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      <title>Batalha dos objetos by Catarina Pereira</title>
      <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-10 14:48:27 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-01-03 23:38:25 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Ronda 1 - Harmonia</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1805887368</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Avião de papel<br><strong>- Ano de recolha </strong>2020<br><strong>- Material</strong> Papel</div><div><strong>- Proveniência </strong>Saco de batatas fritas do Burger King do Marquês do Pombal<br><br></div><div>Para que um avião de papel consiga voar na sua maior plenitude e harmonia, o papel deverá ser dobrado com extrema minuciosidade de forma a que as suas “asas” tenham o mesmo tamanho e sejam, entre si, simétricas. Criando um equilíbrio e proporção entre todas as partes do papel que constituem o avião de papel, o seu voo poderá, então, ser perfeito. A ideia de perfeição está diretamente ligada à de harmonia. Desta forma, o avião de papel enquanto objeto proporcional e simétrico é representativo de harmonia.&nbsp;<br>Em termos pessoais, mais importante que o voo em si é a parte prática e o processo de criar o avião de papel o mais perfeito possível. A busca pela perfeição é representativa da harmonia e paz de espírito expressa através do lado emocional associado ao objeto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-10 18:29:53 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 2 - Mistério</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1805887625</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Molho de chaves de casa<br><strong>- Material </strong>Metal e corda</div><div><strong>- Proveniência </strong>Molho de chaves de uma casa antes habitada<br><br>O ato de abrir uma porta está, muitas vezes, ligado à popular questão “o que está por detrás da porta?”. Desta forma, o mistério é traduzido para o que se esconde atrás de uma porta que se abre e, em contraponto, o que se quererá esconder atrás de uma porta que se fecha.<br>A chave como objeto diretamente ligado à porta torna-se, então, numa representação metafórica do mistério. O molho de chaves por si, como um conjunto de chaves, poderá também simbolizar o mistério devido ao desconhecimento das portas que certas chaves poderão abrir.</div><div>Pessoalmente, este molho de chaves – que corresponde à casa onde anteriormente vivi – está, deste modo, associado às vivências que preencheram a casa anteriormente habitada. Sendo a infância uma parte da vida de maior esquecimento, todas essas memórias agora fechadas dentro de quatro paredes se foram apagando e transformando num mistério.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-10 18:30:06 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 2 - Memória</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1808858039</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Frasco com areia da praia<br><strong>- Data de recolha</strong> 4 de setembro de 2021<br><strong>- Material</strong> Plástico e areia de origem vulcânica</div><div><strong>- Proveniência </strong>Areia da praia dos mosteiros em São Miguel, Açores.<br><br>A tradição de visitar um local e trazer do mesmo uma lembrança - os populares recuerdos ou souvenirs - é bastante comum entre as pessoas que gostam de viajar e conhecer novos lugares. Desta forma consegue-se preservar uma memória do sítio através de um objeto que o represente.<br>Ao levar um frasco de plástico vazio na mala de viagem com o propósito de trazer algo físico de um novo lugar, - ilha de São Miguel, Açores - considera-se que o objeto foi pensado com o intuito de conseguir manter presente uma lembrança do mesmo. Além de haver uma memória mental que, com o tempo se haverá de desvanecer na sua essência total, torna-se, igualmente, numa memória palpável que irá permanecer.<br>O frasco de plástico cheio de areia vulcânica até cima representa uma memória, sendo, simultaneamente, uma memória em si.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-11 21:55:36 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 4 - Singularidade</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1814597793</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Pedra<br><strong>- Data de recolha </strong>26 de outubro de 2020</div><div><strong>- Proveniência </strong>Praia de Caxias<br><br>A singularidade está presente em todos os elementos originados pela natureza. Ainda que seja indefinível por não ser algo em concreto, pensa-se na natureza como um mundo natural físico em que co-habitam seres vivos e objetos inanimados. Deste modo, tudo o que a natureza origina, tal como os seres humanos, é único e inigualável. Conclui-se que uma pessoa não poderá ser igual a outra; uma folha de uma árvore não poderá ser considerada, ainda que da mesma árvore, igual a outra; uma pedra encontrada à beira-mar, junto de tantas outras, será também única em toda a natureza.