente, do sebo de Americana mais antigo e único.</div><div>·         Reconstruir a trajetória de vida do sebista Sr. Luis Sanajote, do sebo da cidade de Americana-SP.</div><div> </div><div> <strong>OBJETIVOS SECUNDÁRIOS</strong></div><div>·         Estabelecer relação de aprendizagem e processos educativos contidos no sebo;</div><div>·         Estabelecer relação do sebo com o campo da educação não formal.</div><div> </div><div><strong>REFERENCIAL TEÓRICO</strong></div><div>A estrutura da pesquisa se orienta por uma parte histórica, sobre como começaram a existir os sebos, porque eles têm esse nome, apresentar a história deles desde as origens europeias, mostrar fotos das banquinhas ao lado do Rio Sena, em Paris, uma listagem atual dos sebos existentes no Brasil, até o Estante Virtual, um <em>site</em> que tentou juntar, virtualmente, alguns sebos do Brasil. A segunda parte da pesquisa, tratará da existência do sebo mais antigo na cidade de Americana-SP, apresentando dados da cidade (históricos, econômicos, populacionais, de escolaridade) e, a última parte, tratando da história de vida do sebista. </div><div>Para tanto, as referências bibliográficas de ancoragem serão Darnton  (2010), que conta a história do livro, Hallewell (2002), que fala sobre a história do livro no Brasil, Chartier (2002) sobre comunicação escrita e impressa, Delgado (2000) pela proximidade com o tema desta pesquisa, Trilla-Bernet (1997) que apresenta o conceito de cidade educativa, Fernandes (2012), pela inclusão do sebo como um lugar educativo no campo da educação não formal e Mészáros (2008), para entender como os sebos encontram jeitos de, mesmo estando no capitalismo, fazer coisas alternativas, como praticar escambo fazendo trocas e oferecendo serviços de um jeito diferente. Para a História Oral os autores serão: Fernandes e Lima, (2018), Santhiago (2015), Alberti, (2005), Bosi(1994), Patai (2010), Portelli (2010), Avelar e Schmidt (2018) principalmente, entre outros que serão buscados ao longo da pesquisa. </div><div><strong> </strong></div><div><strong>METODOLOGIA </strong></div><div>A metodologia é de abordagem qualitativa, descritiva e analítica, no campo da Educação. A pesquisa se dará por meio de História Oral, A pesquisa se dará por meio de História Oral por acreditarmos ser esse o melhor enfoque para o presente projeto. Tal metodologia de pesquisa visa deslindar o passado, valendo-se da memória (tanto suas lembranças como seus esquecimentos) e da fala do narrador ou do depoente. Nesse formato, a rememoração de fatos é usada no processo de reconstrução e ressignificação – e não resgate – da realidade sociocultural (SIMSON, 1997 apud FERNANDES e LIMA, 2018, p. 99). </div><div>Conforme Fernandes e Lima (2018), “as narrativas construídas pelos sujeitos tomam dimensões na medida em que são expressas – faladas – e escutadas e, para tanto, a situação ideal para isso é a da entrevista” (p. 100). </div><div>As narrativas orais coletadas podem se apresentar de diferentes formas, como história de vida (que foi a escolha para esse projeto), relato de vida e depoimento oral, na visão de Lang, Campos e Demartini (2010, apud FERNANDES e LIMA, 2018, p. 102); já sob a óptica de outro estudioso, Meihy, também na mesma obra acima (apud FERNANDES e LIMA, 2018, p. 102), “há basicamente três gêneros distintos em História Oral: história oral de vida [...], história oral temática [...] e tradição oral. “</div><div>            O sujeito da pesquisa é o sebista, Sr. Luis Sanajote.</div><div>            O <em>lócus</em> da pesquisa é o sebo Sapiente, localizado em Americana-SP.     </div><div>            As técnicas e procedimentos de coleta de dados serão por pesquisa bibliográfica, narrativas de história de vida com uso de gravação em audiovisual e levantamento e registro de fotografias de objetos e marcas de leitura encontrados dentro dos livros (pois o sebista já tem essa prática no seu dia a dia), de modo a compor textos imagéticos e analíticos sobre os conteúdos. </div><div>            Será usado o Padlet, um aplicativo gratuito para montar painéis ou murais, como modo de disponibilizar as informações, descrições, argumentações ao longo da pesquisa, sejam elas escritas, visuais ou sonoras. Ele também permite que pessoas convidadas possam interagir postando comentários e fazendo questionamentos que o pesquisador tentará responder.