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      <title> A leitura em minha vida : relatos de experiências de professores de  Língua Portuguesa do Município de Sorriso-MT by LILIANE ESTAVAS</title>
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      <description>Esta página foi criada com o objetivo de registrar as produções textuais dos professores de Língua Portuguesa da Rede  Municipal de Sorriso-MT.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-25 02:32:19 UTC</pubDate>
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         <title>A leitura e eu </title>
         <author>formacaosorriso1</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;</div><div>“Quando nasci, um anjo torto, desses que vivem na sombra disse: - Vai Liliane Estavas, ser professora na vida”. Com o empréstimo dos primeiros versos do Poema de sete faces, do ilustríssimo Drummond, inicio esse breve histórico da minha relação com os processos de leitura e escrita. Para mim, ser professora é como uma predestinação, algo que nasceu comigo, e coincidências à parte, até o meu sobrenome é um verbo, no pretérito imperfeito do modo indicativo. Obra do acaso ou destino para quem acredita, aqui estou para contar um pouco sobre minha relação com o maravilhoso mundo das letras.</div><div>Nasci em uma cidadezinha no interior do Estado de Mato Grosso chamada Porto dos Gaúchos, a população enquanto eu lá vivera chegava no máximo a cerca de seis a sete mil habitantes. Sempre fui uma menina muito sonhadora, apesar de estar em lugar distante dos grandes centros, o desejo que carregava em meu coração era de conhecer o mundo, viajar, ver o mar, a neve, as montanhas, as metrópoles, megalópoles e quiçá outros países. Filha de uma zeladora escolar e um pescador, eu acreditava que sim, era possível romper as barreiras sociais e conquistar o seu espaço no mundo pelo seus próprios méritos e esforços, por isso a escola era para mim o melhor lugar que poderia haver naquela cidade, depois lógico, de casa onde morava com meus pais e irmãos.&nbsp;</div><div>Sempre estudei na escola em que minha mãe trabalhava, ela nunca quis uma relação tão próxima com os livros, aliás, vivia dizendo que eu precisava tomar cuidado para “não estragar as vistas”, como costumava dizer em sua simplicidade vocabular, mas eu, nessa questão era um pouco “desobediente” porque lia vorazmente tudo o que podia, tudo que encontrava pela frente.&nbsp;</div><div>Aprendi ler aos 5 anos de idade, pouco tempo depois que estava no Pré II, naquela época, a professora Márcia foi contar para minha mãe que eu já sabia ler e escrever, se ela pudesse, deixaria que eu fosse para o 1º ano, mas tinha que obedecer às regras da escola, às leis educacionais vigentes. Recordo-me que minha mãe ficou tão satisfeita que até comprou um algodão-doce para mim. Que dia fantástico foi esse!</div><div>A partir de então tornei-me uma “ratinha de biblioteca” nos anos iniciais do Ensino Fundamental I, qualquer oportunidade que surgia, eu não hesitava, corria para o “sagrado templo dos livros” em busca da minha próxima viagem, para onde eu poderia ir? Com os poemas de Cecília Meirelles, Vinícius de Moraes, Sylvia Orthof, Manuel Bandeira, Carlos Drummond Andrade, ficava por horas rindo sozinha e tentando compor meus próprios poemas. Era mágico poder brincar com as palavras, a caneta, o papel e os livros sempre foram melhores companhias, em todos os momentos de minha vida.</div><div>&nbsp;Às vezes, os adultos que estavam ao meu redor demonstravam preocupação comigo, pois julgavam que eu era “quieta demais” para uma criança com a minha idade, na época, 10 anos.&nbsp; Talvez, eu fosse naquele tempo, como cita Mia Couto em um de seus contos uma “encantadora de silêncios”, que só era silêncio para quem me cercava, pois somente eu sabia as aventuras que vivia com os diversos textos que lia: contos, fábulas, poemas, biografias entre tantos outros e realmente, eu não falava, estava muito ocupada criando meus universos imaginários, como explica Cosson “ler é um ato solitário” e apesar das pessoas não compreenderem, eu estava feliz e muito bem acompanhada.</div><div>Durante a adolescência e início da juventude, gostava de ler textos jornalísticos, clássicos literários, dicionários de idiomas, enciclopédias, afinal, precisava aprender outras línguas e conseguir passar no vestibular em uma universidade pública, ler, estudar e aprender eram as oportunidades que a vida me ofertaria, e pronto! Frequentar&nbsp; cursinhos específicos era algo intangível para o meu contexto social na época, havia eu de “lutar com as armas que tinha” e confesso que eram as melhores : os livros, afinal sempre fortalecia o pensamento de que dinheiro compraria os melhores livros, mas só a dedicação e força de vontade fariam com o que conhecimento que estava contido em cada um deles fosse efetivamente adquiridos, eu não&nbsp; tinha o dinheiro, mas a vontade de&nbsp; conseguir conquistar meus objetivos e um deles era ser reconhecida pelo meu trabalho.