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      <title>Carla Faria E1T12167 by Carla Faria</title>
      <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167</link>
      <description>Sou professora de Educação Musical, no Agrupamento de Escolas D. Dinis - Odivelas. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-10-10 15:19:03 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-07-26 18:04:14 UTC</lastBuildDate>
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         <title>M1 |Tarefa tutoria</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/130737774</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi a opção B para realizar esta tarefa: "Os sonhos escolhem pessoas"<br>Provavelmente o titulo escolhido por mim seria: "Vive e faz contar!"<br><br>Apesar de não ter sido o filme que mais me emocionou, tenho a certeza que toda a mensagem transmitida pelo video é, acima de tudo, uma forma de viver. Acredito que todos nós possuem efetivamente um dom, um talento, uma força, que deverá ser trabalhada e aprofundada todos os dias.<br>Todos os dias temos a hipótese de mudar a nossa vida, de começar a traçar um novo rumo, de começar a delinear um novo trajeto. Nunca é tarde... <br>É sempre possível fazer com que a nossa vida tenha significado...<br>É sempre possível superar-nos a nós próprios...<br><br>Mas, sendo o Homem um animal social, é necessário ajuda... tanto quanto é necessário ajudar!<br>É necessário criar modelos, da mesma forma que temos que ter a consciência plena de que podemos ser modelos!<br><br>Parafraseando Paulo Coelho, <em>Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei</em>:<br><em>"Todos os dias Deus nos dá -junto com o sol- um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem, e será igual a amanhã."<br><br></em>A felicidade é geralmente uma conquista. Temos então que saber o que nos faz, verdadeiramente, felizes. Se não o soubermos temos que, por oposição, ir eliminando o que nos torna infelizes.<br>E depois temos que conquistar a nossa felicidade... Não é fácil, não é gratuito, não aparece no virar da esquina. Dá trabalho, exige esforço, dedicação, sacrifício...<br>Mas só assim podemos dizer que vivemos, que a nossa vida conta...<br>VIVE E FAZ CONTAR!</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-14 13:49:14 UTC</pubDate>
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         <title>M1 | Tarefa Competências de Relação Interpessoal na Tutoria</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/130746220</link>
         <description><![CDATA[<div>Opção B<br><br>Penso que dos três objetivos apresentados para o processo de tutoria o de maior desafio será o "facilitar a autoexploração do tutorando". Apesar de, superficialmente, parecer um dos objetivos mais fáceis de atingir, sei que o mais difícil é criar laços de confiança com alunos que, provavelmente têm um historial de desilusões e desconfiança por parte de muitos adultos. Para se ajudar os tutorados com eficácia, temos que exercer uma escuta ativa, muitas vezes camuflada por respostas defensivas por parte do aluno. É de esperar que estes alunos se sintam "nus" ao expressarem as suas emoções. Esta exposição de sentimentos, muitas vezes sem consciência dos mesmos, carece de uma confiança, de uma empatia e principalmente de bastante paciência por parte do tutor.<br>Estes alunos, normalmente, estão "fartos da mesma conversa"... Estão fartos de serem tratados como "produto de segunda escolha". Muitas vezes temos que ter em conta que a própria família não acredita e não valoriza o processo e progresso do aluno. Estes factos destroem a auto-estima, podendo tornar o aluno mais inseguro (quando mais novos) e/ou com problemas de aceitação de regras (quando mais velhos). Temos também que ponderar que o "efeito grupal" na adolescência tem um peso enorme. O professor terá que competir com&nbsp; modelos do grupo do aluno e, para tal, terá que se assumir como um modelo alternativo.<br>Sem dúvida, que a criação de laços de confiança é um dos pilares para a reconstrução de modelos de atuação e que, só assim, se poderá facilitar a autoexploração do tutorando.</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-14 14:09:03 UTC</pubDate>
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         <title>M2 | Tipos de conhecimento</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/132674502</link>
