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      <title>Portefólio Digital by </title>
      <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-07 11:22:22 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-09-20 14:06:30 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Apresentação:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olá, eu sou a Margarida Lampreia, frequento a escola Dom Manuel I. Estou a fazer este portefólio digital no âmbito da disciplina de Literatura Portuguesa e aqui eu irei partilhar os meus trabalhos ao longo do ano, mostrado a minha evolução.</p><p>Nos meus tempos livres eu gosto de ler, ouvir música e sair com os meus amigos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 12:05:17 UTC</pubDate>
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         <title>Os livros de linhagens (género híbrido)</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>     Em Portugal, os livros de linhagens foram escritos entre os séc. XIII e XIV, estes livros alternavam a modalidade genealógica com a modalidade narrativa. Desempenharam um papel crucial na reconstrução social da memória das famílias da nobreza. Estes livros têm como género o híbrido uma vez que era a misturava da crónica e da genealogia. </p><p><br/></p><p>     Nos livros de linhagens o discurso é narrativo e apresentam comentários sobre o valor ou contravalor de um nobre. Há narrativas que remetem para acontecimentos históricos ou para construções literárias de carácter lendário, também há anedotas depreciativas ou laudatórias, como exempla: narrativas cujo o objetivo era estabelecer um padrão comportamental ou moral, através de situações que enaltecem ou punem alguns comportamentos.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 14:36:05 UTC</pubDate>
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         <title>Brasão de Vila Nova de Gaia</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3207122411</link>
         <description><![CDATA[<p>No brasão de Vila Nova de Gaia destaca-se o mar e a produção vinícola(com a representação dos cachos de uvas).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 21:29:36 UTC</pubDate>
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         <title>Brasão de Viseu</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>No brasão de Viseu, para além do castelo que ocupa grande parte do escudo central, destacam-se um tocador de como e uma árvore, que se diz representar o busque onde se esconderam os habitantes de Viseu durante o conflito descrito pela lenda.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 21:34:26 UTC</pubDate>
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         <title>Brasão de Beja</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3207131164</link>
         <description><![CDATA[<p>O brasão da cidade de Beja é composto por um escudo dourado com uma cabeça de touro negra e detalhes prateados ao centro, ladeada por duas águias negras de asas abertas. No topo, surgem as quinas antigas de Portugal – cinco escudetes azuis com cinco besantes de prata em aspa. Na base, um castelo vermelho, aberto e iluminado em prata, representa a proteção histórica da cidade. A coroa mural de cinco torres prateadas simboliza o estatuto de cidade, e um listel branco exibe a inscrição “Cidade de Beja”.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-07 21:41:25 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Gaia</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>No século X, o rei Ramiro II de Leão apaixonou-se pela moura Artiga, irmã do rei mouro Alboazer. Para poder casar com ela, Ramiro tentou estabelecer a paz com Alboazer, mas este recusou, pois Artiga já estava prometida ao rei de Marrocos. Ramiro, então, raptou a princesa e levou-a para Leão, onde a batizou com o nome de Artiga. Em vingança, Alboazer raptou a esposa de Ramiro, D. Aldora, e o rei cristão partiu em busca dela. Ao encontrar uma das aias de D. Aldora, Ramiro deu-lhe um camafeu como sinal de sua identidade. D. Aldora reconheceu o presente e mandou chamar o rei, que foi preso e entregue a Alboazer. Antes de ser executado, Ramiro conseguiu enviar um sinal ao seu filho, D. Ordonho, que atacou Alboazer e destruiu sua cidade. Com a vingança concluída, Ramiro voltou para Leão e casou com Artiga, com quem teve grande descendência. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-08 12:26:07 UTC</pubDate>
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         <title>Poema, de Florbela Espanca</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3209322221</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Amar, de Florbela Espanca </p><p><br></p><p>Eu quero amar, amar perdidamente!<br>Amar só por amar: Aqui... além...<br>Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...<br>Amar! Amar! E não amar ninguém!</p><p>Recordar? Esquecer? Indiferente!...<br>Prender ou desprender? É mal? É bem?<br>Quem disser que se pode amar alguém<br>Durante a vida inteira é porque mente!</p><p>Há uma Primavera em cada vida:<br>É preciso cantá-la assim florida,<br>Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!</p><p>E se um dia hei de ser pó, cinza e nada<br>Que seja a minha noite uma alvorada,<br>Que me saiba perder... pra me encontrar...</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-09 17:05:36 UTC</pubDate>
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         <title>Contextualização da Idade Média</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3209367918</link>
         <description><![CDATA[<p>     A Idade Média aplica-se a um extenso período de dez séculos, onde aconteceu a queda do império romano do Ocidente, e a conquista de Roma em 476. Segundos muitos, a Idade Média prolongou-se até 1453 com a queda do Império Romano do Oriente, mas alguns acreditam que acabou em 1492 com a descoberta da América por Cristóvão Colombo. </p><p>     Os românticos valorizam muito esta época que de tal maneira foi "reabilitada" no séc. XIX, por que afirmou as pátrias, as línguas, literaturas e culturas.</p><p>     Com a queda do Império Romano do Ocidente houve uma perda da unidade politica, linguística e cultural dos povos, e com as guerras entre europeus perdeu-se mais a identidade.</p><p>     No que respeita à língua a idade média assistiu à substituição do latim pela diferentes línguas nacionais, com o desenvolvimento destas surgiram as literaturas nacionais.</p><p>     Ao longo destes acontecimentos o cristianismo foi eleita a religião oficial de todo império romano.</p><p>     O clero cristão foi um fator importante quanto à manutenção do saber medieval e uma importante ação no domínio na educação e do ensino, foi a partir deste momento que se começou a acreditar que Deus se encontrava no centro do universo, esta teoria ficou conhecida como teocentrismo.</p><p>      O teocentrismo teve marcas a diversos níveis, tais como:</p><ul><li><p>Politico: onde se vê a construção de Estados e de sociedades estratificadas em classes (hierarquia em pirâmide), o Papa passa a deter o poder central, sobre os Estados Europeus.</p></li><li><p>Cultural e Artístico: o ensino passou a ser centrado na filosofia Patrística; quanto à arquitetura esta passou a ser edificada a pensar na soberania de Deus, contruídos verticalmente (ex: catedrais); quanto à pintura esta era representada com as escrituras e relacionada à vida dos santos; quanto à escultura passou a ser representada por santos, a Virgem e Cristo.</p></li><li><p>Na vida quotidiana: a aceitação do sofrimento, do trabalho duro e mal remunerado, da doença e das privações como instrumentos de purificação e salvação da alma. Encontramos uma influencia religiosa no vestuário, nomeadamente no feminino, destinado a cobrir o corpo. Desleixo relativamente à higiene e à saúde e na obsessão pela morte, este era demonstrado através de festas frequentes.</p><p><br></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-09 19:00:36 UTC</pubDate>
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         <title>Cultura e Arte na Idade Média</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3209373066</link>
         <description><![CDATA[<p>      O galego-português foi considerado elemento fundamental da cultura letrada portuguesa nomeadamente na poesia lírica e satírica. Os documentos mais antigos, escritos em português, que foram encontrados: o testamento de D. Afonso II e a chamada Notícia de Torto. D. Dinis ajudou com a "oficialização" da língua escrita e com a fundação da Universidade Portuguesa. </p><p>      No campo das artes e sobretudo na arquitetura o estilo românico foi uma grande influencia, nomeadamente nos espaços urbanos e rurais, nas catedrais e nos mosteiros e nas estruturas defensivas.</p><p>      O estilo gótico veio a substituir o estilo românico no final do século XII. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-09 19:17:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Livros de Linhagens</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3210018806</link>
         <description><![CDATA[<p>o que são:</p><ul><li><p>são livros que apresentam as relações genealógicas de membros de famílias nobres. </p></li></ul><p>genealogia:</p><ul><li><p>serviam para guardar a memória e a história dos seus antepassados;</p></li><li><p>conhecer os graus de parentescos e assim evitar casamentos incestuosos; </p></li><li><p>saber quem era os fundadores dos mosteiros e os benefícios que dai resultavam;</p></li><li><p>transmitem um importante legado histórico, cultural e literário.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 21:01:08 UTC</pubDate>
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         <title>Livros de Linhagens na Idade Média Portuguesa</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3210026775</link>
         <description><![CDATA[<p>Relevância social dos Livros de Linhagens ou nobiliários:</p><ul><li><p>conhecer os antepassados, os graus de parentesco e assim evitar casamentos incestuosos;</p></li><li><p>elucidar sobre mosteiros de que os senhores eram fundadores.</p></li></ul><p>Livros de linhagens:</p><ul><li><p>árvore genealógica de várias famílias;</p></li><li><p>episódios, anedotas sobre alguns membros.</p></li></ul><p>Idade Média - 3 nobiliários:</p><ul><li><p>Livro velho (finais do séc. XII);</p></li><li><p>Livro do Deão (escrito em 1343);</p></li><li><p>Livro de Linhagem do Conde D. Pedro (elaborado entre 1340-1344).</p></li></ul><p>Livros de Linhagem do Conde D. Pedro</p><ul><li><p>carácter universalista (ocupava-se dos grandes impérios da Antiguidade e das monarquias da Europa Ocidental desde as origens);</p></li><li><p>primeira obra original da historiografia portuguesa (dos primeiros reis de Portugal até D. Afonso IV);</p></li><li><p>cariz social (promover a concórdia entre os homens).</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-10 21:19:26 UTC</pubDate>
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         <title>Características dos livros de linhagens</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3213062597</link>
         <description><![CDATA[<p>Contextualização:</p><p>Época - Idade Média (em particular séculos XIII-XIV)</p><p>• Formação das nacionalidades (lutas entre senhores e reinos).</p><p>• Feudalismo(sistema social, político e económico assente na relação vassalo-senhor)</p><ul><li><p>﻿﻿Cruzadas e Reconquista Cristã (guerras contra os Muçulmanos).</p></li><li><p>﻿﻿Autoridade da Igreja.</p></li></ul><p>Livros de Linhagens: características temáticas, estéticas</p><p>e formais</p><p>Textos genealógicos:</p><p>    • sequências de nomes e de relações entre os nomes que constituem uma rede familiar</p><ul><li><p>﻿﻿se as famílias são da nobreza, a designação destas obras é nobiliários.</p><p>Objetivos:</p></li><li><p>﻿﻿saber quem era de "bom linhage";</p></li><li><p>﻿﻿perpetuar a memória e a história familiares, conhecendo os antepassados;</p></li><li><p>﻿﻿conhecer os graus de parentesco e assim evitar casamentos incestuosos;</p></li><li><p>﻿﻿saber quem eram os fundadores dos mosteiros e os benefícios que daí resultavam.</p></li></ul><p>Discurso:</p><ul><li><p>﻿﻿genealógico - descrição das relações de parentesco;</p></li><li><p>﻿﻿narrativo - comentários sobre o valor ou o contravalor de um nobre; relatos de acontecimentos históricos ou de lendas; anedotas;</p></li><li><p>﻿﻿exempla - pequenas histórias de tom didático-moralista que servem de padrão de comportamento.</p></li></ul><p>Exemplos de Livros de Linhagens:</p><p>Livro Velho:</p><p>• Escrito entre 1282-1290 ou entre</p><p>1286-1290.</p><ul><li><p>﻿﻿Possível autor - um monge do Mosteiro de Santo Tirso.</p></li><li><p>﻿﻿Textos sobre as famílias dos Sousas e dos Maias (único fragmento existente da obra).</p><p>Livro do Deão:</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿Escrito em 1343, por Martim Anes, a pedido de um deão (decano que preside ao governo de uma diocese).</p></li><li><p>﻿﻿Tem como finalidade registar as genealogias.</p><p>Livro de linhagens do Conde D. Pedro:</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿Escrito entre 1340 e 1344.</p></li><li><p>﻿﻿Duas refundições: uma de 1360-1365; outra entre 1380-1383.</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿Centra-se nos grandes impérios da<br>Antiguidade e nas monarquias da Europa<br>Ocidental desde as suas origens.</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿Ocupa-se dos primeiros reis de Portugal até</p></li></ul><p>D. Afonso IV.</p><ul><li><p>﻿﻿Preocupação social - promover a concórdia entre os homens (Prólogo).</p></li><li><p>﻿﻿Valor documental - relatos de atos de bravura, de traições, explicação de alcunhas, referências a lutas, batalhas, casamentos, raptos, adultérios.</p></li><li><p>﻿﻿Imaginário da época - narrativas de recorte literário (ex.: Rei Ramiro, Batalha do Salado).</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-12 12:30:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Cantigas de Amigo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3222919706</link>
         <description><![CDATA[<p>A Cantiga de Amigo é um género autóctone, cujas origens remontam a uma vasta e arcaica tradição da canção em voz feminina, tradição que os trovadores e jograis galego-portugueses terão seguido.</p><ul><li><p>﻿﻿A voz feminina que os trovadores e jograis fazem cantar nestas composições é de uma jovem enamorada que exprime de várias formas, enquadradas numa vivência quotidiana e popular, os sentimentos amorosos que a animam, como:</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿a alegria pela vinda, próxima do seu amigo, ou a tristeza e a saudade pela sua partida ou a ira dos seus enganos.</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿As cantigas de amigo põem em cena um universo feminino alargado, do qual fazem ainda parte, como interlocutoras da donzela, a mãe, as irmãs ou as amigas e até a própria Natureza.</p></li><li><p>﻿﻿Formalmente, as cantigas de amigo recorrem frequentemente à técnica do paralelismo e são quase sempre de refrão.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-18 21:13:31 UTC</pubDate>
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         <title>Cantigas de Amor:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3230290290</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>﻿﻿A cantiga de Amor apresenta nos uma voz masculina que canta a beleza e as qualidades de uma senhora inatingível e imaterial, e a consequente coita (sofrimento) do poeta face à sua indiferença ou à sua incapacidade para lhe expressar o seu amor.</p></li><li><p>﻿﻿Estas cantigas seguem o universo do amor provençal, num modelo formal e que também retoma uma "arte de amar" definindo as relações entre o poeta servido e a sua senhor, o chamado "amor cortês".</p></li><li><p>﻿﻿A cantiga de amor galego-portuguesa assume algumas características distintas, pois desde logo é em geral mais curta e inclui frequentemente um refrão (quando a norma provençal é a cantiga de mestria, ou seja, sem refrão).</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-22 17:06:23 UTC</pubDate>
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         <title>Cantigas de escárnio e maldizer:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>As Cantigas de escárnio e maldizer pertencem ao género satírico, cultivado pelos trovadores e jograis galego-portugueses.</p><ul><li><p>Geralmente, são cantigas que os trovadores fazem quando pretendem "dizer mal" de alguém.</p><p>Distinção entre cantigas de escárnio e cantigas de maldizer</p><ul><li><p>﻿﻿Nas cantigas de maldizer, a critica faz se de forma direta e ofensiva e é dirigida a uma personagem concreta, cujo nome surge geralmente referido logo nos primeiros versos da composição.</p></li><li><p>﻿﻿Nas cantigas de escárnio, a crítica realiza-se de modo mais subtil e com uso da ironia que é um elemento fundamental na sua composição.</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-22 17:10:17 UTC</pubDate>
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         <title>Adão e Eva:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3230314873</link>
         <description><![CDATA[<p>Adão e Eva foram os primeiros seres humanos criados por Deus, colocados no Jardim do Éden, um paraíso onde podiam viver em harmonia. Deus deu-lhes liberdade para desfrutar de tudo, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal, advertindo-os de que, se comessem desse fruto, morreriam. Eva, tentada pela serpente, que representava o mal, comeu o fruto proibido e o ofereceu a Adão. Ambos desobedeceram a Deus e, como consequência, perceberam que estavam expostos e sentiram vergonha. Deus, então, os expulsou do Éden, impondo-lhes uma vida de sofrimento, trabalho árduo e mortalidade. Esse ato de desobediência trouxe o pecado original, afetando toda a humanidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-22 17:30:18 UTC</pubDate>
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         <title>Moisés </title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Moisés é uma figura central e muito querida nas tradições judaica, cristã e islâmica, e a sua história é cheia de momentos poderosos e dramáticos. Segundo a Bíblia, ele nasceu no Egito, numa época em que o faraó, com medo do crescimento do povo hebreu, mandou matar todos os bebês hebreus. Para salvá-lo, a mãe de Moisés colocou-o em um cesto e o deixou flutuar no rio Nilo. Foi então que a filha do faraó o encontrou e o adotou, criando-o como príncipe no Egito.</p><p>Com o tempo, Moisés cresceu e não conseguiu ignorar a dura realidade do seu povo, que vivia como escravo no Egito. Um dia, ao ver um egípcio maltratar um hebreu, ele ficou tão revoltado que matou o homem. Com medo das consequências, fugiu para o deserto, onde a sua vida tomaria uma reviravolta ainda mais extraordinária. Foi lá, numa experiência mística, que Deus se revelou a Moisés através de uma sarça ardente, pedindo-lhe para voltar ao Egito e libertar os israelitas da escravidão.</p><p>Moisés aceitou o desafio e, com a ajuda do seu irmão Arão, voltou ao Egito para enfrentar o faraó. Após uma série de pragas terríveis enviadas por Deus, o faraó finalmente cedeu e deixou os hebreus partir. Moisés então guiou o povo através do deserto, onde, no Monte Sinai, recebeu os Dez Mandamentos, que se tornariam as bases das leis do povo de Israel.</p><p>Embora tenha passado anos a conduzir o seu povo, Moisés não chegou a entrar na Terra Prometida. Ele morreu antes de lá chegar, mas o seu legado perdurou.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-22 17:44:55 UTC</pubDate>
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         <title>Dom Afonso Henriques:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231203177</link>
         <description><![CDATA[<p>Dom Afonso Henriques, também conhecido como o Conquistador, foi o fundador de Portugal e o primeiro rei. Nascido em 1109, era filho do conde Henrique de Borgonha e de Teresa de Leão. Desde cedo, destacou-se pela ambição e determinação em separar o Condado Portucalense do Reino de Leão.</p><p>O grande marco da sua vida foi a Batalha de Ourique, em 1139, onde liderou suas tropas contra os mouros e foi proclamado rei pelos seus guerreiros. Após anos de lutas e negociações, conseguiu o reconhecimento da independência de Portugal pelo Papa Alexandre III, por meio da bula <em>Manifestis Probatum</em>, em 1179. Além disso, Afonso Henriques trabalhou para expandir o território português, conquistando importantes cidades no processo da Reconquista.</p><p>Ele é lembrado como um líder corajoso, que lançou as bases do país que conhecemos hoje. Dom Afonso Henriques morreu em 1185, mas o seu legado permanece como o pai da nação portuguesa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-23 22:42:01 UTC</pubDate>
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         <title>Batalha de São Mamede:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231203716</link>