</div><div> </div><div><strong>METODOLOGIA DE ANÁLISE DE DADOS</strong></div><div>Será feita uma súmula da entrevista editada e as análises serão a partir dos temas sugeridos ao depoente e que servirão de categorias de análise: as motivações e razões para a escolha da profissão de sebista e a persistência no ofício, na cidade de Americana-SP; influências familiares; relação com a leitura e com a música desde a infância até a idade adulta; os aspectos educativos não formais de um sebo; práticas anticonsumismo; a socialização dos frequentadores do espaço do sebo; as escolhas e preferências dos frequentadores para ler; objetos encontrados dentro dos livros e marcas de leitura. Desta forma, se tentará perceber se a hipótese se confirma, ou seja, que a história de vida do sebista revelará indícios qualitativos na proximidade com a literatura, a música e a educação no campo não formal.</div><div> </div><div><strong>RISCOS</strong></div><div><strong>            </strong>A pesquisa é de baixo risco, mas pode envolver constrangimento do depoente ao narrar fatos pessoais, bem como se emocionar ao rememorar aspectos ligados à história de vida. Neste caso, a entrevista será finalizada e no caso de haver necessidade de ajuda psicológica, ao sujeito será indicado o atendimento gratuito oferecido pelo Serviço de Apoio Psicológico (SAP), do UNISAL, campus Maria Auxiliadora.</div><div> </div><div><strong>BENEFÍCIOS</strong></div><div>            O sujeito terá valorizada sua história de vida, garantindo a ele uma escuta atenta e sensível. Também terá divulgação pela via da mídia (Padlet) de sua contribuição pessoal à cultura da cidade de Americana-SP, no caso de autorizar a publicização do material.</div><div> </div><div><strong>DESFECHO PRIMÁRIO</strong></div><div><strong>            </strong>A pesquisa contribuirá para sanar uma lacuna no campo da pesquisa acadêmica sobre o tema dos sebos, bem como colaborará para a produção teórica do campo da Educação não formal, ainda em construção nos meios universitários. E a metodologia da História Oral valoriza e oferece escuta à história de pessoas comuns, como é o caso do sujeito desta pesquisa, no seu cotidiano e local de trabalho, trazendo suas versões e memórias que ajudam a compor o universo da história da cidade de Americana-SP.</div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-11 00:29:58 UTC</pubDate>
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         <title>Referências Bibliográficas </title>
         <author>leonardo_scalisse</author>
         <link>https://padlet.com/leonardo_scalisse/hnnwt74lt076/wish/319641853</link>
         <description><![CDATA[<div><br>ALBERTI, Verena. <strong>Manual de história oral. </strong>Rio de Janeiro, Editora FGV, 2005.<br><br></div><div>ANDRADE, Telma Guimarães Castro. <strong>Mistério no Sebo de Livros</strong>. São Paulo: Atual Editora. 2009. 81p.</div><div><br>AVELAR, Alexandre de Sá. SCHMIDT, Benito Bisso. <strong>O que pode a Biografia. </strong>São Paulo : Letra e Voz, 2018.<strong>  </strong></div><div>BARROS, J. D. <strong>Ásia - Dos Feitos que Os Portugueses Fizeram no Descobrimento e Conquista dos Mares e Terras do Oriente</strong>. Lisboa: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1989. 468 p. Disponivel em: &lt;https://books.google.com.br/books?id=qo8IaP9I&gt;. Acesso em: 10 JAN 2019.<br><br>BOSI, Ecléa. <strong>Memória e Sociedade : lembranças de velhos. </strong>7ª ed. São Paulo: Cia das Letras, 1994. </div><div><br>BRITO, Jorge (org.). <strong>Guia dos Sebos do Brasil</strong>. 3. Edição. Brasília. Gráfica Avant´s. 2000. 110 p.</div><div><br>BUENO, Francisco da Silveira. <strong>Grande Dicionário Etimológico-Prosódico da Língua Portuguesa</strong> . Brasília: Editora Brasília - 1974. 2ª.9 volumes.  </div><div><br></div><h1>CÂMARA, Bira. D<strong>E ONDE VEM A PALAVRA “SEBO”? </strong>do site Jornal dos Livros, Literatura e Bibliofilia, disponível em <a href="http://jornalivros.com.br/2009/04/de-onde-vem-a-palavra-%E2%80%9Csebo%E2%80%9D/">http://jornalivros.com.br/2009/04/de-onde-vem-a-palavra-%E2%80%9Csebo%E2%80%9D/</a> acesso em 11 AGO 2018.</h1><div><br>CHARTIER, Roger. <strong>À Beira da Falésia : a história entre incertezas e inquietudes. </strong>Porto Alegre : Ed. Universidade/UFRGS, 2002.</div><div><br>________________. <strong>Os desafios da escrita. </strong>São Paulo : Editora UNESP, 2002. </div><div><br>DARDOT, Marilá. MORAIS, Fabio. <strong>Sebo</strong>. parte de “Arquivo”, caixa editada por ocasião da exposição “ Sob Neblina [em segredo]”, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2007.