         <description><![CDATA[<div>A importância dos pré conceitos/pré conhecimentos, e da exatidão dos mesmos, poderá comprometer (como no caso) ou facilitar na aquisição de novo conhecimento.<br>Num tipo de conhecimento declarativo, o aluno "sabe ou não sabe", "descreve ou não descreve", não questiona o porquê e não enquadra o conhecimento. No entanto, este tipo de conhecimento é necessário para se formarem conceitos e, principalmente, questionar o conhecimento.<br>Na ilustração, Calvin tentar criar conhecimento procedimental, com base na inexatidão de "tópicos", conceitos, o que poderá inviabilizar a construção de novo conhecimento. Este caso é, na minha opinião um claro caso, em que o conhecimento declarativo deve preceder ao procedimental. No entanto, existem casos em que esta hierarquia poderá não ser obrigatória. É recomendável que em certos casos, sempre que possível, que o processo "tentativa-erro" deve ser explorado. É consensual que alunos que manipulam diversos materiais, experimentam ideias e fazem comparações criam diferentes conexões que lhes permitem, quando se deparam com um problemas, criar alternativas válidas. Este tipo de conhecimento engloba um envolvimento com determinado conceito, que lhe poderá evoluir para um nova forma de conhecimento que permitirá uma posterior autonomia, quer a nível de relacionamento de conceitos, quer colocando questões e formulando hipóteses. Este nível de conhecimento exige uma grande flexibilidade cognitiva, sendo necessário aos professores criar uma ferramentas e tempos de aprendizagem flexível.<br>Nenhum destes tipos de conhecimento pode acontecer "per si"; todos eles têm que co-habitar entre si, todos eles devem ser trabalhados. No entanto, cabe ao professor "descobrir" qual a melhor "formula" para cada um dos seus alunos, diversificar momentos e tarefas de aprendizagem, de modo a conseguir um melhor envolvimento pessoal e responsável por parte dos mesmos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-24 13:01:43 UTC</pubDate>
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         <title>M3 | Competências de relação Interpessoal na Tutoria</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/134251326</link>
         <description><![CDATA[<div>Considerei bastante interessante que se reforce este três aspectos, que são tão fundamentais no atendimento. Todos nós conhecemos a importância de uma 1ª impressão, da manutenção dessa primeira impressão (quando esta positiva) e de uma postura dessa primeira impressão.<br>Quando se fala nesta primeira impressão, temos que ter em conta que a primeira impressão no caso dos alunos sujeitos a tutoria, não deverá ser positiva. Há que ter cuidado com preconceitos (PRÉ conceitos) em relação aos alunos.<br>Efectivamente, estes alunos, por norma, sentem uma falta de respeito e afectividade; não se sentem capazes; sentem que já desiludiram todos e que ninguém se preocupa, efectivamente, com eles.<br>É por isso tão importante estabelecer a relação com estes alunos com base neste três pilares: empatia, respeito e afectividade.<br><br><strong>EMPATIA:<br></strong>Revela-se na capacidade de <em>"ver o mundo pelos olhos do outro"</em>; temos que tentar compreender o que nós sentiríamos se estivesses a viver a situação. Só a partir desse pressuposto é que podemos tentar criar soluções, na perspectiva do aluno.<br>Não resulta aplicar as mesmas formulas a todos os alunos:<br>- se criarmos um horário de estudo para um aluno, não nos importando com as condições que o mesmo dispõe (questões às vezes tão básicas como um local calmo e tranquilo, longe de discussões), não podemos estar à espera que essa estratégia dê frutos. O aluno não se poderá sentir motivado para o estudo, para a realização de uma tarefa, uma vez que existem factores externos, instáveis e incontroláveis. <br>- neste caso, em que aluno não dispõe de uma estabilidade no seio da sua casa, é necessário criar estratégias alternativas para que o aluno consiga sentir-se motivado para a realização da tarefa. A empatia será necessária para o entendimento que o meio familiar não contribui para a "paz de espírito" necessária à concentração e aquisição de competências.<br><br><strong>RESPEITO:<br></strong>Todos nós gostamos de ser respeitados. O respeito é fundamental em qualquer relação, que se queira de confiança e afectividade. É normal que estes alunos também tenham um sentimento de uma grande falta de respeito por tudo aquilo que pensam e sentem. É normal ouvir um aluno queixar-se de um professor que não o respeitou: acabam por explodir em pouca água e perdem a sua razão.<br>- não ouvir as queixas de um aluno, não dando espaço para este expor os seus pensamentos e as suas ideias, não é uma forma eficaz de criar laços e confiança com os alunos.<br>- por outro, será muito melhor ouvir o aluno, como se de um adulto se tratasse. Após esta escuta activa, poder-se-á dialogar com o aluno no sentido de compreender outras formas de actuação perante um determinado problema.