</div><div>Aos 17 anos, ingressei no curso de Letras pela Universidade do Estado de Mato Grosso e me mudei para a cidade de Sinop. Meus pais não concordaram muito com a minha decisão de ir para um lugar em que não conhecia ninguém para estudar, mas eu não tive medo e fui. Segui meu caminho com os processos de leitura e escrita em busca de tornar meus sonhos reais. Durante o período de formação acadêmica não havia muito o que escolher, as teorias predominaram as leituras que realizava durante cada semestre, como já citei anteriormente, era parte do processo. Ferdinand Saussure, Antônio Candido, Lajolo, Zilbermann e tantos outros estudiosos dos campos de Letras me fizeram companhia por quatro anos.&nbsp;</div><div>Após a conclusão da minha primeira graduação, relutei por um tempo para ir para a sala de aula, a educação como campo de trabalho é algo desafiador e por algum tempo, refleti se iria ou não cumprir meu desígnio de ser professora. Aos 23 anos assumi as primeiras salas de aula, com a disciplina de Língua Inglesa na Educação de Jovens e Adultos, nessa época buscava trabalhar com os gêneros: receita, poema, contos e fábulas para contextualizar os conteúdos que pretendia ensinar, foi uma experiência inesquecível. &nbsp;</div><div>Três anos mais tarde, a convite de uma instituição particular, fui ministrar aulas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental II. Confesso que me realizei ainda mais com o trabalho que estava desenvolvendo, uma vez que, com os meus alunos eu compartilhava o meu encantamento pela leitura com os trabalhos que realizávamos com os livros paradidáticos, produzíamos versões das histórias que líamos, explorávamos ao máximo tudo o que o ato da leitura podia nos proporcionar, foram seis anos dedicados a estas práticas de leitura por acreditar que é através delas que uma sociedade se constitui de maneira crítica. Llosa brilhantemente sustenta que “um público comprometido com a leitura é crítico, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por ideias”, e eu como professora, estou certa de que durante o período em que trabalhei com as crianças do Ensino Fundamental II pude auxiliar no despertar pelo gosto da leitura, pela importância que ela exerce em nossas vidas.&nbsp;</div><div>Como afirmei anteriormente, sobre a busca por conquistar por méritos próprios meu espaço no mundo e por confiar que os livros são o caminho para a libertação das amarras da ignorância, no ano passado, fui aprovada em um concurso público e atualmente medeio dois grupos de estudos, compostos por meus colegas de trabalho,&nbsp; professores assim como eu,&nbsp; da rede municipal de Sorriso-MT, das disciplinas de Língua Portuguesa e Inglês. Continuo meu “caso de amor” com a leitura e busca contínua pelo conhecimento em todos os seus âmbitos, com a crença eterna na filosofia socrática de que “só sei que nada sei” e tenho sempre ainda muito a aprender.&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Autora: Liliane Aparecida Estavas&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-08 19:15:33 UTC</pubDate>
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         <title>A leitura e eu</title>
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         <description><![CDATA[<div>São dias inesquecíveis aqueles que, em Ubiratã-Paraná, no pátio da Escola Municipal Lacerda Braga, eu descobria o mundo, ou melhor, eu o lia, curiosamente. Com apenas 05 anos de idade, era a caçula e única menina de uma família de seis irmãos.<br>A caminho da escola, de mãos dadas com meu avô, eu decifrava as cinco longas quadras que separavam minha casa da escola. Observava os jardins das casas, as crianças brincando nos quintais, o vaivém dos automóveis e, mais ainda, falava comigo mesma, já que meu avô Onorato, 80 anos de idade, mostrava-se sempre calado e sério. Levava consigo as marcas de uma vida sofrida. Agarrada às mãos dele, sentia os calos que ainda persistiam na fina pele devido à idade...<br>Fiz dois anos de educação infantil nessa escola a qual até hoje me remete a boas recordações, inclusive de um desfile em comemoração ao aniversário da cidade: 04 de novembro.<br>Minha professora Laura, que sempre lera contos de fada para a turma, queria que eu desfilasse com traje de rainha, porém minha mãe não autorizou visto que nem ela e nem meus irmãos mais velhos tinham dinheiro para adquirir a fantasia. Fiquei triste e sem entender essas preocupações de gente grande.