         <description><![CDATA[<p>A Batalha de São Mamede, que teve lugar a 24 de junho de 1128, foi um momento decisivo na história de Portugal. Afonso Henriques, ainda jovem e com grandes ambições, enfrentou a sua própria mãe, Dona Teresa, e o conde galego Fernão Peres de Trava, que representavam a influência de Leão no Condado Portucalense. Afonso queria garantir a autonomia do território e separar-se da regência da sua mãe, que estava mais ligada a Leão.</p><p>A batalha aconteceu perto de Guimarães e, apesar de Afonso Henriques ter um exército mais pequeno, conseguiu sair vitorioso. Esta vitória não foi apenas militar, mas também simbólica, pois permitiu a Afonso afirmar-se como o verdadeiro líder do Condado e marcou o início do seu caminho para a independência de Portugal.</p><p>A Batalha de São Mamede é fundamental na história do país, pois foi o primeiro passo para a construção do Reino de Portugal. Afonso Henriques não só derrotou os seus inimigos, mas também pôs de lado a influência da sua mãe, iniciando a afirmação de um Portugal independente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-23 22:43:38 UTC</pubDate>
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         <title>Batalha de Ourique:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231204642</link>
         <description><![CDATA[<p>A Batalha de Ourique, ocorrida em 25 de julho de 1139, é um dos episódios mais lendários da história de Portugal, marcando a ascensão de Dom Afonso Henriques como líder nunca antes visto e símbolo da independência portuguesa. Afonso Henriques liderou as tropas cristãs contra um grande exército muçulmano em pleno contexto da Reconquista.</p><p>Na noite anterior à batalha, Afonso Henriques teve uma visão de Cristo, que lhe prometeu a vitória. Então ele enfrentou o exército inimigo com coragem, levando os cristãos a uma vitória impressionante, apesar das probabilidades desfavoráveis.</p><p>Após o triunfo, Afonso Henriques foi aclamado rei pelos seus homens no campo de batalha, o que consolidou ainda mais sua autoridade e o colocou no caminho para a criação do Reino de Portugal. A vitória em Ourique não apenas fortaleceu o domínio cristão na região, mas também reforçou a crença na missão divina do futuro reino.</p><p>Embora existam debates sobre a real dimensão e localização do confronto, a Batalha de Ourique permanece como um marco na construção da identidade nacional portuguesa, simbolizando o espírito de luta e fé que definiriam o nascimento do país.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-23 22:47:58 UTC</pubDate>
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         <title>Batalha de Valdevez:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231205004</link>
         <description><![CDATA[<p>A Batalha de Valdevez, que aconteceu em 1140, foi diferente de outras batalhas da época, porque não foi exatamente uma batalha sangrenta, mas um torneio militar. Ela marcou um momento importante no conflito entre Dom Afonso Henriques, que buscava consolidar a independência de Portugal, e o rei Afonso VII de Leão e Castela, seu primo.</p><p>Os dois exércitos se encontraram no vale de Valdevez, no norte de Portugal, mas, em vez de um combate direto, decidiram resolver a disputa por meio de um torneio de cavalaria. As tropas de Afonso Henriques venceram, e isso fortaleceu ainda mais a posição do futuro rei português.</p><p>Após esse episódio, os dois lados chegaram a um acordo que foi essencial para o reconhecimento do reino de Portugal como uma entidade independente, embora a independência oficial só tenha vindo anos depois.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-23 22:49:42 UTC</pubDate>
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         <title>Crónica:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>A palavra <strong>"crónica"</strong> vem do grego <strong>"khrónos"</strong> (tempo) e passou pelo latim <strong>"chronica"</strong>, significando relatos organizados cronologicamente. Na Idade Média, era usada para registos históricos feitos por monges.</p><p>Com o tempo, o significado expandiu-se: no Renascimento, começou a abranger relatos culturais e políticos. No século XIX, transformou-se num género jornalístico e literário, com textos opinativos sobre acontecimentos atuais. Hoje, "crónica" pode ser um texto crítico, um registo histórico ou até referir-se a algo que dura muito tempo (como em "doença crónica").</p><p>Sempre ligada à ideia de tempo, a palavra foi-se adaptando às mudanças culturais e sociais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 20:37:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Biografia de Fernão Lopes:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Fernão Lopes nasceu em 1385 e faleceu em 1460. Foi um dos primeiros grandes cronistas portugueses e o "pai da historiografia" em Portugal. Trabalhou como guarda-mor da Torre do Tombo, onde teve acesso privilegiado a documentos oficiais que usou para escrever crónicas detalhadas sobre os reis portugueses, como D. João I e D. Pedro.</p><p>Com um estilo vivo e realista, destacou-se por dar voz ao povo e descrever os acontecimentos da época com profundidade, baseando-se em factos e testemunhos. As suas obras são fundamentais para entender a história de Portugal na transição para a modernidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 20:41:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Bibliografia de Fernão Lopes:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231853405</link>
         <description><![CDATA[<p>Fernão Lopes escreveu três importantes crónicas sobre os reis de Portugal:</p><ol><li><p><strong>Crónica de D. Pedro I</strong> – Descreve o reinado do "Rei Justiceiro" e a famosa tragédia de Inês de Castro, explorando temas de amor e justiça.</p></li><li><p><strong>Crónica de D. Fernando</strong> – Narra um período cheio de conflitos com Castela, instabilidade interna e a crise que levou à revolução de 1383-1385.</p></li><li><p><strong>Crónica de D. João I</strong> – Relata como D. João I, mestre de Avis, subiu ao trono e as grandes vitórias que garantiram a independência de Portugal, como a Batalha de Aljubarrota.</p></li></ol><p>Fernão Lopes baseava-se em documentos e testemunhos da época, escrevendo com um estilo vivo e cativante. Foi inovador por incluir a perspetiva do povo e dar detalhes do quotidiano, tornando-se uma figura essencial na história da escrita e da memória portuguesa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 20:46:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Crónica de D. Pedro I:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231857383</link>
         <description><![CDATA[<p>A Crónica de D.Pedro I, escrita por Fernão Lopes, conta a história do reinado de D. Pedro I, também conhecido como o "Rei Justiceiro". A obra é marcada pela famosa e trágica história de Inês de Castro, a mulher amada por D. Pedro, que foi assassinada por ordem de seu pai, D. Afonso IV, devido a questões políticas. D. Pedro, ao assumir o trono, não perdoou a morte de Inês. Vingou-a de forma severa, mandando matar os responsáveis e até proclamando Inês rainha, mesmo após sua morte, num ato de amor e justiça.</p><p>Além dessa história dramática, a crónica mostra um D. Pedro preocupado com a justiça, mas também implacável. Ele tentava corrigir os abusos de poder da nobreza e proteger o povo, fazendo o que considerava ser justo, mesmo que, por vezes, isso envolvesse castigos severos. A sua figura é retratada como a de um rei que, embora rigoroso, estava sempre em busca de um reino mais justo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 20:53:37 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Episódio Inês de Castro, de Camões:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3231868382</link>
         <description><![CDATA[<p>Camões imortaliza, na obra Os Lusíadas, os amores de Inês e D. Pedro, na estrofe CXX do Canto III:</p><p>Estavas, linda Inês, posta em sossego,</p><p>de teus anos colhendo doce fruto,</p><p>Naquele engano de alma, ledo e cego,</p><p>Que a Fortuna não deixa durar muito,</p><p>Nos saudosos campos de Mondego,</p><p>De teus fermosos olhos nunca enxuto,</p><p>Aos montes ensinando e às ervinhas</p><p>O nome que no peito escrito tinhas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 21:15:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema de Inês de Castro, de Nuno Judíce:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>PEDRO, LEMBRANDO INÊS</strong></p><p>Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manhã da minha noite. É verdade que te podia dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de nós próprios?" Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, até sermos um apenas no amor que nos une, contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor: ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele passámos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu: a primavera luminosa da minha expectativa, a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 21:22:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O episódio de Inês de Castro e D. Pedro I</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>A história de amor entre D. Pedro I e Inês de Castro é uma das mais trágicas e marcantes da nossa história. Tudo começou quando Inês, dama de companhia de D. Constança Manuel (a esposa de D. Pedro), conquistou o coração do príncipe. Mesmo sendo casado, D. Pedro apaixonou-se por Inês, e esse amor proibido tornou-se conhecido por toda a corte.</p><p><br/></p><p>Depois da morte de D. Constança, em 1345, D. Pedro passou a viver com Inês, e os dois tiveram quatro filhos. No entanto, a relação deles não era bem vista, especialmente pelo rei D. Afonso IV (pai de D. Pedro), que temia a influência da família castelhana de Inês no reino de Portugal. Foi então que, em 1355, o rei tomou a decisão mais cruel: mandou assassinar Inês em Coimbra.</p><p><br/></p><p>Quando D. Pedro soube da morte de Inês, ficou devastado. Quando subiu ao trono em 1357, vingou-se, mandando capturar e executar os assassinos. Diz a lenda que arrancou-lhes o coração e que chegou a coroar o corpo de Inês, obrigando a corte a beijar-lhe a mão, para mostrar que, para ele, ela era a verdadeira rainha.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 21:29:02 UTC</pubDate>
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         <title>Essencial sobre a Crónica de D.Pedro I</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Contextualização:</p><p>Época - Idade Média</p><p>• Fernão Lopes (1380-1390? - 1459?) - guarda-mor da Torre do Tombo, cronista régio</p><p>(nomeado por D. Duarte).</p><p>• Crónica de D. Pedro I - escrita entre 1440 e 1450; impressa pela primeira vez em 1735;</p><p>relata o reinado do monarca entre 1357 e 1367.</p><p>Crónica de D. Pedro I: características temáticas, estéticas e formais:</p><p>Género:</p><ul><li><p>Crónica</p></li><li><p>   Compilação cronológica de factos históricos.</p></li></ul><p>Nota: Esta é a primeira crónica da trilogia constituída pela Crónica de D. Pedro I, de</p><p>D. Fernando e de D. João I, os únicos textos de Fernão Lopes que chegaram até aos nossos dias.</p><ul><li><p>Assunto</p></li></ul><p>Narração dos 10 anos de reinado de D. Pedro I, marcados pela sua faceta de "justiceiro" evidenciada em vários episódios.</p><ul><li><p>Estrutura</p></li><li><p>44 capítulos' que incluem.</p></li></ul><p>• um retrato inicial do monarca;</p><ul><li><p>episódios ilustrativos da sua ação governativa;</p></li></ul><p>• relatos da aplicação da justiça por parte do rei;</p><ul><li><p>a tragédia de D. Inês de Castro (alegado casamento com D. Pedro I, morte de D. Inês, ira de D. Pedro I, perseguindo e punindo os assassinos e manifestando a sua justiça cega):</p></li><li><p>um sonho em que D. Pedro I vê o seu filho (D. João I, Mestre de Avis) a salvar simbolicamente o país.</p></li><li><p>Objetivo:</p></li><li><p> Traçar um retrato elogioso do monarca (apresentado como justiceiro, protetor do povo) e da sua governação, atendendo ao facto de ser o pai de D. João I, cuja memória Fernão Lopes fora incumbido de celebrar.</p></li><li><p>Contribuir para o processo de legitimação da dinastia de Avis (D. Pedro I é pai de D. Fernando, sucessor legítimo da coroa, e de D. João I, o bastardo régio coroado rei após a crise de 1383-1385).</p></li><li><p>Linguagem e Estilo:</p></li></ul><p>• Coloquialismo - registo informal que visa aproximar o leitor da narração ex: linguagem oralizante próxima dos registos populares; utilização da 1.ª e 2.ª pessoas; interpelações ao narratário (destinatário do texto); uso da coordenação.</p><p>• Visualismo - capacidade de levar o leitor a "ver" os acontecimentos ex.: apresentação de pormenores; utilização de vocabulário ligado aos sentidos;</p><p>recurso à enumeração e à adjetivação.</p><p>• Dinamismo - desenrolar vivido das ações ex.: sequencialização gradativa das ações; alterações de ritmo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-26 12:30:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Crónica de D.Pedro I: parte de uma trilogia </title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3237270077</link>
         <description><![CDATA[<p>A <em>Crónica de D. Pedro I</em>, escrita por Fernão Lopes, faz parte de uma trilogia que conta a história de três reis de Portugal: D. Pedro I, D. Fernando I e D. João I. Neste caso, o foco é o reinado de D. Pedro I, que governou entre 1357 e 1367.</p><p><br></p><p>A obra está dividida em quatro capítulos e tem como principal objetivo mostrar o que aconteceu durante o reinado de D. Pedro I, metade da sua narrativa situava-se em Castela e dedicou 44 capítulos.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-27 21:54:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A crónica de D. Pedro I:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3238045160</link>
         <description><![CDATA[<p>A <em>Crónica de D. Pedro I</em> foi escrita por Fernão Lopes, provavelmente na quarta década do século XV, e faz parte das três grandes crónicas que marcam o início da historiografia portuguesa. Essa obra, que narra o reinado de D. Pedro I (1357-1367), só foi impressa pela primeira vez em 1735, em Lisboa.</p><p><br/></p><p>Fernão Lopes destaca a figura de D. Pedro I com um grande cuidado, especialmente ao retratar os aspectos históricos e o protagonismo do rei. A crónica foca-se em esclarecer detalhes importantes do reinado e em descrever o impacto das ações de D. Pedro na história de Portugal.</p><p><br/></p><p>O reinado de D. Pedro I é retratado como um período de paz e prosperidade, onde se valoriza sobretudo a justiça. O rei é lembrado pela sua administração justa, sendo este traço de caráter o mais impressionante para os contemporâneos. O prólogo da crónica destaca a superioridade da justiça sobre todas as outras virtudes, mostrando como este conceito era central no governo de D. Pedro I.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-28 08:29:19 UTC</pubDate>
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         <title>Conde D. Pedro:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3238778693</link>
         <description><![CDATA[<p>D. Pedro, Conde de Barcelos, foi uma figura importante da nobreza portuguesa do século XIV. Era filho ilegítimo do rei D. Dinis e de D. Aldonça Rodrigues Talha, tendo nascido por volta de 1287. Destacou-se pela sua contribuição cultural e histórica, sendo conhecido como um dos primeiros grandes escritores e historiadores portugueses.</p><p><br></p><p>A sua obra mais famosa é a <em>Crónica Geral de Espanha</em>, também chamada de <em>Crónica de 1344</em>. Esta obra foi uma das primeiras a tentar contar a história completa da Península Ibérica. D. Pedro também se interessava por histórias populares e lendas, o que ajudou a preservar a cultura e a memória do povo português.</p><p><br></p><p>Além da cultura, D. Pedro teve um papel político importante. Foi senhor de várias terras e influenciou a corte do seu meio-irmão, o rei D. Afonso IV. Participou em algumas disputas de poder, mas manteve sempre uma posição de destaque.</p><p><br></p><p>D. Pedro morreu em 1354, deixando um legado importante na história e literatura de Portugal. A sua paixão pela cultura fez dele uma das figuras mais respeitadas da época, contribuindo para a preservação da história portuguesa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-28 20:18:14 UTC</pubDate>
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         <title>Brasão:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Um brasão de cidade é um emblema heráldico que simboliza a identidade histórica, cultural e política de uma comunidade urbana. Estes brasões incluem elementos específicos, como o escudo (que pode ter várias formas, como o clássico ou peninsular), figuras representativas (como leões ou torres), e ornamentos externos, como coroas ou suportes, que indicam estatuto e história.</p><p>As cores e os símbolos têm significados específicos, frequentemente ligados à história local ou às características distintivas da cidade, como rios, montanhas, ou atividades económicas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 18:53:55 UTC</pubDate>
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         <title>Prólogo</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3243289499</link>
         <description><![CDATA[<p>Um prólogo é um texto introdutório que aparece no início de uma obra e serve para contextualizar o leitor ou espectador. Pode apresentar informações sobre o cenário, os antecedentes da história ou o tom da narrativa, ajudando a preparar o público para o que está por vir. Também pode despertar interesse ou introduzir eventos que ocorrem antes da trama principal. Por vezes, é escrito por outra pessoa que reflete ou recomenda a obra. É comum em literatura, teatro e até em filmes, especialmente em géneros como fantasia, onde ajuda a criar o contexto do mundo narrado.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 19:00:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Estilo Românico</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Estilo Românico surgiu na Idade Média, mais precisamente entre os séculos XI e XIII.</p><ul><li><p>﻿﻿A arquitetura presente neste estilo é caracterizada por construções robustas e sólidas, com formas simples e grande ênfase na funcionalidade defensiva e religiosa.</p></li><li><p>﻿﻿Surgiu no contexto da Reconquista Cristã e foi profundamente influenciada pelo movimento europeu, adaptado às necessidades locais.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 19:05:24 UTC</pubDate>
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         <title>Estilo Gótico</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O estilo Gótico surgiu em meados do século XII, em França.</p><p>• A arquitetura gótica, destaca-se pela verticalida monumentalidade e busca de iluminação espiritual.</p><p>As suas principais características incluem arcos ogivais, abóbadas, paredes finas com grandes vitrais coloridos, bem como esculturas detalhadas e gárgulas.</p><p>• O estilo visava criar uma conexão entre o terrestre e o divino, simbolizando a elevação espiritual.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 19:06:28 UTC</pubDate>
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         <title>Ficha de leitura:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3248678245</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Referência bibliográfica: O livro que escolhi foi "1001 coisas que eu nunca te disse", a autora deste livro é Catarina Rodrigues, a editora deste livro é a "oficina do livro" e foi publicada em fevereiro de 2024 pela "Leya".</p></li><li><p>Elementos paratextuais: Na capa destaca-se o titulo do livro&nbsp;e&nbsp;da autora com letras brancas e chamativas. A flor presente transmite uma explosão de emoções e sentimentos que estão prestes a ser revelados;​ já na contracapa estão presentes duas citações e um comentário sobre o livro.​</p></li><li><p>​Informações sobre a autora: Catarina Rodrigues ​nasceu em 1989, em Portugal;​ é mestre em Engenharia Química e Bioquímica; e é consultora de IT e formadora de soft-skills. É apaixonada por viagens, culturas e história da gente, também é viciada em arte, dança e literatura e</p><p>atualmente vive em Bruxelas com a sua Avó.​</p></li><li><p>​Obra lida: A obra é um texto literário e insere-se na literatura contemporânea. O modo predominante deste livro é o lírico, pois centra-se na expressão de sentimentos pessoais e o seu género literário é romance. A autora utiliza um estilo intimista e emocional, recorrendo a uma linguagem simples e acessível, mas rica em simbologia e metáforas, permitindo reflexões pessoais. Este livro aborda a história de uma jovem&nbsp;chamada Sara que embarca em uma jornada de autodescoberta e superação após o fim de um relacionamento; ​a narrativa é estruturada como uma coleção de cartas destinadas para o seu ex-namorado David, ​nessas cartas a protagonista reflete sobre o passado,&nbsp;o amor, a dor e o perdão enquanto viaja por diversos países, buscando uma nova perspetiva de vida. No entanto, a verdadeira jornada acontece dentro dela mesma, tendo que confrontar a dor da perda, a incerteza do futuro e a necessidade de reconstruir a sua identidade.​</p></li><li><p>Posição crítica do leitor: A citação que mais gostei foi " (…) as pessoas não são o que dizem: as pessoas são o que gritam. São os gritos sufocados e enterrados. É o que fica preso no peito. É o que nos esforçamos tanto por não admitir. ",​ com esta citação podemos perceber que a maior parte das pessoas não mostram quem realmente são e o que sentem com medo serem julgadas e criticadas.​</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-05 19:28:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poesia trovadoresca:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3251497239</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Contexto histórico</strong>: Surgiu na Península Ibérica durante a Idade Média (séculos XII a XIV), influenciada pela poesia provençal.</p><p><strong>Língua</strong>: Escrita em galego-português, considerada uma língua lírica e sofisticada.</p><p><strong>Temáticas principais</strong>:</p><p>• <strong>Cantigas de amor</strong>: Amor cortês, onde o eu-lírico masculino expressa sofrimento por uma dama inalcançável. </p><p>• <strong>Cantigas de amigo</strong>: Voz feminina, com temas de saudade, natureza e simplicidade.</p><p>• <strong>Cantigas de escárnio e maldizer</strong>: Críticas, sátiras e humor, muitas vezes com linguagem ambígua ou direta. </p><p><strong>Estrutura</strong>: Uso de paralelismos, refrões e métricas regulares.</p><p><strong>Função social</strong>: Entretenimento e exaltação dos valores cortesãos e religiosos.</p><p>Trovadores e jograis apresentavam as composições em ambientes nobres e populares.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 20:24:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Trovadorismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3251500247</link>