<br><strong><br>AFECTIVIDADE:</strong></div><div>A afecto, o carinho, ... são valores que, infelizmente, estes alunos tem bastante carência. Não é raro o abraço vindo de um aluno... o pedido para ter uma conversa, por parte de outro aluno... o chamar de "mãe"... Este tipo de afectividade vai gerar uma cor-responsabilização, uma cumplicidade entre tutor e tutorando. Não quer isto dizer que não podemos "zangar-mo-nos" com eles: aliás podemos e devemos.<br>- uma zanga com um aluno, só e apenas a zanga, não resultará em nada sem afectividade, sem o <em>"dar com uma mão e tirar com a outra". </em>O aluno sentirá apenas mais uma zanga, mais uma desilusão. Os objectivos não alcançados nunca poderão ser sinónimo de <em>"não gosto de ti!"<br>-</em> podemos e deve-mo-nos zangar, zangar muito... mas os alunos, através do carinho, de um abraço, de um mimo, sabem que o insucesso deles não vai ser sinónimo de menos amor. <br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-31 15:08:20 UTC</pubDate>
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         <title>M4 ⎮ Modelos de autorregulação da apendizagem</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/135950056</link>
         <description><![CDATA[<div>Tarefa: Peça de teatro<br><br>Acredito plenamente que as artes são uma forma magnifica de envolver os alunos e de criar neles uma forma de pertença. Ou seja, a motivação e empenho deles neste tipo de atividades é exemplar... Eles acabam por encontrar uma função um trabalho no qual se sentiam confortáveis, com a qual se identifiquem e se sentiam envolvidos.<br><br><strong>Planificação</strong>:<br><em>"Pensar antes"</em><br>Nesta planificação há que encontrar um tema de interesse comum: uma peça de teatro que lhes "diga" qualquer coisa, que seja um ponto comum de interesse.<br>Nesta planificação há que ter em conta, não só o quando e onde... É necessário o COMO.<br>COMO: Quais as personagens? Quem se voluntária para?<br>Adereços? Quais? Quem os fará? Com que materiais?<br>Convites? Em que material? Com que plataforma? Para quem?<br>Local? O que é necessário no local? Som? Luz?<br>Pedidos técnicos?<br><br>Nesta planificação, os alunos acabam por estruturar pensamento, "obriga-os" a pesquisar e, acima de tudo, a envolverem-se num projeto e a comprometerem-se. O comprometimento é essencial neste tipo de ação: o perceber que têm alguém que depende deles... e que o papel/função/contributo deles é essencial para o sucesso do projeto.<br><br><strong>Execução:<br></strong><em>"Pensar durante"<br></em>Após a divisão de grupos de trabalho, do compromisso por parte dos alunos, da estruturação do trabalho... temos que por a "<strong><em>mão na massa"</em></strong>!<br>Aqui temos que compreender texto, decorar texto e por em prática esse mesmo texto (diferentes tipos de conhecimento). Temos que realizar os ensaios, decorar marcações, realizar cenários, provar adereços... Tudo vai ter que ser testado! Tudo vai ter ensaiado...<br><br><strong>Avaliação:<br></strong><em>"Pensar depois"<br></em>Ensaio... Pequenas avaliações (monitorização)... <br>Sempre que se tenta, se prova, se testa qualquer material... Avalia-se!<br>E essa avaliação tem que servir para ajustar, para melhorar, para fazer melhor! A maior avaliação não será após a apresentação final, mas sim as avaliações intermédias, as que levam aos ajustes necessários até ao produto final!<br><br>É por isto mesmo que as artes são essenciais: "obrigam" a uma progressão e a uma estruturação da tarefa. É um trabalho de projeto, continuo, de monitorização, de esforço...<br><br><br><br><em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-07 21:35:12 UTC</pubDate>
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         <title>M5 ⎮ Estratégias de autorregulação da aprendizagem</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/137558432</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“Não percebo o meu filho... Tem os melhores resumos da turma seguramente. Fiz-lhe a papinha toda e mesmo assim não chega à positiva”. <br></em><br>Atrevo-me a dizer que tudo falhou... Ou, pelo menos, que tudo poderá ter falhado!<br>Nesta afirmação seria caso de questionar: O que, para além dos <em>resumos magníficos </em>realizados pelo pai, foi trabalhado com o aluno?<br>Sabemos que o principal ator no processo de aprendizagem é o próprio aluno. Se este não for implicado de qualquer forma nesse processo, será apenas mais uma ferramenta de estudo que lhe foi entregue, mas sem qualquer tipo de valorização/interesse/utilidade.<br>Porque o aluno continua "sem saber" o que fazer com toda a informação e material que lhe é fornecido.<br>Quanto muito, este tipo de (não)estratégia, serviria apenas, e na melhor das hipóteses para a memorização (conhecimento declarativo).<br>Provavelmente não haverá uma planificação, ou uma planificação estruturada, com objetivos concretizáveis... Não haverá um calendário de testes afixado, com "To Do List", um roteiro para o aluno se conseguir organizar. Provavelmente não haverá um local/espaço tranquilo para estudar, ou um horário de estudo que contemple estudo e tempo livre.