&nbsp;<br>Na véspera do desfile, qual foi minha surpresa quando vi a professora chegando a minha casa com uma sacola enorme dentro da qual havia um vestido vermelho de cetim e um sapato branco. Poxa vida!!! A professora gostava mesmo de mim e eu, mais ainda dela.&nbsp;<br>Quanto ao desfile, não rememorarei aqui todos os detalhes, a não ser a presença de minha mãe, meu avô e irmãos na larga avenida principal de Ubiratã. Eles me admiravam em cima da carroceria de um caminhão todo enfeitado e eu, com porte de rainha, sentia-me orgulhosa de representar uma personagem dos contos de fada. Ah que saudades que tenho!!...<br>Pairava uma magia no ar... e a leitura foi ganhando espaço na minha vida. Alguns títulos permanecem vivos na memória “Cinco anos sem chover”, “O casebre do fantasma”, “A montanha encantada”, “A ilha perdida”, “Uma luz no fim do túnel”, sem mencionar clássicos da literatura brasileira e universal.<br>Meu primeiro trabalho, com 15 anos de idade, foi como auxiliar de bibliotecária, na Escola Santo Antônio, onde estudei da 2ª a 8ª série. Minha professora de história, Irmã Editha, indicou-me para auxiliá-la na Biblioteca. Experiências inesquecíveis eu tive durante 10 anos nessa instituição, que era dirigida pelas Irmãs Missionárias do Santo Nome de Maria. Gratidão imensa a esse lugar, às pessoas com as quais convivi, trabalhei, tornei-me professora. Muitas aprendizagens, leituras... Fiz o Ensino Médio e a Faculdade em outras instituições, contudo foi nessa escola que a teoria se transformou em prática, sonhos se realizaram. Nas horas vagas conheci de Sidney Sheldon a Machado de Assis, e muitos outros literatos.<br>Resido em Sorriso desde outubro de 2003. Faço constantemente reflexões acerca da minha vida profissional porque desde o início da carreira - até o presente momento - “sou desafiada” e, é claro, já pensei em desistir. Na verdade, são pensamentos que se desfazem como algodão doce no céu da boca... srsrs</div><div>Acredito nos planos de Deus, tenho um pouco de experiência adquirida através de leituras, dedicação, esforço, fé, e ressignifico minha vida com frequência, tentando “deixar a minha pequena luz brilhar para iluminar o caminho dos outros”.&nbsp;</div><div>A leitura pra mim é isto: <em>luz que ilumina os passos e que clareia os caminhos da vida.&nbsp;</em></div><div><em>Professora Regina Andrade Tonusci de Carvalho</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-08 19:22:06 UTC</pubDate>
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         <title>A leitura e eu</title>
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         <description><![CDATA[<div>A LEITURA E EU</div><div><br></div><div>[Com minha primeira professora] a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a “leitura” do mundo. Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”. (Paulo Freire)</div><div><br></div><div>Minha relação com a leitura é de longa data. Entrei na escola primária no ano de 1973. Não concluí o ano escolar em virtude de um acidente doméstico.</div><div><br></div><div>No ano seguinte mudei de escola, de estado, de família, de amigos e iniciei novamente o primeiro ano. Em meu boletim constam as seguintes anotações na área de LÍNGUA NACIONAL:</div><div><br></div><div>1º BIMESTRE: boa ouvinte; bons hábitos de leitura.</div><div><br></div><div>2º BIMESTRE: forma palavras novas; tem ordem na escrita.</div><div><br></div><div>3º BIMESTRE: gosta de ler.</div><div><br></div><div>4º BIMESTRE: lê corretamente, letra legível; orações bem formadas.</div><div><br></div><div>Acredito que as letras estavam para mim assim como águas para o mar. Depois de alfabetizada, nunca mais fiquei distante da leitura e da escrita. Ambas tornaram-se para mim a melhor companhia.</div><div><br></div><div>Da minha tenra infância são poucas as lembranças dos livros ou materiais de leitura que se avivam em minhas memórias...&nbsp;</div><div><br></div><div>As lembranças são nítidas após meus dez anos de idade. Lembro que em casa tínhamos o Livro da Família, a Revista Rainha, o Jornal Correio Riograndense, o Calendário Antoniano e revistas que narravam a história das jovens que tornaram-se santas. Lembro de Santa Bárbara, Santa Luzia, Santa Mônica e Santa Genoveva, esta última, tínhamos o livro que foi conservado e está até os dias de hoje com minha irmã mais velha.</div><div><br></div><div>Outro material riquíssimo que ganhamos (éramos em seis irmãos) foi um conjunto de enciclopédias e dicionários. Esse material, posso dizer que foi um curso intensivo paralelo às séries que cursávamos. Aprendi muito fazendo uso dele.