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      <title>O IMPACTO DO RACISMO ESTRUTURAL NA SALA DE AULA by Camila Faria Costa</title>
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      <description>Pesquisa em grupo para disciplina seminário 4</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-08-28 16:07:03 UTC</pubDate>
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         <title>Roteiro</title>
         <author>milafcosta</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tema:&nbsp;</div><div><strong>O IMPACTO DO RACISMO ESTRUTURAL NA SALA DE AULA</strong></div><div>a) O que queremos (nós do grupo) saber?&nbsp;<br><br></div><div><strong>Enquanto professores como podemos combater efetivamente os impactos do racismo estrutural na sala de aula</strong></div><div>b) O que já sabemos sobre o assunto? E você, especificamente, o que sabe?<br><br></div><div><strong>Sabemos que é imprescindível trabalhar o respeito e a valorização da diversidade. Enfatizar que todo pré-conceito nasce da ignorância e ensinar que racismo é crime.&nbsp;</strong></div><div><strong>Eu acredito que o professor tem um papel fundamental na construção de uma nova sociedade, pois ele ajuda a formar os indivíduos que farão parte dela e sua forma de pensar o mundo.</strong></div><div>c) Qual o contexto do assunto que vamos investigar?<br><br></div><div><strong>Como lutar de forma efetiva contra o pré conceito que a criança traz de casa e por tanto naturaliza este comportamento.</strong></div><div>&nbsp;d) O que precisamos fazer para investigar o que queremos saber? Como eu posso contribuir?<br><br></div><div><strong>Escutar as vivências e opiniões de profissionais que lutam todos os dias para exterminar o racismo da sala de aula.</strong></div><div><strong>Gostaria de contribuir com a minha percepção e conhecimento sobre o assunto, adquirido através de leituras e pesquisa de campo.</strong></div><div>&nbsp;e) Que áreas de conhecimento me ajudam, a saber, mais o que eu e o grupo queremos saber?</div><div><strong>Para entender o comportamento humano e como modificá-lo, acredito que a sociologia, antropologia e a psicologia poderão nos auxiliar nesta pesquisa.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-28 17:32:49 UTC</pubDate>
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         <title>Entrevista</title>
         <author>milafcosta</author>
         <link>https://padlet.com/milafcosta/hi17dfcg15tqj7gx/wish/1708342945</link>
         <description><![CDATA[<div>31/08/2021<br><br>Entrevistada: Maria Luiza&nbsp;<br><br></div><div>Profissão: Professora<br><br></div><div>Tema: O Impacto do racismo estrutural na sala de aula.<br><br></div><div>1 Gostaríamos de saber quanto tempo você tem como docente e se neste período presenciou algum ato de racismo em sala de aula?<br><br></div><div><strong>Em 42 anos como docente, graças a Deus não presenciei nenhum ato de racismo que tenha visto como relevante</strong>.<br><br></div><div>2 Poderia fazer um breve relato sobre ocorrido e explicar porque se posicionou da forma como ocorreu?<br><br></div><div><strong>Como não presenciei, fica difícil opinar. Mas acredito q se um fato desse ocorresse em minha turma abordaria o assunto com toda turma e conversaria em particular com responsáveis e alunos para tentar ajudar e ver o pq dessa situação estar ocorrendo com esses alunos.<br></strong><br></div><div>3 Na sua opinião qual o papel da Escola e do Professor na construção de uma sociedade onde o racismo não exista?<br><br></div><div><strong>O diálogo é de extrema importância assim como trazer pra sala de aula fatos ocorrida com alunos, parentes e outros, para serem avaliados e discutidos com a turma. Mostrar também as conseqüências dos atos de quem comete essas atitudes, sabendo q está cometendo um crime.<br></strong><br></div><div>4 Mencione algumas atitudes e rotinas que, na sua opinião, possam contribuir para o fim do racismo na sala de aula?<br><br></div><div><strong>Acho q o papel do professor e da escola é fundamental para construção de uma sociedade sem preconceitos.<br></strong><br></div><div>5 Você acha que a Escola e os professores poderiam tomar medidas mais efetivas contra o racismo, já que é crime?<br><br></div><div><strong>A escola tem o dever de tomar medidas preventivas e de conscientização.<br><br>Opinião da Entrevistadora:<br><br></strong>Analisando a discussão proposta na entrevista, penso que todo e qualquer ato racista por menor que possa parecer, justamente por conta do racismo estrutural que acaba normalizando atitudes, vocabulários e pensamentos racistas, deve ser tratado com muita seriedade, pois é sim, relevante. A escola tem papel decisivo na construção de um modelo social saudável, as crianças ingressam no ambiente escolar, como um livro quase totalmente em branco, os professores ajudarão a formar estes cidadãos, suas opiniões e visão de mundo. Então, bora colocar a mão na massa!!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-01 00:33:31 UTC</pubDate>
