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      <title>Geometria Sona by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-04 21:57:46 UTC</pubDate>
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         <title>O povo Tshokwe</title>
         <author>ana_almeida_fsa</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Lunda Tchokwe ou thutchokwe, é o nome dado ao povo que se encontra na parte leste de Angola e uma parte desse povo está assentado nos territórios da Zâmbia e Congo.</p><p>O povo Tchokwe antes da ocupação colonial, tinha a região de Mussumba actual R.D.C como a capital do império Runda ou Lunda. Foi reinado por Mwanangana Konde (Rei Konde – traduzido para português), um dos primeiros monarcas e teve 3 filhos, a citar: Rueji ou Lueji, Txinhama e Txinguri… Após a morte do Rei Konde, a filha Lueji sucede o pai e o seu reinado é marcado por um crescimento ao nível econômico e conflitos com os seus irmãos, porque por conta do seu casamento com um caçador estrangeiro, Tximbinga Ilunga que havia sido constituído escravo (Kapindji) por ter invadido o império.</p><p>Na cultura Tchokwe, quando a mulher estivesse no seu período menstrual, abstinha-se de certas actividades da comunidade ou colectivas que envolvesse homem. Neste contexto, quando a rainha estivesse no período menstrual não podia usar a tchipangula (Coroa), e então o marido (o tido como capindji – escravo), assumia o trono. Este facto irou os irmãos da Lueji, vindo a causar uma guerra entre os filhos de Konde e a posterior separação, pois tanto Txinhama quanto Txinguri, não aceitavam ser governado por um Capindji( escravo).</p><p>&nbsp;Txinhama foi para o casombo-Luena território do actual Moxico e estabeleceu o seu Reino e foi sequenciado pela sua filha Rainha Nhya Catolo (Reinado que persiste até os dias de hoje). Txinguri outro irmão da Lueji, foi para o território do Muconda Lunda-sul), onde nasceu seu filho Sengu – Mwussenhue, da qual nasce o rei Mwatxissengue Watembo (Reinado que persiste até os dias de hoje).<br>Da Rainha Lueji nasceu Yava, que assumindo o Ngunja (trono) ou chegando ao Wanangana (Reinado) foi denominado por Matxi Yava ou mwata Yava( que traduz-se como soberano Yava)…<br>&nbsp;A cultura Tchokwe tem vários símbolos que formam a sua identidade cultural, a destacar:</p><p>A máscara Mwana Phwo: que simboliza a beleza feminina da mulher Tchokwe ou kioka e o Samanhonga (Pensador), a estatueta que representa a inteligência, sabedoria e estratégia do Katchokwe. Razão pela qual a região Lunda não foi colonizada, apenas ocupada por um período de aproximadamente 50 anos, pois o povo Tchokwe assinou um acordo de protetorado com o então colono português.</p><p>Devido a sua capacidade intelectual, o povo Tchokwe já tinha aldeias organizadas, com casas feitas de pau-à-pique e Yambu (Capim), o Katchokwe já dispunha de Muivu (Zagaia e Flexaa), Phoko (Faca), Ndjangu (Machado) e outros utensílios, para fazer as suas ferramentas e trajes usava uma árvore chamada ”Mumbumbuji” além disso, o povo já tive uma organização na sua forma de viver em relação a outros povos Thóta (Arma de fogo) munições (fundanga),</p><p>&nbsp;Para as suas danças o Katchokwe usava “Ngoma” (Batuque). É um povo que não apostava muito na agricultura, mesmo possuindo terras aráveis, a pesca artesanal era a sua principal actividade de subsistência. Na culinária, o Txissopha (molho de peixe), Ufatxi (molho de carne de caça) e Xima (Funge) são os pratos característicos do povo.<br></p><p><strong>Por Piedade Manuel (Mwe Mwene Phemba nhyi Phezo S7te Vidas) e Alegria Mauro Manuel</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-04 22:05:15 UTC</pubDate>
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         <title>Máscara Mwana Pwo</title>
         <author>ana_almeida_fsa</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-06-04 22:08:30 UTC</pubDate>
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         <title>A GEOMETRIA SONA</title>
         <author>ana_almeida_fsa</author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma cultura de longa tradição (alguns dizem que está em extinção), originária do povo Tshokwe, do nordeste de Angola, onde pessoas faziam desenhos matemáticos na areia, chamados de Sona (no singular, um lusona).</p><p>Era necessário limpar e alisar o solo com a mão, o narrador desenhava, com a ponta dos dedos, uma grade de pontos, cuidando para que estivessem regularmente espaçados. Em seguida, em volta dos pontos, traçava linhas retas e curvas, tanto para a direita quanto para a esquerda, com uma inclinação de 45 graus, mantendo equidistantes dos pontos, servindo de base para a sua história. As linhas são sempre fechadas, traçadas sem o narrador levantar o dedo da areia, seguindo regras específicas de acordo com a tradição. Os sona são uma forma de escrita, onde um narrador ou conta uma história ou uma realidade da vida nos quais ilustram provérbios, contos, fábulas, jogos, mitos, animais, cantos, leis e enigmas, desempenhando um papel importante na transmissão do saber às novas gerações. Diversos sona evocavam o mukanda, o rito de passagem dos meninos à idade adulta. O sona é uma representação simbólica da evolução da narrativa</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-04 22:11:52 UTC</pubDate>
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         <title>Uma história</title>
         <author>ana_almeida_fsa</author>
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         <description><![CDATA[<p>A figura que está em cima é Deus, à esquerda está o Sol, à direita está a Lua e em baixo está um ser humano. Este lusona representa o caminho para Deus.</p><p>Um dia, o Sol foi visitar Deus. Deus deu um galo ao Sol e disse: “Volta cá amanhã de manhã antes de partires”. No dia seguinte de manhã, o galo cantou e acordou o Sol. Quando o Sol se apresentou diante de Deus, este disse-lhe: “Tu não comeste o galo que te dei para o jantar. Podes ficar com o galo, mas tens que regressar todos os dias.” É por isso que o Sol dá a volta à Terra e reaparece todas as manhãs.</p><p>A Lua também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente. No dia seguinte de manhã, o galo cantou e acordou a Lua. Mais uma vez, Deus disse: “Tu não comeste o galo que te dei para o jantar. Podes ficar com o galo, mas tens que regressar a cada vinte e oito dias.” É por isso que o ciclo da Lua dura vinte e oito dias.</p><p>O ser humano também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente. Mas o humano estava com fome depois de ter feito uma tão longa viagem e comeu parte do galo ao jantar. Na manhã seguinte, o Sol já ia alto no céu quando o humano acordou, comeu o resto do galo e apressou-se a visitar Deus. Deus disse-lhe: “Eu não ouvi o galo cantar esta manhã.” O humano respondeu-lhe a medo: “Eu estava com fome e comi-o.” “Está bem,” disse Deus, “mas escuta: tu sabes que o Sol e a Lua estiveram aqui, mas nenhum deles matou o galo que lhes dei. É por isso que eles nunca morrem. Mas tu mataste o teu, e por isso deves também morrer. Mas quando morreres deves regressar aqui.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-04 22:12:59 UTC</pubDate>
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         <title>Vamos desenhar?</title>
         <author>ana_almeida_fsa</author>
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         <pubDate>2024-06-04 22:13:42 UTC</pubDate>
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         <title>Fontes</title>
         <author>ana_almeida_fsa</author>
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