&nbsp;</div><div><br></div><div>Quando tinha meus dezesseis anos iniciei a leitura das revistas de romance Júlia, Sabrina, Bianca, Capricho, entre outras do mesmo gênero.</div><div><br></div><div>Outra leitura que sempre fez parte do meu cotidiano foi a de materiais religiosos como a Bíblia Sagrada, livros de novenas, folhetos de cultos, etc.</div><div><br></div><div>Devo salientar que minha preceptora, minha mentora literária sempre foi minha MÃE. Ela nunca mediu esforços para trazer a leitura para dentro de nossa casa, para dentro de nossas vidas...</div><div><br></div><div>Pela facilidade com a leitura, com a oralidade e decorar poesias, eu era uma das alunas escolhidas para participar das apresentações cívicas ou alusivas ao dia das mães, dia dos pais, sete de setembro ou qualquer outra data comemorativa.</div><div><br></div><div>Perdi a conta dos livros lidos ao longo da minha vida...alguns lidos e relidos diversas vezes. Entre eles cito “Os miseráveis” do escritor, poeta e pintor francês Victor Hugo que, para mim, é o melhor livro que li na vida e tem grande probabilidade de ocupar esse pódio para sempre. Considero-o uma obra-prima de magia profunda, com um ambiente pesado e turbulento em vários momentos e um poder amoroso que me conquistou a partir da primeira leitura. Outro livro marcante foi “O crime do padre Amaro.” Esta obra causou uma grande polêmica quando foi publicada, tendo se transformado numa das obras-primas da literatura portuguesa.</div><div><br></div><div>Outro livro que li e reli e indico a leitura é “O aprendiz de cavaleiro” do escritor Fernando Henrique Becker Silva.O livro narra a história de um jovem rapaz que quer se tornar um cavaleiro.</div><div><br></div><div>Para isso, ele pede ajuda a uma bruxa para que ela o transforme num cavaleiro.</div><div><br></div><div>Ele se depara com uma surpresa em relação à fala da bruxa de que ela não transformava cavaleiros, mas um cavaleiro que se formava.</div><div><br></div><div>Então, o jovem entendeu que ele tinha que ter uma grande mudança dentro de si para realizar o seu sonho.</div><div><br></div><div>Nesse enredo é que a história se desenvolve marcada por amor, ódio, vingança, redenção, aventura, amadurecimento, transformação e formação.</div><div><br></div><div>Poderia aqui citar tantas outras obras fantásticas que li e que muito me ensinaram e muito contribuíram para a minha formação leitora, mas o mais importante é registrar que a leitura deve ser um hábito diário, uma rotina, um exercício para a nossa mente, um lazer, um passatempo. Que assim como alimentamos o corpo com ótimos alimentos, temos que alimentar nosso cérebro com agradáveis e ricas leituras.</div><div><br></div><div>Outra leitura indispensável em meus áureos tempos acadêmicos foi o vasto campo da literatura brasileira e portuguesa com sua diversidade de escritores, poetas, cronistas, contistas e artistas.</div><div><br></div><div>As escritoras mulheres sempre chamaram muito a minha atenção. Em especial e para concluir meu relato, cito aqui nossa poetisa mestra Cora Coralina:</div><div><br></div><div>“Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.”</div><div>Por: ISOLTI MARLI COSSETIN</div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-08 19:23:58 UTC</pubDate>
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         <title>A leitura e eu</title>
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         <description><![CDATA[<div>A leitura e eu<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>A leitura sempre foi uma constante em minha vida desde que me entendo por gente. Ainda muito pequena, recordo-me de estar na sala da diretora da escola que eu estudava, folheando uma coleção de livrinhos capa dura, os quais eram lidos pelas crianças levadas, que eram encaminhadas à diretoria. Isso mesmo, eu com 5 anos, na alfabetização, já era frequentadora assídua da sala da diretora. Mas era tão bom ficar lá lendo aqueles livrinhos coloridos, cheio de animais. Era mais legal que as tarefas da sala de aula, pois, como, quando fui para a escola eu já sabia ler, minha mãe tinha me ensinado, e, era chato acompanhar àquelas atividades da sala de aula, mesmo a professora sendo uma doçura.&nbsp; Eu sempre preferia ler, logo, sempre estava aprontando alguma.<br><br></div><div>Não demorou muito para que mamãe, percebendo o quanto eu gostava de ler, fizesse a assinatura da Turma da Mônica. Nossa! Quando chegava o pacote com as revistinhas, eu e minha irmã&nbsp; éramos uma alegria só. Líamos e relíamos aqueles gibis. Um dos segredos dessa parte da trajetória, é que minha mãe nunca soube que abríamos os pacotes e líamos as revistas antes que ela nos entregasse. Mesmo assim, fazíamos uma cara de surpresa quando recebíamos e líamos tudo de novo.