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      <title>História Geral by Samuel Chaves</title>
      <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria</link>
      <description>Resumos das aulas de História Geral para o Enem</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-07-15 23:39:29 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Introdução</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057528234</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Aquecendo os estudos</mark></strong></p><p>A História estuda o homem através do tempo, dessa maneira, para facilitar a organização cronológica do estudo, a História foi dividida em períodos:  </p><ul><li><p>Pré-história, abrangendo o surgimento dos hominídeos;</p></li><li><p>Idade Antiga, com civilizações como Mesopotâmia e Roma;</p></li><li><p>Idade Média, marcada pela sociedade feudal;</p></li><li><p>Idade Moderna, um período de transformações significativas; </p></li><li><p>Idade Contemporânea, que engloba eventos recentes como as guerras mundiais e a Guerra Fria.<em> </em></p></li></ul><p><br></p><p><strong>Porém, é importante destacar que cada período tem um marco que marca o início e o fim dele.  </strong></p><p><br></p><p>Nesse recorte pro ENEM, vamos abordar os seguintes temas:</p><p>A Pré História;</p><p>As primeiras civilizações orientais.</p><p><br></p><p><em>(CAMPOS, Tiago Soares. "Divisão da história"; Brasil Escola. Disponível em: </em><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://brasilescola.uol.com.br/historia/divisao-da-historia.htm"><em>https://brasilescola.uol.com.br/historia/divisao-da-historia.htm</em></a><em>. Acesso em 19 de julho de 2024.)</em></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-19 15:26:52 UTC</pubDate>
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         <title>A Pré História (ou Primeiros Grupos Humanos)</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057566861</link>
         <description><![CDATA[<p>Completamente baseada em documentos escritos, por muito tempo, a História usou como objeto de estudo e narrativa de um lugar, usando como base os feitos dos grandes heróis, o famoso ditado de como a História é feita pelos vencedores. Partindo desse fato, destacamos que a História tradicional foi baseada nessa metodologia foi marcada como consagrada e importante, porém, deixou por muito tempo de produzir material sobre povos que não escrita (os chamados povos ágrafos) como um povo sem História. Com o avanço das <strong>pesquisas </strong>esse pensamento mudou para o que conhecemos hoje.</p><p><br></p><p><mark>Mas como foram Os Primeiros Grupos Humanos?</mark></p><p>Para os historiadores, o desenvolvimento cultural do homem, o qual conhecemos vulgarmente como Pré-História, trata dos últimos 100 a 200 mil anos (<em>FUNARI, 2018</em>). Porém, para outras pessoas e culturas, a origem humana se dá por outras teorias, mas a mais conhecida é a teoria do <strong>criacionismo. </strong></p><p><br></p><p><mark>Como é dividido esse período?</mark></p><p>Esse período é dividido em períodos evolutivos da ferramenta: <strong>a idade da pedra e a idade dos metais. </strong></p><p>Dentro desses recortes, tem recortes menores. Vamos estudar um pouco sobre elas?</p><p><br></p><p><mark>A Idade da Pedra</mark></p><p>É o período mais longo, ele engloba mudanças sociais e comportamentais, além de ser o primeiro registro da evolução de sociedade nômade para  sociedade sedentária.</p><ul><li><p><strong>Paleolítico</strong>&nbsp;(2,5 milhões - 10.000 a.c): também conhecido como a idade da pedra lascada. Foi o período onde nossos ancestrais aprenderam a utilizar a pedra como ferramenta. Neste período, andavam na terra os&nbsp;Australopithecus, desenvolvendo até&nbsp;Homo habilis&nbsp;e, posteriormente,&nbsp;Homo erectus.&nbsp;Sua atividade para sobrevivência era a caça e a coleta de vegetais e frutos, assim, viviam no <strong>nomadismo</strong>.&nbsp;</p></li><li><p><strong>Mesolítico&nbsp;</strong>(10.000 - 5.000 a.c): foi o período de transição entre o paleolítico e o neolítico. Esse período não está presente no desenvolvimento de todos os povos, sendo mais predominante nos povos que viviam em ambientes gélidos. Nesse período, foram estabelecidas as primeiras formas de agricultura.</p></li><li><p><strong>Neolítico</strong>&nbsp;(5.000 - 3.000 a.c): período também conhecido como idade da pedra polida. Neste período, se deu o abandono do nomadismo, a partir de um modelo de sobrevivência baseada na caça, agricultura e criação de animais. Assim, são criadas pequenas aldeias. Neste período há o desenvolvimento de cerâmica e de roupagens.</p></li></ul><p><br></p><p><mark>A idade dos metais&nbsp;(3.000 - 1.000 a.c)</mark></p><ul><li><p><strong>Idade do cobre</strong>: período no qual foram utilizadas as primeiras técnicas de fundição para a manipulação do minério de cobre para ser utilizado como ferramenta.</p></li><li><p><strong>Idade do bronze</strong>: período no qual começou a ser manipulado a fundição da liga de metal de cobre e estanho, que resultava no bronze.</p></li><li><p><strong>Idade do ferro</strong>: começa a manipulação do ferro, que era ainda mais resistente que o bronze. Essa é a fase que antecede a criação da escrita e das civilizações antigas.</p></li></ul><p><br></p><p><strong>A pré-história - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/a-pre-historia">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/a-pre-historia</a>&gt;.</p><p>‌</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-19 17:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>Questões para fazer sobre o tema</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057702401</link>
         <description><![CDATA[<p>Façam essas questões e qualquer dúvida falar comigo! Todas as questões tem gabarito comentado!</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.todamateria.com.br/exercicios-sobre-a-pre-historia/" />
         <pubDate>2024-07-20 03:16:51 UTC</pubDate>
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         <title>Antiguidade Oriental</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057705307</link>
         <description><![CDATA[<p>Antiguidade Oriental é um conceito utilizado para identificar as <strong>civilizações que se desenvolveram durante a Idade Antiga no Oriente</strong>, em especial no <strong>norte da África</strong> e no <strong>Oriente Médio</strong>, como a egípcia e mesopotâmica. Essa denominação é dada em oposição ao conceito de Antiguidade Clássica - ou Ocidental - que se dedica principalmente ao estudo de&nbsp;<a rel="noopener noreferrer" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/grecia-antiga">Grécia</a>&nbsp;e&nbsp;<a rel="noopener noreferrer" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/roma-antiga">Roma</a>.</p><p><br></p><p>As civilizações da Antiguidade Oriental, apesar de possuírem diversas peculiaridades entre si, atendem a algumas características em comum. Essas sociedades se caracterizaram pela formação dos primeiros<strong>&nbsp;Estados centralizados</strong>, com <strong>governos teocráticos baseados em crenças politeístas</strong>, ou seja, que acreditavam em mais de uma divindade.</p><p>No caso da <strong>Mesopotâmia</strong> e do <strong>Egito</strong>, eram economias baseadas na produção de <strong>excedentes agrícolas</strong>, que dependiam muito dos <strong>recursos hídricos</strong> disponíveis: os <strong>rios Tigre e Eufrates</strong>, para os mesopotâmicos, e o <strong>Rio Nilo</strong>, para os egípcios.</p><p>Em virtude disto, a região onde essas civilizações floresceram ficou conhecida como “<strong>crescente fértil</strong>”. Nesse sentido, os Estados que se estabeleceram nessa região tinham a propriedade das terras cultiváveis, e a produção se dava através de regimes de servidão coletiva.</p><p>A disputa pelo domínio daquele território fez com que <strong>a região da crescente fértil fosse alvo de intensos conflitos</strong> e passasse pelo controle de diferentes povos durante a Antiguidade.&nbsp;</p><p><br></p><p><mark>Egito</mark></p><p><br></p><p>A civilização egípcia se construiu no norte da África a partir de diversos agrupamentos, chamados <strong>nomos</strong>, que se instalaram às margens do Rio Nilo.</p><p>Com o crescimento desses povoamentos e a necessidade de mão de obra para expandir as áreas cultiváveis, <strong>os nomos se organizaram em dois reinos, Alto e Baixo Egito</strong>.</p><p>Esse é a primeira fase da história do Egito, denominada “<strong>pré-dinástica</strong>”. Por volta de 3100 a.C., Menés, rei do Baixo Egito, lidera a conquista do Alto Egito e unifica as duas regiões, dando origem à segunda fase da história do Egito, o período “<strong>dinástico</strong>”.</p><p>A fase entre a unificação do Egito e a criação do Império ficou conhecida como <strong>Período Arcaico&nbsp;</strong>(3100-2700 a.C.). Foi seguida do <strong>Antigo</strong> (2700-2200 a.C.), <strong>Médio&nbsp;</strong>(2050-1750 a.C.) e <strong>Novo Império</strong> (1550-1070 a.C.), quando o Egito entrou em sua <strong>fase de decadência&nbsp;</strong>e sofreu fortes agitações internas, levando novamente à divisão em dois reinos por volta de 1100 a.C., e, posteriormente, a <strong>invasões estrangeiras</strong>.</p><p>Durante o período de auge do Império,<strong>&nbsp;a sociedade era dominada pelo Faraó</strong>, maior autoridade do Egito e considerado uma figura divina. Abaixo do Faraó estavam os nobres e sacerdotes. Estes eram responsáveis pelos assuntos religiosos.</p><p>Um degrau abaixo na hierarquia estavam os burocratas e escribas, funcionários do Faraó responsáveis pela administração do Império. E, no estrato inferior, estavam localizados camponeses, servos e escravos, responsáveis pela produção e pelas grandes obras do Império, como a<strong>s Pirâmides e as obras hídricas</strong>.</p><p>Durante quase todo o Império Egípcio a religião era politeísta, de <strong>características antropozoomórficas</strong> (ou seja, os deuses possuíam formas humanas e animais), mas com um breve período monoteísta, sob comando do faraó Akhnaton.</p><p><br></p><p><mark>Mesopotâmia</mark></p><p><br></p><p>A Mesopotâmia é uma <strong>região localizada no Oriente Médio</strong>, entre os rios Tigres e Eufrates, e seu nome significa “entre rios”. A exemplo do que ocorrera no Egito, a região da Mesopotâmia possuía extensas áreas férteis, o que favoreceu a ocupação humana.</p><p>Os diferentes povos que povoaram a região se organizaram em <strong>cidades-estados</strong>, ou seja, <strong>cidades independentes que possuíam governo próprio e autônomo</strong>.