</div><div><br>DARNTON, Robert. <strong>A questão dos livros. </strong>São Paulo, Companhia das Letras, 2010. 231p. </div><div><br>DELGADO, Márcia Cristina. <strong>Cartografia Sentimental de sebos e Livros. </strong>Belo Horizonte, Autêntica. 1999. 168 p.</div><div><br>FERNANDES, Renata Sieiro; GROPPO, Luis Antonio; PARK, Margareth Brandini. (org.). <strong>Cidade Patrimônio Educativo</strong>. Jundiaí, Paco Editorial, 2012, 202 p. </div><div><br>FERNANDES, Renata Sieiro; LIMA, Lívia Morais Garcia. A Metodologia da História Oral ou da História Falada na Pesquisa em Educação não Formal ou Sociocomunitária. P. 93-120 <em>In </em>BISSOTO, Maria Luísa; <br>MIRANDA, Antonio Carlos (orgs). <strong>Metodologia em Educação Sociocomunitária. </strong>Jundiaí: Paco Editorial, 2016. 268 p. </div><div><br>GÓMEZ-GRANELL, Carmen. VILA, Ignacio. <strong>A cidade como projeto educativo. </strong>Artmed. Porto Alegre, 2003. 152 p. </div><div><br>GONÇALVES, Priscilla S; SCALISSE, Leonardo F.; TONIOLO, Aline L. F.; FERNANDES, Renata Sieiro.  Ágora Sapiente: o sebo na cidade educativa<strong>.</strong> <strong>Cadernos da FUCAMP</strong>, v 16, no. 27, p-106-119, 2017. Disponível em: <a href="http://www.fucamp.edu.br/editora/index.php/cadernos/article/view/1053/813">http://www.fucamp.edu.br/editora/index.php/cadernos/article/view/1053/813</a>, acesso em 03 jun. 2018.</div><div><br>HALLEWELL, Laurence. <strong>O Livro no Brasil : sua história. </strong>São Paulo, EDUSP, 2012. 1015 p.</div><div><br>LACEY, R. &amp;. D. D. <strong>O Ano 1000 - A Vida no Início do Primeiro Milênio</strong>. 1. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. 185 p. Acesso em: 10 janeiro 2019.<br><br></div><div>LANG, Alice Beatriz da Silva Gordo; CAMPOS, Maria Christina Siqueira de Souza; DEMARTINI, Zeila de Brito Fabri. <strong>História oral e pesquisa sociológica: a experiência do CERU</strong>. [S.l: s.n.], 1998.</div><div><br>LE GOFF, J. &amp;. T. N. <strong>Uma história do corpo na Idade Média</strong>. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. 207 p.<br><br></div><div>LE GOFF, J. (. <strong>O Homem Medieval</strong>. 1. ed. Lisboa: Nova Força, 1989. 259 p. Acesso em: 07 JAN 2019.<br><br></div><div>LE GOFF, J. <strong>Mercadores e banqueiros da Idade Média</strong>. Tradução de Antonio de Pádua Danesi. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 134 p.<br><br></div><div>LE GOFF, J. <strong>O apogeu da cidade medieval</strong>. Tradução de Antônio de Padua Danesi]. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 151 p. Acesso em: 07 JAN 2019.<br><br></div><div>LE GOFF, J. <strong>Os Intelectuais na Idade Média</strong>. Tradução de Marcos de Castro. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. 252 p.<br><br></div><div>LE GOFF, J. <strong>A civilização do Ocidente medieval</strong>. Petrópolis: Vozes, 2016. 291 p.</div><div><br>LIMA, Daniela Morelli de. <strong>Americana em um século: a evolução urbana de uma cidade industrial de porte médio. </strong>São Paulo: Annablume; FAPESP, 2002.</div><div><br></div><h1>MAGALHÃES, Eliana. <strong>Por que os sebos são chamados assim? </strong>Disponível em <a href="http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2013/04/por-que-os-sebos-sao-chamados-assim">http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2013/04/por-que-os-sebos-sao-chamados-assim</a>, acesso em 11 AGO 2018</h1><div><br>MÉSZÁROS, István. <strong>A Educação para além do capital. </strong>2. Edição. Boitempo Editorial. São Paulo, 2008. 126 p.</div><div><br>PATAI, Daphne. <strong>História Oral, Feminismo e Política.</strong>São Paulo: Letra e Voz, 2010.</div><div><br>PINHEIRO, Mariza de Oliveira. <strong>Anayde Beiriz e a escrita em si (Educação, História e relações de gênero).</strong> Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal/RN, 2008. </div><div><br>PORTELLI, Alessandro. <strong>Ensaios de História Oral. </strong>São Paulo: Letra e Voz, 2010.</div><div><br>REIFSCHNEIDER, Oto Dias Becker. <strong>A Bibliofilia no Brasil. </strong>Tese de Doutoramento em Ciência da Informação. Universidade de Brasília, Brasília, 2011. </div><div><strong><br></strong>RODRIGUES, Sérgio. <strong>Por que a loja de livros usados se chama sebo ?