<br><br></div><div>Passou um tempo, mamãe virou assinante da revista Veja e do Círculo do Livro. E o repertório de leitura só aumentando. Era legal poder escolher alguns livros no catálogo. E depois, esperá-los ansiosamente por sua chegada. É nítido em minha memória, duas passagens importantes desse período: primeiro, minha irmã pedindo para que eu contasse histórias pra ela até que ela dormisse. E claro que ela sempre dormia antes da história acabar. Segundo, não sei explicar, porque sempre lia a coluna de Roberto Pompeu de Toledo, que assinava a última página da Revista Veja. Anos mais tarde, reencontrei um de seus textos, em uma aula de Cultura Brasileira, na Universidade Federal do Pará, instituição na qual me formei em Letras.<br><br></div><div>Dessa forma, a leitura enraizou-se mais ainda em minha vida, levando-me a tornar-me uma leitora voraz. Quem me conhece pelo menos um pouquinho, sabe que sou uma devoradora de livros. E que esse é o meu programa favorito de todos os dias. De um bom tempo para cá, eu não sei o que é ficar um dia sem ler alguma coisa. Sempre estou lendo um, dois e até três livros simultaneamente. Esse mundo me pertence e eu pertenço a ele. Por ele viajo e vivo em mundos jamais imaginados, transformando dia após dia a minha realidade.<br><br>Autora: Ingrid Mohr</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-07 18:31:30 UTC</pubDate>
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         <title>A leitura em minha vida</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Memórias de vida e dos livros<br></strong><br></div><div>A proposta de refletir sobre minha experiência leitora pessoal e profissional traz uma linda oportunidade de voltar no tempo, perceber o quão forte me tornei, o quanto aprendi e ainda onde quero estar.&nbsp;<br><br></div><div>Nasci em Palotina, no interior do Paraná, venho de uma família muito humilde, sou a segunda das quatro filhas e um dos princípios muito repetido pelos meus pais era que a única coisa de valor que poderiam nos dar seria o estudo! Eles não tiveram oportunidade de estudar. Tiveram acesso somente aos dois primeiros anos do antigo ensino primário, hoje ensino fundamental I. Para frequentar a escola, percorriam longas distâncias a pé, levavam o lanche e o material escolar em bolsas improvisadas pelos meus avós que eram filhos de imigrantes, fluentes em outras línguas, proibidas em nosso território no contexto da segunda guerra. Aprenderam a ler e a escrever a língua portuguesa com pouca segurança e sabiam o quanto a educação escolar fazia diferença na organização da vida. Com isso, iniciei minha vida estudantil numa pequena escola municipal rural, sendo do pré à 4ª série, mais tarde para cursar da 5ª série ao 2º grau (hoje educação infantil, ensino fundamental I e II e ensino médio) viajava diariamente de ônibus escolar até a cidade, estudei todos os anos na mesma escola estadual, desde cedo percebi na escola um grande prazer com a leitura e a comunicação.&nbsp;<br><br></div><div>Nesta escola rural tínhamos uma biblioteca muito simples, com um acervo modesto, íamos à biblioteca religiosamente toda semana. A minha primeira professora se chamava Domênica, com ela estudei no pré e primeira série. Depois do segundo ao quarto ano fui aluna da professora Rosângela, uma excelente educadora, pois sempre estimulou muito a leitura e a criatividade da escrita. Nesta fase ainda, recordo-me de dias muito frios e que ficávamos recolhidos dentro de casa, ali minha mãe determinava que devíamos ler para passar o tempo, na verdade acredito também que era uma forma dela controlar a algazarra que eu e minhas irmãs fazíamos, pois, a televisão tinha horários definidos para ser ligada. Lembro-me que minha coleção favorita era uma série de uma personagem que intitulava os livros, Anita. Não era sobre Anitta famosa de hoje, mas sim sobre histórias do cotidiano que envolviam a menina aventureira. Eram livros grandes, bem ilustrados e coloridos, com textos que eu compreendia e me envolvia. Ainda nas séries iniciais recebemos um panfleto de venda de livros de leitura, levei para casa querendo comprá-los todos, mas a realidade financeira me impedia. A escolha final não foi definida pelo título interessante ou pelo desenho da capa, mas sim pelo livro de menor valor e ele se intitulava “O ovo da Bruxa”. Quando os exemplares comprados chegaram até a escola foi a maior festa, no entanto ao manusear a minha compra fiquei triste, acredito que ali já entendi o porquê o meu era um dos mais baratos, uma história linda em poucas páginas e todo ilustrado em preto e branco. Não desanimei, aprendi a amá-lo lendo-o diversas vezes e me divertia com a história da Bruxa Filomena.