</p><p>Dentre os povos que se sucederam na Mesopotâmia desde cerca de 4000 a.C., estão <strong>sumérios, acádios, amoritas, assírios e caldeus</strong>. A organização desses povos, em geral, se dava a partir de um <strong>Estado centralizado</strong>, de <strong>crença politeísta</strong>, da existência de um <strong>estrato de sacerdotes</strong>, e do <strong>regime de servidão coletiva</strong> para produção e construção de obras.</p><p>Podemos destacar, entre as especificidades de cada um desses povos, <strong>a criação da escrita cuneiforme pelos sumérios</strong>; e a elaboração do “<strong>Código de Hamurabi</strong>” pelos amoritas (ou babilônios). O Código de Hamurabi é o mais antigo código de leis conhecido, baseado na “<strong>lei do Talião</strong>”, cujo princípio mais conhecido era o do “olho por olho, dente por dente”.</p><p>O último desses povos a dominar a região mesopotâmica antes da dominação helenística (330 a.C.) foram os <strong>caldeus, também chamados de neobabilônicos</strong>, cujo rei mais importante foi Nabucodonosor, responsável pela <strong>construção dos Jardins Suspensos da Babilônia</strong> e pela&nbsp;<a rel="noopener noreferrer" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-brasil/escravidao">escravidão</a><strong>&nbsp;do povo hebreu</strong> no chamado “cativeiro da Babilônia”.</p><p><br></p><p><mark>Outros povos e civilizações</mark></p><p><mark>Fenícios</mark></p><p>Povo que vivia na costa oriental do Mediterrâneo, na Ásia, e se organizava em cidades-estados. Exerceram grande influência na região através do<strong>&nbsp;comércio marítimo</strong>, e foram os criadores do primeiro alfabeto.&nbsp;</p><p><br></p><p><mark>Persas</mark></p><p>Estavam localizados, a princípio, ao norte do Golfo Pérsico, mas o Império Persa foi responsável por <strong>uma das maiores expansões territoriais da Antiguidade</strong>, ocupando a Ásia Menor e a Mesopotâmia, atingindo também o norte da África e as margens do rio Danúbio, na Europa.</p><p>Em razão disso, o império foi dividido em “<strong>satrapias</strong>”, espécies de províncias que possuíam relativa autonomia. Os persas também são responsáveis pela difusão do <strong>dualismo</strong> (a crença na existência de duas forças, uma representando o bem, e outra o mal).&nbsp;</p><p><br></p><p><mark>Hebreus</mark></p><p>Eram um povo <strong>monoteísta</strong>, ou seja, que acreditava em um único deus. Durante a Antiguidade, os <a rel="noopener" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/os-hebreus">hebreus</a> viveram na região da Palestina, mas também foram escravizados pelos egípcios e, posteriormente, pelos neobabilônicos.&nbsp;</p><p><br></p><p><strong>Antiguidade Oriental - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/antiguidade-oriental">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/antiguidade-oriental</a>&gt;.</p><p>‌</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-20 03:27:18 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Mesopotâmia</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057878428</link>
         <description><![CDATA[<p>A <strong>Mesopotâmia</strong> é a região conhecida como o <strong>berço das civilizações</strong>. Situada no Oriente Médio, ocupa o território que hoje conhecemos por Iraque e algumas porções da Síria e Turquia. Foi nessa região que surgiram uma das primeiras grande civilizações.</p><p>Nesse território, entre dois rios (Tigre e Eufrates), havia abundância devido a proximidade com rios e o solo fértil. Porém com a abundância dos rios, os moradores sofriam com invasões e disputas de territórios, além de períodos de cheias que foram resolvidas depois com grandes obras hidráulicas. A região, era dividida em duas:</p><ul><li><p><strong>Alta Mesopotâmia:</strong> situada no Norte, era uma região montanhosa, com terras menos férteis.</p></li><li><p><strong>Baixa mesopotâmia:&nbsp;</strong>situada no Sul, era composta por planícies aluviais, logo, terras muito férteis. As águas dos rios nasciam das montanhas e percorriam em direção ao Golfo Pérsico, cortando as planícies do crescente fértil mesopotâmico. Por esse motivo, foi na Baixa Mesopotâmia que surgiu a primeira civilização, a Suméria. Estima-se que isso ocorreu antes de 2.000 a.C.</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Civilizações da Mesopotâmia</mark></p><p>Sumério e Acádios (-2000 a.C.)</p><p>Acredita-se que, nessa época, surgiu a primeira grande civilização na região da Mesopotâmia, a Suméria. Até o terceiro milênio antes de Cristo, a Suméria já possuía pelo menos 12 cidades-estados, sendo a mais importante e símbolo do império, a cidade de <strong>Ur</strong>.&nbsp;</p><p>Em meados de 2350 a.C, Sargão I, rei da Acádia, foi o responsável pela unificação dessas cidades-estados, constituindo, assim, o primeiro império da região. Depois, o Sul da Mesopotâmia passa a ser conhecido como terra dos Sumérios e Acádios, após a queda da dinastia acádia.</p><p>Império da Babilônia (1800 a.C. - 1600 a.C. / 612 a.C. - 539 a.C.)</p><p>O império da Babilônia se divide em 2 partes:</p><ul><li><p><strong>Primeiro Império ou Antigo Império:&nbsp;</strong>durou de 1800 a.C. até 1600 a.C. O primeiro império babilônico foi o responsável pelo domínio de toda a Mesopotâmia pelas mãos de seu rei Hamurabi. Isso foi possível graças ao seu poderio militar e seu sistema jurídico, conhecido por <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/codigo-hamurabi.htm#:~:text=O%20C%C3%B3digo%20de%20Hamurabi%20foi%20o%20primeiro%20c%C3%B3digo%20de%20leis,olho%2C%20dente%20por%20dente%E2%80%9D."><strong>Código de Hamurabi</strong></a>.</p></li><li><p><strong>Segundo Império ou Império Caldeu:</strong> foi de 612 a.C. até 539 a.C. O segundo império da Babilônia foi marcado pelo seu rei Nabucodonosor, que foi responsável pela construção dos famosos jardins suspensos da Babilônia.</p></li></ul><p>O império Assírio</p><p>Foi um<strong>&nbsp;estado militarista e expansionista&nbsp;</strong>que surgiu às margens do rio Tigre, em uma região montanhosa.</p><p>Os assírios conquistaram a Mesopotâmia, a Síria, a Palestina e o Egito, o que levou a formação do seu império. Os assírios foram responsáveis pela criação do primeiro exército organizado.</p><p><br></p><p>A Mesopotâmia seguia o <strong>modo de produção asiático</strong>, baseado em atividade agrícolas de regadio e pela servidão coletiva, isso é, um sistema de trabalho entre o camponês e o estado, no qual o camponês trabalhava nas terras do rei em troca de alimentos.</p><p>A região era favorável a esse modelo, já que as terras da Mesopotâmia eram férteis e proporcionavam uma rica agricultura, além de contar com uma fauna que possibilitou o desenvolvimento da agropecuária.</p><p>Contudo, a terra entre dois rios não era rica em minérios, o que tornou a economia da Mesopotâmia refém de um comércio com regiões da África e de outras regiões da Ásia. Esse fato levou a um desenvolvimento do artesanato, que era usado como moeda de troca, e depois a uma monetarização da região, que começa adotar o uso de moedas.</p><p>Assim como no Egito, na sua <strong>pirâmide social</strong> estavam, no topo, o rei e sua família, seguidos por sacerdotes e nobres, por militares, depois por comerciantes e artesões, por camponeses e, na sua base, escravos.</p><p>A religião também estava diretamente ligada à <strong>política</strong>, sendo todos os governos da Mesopotâmia <strong>teocráticos</strong>. Era evidente essa associação. Já que as terras pertenciam aos deuses, logo os reis eram figuras divinas. Vale ressaltar que a religião na Mesopotâmia desenvolveu e impulsionou o estudo da Astronomia, o que levou a grandes avanços matemáticos.</p><p><br></p><p>BERNARDES, Daniel Zem . <strong>Mesopotâmia | Localização, os Rios e um Resumo Para o Enem - Manual do Enem</strong>. <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://querobolsa.com.br">querobolsa.com.br</a>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/mesopotamia">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/mesopotamia</a>&gt;. Acesso em: 20&nbsp;jul.&nbsp;2024.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-20 16:47:48 UTC</pubDate>
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         <title>Teoria de Deriva Continental </title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057882549</link>
         <description><![CDATA[<p>Pangeia foi um super continente banhado por um Oceano chamado de Pantalassa. O Alfred Wegener, foi o primeiro a teorizar sobre a derivação continental no inicio do século XX. Como comentamos em aula, esse megacontinente foi se separando com o decorrer do tempo até formar o planeta que temos hoje. Caso queiram saber mais, podemos comentar em aula. Segue um artigo comentando melhor sobre: </p><p><br></p><p>GUITARRARA, Paloma. "Pangeia"; <em>Brasil Escola</em>. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/pangeia.htm">https://brasilescola.uol.com.br/geografia/pangeia.htm</a>. Acesso em 20 de julho de 2024.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-20 17:07:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Egito</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057917746</link>