<br>Posto isto, o objeto - uma pedra encontrada à beira-mar - é representativo da singularidade no sentido em que deve à natureza a sua origem, sendo completamente ímpar, sem igual.<br>Enquanto componente visual, a pedra ganha uma conotação singular devido ao padrão que apresenta. O círculo amarelado delineado por um tom mais laranja cativa o olhar e remete a uma associação ao sol. Esta simples forma geométrica altera toda a sensação que é olhar para a pedra. Neste sentido, tanto o aspeto visual como a associação que advém da pedra se tornam singulares.<br>A nível pessoal, a pedra relembra um dia único em que foi presenciado, curiosamente, o pôr do sol. Toda a memória desse dia singular acompanha o objeto. O pôr do sol, embora recorrente, é um momento também inigualável dia após dia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-13 16:51:58 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 4 - Obsolescência</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1814622376</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Telemóvel Nokia 1100<br><strong>- Ano</strong> 2002</div><div><strong>- Proveniência </strong>Zona da "tralha" da garagem<strong><br><br></strong>O incrível avanço tecnológico dos dias de hoje é algo extremamente notório nos costumes da nossa sociedade. Ainda que seja considerada uma evolução de grande impacto e mérito científico, está indiscretamente e diretamente ligada à obsolescência tecnológica. Os equipamentos eletrónicos e tecnológicos são agora produzidos com o intuito de terem uma curta duração, sendo ultrapassados a nível técnico, qualitativo e estético por outros que virão a ser produzidos e lançados logo de seguida. O cidadão atual, de modo a conseguir acompanhar este processo tem, então, de ir substituindo os seus próprios equipamentos à medida que se tornam obsoletos e caiam em desuso.</div><div>Tudo isto origina uma quantidade absurda de lixo eletrónico. Este lixo eletrónico pode aparentar inofensivo. No entanto, causa e continuará a causar grandes danos climáticos através da poluição e o acumular do mesmo com o continuar dos anos.</div><div>O objeto escolhido – sendo um telemóvel antigo que, entretanto, já foi ultrapassado por tantos outros modelos, deixando de funcionar – é uma representação da obsolescência, especificamente a nível tecnológico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-13 17:01:19 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 3 - Subtileza</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1814635321</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Folha de sala<br><strong>- Data da recolha</strong> 24 de fevereiro de 2018<br><strong>- Material </strong>Papel</div><div><strong>- Proveniência </strong>Exposição "No Tempo Todo" de Álvaro Lapa, na Fundação de Serralves, no Porto<br><br>A forma de comunicação das folhas de sala de exposições deverá ser clara, concisa e informativa.&nbsp;</div><div>O seu propósito será elucidar o visitante da exposição quanto ao artista da mesma; informações sobre as obras e a sala; e, outros tantos detalhes pertinentes.</div><div>A sua componente visual constitui, também, uma parte, igualmente, importante. Através do objeto escolhido constata-se a ideia de que as folhas de sala – enquanto objeto informativo – poderão, também, representar e transmitir sensações – indo para além das simples elucidações pressupostas.</div><div>A subtileza pode ser entendida na simplicidade de escolha das cores. O contraste entre o preto da letra sobre o bege do fundo; o arco-íris representado apenas por três cores comuns ao invés das sete cores associadas ao mesmo; o azul delicado que acompanha a mancha horizontal preta – todos os elementos compõem um quadro ténue, agradável ao olho e de muita subtileza.</div><div>As duas formas de maior destaque – ao centro da folha – poderão ser encaradas como uma representação da subtileza a nível metafórico. O seu contorno é subtil no sentido em que a sua decifração não é imediata ou objetiva – está dependente de interpretação.