         <description><![CDATA[<p>O trovadorismo foi a primeira manifestação literária em galego-português, surgida na Idade Média. As cantigas eram escritas de forma simples, mas muito expressiva, tratando temas como o amor e a crítica social. Nas cantigas de amor, os trovadores falavam de um amor impossível e sofrido, enquanto nas cantigas de amigo a voz era atribuída a uma donzela, falando de saudade e de sentimentos ligados à natureza. Já as cantigas de escárnio e maldizer eram feitas para criticar ou ironizar, com humor e criatividade. Era uma poesia que misturava emoção, sátira e temas do cotidiano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-08 20:29:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Vitral</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3254046610</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>﻿﻿A vitral é uma das formas de pintura artística mais disseminadas desde o Renascimento, presente em Igrejas e Claustros.</p></li><li><p>﻿﻿Com a vitral comemoram-se eventos sociais e vitórias políticas em edifícios públicos e é um nobre elemento decorativo em muitos lares familiares.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-10 12:11:06 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Pintura medieval</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3254052682</link>
         <description><![CDATA[<p>A arte medieval foi produzida durante o periodo da</p><p>Idade Média (século V ao XV).</p><ul><li><p>﻿﻿Está associada à religiosidade, uma vez que nesse periodo a Igreja tinha grande poder e influência na vida das pessoas.</p></li><li><p>﻿﻿Assim, o teocentrismo, Deus no centro do mundo, era a principal característica da cultura medieval.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-10 12:16:47 UTC</pubDate>
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         <title>Direitos humanos:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3254056716</link>
         <description><![CDATA[<p>Os direitos humanos são a essência do que nos torna iguais, independentemente de quem somos ou de onde viemos. Eles garantem dignidade, respeito e liberdade a todos, lembrando-nos que não somos diferentes naquilo que realmente importa: a nossa humanidade.</p><p><br></p><p>No entanto, vivemos num mundo onde esses direitos ainda são negados a milhões de pessoas, que enfrentam pobreza, discriminação e violência. Isso não pode ser normal. Defender os direitos humanos é reconhecer que não podemos ser verdadeiramente livres enquanto alguém ao nosso lado continua preso pela injustiça.</p><p><br></p><p>Mais do que um ideal, os direitos humanos são um compromisso com o outro. São um apelo à empatia, à solidariedade e à ação. Não basta acreditar neles; é preciso vivê-los, lutar por eles e garantir que se tornem uma realidade para cada pessoa, porque apenas assim podemos construir um mundo realmente humano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-10 12:20:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema escrito por mim</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>A Vida</strong></p><p><br></p><p>A vida é um rio, a correr sem parar,</p><p>Nas curvas se perde, mas volta ao lugar.</p><p>É o pulsar do coração, o sopro do vento,</p><p>Um quadro pintado a cada momento.</p><p><br></p><p>É o nascer do sol, o brilho da lua,</p><p>É o passo incerto na estrada que flutua.</p><p>É a dança das folhas caídas no chão,</p><p>É o riso e o choro que habitam a paixão.</p><p><br></p><p>É feita de sonhos, de lutas e medos,</p><p>De mãos que se unem e antigos segredos.</p><p>É a força que cresce na dor que se sente,</p><p>É o renascer da alma que floresce na gente.</p><p><br></p><p>A vida é agora, é instante fugaz,</p><p>É o tudo e o nada, é o tanto que faz.</p><p>É viver com coragem, é querer sempre voar,</p><p>É ser fogo que brilha para o mundo iluminar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 13:34:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3258883135</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/FE3kfbXlDxI?si=B1ch0vmg6EqShUAf" />
         <pubDate>2024-12-13 08:36:57 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Gil Vicente</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Gil Vicente</strong> foi um dos maiores escritores e dramaturgos portugueses, conhecido como o <strong>pai do teatro em Portugal</strong>. Nasceu por volta de <strong>1465</strong>, embora não saibamos exatamente o local — talvez em Guimarães ou Lisboa. Ele viveu numa época de grandes mudanças, como os Descobrimentos e o início do Renascimento, e usou a sua escrita para criticar a sociedade e refletir sobre os problemas do mundo.</p><p><br></p><p>Gil Vicente morreu por volta de <strong>1536</strong>, mas a sua obra continua viva até hoje, sendo estudada e admirada por muitos.</p><p><br></p><p><strong>O que fazia?</strong></p><p><br></p><p>Gil Vicente era <strong>dramaturgo, poeta e músico</strong>. Foi ele quem introduziu o teatro em Portugal, criando peças que misturavam humor, religião e crítica social. Além disso, também esteve ligado à corte portuguesa, onde apresentou muitas das suas obras.</p><p><br></p><p><strong>Obras mais conhecidas</strong></p><p><br></p><p>Algumas das peças mais famosas de Gil Vicente são:</p><p>• <strong>“Auto da Barca do Inferno”</strong> (1517)</p><p>• <strong>“Farsa de Inês Pereira”</strong> (1523)</p><p>• <strong>“Auto da Índia”</strong> (1509)</p><p>• <strong>“Auto da Alma”</strong> (1518)</p><p><br></p><p>Gil Vicente é conhecido pela sua capacidade de <strong>falar sobre temas universais</strong>, como a corrupção, o egoísmo, a ambição e a hipocrisia, de forma acessível e cativante. As suas peças misturam personagens do povo e da nobreza, explorando os seus defeitos e virtudes, sempre com uma mensagem moral.</p><p><br></p><p>Mesmo tendo vivido há mais de 500 anos, a sua obra continua relevante porque retrata questões humanas que ainda reconhecemos hoje.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-07 13:33:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Gil Vicente </title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-01-07 13:39:29 UTC</pubDate>
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         <title>Classicismo</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O <strong>Classicismo</strong> foi um movimento estético que buscou inspiração na civilização e cultura da Antiguidade Greco-Romana, surgindo por volta do século XV e consolidando-se no século XVI. Durante muito tempo, coexistiu com a arte medieval, mas trouxe novas formas, espécies e géneros para a literatura e as artes.</p><p>Entre as principais características do Classicismo, destaca-se a <strong>valorização da razão sobre o sentimento</strong>, o que resultou em uma maior preocupação com a harmonia, simplicidade, equilíbrio e precisão nas obras. A mitologia pagã substituiu o maravilhoso ocidental, e os valores universais passaram a ter mais importância do que os individuais. Esse rigor formal levou, em alguns casos, à falta de originalidade.</p><p>O movimento influenciou diversas formas de arte, como a literatura, a música, a pintura e a arquitetura. Na pintura, destacaram-se artistas como <strong>Leonardo da Vinci</strong> e <strong>Rafael</strong>, enquanto na literatura houve uma forte influência dos estudos de <strong>Horácio e Aristóteles</strong>, que ajudaram a disciplinar a arte após o período medieval. O estudo de grandes figuras como <strong>Platão, Homero, Sófocles, Ovídio e Virgílio</strong> elevou a dignidade intelectual e artística do movimento.</p><p>A Itália foi o grande berço do Classicismo, sendo representada por nomes como <strong>Dante, Petrarca e Boccaccio</strong>, que ajudaram a consolidar a valorização dos modelos clássicos na arte e na literatura ocidental.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-09 20:49:51 UTC</pubDate>
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         <title>O Teatro pré-vicentino:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3286515239</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Durante a Idade Média existiu um teatro religioso, nascido, das representações litúrgicas do Natal e da Páscoa.</p></li><li><p>Os seus géneros principais são, no séc XV:</p></li><li><p>Os mistérios(episódios da vida de Cristo)</p></li><li><p>As moralidades(representações de vícios e virtudes)</p></li><li><p>Os milagres(vidas dos Santos)</p></li><li><p>As farsas(representações satíricas)</p></li><li><p>As sotties(farsas carnavalescas)</p></li><li><p>Os sermões burlescos</p></li><li><p>Os momos da corte de D.João II e de D.Manuel(representações teatrais por gestos alegóricos e com pouco texto)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-10 12:12:44 UTC</pubDate>
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         <title>O teatro vicentino:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3286520651</link>
         <description><![CDATA[<p>O teatro vicentino refere-se à obra dramática de <strong>Gil Vicente</strong> (c. 1465-1536), considerado o fundador do teatro português. Desenvolvido no contexto do Renascimento e sob influência medieval, o teatro vicentino caracteriza-se por uma forte componente moral, religiosa e satírica, abordando temas do quotidiano e das preocupações espirituais da época.</p><p><strong>Características principais:</strong></p><ol><li><p><strong>Temas:</strong></p><ul><li><p>Questões religiosas e morais, como o conflito entre o bem e o mal, a salvação e o pecado.</p></li><li><p>Críticas sociais, denunciando vícios e injustiças, como a hipocrisia, a corrupção e a desigualdade.</p></li><li><p>Retrato do quotidiano, com personagens que representam diferentes classes sociais.</p></li></ul></li><li><p><strong>Estrutura:</strong></p><ul><li><p>Dividido em autos e farsas.</p><ul><li><p>Os <strong>autos</strong> são peças de caráter moral ou religioso, frequentemente ligados às celebrações litúrgicas.</p></li><li><p>As <strong>farsas</strong> são peças cômicas e satíricas, mais curtas e de tom leve.</p></li></ul></li><li><p>Utilização de uma linguagem simples, mas rica em expressividade, com recursos a jogos de palavras, provérbios e humor.</p></li></ul></li><li><p><strong>Personagens:</strong></p><ul><li><p>São frequentemente tipos sociais, como camponeses, nobres, clérigos e comerciantes, representando arquétipos e caricaturas.</p></li><li><p>Figuras alegóricas, como o Anjo, o Diabo ou a Alma, usadas nos autos.</p></li></ul></li><li><p><strong>Objetivo:</strong></p><ul><li><p>Entreter, usando humor e ironia</p></li></ul></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-10 12:19:01 UTC</pubDate>
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         <title>A Farsa:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Género criado na Idade Média:</p><ul><li><p>peças curtas num ato e sem divisão de cenas;</p></li><li><p>Representa cenas da vida profana, pela sátira contundente, e festivais, pelo cómico hilariante;</p></li><li><p>Reproduzindo o ambiente popular e burguês da época;</p></li><li><p>Têm um número reduzido de personagens;</p></li><li><p>A estrutura pode ser muito simples(um episódio ou uma justaposição de episódios) ou mais complexa( uma intriga);</p></li><li><p>Recorre a sátira agressiva e ao cómico hilariante;</p></li><li><p>Assenta num conflito de forças opostas(autoridade/rebeldia).</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-10 12:27:28 UTC</pubDate>
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         <title>Renascimento:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Renascimento foi um movimento cultural e artístico que surgiu na Europa, principalmente na Itália, entre os séculos XIV e XVI. Foi marcado por um “renascer” do interesse pela cultura, arte e conhecimentos da Antiguidade Clássica, como os da Grécia e de Roma.</p><p><br></p><p>Durante esse período, o ser humano e sua capacidade de raciocinar, criar e explorar o mundo passaram a ser o centro das atenções, algo conhecido como <strong>humanismo</strong>. Isso trouxe mudanças profundas na forma como as pessoas encaravam a vida, afastando-se um pouco das visões rígidas e religiosas da Idade Média.</p><p><br></p><p>O Renascimento influenciou várias áreas, como:</p><p>• <strong>Arte</strong>: Artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo criaram obras realistas e detalhadas, com foco no corpo humano e na perspetiva.</p><p>• <strong>Ciência</strong>: Foi uma época de grandes avanços, como as descobertas de Galileu e Copérnico, que mudaram a forma como entendemos o universo.</p><p>• <strong>Literatura</strong>: Escritores como Shakespeare exploraram temas sobre o ser humano, seus sentimentos e conflitos.</p><p>• <strong>Arquitetura</strong>: Inspirou construções simétricas, harmoniosas e cheias de detalhes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-10 12:31:24 UTC</pubDate>
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         <title>Humanismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O Humanismo foi um movimento intelectual que surgiu na Europa durante o Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. Ele marcou uma mudança na forma de pensar, colocando o ser humano e suas capacidades no centro das atenções, em vez de focar exclusivamente em Deus ou na religião, como na Idade Média.</p><p><br></p><p>Os humanistas buscavam inspiração na cultura clássica da Grécia e de Roma, valorizando o estudo das línguas, literatura, filosofia, história e artes. O objetivo era compreender melhor o ser humano, seu potencial e seu papel no mundo. Além disso, promoviam a ideia de que a educação era fundamental para o desenvolvimento individual e social.</p><p><br></p><p>O Humanismo influenciou profundamente áreas como a ciência, política, artes e literatura.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-10 12:33:36 UTC</pubDate>
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         <title>Obras dos artistas do renascimento </title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3286534626</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ec/Mona_Lisa%2C_by_Leonardo_da_Vinci%2C_from_C2RMF_retouched.jpg/640px-Mona_Lisa%2C_by_Leonardo_da_Vinci%2C_from_C2RMF_retouched.jpg" />
         <pubDate>2025-01-10 12:36:22 UTC</pubDate>
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         <title>Bibliografia De Gil Vicente:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3286536020</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Gil Vicente</strong> (c. 1465–1536) foi um dos maiores dramaturgos e poetas portugueses, considerado o “pai do teatro português”. Viveu no período de transição entre a Idade Média e o Renascimento, o que se reflete em suas obras, que combinam elementos medievais e renascentistas.</p><p><br/></p><p><strong>Vida</strong></p><p><br/></p><p>Embora existam poucos registros concretos sobre sua vida, acredita-se que nasceu por volta de 1465, talvez em Guimarães ou Lisboa. Era ourives de profissão, além de autor teatral, poeta e ator. Foi dramaturgo da corte durante os reinados de D. Manuel I e D. João III, criando peças para celebrações reais e festividades.</p><p><br/></p><p><strong>Obras</strong></p><p><br/></p><p>Gil Vicente escreveu tanto em português quanto em castelhano, abrangendo diversos gêneros teatrais, como <strong>autos</strong>, <strong>farsas</strong> e <strong>comedias</strong>. Sua obra reflete temas religiosos, sociais e morais, com críticas à sociedade de sua época, à hipocrisia religiosa e às desigualdades sociais.</p><p><br/></p><p>Algumas de suas principais obras incluem:</p><p>1. <strong>Auto da Visitação</strong> (ou “Monólogo do Vaqueiro”, 1502) – Sua primeira obra, apresentada no nascimento do filho de D. Manuel I.</p><p>2. <strong>Auto da Barca do Inferno</strong> (1517) – Parte da trilogia das barcas, uma sátira moral que reflete sobre o destino das almas.</p><p>3. <strong>Auto da Barca do Purgatório</strong> (1518) e <strong>Auto da Barca da Glória</strong> (1519) – Complementam a trilogia das barcas.</p><p>4. <strong>Farsa de Inês Pereira</strong> (1523) – Uma comédia que critica o casamento e as relações sociais.</p><p>5. <strong>Auto da Índia</strong> (1509) – Uma sátira sobre a expansão marítima portuguesa.</p><p>6. <strong>Auto da exortação da Guerra</strong> (1513) – Focado no tema das Cruzadas.</p><p><br/></p><p><strong>Estilo e Legado</strong></p><p><br/></p><p>Gil Vicente misturava humor, crítica social e ensinamentos morais em suas peças. Suas obras eram encenadas com simplicidade, muitas vezes ao ar livre, e com um estilo popular que envolvia o público.</p><p><br/></p><p>Morreu por volta de 1536, deixando um legado que influenciou a literatura e o teatro português. Suas obras foram reunidas em 1562 no <strong>Compilação de Todas as Obras de Gil Vicente</strong>, organizado por seus filhos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-10 12:38:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><mark>  Segundo período  </mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-14 19:26:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <pubDate>2025-01-14 21:35:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <pubDate>2025-01-14 21:38:10 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <pubDate>2025-01-14 21:40:20 UTC</pubDate>