         <description><![CDATA[<p>Na Antiguidade Oriental nasceram as primeiras civilizações, nos meados dos anos 3.000 a.C. Uma delas foi o <strong>Egito</strong>, que foi uma das maiores civilizações do mundo antigo. O seu início é estimado em 3.200 a.C.</p><p>O Egito foi chamado de a “dádiva do Nilo” pelo historiador grego Heródoto, refletindo o coração de toda a civilização egípcia: o <strong>Rio Nilo</strong>.</p><p>O Egito Antigo era extremamente dependente das águas do Nilo. O rio era responsável por tornar a região árida e seca do norte africano em uma <strong>área fértil</strong> e apta para o plantio. As <strong>cheias dos Nilo&nbsp;</strong>eram recorrentes, o que facilitou a estabilização do reino do Egito.</p><p>Assim, o Egito Antigo durou quase 3.000 anos. Foi alvo de diversas invasões durante sua existência, mas manteve sua independência política até às invasões que modificaram radicalmente a cultura egípcia:</p><ul><li><p>dos persas;</p></li><li><p>dos macedônios, com Alexandre, o Grande;</p></li><li><p>do Império Romano;</p></li><li><p>do Império Bizantino;</p></li><li><p>dos exércitos árabes.</p></li></ul><p><mark>O início do reino egípcio: o Antigo Império (3200 - 2300 a.C.)</mark></p><p>O reino do Egito começou com a unificação de nomos, que eram comunidades independentes umas das outras, e que primeiro se fixaram no vale do rio Nilo. A unificação foi entre os nomos da região do Alto Egito (sul do rio Nilo) e Baixo Egito (delta do rio Nilo).&nbsp;</p><p>A unificação foi liderada por Menés, que era o líder do nomo do Alto Egito e veio a se tornar o primeiro <strong>faraó&nbsp;</strong>(rei do Egito). Esse evento deu início ao peŕiodo do <strong>Antigo Império</strong>, que durou mais de mil anos.</p><p>Durante essa fase, houve a organização de um <strong>sistema monárquico</strong>, com os poderes concentrados nas mãos do faraó, considerado uma figura divina. O governo era<strong>&nbsp;teocrático</strong>, isto é, a política e as leis eram submetidas à religião do reino.</p><p>Nesta fase também foram erguidas, pelos faraós da 4ª dinastia (os principais foram Queóps, Quéfren e Miquerinos), as <strong>grande pirâmides de Gizé</strong>, que se tornaram símbolos da civilização egípcia.</p><p>O período do Antigo Império foi, em sua maioria, estável. Teve uma pequena instabilidade com a <strong>revolta dos nomarcas</strong> (chefes dos nomos), o que levou a conflitos internos e desorganização da produção. O Egito só sofreu sua primeira invasão no período do Médio Império.</p><p><br></p><p><mark>O Médio Império (2000 - 1750 a.C.)</mark></p><p>Esse período foi marcado pelo desenvolvimento de <strong>novas técnicas de irrigação</strong>, elaboradas pelas XII dinastia. Essas novas técnicas levaram a uma expansão da área de cultivo e trouxeram prosperidade para o reino.</p><p>Contudo, este período também foi marcado pela invasão de povos da Ásia, chamados de <strong>hicsos</strong>. Eles dominaram territórios do Egito por conta do seu uso de carros de guerra e armas de ferro. Os hicsos se estabeleceram no delta do Nilo e isolaram os faraós em Tebas, que era a capital do Egito durante o Médio Império. Essa invasão permaneceu por dois séculos, até o período do Novo Império.</p><p><br></p><p><mark>O Novo Império (1580 - 662 a.C.)</mark></p><p>A dominação pelos hicsos levou a um <strong>impulso militarista&nbsp;</strong>pelo faraó Amósis I, que resultou na expulsão dos hicsos do território egípcio e na <strong>escravização dos </strong><a rel="noopener" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/os-hebreus"><strong>hebreus</strong></a>. Isso abriu portas para a expansão do Império Egípcio.</p><p>No governo do faraó Tutmés II (1480 a.C. -1448 a.C.) se deu a maior expansão do império, levando o domínio egípcio até o rio Eufrates, na Mesopotâmia.</p><p>Ramsés II (1295 a.C. - 1225 a.C.), expandiu o domínio do Egito até a região da Palestina e da Síria. O Egito passa a ter um <strong>caráter militarista e expansionista</strong>, tornando-se o primeiro império mundial. E, assim, vive o seu apogeu até 1100 a.C., período onde o faraó perde poder e influencia, sofrendo insubordinações de seus sacerdotes e exércitos, o que levou a perda do comando para os <strong>assírios</strong>,<strong>&nbsp;</strong>em 622 a.C.</p><p>Vale ressaltar que, durante este período, também houve uma <strong>revolução religiosa</strong> pelo faraó Amenófis IV (1377 a.C. - 1358 a.C.), passando de uma religião politeísta para monoteísta, cultuando apenas o deus Aton. Amenófis chegou a mudar o seu nome para Akhenaton, que significa “aquele que agrada Aton”. Após sua morte, os sacerdotes anularam essa mudança, restabelecendo o <strong>politeísmo</strong> novamente</p><p><br></p><p><mark>O renascimento Saíta (650 a.C. - 525 a.C.)</mark></p><p>Em 650 a.C., Psamético I <strong>expulsou os assírios</strong> do Egito, levando ao último período de independência política do Egito até o século XX.</p><p>O período de 650 a.C. a 525 a.C. foi próspero e trouxe um grande <strong>crescimento econômico</strong>. Contudo, durou pouco, já que em menos de um século depois o Egito foi dominado pelo <strong>Império Persa</strong>, perdendo sua autonomia política.&nbsp;</p><p><br></p><p><mark>As dominações do território Egípcio</mark></p><p>Após o domínio do Império Persa, muitos outros impérios dominaram o Egito, como os <strong>macedônios</strong> (em 323 a.C.), que integraram o Egito no <strong>mundo helenístico</strong>, sob a dinastia dos Ptolomeus.</p><p>Depois, o Egito foi dominado por Augusto (em 30 a.C.), o primeiro imperador de <strong>Roma</strong>, tornando-se uma província do Império Romano. A nação permaneceu nesta condição até o sucessor do Império Romano, o<strong>&nbsp;Império Bizantino</strong>, dominar o Egito.</p><p>Após o domínio bizantino, o <strong>exército árabe</strong> conquistou o Egito (em 639), aplicando <strong>reformas profundas</strong>, estabelecendo a cultura árabe e até a sua língua no território.</p><p>O Egito foi conquistado, também, pelo<strong>&nbsp;Império Otomano</strong>, em 1517, após o domínio árabe.</p><p>Na Idade Moderna, o Egito foi ocupado pela <strong>França de Napoleão</strong>,<strong>&nbsp;</strong>de 1798 a 1801. Sua posição era estratégica para o comércio entre Europa, África e Ásia.</p><p>Em 1869, houve a <strong>abertura do Canal de Suez</strong>, que conectava o Mar Vermelho ao Mediterrâneo, o que aumentou a posição estratégica comercial do Egito. Assim, em 1882, o <strong>Reino Unido</strong> ocupou o Egito, exercendo uma grande influência no seu governo até o pós-Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, quando finalmente alcançou novamente a sua <strong>independência política</strong>.</p><p><br></p><p><mark>Economia e aspectos socioculturais no Egito Antigo</mark></p><p>A economia do Egito Antigo tinha como principal atividade a<strong>&nbsp;agricultura</strong>, ligada diretamente à dependência das águas do <strong>rio Nilo</strong>. Eram cultivados, majoritariamente, <strong>trigo e cevada</strong>, mas também cultivavam-se frutas, verduras, legumes, linho e <strong>papiro</strong> (papel egípcio).</p><p>Os egípcios eram <strong>autosuficientes</strong>, então não havia uma atividade comercial ligada a sua produção. A autossuficiência atingia todos os setores necessários para a sobrevivência do reino, como alimentos e matérias primas (cobre, ferro e ouro).</p><p>A sociedade egípcia era <strong>estratificada</strong> e não possuía nenhuma mobilidade (por exemplo, um camponês não poderia se tornar um sacerdote ou um nobre). Ela seguia uma forma de <strong>pirâmide social</strong>, onde no topo se encontravam o faraó e sua família, seguidos pelos sacerdotes e nobreza, depois pelos militares e escribas e, por fim na base, os camponeses e escravos.</p><p>Os camponeses e escravos tinham a função de <strong>mão de obra</strong> de cultivo e de construção. Os sacerdotes eram responsáveis pelo exercício da religiosidade no Império Egípcio, que era um dos traços mais marcantes da cultura do Egito, e daí se dá a sua superioridade social.<br>A <strong>religião egípcia</strong> tinha um caráter <strong>politeísta</strong> (crença em diversos deuses). Seus deuses tinham características de homens misturados com animais (<strong>antropozoomorfismo</strong>), um exemplo disso é <a rel="noopener" href="https://querobolsa.com.br/enem/conhecimento-geral/anubis">Anubis</a>. A religião tinha um fator muito importante no império do Egito, já que o governo era&nbsp;<strong>teocrático</strong>, ou seja, o faraó era visto como uma divindade, e sua leis e modo de governar condiziam com os costumes e leis religiosas.</p><p>A <strong>crença na ressurreição&nbsp;</strong>era forte, o que levou ao desenvolvimento de técnicas de <strong>mumificação</strong> e a construção das pirâmides.</p><p><br></p><p>BERNARDES, Daniel Zem. <strong>O Egito - Manual do Enem</strong>. <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://querobolsa.com.br">querobolsa.com.br</a>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/o-egito">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/o-egito</a>&gt;.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-20 21:06:16 UTC</pubDate>
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         <title>A Pedra de Roseta</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3057924486</link>
         <description><![CDATA[<p>Vamos conhecer um pouco de como foi traduzido os hieróglifos egípcios? </p><p>Durante sua passagem (<em>ele realizou um expedição militar e científica</em>) pelo Egito em agosto de 1799, Napoleão Bonaparte e seus soldados, se depararam com uma pedra brilhante e entalha com estranhos símbolos próximo a Cidade de Roseta (eles estavam indo em direção ao Forte Julien). A Pedra era uma Estela (uma espécie de coluna, plana, polida, de granito negro, de forma retangular, que media 112,3 cm de altura, 75,7 cm de largura e 28,4 cm de espessura). Pensando em ser valioso, Napoleão pediu que fosse reproduzida e estudada na França.</p><p><br></p><blockquote><p>Em abril de 1802, Reverendo Stephen Weston foi capaz de traduzir a parte escrita em grego. No mesmo ano, o francês Antoine-Isaac Silvestre de Sacy e o sueco Johan David Åkerblad interpretaram as inscrições em demótico. No entanto, os hieróglifos pareciam ser indecifráveis. Somente após 23 anos desde a data de sua descoberta que o francês Jean-François Champollion foi capaz de decifrar o código dos hieróglifos na Pedra de Roseta.<br><br>Desta forma, foi possível compreender o contexto da criação da estela: as inscrições foram feitas para registrar a gratidão dos sacerdotes egípcios ao faraó Ptolomeu V Epifânio, o qual havia concedido ao povo a isenção de uma série de impostos. De fato, as descobertas de Champollion permitiram que o mundo ocidental tivesse acesso aos milhares de anos da história do Egito, aumentando ainda mais o fascínio dos europeus pela civilização dos faraós. </p></blockquote><p><br></p><p>TIAGO, Dantas, <strong>Pedra de Roseta</strong>, Mundo Educação, disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/pedra-roseta.htm">https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/pedra-roseta.htm</a>&gt;. acesso em: 20&nbsp;jul.&nbsp;2024.</p><p><br></p><p><strong>O que é a Pedra de Roseta?</strong>, Super, disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-a-pedra-de-roseta">https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-a-pedra-de-roseta</a>&gt;.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-20 21:53:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3062406141</link>
         <description><![CDATA[<p>Hey galera! Boa noite! Achei um historiador que criou um podcast com diversos temas. Caso queirama playlist está completa ali, vou usarde material para nossas aulas também! Vou deixar listado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-07-28 01:53:47 UTC</pubDate>