&nbsp;<br><br></div><div>Na fase do ensino fundamental II e médio, a escola era enorme e possuía uma biblioteca mais estruturada. Li toda a coleção vaga-lume, eu era tão fanática pelas obras de Marcos Rey que chegava a esconder alguns exemplares desejados para a minha leitura nas prateleiras que tinham pouco manuseio, desta forma eu garantia o empréstimo de livros incríveis. Conforme eu crescia de tamanho e idade o meu gosto leitor também mudava, depois das aventuras, interessei-me por romances, literatura clássica, contos e poemas. Adorava me identificar com a temática abordada dos poemas nostálgicos e descobrir vocábulos novos, inclusive ousando usá-los no meu repertório, achava o máximo quando meus colegas não me entendiam, quem foi fã como eu de Augusto dos Anjos vai me entender! &nbsp;<br><br></div><div>Ainda quando estava na metade do 3º ano fui aprovada no vestibular de inverno para o curso de Licenciatura em Letras na Universidade Estadual de Maringá e por este motivo mudei-me para aquela cidade no início do ano seguinte. Faço parte da primeira geração da família que teve acesso à educação básica e ao ensino superior graças à escola pública que me deu oportunidade de aprender e continuar meus estudos. Mesmo sendo uma universidade pública eu precisava trabalhar para me sustentar, estudei no período noturno. O primeiro emprego foi numa agência de propaganda, lá aprendi muito sobre a importância da escrita, oralidade e imagens no mundo da comunicação.&nbsp; Com muito empenho desenvolvi todas as atividades da graduação, e defendi a monografia sobre Literatura Infantil, uma análise semiótica na obra “A Bela Borboleta” de Ziraldo. Durante minha formação acadêmica não tive experiência profissional na área da educação, ainda duvidava que este seria meu caminho, pois não via espaço e nem possibilidade.<br><br></div><div>Durante a minha graduação meus pais migraram para o Estado do Mato Grosso e após a conclusão do meu curso resolvi acompanhá-los. Quando cheguei em Sorriso encantei-me com o lugar e logo percebi que poderia atuar na área da minha formação acadêmica, visto que era grande a necessidade de mão de obra qualificada, pois muitos professores não tinham formação superior e as cidades no eixo 163 explodiam em crescimento.&nbsp;<br><br></div><div>Amadureci. No campo pessoal, casei e constitui família, tenho dois filhos adolescentes. Na área profissional, atuo na Escola Municipal Primavera desde quando cheguei em 2004. Aqui tive a oportunidade de trabalhar em sala de aula e na coordenação pedagógica, adquiri uma experiência que proporcionou ampliar minha visão sobre o sistema de educação e sobre a escola como um todo.&nbsp; Meu repertório leitor, hoje, está direcionado a leituras técnicas para aperfeiçoamento profissional, e no campo pessoal tenho experenciado leituras sobre autoconhecimento, energia sistêmica e espiritual.&nbsp;<br><br></div><div>Acredito que todo este processo contribui para eu seguir ainda aprendendo, reconhecer minha maturidade e minha experiência de vida através da construção de valores e saberes, além de poder orientar e estimular meus filhos e meus alunos que estão na fase da adolescência precisando de muita atenção.<br><br></div><div>Profª. Alessandra Carla Cassol Dal Maso<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-08 14:39:26 UTC</pubDate>
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         <title>Relato de memória</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A LEITURA E EU</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div>Meu primeiro contato com a leitura começou logo cedo, desde bem pequenina, antes de saber ler ou escrever já me encantava com as histórias e leituras que eram feitas ao redor da família pelos meus familiares. Lembro-me de ficar até altas horas da noite me deleitando com as narrativas que eram reproduzidas de forma tão cativante.</div><div>Venho de uma família de classe baixa. Meus pais eram analfabetos, vieram de uma família camponesa de extrema pobreza que praticavam uma agricultura de subsistência: o que plantavam mal dava para família se alimentar direito. Naquela época a família era muito rígida e autoritária e eram poucos pais que deixavam seus filhos saírem para estudar, pois tinham que trabalhar na roça para ajudar no sustento da família.&nbsp;</div><div>Minha mãe sempre teve muita vontade de estudar, mas infelizmente nunca teve uma oportunidade. Quando ela se casou com meu pai fez a promessa de sempre colocar os estudos dos filhos a frente de tudo, pois queria dar a nós algo que lhe foi negado na infância e ela considerava de extrema importância.