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         <title>Vamos repensar nosso vocabulário? RACISMO SUTIL</title>
         <author>milafcosta</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-01 00:44:32 UTC</pubDate>
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         <title>Pequeno Manual Antirracista </title>
         <author>milafcosta</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-01 01:08:57 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexão sobre o Racismo.</title>
         <author>veigaerik</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;O assunto racismo mesmo que pareça não é um assunto batido, muito menos está perto de ser resolvido, estamos longe de algo que seja entendido como solução, pois são vários pontos a serem abordados, tanto em sala de aula, quanto na família. O racismo é entendido como uma discriminação de brancos contra negros, acontecendo atualmente nas nossas escolas até os dias de hoje, por falta de instrução e diálogo alguns alunos sofrem com esse preconceito, fazendo com que os alunos que sofram discriminação venham a ter perdas de rendimento escolar em relação aos outros alunos, justamente com receio de sofrerem algum tipo de discriminação em fazer alguma pergunta, não sendo muitas vezes aceito por determinado grupo, se retraindo na hora de algum trabalho em grupo. Apesar do visível problema os professores e educadores muitas vezes não são instruídos para tal assunto, outro ponto é que materiais didáticos ainda nos mostram pessoas negras apenas na situação de escravidão vivida anos atrás pelos negros, e em posições menos favorecidas na sociedade em algumas imagens.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-01 10:05:09 UTC</pubDate>
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         <title>Entrevista 31/08/2021</title>
         <author>veigaerik</author>
         <link>https://padlet.com/milafcosta/hi17dfcg15tqj7gx/wish/1709597155</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Nome: </strong>Lúcia Helena</div><div><br><br></div><div><strong>Profissão:</strong> Professora</div><div><br><br></div><div><strong>Tempo de magistério:</strong> 33 anos&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>Tempo de direção escolar:</strong> 10 anos</div><div><br><br></div><div><strong>O que significa racismo pra você? </strong>Exclusão de pessoas negras da sociedade através de violência verbal e as vezes física e ignorância por parte das pessoas, mesmo em um país com tanta miscigenação</div><div><br><br></div><div><strong>Já presenciou algum tipo de racismo na escola?</strong> Sim, apenas alguns casos entre funcionários das escolas, algo que mostra a ignorância das pessoas.&nbsp;</div><div><br><br></div><div><strong>Como foi essa ofensa, foi verbal, agressão física?</strong> Ofensa verbal.</div><div><br><br></div><div><strong>Quando presenciou, qual foi sua atitude?</strong> Levar o caso para a direção da escola para serem tomadas medidas cabíveis.</div><div><br><br></div><div><strong>De onde acha que pode ter partido o racismo? </strong>Parte muitas vezes de dentro de casa, através de familiares que não entendem, ou não querem entender a miscigenação que formou nosso povo.</div><div><br><br></div><div><strong>Acha que as manifestações de racismo tem alguma consequência para o ensino aprendizagem? </strong>Sim, as crianças se sentem humilhadas, reprimidas e diminuídas.</div><div><br><br></div><div><strong>Já teve alguma orientação, ou algum curso para tratar sobre assuntos referentes ao Racismo? Ou outro tipo de discriminação?</strong> Por parte das prefeituras e do Estado são oferecidos cursos de desenvolvimento da criança e desenvolvimento de aprendizagem da criança, mas nada focado em racismo, ou qualquer outro tipo de discriminação.</div><div><br><br></div><div><strong>Opinião sobre o racismo em relação aos alunos:</strong> Os alunos de escolas públicas convivem com a diferença no dia a dia delas, sendo para as crianças menos favorecidas algo normal , já na escola particular pode partir até de funcionários da própria escola.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-01 10:14:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>a:Como professores, se faz de suma importância pensar o racismo em seu contexto social, a partir deste então partir para analise no contexto escolar e de sala de aula. Importante ressaltar que o papel do docente nessa situação acaba sendo focado nos alunos (as) e suas turmas, nesse sentido a prática dos professores torna-se direcionada a transformação do alunado, podendo assim atingir de alguma forma o contexto social.</title>