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         <title>A Queda do Império Romano</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3071919905</link>
         <description><![CDATA[<p>Supostamente fundada pelos gêmeos Rômulo e Remo, Roma foi o maior Império da Antiguidade, com práticas de plantio, arquitetura e expansão de território. Vamos conhecer um pouco da sociedade e da queda dessa grande potência. </p><p><br></p><p>A história de Roma é dividida em três períodos:&nbsp;<strong>Monarquia</strong>&nbsp;(753 – 509 a.C),&nbsp;<strong>República</strong>&nbsp;(509 – 27 a.C) e&nbsp;<strong>Império</strong>&nbsp;(27 a.C – 476 d.C). </p><p><br></p><p><strong>Monarquia (753 – 509 a.C.)</strong></p><p>Além do suposto mito de Rômulo e Remo, alguns registros afirmam que Roma foi constituída no começo por italiotas (dentre os quais os latinos), os etruscos e os grego.</p><p>Nesse primeiro momento, Roma tinha o modelo de governo baseada na Monarquia (o rei tinha poderes executivos, judiciários e religiosos), porém, <strong>havia a figura do poder legislativo</strong>, ocupado pelo Senado e pela Assembleia Curiata (ou Cúria).</p><p><br></p><p>Já nesse momento, a sociedade romana se estruturou da seguinte forma:&nbsp;</p><ul><li><p><strong>Patrícios</strong>: grandes proprietários de terra;</p></li><li><p><strong>Plebeus</strong>: pequenos proprietários, agricultores, comerciantes e artesãos;</p></li><li><p><strong>Clientes</strong>: homens livres e sem posses que viviam como agregados dos patrícios;</p></li><li><p><strong>Escravos</strong>: recrutados através de guerras e por dívidas.</p></li></ul><p>Ao todo, sete reis governaram Roma durante a primeira fase de sua história. Destes, os três últimos possuíam origem etrusca.&nbsp;</p><p>Em razão de conflitos internos,<strong>&nbsp;o Senado destituiu o último rei etrusco</strong>, Tarquínio, o Soberbo, e&nbsp;<strong>passou a exercer suas funções</strong>, fato que marcou o fim da monarquia e início da República.</p><p><br></p><p><strong>República (509 a 27 a.C.)</strong></p><p>Nesse período, o poder em Roma foi dividido em 3 órgãos principais: <strong>o Senado</strong>, responsável por criar as leis;&nbsp;<strong>as Assembleias</strong>, responsáveis por votá-las; e&nbsp;<strong>a Magistratura</strong>, conjunto de cargos eleitos pela&nbsp;<strong>Assembleia Centuriata</strong>&nbsp;que exerciam funções específicas para executar as leis.</p><p><br></p><p>A Magistratura era composta pelos seguintes cargos:&nbsp;</p><ul><li><p><strong>Cônsules</strong>: dois cônsules eram eleitos para o mandato de um ano, e entre suas funções estavam a de presidir o Senado e a Assembleia;&nbsp;</p></li><li><p><strong>Pretores</strong>: encarregados de tarefas judiciárias;&nbsp;</p></li><li><p><strong>Edis</strong>: responsáveis pela administração do espaço urbano;</p></li><li><p><strong>Censores</strong>: contabilizavam a população e sua renda;</p></li><li><p><strong>Questores</strong>: administravam o tesouro público.&nbsp;</p></li></ul><p>Durante a República,&nbsp;<strong>Roma viveu uma grande expansão territorial</strong>, incorporando áreas da Europa, da Ásia e do norte da África.&nbsp; Saiba mais desse período <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/roma-antiga">aqui</a>.</p><p><br></p><p><strong>Império (27 a.C a 476 d.C.)</strong></p><p><br>O Império Romano foi responsável pela centralização política e pela adoção de características monárquicas que o distanciavam da República.&nbsp;Esse período é dividido em&nbsp;<strong>Alto Império</strong>, entre os século I a.C. e III d.C., e&nbsp;<strong>Baixo Império</strong>, entre os século III e IV d.C..&nbsp;</p><p>O Alto Império, iniciado com o governo de Otávio Augusto (título que significava “divino”) foi marcado pela&nbsp;<strong>estabilidade das conquistas territoriais e pela manutenção do escravismo</strong>. No âmbito interno, Otávio consagrou a política do “<strong>pão e circo</strong>”, que consistia em distribuir alimentos e promover grandes espetáculos, como os combates entre gladiadores, para entreter as massas e coibir revoltas.&nbsp;</p><p>A relativa estabilidade conseguida no período, sem grandes contratempos militares, ficou conhecida como “<strong>Pax Romana</strong>”.</p><p>Após a<strong>&nbsp;morte de Otávio</strong>&nbsp;(14 d.C.), o trono romano foi ocupado por várias dinastias, e até o fim do império alguns governantes se destacaram.&nbsp;</p><p><strong>Nero</strong>, por exemplo,&nbsp;<strong>iniciou a perseguição aos cristãos</strong>, por adorarem um único deus, o que ia contra as práticas religiosas romanas. Seu governo também foi marcado por grande&nbsp;<strong>instabilidade política</strong>.&nbsp;</p><p>Diante da&nbsp;<strong>redução do expansionismo romano</strong>, a economia romana, então dependente da mão de obra escrava, começou a apresentar&nbsp;<strong>sinais de declínio que influenciaram a estabilidade do Império</strong>.&nbsp;</p><p>Depois de longos anos de perseguição aos cristãos, o Imperador&nbsp;<strong>Constantino</strong>, através do Édito de Milão,&nbsp;<strong>encerra oficialmente as perseguições em 313 d.C</strong>.&nbsp; </p><p>Ainda sob o governo de Constantino, a<strong>&nbsp;capital do império é transferida de Roma para Constantinopla</strong>, na porção Oriental do Império, no ano de 330 d.C.</p><p>A mudança se deveu ao fato de Constantinopla possuir uma economia não tão dependente do trabalho escravo e estar<strong>&nbsp;menos vulnerável às invasões de povos bárbaros</strong>, que começavam a ameaçar o Império.&nbsp;</p><p>Como última tentativa de salvar Roma, o imperador&nbsp;<strong>Teodósio</strong>&nbsp;transforma o cristianismo na religião oficial romana, através do Édito de Tessalônica, em 391, e&nbsp;<strong>divide o Império em dois</strong>: o do Ocidente, com capital em Roma, e o do Oriente, cuja capital era Constantinopla.&nbsp;</p><p>Menos de cem anos depois,&nbsp;<strong>o Império Romano do Ocidente não resiste às invasões bárbaras e cai em 476</strong>. O Império Romano do Oriente, por sua vez, sobreviveria ao longo da Idade Média, e daria origem ao&nbsp;<strong>Império Bizantino</strong>.&nbsp;</p><p><br></p><p>Referências bibliográficas:</p><p><strong>Roma Antiga - História Geral | Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/roma-antiga">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/roma-antiga</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p>‌</p><p><strong>Roma - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/roma">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/roma</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p>‌</p><p>‌<strong>Imperadores Romanos: quem foi o primeiro? Veja todos! - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/imperadores-romanos">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/imperadores-romanos</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p><br></p><p><strong>A monarquia romana - História Geral | Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/a-monarquia-romana">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/a-monarquia-romana</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p><br></p><p><strong>República Romana (509 a.C. - 27 a.C.) - História Geral | Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/republica-romana-509-a-c-27-a-c">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/republica-romana-509-a-c-27-a-c</a>&gt;.</p><p>Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p><br></p><p><strong>Roma Antiga (Podcast)</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/3cUeJjAzXzQWDlbxOr4Y2g?si=fc91ea7a22944118">https://open.spotify.com/episode/3cUeJjAzXzQWDlbxOr4Y2g?si=fc91ea7a22944118</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p>‌</p><p><strong>Queda da Roma Antiga (Podcast)</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/2jGCX1gaQymfm5f07FZ7Rx?si=1cfac361ece54157">https://open.spotify.com/episode/2jGCX1gaQymfm5f07FZ7Rx?si=1cfac361ece54157</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p>‌</p><p><br></p><p>‌</p><p>‌</p><p>‌</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-10 01:21:59 UTC</pubDate>
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         <title>O que foi o Feudalismo?</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3071924757</link>
         <description><![CDATA[<p>Com o fim do Império Romano do Ocidente, a população romana se isolou no interior da Europa, recorrendo aos campos para ter sua subsistência. Em decorrência desse processo, a partir do século IX, onde hoje está localizada a França, teve início um sistema de organização política, econômica e social que posteriormente seria denominado feudalismo.</p><p><br></p><p><strong>Principais características do feudalismo</strong></p><p>As características principais do feudalismo foram:</p><ul><li><p><strong>Descentralização política;</strong></p></li><li><p><strong>Ruralização</strong>, ou seja, concentração da população e da produção nas áreas rurais;</p></li><li><p>Estabelecimento de uma <strong>rígida hierarquia social;</strong></p></li><li><p><strong>Fortalecimento do </strong><a rel="noopener noreferrer" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/cristianismo"><strong>cristianismo</strong></a>, com o aumento de sua influência na esfera política e social.</p></li></ul><p><strong>Estrutura social do feudalismo</strong></p><p>De maneira geral, a sociedade feudal era caracterizada por uma estrutura social rígida, que <strong>não permitia quase nenhuma mobilidade social</strong>. Ou seja, a posição na hierarquia social era <strong>determinada pelo nascimento</strong>.&nbsp;As três principais ordens na sociedade medieval eram:</p><ul><li><p><strong>Clero</strong>: composto por membros da <strong>Igreja</strong>;</p></li><li><p><strong>Nobreza</strong>: ocupava um lugar privilegiado na sociedade medieval e era formada pelos grandes proprietários de terra, chamados de <strong>cavaleiros&nbsp;</strong>e<strong>&nbsp;senhores feudais</strong>;</p></li><li><p><strong>Povo</strong>: na base da pirâmide social, estavam os <strong>servos</strong>, principal força de trabalho nos feudos, que destinavam a maior parte de sua produção aos senhores. Também existiam os <strong>vilões</strong>, trabalhadores pobres que viviam nas vilas, e <strong>escravos</strong>, em menor número, geralmente ligados às atividades domésticas.</p></li></ul><p>As relações sociais predominantes nessa estrutura eram chamadas de<strong>&nbsp;feudo-vassálicas</strong>. O surgimento dos senhores feudais se deu a partir de <strong>relações entre suseranos e vassalos</strong>.