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         <title>Auto da Lusitânia:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>   • junção de duas obras: uma farsa</p><p>(representação do quotidiano de uma família judaica) e de uma comédia alegórica (amores e casamento de Lusitânia e Portugal)</p><ul><li><p>﻿﻿farsa inicial: cenas familiares dos judeus: pai (alfaiate), mãe, filha, um Cortesão que corteja a filha</p></li><li><p>﻿﻿Argumento da comédia: as origens míticas de Portugal</p></li><li><p>﻿﻿comédia:</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿disputas entre Lusitânia e Lisibea (mãe)</p></li><li><p>﻿﻿casamento de Lusitânia: Maio, mensageiro do Sol (pai de Lusitânia), propõe,Mercúrio, deus do comércio, para marido</p></li><li><p>﻿﻿seis deusas orientais sobem aos seus altares e dois diabos, seus capelães, proferem rezas de forma humorística e satírica</p></li><li><p>﻿﻿diálogo entre Todo o Mundo e Ninguém</p></li><li><p>aparecimento de</p><p>Mercúrio (não vai ser</p><p>o escolhido)</p><p>casamento de Lusitânia com</p><p>Portugal</p><p>• Oposição dos</p><p>pretendentes: representação simbólica do destino de Portugal; crítica à ação portuguesa</p><p>(comercio) na Índia</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>﻿﻿peça elaborada:</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿complexidade de temas e situações</p></li><li><p>﻿﻿encaixes de outros textos</p></li><li><p>﻿﻿polivalência dos espaços</p></li><li><p>﻿﻿diferentes níveis de representação</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿leitura possível - reino de Portugal como um espaço saudável de convivência de povos e de raízes culturais diversificadas.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-05 19:48:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Auto da Lusitânia: características temáticas, estéticas e formais:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>Contextualização:</strong></p><ul><li><p>Época - final da Idade Média, início do Renascimento em Portugal</p></li><li><p>Gil Vicente (1465?-1536?) - autor de transição entre a ldade Média e o Renascimento</p></li><li><p>Expansão marítima - aumento do poder da burguesia mercantil e do rei; perda de influência da nobreza; miséria nos campos e decadência moral.</p></li><li><p>Reforma (aparecimento de igrejas desligadas de Roma) e Contrarreforma (movimento de resposta da igreja católica através de instrumentos como a Inquisição)</p></li></ul><p><br/></p><p><strong>Género:Farsa</strong></p><p>   • Peça curta (ato único e sem divisão cénica).</p><ul><li><p> Número reduzido de personagens (algumas delas personagens-tipo).</p></li><li><p>Episódios da vida quotidiana e profana.</p></li><li><p>Intriga centrada num engano e num conflito entre forças opostas.</p></li></ul><p>   •Presença da sátira e do cómico.</p><p><br/></p><p><strong>Estrutura</strong>:</p><p><br/></p><p><strong>    Externa</strong>:</p><ul><li><p>Ato único, sem indicação de cenas.</p></li></ul><p>    <strong>Interna</strong>:</p><p>• Primeira parte: vida de uma família judaica em Lisboa.</p><p>• Segunda parte: origem fabulosa de Portugal (união entre Lusitânia, filha do Sol e da ninfa Lisibea, e Portugal, nobre caçador de origem grega).</p><p><br/></p><p><strong>Personagens</strong>:</p><p><br/></p><p>  • <strong>Primeira parte</strong>: Lediça (moça judia), Cortesão, mãe de Lediça, pai de Lediça, Saulinho (irmão de Lediça) e Jacob (amigo do pai).</p><ul><li><p><strong>Personagens-tipo e o que representam:</strong>Lediça, o pai e a mãe - a típica família judaica; Lediça e a mãe - o conflito geracional (reproduzido também entre Lusitânia e Lisibea); Cortesão - o galanteador enamorado, eloquente e ridículo.</p></li><li><p><strong> Segunda parte</strong>: Lecenciado (argumentador da obra), Lusitânia, Lisibea, Portugal, Maio (mensageiro do Sol), deusas (Vénus, Verecinta, Februa, Juno, Palas e Vesta), Dinato e Berzabu (ajudantes do Diabo), Todo o Mundo (rico mercador), Ninguém (um pobre),Mercúrio (marido escolhido para Lusitânia).</p></li><li><p><strong>Personagens alegóricas e o que representam:</strong>Dinato e Berzabu - a maldade; Todo o Mundo - o mal e os pecados; Ninguém - o bem e as virtudes.</p></li></ul><p><br/></p><p><strong>Dimensão satírica:</strong></p><p><br/></p><ul><li><p><strong>Crítica social por meio de:</strong></p></li><li><p> Personagens alegóricas;</p></li><li><p><strong>Cómico (de carácter</strong>, ex diálogo entre Dinato e Berzabu; de <strong>situação</strong>, ex. diálogo entre Todo o Mundo e Ninguém; de <strong>linguagem</strong>, ex. diálogo entre o Cortesão e Lediça).</p></li></ul><p><br/></p><p><strong>Linguagem e estilo:</strong></p><p><br/></p><ul><li><p> Linguagem cómica e satírica - ex. uso da ironia, da antitese.</p></li><li><p>Recursos expressivos: alegoria, hipérbole, comparação, antítese, metáfora.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-05 20:14:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A influência das cantigas de amor no discurso do cortesão:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O diálogo entre o cortesão e Lédica, presente no Auto da Lusitânia, reflete a influência das cantigas de amor no discurso do protagonista masculino. Este discurso caracteriza-se pela idealização da figura feminina, algo que se assemelha à tradição trovadoresca, onde a mulher é retratada como perfeita e inatingível. O cortesão, à semelhança do que acontece nas cantigas de amor, utiliza uma linguagem marcada por metáforas e hipérboles para exaltar as qualidades da mulher, colocando-a num pedestal e tornando-a inacessível.</p><p>No entanto, Gil Vicente satiriza esse comportamento exagerado, ridicularizando as expressões utilizadas pelo cortesão para demonstrar o seu amor. Através da sua escrita crítica e irónica, o autor desmonta a idealização excessiva da mulher, mostrando-a de forma mais humana e realista. Além disso, o diálogo entre as personagens evidencia a relação entre o enunciador masculino e a destinatária idealizada, tal como acontece nas cantigas de amor, reforçando a ligação entre o Auto da Lusitânia e a tradição trovadoresca.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-06 21:02:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Todo o Mundo e Ninguém/Auto da Lusitânia:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 11:59:30 UTC</pubDate>
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         <title>Menina e moça:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3319885020</link>
         <description><![CDATA[<p>Novela escrita em português por Bernardim Ribeiro:</p><p><br></p><p><strong>Variantes textuais</strong>:</p><ul><li><p>1ª edição-1554 (Ferrara, Itália);</p></li><li><p>2ª edição-1557 (Évora), contendo consideráveis aditamentos apócrifos em relação à primeira;</p></li><li><p>3ª edição (colónia);</p></li><li><p>Manuscritos não impressos. </p></li></ul><p><br></p><p><strong>A obra:</strong></p><ul><li><p> é um exemplo da melancolia portuguesa (presença do destino;</p><p>valorização da saudade);</p></li><li><p> está organizada em quatro grandes sequências narrativas.</p></li></ul><p><strong>1.° sequência:</strong></p><ul><li><p> Proximidade com os diálogos bucólicos:</p></li><li><p>uma narradora feminina, triste e longe de tudo e de todos, assiste à morte de um rouxinol e encontra uma Dona infeliz que lhe vai contar três histórias de sofrimento amoroso, nas quais as mulheres surgem como vítimas do destino e os homens como seres inferiores em termos de expressão de sentimentos.</p></li></ul><p><br></p><p><strong>1ª História:</strong></p><ul><li><p>Lamentor e Belisa (morte da donzela)</p></li></ul><p><strong>2ª História:</strong></p><ul><li><p>Binmarder e Aónia (casamento forçado da donzela e desaparecimento do cavaleiro)</p></li></ul><p><strong>3ª História:</strong></p><ul><li><p>Arima e Avalor (donzela recusa o amor do cavaleiro)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 12:16:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Personagens:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3319899573</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Menina: É jovem, sensível e vulnerável, carrega consigo um grande sofrimento expressando a sua saudade de um passado idealizado e a angústia das desventuras amorosas.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Dona do Tempo Antigo: Ela é a guardiã da memória e dos ensinamentos do passado, cujo a sua presença oferece a menina conselhos valiosos. Representa a continuidade do tempo, lembrando que cada experiência vivida constrói o presente e que as lições da história nunca se perdem.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Belisa: É sedutora e vulnerável, ela é muito marcada pela saudade, representando a transitoriedade da beleza e do desejo, simbolizando os momentos intensos e a inevitável perda que acompanha o amor idealizado. A sua presença evoca a melancolia do que é passageiro e ressalta o quanto os encantos da vida podem ser tão intensos quanto breves.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Aónia: É uma jovem idealista e sensível, dividida entre o desejo de um amor perfeito e as consciência das imperfeições da vida. A sua história reflete um processo de amadurecimento, onde os sonhos e a realidade se entrelaçam, gerando uma constante tensão entre o que ela deseja e o que encontra.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Arima: É uma mulher forte e determinada, em busca de liberdade e amor verdadeiro. A sua jornada é marcada pela luta entre os seus desejos e as convenções sociais, buscando sempre viver de forma autêntica.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Lametor: É uma personagem melancólica e introspectiva, marcada pela dor e pela saudade. A sua existência é marcada pela reflexão das perdas e fracassos, vivendo intensamente a dor do passado, o que o torna uma figura solitária e reflexiva.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Binmarder: É uma figura enigmática e fria, marcada pelo distanciamento emocional. A sua postura é impassível esconde sentimentos reprimidos, tornando-o uma personagem misteriosa e complexa.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Avalor: É uma personagem de grande sabedoria e autoridade, que transmite uma sensação de força e estabilidade. A sua presença é imponente e o seu carácter é moldado pela experiência e pelo conhecimento e, muitas vezes, temida.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-07 12:31:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Contextualização histórica e literária da obra &quot;Menina e Moça&quot; de Bernardim Ribeiro:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3321279530</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Contexto Histórico:</strong></p><ul><li><p><em>"Menina e Moça"</em> , escrito por Bernardim Ribeiro e publicado postumamente em 1554, inserido no contexto do Renascimento português, período de grande efervescência cultural e literária. Durante o século XVI, Portugal viveu o auge da expansão marítima;</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Esse período também marca a transição do medievalismo para o humanismo, com uma crescente valorização da subjetividade, da natureza e da idealização amorosa. Uma prosa narrativa, especialmente a novela pastoril, começa a ganhar espaço na literatura portuguesa, influenciada por modelos italianos.</p></li></ul><p><br/></p><p><strong>Contexto Literário:</strong></p><ul><li><p>A obra é marcada por uma atmosfera melancólica e nostálgica, traço típico do "saudosismo" presente na poesia de Bernardim Ribeiro. A narrativa acompanha a trajetória de personagens como Avalor, Binmarder e Aónia, imersos em amores não correspondidos, exílios e separações, refletindo o sentimentalismo característico da escrita de Ribeiro;</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>A obra também reflete o espírito da época ao abordar o amor cortês, a idealização feminina e o sofrimento amoroso, aspectos fundamentais da literatura renascentista.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 11:19:00 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Do feminino em Menina e Moça:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3321295683</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>novidade - narração no feminino(diferente do universo heroico e masculino das novelas de cavalaria e da literatura de comportamento social que definia que a mulher devia estar em casa, protegida pelo pai, irmão ou marido);</p></li><li><p>narradora é uma mulher sozinha, que procura a solidão e que vagueia por um vale, entregue ao sofrimento e à saudade, esperando a morte;</p></li><li><p>originalidade e surpresa: personagem feminina relata o seu sofrimento num livro(na época, em Portugal, as mulheres não tinham autonomia, pouco lhes era permitido ler e não se dedicavam à escrita);</p></li><li><p>narradora afirma que o livro se destina às pessoas tristes (os homens estão excluídos).</p></li></ul><p><strong>Outra figura feminina:</strong></p><ul><li><p>﻿﻿Dona do Tempo Antigo - mulher só, fugida do mundo e chorando a morte do filho.</p></li></ul><p><strong>Outra personagem feminina:</strong></p><ul><li><p>﻿﻿Arima (filha de Belisa) - é colocada num plano sobre-humano.</p></li></ul><p><strong>Conclusão:</strong></p><ul><li><p>valorização das mulheres relativamente aos homens(autenticidade das mulheres → maior sofrimento e melancolia)</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 11:53:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Género da obra e primeiras edições:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3321300953</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Novela sentimental (com elementos cavaleirescos e pastoris):</strong></p><ul><li><p> Influência da literatura espanhola do séc. XV e da literatura italiana do séc. XVI.</p></li><li><p>Aspetos centrais: histórias de amor e morte, separação dos amantes, sugestão autobiográfica, introspeção psicológica das personagens, valorização das mulheres.</p></li></ul><p><strong>Edições:</strong></p><ul><li><p>1.ª Edição, Ferrara (Itália), 1554 - Hystoria de Menina e Moça.</p></li><li><p>2.* Edição, Évora, 1557 (acrescentos apócrifos) - Primeira e segunda partes do livro chamado As Saudades de Bernardim Ribeiro.</p></li><li><p> 3.ª Edição, Colónia, 1559 (réplica da edição de Ferrara).</p></li></ul><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 12:02:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Estrutura da obra </title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3321305835</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Externa:</strong></p><ul><li><p>Edição de Ferrara- texto contínuo, sem indicação de capítulos.</p></li></ul><p><strong>Interna:</strong></p><ul><li><p>﻿﻿<strong>Prólogo / Monólogo da Menina</strong> - narração feminina na 1. a pessoa (tom confessional marcado pela dor, pela saudade); situação de exílio; reflexão sobre a mudança; episódio da morte do rouxinol.</p></li><li><p>﻿﻿<strong>Diálogo</strong> entre a <strong>Menina</strong> e a<strong> Dona do Tempo Antigo.</strong></p></li><li><p>﻿﻿<strong>Três histórias narradas pela Dona e que</strong> que servem de exemplo, provando que as mulheres são mais tristes do que os homens: Lamentor e Belisa (morte de Belisa);</p></li><li><p>Binmarder e Aónia (casamento forçado de Aónia e desaparecimento de Binmarder);</p></li><li><p>Avalor e Arima (recusa do amor de Avalor por parte de Arima).</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 12:12:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Biografia de Bernardim Ribeiro</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3321309568</link>
         <description><![CDATA[<p>Bernardim Ribeiro foi um poeta e escritor português que viveu na transição do período medieval para o Renascimento, destacando-se como uma das figuras importantes da literatura portuguesa. </p><p><br></p><p><strong>Origem e Contexto</strong></p><ul><li><p><strong>Nascimento e Família:</strong><br>Acredita-se que Bernardim Ribeiro tenha nascido numa família nobre no final do século XV, possivelmente por volta de 1480(?) e faleceu em 1540(?). </p><p>Essa origem privilegiada lhe permitiu acesso aos círculos culturais e artísticos, onde circulavam as novas ideias trazidas pelo Renascimento e o humanismo.</p></li><li><p><strong>Ambiente Cultural:</strong><br>Viveu um período de grandes transformações em Portugal, marcado pelos Descobrimentos e pela intensa troca cultural com o mundo clássico e renascentista. Isso influenciou a sua obra, que mistura elementos do amor cortês e da tradição medieval com as inovações do Renascimento.</p></li></ul><p><strong>Obras Literárias</strong></p><ul><li><p><strong>Obra Principal – "Menina e Moça":</strong><br>Bernardim Ribeiro é mais conhecido por "Menina e Moça", uma obra que se tornou referência na literatura portuguesa por sua originalidade e sensibilidade. Nesta obra, o autor explora o gênero pastoril, integrando a idealização do amor e a exaltação da natureza com uma linguagem lírica e musical. A obra representa um marco na transição entre a visão medieval e os novos ideais humanistas, contribuindo para a modernização da poesia portuguesa.</p></li><li><p><strong>Estilo e Inovação:</strong><br>A sua abordagem inovadora abriu caminho para uma nova forma de expressar o sentimento amoroso, que mais tarde influenciaria diversas gerações de escritores em Portugal.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-09 12:19:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3321309568</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Resumo do prólogo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3328850270</link>
         <description><![CDATA[<p>Caracterização da Figura Feminina:</p><ul><li><p>menina jovem, profundamente marcada pela tristeza, em parte devido ao desaparecimento do seu amigo, à saudade, infelicidade, mágoa e pela solidão.</p></li><li><p>Nisto, decide verter num livro as suas tristezas e angústias.</p></li></ul><p>Caracterização da mudança, perspectivada pela menina:</p><ul><li><p> De todo o desgosto e tristeza que enchem a sua vida, sempre que existir uma mudança, ela será sempre para o pior.</p><p><br/></p></li></ul><p>Razões porque a menina escreveu este livro:</p><ul><li><p>﻿﻿Forma de aliviar as suas tristezas;</p></li><li><p>﻿﻿Dar sentido às suas experiências;</p></li><li><p>﻿﻿Partilhar a sua dor;</p></li><li><p>﻿﻿Livro de confissões.</p><p><br/></p></li></ul><p>Para quem a menina escreve o livro:</p><ul><li><p>﻿﻿escreve para si mesma, uma vez que está constantemente sozinha;</p></li><li><p>﻿﻿revela também que o livro poderia ser para o seu amigo, caso ele não tivesse desaparecido.</p></li></ul><p><br/></p><p>"se em algum tempo se achar este livro as pessoas alegres, não o leiam"</p><ul><li><p>﻿﻿Conselho dado pela menina, onde alerta que a sua história não pode ser lida por pessoas alegres, pois está carregada de tristezas e desventuras.</p></li><li><p>﻿﻿aborda temas como o sofrimento, a solidão e a saudade e por isso apenas é recomendado o livro a pessoas tristes, para impedir que os autos se decepcionem.</p></li></ul><p>Porque a obra está inacabada ?</p><p>• Uma vez que a escrita era o refúgio da menina no meio de todo o sofrimento, ela menciona que esta obra reflete a sua vida e por isso está inacabada, tal como o seu sofrimento, que não tem fim.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-14 12:32:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Poema de Sá de Miranda:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3328856703</link>
         <description><![CDATA[<p>O sol é grande, caem co' a calma as aves, do tempo em tal sazão', que sói ser fria; esta água que d' alto cai acordar-m-ia do sono não, mas de cuidados graves.</p><p><br></p><p>Ó cousas, todas vãs, todas mudaves, qual é tal coração qu' em vós confia?</p><p>Passam os tempos vai dia trás dia, incertos muito mais que ao vento as naves.</p><p><br></p><p>Eu vira já aqui sombras, vira flores, vi tantas águas, vi tanta verdura, as aves todas cantavam d' amores.</p><p><br></p><p>Tudo é seco e mudo; e, de mestura, também mudando-m' eu fiz doutras cores: e tudo o mais renova, isto é sem cura!</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-14 12:40:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Analise comparativa(Francisco Sá de Miranda, Luís de Camões e Bernardim Ribeiro)</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3332728581</link>
         <description><![CDATA[<p>   No poema de Francisco Sá de Miranda, o sujeito poético fala de como tudo muda com o tempo. Ele mostra que tanto a natureza quanto as emoções humanas estão sempre a transformar-se em que nada dura para sempre. Além disso, o facto de o poema ter uma estrutura bem organizada, com rimas e versos, cria um contraste com a ideia de mudança constante.</p><p>   Já em <strong><em>Menina e Moça</em></strong>, essa ideia aparece de forma mais emocional. A obra conta a história de personagens que vivem grandes mudanças ao longo da vida, principalmente no que diz respeito ao amor e ao sofrimento. A protagonista passa por momentos de incerteza e tristeza, mostrando que o tempo não apenas transforma as coisas, mas também pode afastar-nos do que antes era importante.</p><p>    Por outro lado, Luís de Camões, no soneto “ Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, reflete sobre como não são apenas as circunstâncias que mudam, mas também os próprios sentimentos e desejos das pessoas. Camões deixa claro que nada na vida é fixo e que a mudança faz parte da natureza humana.</p><p>    Em suma, todos os autores mostram de formas diferentes, que a mudança é algo inevitável, refletindo-se na Natureza e no ser humano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-18 12:46:31 UTC</pubDate>