         <author>crisfashion10</author>
         <link>https://padlet.com/milafcosta/hi17dfcg15tqj7gx/wish/1711713593</link>
         <description><![CDATA[<div>b: A questão do racismo enquanto estrutura ainda esta sendo debatido no campo acadêmico, social e político, porém é possível afirmar que este se da de maneira múltipla nas diversas esferas sociais tendo seu ponto mais amplo no que tange a questão econômica. Toda essa estrutura atinge diretamente o campo educacional, seja no seu circuito de ensino, seja no de aprendizagem.<br>c: O principal contexto do racismo e preconceito racial é o sistemático.<br>d: A principal área de investigação deve se pautar no campo da analise social, a partir da tentativa de entendimento da estrutura social brasileira, passando pela analise educacional, fazendo um paralelo contextualizando estes dois cenários a partir de autores referenciais.<br>e: História do brasil e diáspora negra, história da educação no Brasil, filosofia e sociologia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-02 03:55:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>gessicagomes145</author>
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         <description><![CDATA[<div>A pergunta é: Onde está o erro?&nbsp;<br>Por que a cor branca é uma cor "normal" e a negra não?&nbsp;<br>Vejamos que no vídeo todas as crianças são de pele escuras, mas mesmo assim elas mesmas&nbsp; julgaram a sua cor sem perceber.&nbsp; A verdade é que na Televisão, nos desenhos em que os nossos filhos assistem á mais pessoas brancas que seria a cor "ideal/certa" do que personagens negros. Antes não tínhamos Barbie negra, hoje nós temos. O erro é de muito tempo. Desde o início da história do Brasil o negro foi excluído, inexistente. O pior é que infelizmente levamos isso a diante. Em muitos casos a criança nasce e cresce em um meio em que a própria família os ensinam&nbsp;a ter essa rivalidade contra os brancos e os diminuem por serem negros, dizendo que não conseguiram nada na sociedade por serem negros. O que falta é o incentivo, respeito, igualdade  e o amor para que a criança cresça  com a convicção que ela tem um espaço no mundo sim, que ela pode ser o que ela sonhar e que ela não é inferior a ninguém por ser diferente. Para esse trabalho é indispensável a harmonia da escola com a família. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-07 07:29:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>crisfashion10</author>
         <link>https://padlet.com/milafcosta/hi17dfcg15tqj7gx/wish/1746169080</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Entrevista com professor Jefferson Figueiredo, especialista em educação e relações raciais</strong></div><div><strong>Data: 19/09/2021</strong><br><br><strong>A escravidão ainda existe?</strong></div><div>R: Não. Pelo menos não a escravidão no sentido Brasil colônia e império. Hoje existe trabalho análogo à escravidão, mas é outra questão social. No que se refere ao preto e pardo temos uma brutal conjuntura de preconceito racial.<br><br></div><div><strong>Racismo é um tema discutido em sala de aula?</strong></div><div>R: Infelizmente nem sempre, ou de maneira distorcida folclorizada, ou ainda apenas no 20 de novembro. É preciso falar sobre as questões referentes ao preconceito racial em todas as matérias, pela escola e durante todo o ano, é preciso ressignificar valores.<br><br></div><div><strong>Basta trabalhar relações étnico-raciais apenas na época da Consciência Negra?</strong></div><div>R: De maneira nenhuma, como já citei anteriormente é preciso ressignificar as relações raciais na escola, para que as crianças jovens e adultos possam levar esses novos significados para além do muro da escola, porém é importante salientar que a solução na realidade se dará no caminho oposto, em outras palavras é necessário os educadores e educadoras terem em mente que a solução está na mudança das estruturas sociais.<br><br></div><div><strong>Pode citar pequenas situações de racismo que já presenciou em sala de aula?</strong></div><div>R: Claro! Alunos chamando uns aos outros de macacos, pretos fedidos, críticas aos cabelos dentre outras. Lembro-me de uma vez que fui chamado pelas orientadoras da escola para essas criticarem quando fiz um debate sobre intolerância religiosa e também falei sobre mitologia africana, já que sou professor de história, elas queriam me dizer que eu deveria tomar cuidado ao falar do assunto, no mesmo momento lembrei a elas das leis 10639/03 e 11645/08 e que eu estava respaldado nelas e na minha autonomia e liberdade de cátedra, falei ainda que essa cobrança não era feita quando eu falava da história do cristianismo ou mitologia nórdica. Enfim, é preciso compreender que o preconceito racial é diversificado, ou seja, possui diversas características.