</p><p>Nesse tipo de relação, um suserano (<strong>o maior deles era o rei</strong>), grande senhor de terras, “doava” um pedaço de suas terras para outro membro da nobreza, que passava a ser seu <strong>vassalo</strong>.&nbsp;Por sua vez, o vassalo lhe retribuía com <strong>proteção militar</strong>. Após receber a terra, ou feudo, o vassalo se tornava um senhor feudal, exercendo <strong>poderes quase absolutos sobre sua propriedade</strong>.</p><p>Por isso o feudalismo é caracterizado como um sistema político descentralizado. Embora os reis continuassem a existir durante todo o período da Idade Média, <strong>seu poder se tornou reduzido</strong>, em especial dentro dos feudos.</p><p><br></p><p><strong>O que eram os feudos?</strong></p><p>Os feudos eram <strong>unidades produtivas</strong>, geralmente fortificadas, onde viviam o senhor feudal, sua família e os servos. O <strong>regime de servidão</strong> foi o principal tipo de mão de obra utilizado durante a Idade Média e <strong>se diferenciava da&nbsp;</strong><a rel="noopener noreferrer" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-brasil/escravidao">escravidão</a><strong>&nbsp;</strong>pelo fato de os servos não serem considerados mercadorias.</p><p>Contudo, <strong>os servos tampouco eram trabalhadores assalariados</strong>. Eles se dedicavam quase integralmente à produção agrícola e estavam “presos” aos feudos, pois não possuíam terras próprias.</p><p>Dessa forma, os senhores cediam parte de suas terras para uso dos servos, que, por sua vez,<strong>&nbsp;pagavam diversos tributos ao senhor feudal</strong>. Assim, o feudalismo se constituiu em um regime em que parte do trabalho do servo era destinado a sua subsistência, e parte ficava para o senhor feudal.</p><p>Entre os principais impostos devidos pelos servos, estavam a <strong>corveia</strong>, destinação de até três dias de trabalho por semana nas terras do senhor; a <strong>mão morta</strong>, cobrada para que os filhos de servos que morriam continuassem utilizando as terras ocupadas por seus pais; e as <strong>banalidades</strong>, imposto cobrado para uso das ferramentas do senhor, como os moinhos.</p><p>Além dos impostos, os servos também pagavam o <strong>dízimo</strong>, contribuição à Igreja, que acumulou grandes poderes durante o período feudal e a Idade Média em geral, por ser uma grande proprietária de terras e pela difusão do cristianismo nesse período.</p><p>Os feudos, em geral, apresentavam as seguintes divisões:</p><ul><li><p><strong>Manso senhorial</strong>: onde se encontravam a residência do senhor feudal e sua família, e suas terras, que eram cultivadas pelos servos;</p></li><li><p><strong>Manso servil:</strong> onde se localizavam as terras utilizadas pelos servos (parte dessa produção também ia para os senhores);</p></li><li><p><strong>Manso comunal:</strong> constituído pelas terras comuns que abrigavam as ferramentas utilizadas para a produção.</p></li></ul><p><strong>Quando foi o fim do feudalismo?</strong></p><p>A partir do século XI, esse modelo começou a entrar em crise, entre outros motivos, pela <strong>dinamização do comércio nas cidades</strong>, que provocou o renascimento urbano e a ascensão da <a rel="noopener noreferrer" href="https://querobolsa.com.br/enem/conhecimento-geral/burguesia">burguesia</a>, uma nova camada social ligada às atividades comerciais.</p><p>Com o crescimento populacional do período, <strong>as condições de vida no feudo se tornaram mais difíceis, e as cidades passaram a atrair as pessoas</strong>. As péssimas condições, aliadas à exploração promovida pelos senhores feudais, também provocaram uma série de <strong>revoltas camponesas</strong>, que enfraqueceram o poder dos senhores.</p><p>Cabe destacar que durante a Idade Média, <strong>as cidades continuaram existindo</strong>, assim como o <strong>comércio</strong>, porém, <strong>perderam espaço</strong> para a sociedade feudal, baseada na produção agrícola para subsistência.</p><p>Com o declínio do feudalismo,<strong>&nbsp;a centralização política e a formação dos Estados nacionais se consolidaram no Antigo Regime</strong>. Contudo, algumas características do sistema feudal permaneceram presentes na sociedade europeia durante os séculos seguintes, como a <strong>servidão</strong>.</p><p><br></p><p>Resumindo sobre o feudalismo</p><p>O feudalismo foi um<strong> sistema socioeconômico e político </strong>que dominou a Europa durante a Idade Média, marcado pela <strong>descentralização do poder e pela economia baseada na agricultura.</strong> Neste sistema, a terra era a principal fonte de riqueza e poder, dividida entre <strong>senhores feudais</strong> que detinham grandes extensões de terra. Esses senhores<strong> concediam porções de terra (feudos) a vassalos </strong>em troca de lealdade, serviços militares e outras obrigações.</p><p>A sociedade era estratificada, com uma <strong>clara distinção entre nobres, clero e camponeses,</strong> estes últimos frequentemente vivendo em condições de servidão, atados à terra e obrigados a prestar serviços e pagar tributos aos seus senhores.</p><p>O sistema feudal também era caracterizado por<strong> relações pessoais de vassalagem e suserania,</strong> nas quais a lealdade e os deveres militares eram fundamentais. A economia feudal era predominantemente agrária, com a maior parte da população vivendo no campo e dependendo da agricultura para sobrevivência. O comércio e as cidades começaram a reviver e crescer apenas no final da Idade Média, contribuindo para o declínio do feudalismo e o surgimento de estados nacionais mais centralizados.</p><p><br></p><p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p><p><strong>Feudalismo: aprenda o que foi, conceito e o que cai no Enem - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/feudalismo">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/feudalismo</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p><br></p><p><br></p><p>‌</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-10 01:35:56 UTC</pubDate>
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         <title>Idade Média</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
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         <description><![CDATA[<p>A Idade Média, segundo os Iluministas, foi um período de "escuridão" de ideias e um período "intermediário". A I.M. é um período de aproximadamente mil anos da história ocidental, <mark>que se</mark><strong><mark> inicia no século V, </mark></strong><mark>com a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, e </mark><strong><mark>termina no século XV</mark></strong><mark>, com a tomada de Constantinopla pelo Império Otomano, em 1453.</mark> </p><p><br></p><p><strong>Como a Idade Média foi dividida? </strong></p><p><strong>Alta Idade Média</strong></p><p>De maneira geral, a Alta Idade Média é<strong>&nbsp;caracterizada pelas invasões bárbaras ao Império Romano</strong>, que provocaram sua fragmentação política e territorial. O<strong>s constantes conflitos</strong> provocaram o declínio das cidades e <strong>o crescente povoamento de áreas rurais&nbsp;</strong>que dariam origem, alguns séculos depois, aos feudos.</p><p>Esse processo resultou em&nbsp;<strong>novos modelos de sociedade</strong>, no fim de uma estrutura política centralizada, e no<strong>&nbsp;fortalecimento da Igreja Católica</strong>, que era uma grande proprietária de terras.</p><p><br></p><p><strong>Baixa Idade Média</strong></p><p>A Baixa Idade Média, por sua vez, se estendeu dos séculos XI ao XV, e representou o período de <strong><mark>decadência da sociedade feudal</mark></strong><mark> na Europa Ocidental.</mark></p><p>Nesse momento, há um&nbsp;<strong><mark>renascimento urbano</mark></strong>, ou seja, das cidades, baseado principalmente no crescimento comercial e marcado pela <strong>ascensão da&nbsp;</strong>burguesia, camada social ligada ao comércio. É também um período de <strong>centralização política</strong>, consolidado pelo enfraquecimento dos feudos e pela<strong>&nbsp;formação dos Estados nacionais</strong>.</p><p><br></p><p><strong>O que foi e como terminou a Idade Média?</strong></p><p>A Idade Média foi um <strong><mark>período histórico</mark></strong>&nbsp;marcado por uma organização social predominantemente feudal, onde o poder estava nas mãos de senhores feudais e da Igreja. <strong><mark>A economia era baseada na agricultura, e a sociedade era dividida em estamentos.</mark></strong></p><p>A <strong>cultura medieval</strong> foi fortemente influenciada pelo <strong>cristianismo</strong>, e a <strong>arte e a arquitetura</strong> deste período incluíam estilos como o<strong> <mark>românico e o gótico</mark></strong>. A Idade Média também foi um tempo de desenvolvimento de instituições educacionais, como as universidades, e de eventos significativos como as <a rel="noopener" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/cruzadas">Cruzadas</a>.</p><p><br></p><p><strong>Como foi o fim da Idade Média?</strong></p><p>O fim da Idade Média, no final do século XV, foi marcado por eventos transformadores como a Queda de Constantinopla em 1453, que impulsionou as explorações marítimas.</p><p><mark>O Renascimento revitalizou o interesse pelas artes e ciências clássicas, enquanto a invenção da imprensa por Gutenberg revolucionou a disseminação de informações.&nbsp;</mark></p><p><mark>O declínio do feudalismo, acelerado por crises econômicas e pandemias como a Peste Negra, ou Peste Bubônica, e o crescimento do comércio e das cidades fortaleceram as bases para a Europa Moderna. </mark></p><p><br></p><p><strong>Ascenção dos Francos </strong></p><p>Os francos se consolidaram como um dos principais povos da Europa Ocidental durante a Alta Idade Média, estabelecendo-se na região da Gália sob a dinastia Merovíngia, iniciada por Clóvis nos séculos V e VI. A conversão de Clóvis ao cristianismo garantiu-lhe apoio da Igreja e dos camponeses. </p><p>A dinastia durou até o século VIII, sendo enfraquecida por conflitos internos. Carlos Martel, uma figura importante da nobreza franca, venceu os árabes na Batalha de Poitiers em 732, aumentando sua influência e o apoio da Igreja. Seu filho, Pepino, o Breve, consolidou a dinastia Carolíngia, que foi liderada por Carlos Magno, coroado imperador dos romanos pelo Papa Leão III.</p><p>Durante seu reinado, <strong>Carlos Magno tentou expandir o cristianismo pela Europa, mas as disputas entre seus netos provocaram a fragmentação do Império Carolíngio e impediram a unificação do continente</strong>.