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         <title>Ficha de leitura:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Verity:</strong></p><p><br/></p><p><strong>Referência bibliográfica:</strong><br>O livro que escolhi foi <em>Verity</em>, escrito por Colleen Hoover e publicado pela editora TopSeller em novembro de 2019.</p><p><strong>Elementos paratextuais:</strong><br>A capa do livro chama bastante atenção. O título <em>Verity</em> aparece em letras grandes e amarelas, o que faz com que se destaque logo à primeira vista. O nome da autora está em preto, menos chamativo, mas ainda visível. O fundo é de um tom verde escuro, trazendo um ar misterioso e um pouco sombrio. No centro da capa, há uma imagem de uma máquina de escrever submersa na água, o que pode simbolizar o peso dos segredos que são escondidos na história e a conexão entre a escrita e a verdade.</p><p><strong>Sobre a autora:</strong><br>Colleen Hoover é uma escritora norte-americana muito conhecida pelos seus romances, que vão desde o drama ao suspense psicológico. Ela nasceu no Texas e, antes de se tornar escritora, trabalhou em diferentes áreas, incluindo no setor social.e, antes de se tornar escritora, trabalhou em diferentes áreas, incluindo no setor social. Seus livros já foram traduzidos para mais de 30 línguas e conquistaram uma legião de fãs ao redor do mundo Hoover tem um jeito de escrever que prende o leitor do início ao fim, e <em>Verity</em> é um ótimo exemplo disso.</p><p><strong>Resumo da obra:</strong><br><em>Verity</em> é um thriller psicológico que mistura mistério e suspense, mantendo um clima de tensão do início ao fim. A história gira em torno de Lowen Ashleigh, uma jovem escritora que está passando por dificuldades financeiras e acaba recebendo uma proposta inesperada: terminar a série de livros inacabada de Verity Crawford, uma autora de sucesso que sofreu um grave acidente e ficou impossibilitada de continuar escrevendo.</p><p>Lowen aceita a proposta e se muda temporariamente para a casa de Verity para revisar seus textos e se inspirar. Lá, ela encontra um manuscrito escondido, que parece ser uma autobiografia secreta de Verity. Nele, estão relatados segredos chocantes e perturbadores sobre sua vida, sua relação com o marido, Jeremy, e os acontecimentos que envolvem a morte trágica de suas filhas gêmeas. Conforme Lowen avança na leitura, ela começa a questionar tudo ao seu redor, inclusive a verdadeira condição de Verity e o papel de Jeremy em toda essa história.</p><p>O livro trata de temas como manipulação, obsessão, mentira e a linha sutil entre realidade e ficção. O final é aberto a interpretações e deixa o leitor refletindo sobre o que realmente aconteceu e quem está dizendo a verdade.</p><p><strong>Posição crítica:</strong><br>Uma das frases que mais me marcou foi: <em>"A verdade pode ser mais difícil de lidar do que a mentira."</em> Essa citação representa muito bem o dilema dos personagens e também pode ser aplicada à vida real. Muitas vezes, preferimos acreditar em uma mentira confortável do que encarar uma verdade dolorosa. No caso de <em>Verity</em>, essa ideia é explorada ao longo da trama, deixando o leitor sempre em dúvida sobre o que realmente aconteceu.</p><p>O livro é envolvente e cativante, daqueles que não conseguimos largar até chegar à última página. A escrita de Colleen Hoover é direta e cheia de emoção, tornando a leitura rápida e viciante. É uma história que mexe com o psicológico do leitor e nos faz refletir sobre o poder das palavras e das percepções. Recomendo muito para quem gosta de livros que prendem do início ao fim e que trazem reviravoltas inesperadas.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-27 17:37:37 UTC</pubDate>
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         <title>Bucolismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p> O bucolismo é um estilo literário que idealiza a vida rural, retratando a natureza e a simplicidade do campo de forma idealizada e muitas vezes nostálgica. Os textos bucólicos exaltam a tranquilidade e a pureza do ambiente campestre, em contraste com as complexidades e corrupções da vida urbana. É um retrato de um mundo sereno e harmonioso, geralmente focado em pastores, poesia pastoral e temas como o amor e a amizade, sempre envoltos por um cenário natural e pacífico.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-02-27 18:59:09 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Luís de Camões:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Luís de Camões, considerado o maior poeta da língua portuguesa, nasceu provavelmente no dia 23 de Janeiro de 1524 embora o local exato – Lisboa, Coimbra, Santarém ou Alenquer – permaneça incerto. Filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá e Macedo, Camões pertencia à pequena nobreza e, segundo a tradição, teria recebido uma sólida educação clássica em Coimbra, possivelmente sob a tutela de seu tio Bento de Camões, prior do Mosteiro de Santa Cruz.</p><p><br></p><p>Pouco se sabe com exatidão dos primeiros anos de sua vida, que logo se misturaram a lendas e boatos. O poeta iniciou a sua carreira na corte, onde se envolveu em amores e viveu uma vida boémia. Durante esse período, Camões teria sido exilado para Ceuta por ofensas cometidas na corte e, em combates, perdeu o olho direito – episódio que o próprio poeta menciona em seus versos.</p><p><br></p><p>Em busca de uma vida que lhe proporcionasse melhores condições e talvez, até, a reconciliação com a pátria, Camões partiu para o Oriente. Em 1553, após alguns incidentes em Lisboa (inclusive uma prisão decorrente de uma rixa com um funcionário da corte), embarcou rumo às Índias. Durante sua longa estadia no Oriente, viveu inúmeros percalços: foi preso, sofreu acusações, enfrentou expedições militares e, segundo a tradição, passou um período em Macau, onde se diz que compôs parte de sua obra-prima em uma gruta que hoje leva seu nome. Em uma das viagens de retorno, Camões sobreviveu a um naufrágio na foz do rio Mecom, salvando com bravura o manuscrito dos Lusíadas – epopeia que narra os feitos dos portugueses, sobretudo a descoberta do caminho para a Índia.</p><p><br></p><p>De volta a Lisboa em 1570, o poeta teve a oportunidade de apresentar sua epopeia ao jovem rei D. Sebastião, que, encantado, determinou a publicação de Os Lusíadas em 1572 e concedeu a Camões uma pensão modesta pelos serviços prestados à Coroa. Contudo, mesmo com esse reconhecimento, os últimos anos de sua vida foram marcados por dificuldades materiais e por uma existência solitária e austera. Tradicionalmente, conta-se que viveu seus últimos anos num estado de miséria – “sem um trapo para se cobrir” – e que, após a derrota portuguesa na Batalha de Alcácer-Quibir, passou a sofrer não só pelas desventuras pessoais, mas também pelo declínio da glória nacional.</p><p><br></p><p>Camões faleceu em 10 de junho de 1580, em Lisboa, e seu enterro foi realizado a expensas de uma instituição de beneficência, com um epitáfio que ressalta a sua condição de “príncipe dos poetas do seu tempo” e a tristeza de ter vivido e morrido em tão dura pobreza. Apesar das lacunas e lendas que cercam sua biografia, a obra de Camões transcende seu tempo, tornando-o símbolo máximo da identidade e do orgulho portugueses, cuja influência se estende não só pela literatura, mas também na cultura e na memória coletiva do país.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:21:47 UTC</pubDate>
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         <title>Renascimento:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>• movimento cultural</p><p>italiano de recuperação da antiguidade greco-romana (2ªgeração séc. XIV e 2ª/3.ª séc. XVI)</p><p>• renovação das artes, letras e saber académico.</p><p>﻿associa-se ao individualismo e amoralismo</p><p><strong>Fatores impulsionadores</strong>:</p><ul><li><p>﻿﻿conquista de Constantinopla (1453) </p><p>→ saída de muitos helenistas para Itália;</p></li></ul><p>       → maior interesse pela cultura grega</p><p>    • invenção dos caracteres móveis.</p><p><strong>Grandes figuras Petrarca:</strong></p><p>(1307-1374)</p><p>    • entusiasmo pela cultura antiga.</p><p><strong>Pico della Mirandola:</strong></p><p>(1463-1494)</p><ul><li><p>﻿﻿proclama a dignidade da pessoa humana e a sua postura no universo </p></li><li><p>refuta a conceção neoplatónica</p></li></ul><p><strong>Renascimento em Portugal:</strong></p><p>    • do séc. XV (influência do petrarquismo) até 1580</p><p>    • originalidade - descobrimentos marítimos; pragmatismo científico.</p><p><br></p><p>Resumo das págs 185 e 186</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:52:32 UTC</pubDate>
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         <title>Humanismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>• surge da necessidade de ideias novas e da vontade de renovação do saber;</p><ul><li><p>﻿﻿atenções centradas no Homem, medida de todas as coisas;</p></li><li><p>﻿﻿orgulho nas capacidades humanas.</p></li></ul><p><br></p><p>Resumo da pág 187</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:54:43 UTC</pubDate>
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         <title>Classicismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p> • conjunto de princípios criados pelos artistas renascentistas;</p><p><strong>Elementos fundamentais:</strong></p><p>  • noção de modelo artístico e de imitação desses modelos (da</p><p>Antiguidade e de Quatrocentos)</p><p>   • intemporalidade do Belo</p><ul><li><p>﻿﻿obediência às regras</p></li><li><p>﻿gosto pela perfeição</p></li><li><p>﻿gosto pela estabilidade, clareza e simplicidade (literatura)</p></li></ul><p><strong>Obras de referência:</strong></p><p>  • Poéticas de Aristóteles e de</p><p>Horácio</p><p><br></p><p>Resumo da pág 187</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-06 10:56:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-14 12:10:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-14 12:15:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-14 12:19:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <pubDate>2025-03-14 12:21:02 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do quadro &quot;A criação de Adão&quot;:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>A Criação de Adão, pintada por Michelangelo entre 1508 e 1512, é um dos afrescos mais icônicos do teto da Capela Sistina, no Vaticano. A obra retrata a passagem bíblica em que Deus dá vida a Adão, o primeiro homem.</p><p><br></p><p>Composição da obra:</p><p><br></p><p>Deus encontra-se no lado direito da obra "A criação de Adão", sendo retratado como um homem mais velho. Dessa maneira, ele apresenta barba, cabelos brancos e símbolos de sabedoria (cérebro). Entretanto, ele ainda apresenta</p><p>uma forma física bastante jovem. </p><p>Deus está enrolado num manto, com diversos anjos. Além disso, ele abraça uma figura feminina, chamada Eva, com o seu braço esquerdo. Ou seja, demonstrando que a primeira mulher criada ainda viria ao mundo, estando à espera no céu.</p><p><br></p><p>A figura de Adão é retratado do lado esquerdo da obra, aparecendo como um homem jovem sentado num prado, de uma forma descontraída. Estava a estender uma das suas mãos em direção a Deus, que o transmitiria vida.</p><p><br></p><p>No centro da obra os dedos indicadores de Deus e Adão estão próximos, mas com um pequeno espaço entre si. A mão de Adão está caída, retratando falta</p><p>de vitalidade, esta que será dada pelo toque de Deus. Por outro lado, Deus está com o braço estendido e o dedo esticado, denotando o seu poder de criador, transmitindo vida ao homem. Além disso,</p><p>há uma referência à passagem bíblica que diz que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, pois seus membros são simétricos e bem parecidos.</p><p><br></p><p>Em "A criação de Adão", é possível identificar uma semelhança entre as dobras do manto e o formato de um cérebro humano. Era uma época onde estava marcada por ideologias humanistas. Isto é, que colocava o homem no centro do universo. Assim sendo, o toque de Deus em Adão poderia ser interpretado como um símbolo de</p><p>racionalismo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-16 15:49:58 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Análise do poema “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O poema de Luís de Camões insere-se na estética do Classicismo e segue a medida nova, ou seja, é composto por versos decassílabos. Esta medida distingue-se da medida velha, que usava versos menores (redondilhas de cinco ou sete sílabas). A medida nova surgiu no século XVI com influências da poesia italiana, principalmente de Petrarca, e foi amplamente utilizada por Camões, consolidando-se como a forma predominante da poesia clássica portuguesa.</p><p><br/></p><p><mark>Estrutura externa:</mark></p><p><br/></p><p>O poema apresenta a estrutura de um soneto, forma fixa composta por 14 versos decassílabos, distribuídos em:</p><p>• Dois quartetos (estrofes de quatro versos)</p><p>• Dois tercetos (estrofes de três versos)</p><p>O esquema de rima segue um padrão clássico, sendo:</p><p>• ABBA ABBA nos quartetos</p><p>• CDC DCD nos tercetos</p><p>Essa organização reforça a musicalidade e a regularidade do poema, características do Classicismo.</p><p><br/></p><p><mark>Estrutura interna</mark>: </p><p><br/></p><p>O tema central do poema é a mutabilidade da vida e do mundo, refletindo sobre como tudo está em constante transformação, incluindo os sentimentos e as esperanças. O eu poético apresenta uma visão filosófica e reflexiva sobre a inevitabilidade da mudança.</p><p>Podemos dividir o conteúdo do poema em três momentos principais:</p><p> Primeira estrofe (quarteto inicial):</p><p>• O poeta introduz a ideia de mudança universal: os tempos, as vontades, a própria essência do ser humano e a confiança.</p><p>• Afirma que “todo o mundo é composto de mudança”, sublinhando a transitoriedade da existência.</p><p>Segunda estrofe (segundo quarteto):</p><p>• Camões reforça a inconstância da vida ao mencionar que sempre surgem novidades inesperadas.</p><p>• O poeta faz uma distinção entre o mal e o bem: do mal restam mágoas, enquanto o bem, se existiu, se transforma em saudades.</p><p>• A passagem do tempo está associada à memória e às marcas que os acontecimentos deixam no sujeito.</p><p> Terceira estrofe (primeiro terceto):</p><p>• O poeta recorre a uma imagem visual forte: o tempo transforma a paisagem, cobrindo o chão verde com neve fria.</p><p>• Essa metáfora sugere não apenas a mudança das estações, mas também o envelhecimento e a transitoriedade da vida.</p><p><br/></p><p> Quarta estrofe (segundo terceto):</p><p><br/></p><p>• O poema conclui com a ideia de que as mudanças ocorrem diariamente e, mais do que isso, geram espanto e surpresa.</p><p>• O verso final enfatiza o paradoxo: a única coisa que não muda é o fato de que tudo está sempre mudando.</p><p>• Essa ideia reflete o pensamento renascentista e estoico, de que a mudança é a única certeza na vida humana.</p><p><br/></p><p><mark>Recursos expressivos:</mark></p><p><br/></p><p>Camões emprega diversos recursos estilísticos para reforçar a musicalidade e o significado do poema:</p><p><br/></p><p>Anáfora: </p><p>• A repetição do início do verso “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” reforça a ideia de transformação constante.</p><p><br/></p><p> Antítese:</p><p>• “Do mal ficam as mágoas na lembrança, / E do bem (se algum houve) as saudades.”</p><p>• O poeta opõe “mal” e “bem”, “mágoas” e “saudades”, evidenciando que o sofrimento deixa marcas profundas, enquanto a felicidade é incerta e efêmera.</p><p><br/></p><p>Metáfora:</p><p>• “O tempo cobre o chão de verde manto, / Que já coberto foi de neve fria”</p><p>• O “verde manto” representa a juventude, a vida e a esperança, enquanto a “neve fria” simboliza o envelhecimento e a passagem do tempo.</p><p><br/></p><p> Paradoxo:</p><p>• “Que não se muda já como soía.”</p><p>• O poeta sugere que até o próprio </p><p>conceito de mudança está em transformação, reforçando a imprevisibilidade da vida.</p><p><br/></p><p><mark>Conclusão</mark>:</p><p>Este soneto de Camões é um exemplo claro da medida nova, com versos decassílabos, estrutura clássica e temática filosófica, refletindo os ideais do Classicismo. O poeta explora a ideia da mudança como uma constante inevitável da vida, utilizando antíteses, metáforas e paradoxos para enfatizar o caráter transitório da existência.</p><p><br/></p><p>Assim, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” não apenas ilustra a passagem do tempo, mas também expressa uma visão universal sobre a instabilidade da condição humana, tornando-se um dos poemas mais célebres da literatura portuguesa.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 12:09:33 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema “Descalça vai para a fonte”:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O poema “Descalça vai para a fonte”, de Luís de Camões, insere-se na tradição da medida velha, caracterizada pelo uso de versos curtos, principalmente a redondilha maior (sete sílabas métricas), que confere musicalidade e fluidez ao texto. Trata-se de um poema de caráter descritivo e lírico, onde o poeta retrata a imagem de uma jovem camponesa com delicadeza e admiração. Através de uma estrutura bem definida e do uso expressivo da linguagem, Camões constrói um contraste entre a beleza da personagem e a sua aparente fragilidade.</p><p><br></p><p><mark>Estrutura externa:</mark></p><p><br></p><p>O poema é composto por três estrofes uma de três versos e duas de sete versos, mantendo uma organização regular. O esquema rimático segue um padrão <mark>ABB // cddccbb // cddccbb</mark> , conferindo ritmo e musicalidade ao texto. A presença da redondilha maior reforça a sonoridade típica da poesia popular e palaciana do século XVI, destacando-se pela simplicidade métrica e pela cadência harmoniosa.</p><p><br></p><p><mark>Estrutura interna</mark>:</p><p><br></p><p>No plano do conteúdo, o poema apresenta uma descrição detalhada de Lianor, uma jovem que se dirige à fonte, ressaltando a sua beleza e os adornos que a acompanham. A repetição do verso “Vai fermosa, e não segura” ao final de cada estrofe introduz um elemento de dualidade: a jovem é bela, mas ao mesmo tempo vulnerável.</p><p><br></p><p>Cada estrofe foca em diferentes aspetos da personagem:</p><p>A primeira estrofe apresenta a cena e a figura da jovem caminhando.</p><p> A segunda descreve a sua vestimenta e acessórios, enaltecendo a sua delicadeza e pureza.</p><p>A terceira destaca os seus cabelos, a forma como a sua graça encanta o mundo e reforça a sua beleza incomparável.</p><p>A repetição do refrão contribui para o tom melancólico e contemplativo do poema, sugerindo uma reflexão sobre a efemeridade da beleza e a fragilidade feminina na sociedade renascentista.</p><p><br></p><p><mark>Recursos expressivos:</mark></p><p><br></p><p>O poema recorre a vários recursos expressivos, reforçando a musicalidade e a expressividade da descrição:</p><p><br></p><p>• Metáfora: “Cabelos de ouro entrançado”, realçando a preciosidade da aparência da jovem.</p><p>• Anáfora: A repetição do verso “Vai fermosa, e não segura” enfatiza a contradição entre beleza e insegurança.</p><p>• Antítese: A oposição entre “fermosa” e “não segura” sugere uma vulnerabilidade implícita na personagem.</p><p>• Enumeração: A descrição detalhada dos trajes e acessórios da jovem contribui para a construção de um retrato visual rico.</p><p>• Aliteração: A repetição de sons suaves, como em “Chove nela graça tanta”, reforça o tom melodioso do poema.</p><p><br></p><p><mark>Conclusão:</mark></p><p><br></p><p>O poema “Descalça vai para a fonte” insere-se na poesia palaciana camoniana, destacando-se pela sua musicalidade, pelo tom descritivo e pela beleza simples da figura feminina. Através da oposição entre beleza e insegurança, Camões sugere uma reflexão sobre a fragilidade da mulher e a efemeridade da juventude. O uso da medida velha e dos recursos expressivos reforça a harmonia do poema, tornando-o uma das mais conhecidas composições líricas do autor.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 12:31:34 UTC</pubDate>
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         <title>Petrarquismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3371206599</link>
         <description><![CDATA[<p>O petrarquismo foi um movimento literário que se desenvolveu entre os séculos XV e XVII, inspirado na poesia de Francesco Petrarca, um dos grandes nomes da literatura italiana e europeia. Representa uma continuação e ao mesmo tempo uma renovação da tradição trovadoresca e do dolce stil nuovo, marcando uma ponte entre a Idade Média e o Renascimento.</p><p><br></p><p>A poesia petrarquista é centrada na idealização do amor e da mulher. A figura feminina é apresentada como inalcançável, quase divina, provocando no sujeito poético um sentimento de dor, angústia e saudade. O amor é vivido como uma experiência contraditória: por um lado, é fonte de inspiração e elevação espiritual; por outro, é também sofrimento e frustração, já que, na maioria das vezes, não é correspondido ou é impossível.</p><p><br></p><p>O estilo é marcado por uma linguagem cuidada, melódica, rica em figuras de estilo (como metáforas, antíteses e hipérboles), e pela utilização de formas poéticas clássicas, como o soneto (duas quadras e dois tercetos, com métrica regular e rima organizada). Há também uma atenção especial à musicalidade, harmonia e equilíbrio formal dos versos.</p><p><br></p><p>Na poesia portuguesa, o petrarquismo teve grande influência, especialmente em autores como Luís de Camões, que adaptou os temas e formas petrarquistas à sensibilidade renascentista portuguesa, fundindo a tradição clássica com as vivências do amor e da natureza humanas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 12:47:08 UTC</pubDate>