</strong> Disponível em <a href="https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/por-que-a-loja-de-livros-usados-se-chama-sebo-2/">https://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/por-que-a-loja-de-livros-usados-se-chama-sebo-2/</a>, acesso em 11 AGO 2018<br><br>SANTHIAGO, Ricardo. MAGALHÃES, Valéria Barbosa de. <strong>História Oral na Sala de Aula. </strong>Belo Horizonte: Autêntica, 2015.</div><div>________________________________________________. (orgs.) <strong>Memória e Diálogo: escutas da Zona Leste, visões sobre a história oral. </strong> Belo Horizonte, Letra e Voz/FAPESP, 2011</div><div><br>SECCHIN, Antonio Carlos. <strong>Guia dos Sebos do Rio de Janeiro e de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Luís.</strong> 5ª edição. Rio de Janeiro. Lexicon Editora Digital, 2007. </div><div>TRILLA-BERNET, Jaume. Ciudades Educadoras: Bases Conceptuales. In ZAINKO, Maria Amélia Sabbag. (org.). <strong>Cidades Educadoras. </strong>Curitiba, Editora da UFPR, 1997, 197p. </div><div> </div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-11 13:14:32 UTC</pubDate>
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         <title>UM POUCO DE HISTÓRIA</title>
         <author>leonardo_scalisse</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu fui procurar como começaram os sebos no mundo, e não descobri muita coisa séria quando comecei a pesquisa : comecei pela internet, e achei em vários sites a mesma frase, idêntica (agora o difícil é saber quem deu a primeira informação, porque o resto é tudo plágio) : “Os sebos surgiram no século XVI, na Europa, quando os mercadores começaram a vender a pesquisadores papiros e documentos importantes da época.” (Achei <a href="http://tournerpage.blogspot.com/2012/02/como-surgiram-os-sebos.html">aqui</a>., <a href="http://sebodruon.com.br/noticia.php?noticia=270">aqui</a>, <a href="https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-cultura/2194478">aqui</a>, <a href="http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2013/04/por-que-os-sebos-sao-chamados-assim">aqui</a> e <a href="http://www.portaldarmc.com.br/guia-estudante-unicamp/sebos.htm">aqui</a>, <a href="http://ciadolivrousado-livrosetrecos.blogspot.com/2013/08/como-surgiram-ossebos-hoje-vamos-falar.html">aqui</a>, <a href="http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/verso/caros-livros-baratos-e-raros-1.536144">aqui</a> e <a href="http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/como-montar-um-sebo-venda-de-livros-usados,85187a51b9105410VgnVCM1000003b74010aRCRD">aqui</a> também), só que nenhum deles fala de onde tirou essa informação. Apesar da informação não ter origem confiável, era a única que eu tinha, então eu fui procurar quem eram os escritores que falavam sobre o século XVI e montar uma linha do tempo para localizar o que acontecia naquele momento na história do mundo: era a época das grandes navegações, de procurar um novo caminho para as Índias, de ampliar territórios e conquistar povos, impondo uma cultura diferente e explorando matérias primas necessárias ao outro mundo. <br><br></div><div>Então comecei a pesquisar quem escrevia sobre isso e o porquê de descobrir outro caminho para as Índias (que eram também China e Japão) e descobri que o que eles estavam procurando era um caminho novo,  porque já havia comércio antes disso e os europeus precisavam de outros caminhos para fazer negócios com os orientais, porque, do jeito como estava, era muito longo o caminho usado e passavam por muitos reinos que cobravam para que eles passassem, encarecendo tudo. E isso sem contar os ladrões do meio do caminho. <br><br></div><div>Essa informação eu consegui de dois lugares: a Folha de São Paulo fez um artigo muito bom sobre a rota da seda (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/03/1864919-estudo-desvenda-origem-da-rota-da-seda-que-ligava-europa-e-china.shtml">aqui</a>), baseado em um artigo da Nature março de 2017 de Michael Frachetti e fez um mapa bem esclarecedor, que eu reproduzo aqui: <br><br></div><div>A partir dessa reportagem, eu fui procurar o que aconteceu com os livros, que era o que me interessava. No Império Romano, existiam Bibliotecas fantásticas, como a de Alexandria (aliás, um filme ótimo para assistir é Ágora, que conta a história da bibliotecária Hipátia, está inteirinho no Youtube em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OD2VWJ97Fxg">https://www.youtube.com/watch?v=OD2VWJ97Fxg</a><a href="#_msocom_1">[RS1]</a> ) que foram destruídas por conta de intolerância religiosa. Quando o Império Romano se dividiu em dois, a parte Oriental - a que não era cristã e sim islâmica - ficou com a grande maioria da cultura, dos textos que sobraram dessas bibliotecas. Com o tempo, os ocidentais, já em seus “países” ou “cidades-estado” como Gênova e Florença, foram trocando mercadorias com os orientais, começaram a descobrir esses textos e levar para o Ocidente. <br><br></div><div>A grande maioria desses livros – alguns ainda em pergaminhos – foram para a Igreja, que era quem abrigava o conhecimento: é só lembrar que na Idade Média poucas pessoas no Ocidente sabiam ler e a maioria era de religiosos e uns poucos nobres (é verdade, nem todos sabiam ler: isso eu descobri com Jacques Le Goff (1989) no livro O Homem Medieval,  pag. 20 : “Muitos dos homens da Idade Média são analfabetos, como é o caso da grande maioria dos leigos até ao século XIII. “ ). <br><br></div><div>Para deixar melhor explicado, é bom dizer que a Europa estava bem atrasada em relação ao Oriente : segundo o Umberto Eco (2011) no livro Idade Média, Bárbaros, cristãos e muçulmanos, pag.13 : “ A Idade Média não é um período exclusivo da civilização europeia. Ao mesmo tempo que a Idade Média ocidental, ocorre a do império do Oriente, que continua viva nos esplendores de Bizâncio durante mil anos depois da queda de Roma. Nestes mesmos séculos floresce uma grande civilização árabe enquanto na Europa circula mais ou menos clandestinamente, mas vivíssima, uma cultura hebraica. As fronteiras que dividem estas diversas tradições culturais não são tão nítidas como hoje se pensa (quando predomina a imagem do conflito entre muçulmanos e cristãos no decurso das Cruzadas). A filosofia europeia conhece Aristóteles e outros autores grecos através de traduções árabes, e a medicina ocidental vale-se da experiência dos árabes. As relações entre eruditos cristãos e árabes, ainda que não proclamadas em voz alta, são frequentes.”<br><br></div><div>Enquanto que no Oriente existia até uma Universidade voltada à tradução (de novo Umberto Eco, 2011, do mesmo livro acima, Bárbaros, Cristãos e Muçulmanos, pag. 545) : “O período do máximo florescimento da cultura islâmica coincide com o reinado da dinastia dos abássidas [...] Entre 750 e 850 abundam as traduções para siríaco, iniciando-se nos cem anos seguintes o processo de aquisição da cultura filosófica e científica dos antigos em árabe. Em 828, é criado em Bagdad um observatório astronómico que será um local de encontro dos homens da cultura, e em 832 é fundada pelo califa al-Ma’mun (786-833) uma escola de tradutores dotada de uma grande biblioteca que depois se tornará uma universidade à qual pertencerão personalidades de grande relevo como Thabit ibn-Qurra e Hunayn ibn Ishaq, autores de traduções para árabe de livros e tratados técnicos gregos.<br>São traduzidos neste período para árabe os textos gregos de Aristóteles (384 a.C.-320 a.C.), os tratados médicos de Galeno (c. 129-c. 201), as obras de astronomia de Cláudio Ptolomeu (século II), as páginas da <em>Mecânica </em>de Héron de Alexandria (século I?) e da <em>Pneumática </em>de Fílon de Bizâncio (c. 280 a.C.-220 a.C.), os escritos de Hipócrates (460/459 a.C.-375/351 a.C.) e outros textos de matemática e astronomia. É graças a estas traduções que muitas destas obras acabam por voltar ao Ocidente traduzidas para latim. [...] Mas para compreendermos plenamente o fenómeno das traduções não devemos esquecer-nos de sublinhar os resultados decisivos da difusão do papel, ótimo (e mais económico) suporte material para o trabalho dos copistas, que puderam contar com uma manufatura instalada pelos chineses em Samarcanda no início do século VII e rapidamente seguida de outra, instalada em Bagdad em 795. Do mesmo modo não deve ser esquecido o papel dos califas, verdadeiros protagonistas desta operação que também só é possível graças aos fundos que eles proporcionam para a <strong>compra de manuscritos gregos</strong> (grifo nosso) a traduzir em Bagdad."</div><div><br></div><div>Outro trecho de Jacques Le Goff, (2016) em A Civilização do Ocidente Medieval, pag. 103, vai nos mostrar como no Ocidente não acontecia a tradução do mesmo jeito sério: “que os árabes trazem aos eruditos cristãos é principalmente, na verdade, a ciência grega entesourada nas bibliotecas orientais e recolocada em circulação pelos eruditos muçulmanos, que a levam até os confins do Islã ocidental, na Espanha, onde os clérigos cristãos vão aspirá-la avidamente no decorrer da Reconquista. Toledo, retomada pelos cristãos em 1085, toma-se o polo de atração desses sedentos que são, num primeiro momento, sobretudo tradutores. A moda da ciência muçulmana até se tornou tamanha na Cristandade que um deles, Adelardo de Bath, declara que, para impor suas ideias pessoais, com frequência ele as atribuiu aos árabes.”