</p><p>Dentro desse quadro geral, podemos sintetizar as principais transformações iniciadas pelas invasões bárbaras ao Império Romano em alguns pontos principais:</p><ul><li><p>A queda do Império Romano do Ocidente, que resultou na <strong>descentralização política da Europa</strong>, com o surgimento de diversos reinos bárbaros;</p></li><li><p><strong>O surgimento das relações feudais</strong> e da produção baseada na servidão;</p></li><li><p><strong>A ascensão da Igreja Católica como força política e social</strong> daquele período.</p></li></ul><p>Cabe ressaltar que essas transformações foram um processo, ou seja, possuem pontos de ruptura e continuidade. Algumas tradições romanas se perpetuaram, ao passo que outras foram substituídas por costumes bárbaros.</p><p><br></p><p>Referências Bibliográficas:</p><p><strong>Idade Média - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/idade-media">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/idade-media</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p><br></p><p><strong>Idade Média (Podcast)</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://open.spotify.com/episode/34dWbdrVwiMQBYKgxX0OvP?si=7470c0c5256c4d8a">https://open.spotify.com/episode/34dWbdrVwiMQBYKgxX0OvP?si=7470c0c5256c4d8a</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p><br></p><p><strong>Peste Negra: o que foi? Veja o ano, resumo e história da doença - Manual do Enem</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/peste-negra">https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/peste-negra</a>&gt;. Acesso em: 10 ago. 2024.</p><p>‌</p><p>‌</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-10 01:51:58 UTC</pubDate>
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         <title>Exercícios de fixação</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3106804676</link>
         <description><![CDATA[<p>Olá pessoal, boa tarde! Preparei esse material faz um tempo. Reuni questões de diversos concursos e espero que funcionem como fixação de matéria. São pouquinhos e dá pra fazer em 20 minutos com consulta. Bom fim de semana!</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-09-06 20:36:07 UTC</pubDate>
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         <title>Idade Moderna</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
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         <description><![CDATA[<p>Dentro da periodização clássica utilizada na História, a <strong>Idade</strong> <strong>Moderna</strong> é um dos períodos da história humana e sucedeu a Idade Média e antecedeu a Idade Contemporânea. Cronologicamente, a Idade Moderna <strong>começou com a conquista de Constantinopla</strong> pelos otomanos em 1453 e <strong>se encerrou com a tomada da Bastilha</strong> em 1789.</p><p><br></p><p><strong>O que é a Idade Moderna?</strong></p><p>Cronologicamente falando, a Idade Moderna é o período que <strong>se estendeu de 1453 a 1789</strong>. A visão clássica dos historiadores determinou diversos marcos que são acontecimentos de passagem, isto é, que delimitam o fim de um período e o começo de outro. No caso da Idade Moderna, esses marcos são:</p><ul><li><p>a <strong>conquista da cidade de Constantinopla</strong> pelos <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/imperio-otomano.htm">otomanos</a> no ano de 1453;</p></li><li><p>A <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/antecedentes-revolucao-francesa.htm">tomada da Bastilha</a> pela população parisiense no ano de 1789.</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 18:58:42 UTC</pubDate>
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         <title>Idade Moderna - Pt2</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150845188</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Considerações sobre o conceito de Idade Moderna</strong></p><p>Uma consideração importante a respeito desses marcos é o fato de que <strong>não podemos interpretá-los de maneira definitiva</strong>. Isso significa que a conquista de Constantinopla pelos otomanos em 1453 não fez com que todas as características da Idade Média desaparecessem da Europa em 1454.</p><p>Esse fato é entendido pelos historiadores como um marco que ocasionou mudanças significativas na Europa. Essas modificações podem ser percebidas no curto prazo, mas só no longo prazo que de fato as diferenças substanciais se tornaram perceptíveis. E mesmo com a mudança de período, muitas semelhanças perduraram.</p><p>Jacques Le Goff cunhou o termo “<strong>longa Idade Média</strong>”, usado por ele para se referir a fragmentos do período medieval que permaneceram no longo prazo. Alguns deles, inclusive, existiram até meados do século XIX, portanto Idade Contemporânea.</p><p>Outra observação importante é entendermos que <strong>esses marcos são balizadores que possuem um ponto de vista eurocêntrico</strong>, portanto tiveram impacto diretamente nas sociedades europeias e ignoraram os acontecimentos da história de outras sociedades que não a europeia e ocidental.</p><p>O conceito de Idade Moderna surgiu como uma necessidade de determinados intelectuais de diferenciar a época em que eles estavam inseridos do período medieval. A Idade Moderna, portanto, surgiu quando foi pensada a Idade Média. O primeiro erudito que pensou nisso foi um italiano do século XIV chamado <strong>Francesco</strong> <strong>Petrarca</strong>.</p><p>No século seguinte, essa ideia ganhou força, uma vez que muitos intelectuais, sobretudo na região da Itália, começaram a defender a ideia de que os valores de seu século eram diferentes dos valores existentes na Europa de séculos passados. Começava a ganhar espaço já nesse século a ideia de que a preeminência do homem tinha substituído a de Deus.</p><p>O raciocínio desses intelectuais partia da ideia de que existia uma antiguidade que encarnava os ideais de arte e conhecimento deles. Essa era a <strong>Antiguidade Clássica</strong>. A partir da derrocada dos <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/roma-antiga.htm">romanos</a>, iniciou-se um <strong>novo</strong> <strong>período,</strong> que se encerrou com a cultura do século XV, entendido por eles próprios como “moderno”. O período entre essa cultura moderna e essa Antiguidade Clássica ficou conhecido como <strong>Tempo</strong> <strong>Médio</strong>. Daí veio a Idade Média, expressão utilizada pela primeira vez em 1469, por <strong>Giovanni</strong> <strong>Andrea</strong>.</p><p>Os marcos estabelecidos também foram pensados por intelectuais dessa época. No caso da Idade Moderna, o historiador alemão <strong>Christopher Keller</strong> afirmou em um volume de uma enciclopédia escrita por ele e publicada em 1688 que a Idade Média tinha se encerrado com a conquista de Constantinopla em 1453.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 18:59:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Idade Moderna Pt3</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150850000</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Acontecimentos marcantes da Idade Moderna</strong></p><p>A Idade Moderna é considerada o <strong>período de transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista</strong>. Essa transição se deu pelas práticas econômicas do <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/mercantilismo.htm">mercantilismo</a>, que contribuíram para a <strong>mundialização do comércio europeu</strong>. Essa mundialização do comércio tem relação direta com o <strong>colonialismo</strong> que se estabeleceu quando os <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/descobrimento-da-america.htm">europeus chegaram à América em 1492</a>.</p><p>No campo político, mudanças significativas também aconteceram. O rei se fortaleceu e as nações que surgiram se estruturaram ao redor desse <strong>monarca</strong> <strong>absoluto</strong>. É, portanto, <strong>o período do </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/politica/absolutismo-2.htm"><strong>absolutismo</strong></a><strong> e de reis imponentes</strong>, como Luís XIV, que se autodefinia como Rei Sol. Significativo também foi o papel de muitos intelectuais que criaram construções ideológicas para sustentar o poder dos reis.</p><p>É um <strong>período também de agitação popular e da consolidação burguesa</strong>. As camadas populares, lutando por seus direitos, posicionaram-se durante a <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/cromwell-revolucao-puritana-inglesa.htm">Revolução Puritana</a>, que aconteceu na década de 1640, na Inglaterra, por exemplo. Os <strong><em>diggers</em></strong> e <strong><em>levellers</em></strong> defenderam os interesses do povo e tinham ideias republicanas e coletivistas, mas foram esmagados pelo poder burguês.</p><p>A mundialização do comércio permitiu a <strong>acumulação do capital,</strong> e essa ação se fortaleceu principalmente depois que a <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/reforma-protestante.htm">Reforma Religiosa</a> levou ao surgimento dos protestantes. A Igreja perdeu força, assim como a fé, que deu espaço à <strong>predominância da razão</strong>, sobretudo quando surgiram os <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/iluminismo.htm">iluministas</a>.</p><p>O desenvolvimento da ciência e a acumulação do capital permitiram o desenvolvimento da indústria na Inglaterra, local que reuniu as condições para a<strong> </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/revolucao-industrial-2.htm"><strong>Revolução Industrial</strong></a>. Esta, por sua vez, trouxe mudanças significativas nas relações de trabalho, nas formas de produção, e resultou no <strong>surgimento do </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/historia-capitalismo.htm"><strong>capitalismo</strong></a>.</p><p>A passagem da Idade Moderna para a Idade Contemporânea se deu quando o <strong>Iluminismo</strong> passou da discurso intelectual e se tornou ação política. A <strong>Revolução Francesa</strong> foi a revolução burguesa e liberal por essência e marcou o início do fim do absolutismo e do Antigo Regime em toda a Europa.</p><p><br/></p><p>Referência Bibliográfica:</p><p><strong>Idade Moderna: o que é e acontecimentos marcantes</strong>. Disponível em: &lt;<a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-moderna.htm">https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-moderna.htm</a>&gt;.</p><p>‌</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 19:03:30 UTC</pubDate>
