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      <title>Seminário Modernismo Basileiro Primeira Fase by Kelven Miranda</title>
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      <description>Grupo 5 - Mário de Andrade. Componentes: Ana Luíza, Brunna Andrade, Kelven Miranda, Nátaly Emanuelly</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-19 16:56:50 UTC</pubDate>
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         <title>PRINCIPAIS AUTORES </title>
         <author>kelvenm27</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os artistas modernistas que merecem destaque nessa primeira fase fizeram parte do chamado “<strong>Grupo dos Cinco</strong>”. Esse grupo esteve composto pelos artistas:<br><br></div><ul><li>Mário de Andrade (1893-1945)</li><li>Oswald de Andrade (1890-1954)</li><li>Menotti Del Picchia (1892-1988)</li><li>Tarsila do Amaral (1886-1973)</li><li>Anita Malfatti (1889-1964)</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 17:23:50 UTC</pubDate>
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         <title>CONTEXTO DO BRASIL E DO MUNDO NO SÉCULO XX</title>
         <author>kelvenm27</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>A sociedade é composta de burgueses comportados, tranquilos, contando seus lucros;</li><li>Início do século XX: apogeu da Belle Époque. O progresso científico é alcançado: eletricidade, motor a combustão; automóvel, avião; telefone, telégrafo. É o mundo da máquina, da informação, da velocidade;</li><li>Nos grandes centros comerciais do país, as pessoas deslumbram-se com concreto armado: “arranha-céu”;</li><li>Chegada do modernismo no Brasil com o objetivo de romper com o tradicionalismo e se livrar dos paradigmas e das regras sobre como fazer arte que prevaleciam no momento.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 17:42:07 UTC</pubDate>
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         <title>MÁRIO DE ANDRADE</title>
         <author>kelvenm27</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Mário Raul de Morais Andrade</strong> foi um escritor brasileiro que exerceu importante papel na consolidação do movimento Modernista no Brasil. <br><br>Seu estilo literário foi inovador e marcou a primeira fase modernista no Brasil, sobretudo, pela valorização da identidade e cultura brasileira. <br><br>Ao lado de diversos artistas, ele teve um papel preponderante na organização da Semana de Arte Moderna (1922).<br><br>Mário Raul de Morais Andrade nasceu na cidade de São Paulo, no dia 09 de outubro de 1893.<br><br></div><div>De família humilde, Mário possuía dois irmãos e desde cedo mostrou grande inclinação às artes, notadamente a literatura.<br><br></div><div>Em 1917, estudou piano no “Conservatório Dramático e Musical de São Paulo”, ano da morte de seu pai, o Dr. Carlos Augusto de Andrade.<br><br></div><div>Nesse mesmo ano, com apenas 24 anos, publica seu primeiro livro intitulado “<em>Há uma Gota de Sangue em cada Poema</em>”.<br><br></div><div>Mais tarde, em 1922, publica a obra de poesias “<em>Paulicéia Desvairada</em>” e torna-se Catedrático de História da Música, no “Conservatório Dramático e Musical de São Paulo”.<br><br></div><div>Nesse mesmo ano, auxiliou na organização da Semana de Arte Moderna trabalhando ao lado de diversos artistas.<br><br></div><div>Com Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Menotti del Picchia, formaram o grupo modernista que ficou conhecido como o "<em>Grupo dos Cinco</em>".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 19:52:38 UTC</pubDate>
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         <title>Pequena análise do trecho de sua obra &quot;Prefácio interessantíssimo&quot;</title>
         <author>kelvenm27</author>
         <link>https://padlet.com/kelvenm27/h886rrqp1orh5cvs/wish/688176429</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/jogo/pauliceia.asp">Prefácio interessantíssimo<br>[...]<br>Sei construir teorias engenhosas. Quer ver?<br>     A poética está muito mais atrasada que a música. Esta abandonou, talvez mesmo antes do século 8, o regime da melodia quando muito oitava, para enriquecer-se com os infinitos recursos da harmonia. A poética, com rara exceção até meados do século 19 francês, foi essencialmente melódica. Chamo de verso melódico o mesmo que a melodia musical: arabesco horizontal de vozes (sons) consecutivas, contendo pensamento inteligível.<br>     Ora, si em vez de unicamente usar versos melódicos horizontais:<br>     "Mnezarete, a divina, a pálida Frinéia<br>     Comparece ante a austera e rígida assembléia<br>     Do Aerópago supremo..." <br>     fizemos que se sigam palavras sem ligação imediata entre si: estas palavras, pelo fato mesmo de não seguirem intelectual, gramaticalmente, se sobrepõem umas às outras, para nossa sensação, formando, não mais melodias, mas harmonias.<br>     Explico melhor:<br>     Harmonia: combinação de sons simultâneos.<br>     Exemplo: "Arroubos.. Lutas... Setas... Cantigas... Povoar!..."