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         <title>“ A lírica camoniana: temas, formas, influências”:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na lírica camoniana, predomina o tema do amor, que se apresenta de diferentes formas, desde o tom ligeiro, espirituoso ou mesmo pícaro, até composições de caráter mais reflexivo. Além disso, há também uma forte presença do desconcerto ou do absurdo, referindo-se à mudança e ao destino humano, com enfoque na existência e no eterno problema do mal. Algumas das suas composições são determinadas por influências bíblicas e por motivos de circunstância.</p><p><br></p><p>A variedade da lírica camoniana é ampla, não seguindo apenas a tradição de António Ferreira, mas também influências populares. Embora tenha raízes no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, Camões adapta esses elementos à sua maneira. Inspirando-se nos modelos da Antiguidade Clássica, como Virgílio, Ovídio e Horácio, insere temas como a natureza, a vida e a condição humana.</p><p>Destaca-se também a sua ligação com a tradição petrarquista, apropriando-se da glosa, da parafraseação e de tópicos estilísticos que se tornaram regra na poesia amorosa do Renascimento. Camões recupera temas da poesia provençal e do romance cortês, como a figura da mulher quase divina, a morte por amor e a separação do amante. Essa tradição aproxima-se da Vita Nuova de Dante, refinando o sentimento espiritualizado para culminar numa poesia psicologicamente rica e analiticamente profunda.</p><p><br></p><p>Camões “petrarquizou”, tal como os outros poetas renascentistas, assumindo uma atitude fundamentalmente imitativa, preocupada com o aperfeiçoamento através do modelo clássico. No entanto, isso não impediu a expressão da originalidade pessoal, nem o desenvolvimento de uma “maneira” individual na sua poesia.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 12:49:26 UTC</pubDate>
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         <title>“ O Amor em Camões: do “puro afeto” de Petrarca ao desejo humano:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3371257500</link>
         <description><![CDATA[<p>Amor:</p><ul><li><p>﻿﻿tema principal dos poemas de Camões</p></li><li><p>﻿﻿fonte de contradições</p></li><li><p>﻿﻿analisado de duas formas</p><p><br></p></li></ul><p>À maneira petrarquista:</p><ul><li><p> amor espiritualizado</p></li><li><p>amor focado na adoração e</p></li></ul><p>contemplação do ser amado</p><ul><li><p>﻿﻿ausência da amada purifica o sentimento amoroso</p></li><li><p>﻿﻿mulher amada é reflexo da beleza divina; é um ser sublime</p><p><br></p></li></ul><p>Outra abordagem:</p><ul><li><p>﻿consciência de que a vivência quotidiana do amor causa inquietação, se não houver erotismo</p></li><li><p>﻿﻿conflitos interiores provocados pela tensão entre amor espiritual e amor sensual</p></li><li><p> necessidade de concretização do amor no mundo sensível (o do corpo)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-18 13:17:50 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Cancioneiro geral de Garcia Resende:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3376560817</link>
         <description><![CDATA[<p>O Cancioneiro Geral foi organizado por Garcia de Resende e publicado em 1516, no reinado de D. Manuel I. É uma grande coletânea de poesias palacianas (da corte), que reúne obras de mais de 280 autores, entre eles o próprio Resende, João Roiz de Castel-Branco, Bernardim Ribeiro, entre outros.</p><p><br></p><p>Este cancioneiro inclui cantigas de amor, sátiras, trovas, esparsas, vilancetes e outros géneros poéticos, muitas vezes com tom irónico ou jocoso. Os temas principais são o amor, a crítica social, os costumes da corte e até mesmo a política.</p><p><br></p><p>O Cancioneiro Geral reflete a vida e os valores da nobreza da época, destacando o gosto renascentista pelas artes, pela música e pela poesia. A língua usada é uma mistura de português e castelhano, o que mostra a influência cultural da Espanha em Portugal nesse período.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 11:56:47 UTC</pubDate>
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         <title>Garcia Resende:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3376561739</link>
         <description><![CDATA[<p>Garcia de Resende (c. 1470 – 1536) foi um poeta, cronista e editor português, muito ligado à corte portuguesa. Serviu como secretário dos reis D. João II e D. Manuel I, o que lhe deu acesso ao ambiente nobre e cultural da época.</p><p><br></p><p>É mais conhecido por ter organizado e publicado o Cancioneiro Geral (1516), uma importante coletânea de poesia palaciana que reflete os costumes, valores e humor da corte portuguesa do século XVI.</p><p><br></p><p>Além de poeta, também escreveu a Crónica de D. João II, onde relata episódios da vida desse rei.</p><p><br></p><p>Resende era um homem culto, ligado ao Humanismo renascentista, e contribuiu muito para a preservação da literatura da sua época.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 11:57:42 UTC</pubDate>
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         <title>Vilancete:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3376563341</link>
         <description><![CDATA[<p>O vilancete é uma forma poética usada na poesia trovadoresca e renascentista portuguesa e castelhana. É composto por:</p><p>• Um refrão, geralmente com 2 ou 3 versos;</p><p>• Seguido por uma ou mais estrofes chamadas de voltas, que desenvolvem a ideia do mote.</p><p><br></p><p>As voltas terminam sempre repetindo os versos do mote.</p><p><br></p><p>O vilancete trata muitas vezes de temas amorosos, mas pode também ser usado para louvor, sátira ou outros assuntos. É caracterizado por ter uma estrutura leve, musical e muitas vezes repetitiva, o que o tornava popular nas cortes e festas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 11:59:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Dia mundial da poesia:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto, a 6 de novembro de 1919, e morreu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. É considerada uma das maiores poetisas portuguesas do século XX.</p><p><br/></p><p>Pertencia a uma família aristocrata com raízes dinamarquesas . Desde pequena teve contacto com a literatura, a natureza e o mar — temas que marcaram profundamente a sua escrita.</p><p><br/></p><p>Foi uma mulher muito ligada aos valores da liberdade, da justiça e da dignidade humana. Durante a ditadura do Estado Novo, envolveu-se na oposição ao regime e, mais tarde, foi deputada à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril.</p><p><br/></p><p> Escreveu poesia, contos, ensaios e literatura infantil.</p><p><br/></p><p>Entre os seus livros mais importantes estão Mar Novo, O Nome das Coisas, Livro Sexto, Geografia e O Cavaleiro da Dinamarca (para crianças).</p><p><br/></p><p>Em 1999, foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões, o mais importante prémio da literatura em língua portuguesa.</p><p><br/></p><p>Está sepultada no Panteão Nacional, em Lisboa.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Liberdade<br><br>Aqui nesta praia onde<br>Não há nenhum vestígio de impureza,<br>Aqui onde há somente<br>Ondas tombando ininterruptamente,<br>Puro espaço e lúcida unidade,<br>Aqui o tempo apaixonadamente<br>Encontra a própria liberdade.</p><p><br/></p><p>Mensagem principal:</p><p><br/></p><p>No poema “Liberdade”, Sophia transmite a ideia de que a liberdade só pode existir num lugar onde reina a verdade, a pureza e a justiça. Através da imagem da praia limpa e sem impurezas, a autora mostra que a liberdade não se constrói sobre mentiras ou corrupção, mas sim num ambiente transparente, natural e verdadeiro. Assim, a liberdade é apresentada como um ideal belo, necessário e profundamente humano.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 12:04:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Cantiga:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>A cantiga é uma composição poética medieval galego-portuguesa, com tema religioso (como as Cantigas de Santa Maria, de Afonso X) ou profano (como as cerca de 1680 cantigas nos cancioneiros da Ajuda, da Vaticana e da Biblioteca Nacional).</p><p><br/></p><p>Era feita para ser cantada, muitas vezes com música e dança, e por isso o texto poético não tinha autonomia: estava ligado à melodia e ao ritmo. Só se conhece a música de algumas cantigas, como as de Martim Codax (6 cantigas de amigo), de D. Dinis (7 cantigas), e as de Santa Maria.</p><p><br/></p><p>Usava-se estruturas rítmicas como o paralelismo, refrão, rima, dobre e mordobre, para reforçar o valor musical.</p><p><br/></p><p>Segundo a Arte de Trovar, as cantigas dividem-se em:</p><p>• Cantiga de amor</p><p>• Cantiga de amigo</p><p>• Cantiga de escárnio e maldizer</p><p><br/></p><p>E ainda em formas como:</p><p>• Cantiga de refrão</p><p>• Cantiga de mestria</p><p><br/></p><p>Existiam também subgéneros como tenção, pastorela, lais, entre outros.</p><p><br/></p><p>No Cancioneiro Geral, a cantiga passou a ser uma composição com um mote (4 ou 5 versos) e uma glosa (8, 9 ou 10 versos), que repete o mote no final.</p><p><br/></p><p>Um exemplo conhecido é a cantiga de Joham Rodriguez de Castel-Branco, começada por:</p><p>“Senhora, partem tam tristes meus olhos por vós…”</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 12:15:51 UTC</pubDate>
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         <title>Casa Museu:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-03-21 12:21:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><mark>Terceiro Período:</mark></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-11 15:38:08 UTC</pubDate>
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         <title>Soneto:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>O tempo muda tudo em pouco tempo</p><p>Quem era luz, às vezes vira ausência,</p><p>e o que era fácil pesa na consciência,</p><p>mudamos sem sequer notar o vento.</p><p><br/></p><p>O riso vira dor num só momento,</p><p>a calma veste a roupa da urgência,</p><p>e a vida vai dançando com a essência</p><p>de cada sonho preso no pensamento.</p><p><br/></p><p>Mas há lições que vêm na confusão,</p><p>e a dor ensina aquilo que é crescer:</p><p>não há mudança em vão no coração.</p><p><br/></p><p>Se o mundo insiste em nos surpreender,</p><p>também sabemos ser transformação,</p><p>seguir em frente sem nunca esquecer.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-24 09:54:56 UTC</pubDate>
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         <title>Transforma-se o amador na cousa amada:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Transforma-se o amador na cousa amada, por virtude do muito imaginar;</p><p>não tenho, logo, mais que desejar,</p><p>pois em mim tenho a parte desejada.</p><p><br></p><p>Se nela está minh' alma transformada,</p><p>que mais deseja o corpo de alcançar?</p><p>Em si somente pode descansar,</p><p>pois consigo tal alma está liada.</p><p><br></p><p>Mas esta linda e pura semideia</p><p>que, como um acidente em seu sujeito, assi co a alma minha se conforma,</p><p><br></p><p>está no pensamento como ideia</p><p>[e] o vivo e puro amor de que sou feito, como a matéria simples busca a forma.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-06 11:28:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O Amor em Camões: do “puro afeto” de Petrarca ao desejo humano</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><mark>Amor</mark></p><ul><li><p>﻿﻿tema principal dos poemas de Camões</p></li><li><p>﻿﻿fonte de contradições analisado de duas formas<br></p></li></ul><p><mark>À maneira petrarquista</mark></p><ul><li><p>﻿﻿amor espiritualizado</p></li><li><p>﻿﻿amor focado na adoração e contemplação do ser amado</p></li><li><p>﻿﻿ausência da amada purifica o sentimento amoroso </p></li><li><p>mulher amada é reflexo da beleza divina; é um ser sublime</p></li></ul><p><mark>Outra abordagem</mark></p><ul><li><p>﻿﻿consciência de que a vivência quotidiana do amor causa inquietação, se não houver erotismo</p></li><li><p>A tensão entre Laura e Vénus, entre o amor espiritual e o amor sensual, resultam, para quem ama, conflitos interiores</p></li><li><p>﻿﻿conflitos interiores provocados pela tensão entre amor espiritual e amor sensual</p></li></ul><p>• necessidade de concretização do amor no mundo sensível (o do corpo)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-06 11:34:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Canção </title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>As canções[...] são poemas extensos, com um número variável de estrofes e de versos; as estrofes devem seguir sempre o mesmo esquema rimático; quanto aos versos, é frequente haver alternância de versos mais longos, de dez sílabas, com versos mais curtos. A Canção devia terminar com uma estrofe mais curta.</p><p>- "finda" ou "cabo" - em que o poeta se dirigia à própria Canção. Um tal tipo de composições era muito adequado à confidência autobiográfica […]</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-06 11:40:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O desconcerto de um espírito torturado:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><mark>Constatações de Camões:</mark></p><ul><li><p>﻿﻿a realidade é absurda (desconcerto)</p></li><li><p>﻿﻿a ingratidão, o egoísmo, o abuso de poder, as perseguições são manifestações de um Destino ameaçador</p></li><li><p>﻿﻿às maiores expectativas</p></li></ul><p>sucederam os maiores desenganos</p><ul><li><p>﻿﻿sente-se uma vítima da "Fortuna"</p></li><li><p>﻿﻿a mudança foi sempre para pior</p></li></ul><p><mark>Sentimentos do poeta</mark></p><p>• dúvida e inquietação</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-08 10:16:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O desconcerto do mundo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><mark>Desconcerto</mark></p><p><mark>- constatação</mark></p><ul><li><p>da distribuição absurda do prémio e do castigo;</p></li><li><p> da busca despropositada de bens, pois não prevalecem para além da morte;</p></li><li><p>dos contrastes entre opulência e miséria devido à expansão ultramarina,</p></li><li><p>da caótica redistribuição da riqueza e do poder</p></li><li><p>da violação da ordem de valores;</p></li><li><p>da irracionalidade do universo e da vaidade humana.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-10 12:43:26 UTC</pubDate>
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         <title>Fernão Mendes Pinto:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3444424446</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Fernão Mendes Pinto foi um escravo, mercador, pirata, corsário, jesuíta, missionário, aventureiro, explorador e escritor português do século XVI, conhecido pela sua obra "Peregrinação", um relato das suas viagens e experiências no Oriente.</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Primeiros anos e formação</mark></p><ul><li><p>Nascido entre 1509 e 1514 em Montemor-o-Velho, Portugal, Fernão Mendes Pinto veio de uma família modesta. Ainda jovem, foi levado por um tio para Lisboa, onde entrou ao serviço de D. Jorge de Lencastre, Duque de Aveiro e filho do rei D. João II .</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Viagens e aventuras no Oriente</mark></p><ul><li><p>Em 1537, embarcou numa armada rumo à Índia, iniciando uma série de viagens que o levariam a diversos locais do Oriente, incluindo o Mar Vermelho, Pegu, Arracão, Birmânia, Aiutaia, Sucotai, Sunda, Molucas, China e Japão . Durante essas viagens, desempenhou vários papéis, como mercador, pirata, corsário, missionário e embaixador.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Em 1543, chegou ao Japão, sendo um dos primeiros europeus a pisar o país. É frequentemente creditado por ter introduzido as armas de fogo no Japão, embora existam debates sobre a veracidade dessa afirmação .</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Relação com a Companhia de Jesus</mark></p><ul><li><p>Influenciado por São Francisco Xavier, decidiu ingressar na Companhia de Jesus em 1554 e participou em missões no Japão. No entanto, desiludido com a conduta de alguns membros da ordem, abandonou o noviciado e regressou a Portugal .</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Obra literária: "Peregrinação"</mark></p><ul><li><p>Entre 1570 e 1578, escreveu a "Peregrinação", uma narrativa das suas aventuras no Oriente.</p></li><li><p> A obra foi publicada postumamente em 1614 e é considerada uma das mais importantes da literatura de viagens portuguesa. Devido às descrições extraordinárias, muitos contemporâneos questionaram a veracidade dos relatos, levando ao trocadilho "Fernão, mentes? Minto!" .</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Legado</mark></p><ul><li><p>Fernão Mendes Pinto faleceu em 8 de julho de 1583, no Pragal, Almada. Em sua homenagem, uma escola em Almada leva o seu nome, e em 2011 foi emitida uma moeda comemorativa de 2 euros para celebrar os 500 anos do seu nascimento .</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-10 13:32:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Contextualização da Peregrinação</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3444425728</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>A <em>Peregrinação</em> foi escrita entre 1570 e 1578, numa época em que Portugal vivia o auge da expansão marítima e do Império no Oriente. </p></li><li><p>O país procurava dominar rotas comerciais e espalhar o cristianismo, o que levou muitos portugueses, como Fernão Mendes Pinto, a viajar por regiões longínquas da Ásia.</p><p><br></p></li><li><p>A obra reflete esse contexto de descobertas, aventuras e encontros com culturas desconhecidas, revelando o espírito curioso, aventureiro e religioso da época. Ao mesmo tempo, mostra os perigos, injustiças e abusos cometidos tanto por portugueses como por outros povos durante esse processo.</p><p><br></p></li><li><p>Embora se apresente como um relato de experiências reais, a <em>Peregrinação</em> mistura realidade e ficção, o que era comum na literatura de viagens do Renascimento. </p></li><li><p>Assim, mais do que um documento histórico exato, é um testemunho do olhar português sobre o mundo oriental no século XVI e uma crítica subtil a certos comportamentos da época, incluindo os da própria Companhia de Jesus.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-10 13:34:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Essencial da lírica camoniana:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3444438977</link>