</div><div>E assim aconteceu! Para meus queridos pais, o estudo estava sempre em primeiro lugar e para garantir o acesso e permanência minha e de meus irmãos na escola, os dois trabalhavam arduamente mais de 12 horas por dia. Saiam cedo e só voltavam ao fim do dia deixando a responsabilidade da casa e das tarefas escolares com minha irmã mais velha que na época tinha apenas12 anos.&nbsp;</div><div>Recordo-me que ao completar 5 anos de idade chegou o grande e esperado momento de ir para creche, conhecer novas pessoas e aprender um pouco mais.&nbsp; Entretanto a expectativa e a realidade foi totalmente diferente e acredito que foi o período que mais dei trabalho para minha pobre mãe. Eu e minhas irmãs saíamos bem cedo para não atrasarmos na escola, eu era deixada na única creche da cidade que era estabelecida no centro da cidade e minhas duas irmãs ficavam em uma outra escola chamada João de Campos Borges. O problema é que eu era muito apegada as minhas irmãs e não acostumei em ficar sozinha e distante delas na creche, dessa forma, quando não passava a manhã chorando, arrumava um modo de fugir de lá.&nbsp;</div><div>Quando minha mãe percebeu que eu não me acostumaria de forma alguma, resolveu tomar providencias que lhe cabiam, foi na escola onde minhas irmãs estudavam na tentativa de também me colocar lá. Contudo a primeira tentativa foi frustarada, dado que, a equipe gestora não aceitou, seu pedido alegando que eu tinha apenas 5 anos e não conseguiria acompanhar a turma, além de ser necessário ter 6 anos completos para ser matriculado no antigo 1º ano do ensino fundamental que agora corresponde ao 2º ano. Para quem achou que minha mãe aceitou aceitaria tranquilamente está enganado, pois mesmo com todas as falas e explicações enunciadas pela direção minha mãe não desanimou e passou a frequentar assiduamente a equipe. Todos os dias ela estava lá pontualmente na frente da escola até que um belo dia venceu a direção da escola pelo cansaço e fui aceita na turma do 1º aninho e assim, começa minha verdadeira trajetória escolar e de leitura.&nbsp;</div><div>Minha primeira professora da 1ª série se chamava Graça, e literalmente ela era uma graça de pessoa. Nossa! Nunca pensei que encontraria na escola um ser tão fantástico igual a ela. Parecia um anjo em carne e osso que foi enviada por Deus para me auxiliar. Se havia imperfeição nela eu nunca descobri...</div><div>Um dos momentos marcantes em minha vida que nunca esqueço, foi o fato dela dar aula comigo sempre em seu colo para ver se eu me acostumava na fala, pois como disse anteriormente, eu dava um pouquinho de trabalho. Com tanto amor e carinho esbanjado por ela não tinha como não amá-la e acabamos criando um laço de afeto mútuo . A professora Graça me tratava com muita amorosidade, lembro-me que me chamava de chulézinho, pois todos os lugares que ela ia eu estava atrás.</div><div>No segundo ano continuei com a mesma professora, porém ela já havia evoluído para minha madrinha. Isso mesmo que vocês ouviram, minha mãe e a professora Graça viraram grandes amigas e acabei sendo batizada por aquela pessoa que eu tanto gostava.</div><div>E foi a partir daí que desenvolvi ainda mais minha grande paixão pela leitura. Graças a minha professora madrinha aprendi a ler muito rápido, na verdade eu tive que aprender, pois senão conseguisse acompanhar a turma eu seria retirada e colocada novamente no prézinho. Eu entendia a cobrança que estava em cima de mim, então me esforçava muito para acompanhar a turma que eu havia aprendido a gostar e agora era minha segunda família.</div><div>Todas as manhãs a professora iniciava a aula com uma roda de leitura e cada dia era a vez de um dos alunos escolher o livro que seria lido e na maioria das vezes acabava em briga, mas no fim acabava em festa e brincadeira.</div><div>Outra lembrança significativa que ficou marca da em minha memória foi a euforia acompanhada por lágrimas de felicidade derramadas por minha mãe ao descobrir que eu já conseguira ler, tenho certeza que foi um de seus sonhos concretizado, pois mesmo sem conseguir ler ela me dava todo apoio e incentivo possível para que eu nunca desistisse.</div><div>Em casa não havia livros de leitura, somente os livros didáticos que eu fazia questão de ler na maior parte do meu tempo livre. Nesse tempo ainda não lia fluentemente, mas já estava me apropriando bem da leitura. Lembro-me que entrava para dentro no meu quarto e viajava para um outro mundo fora da minha realidade, esquecendo de tudo e de todos ao meu redor.