<br>Mais importante, os resumos foram elaborados para uma determinada "estrutura mental" (a do pai), o aluno não foi implicado. O seu conhecimento não passa do declarativo, não foi ajudado a "pensar" sobre o assunto. Seria necessário que o aluno fosse ajudado a ser ele a realizar os resumos, apontamentos, esquemas conceptuais... Seria necessário solicitar ao aluno que se colocasse no lugar do professor, uma vez ao falar as ideias "encaixam-se" melhor... seria necessário dar–lhe pequenas "dicas" de estudo e exemplificar com eles...<br>Não deve ter sido realizada nenhuma avaliação intermédia, nunca nada foi discutido.<br>Em suma, todo&nbsp; processo de aprendizagem, de aprofundamento para os diferentes tipos de conhecimento, de acompanhamento, de motivação, de empatia... tudo falhou! Não existiu qualquer ajuda a uma autorregulação da aprendizagem.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-14 21:18:14 UTC</pubDate>
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         <title>M6 ⎮ Envolvimento escolar e possible selves</title>
         <author>carlalexdfaria</author>
         <link>https://padlet.com/carlalexdfaria/carlafariaE1T12167/wish/139227496</link>
         <description><![CDATA[<div><em>"Cerca de 75% da população cigana não completou o ensino básico. Em Portugal dados refletem níveis baixos de envolvimento escolar relativamente aos valores e normas escolares (e.g., faltar às aulas para ajudarem os pais nas feiras) expressos em elevado insucesso no ensino básico (45%) e taxas de abandono importantes (15%) (Nicolau, 2010), mesmo quando comparadas com outras minorias (e.g. comunidade PALOP) (Magano 2012)."<br><br></em>Por tradição a comunidade cigana é uma etnia com uma cultura muito fechada e enraizada em usos e costumes muito próprios. Há algum tempo atrás, enquanto a escolaridade obrigatória era apenas confinada ao primeiro ciclo, a comunidade cigana ainda via um propósito na escola, uma vez que era um complemento às atividades de <em>"escrever e contar", </em>que eram necessárias às suas atividades profissionais.<br>Hoje em dia assiste-se a um<em> "choque de culturas" </em>devido à cultura fechada desta etnia e de uma sociedade cada vez mais liberal, em que as novas tecnologias propagam informação/hábitos/costumes a uma velocidade alucinante.<br>As crianças desta etnia, no dias de hoje, vivem nesta dualidade; ainda não tem outros horizontes ("<strong><em>possible selves"</em></strong>) para além da vivência da sua família, que continua a viver sob alçada do patriarca. Assim, as famílias de etnia cigana ainda não reconhecem na escola um valor acrescido, uma vez que a formação/profissionalização nunca foi um factor diferenciador.<br>Assiste-se ainda a tradições que, na cultura ocidental, são consideradas obsoletas (e.g. raparigas prometidas em casamento desde o nascimento), e em que nada contribuem para o interesse e envolvimento escolar destas crianças: <em>"o destino está traçado"&nbsp; - </em><strong>só existe um e apenas um eu possível!<br></strong>Neste contexto é fácil explicar as altas taxas de insucesso e de abandono perante uma escola obrigatória de 12 anos de escolaridade.<br><strong><br></strong>No entanto, começa-se a assistir a uma mudança de hábitos nesta comunidade, principalmente ao nível das crianças do sexo masculino. As crianças do sexo feminino ainda estudam em casa - Ensino doméstico. A <em>"vida de feirante" </em>já começa a ser vista de uma forma diferente e os aspetos do conhecimento e formação também. Aos poucos vão-se criando outros&nbsp; <em>possible selves.<br><br></em>A ESCOLA, enquanto organização universal, deve abrir as suas portas à diferença e criar mecanismos de integração. O primeiro passo a dar será a exploração dos interesses das crianças, bem como das próprias famílias; com base nesses interesses criar atividades que os motivem e nas quais possam participar. Estas atividades vão criando, pouco a pouco, um maior envolvimento da comunidade cigana na comunidade escolar. Assim, os alunos começam a projetarem outros sonhos, outros ideais... às vezes bastam pequenas vivências! Dou o exemplo de um aluno meu, que é um excelente baterista. A importância dele no grupo, que poderá "depender" dele para a apresentação aos pais, criou um maior envolvimento da sua parte e da parte dos seus encarregados de educação. Consegue-se assim que alguns sonhos se tornem realidade, que se projete um novo futuro a partir de novas e diferentes experiências vividas, que se expandam novos "<em>eus possiveis</em>".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-21 22:13:45 UTC</pubDate>
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