. <br><br></div><div> Então, os primeiros textos que chegaram foram para as Igrejas e depois traduzidos – nem sempre bem, aliás, conforme o excerto abaixo citado por Umberto Eco, 2014, Idade Média : Castelos, Mercadores e Poetas, pag. 369) : “Fazendo jus à opinião de Bacon, quase nenhum tradutor possuía uma competência linguística digna desse nome e, frequentemente, as traduções revelavam-se testemunhos pouco fiáveis do texto traduzido; a sua insatisfação chegava ao ponto de afirmar que melhor seria que nunca tivessem sido realizadas: «Se tivesse algum poder sobre os livros de Aristóteles queimá-los-ia um por um, dado que estudá-los é somente uma perda de tempo, por causa dos erros e da difusão de ignorância para lá do que se consegue exprimir.» (Roger Bacon, <em>Compendium Studii Philosophiae</em>, <em>Fratris Rogeri Bacon Opera Quaedam Hactenus Inedita</em>, 1859). A severidade dos juízos de Bacon testemunha, sem dúvida, uma grande dificuldade de compreensão dos textos pelos próprios tradutores. Bacon não poupa críticas a nenhum tradutor, exceção feita a Robert Grosseteste (1175-1253)” .</div><div><br></div><div>Quando então eu fui procurar mais informações sobre comércio de livros nessa época, eu li alguns livros do Jacques Le Goff (1989), como O Homem Medieval, Os Intelectuais da Idade Média (2006)  e Mercadores e Banqueiros da Idade Média (1991), mas foi com Charles Homer Haskins (2015), A Ascensão das Universidades que comecei a achar uma data mais precisa: 1100 . Na página 16 ele diz: “Entre os anos 1100 e 1200, entretanto, houve um grande afluxo de novos conhecimentos para a Europa Ocidental, em parte vindos da Itália e Sicília, mas transmitidos principalmente por intermédio de eruditos árabes da Espanha ― as obras de Aristóteles, Euclides, Ptolomeu e dos médicos gregos, bem como a nova aritmética e aqueles textos do direito romano que permaneceram ocultos durante a alta Idade Média.” <br><br></div><div>No livro O Ano 1000, de Robert Lacey e Danny Danziger (2000) eu achei algumas informações bem importantes de citar: tinha um rei, Alfred, que governou a Inglaterra a partir de 871, que dizia que: "Parece melhor para mim...", escreveu ele, "que devamos traduzir certos livros, mais necessários para todos os homens conhecerem, na língua que todos possam compreender, e também providenciar para que os filhos dos homens livres do povo inglês... sejam capazes de ler e escrever em inglês". (P. 37). <br><br></div><div>Demorou um pouco para que os livros fossem traduzidos do latim, e nem sempre eram bem traduzidos: havia muita reclamação,  mas ainda assim era o que se tinha. E tudo copiado à mão.  <br>Nas páginas do livro de Jacques Le Goff (2008, p. 258-259), Os Intelectuais na Idade Média, eu descobri porque, ao longo desse tempo, começaram a ter as turmas de estudantes – que se chamaram de universidades – em cidades mais prósperas e esses estudantes precisavam de material para estudar. </div><div><br></div><div>Le Goff (2008) diz : “A primeira novidade nesse campo no século XII, como vimos, foi a elaboração por homens, também eles “novos”, os professores das escolas urbanas que se tornam os universitários, de um novo equipamento mental. Esse equipamento mental constitui-se a partir de um instrumento material, o livro. Mas não nos enganemos. O livro universitário é bem diferente do livro monástico. Não se trata de negar que este tenha sido instrumento de cultura. A magnífica história da cultura monástica basta para atestar o papel do livro nesse sistema cultural. Mas o livro monástico, inclusive em sua função espiritual e intelectual, é antes de tudo um tesouro. O livro universitário é antes de tudo um instrumento.Apesar dos esforços da técnica - letra cursiva, menos cuidada e mais rápida, multiplicação dos exemplares pelo sistema da <em>pecia, </em>ausência de miniaturas ou ilustrações feitas em série -, o livro continua sendo caro, enquanto não chega a imprensa.[...] a sociedade tradicional do boca a boca, da tradição oral, habitua-se lentamente a manejar, se não a ler, o escrito tal como aprendeu a manejar o dinheiro na vida econômica.