<br><br></div><div><strong>Em que caminhos temos que seguir para fortalecer a ideia de uma educação antirracista?</strong></div><div>R: Essa pergunta é complexa, pois em um padrão social normal toda educação deveria ser antirracista, ou o melhor seria que não houvesse o racismo, mas se existe é necessário alguns caminhos fundamentais. Profissionais da educação preparados, principalmente professores e orientadores, colocar em prática as leis 10639/03 e 11645/08, por fim oferecer aos estudantes aquilo que Gramsci propunha na escola Unitária, a cultura.<br><br></div><div><strong>Qual a diferença entre preconceito e discriminação?</strong></div><div>R: Essa pergunta é muito boa, porém, à de se tomar cuidado, se não ela te faz cometer alguns equívocos, nesse sentido a pergunta ideal seria a relação entre uma e outra. Justifico da seguinte maneira, um preconceito irá gerar necessariamente uma discriminação e o contrário também se delibera dessa forma, em outras palavras um oferece munição para o outro.<br><br></div><div><strong>Além do abandono escolar, quais outros prejuízos têm as crianças que sofrem situações de racismo?</strong></div><div>R: Para além do prejuízo educacional haverá também prejuízo psicológico principalmente e social. Agora, cabe ressaltar que quando chega-se a tal ponto, o que deve ser buscado impedir pelos professores (as) dentro de sala, a escola como um todo precisa intervir, desde a direção passando pela orientação e demais membros do corpo escolar.<br><br></div><div><strong>Qual o papel de uma instituição escolar no combate ao racismo?</strong></div><div>R: A escola como instituição refletirá as belezas e as mazelas da sociedade, sendo assim ela deverá a partir de seu corpo de profissionais como um todo, traçar estratégias para lidar com essas situações sociais. A direção junto com a orientação e professores, podem e devem traçar projetos para o ano letivo. Os professores por si só precisam estar preparados (as) para trabalhar de maneira propositiva as temáticas de história dos negros e negras, além, das relações raciais no Brasil. Isso não cabendo apenas a uma área especifica mas a todas as matérias.<br><br></div><div>“<strong><em>A atitude deve ser imediata, não se pode permitir atos racistas na escola! Silenciar-se diante de uma brincadeira racista é uma escolha que reflete não apenas a comprovação de um total despreparo para a prática docente, mas sobretudo mostra uma conivência com o racismo, o que é intoleráve</em></strong>l”</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-16 14:34:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>crisfashion10</author>
         <link>https://padlet.com/milafcosta/hi17dfcg15tqj7gx/wish/1746174260</link>
         <description><![CDATA[<div>O que é racismo estrutural? Ainda hoje existe? Somos todos racistas?</div><div>Racismo estrutural é o termo usado para reforçar o fato de que existem sociedades estruturadas com base na discriminação que privilegia algumas raças em detrimento das outras. No Brasil, nos outros países americanos e nos europeus, essa distinção favorece os brancos e desfavorece negros e indígenas.</div><div>Para entender</div><div>Ainda hoje existe racismo?</div><div>Sim. Por mais que as leis garantam a igualdade entre os povos, o racismo é um processo histórico que modela a sociedade até hoje. Uma prova disso é o contraste explícito entre o perfil da população brasileira e sua representatividade no Congresso. Enquanto a maior parte dos habitantes é negra (54%), quase todos (96%) os parlamentares são brancos. Outro dado relevante da violência contra a população negra é que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil.</div><div>Por que é importante falar sobre isso hoje?</div><div>Por mais que o debate e o combate tenham evoluído - tanto com a criação de novas leis e políticas públicas quanto com a conscientização sobre como o racismo é um elemento que integra a organização econômica e política das sociedades - é discutindo e debatendo pontos de vista que caminhamos rumo à democracia racial.</div><div>As manifestações que aconteceram no fim de maio de 2020 após a morte de João Pedro, no Rio, e George Floyd, nos EUA, assim como o caso mais recente que veio a público, quando o jogador Neymar, do PSG, acusou Álvaro González, do adversário Olympique, de te-lo chamado de "macaco" mostram como o racismo e a violência, em especial a policial, precisam ser debatidos e enfrentados.</div><div>O termo estrutural não significa dizer que o racismo é uma condição incontornável ou que a trilha antirracismo feita até aqui seja inútil. Muito pelo contrário. Mas, mais que entender que fazemos parte do sistema racista, é preciso que conversemos a respeito, pois o silêncio nos torna responsável por sua manutenção.