<br>     Estas palavras não se ligam. Não formam enumeração. Cada uma é <br>frase, período elíptico, reduzido ao mínimo telegráfico.<br>     Si pronuncio "Arroubos", como não faz parte de frase (melodia), a palavra chama atenção para seu insulamento e fica vibrando, à espera duma frase que lhe faço adquirir significado e que não vem."Lutas" não dá conclusão alguma a "Arroubos"; e, nas mesmas condições, não fazendo esquecer a primeira palavra, fica vibrando com ela. As outras vozes fazem o mesmo. Assim: em vez de melodia (frase gramatical) temos acorde arpejado, harmonia, - o verso harmônico. <br>     Mas, si em vez de usar só palavras soltas, uso frases soltas: mesma sensação de superposição, não já de palavras (notas) mas de frases (melodias). Portanto: polifonia poética. Assim, em "Paulicéia Desvairada" usam-se o verso melódico:<br>     "São Paulo é um palco de bailado russos"; o verso harmônico:<br>     "A cainçalha... A Bolsa... As jogatinas..." e a polifonia poética (um <br>e às vezes dois e mesmo mais versos consecutivos): <br>     "A engrenagem trepida... Abruma neva..." Que tal? <br>     Não se esqueça porém que outro virá destruir tudo isto que construí.</a><br><br><strong>NOTAS: </strong>Esse trecho é parte do <em>Prefácio Interessantíssimo</em>, do livro <em>Pauliceia Desvairada</em>, publicado em 1922 e considerado uma das obras inaugurais da modernidade em nossa literatura. Embora se trate de um prefácio, nele, Mário apresenta seu programa poético, à semelhança dos inúmeros manifestos publicados na onda modernista na Europa e no Brasil, instigando seu leitor a conhecer os esboços de seu projeto com a seguinte pergunta: "<strong>Sei construir teorias engenhosas. Quer ver?</strong>".<br><br>     Ao final do trecho, Mário mostra ao leitor que está consciente de que seu projeto tem um tempo determinado. Assim como os parâmetros literários tradicionais - formas, temáticas, visões de mundo - já não serviam à expressão do artista de sua época, tudo o que ele estava construindo  seria, futuramente, superado:"<strong>Não se esqueça porém que outro virá destruir tudo isso que construí</strong>".<br>     Assim, ao trabalhar pela construção de uma arte para expressar a cultura de seu povo e lugar, Mário sabia, de antemão, que seu projeto seria, um dia, esgotado e superado pela escola seguinte, que traria, então, os updates do projeto modernista.<br><br>     Além da consciência quanto à formulação de um novo projeto de literatura, podemos observar, nesse trecho do <em>Prefácio Interessantíssimo</em>, como o conhecimento musical de Mário de Andrade lhe possibilitava pensar a forma poética em associação à música. Sobrepondo conceitos musicais à estrutura dos versos na poesia, ele descreveu três formas de versificação.<br>     A mais tradicional delas seria o <strong>verso melódico, </strong>aquele estruturado à semelhança de uma melodia, na qual cada som, com altura e ritmo próprios, se encadeia com o som seguinte.<br>     <strong>Verso harmônico</strong>, onde os elementos do texto não se prendem um ao outro da mesma forma que no verso melódico, que não faria o mesmo sentido ou efeito se não tivesse determinados termos em uma ordem<br>específica.<br>     A combinação dessas duas estruturas, melodia e harmonia, na poesia resulta na <strong>polifonia poética</strong>, cujo efeito seria a sobreposição de versos, sons e imagens por meio de frases soltas, como melodias em superposição, compondo a harmonia. Isso pode ser visto no verso "A engrenagem trepida. Abruma neva."<br>     A estrutura polifônica, para Mário de Andrade, era uma inovação necessária à poesia modernista. Na musica e na poesia, ela tem como efeito um ritmo menos regular, versos e melodias menos previsíveis, o que é a base do <strong>verso livre,</strong> opção formal que orientava boa parte da produção poética do período e que é uma das marcas do movimento.<br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-19 20:10:11 UTC</pubDate>
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         <title>CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
         <author>kelvenm27</author>
         <link>https://padlet.com/kelvenm27/h886rrqp1orh5cvs/wish/688272230</link>
         <description><![CDATA[<div>Em <em>Prefácio Interessantíssimo</em>, ao descrever a melodia, a harmonia e a polifonia na música e na poesia, Mário revelou-se atento às novidades nessas duas artes, afirmando ter composto seus poemas de <em>Pauliceia Desvairada</em> com três tipos de versos: <strong>melódico, harmônico e polifônico.</strong><br>Assim, ao mesmo tempo que propunha uma estética poético-musical, ele demonstrava como usá-la. Era algo inédito,por isso era um dos fatores que rompia com o tradicionalismo e se livrava dos paradigmas e das regras sobre como fazer arte que prevaleciam no momento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 21:06:54 UTC</pubDate>
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