</div><div>Descoberta pela mancha horizontal negra está uma frase de tamanho tão reduzido que se torna quase ilegível a olho nu. A frase é apresentada de forma tão subtil que poderá até passar despercebida.&nbsp;</div><div>A própria textura eleva toda uma sensação de subtileza através de uma escolha de papel delicado e agradável ao toque.&nbsp;</div><div>Posto isto, o objeto é, desta forma, uma representação da subtileza através dos seus elementos visuais e tácteis.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-13 17:06:03 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 5 - Confusão</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1825421335</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Autocolante de aviso de distância de segurança<br><strong>- Data de recolha </strong>18 de outubro de 2021 às 11:01h<br><strong>- Local </strong>Chão da plataforma entre as linhas 2 e 3</div><div><strong>- Proveniência </strong>Estação de comboios de Sete Rios<br><br>A cidade de Lisboa é caracterizada pelas horas e horas de azáfama constante em todos os seus pontos turísticos e nos diversos tipos de transporte público. Os transportes públicos e o que resulta deles serão, então, o ponto principal à escolha do objeto.&nbsp;<br>A rotina de muitos portugueses passa por: sair de um comboio; entrar noutro; à saída do último, correr para apanhar um autocarro; etc. Ao vivenciar este percurso dia após dia, o que os rodeia torna-se alheio ao olhar distraído desse ambiente.<br>O objeto – um autocolante de aviso de distância de dois metros de segurança – que foi visto no chão, ainda que seja de cor amarela viva, camufla-se e passa despercebido por entre a quantidade de sapatos que o pisam simultaneamente. Com as novas medidas de prevenção à COVID-19, estes autocolantes estão cada vez mais presentes na vida dos portugueses. No entanto, essa presença nem sempre equivale às medidas serem respeitadas – muitas vezes, por não ser concebível.<br>Este autocolante é representativo da confusão no sentido em que aparece no meio da mesma, por acaso, num momento em que acontece o olhar descer até ao chão. A confusão presente na plataforma da estação de comboios em que este objeto foi encontrado é de tal intensidade que a distância de segurança para que o mesmo adverte se torna completamente impossível. “Andar de comboio” é uma ação incompatível com o espaçamento distanciado entre as pessoas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-18 22:25:49 UTC</pubDate>
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         <title>Ronda 6 - Utilidade</title>
         <author>catarinap4</author>
         <link>https://padlet.com/catarinap4/hbicjcec4jqriof3/wish/1831457766</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Designação do objeto </strong>Caneca de campismo<br><strong>- Material</strong> Plástico<br><strong>- Medidas </strong>Por determinar<strong><br>- Proveniência </strong>Loja desconhecida<br><br>A caneca quanto objeto surge quando Robert Adam, um arquiteto, sugere a um amigo – Josiah Wedgewood - ceramista que colocasse uma alça nos seus copos e tigelas. Em 1750 surge, então, a primeira caneca.&nbsp;<br>O objeto escolhido é uma mera caneca de plástico cujo propósito a ela atribuido será ser leve e facilmente transportável – visto que é um utensílio de bebida de campismo.&nbsp;<br>O seu produtor e consequente produção é um enigma. Sem qualquer palavra indicativa do mesmo inscrita na sua superfície e, com apenas a noção de que foi adquirida numa loja, a sua origem é totalmente desconhecida.&nbsp;<br>Quanto às suas dimensões, observa-se um objeto da escala da mão, com um segurar fácil. De acordo com o seu material ser o plástico, a caneca é extremamente leve. Relativo ainda ao seu material e, por se tratar de um objeto de pouca luxuria ou raridade - tendo sido produzido em série e não a nível artesanal - trata-se de um objeto de custo reduzido em comparação com outros tipos de caneca de diferentes materiais e formas. Tanto a pega da caneca como a própria são bastante confortáveis ao agarrar.&nbsp;<br>Tratando-se de um objeto que passou por muitas dezenas de anos de uso, considera-se muito resistente e de grande durabilidade.&nbsp;<br>Por fim, quanto aos dois elementos que compõem o objeto, – o cilindro de interior vazado e a pega – demonstram-se essenciais e suficientes ao funcionamento do mesmo, não havendo aspetos decorativos ou partes dispensáveis do objeto.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 19:25:02 UTC</pubDate>
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