</div><div>Por que o racismo é estrutural?</div><div>Essa estrutura social que possibilitou a manutenção do racismo ao longo da história, inclusive do Brasil, pode ser contada a partir das próprias leis do país - algumas delas são da época em que os negros eram escravizados, é claro, mas outras vieram depois da abolição.</div><div>Um exemplo disso é a própria Lei Áurea, de 1888. Além de o Brasil ser o último país das Américas a aderir à libertação das pessoas escravizadas, a população negra que vivia aqui se viu livre, porém sem opções de emprego ou educação.</div><div>Isso se deve à legislação anterior: em 1824, a Constituição dizia que a escola era um direito de todos os cidadãos, o que não incluía os povos escravizados. Já em 1850, a Lei de Terras permitiu ao Estado a venda de espaços agrários a custos altos. Como as pessoas negras poderiam, em condições de precariedade total, cultivar o próprio alimento?</div><div>Para piorar a situação, a lei previu, mais tarde, subsídios do governo à vinda de colonos europeus para viverem e trabalharem no Brasil. O objetivo era "branquear" a população brasileira.</div><div>Se, antes da abolição, a legislação parecia não ter relação direta com o racismo, em 1890, com as primeiras leis penais da República, isso ficou evidente. Sem terras, educação ou trabalho, os negros que eram encontrados na rua ou que praticassem a capoeira podiam ser presos. Era a chamada Lei dos Vadios e Capoeiras.</div><div>A primeira vez em que a legislação contribuiu, de fato, para a democracia racial no Brasil ocorreu apenas em 1989, quase um século depois, quando a Lei Caó tornou o racismo um crime inafiançável e imprescritível.</div><div>Mas, então, o Brasil é uma democracia racial?</div><div>Apesar de termos caminhado para algum tipo de reparação histórica com a implantação dessa lei e a implantação de ações afirmativas, o país nunca chegou a ser o paraíso racial que prometia ser.</div><div>Em 1933, quando o escritor pernambucano publica a obra "Casa Grande &amp; Senzala", a ideia de que negros e brancos conviviam harmonicamente começa a se espalhar pela sociedade brasileira -- e muito por causa do que o autor julgava ser uma grande "intimidade" entre seres das duas raças, o que, na realidade, tratava-se da relação de poder entre entre o branco dono de escravizados e de negras escravizadas, ou seja, entre proprietário e propriedade.</div><div>A concepção de Freyre de equidade entre as raças nunca se provou real, foi apenas uma espécie de máscara para encobrir as violências do racismo cotidiano enquanto pregamos que todos somos iguais.</div><div>Racismo é crime?</div><div>É, sim. Com a Lei Caó 7.716, de 1989, o racismo se tornou crime inafiançável e imprescritível com pena de reclusão de até cinco anos. Isso significa, por exemplo, que alguém que impede uma pessoa de entrar no elevador ou xinga uma apresentadora de TV por ela ser negra deve ser punido.</div><div>E a lei não é suficiente para resolver o problema?</div><div>Infelizmente, não. Racismo é algo maior do que discriminação ou preconceito. Diz respeito a formas nem sempre conscientes e também coletivas de desfavorecer negros e indígenas e privilegiar os brancos.</div><div>Em sociedades como a brasileira, o racismo determina a forma como pensamos. Assim, a cor da pele significa muito mais do que um traço da aparência. Ela é associada a capacidades intelectuais, sexuais e físicas. É como se ser negro estivesse associado a qualidades físicas apenas (a dança, os esportes, o trabalho pesado), e não intelectuais.</div><div>E esse problema vai muito além dessas imagens silenciosas. É ele que está por trás de fatos dramáticos como o retrato registrado em 2017 pelo Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias). Segundo o documento, dois terços de toda a população carcerária do país é negra.</div><div>Isso significa, então, que somos todos racistas?</div><div>Sim. Afinal, por mais consciência que tenhamos, vivemos em uma sociedade alicerçada sobre estruturas racistas. Imediatamente, não há como fugir disso. Mas essa não precisa ser uma realidade perene...</div><div>O que, então, precisa ser feito para combater o racismo de fato?</div><div>Primeiro, é urgente que pessoas brancas reflitam, identifiquem e reconheçam seus privilégios. Não é uma tarefa fácil. Um bom começo é olhar para a própria história e perceber em que situações um branco levou a melhor. Alguns exemplos:</div><div>Durante a disputa por uma vaga de emprego em que as duas pessoas tinham qualificações muito semelhantes, mas o negro foi dispensado.</div><div>Em um momento de lazer como um jantar em um restaurante em que pessoas brancas são servidas pelas negras.