         <description><![CDATA[<p><mark>Contextualização</mark></p><p>Época - Renascimento em Portugal (do século XV até 1580)</p><ul><li><p>Luís Vaz de Camões(1524?-1580)-autor de poemas, autos, cartas e da epopeia Os Lusíadas.</p></li><li><p><mark>Renascimento</mark>- movimento cultural italiano que visava recuperar o conhecimento da Antiguidade greco-romana.</p></li><li><p>﻿﻿<mark>Humanismo</mark> - renovação do saber e das ideias: o Homem no centro do mundo.</p></li><li><p>﻿﻿<mark>Classicismo</mark>-imitação dos modelos clássicos, reintroduzindo formas e temas.</p><p><br></p></li></ul><p><mark>Lírica camoniana: características temáticas, estéticas e formais</mark></p><p><br></p><p><mark>Temas</mark></p><p><br></p><p> O amor e seus efeitos</p><ul><li><p>tema principal da poesia camoniana;</p></li><li><p>amor como fonte de contradições;</p></li><li><p>amor à maneira petrarquista: amor espiritualizado; contemplação da mulher amada, reflexo da beleza divina;</p></li><li><p>tensão entre o amor espiritual e o amor sensual (desejo físico).</p><p><br></p></li></ul><p>A mulher: retrato e idealização</p><ul><li><p>representação à maneira petrarquista: mulher como ser perfeito.</p><p><br></p></li></ul><p>A Natureza</p><ul><li><p>cenário bucólico;</p></li><li><p>projeção dos sentimentos do sujeito poético.</p><p><br></p></li></ul><p>Autobiografia e desconcerto individual</p><ul><li><p>presença de um destino hostil;</p></li><li><p>realidade absurda que causa sofrimento e desilusão ao "eu" lírico.</p><p><br></p></li></ul><p>O desconcerto do mundo e a mudança</p><ul><li><p>crítica à degradação moral e à irracionalidade do universo;</p></li><li><p>efeitos da passagem do tempo (mudança na Natureza e mudança do "Eu").</p></li></ul><p><mark>Formas</mark></p><p><br></p><ul><li><p><mark>Medida velha</mark> - redondilha maior (versos de 7 sílabas) ou menor (5 sílabas)<br>Ex.: cantiga; vilancete; esparsa; endecha.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p> <mark>Medida nova</mark> - decassílabo (versos de 10 sílabas)<br>Ex.: soneto (duas quadras e dois tercetos); canção (poema extenso com número variável de estrofes e versos, alternando versos de 10 sílabas com outros mais curtos).</p></li></ul><p><br></p><p><mark>Influências</mark></p><p><br></p><p>Lírica tradicional (medida velha)</p><p>• Poesia trovadoresca;</p><p>• Poesia palaciana.</p><p><br></p><p>Inspiração clássica (medida nova)</p><p>• Petrarquismo;</p><p>• Neoplatonismo.</p><p><br></p><p><mark>Linguagem e estilo</mark></p><p><br></p><p>• Recursos expressivos: hipérbole; metáfora; antítese; adjetivação; anáfora; apóstrofe…</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-10 13:54:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Resumo de “A Peregrinação ou o outro livro das maravilhas”:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3452275194</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>A obra A Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, é valorizada por sua originalidade e por misturar diversos gêneros literários, como a crônica, a novela de cavalaria e a hagiografia.</p></li><li><p>Ela se destaca por não se enquadrar rigidamente em nenhum desses modelos, promovendo uma verdadeira mistura entre formas simbólicas e reais, históricas e ficcionais. </p></li><li><p>Essa fusão de estilos e fronteiras literárias é justamente o que confere destaque e singularidade à obra.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 09:35:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Peregrinação:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3452278371</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Fernão Mendes Pinto foi um importante escritor e viajante português do século XVI. Ele passou cerca de vinte anos no Oriente, tendo vivido experiências intensas e variadas — foi prisioneiro, escravo, comerciante, pirata, embaixador, missionário e até colaborador dos jesuítas. Essa vida de aventuras resultou na obra Peregrinação, uma narrativa rica e complexa sobre suas viagens e vivências em regiões como Índia, China, Japão, Tartária, entre outras.</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>A Peregrinação destaca-se por ser uma obra híbrida: mistura memórias pessoais, Crítica social e política, relatos de viagem, fantasia e elementos de romance. É marcada por um estilo vivo, dinâmico e por vezes irônico, com senso de humor e forte carga crítica - inclusive sobre o império português e a atuação dos missionários no Oriente. Diferente de Os Lusíadas, de Camões, que celebra os heróis portugueses e a expansão do império, a Peregrinação mostra um lado sombrio e decadente desse processo, expondo seus fracassos, ilusões e contradições.</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Fernão Mendes Pinto apresenta-se como um anti-herói: um homem comum, frágil, que sofre, erra e aprende com as experiências. Ao contrário das figuras heroicas da literatura clássica, ele narra seus infortúnios com um tom pessoal, muitas vezes dramático, o que dá autenticidade e humanidade à narrativa.</p></li><li><p>A obra mostra também o choque cultural entre europeus e asiáticos, revelando um olhar crítico e por vezes admirado em relação ao Oriente.</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Escrita por volta de 1578, a Peregrinação só foi publicada após a morte do autor, em 1614, e sofreu cortes e censura, especialmente por parte dos jesuítas, com quem o autor teve uma relação complexa. Ainda assim, o livro teve grande repercussão e foi traduzido em diversas línguas, como francês, inglês, holandês e alemão.</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Hoje, a Peregrinação é valorizada tanto pelo seu valor literário quanto histórico. Para o leitor contemporâneo, ela continua interessante não só pelas descrições exóticas de terras distantes, mas pelo retrato humano, vívido e crítico de um período marcante da história portuguesa.</p></li></ul><p>Infopédia </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 09:38:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Resumo “O grande peregrino”:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3452308652</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Fernão Mendes Pinto passou vinte e um anos no Oriente, tendo sido vendido como escravo dezassete vezes e visitado várias partes da Ásia, como Etiópia, China, Japão e outras. Participou em aventuras arriscadas e foi companheiro de figuras como Diogo Zeimoto. Foi guerreiro, piloto, diplomata, ladrão e até jesuíta, o que mostra a diversidade da sua experiência.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>É comum compará-lo a Luís de Camões, pois ambos foram aventureiros, andaram pelo Oriente e cantaram o império português. No entanto, enquanto Camões exaltava os heróis e a glória imperial, Fernão Mendes Pinto expunha a “apagada e vil tristeza” do império, revelando com detalhe os seus horrores e contradições. Na sua obra Peregrinação, dá-nos uma visão crítica do império, mostrando como os ideais só sobreviviam em poucos.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Apesar disso, não é justo classificá-la apenas como crítica: a Peregrinação é também uma obra magnífica. Foi escrita com base em experiências reais, acompanhada de cartas com serviços que acreditava valerem recompensa.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Na narrativa, Mendes Pinto descreve que, ao tentar regressar a Setúbal, é atacado por corsários e deixado maltratado na praia de Melides. Mais tarde, vai servir o Mestre de Avis, D. Jorge, e só em 1537 começa a sua viagem definitiva para o Oriente. A Peregrinação é o relato dessa viagem, cheia de perigos, deslumbramento e dureza, mas também com uma visão crítica e reflexão profunda.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>Durante essa aventura, conhece S. Francisco Xavier, colabora com ele e entra para a Companhia de Jesus, sendo noviço e visitando Macau. No entanto, abandona a ordem sem que se saiba ao certo o motivo. Em 1557 regressa a Portugal, pobre, e no ano seguinte envia cartas a pedir reconhecimento pelos seus feitos.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>A Peregrinação só é publicada em 1614, com cortes e alterações feitas por jesuítas. Foi traduzida para várias línguas e lida por muitos ao longo dos séculos. Para os leitores de hoje, a obra mistura descrições reais e exageradas, num estilo vivo que reflete bem o espírito da época.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 10:04:42 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>As viagens na literatura do século XVI:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3452312307</link>
         <description><![CDATA[<p><mark>Literatura de viagens</mark></p><ul><li><p>﻿﻿literatura descritiva e narrativa que revela novos espaços, paisagens e costumes, aventuras e peripécias;</p></li><li><p>﻿﻿apresenta várias formas (ex.: tratados históricos e geográficos, curtas reportagens...)</p></li><li><p>﻿﻿pode organizar-se em três grupos</p><p><br></p></li></ul><p><mark>Primeiro grupo </mark></p><ul><li><p>obras sem grande valor literário</p></li></ul><p>(ex.: "livros de marinharia" e relatos das primeiras viagens marítimas)</p><p><br></p><ul><li><p>Especial destaque para o Diário da Viagem de Vasco da Gama, de Álvaro Velho, e a Carta do "Achamento" do Brasil, de Pêro Vaz de Caminha</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 10:08:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Jorge Castanho:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3454114617</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Jorge Castanho nasceu em Beja, em 1961. </p></li><li><p>Vive e trabalha em Lisboa.</p></li><li><p>Frequentou a ESBAL nos anos 80. Foi curador de Arte Contemporânea no Baixo-Alentejo, nos anos 90, onde desenvolveu um programa com artistas nacionais e não nacionais, criando projetos em fábricas abandonadas, edifícios religiosos fora de culto, associações culturais, bibliotecas, minas, paisagens, museus, ruas e praças.</p></li><li><p> Doutorou-se em Desenho na Universidade de Sevilha, em 2006, com uma bolsa do Ministério da Cultura. </p></li><li><p>Desenvolveu dois programas de Pós-doutorado na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 2007 e 2010 e em 2010 e 2013, com bolsas FCT.</p></li><li><p>Através de diferentes linguagens e tecnologias, o artista posiciona-se contra o circo comercial, mediático e retórico da arte, caminhando pelos universos poéticos que vai construindo. </p></li><li><p>Tem um acervo visitável na Rua dos Navegantes, em Lisboa, e está a criar um projeto de Arte e Natureza, no Parque Natural do Vale do Guadiana, com abelhas, plantas e árvores. Desde 2020, já plantou mais de três mil árvores autóctones.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 11:11:31 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3454120005</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 11:17:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <pubDate>2025-05-16 11:18:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <pubDate>2025-05-16 11:19:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3454122225</link>
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         <pubDate>2025-05-16 11:19:20 UTC</pubDate>
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         <title>D.Manuel I:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><ul><li><p>D. Manuel I, cognominado “o Venturoso”, foi o 14.º rei de Portugal, reinando entre 1495 e 1521. Nasceu em 1469, em Alcochete, e faleceu em 1521, em Lisboa. Era filho do infante D. Fernando, irmão de D. Afonso V, e de D. Brites.</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Subiu ao trono em 1495, sucedendo ao seu cunhado D. João II, conforme o testamento deste. A sucessão foi possível devido à morte do único filho legítimo de D. João II, o príncipe D. Afonso, e à rejeição da legitimação de um filho bastardo. Além disso, os irmãos mais velhos de D. Manuel já tinham falecido, o que o deixou como herdeiro legítimo.</p></li></ul><p><br/></p><p>D. Manuel I casou-se três vezes:</p><p><br/></p><ol><li><p>Em 1497, com D. Isabel, filha dos Reis Católicos e viúva do príncipe D. Afonso. D. Isabel morreu de parto.</p></li><li><p>Em 1500, com D. Maria de Castela, irmã de Isabel. Deste casamento nasceram vários filhos, entre os quais D. João, que viria a ser D. João III, e D. Beatriz, que se tornou duquesa de Saboia.</p></li><li><p>Em 1518, com D. Leonor, irmã do imperador Carlos V.</p></li></ol><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>No plano interno, D. Manuel I deu continuidade à centralização do poder régio, mas de forma mais moderada e diplomática do que o seu antecessor, D. João II. Logo no início do reinado, nas Cortes de Montemor-o-Novo, tomou medidas importantes como a confirmação de doações, privilégios e cartas de mercê, procurando garantir o apoio da nobreza. Também promoveu reformas nos tribunais superiores, reforçando a administração da justiça.</p></li></ul><p><br/></p><ul><li><p>Apesar de ter iniciado o reinado com essas medidas participativas, reuniu as Cortes apenas mais três vezes: em 1498, 1499 e 1502, mostrando uma governação mais centralizada e menos dependente das instituições representativas do reino.<br></p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 11:32:13 UTC</pubDate>
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         <title>D.Leonor de Avis:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3454141776</link>
         <description><![CDATA[<p>D. Leonor de Viseu (1458–1525) foi rainha de Portugal, esposa e prima de D. João II. Pertencia à alta nobreza, sendo filha dos infantes D. Fernando e D. Beatriz, neta paterna do rei D. Duarte e da rainha D. Leonor de Aragão, e neta materna do infante D. João, filho de D. João I.</p><p><br/></p><p>Teve um papel relevante nos conflitos políticos da época, especialmente nas tensões entre a Coroa e a nobreza desde as Cortes de Évora de 1481. Ao longo do tempo, foi-se afastando de D. João II, sobretudo após a morte do seu único filho, D. Afonso, em 1491, e devido à oposição à legitimação de D. Jorge, filho bastardo do rei. Defendeu, em vez disso, a sucessão do seu irmão, D. Manuel, que acabou por se tornar rei.</p><p><br/></p><p>D. Leonor destacou-se sobretudo pela sua ação social e cultural:</p><p><br/></p><ul><li><p>Fundou o primeiro hospital termal nas Caldas da Rainha, cidade que tem o nome em sua homenagem.</p></li><li><p>Criou a Misericórdia de Lisboa, cuja ação se estendeu a todo o país.</p></li><li><p>Apoiou as artes e a cultura, protegendo autores como Gil Vicente e Damião de Góis.</p></li><li><p>Incentivou a imprensa e mandou imprimir, em 1518, a obra O Espelho de Cristina, de Christine de Pisan, considerada por alguns como um marco inicial do feminismo.</p></li><li><p>Fundou os conventos da Madre de Deus e da Anunciada, revelando também dedicação à vida religiosa.</p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 11:40:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Contextualização histórica e literária  de Bocage:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3473810213</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805) foi um dos maiores poetas portugueses do século XVIII. A sua vida e obra situam-se numa época de transição entre o Neoclassicismo e o Romantismo, marcada por profundas mudanças políticas, sociais e culturais.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><strong><mark>Contexto Histórico</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Bocage viveu no contexto do Iluminismo europeu, um movimento que valorizava a razão, a ciência e a liberdade individual, desafiando a autoridade da Igreja e do Estado. Em Portugal, o país enfrentava uma crise política e económica após o período pombalino, e a sociedade vivia sob forte censura. A Revolução Francesa (1789) influenciou profundamente os intelectuais da época, incluindo Bocage, que se identificava com os ideais de liberdade e justiça, mas também sentia o peso da repressão religiosa e social.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><strong><mark>Contexto Literário</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>No início da carreira, Bocage aderiu ao Neoclassicismo, sendo membro da Arcádia Lusitana, onde adotou o nome literário “Elmano Sadino”. Nesta fase, escreveu poesia inspirada nos modelos clássicos, com temas como a natureza, o amor idealizado e a busca pela virtude. No entanto, Bocage rapidamente se afastou das regras neoclássicas, desenvolvendo uma poesia mais pessoal, intensa e emocional.</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>A sua obra revela fortes traços do pré-Romantismo, como a expressão do sofrimento, da solidão, da angústia existencial e da exaltação do “eu”. Bocage é, por isso, considerado um dos principais precursores do Romantismo em Portugal.</p><p><br></p></li></ul><p><br></p><p><br></p><ul><li><p>Bocage foi um poeta versátil e talentoso, dominando especialmente o soneto. A sua poesia reflete o conflito entre a razão e a emoção, entre as convenções literárias da época e a urgência de exprimir sentimentos profundos. Por isso, ocupa um lugar central na história da literatura portuguesa, marcando a transição entre dois grandes movimentos literários.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 10:46:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Neoclassicismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3473812811</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong><mark>Contexto Histórico e Cultural</mark></strong></p><p><br></p><p>O Neoclassicismo foi um movimento artístico e cultural que emergiu na Europa Ocidental em meados do século XVIII, estendendo-se até meados do século XIX. Surgiu como uma reação aos excessos decorativos e emocionais do Barroco e do Rococó, promovendo um retorno aos valores da Antiguidade Clássica, como a ordem, a clareza e a racionalidade. Este movimento foi fortemente influenciado pelos ideais do Iluminismo e pelo crescente interesse científico na cultura greco-romana, impulsionado por descobertas arqueológicas em locais como Pompéia e Herculano .</p><p><br></p><p><strong><mark>Características Gerais</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Racionalismo e Equilíbrio: Valorização da razão sobre a emoção, buscando harmonia e proporção nas artes.</p></li><li><p>Inspiração Clássica: Reinterpretação dos modelos artísticos da Grécia e Roma antigas.</p></li><li><p>Função Moralizante: As obras buscavam transmitir valores éticos e cívicos.</p></li><li><p>Simplicidade Formal: Estilo sóbrio, com linhas claras e composições equilibradas.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Arquitetura</mark></strong></p><p><br></p><p>A arquitetura neoclássica destacou-se pelo uso de formas geométricas simples, simetria e elementos clássicos como colunas e frontões. Os materiais nobres, como mármore e granito, eram comuns, e os edifícios apresentavam uma monumentalidade contida .</p><p><br></p><p><strong><mark>Pintura</mark></strong></p><p><br></p><p>Na pintura, o Neoclassicismo enfatizou temas históricos e mitológicos, com composições equilibradas e uso de cores sóbrias. Jacques-Louis David foi uma figura central, conhecido por obras como “O Juramento dos Horácios” .</p><p><br></p><p><strong><mark>Escultura</mark></strong></p><p><br></p><p>A escultura neoclássica buscou a idealização das formas humanas, inspirando-se na arte grega antiga. Antonio Canova destacou-se com obras como “Amor e Psique” e “Paulina Borghese” .</p><p><br></p><p><strong><mark>Literatura</mark></strong></p><p><br></p><p>Na literatura, o Neoclassicismo manifestou-se através do Arcadismo, que valorizava a simplicidade e a imitação dos modelos clássicos. Em Portugal, autores como Correia Garção e Filinto Elísio foram representantes desse estilo.</p><p><br></p><p><strong><mark>Teatro</mark></strong></p><p><br></p><p>O teatro neoclássico priorizou a racionalidade e a estrutura formal, com destaque para tragédias e comédias que seguiam as regras clássicas. Autores como Voltaire e Pierre Marivaux foram influentes nesse período .</p><p><br></p><p><strong><mark>Neoclassicismo em Portugal</mark></strong></p><p><br></p><p>Em Portugal, o Neoclassicismo surgiu no final do século XVIII, inicialmente no Porto, e posteriormente em Lisboa. O movimento foi influenciado por eventos como a fuga da família real para o Brasil e as invasões francesas, o que afetou o desenvolvimento artístico do país .</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 10:52:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pré-Romantismo:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3473814027</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong><mark>Contexto Histórico e Cultural</mark></strong></p><p><br></p><p>O Pré-Romantismo surgiu entre o final do século XVIII e o início do século XIX, como uma transição entre o Neoclassicismo e o Romantismo. Este período refletiu as transformações sociais e culturais da época, marcadas pela ascensão da burguesia e pela valorização do indivíduo frente às convenções sociais .</p><p><br></p><p><strong><mark>Características Principais</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Valorização do Sentimento: Ênfase nas emoções e na sensibilidade individual, em oposição à razão predominante no Neoclassicismo .</p></li><li><p>Temas Melancólicos: Presença de temas como o fatalismo, a solidão, o sofrimento exacerbado e a obsessão pela morte .</p></li><li><p>Natureza como Reflexo do Estado de Espírito: A paisagem é utilizada para expressar sentimentos internos, muitas vezes representando estados de angústia e desespero .</p></li><li><p>Resgate do Passado: Interesse pelo passado histórico e pela literatura tradicional, como forma de buscar identidade e valores .</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Desenvolvimento na Europa</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Inglaterra: Autores como Edward Young, Samuel Richardson e Thomas Gray exploraram temas sentimentais e introspectivos .</p></li><li><p>Alemanha: O movimento Sturm und Drang destacou-se por exaltar a emoção e a individualidade, influenciando profundamente o Romantismo .</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Manifestação em Portugal</mark></strong></p><p><br></p><p>Em Portugal, o Pré-Romantismo não se consolidou como um movimento literário formal, mas suas características apareceram em obras de autores como Bocage, a Marquesa de Alorna, Filinto Elísio e José Anastácio da Cunha . Esses escritores, ainda ligados ao Arcadismo, começaram a incorporar elementos sentimentais e subjetivos em suas produções.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 10:54:28 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Vida e obra de Bocage</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3473815813</link>