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         <title>Idade Contemporânea </title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150956923</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Idade Contemporânea</strong></p><p>A Idade Contemporânea é o período da História que foi inaugurado em 14 de julho de 1789, com a Queda da Bastilha, na França, e se estende até hoje.</p><p>"A Idade Contemporânea é um tempo histórico que foi inaugurado na Revolução Francesa e dura até os dias atuais. É um período de profundas mudanças.</p><p>O Estado passou a ser definitivamente separado da Igreja e demais religiões. Além disso, muitas revoluções aconteceram, entre elas a industrial, que garantiu a ascensão da burguesia tanto economicamente como politicamente, o que gerou uma nova ordem mundial, o sistema capitalista. Com ele, começou a luta de classes, que no século XX veio a se concretizar na Guerra Fria, e a disputa entre capitalistas e socialistas. O desenvolvimento tecnológico também é uma marca da Idade Contemporânea, assim como a quantidade de guerras (I e II mundiais e muitas outras).</p><p>O Brasil entrou nessa era ainda como colônia e, desde lá, tornou-se uma monarquia e depois uma república. Em todos esses regimes, vemos um forte caráter autoritário nas formas de gerir o país, o que foi quebrado com a Constituição de 1988, pós-Ditadura Militar e redemocratização."</p><p>"Resumo sobre a Idade Contemporânea</p><p>A Idade Contemporânea é o período histórico que&nbsp;começou na Revolução Francesa e se estende até os dias de hoje.</p><p>As principais características da Idade Contemporânea são: consolidação do capitalismo, desenvolvimento industrial e tecnológico e separação dos poderes do Estado das religiões.</p><p>São exemplos de acontecimentos marcantes da Idade Contemporânea na Europa:</p><p>Revolução Francesa;</p><p>Revolução Industrial;</p><p>Unificação Italiana e Alemã;</p><p>Revolução Russa;</p><p>grandes guerras mundiais;</p><p>Guerra Fria.</p><p>O Brasil entrou na Idade Contemporânea na condição de colônia, tornou-se um império e, depois, uma república.</p><p>Características da Idade Contemporânea</p><p>A Idade Contemporânea iniciou no ano de 1789, com a Revolução Francesa, e abarca muitos anos, perdurando por séculos, sendo caracterizada por grandes mudanças, revoluções e guerras. No entanto, o que se pode atribuir como sua maior característica é a consolidação do capitalismo em nível global enquanto sistema econômico e político.</p><p>Também existiram mudanças em diversas áreas do conhecimento e regiões geográficas. Historicamente, apontamos que as principais mudanças na Idade Contemporânea foram:</p><p>a estabilização do capitalismo como sistema econômico;</p><p>a revolução e posterior desenvolvimento industrial, dando à burguesia acesso e domínio político;</p><p>a luta de classes, após a primeira metade do século XIX;</p><p>a solidificação de regimes democráticos;</p><p>as disputas por territórios, matérias-primas e consumidores que deram origem ao neocolonialismo e imperialismo;</p><p>o vasto desenvolvimento tecnológico, sobretudo no século XX;</p><p>a consolidação, também nesse século, dos EUA como maior potência mundial após o fim da Guerra Fria, quando disputavam capitalistas e socialistas;</p><p>a globalização."</p><p><br></p><p>BARBOSA, Mariana de Oliveira Lopes. "Idade Contemporânea"; <em>Brasil Escola</em>. Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-contemporanea.htm">https://brasilescola.uol.com.br/historiag/idade-contemporanea.htm</a>. Acesso em 02 de outubro de 2024.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 20:33:50 UTC</pubDate>
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         <title>Revolução Francesa</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150958734</link>
         <description><![CDATA[<p>A Revolução Francesa foi o ciclo revolucionário, ocorrido entre 1789 e 1799, responsável pelo fim dos privilégios da aristocracia e pelo término do Antigo Regime.</p><p><br></p><p>"Revolução Francesa foi o ciclo revolucionário que aconteceu na França entre 1789 e 1799 e que marcou o fim do absolutismo nesse país. Essa revolução, além de seu caráter burguês, teve uma grande participação popular e atingiu um alto grau de radicalismo, uma vez que a situação do povo francês era precária em virtude da crise que o país enfrentava.</p><p>Essa revolução foi um marco na história da humanidade, porque inaugurou um processo que levou à universalização dos direitos sociais e das liberdades individuais a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Também abriu caminho para a consolidação de um sistema republicano pautado pela representatividade popular, hoje chamado de democracia representativa. A Revolução Francesa só foi possível graças à popularização dos ideais do Iluminismo.</p><p>Acesse também: Absolutismo — o regime que foi derrubado pela Revolução Francesa</p><p>Tópicos deste artigo</p><p>1 - Resumo sobre a Revolução Francesa</p><p>2 - Contexto histórico e causas da Revolução Francesa</p><p>Assembleia dos Estados Gerais</p><p>3 - Fases da Revolução Francesa</p><p>→ Assembleia Constituinte e Assembleia Legislativa (1ª fase da Revolução Francesa)</p><p>&nbsp;→ Convenção (2ª fase da Revolução Francesa)</p><p>→ Diretório (3ª fase da Revolução Francesa)</p><p>4 - Mapa mental da Revolução Francesa</p><p>5 - Consequências da Revolução Francesa</p><p>6 - Exercício resolvido sobre a Revolução Francesa</p><p>Resumo sobre a Revolução Francesa</p><p>A Revolução Francesa foi o evento histórico que deu início ao que se chama de Idade Contemporânea na história. Esse processo revolucionário durou dez anos e levou ao fim do absolutismo na França.</p><p>O contexto da França na ocasião do estouro da Revolução Francesa envolvia uma sociedade dividida em classes (clero, nobreza e povo) e extremamente desigual, além de ser um país atrasado economicamente.</p><p>Para tentar resolver o cenário de crise em que estava o país, convocou-se a Assembleia dos Estados Gerais, mas na ocasião os interesses do clero e da nobreza novamente se sobrepuseram ao Terceiro Estado.</p><p>Insatisfeita, a população rebelou-se, tomando a prisão conhecida como Bastilha e iniciando a Revolução Francesa.</p><p>A Revolução Francesa dividiu-se em três fases: Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792), Convenção (1792-1795) e Diretório (1795-1799).</p><p>Na primeira fase, houve o anúncio da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e foi promulgada uma Constituição, em meio à radicalização da população.</p><p>Na segunda fase, instaurou-se uma república e teve início o período de Terror, no qual jacobinos, liderados por Maximilien Robespierre, estiveram no poder.</p><p>Na terceira fase, os girondinos retomaram o poder com a derrocada jacobina e redigiram outra Constituição. Essa fase abriu espaço para ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder.</p><p>São consequências do processo revolucionário francês: fim do absolutismo, popularização da república, separação entre os poderes etc.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 20:35:50 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Fases da Revolução Francesa</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150959069</link>
         <description><![CDATA[<p>Fases da Revolução Francesa</p><p>A partir da Queda da Bastilha, o processo revolucionário francês estendeu-se por dez anos e só foi finalizado com o Golpe de 18 de Brumário, organizado por Napoleão Bonaparte. Toda a extensão do processo revolucionário francês é organizada em três fases:</p><p>Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792)</p><p>Convenção (1792-1795)</p><p>Diretório (1795-1799)</p><p>→ Assembleia Constituinte e Assembleia Legislativa (1ª fase da Revolução Francesa)</p><p>Em 4 de agosto de 1789, os representantes da Assembleia Nacional Constituinte aboliram os privilégios feudais na França.</p><p>Esse é o período inicial da Revolução Francesa e corresponde aos anos em que os constituintes redigiram uma Constituição para a França e ao período da Assembleia Legislativa. Como mencionado, a Queda da Bastilha fez com que se espalhasse o processo revolucionário por todo o país. Os camponeses, temerosos de que a aristocracia reagisse e deixasse-os sem alimentos, partiram para o ataque.</p><p>Essa investida, conhecida como Grande Medo, aconteceu entre julho e agosto de 1789 e foi marcada por ataques e saqueamentos contra propriedades de aristocratas e, muitas vezes, pelo assassinato dos donos desses locais. Os camponeses lutavam pelo fim de alguns impostos e exigiam que fosse garantido a eles um maior acesso aos alimentos — a fome era um problema grave entre o campesinato.</p><p>Com a radicalização do povo nesse contexto, uma série de mudanças aconteceu na França. Os privilégios feudais foram abolidos no começo de agosto, e, no fim desse mês, foi anunciada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, talvez o documento mais importante de toda a Revolução Francesa. Esse documento determinava, teoricamente, que todos os homens eram iguais perante a lei.</p><p>A radicalização popular fez com que a classe média e a burguesia francesa assumissem uma posição conservadora como forma de frear o ímpeto do povo. Já a nobreza e o clero iniciaram uma fuga em massa da França, mudando-se para países como Áustria e Prússia. Além disso, começaram uma conspiração contrarrevolucionária, que tinha como objetivo reverter as mudanças que estavam em curso.</p><p>O próprio rei Luís XVI tentou fugir da França em 1791, mas foi reconhecido quando se aproximava da fronteira com a Bélgica. Depois de recapturado, foi reconduzido ao Palácio de Tulherias, localizado em Paris. Esse era o local onde o rei morava desde 1789, quando os revolucionários obrigaram-no a abandonar Versalhes.</p><p>Nesse período, os revolucionários também atacaram os privilégios do clero por meio da aprovação da Constituição Civil do Clero, em 1790. Essa medida tentou subjugar a Igreja Francesa à autoridade do Estado e contribuiu largamente para que o clero francês aderisse ao esforço contrarrevolucionário.</p><p>As tentativas de barrar a radicalização da revolução tornaram-se claras quando foi promulgada a nova Constituição Francesa, em 1791. Ela transformou a França em uma monarquia constitucional e frustrou aqueles que esperavam que a França seria uma república com ampla democracia. Com isso, a Assembleia Nacional Constituinte transformou-se em Assembleia Legislativa.</p><p>Consolidaram-se, então, os dois grandes grupos políticos que marcaram a Revolução Francesa: girondinos e jacobinos. Esses grupos possuíam visões radicalmente diferentes em relação à condução do processo revolucionário. Os girondinos entendiam que as mudanças deveriam ser contidas, já os jacobinos achavam que as mudanças deveriam ser mais radicalizadas.