</div><div>Uma outra atitude é deixar de usar palavras e termos que tiveram origem na discriminação entre brancos e negros: "mulato", "dia de branco", "a coisa está preta", entre outras. Por mais que, conscientemente, elas sejam usadas sem uma intenção racista, o fato de ainda estarem em uso mostra o quanto o problema está arraigado em nossos costumes.</div><div>Ao mesmo tempo é necessário deixar de procurar pessoas negras exclusivamente para tratar de assuntos raciais. É verdade que, ainda hoje, pessoas negras em posições de destaque na sociedade são minoria, mas há médicos, advogados, escritores, físicos, engenheiros e intelectuais negros. Eles precisam ser lembrados e consultados como especialistas para abordar diferentes temas pertinentes à vida contemporânea.</div><div>Como se vê, existem medidas para serem tomadas em todas as escalas da sociedade: desde essas atitudes cotidianas, até políticas públicas que ampliem a presença de negros e indígenas em todas as esferas da sociedade. A lei de cotas é um bom exemplo disso.</div><div>Cotas raciais são uma forma de discriminação?</div><div>Sim, à medida que fazem uma distinção entre brancos e negros e entre brancos e indígenas no acesso a determinados direitos - vagas na universidade e cargos de órgãos públicos. Mas a iniciativa é chamada de "discriminação positiva". Isso porque, a distinção visa à compensação (ainda que parcial) do erro histórico que, por mais de quatro séculos, concedeu privilégios aos brancos e tirou acesso de outras raças às mesmas condições de desenvolvimento em diferentes esferas da vida.</div><div>É importante ainda saber que...</div><div>...racismo vai muito além de preconceito ou discriminação e, por isso, os especialistas apontam diferentes tipos. São eles:</div><div>Individualista: quando o sujeito não entende a complexidade da questão e, por isso, nem sempre percebe seus próprios atos discriminatórios. Exemplos disso são as declarações do tipo "não sou preconceituoso, pois até tenho amigos negros" ou "não existe diferença entre raças, afinal somos todos humanos". De fato, somos todos humanos. No entanto, isso não foi levado em consideração e continua não sendo na prática. As informações citadas até aqui indicam essa discrepância. Ainda fazemos uma diferenciação entre brancos, negros, indígenas e outras raças.</div><div>Institucional: é o fato de que as instituições praticam direta ou indiretamente a discriminação entre as raças. Uma prova disso é o número de prisões em massa de negros pela polícia brasileira, como já foi mencionado.</div><div>Estrutural: é o conjunto das várias formas de racismo, incluindo o individualista (e seus desdobramentos, como a discriminação e o preconceito) e o institucional, que estruturam a sociedade e naturalizam no imaginário coletivo que o lugar do negro está ligado à servidão ou à criminalidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-16 14:35:42 UTC</pubDate>
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         <author>veigaerik</author>
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         <description><![CDATA[<div>Precisamos entender a estrutura do racismo, porque os meninos negros saem mais cedo da escola do que os garotos brancos, o que acontece no ambiente escolar, quais são as trajetórias desses meninos, porque que esses meninos são mais colocados numa trajetória de morte na adolescência do que os meninos brancos. São questões fundamentais, que quando a gente discute a estruturação dos processos, constrói a racionalização das instituições e das relações institucionais e interpessoais, ajuda a pensar em possibilidades de desfazer os processos trabalhando em sala de aula esse racismo que está intrínseco na sociedade.&nbsp;</div><div>A ausência de negros e negras em cargos de lideranças nas maiores empresas do país mostra que o racismo estrutural atua em diversas dimensões e camadas. Ele estrutura a sociedade a partir da desvalorização e restrição de oportunidades de pessoas negras a na ascensão social, como um espelho da sociedade assim também pode ser dentro de casa com seus familiares, onde muitas vezes percebemos que a falta de pessoas negras em cargos de importância no país acaba influenciando dentro de casa, por isso é preciso que o professor trabalhe isso muito bem em sala de aula, mostrando que o Brasil é um país de formação multirracial, formado por misturas de raças, crenças e costumes e devemos respeitar e valorizar a cultura que cada pessoa traz, já que perante a lei somos todos iguais, transmitindo esses valores para os nossos alunos onde podemos aprender uns com os outros, conhecendo e respeitando sua origem e forma de vida de cada ser humano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-28 08:10:28 UTC</pubDate>
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