         <description><![CDATA[<p>Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805) foi um dos mais destacados poetas portugueses do século XVIII, reconhecido como o maior representante do Arcadismo em Portugal e uma figura de transição para o Romantismo .</p><p><br></p><p><strong><mark>Vida</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Nascido em Setúbal a 15 de setembro de 1765, Bocage era filho de José Luís Soares de Barbosa, advogado, e de Mariana Joaquina Xavier l’Hedois Lustoff du Bocage, de origem francesa . Aos 16 anos, ingressou na Infantaria de Setúbal e, em 1783, alistou-se na Academia Real da Marinha . Serviu em Goa, na Índia, e passou por Macau e pelo Rio de Janeiro .</p></li></ul><p><br></p><ul><li><p>De regresso a Lisboa, envolveu-se com os ideais iluministas e ingressou na Nova Arcádia sob o pseudónimo “Elmano Sadino” . A sua vida boémia e crítica à sociedade levaram-no a conflitos com a censura e a Inquisição . Faleceu em Lisboa a 21 de dezembro de 1805, aos 40 anos .</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Obra</mark></strong></p><p><br></p><p>A produção literária de Bocage é vasta e diversificada, abrangendo sonetos líricos, sátiras mordazes e poemas eróticos . Entre as suas obras mais conhecidas destacam-se:</p><p><br></p><ul><li><p>Queixumes do Pastor Elmano Contra a Falsidade da Pastora Urselina</p></li><li><p>A Morte de D. Ignez</p></li><li><p>A Pavorosa Ilusão</p></li><li><p>A Virtude Laureada</p></li><li><p>Elegia</p></li><li><p>Improvisos de Bocage</p></li><li><p>Mágoas Amorosas de Elmano .</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p>Além de poeta, Bocage foi também tradutor, vertendo para o português obras como as Metamorfoses de Ovídio .</p><p><br></p><p><strong><mark>Legado</mark></strong></p><p><br></p><p>Bocage é considerado um dos maiores sonetistas da literatura portuguesa, ao lado de Camões e Antero de Quental . A sua obra reflete a transição do Neoclassicismo para o Romantismo, marcada pela expressão intensa de sentimentos e crítica social .</p><p><br></p><p>Em sua homenagem, a Casa onde nasceu em Setúbal foi transformada em museu, a Casa de Bocage, preservando a memória do poeta .</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 10:57:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Autorretrato:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
         <link>https://padlet.com/margaridalampreia/h86qn4xtem2a9hg4/wish/3473818936</link>
         <description><![CDATA[<p>Magro, de olhos azuis, carão moreno,</p><p>Bem servido de pés, meão na altura,</p><p>Triste de facha, o mesmo de figura,</p><p>Nariz alto no meio, e não pequeno;</p><p><br></p><p>Incapaz de assistir num só terreno, </p><p>Mais propenso ao furor do que à ternura;</p><p>Bebendo em níveas mãos, por taça escura, De zelos infernais letal veneno;</p><p><br></p><p>Devoto incensador de mil deidades</p><p>(Digo, de moças mil) num só momento,</p><p>E somente no altar amando os frades,</p><p><br></p><p>Eis Bocage em quem luz algum talento;</p><p>Saíram dele mesmo estas verdades,</p><p>Num dia em que se achou mais pachorrento</p><p><br></p><p><br></p><p><strong><mark>Análise formal:</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Tipo de poema: Soneto.</p></li><li><p>Versos: Decassílabos.</p></li><li><p>Estrofes: 2 quartetos + 2 tercetos.</p></li><li><p>Esquema de rima: ABBA ABBA CDC DCD (rima interpolada e cruzada).</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Análise informal:</mark></strong></p><p><br></p><p>Este soneto é uma autocaricatura divertida de Bocage. Ele descreve-se fisicamente e moralmente, com autoironia e algum exagero:</p><p><br></p><ul><li><p>Diz que é magro, moreno, de olhos azuis, de altura média, com nariz grande.</p></li><li><p>Afirma ser instável, impulsivo, pouco dado a permanecer num lugar só.</p></li><li><p>Diz que sofre por amor, dominado por ciúmes intensos (“zelo infernal”).</p></li><li><p>Brinca com o facto de ser mulherengo, dizendo que é “devoto” de muitas moças, mas que só ama frades no altar — crítica irónica à Igreja ou à própria hipocrisia social.</p></li><li><p>Termina dizendo que essas verdades saíram dele num dia em que estava calmo – ou seja, é uma confissão feita com bom humor.</p></li></ul><p><br></p><p>É um poema com tom satírico, leve e brincalhão, onde Bocage se ri de si próprio e faz crítica de costumes, como era típico no seu estilo mais pessoal.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 11:04:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Olha, Marília, as flautas dos pastores:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Olha, Marília, as flautas dos pastores<br>Que bem que soam, como estão cadentes!<br>Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes<br>Os Zéfiros brincar por entre as flores?<br><br>Vê como ali beijando-se os Amores<br>Incitam nossos ósculos ardentes!<br>Ei-las de planta em planta as inocentes,<br>As vagas borboletas de mil cores.<br><br>Naquele arbusto o rouxinol suspira,<br>Ora nas folhas a abelhinha pára,<br>Ora nos ares sussurrando gira.<br><br>Que alegre campo! Que manhã tão clara!<br>Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,<br>Mais tristeza que a noite me causara.</p><p><br></p><p><br></p><p><strong><mark>Análise formal:</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Tipo de poema: Soneto.</p></li><li><p>Versos: Decassílabos.</p></li><li><p>Estrofes: 2 quartetos + 2 tercetos.</p></li><li><p>Esquema de rima: ABBA ABBA CDC DCD (rima interpolada nos quartetos e cruzada nos tercetos).</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Análise informal</mark> </strong></p><p><br></p><p>Este soneto é um exemplo típico do Arcadismo, com uma linguagem simples e natural, idealizando a vida no campo. O eu lírico (o poeta) fala com Marília, que é a sua amada.</p><p><br></p><p>O poema mostra:</p><p><br></p><ul><li><p>Uma paisagem perfeita e harmoniosa com pastores, flores, o Tejo, Zéfiros (ventos suaves), borboletas, rouxinol e abelhas.</p></li><li><p>Um clima de amor e ternura entre os dois – tudo parece propício para o amor.</p></li><li><p>No final, o poeta diz que nada disso teria valor se não visse Marília – ou seja, o amor dela é mais importante do que toda a beleza da natureza.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p>O poema transmite uma ideia de equilíbrio, beleza, amor puro e vida simples no campo, típica da poesia árcade, onde o campo é o lugar ideal para o amor e a felicidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 11:06:34 UTC</pubDate>
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         <title>Já Bocage não sou</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Já Bocage não sou!... A cova escura</p><p>Meu estro vai parar desfeito em vento...</p><p>Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento</p><p>Leve me torne sempre a terra dura.</p><p><br></p><p>Conheço agora já quão vã figura</p><p>Em prosa e verso fez meu louco intento.</p><p>Musa!... Tivera algum merecimento, </p><p>Se um raio da razão seguisse, pura!</p><p><br></p><p>Eu me arrependo; a língua quase fria</p><p>Brade em alto pregão à mocidade, </p><p>Que atrás do som fantástico corria:</p><p><br></p><p>Outro Aretino fui... A santidade</p><p>Mancheil!… Oh! Se me creste, gente ímpia, Rasga meus versos, crê na Eternidade!</p><p><br></p><p><br></p><p><strong><mark>Análise formal:</mark></strong></p><p><br></p><ul><li><p>Tipo de poema: Soneto (14 versos).</p></li><li><p>Versos: Decassílabos (10 sílabas métricas).</p></li><li><p>Estrofes: 2 quartetos + 2 tercetos.</p></li><li><p>Esquema de rima: ABBA ABBA CDC DCD (rima interpolada nos quartetos e cruzada nos tercetos).</p></li></ul><p><br></p><p><strong><mark>Análise informal:</mark></strong></p><p><br></p><p>Este soneto é um desabafo final de Bocage, já no fim da vida, cheio de arrependimento. Ele:</p><p><br></p><ul><li><p>Renega o seu passado e a imagem irreverente que criou.</p></li><li><p>Sente-se culpado por ter escrito versos que, segundo ele, ofendiam Deus e a moral.</p></li><li><p>Compara-se a Aretino, um escritor conhecido por ser escandaloso — ou seja, Bocage vê-se agora como alguém que manchou a santidade com a sua arte.</p></li><li><p>Pede perdão e avisa para não seguirem o seu exemplo.</p></li><li><p>Termina com um apelo tocante: rasguem os seus versos e acreditem na eternidade — ou seja, deixem de seguir o prazer e procurem a fé.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p>É um soneto de tom pessoal, religioso e moralista, muito diferente do que Bocage escreve noutros poemas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-30 11:12:20 UTC</pubDate>
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         <title>Fernão Mendes Pinto e a Peregrinação </title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><mark> Introdução – Quem foi Fernão Mendes Pinto? </mark></strong></p><p><br/></p><p>Fernão Mendes Pinto (c. 1509–1583) nasceu em Montemor-o-Velho, numa família modesta, e cedo foi encaminhado por um tio para servir em Lisboa a D. Jorge de Lencastre, filho do rei D. João II. Em 1537, motivado pelo espírito de aventura e pelas expectativas de lucro e prestígio associadas à expansão ultramarina, embarcou para a Índia. Aquilo que se seguiria seria um período de pouco menos de 21 anos em que exercerá os mais variados papéis: escravo (sendo vendido dezassete vezes), mercador, pirata, corsário, embaixador, missionário e até jesuíta. Em cada um desses episódios, colherá experiências que, mais tarde, dariam forma à sua obra principal, a Peregrinação. </p><p><br/></p><p> </p><p><br/></p><p>Quando Fernão Mendes Pinto chegou à Ásia, Portugal vivia o auge de seu Império no Oriente, com Goa consolidada como entreposto e forte presença da Companhia de Jesus. Pinto percorreu diversas regiões asiáticas: como o Mar Vermelho, Tailândia, Indonésia, China e Japão, enfrentando prisões, escravidão e envolvimento diplomático e comercial. Diz-se que levou armas de fogo ao Japão e foi influenciado por São Francisco Xavier a entrar na Companhia de Jesus, que logo abandonou, dececionado com a conduta dos jesuítas.  </p><p><br/></p><p> </p><p><br/></p><p>De volta a Portugal em 1557, pobre e desiludido, escreveu entre 1570 e 1578 a obra Peregrinação, publicada apenas em 1614, após sua morte. A obra, alterada pelos jesuítas e cheia de relatos incríveis, gerou desconfiança e o famoso trocadilho “Fernão, mentes? Minto!”, refletindo dúvidas sobre sua veracidade. </p><p><br/></p><p><strong><mark> Contexto histórico da Peregrinação </mark></strong></p><p><br/></p><p>A Peregrinação insere-se no contexto dos Descobrimentos Portugueses, numa altura em que Portugal explorava o mundo à procura de riquezas, poder e expansão religiosa. Muitos portugueses foram para o Oriente com objetivos comerciais, militares ou missionários. Foi nesse cenário que Fernão Mendes Pinto viveu as suas aventuras, muitas vezes enfrentando dificuldades extremas e presenciando a ganância, a violência e a hipocrisia da presença portuguesa fora da Europa. </p><p><br/></p><p> </p><p><br/></p><p><strong><mark>A obra Peregrinação </mark></strong></p><p><br/></p><p>A Peregrinação é uma narrativa autobiográfica, contada na primeira pessoa, onde o autor mistura factos reais com exageros e até elementos ficcionais. Por isso, alguns dizem que ele mente – e daí surgiu o famoso trocadilho: “Fernão, mentes? Minto!”. </p><p><br/></p><p>A obra é considerada uma das primeiras grandes prosas da literatura portuguesa. Tem um tom de aventura, mas também uma forte crítica social, política e religiosa. </p><p><br/></p><p><strong><mark>Os Temas Centrais da Peregrinação </mark></strong></p><p><br/></p><p><mark>Choque Cultural: </mark></p><p> Fernão Mendes Pinto relata vários costumes asiáticos que presenciou, como rituais budistas, práticas hindus, cerimónias chinesas e japonesas. Demonstra tanto admiração: por exemplo, elogiando a disciplina e a sabedoria técnica dos chineses, como estranhamento e crítica, especialmente diante de práticas como torturas e escravidão. A sua visão mistura curiosidade com julgamento europeu. </p><p><br/></p><p><mark>Crítica Social e Política: </mark></p><p> A obra expõe a hipocrisia de muitos portugueses no Oriente. Mendes Pinto denuncia a ganância dos mercadores e a atuação de missionários que, em vez de pregarem a fé com humildade, envolviam-se em disputas políticas ou buscavam benefícios pessoais. Assim, a Peregrinação mostra como o projeto imperial cristão era, muitas vezes, contraditório e violento. </p><p><br/></p><p><mark>Elementos de Fé e Milagres: </mark></p><p> A narrativa inclui vários episódios religiosos, como curas milagrosas e conversões, muitas associadas a São Francisco Xavier. Esses milagres, embora comuns no pensamento do século XVI, levantavam dúvidas em alguns leitores. No entanto, refletem a mentalidade da época, em que o sucesso espiritual e até militar era visto como resultado da intervenção divina. </p><p><br/></p><p><mark>Retrato do Anti-Herói: </mark></p><p> Ao contrário dos heróis perfeitos das epopeias, Mendes Pinto apresenta-se como alguém humano: tem medo, comete erros e passa por grandes sofrimentos. Ele narra as suas experiências com sinceridade, mostrando-se frágil e realista. Essa abordagem aproxima-o do leitor, pois é uma figura com quem é mais fácil identificar-se. </p><p><br/></p><p><mark>Tensão entre Realidade e Ficção: </mark></p><p> A veracidade do relato foi questionada devido a episódios exagerados ou fantásticos. A famosa expressão “Fernão, mentes? Minto!” resume essa dúvida. No entanto, embora muitos episódios pareçam inventados, partes da obra foram confirmadas por documentos históricos. Essa mistura de realidade e invenção revela o gosto renascentista por unir experiência, imaginação e maravilhamento. </p><p><br/></p><p><strong><mark> Estilo e características da obra </mark></strong></p><p><br/></p><p>Escrita em primeira pessoa com um tom muito pessoal. </p><p><br/></p><p>Mistura de realidade e ficção, exageros e elementos maravilhosos. </p><p><br/></p><p>Retrato de um homem comum, que falha, sofre e tenta sobreviver. </p><p><br/></p><p>Visão crítica e irónica do Império Português, da Igreja e da ganância. </p><p><br/></p><p>Linguagem acessível, com muitas descrições e dinamismo narrativo. </p><p><br/></p><p><strong><mark> Diferenças em relação a Camões e Os Lusíadas </mark></strong></p><p><br/></p><p>É comum compará-lo a Luís de Camões, pois ambos foram aventureiros, andaram pelo Oriente e cantaram o império português. No entanto, enquanto Camões exaltava os heróis e a glória imperial, Fernão Mendes Pinto expunha a “apagada e vil tristeza” do império, revelando com detalhe os seus horrores e contradições.  </p><p><br/></p><p><strong><mark> Conclusão </mark></strong></p><p><br/></p><p>A Peregrinação é uma obra única e essencial da literatura portuguesa. Fernão Mendes Pinto não é um herói como os dos poemas épicos, mas sim um homem comum que sobreviveu a situações extremas. A sua obra permite-nos ver o lado menos conhecido da expansão portuguesa: a dor, a injustiça, a ambição e o confronto entre culturas. </p><p><br/></p><p>Ao mesmo tempo, é uma fonte riquíssima de informação histórica e cultural sobre o Oriente no século XVI, com episódios tão marcantes que ainda hoje nos impressionam. Através de um estilo vivo, humano e por vezes exagerado, Fernão Mendes Pinto consegue prender a atenção do leitor e transmitir-nos a complexidade de um mundo em mudança.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-04 21:26:05 UTC</pubDate>
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         <title>Ficha de leitura:</title>
         <author>margaridalampreia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Tudo Me Lembra de Ti da Colleen Hoover:</p><p><br/></p><p><strong><mark>• Referência bibliográfica:&nbsp;</mark></strong></p><p>O livro que escolhi foi Tudo Me Lembra de Ti, a autora deste livro é a Colleen Hoover, a editora é a “TopSeller” e foi publicada em fevereiro de 2023.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong><mark>• Elementos paratextuais:&nbsp;</mark></strong></p><p>Na capa o título ocupa uma posição central e é apresentado em letras maiúsculas, com um degradê de cores que varia entre tons de roxo e rosa. Essa escolha cromática transmite uma sensação de emoção e intensidade, sugerindo que a obra poderá abordar temas ligados à memória, à saudade e aos sentimentos profundos.&nbsp;</p><p>Logo abaixo do título, surge o nome da autora, também em destaque e em letras maiúsculas. No canto inferior esquerdo, encontra-se o logótipo da editora portuguesa TopSeller, responsável pela publicação da obra em Portugal.&nbsp;</p><p>Ainda na parte inferior da capa, é feita uma referência a outras obras de sucesso da autora, com a frase: “Autora de Isto Acaba Aqui, Verity e Isto Começa Aqui”. Esta menção funciona como uma estratégia de marketing, ao evocar títulos que o público possa já conhecer e gostar, incentivando à leitura deste novo livro.&nbsp;</p><p>O fundo da capa apresenta um tom azul suave com um efeito de degradê, criando uma atmosfera calma e nostálgica. Espalhadas por toda a capa estão várias silhuetas de pássaros em voo, que transmitem a ideia de liberdade, leveza e passagem do tempo — elementos que podem estar relacionados com a história. Algumas letras do título têm ainda recortes com imagens desses pássaros, criando um efeito visual interessante e artístico.&nbsp;</p><p>A contracapa apresenta um fundo azul com um ligeiro degradê, mantendo a estética suave da capa. No topo, encontra-se uma frase de destaque em letras vermelhas: <strong>"Dos destroços do passado pode nascer uma nova vida."</strong> Esta frase antecipa o tema principal da obra: redenção e recomeço.&nbsp;</p><p>Segue-se a sinopse, já na parte inferior da contracapa, há uma seleção de capas de outros livros da autora, acompanhada da frase: <strong>“Não perca nenhum destes romances incríveis!”</strong>. Também aparecem os logótipos da editora Penguin Random House e da TopSeller.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong><mark>• Informações sobre a autora:&nbsp;</mark></strong></p><p>Colleen Hoover é uma escritora norte-americana muito conhecida pelos seus romances, que vão desde o drama ao suspense psicológico. Estes normalmente geram um grande impacto emocional por abordar temas profundos. Ela nasceu em 1979, no Texas e, antes de se tornar escritora, trabalhou em diferentes áreas, incluindo no setor social. Os seus livros já foram traduzidos para mais de 30 línguas e conquistaram uma legião de fãs ao redor do mundo.&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong><mark>• Resumo da obra:&nbsp;</mark></strong></p><p>A obra é um texto literário que se insere na literatura contemporânea. O modo predominante é o lírico e narrativo, pois combina a expressão de sentimentos intensos com uma narrativa envolvente. O género literário é romance dramático. A escrita da autora é simples, acessível e emocionalmente carregada, com recurso a metáforas e reflexões profundas.&nbsp;</p><p>Em <em>Tudo Me Lembra de Ti</em>, Colleen Hoover leva-nos numa poderosa jornada de redenção, dor e esperança. A história centra-se em <strong>Kenna Rowan</strong>, uma jovem mulher que regressa à sua cidade natal após cumprir cinco anos de prisão por um acidente trágico que mudou a sua vida para sempre. O seu único desejo é reconectar-se com a filha de 4 anos, <strong>Diem</strong>, que nunca teve a oportunidade de conhecer.&nbsp;</p><p>Contudo, o caminho até ela é tudo menos fácil. Diem foi criada por <strong>Ledger Ward</strong>, um homem leal, protetor e profundamente ligado à memória do amigo perdido — o mesmo que morreu no acidente que levou Kenna à prisão. Para Ledger, Kenna é apenas a responsável por uma tragédia irreparável, a morte do seu melhor amigo, pai da Diem, por isso Ledger&nbsp;está disposto a tudo para a manter afastada da criança.&nbsp;</p><p>Mas à medida que os dois se conhecem, entre conflitos e silêncios, nasce uma ligação inesperada. Um amor complicado, construído sobre o luto, a culpa e o perdão. Kenna tenta provar que é mais do que o erro que cometeu, e luta contra tudo&nbsp;para reconquistar o direito de ser mãe.&nbsp;</p><p>Este romance centra-se no perdão, no amor e na busca por redenção, mostrando a luta interior da protagonista para merecer uma segunda oportunidade.&nbsp;</p><p><br/></p><p><strong><mark>• Posição crítica:&nbsp;</mark></strong></p><p>A citação que mais gostei foi:&nbsp;</p><p>“Não existe pessoas más. Somos todos apenas pessoas que às vezes fazem coisas ruins.”&nbsp;</p><p>Esta frase revela uma perspetiva profundamente humanista, que recusa a ideia de dividir o mundo entre “bons” e “maus”. Ao dizer que não existem pessoas más, a autora convida-nos a olhar para o ser humano com empatia, entendendo que o erro é parte da condição humana. No entanto, esta visão pode ser problemática quando aplicada a situações de violência, abuso ou injustiça grave, pois corre o risco de desculpabilizar ações inaceitáveis. Ainda assim, a frase funciona como um lembrete de que devemos olhar para os outros com mais compreensão — sem fechar os olhos à responsabilidade, mas reconhecendo que ninguém é inteiramente definido por uma falha.&nbsp;</p><p>"Tudo Me Lembra de Ti" foi um livro que me prendeu desde as primeiras páginas, não só pela escrita envolvente da autora, mas pela forma crua e verdadeira como retrata o amor, a dor, a culpa e o perdão. A história da Kenna tocou-me profundamente — senti a angústia dela, a luta por uma segunda oportunidade e o peso de viver com um passado que parece imperdoável. O mais marcante para mim foi perceber como os personagens crescem emocionalmente ao longo do livro, enfrentando as suas feridas em vez de as esconderem. Este livro fez-me pensar sobre até que ponto somos capazes de perdoar. É impossível chegar ao fim sem se comover com esta história. Recomendo este livro a quem gosta de histórias que nos fazem sentir de verdade, que nos emocionam, fazem pensar e ficam connosco mesmo depois de acabar a última página.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 09:24:03 UTC</pubDate>
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