</p><p>A Assembleia Legislativa também deu início à guerra contra outras nações europeias. O processo revolucionário francês era visto como uma grande ameaça por outras nações absolutistas da Europa. Assim, muitas começaram a conspirar a possibilidade de invadir o país. Antecipando-se a isso, a Assembleia declarou guerra contra a Áustria e a Prússia. A defesa da França foi realizada pela Guarda Nacional, tropa criada em Paris no começo da revolução.</p><p>Essa declaração de guerra, que aconteceu em abril de 1792, abriu caminho para a radicalização da Revolução Francesa e deu início a um período conhecido como Terror. O clima de guerra empurrou a sociedade francesa para o lado dos jacobinos e dos sans-culottes. O resultado disso foi que os sans-culottes organizaram-se, derrubaram a monarquia francesa e instauraram a república.</p><p>Execuções na gilhotina acontecendo durante o período de Terror da França revolucionária.</p><p>&nbsp;→ Convenção (2ª fase da Revolução Francesa)</p><p>Com a instauração da República na França, a Assembleia Legislativa foi substituída pela Convenção, inaugurada em setembro de 1792. Os membros da Convenção foram determinados por sufrágio universal masculino. Com isso, Luís XVI deixou de ser o rei da França, e um novo debate surgiu: a execução do rei.</p><p>Enquanto os girondinos exigiam que Luís XVI fosse exilado, os jacobinos exigiam sua execução. O destino do rei foi selado quando foram descobertas evidências que associavam-no ao esforço contrarrevolucionário realizado no exterior. Assim, o rei foi executado em janeiro de 1793.</p><p>O regicídio inaugurou o período do Terror, no qual jacobinos liderados por Maximilien Robespierre radicalizaram a revolução na tentativa de impor uma ampla agenda reformista no país. Apesar de a Convenção ser a instituição mais importante do país, os jacobinos impuseram seus ideais por meio do Comitê de Salvação Pública.</p><p>A república liderada por jacobinos ficou marcada por conseguir estabilizar a situação do país e colocar a guerra e as massas populares sob controle. Apesar disso, a guerra agravou-se depois da execução do rei, porque os países absolutistas alarmaram-se com o regicídio cometido pelos jacobinos. Outra marca jacobina era a perseguição a todos os seus opositores.</p><p>Com a Lei dos Suspeitos, os jacobinos começaram a perseguir todos aqueles que eram considerados inimigos da revolução. Os suspeitos eram julgados e, se condenados, guilhotinados.</p><p>A fase do Terror foi responsável por 17 mil mortes em cerca de 14 meses.|2| Foram abolidos os privilégios feudais que existiam no país e imposta uma economia de guerra. As medidas na economia, no entanto, atrasaram o desenvolvimento capitalista da França.</p><p>Maximilien Robespierre, líder dos jacobinos e grande nome do Terror, foi guilhotinado a mando dos girondinos.[1]</p><p>A atuação dos jacobinos gerou, naturalmente, uma reação dos grupos conservadores, representados pelos girondinos. Essa articulação contou com o apoio da alta burguesia francesa e resultou em um golpe conhecido como Reação Termidoriana, que aconteceu em 1794. A partir dessa data, os girondinos tomaram uma série de medidas que reverteram as decisões jacobinas. Em 1795, a Convenção foi substituída pelo Diretório. Com a Reação Termidoriana, vários jacobinos, incluindo Robespierre, foram guilhotinados.</p><p>→ Diretório (3ª fase da Revolução Francesa)</p><p>Com a derrocada jacobina, os girondinos e a alta burguesia francesa redigiram uma nova Constituição para a França e restauraram algumas medidas, como o voto censitário. Foi um período autoritário no qual o exército francês foi utilizado várias vezes para reprimir o povo. Além disso, houve resistência às tentativas de golpe por parte de jacobinos e monarquistas.</p><p>A instabilidade que a França vivia fez com que a alta burguesia francesa defendesse esse autoritarismo, pois as massas estavam insatisfeitas, a economia estava ruim e a guerra ameaçava o país. Por isso, passaram a defender a implantação de uma ditadura no país sob o governo de uma figura forte, autoritária. Dessa forma, nasceu o apoio a Napoleão Bonaparte, general famoso por liderar os exércitos franceses na luta contra as coalizões internacionais.</p><p>O resultado disso foi a organização de um golpe por Napoleão, que, em 1799, tomou o poder da França em um evento conhecido como Golpe do 18 de Brumário. Iniciou-se, então, o Período Napoleônico."</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 20:36:16 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto da Rev Francesa</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150960033</link>
         <description><![CDATA[<p>Contexto histórico e causas da Revolução Francesa</p><p>A Revolução Francesa foi resultado da crise política, econômica e social que a França enfrentou no final do século XVIII. Essa crise marcou o fim da monarquia absolutista que existia na França há séculos e da antiga ordem de privilégios que constituía o Antigo Regime francês. Nessa época, a França era governada por Luís XVI, e a sociedade era dividida em classes sociais, conhecidas como Estados:</p><p>Primeiro Estado: clero;</p><p>Segundo Estado: nobreza;</p><p>Terceiro Estado: povo, definição genérica que incorpora o restante da sociedade francesa.</p><p>A sociedade francesa era muito bem definida: um grupo que possuía uma série de privilégios em detrimento do restante do país. É importante observar que o Terceiro Estado era uma classe extremamente heterogênea, formada por grupos distintos, como a burguesia e o campesinato.</p><p>De qualquer forma, a sociedade francesa era marcada por uma desigualdade extrema, uma vez que nobreza e clero gozavam de privilégios, como a isenção de determinados tributos e o direito de cobrar impostos por suas terras. Essa desigualdade social era a raiz da crise enfrentada pela França no século XVIII.</p><p>A França, nesse período, começou a sofrer as consequências de seu atraso econômico em relação às mudanças que estavam acontecendo no mundo por causa do avanço do capitalismo. As tentativas de reforma que haviam sido cogitadas na segunda metade do século XVIII fracassaram, porque nobreza e clero impunham forte resistência a qualquer medida que resultasse na perda de seus privilégios.</p><p>Além do atraso quanto ao avanço do capitalismo, principalmente em comparação com a Inglaterra, havia também os gastos elevados e desnecessários do governo francês nessa época. Um grande exemplo foi o envolvimento da França na Revolução Americana, o que causou um grande impacto na economia francesa.</p><p>O resultado foi uma crise econômica duríssima que impactou diretamente as relações sociais, pois a nobreza intensificou a exploração sobre o povo, principalmente sobre o campesinato e a classe média francesa. Isso aconteceu em decorrência da ocupação de cargos governamentais pela nobreza (até então, esses cargos eram destinados à classe média) e do aumento dos impostos cobrados dos camponeses.</p><p>Esse aumento de tributos foi extremamente pesado, pois grande parte dos camponeses não possuía terras. Assim, foram obrigados a ceder uma parcela cada vez maior de sua renda, que era utilizada basicamente para a própria subsistência. Dessa forma, a situação do campesinato nos 20 anos que antecederam a Revolução Francesa agravou-se consideravelmente.</p><p>Segundo o historiador Hobsbawm, o Estado francês gastava cerca de 20% a mais do que deveria, usava 50% do seu orçamento para pagar dívidas, e a inflação crescia rapidamente.|1| Tamanha crise econômica demandava reformas, mas, como mencionado, nobreza e clero não estavam dispostos a abrir mão de seus privilégios.</p><p>Em 1788, as colheitas na França haviam sido ruins, o que aumentou consideravelmente o custo de vida tanto no campo quanto nas cidades. Logo, em 1789, a França já se encontrava em estado avançado de convulsão social. O efeito disso foi que a crise instalada nesse momento empurrou as pessoas para a rebelião e para o banditismo. A fim de contornar esse cenário, os Estados Gerais foram convocados.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 20:37:21 UTC</pubDate>
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         <title>Assembleia dos Estados Gerais</title>
         <author>profsamuelchaves</author>
         <link>https://padlet.com/profsamuelchaves/SoSEduHistoria/wish/3150961760</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Os Estados Gerais eram uma espécie de assembleia que surgiu na França medieval e que era convocada em momentos de crise (a última convocação havia sido feita em 1614). O povo francês via nessa assembleia uma forma de obter soluções para a situação do país. Para entender essa esperança popular, é importante saber como os Estados Gerais funcionavam.</p><p>Os Estados Gerais reuniam representantes dos três Estados que formavam a sociedade francesa. As soluções debatidas nesse conselho eram determinadas a partir de votação, que era realizada pelo Estado, e não pelo indivíduo. Sendo assim, nobreza e clero sempre se uniam para derrotar o Terceiro Estado.</p><p>Esquema da organização social na França antes da Revolução Francesa, dividida em clero, nobreza e povo.</p><p>O grande problema é que, naquele momento, os representantes do Terceiro Estado começaram a exigir que o voto fosse individual, o que possibilitaria que as propostas da burguesia (grupo que representava o povo no conselho) fossem aprovadas. A proposição do Terceiro Estado por voto individual foi rejeitada, o que o motivou a criar uma Assembleia Nacional Constituinte.</p><p>Todo esse contexto fez com que o povo colocasse suas esperanças nos representantes do Terceiro Estado. Assim, o apoio popular foi a chave do sucesso das ações da Assembleia Nacional Constituinte. A população, já insatisfeita, enfureceu-se quando o rei se mostrou contrário à Constituição que estava sendo elaborada e ordenou o fechamento da Constituinte.</p><p>Assim, em 14 de julho de 1789, a população parisiense conhecida como sans-culottes rebelou-se e atacou a Bastilha, prisão para onde eram enviados os opositores do Absolutismo Francês e símbolo do Antigo Regime. A Queda da Bastilha, nome pelo qual ficou conhecida a tomada da prisão pela população parisiense, marcou o início da Revolução Francesa e espalhou o fervor revolucionário pelo país. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-02 20:39:20 UTC</pubDate>
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