</div><div><br></div><div>Mas, era muita coisa para ir se aprofundando e eu estava perdendo meu rumo, então me fixei em tentar achar quando começaram a existir os sebos. E consegui algumas informações. <br><br></div><div>Achei mais uma referência interessante em Outono da Idade Média ou Primavera dos Tempos Modernos?, de Philippe Wolff (1988, p. 174): “Outras feiras — a maioria — representaram um papel regional, que às vezes tinha prolongamentos internacionais.[...] Na Alemanha, o desenvolvimento das feiras foi muito tardio. As mais importantes foram as de Frankfurt-am-Main, atestadas desde 1227, num cruzamento de vias;[...] Os mercadores dos Países Baixos encontravam ali os da alta Alemanha, da Boêmia e da Áustria. Mas a ausência quase total dos italianos diminuía inevitavelmente a importância desse encontro. Ainda mais para o Leste, as feiras de Leipzig desenvolveram-se no século XV: era o grande mercado das peles da Polônia e da Rússia; ali também encontrava-se prata extraída de Schnee berg; e, finalmente, <strong>o comércio do livro ganhava uma importância crescente a partir do fim do século. </strong>(grifo nosso). “<br><br></div><div>A primeira informação que eu achei mais interessante veio do livro de Umberto Eco (2015), Idade Media : Explorações, Comércio e Utopias; na página 559 ele diz : “Um caso tão relevante quanto singular é o do siciliano Giovanni Aurispa (1376-1459). Mestre em Bolonha e Florença, bibliófilo mas sobretudo <strong>mercador de livros </strong>(grifo nosso), desloca-se frequentemente à Grécia, de onde traz coleções de manuscritos em número cada vez maior, que depois <strong>vende ou permuta na sua pátria</strong>(grifo nosso). A ele se junta Ciríaco de Ancona (1391-1455), literato e incansável viajante que perlustra toda a região helénica tanto à caça de códices como de achados epigráficos e numismáticos .”<br><br></div><div>Então, finalmente achei alguma informação sobre venda, revenda e troca de livros usados e foi no século XV. Não fala de sebos como lojas, mas existe a troca de livros nesse tempo. <br><br></div><div>Eu achei também um livro de João de Barros (1505), Asia  - dos feitos, que os portuguezes fizeram no descubrimento, e conquista dos mares, e terras do Oriente. Década Segunda. Parte Primeira; bem antigo, que traz o seguinte: “os Rumes traziam pera ſeu uſo , como de mercadoria de náos de mercadores; 'e de todas eſſas náos mandou O ViſO-Rey recolher quatro, e as duas galés que tomou Ruy Soares , e as outras foram queimadas. <strong>Entre o qual esbulho foram achados alguns livros de Latim , e em Italiano , huns de rezar e outros de hístoría, té livro de orações em lingua Portuguez</strong>(grifo nosso); tanta era a variedade de gente que‘ andava naquelle arraial do Demonío” (p. 309). A versão que eu peguei foi do google books, <a href="https://books.google.com.br/books?id=qo8IaP9IMewC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=joao+de+barros+asia+dos+feitos&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=0ahUKEwiLgK_enubfAhWBFZAKHfWIAlMQ6AEIKTAA#v=onepage&amp;q=joao%20de%20barros%20asia%20dos%20feitos&amp;f=false">aqui</a>.  </div><div><br></div><div> Esse livro foi escrito em 1505, e mostra que naquele tempo era comum comerciarem livros. Essa foi a primeira informação mais interessante que eu achei sobre venda de livros no século XVI, mas ainda não fala sobre sebos. </div><div><br></div><div>Então eu achei um site bem interessante que fala da história da França, chamado <a href="https://ecosdafranca.wordpress.com/2010/09/02/paris-uma-historia-parte-3/">Ecos da França</a>, que me trouxe várias informações que me deram subsídios para poder continuar. <a href="https://ecosdafranca.wordpress.com/2010/09/02/paris-uma-historia-parte-3/">Na parte 3 de Paris, uma história</a>, descobri que no século XIII já existiam lojas de livros em Paris (na praça Parvis de Notre-Dame), que eu achei uma imagem atual, aí ao lado : </div><div><br></div><div>Eu achei uma coisa muito importante, que é um mapa de Paris no século XIII, no livro do Jacques Le Goff (1992), O apogeu da cidade medieval, que mostra onde ficava a parte dos mercados, que hoje é chamado de Quartier Latin. E eu descobri também o porquê desse nome: porque ali era onde ficavam os tradutores de latim !  <br><br></div><div>"O fenômeno mais importante a partir do século XIII foi a <em>sedentarizaçâo</em> do co­mercio local. O mascate freqüentemente desapareceu, substi­tuído pelo lojista. Um comércio permanente instalou-se nas cidades, representado em primeiro lugar pelos <em>merciers</em> (de <em>merx,</em> mercadoria: armarinheiros), que vendiam por atacado (“armarinheiro, fabricante de nada, vendedor dc tudo”). Este comércio local integrou-se nas estruturas corporativas. Ora, estas, da mesma forma que impediram a aparição de um capitalismo industrial, fizeram obstáculo à evolução da "loja" para uma forma de capitalismo comercial: como o artesão, o lojista não podia ultrapassar os limites de uma medíocre atividade, cm razão da estreiteza de seu empreendimento e de seu mercado” Guy Antonelli – A Economia Medieval (1977, p.88). <br><br></div><div>Também achei na Wikipédia um mapa de Paris em 1550, que mostra onde era o Quartier Latin : <br><br></div><div>O original pode ser visto com mais detalhes <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Plan_de_Paris_vers_1550_color.jpg">aqui</a>. <br><br></div><div>Estou mostrando os mapas de Paris porque, naquela época, era a maior cidade do Ocidente, e foi aqui que eu encontrei os primeiros sebos, chamados de bouquinistes : caixas verdes que ficam às margens do Rio Sena. Mas isso vou falar em outra nota. <br><br></div><div>Eu me concentrei no próximo ponto importante para os livros: a criação (no Ocidente, porque no Oriente já era conhecida desde o século VIII!) da máquina tipográfica, por Gutemberg, que revolucionou tudo: antes, o que era feito à mão passou a ser feito a máquina. Barateou os livros, aumentou a quantidade, mas ainda não achei aqui nada referente a sebos... mas achei uma citação interessante de Jacques Le Goff (2016), em A Civilização do Ocidente Medieval: <br><br></div><div>“<mark>O livro torna-se instrumento, já não é ídolo. Como toda ferramenta, tende a ser fabricado em série, toma-se objeto de uma produção, de um comércio.” Ele diz isso porque anteriormente o livro era um objeto de arte, feito à mão, alguns com desenhos muito bem feitos, até com ouro (iluminaturas); somente depois da imprensa é que ele perdeu esse status de ícone (ídolo) para tornar-se um mero objeto comum</mark> (p. 57)."<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>praça Parvis de Notre-Dame , atualmente</div>]]></description>
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         <title>No Século XIII</title>
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         <title>Paris no Século XV</title>
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         <title></title>
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         <pubDate>2019-01-12 03:54:52 UTC</pubDate>
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         <title>Ágora ou Alexandria, o filme </title>
         <author>leonardo_scalisse</author>
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         <description><![CDATA[<div>O filme tem dois nomes, Ágora ou Alexandria, e o diretor é Alejandro Amenabar. Ele se passa por volta de 400 d. C., e conta a história de uma mulher romana, que era professora, filósofa, astrônoma e bibliotecária na Biblioteca de Alexandria ( no Egito), que era a maior e melhor biblioteca daquela época . É um momento ruim para ser romano, cheio de problemas de religião : a religião oficial do imperador é o cristianismo : mesmo que quem esteja mandando seja um romano, quem tem o poder mesmo é o bispo cristão. Imagine uma mulher romana, professora e filósofa, falando para os poderosos da cidade ! O bispo cristão da época odeia Hipátia, e faz com que ela seja morta pelo que ela acredita, dizendo que ela é uma bruxa. Isso porque o prefeito (romano) da cidade era aluno dela, e ela estava ensinando a ele algumas coisas que eram diferentes do que o cristianismo dizia ser o  certo. O prefeito tinha se convertido à força ao cristianismo, porque naquele tempo quem não era cristão era morto. </div><div>O filme diz que Hipatia descobriu coisas em Matemática antes de muitos outros estudiosos, e isso foi perdido quando ela foi morta, só sendo redescoberto mais de doze séculos depois, por Kepler... É como se tivessem tentado acabar com o conhecimento porque era diferente do se se acreditava quando queimaram a Biblioteca de Alexandria e mataram sua bibliotecária. <br>O filme tem inteiro no youtube, e está em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OD2VWJ97Fxg">https://www.youtube.com/watch?v=OD2VWJ97Fxg</a></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-12 04:07:51 UTC</pubDate>
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