&nbsp; Só saia de lá quando era chamada por meu pai para fazer a leitura da Bíblia, momentos estes que ficarão vivos em minha memória. Pois reunia-se toda a família na sala para que eu pudesse fazer a leitura, essa era a forma que eles encontraram para unir o útil ao agradável, certificavam que eu estava lendo e também adoravam ao senhor.</div><div>Outra recordação importante para mim foi o dia que ganhei meu primeiro livro de leitura. Antes nunca havia ganhado nenhum, contudo desejava a todo momento que alguém me presenteasse com qualquer livro. Ler eu lia bastante, mas nenhum desses livros eu podia chamar de meu. Isso permeiou até ao fim da 2ª série, foi quando ganhei meu primeiro livro de leitura presenteado pela minha madrinha e também professora Graça.&nbsp;</div><div>Ainda me Lembro da sensação como se fosse hoje, pois quase tive um ataque cardíaco de tanta emoção e felicidade, o livro veio em uma embalagem muito elegante com fita vermelha e um bilhete escrito a mão. O livro era do escritor Ziraldo, intitulado&nbsp; “O bichinho da maça”, cuidava daquele livro como se fosse uma joia preciosa, mas na verdade para mim ele era sim um grande tesouro. Perdi a conta de quantas vezes li aquele livro, ele era pequeno, mas de um enunciado encantador e contagiante. Após esse dia continuei sempre a receber livros da minha 2 mãe, pois madrinha é como se fosse nossa segunda mãe, não é mesmo? Acredito até hoje que o motivo dela ter continuado a me dar livros, foi o fato de ter presenciado o tamanho da minha satisfação e felicidade esboçado naquele momento.&nbsp;</div><div>Entre o período compreendido como 6º ao 9º ano troquei de escola, mas isso não me abalou, continuei dedicada e focada nos estudos. Eu sempre fui um pouco tímida e por isso não tinha muitos amigos a não ser os personagens dos livros que criava em minha cabeça, contudo esse fato mudou quando entrou uma aluna nova no meio do semestre chamada Elaine. Por incrível que pareça nós éramos muito parecidas e logo viramos melhores amigas. A partir desse momento minha leitura se voltou para o mundo mágico de Hogwarts da escritora JK Rowling. Minha amiga tinha toda a coleção da saga de “Harry Potter”. O livro era belíssimo e chamava muita atenção tanto na capa, quanto em seu enredo majestoso. Todas as tardes na hora do intervalo sentávamos na pracinha da escola e liamos freneticamente até o sinal soar novamente para voltarmos para sala. Só parei de ler os livros da saga de Harry Potter quando a coleção foi finalizada me deixando em uma profunda melancolia. Sempre acreditei que a leitura traz novos conhecimentos, por isso minha tristeza não demorou muito. Logo já estava novamente lendo.&nbsp;</div><div>Quando entrei para o Ensino Médio foi o tempo em que menos tive contato com a leitura, não deixei de ler, mas fazia isso em uma escala bem menor, haja visto que não me sobrava muito tempo de lazer, pois trabalhava de segunda a sábado em uma loja de roupas e no período noturno ia para a escola. Nesse período meus professores não se importavam muito com nosso aprendizado e faltavam uma boa parte do ano, as aulas de Língua Portuguesa era mais focada na gramática e não frequentávamos a biblioteca. Nada colaborava para o incentivo à leitura.</div><div>O tempo passou e finalmente entrei na jornada acadêmica, onde descobri uma nova paixão que era a Literatura Brasileira. Diferente do Ensino Médio, lá eu tive ótimos professores que faziam questão desse contato com a literatura. Jamais tinha tido contato com livros de escritores tão renomados como Machado de Assis, José de Alencar, Brás cubas... E na UNEMAT tive o prazer de ler alguns dos livros clássicos da Literatura Brasileira como: Iracema, Lucíola, Sertão Veredas, O alienista, Memórias Póstumas de Brás Cubas entre muitos outros. Foi uma época muito rica de conhecimento, mas também muito difícil, pois eu vivia em uma correria inimaginável, mas graças a Deus e minha família consegui vencer com sucesso.</div><div>Hoje em dia ainda gosto e continuo em contato com a leitura, mas confesso que já não tenho muito tempo para fazer as minhas leituras. A vida de professor não é fácil, vivemos diariamente sendo testados e desafiados, são muitas responsabilidades, todavia mesmo assim me considero realizada e agradeço por todo incentivo que me foi direcionada em toda etapa da minha vida. Posso dizer certamente que a leitura me fez ter uma nova perspectiva de vida e espero sinceramente poder voltar a ler meus romances que eu tanto amo. Sem mais delongas, encerro meu relato em meio as palavras de André Maurois, “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.</div><div>Professora: Roselaine dos Santos Gama.</div><div><br>&nbsp;<br>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-22 23:06:44 UTC</pubDate>
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