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      <title>Portfólio - Jambu Freitas by Jambu Freitas</title>
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      <pubDate>2023-08-18 19:19:10 UTC</pubDate>
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         <title>Silenciosa e Negligenciada</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <description><![CDATA[<div>Autor: Jambu Freitas<br>Matéria para a Revista Beira do Rio - edição 167<br><br>Você sabia que o estado do Pará está entre os três estados brasileiros com maior ocorrência de infecção pelo HTLV? O vírus T-linfotrópico humano, também chamado de HTLV, foi isolado, pela primeira vez, no começo dos anos 80 e é dividido entre os tipos 1 (HTLV-1) e 2 (HTLV-2). O desenvolvimento de décadas de pesquisa permitiu a ligação da infecção do HTLV-1 com doenças que surgem entre 3% e 5% dos infectados, como inflamações no sistema nervoso, nas articulações, na pele, nos pulmões, nos olhos, ou, mais raramente, nos casos de leucemia-linfoma de células T do adulto (ATL).<br><br></div><div>Classificado como um retrovírus, os HTLV- 1/2 apresentam transmissão semelhante à de outros vírus da família <em>Retroviridae</em>, como o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Assim, a transmissão pode acontecer por via sexual, quando não há a utilização de preservativo; por via vertical, com a contaminação da mãe para o fi lho, de maneira intrauterina, durante o parto, ou por meio da amamentação; ou por via sanguínea, com o compartilhamento de objetos perfurocortantes, ou pelo recebimento de doação de sangue de pessoa infectada. Com a falta de diálogo e de debate sobre a doença, muitos dos infectados não têm conhecimento de sua contaminação, dificultando o controle da enfermidade e a conscientização sobre o problema. No Pará, a doença é encontrada entre candidatos à doação de sangue, populações indígenas e usuários de drogas, mas a prevalência dela na capital, Belém, ainda precisa ser melhor avaliada.<br><br></div><div>Marcada pela dificuldade na prevenção, no controle e no diagnóstico, especialmente em países subdesenvolvidos, a infecção pelo HTLV permanece sem vacina ou cura defi nitiva conhecidas. A principal arma de combate segue sendo a divulgação de informações essenciais sobre a doença, a oferta de diagnóstico e acompanhamento, além da produção de pesquisas que monitoram a progressão da doença em determinadas regiões.<br><br></div><div>Em Belém, para compor a avaliação dos HTLV-1/2 na cidade, o acadêmico do curso de Farmácia da Universidade Federal do Pará (UFPA) Bruno José Sarmento Botelho desenvolveu, com a equipe do Laboratório de Virologia (LabVir/ICB), o trabalho <em>Avaliação do perfi l epidemiológico da infecção pelo HTLV na cidade de Belém-Pará</em>. A pesquisa foi orientada pelo professor Antônio Carlos Rosário Vallinoto e está ligada ao Projeto de Pesquisa “Marcadores epidemiológicos de frequência dos HTLV-1/2, seus subtipos moleculares e aspectos sociocomportamentais de risco para a infecção em populações humanas das Regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil”.<br><br></div><div><strong>Pesquisa ajuda a mapear cenário da doença em Belém<br></strong><br></div><div>Desenvolvido no período de agosto de 2021 a agosto de 2022, o trabalho teve como objetivo traçar um perfil soroepidemiológico da infecção de acordo com sexo e faixa etária, observar a prevalência dos tipos de HTLV encontrados e descrever os principais fatores comportamentais de risco daqueles com diagnóstico positivo, considerando relações sexuais desprotegidas, uso de drogas injetáveis, realização de transfusão sanguínea e aplicação de <em>piercings </em>ou tatuagens.<br><br></div><div>A pesquisa envolveu uma abordagem populacional, com a análise de 1.572 indivíduos moradores da cidade de Belém. A maioria dos estudos sobre esse tema considera populações específicas. Do total de participantes, 6 indivíduos testaram positivo para a presença de anticorpos para HTLV, sendo 4 do sexo feminino e 2 do sexo masculino. Metade dos analisados foi diagnosticada com HTLV-1 e a outra metade, com HTLV-2. Para o jovem pesquisador, a pesquisa ajuda a traçar o curso da infecção na população belenense, podendo relacionar fatores de risco com a infecção.<br><br></div><div>“Todo estudo de corte transversal, de prevalência, possui a finalidade de analisar a infecção em uma população em determinado corte de tempo e serve para realizarmos comparações sobre o comportamento do vírus em outros períodos, em que foram realizados estudos transversais semelhantes. Quando se aplica um método analítico, é possível inferir associações relacionadas às causas ou consequências da infecção de maneira mais rápida e, a <em>posteriori</em>, gerar novas hipóteses para estudos futuros. Em outras palavras, é uma espécie de fotografia em que se pode analisar o contexto da situação de saúde naquele momento e prospectar novas pesquisas”, destaca Bruno José Sarmento Botelho.<br><br></div><div>Estudos anteriores, realizados na Região Metropolitana de Belém, comprovaram a prevalência, na área, do tipo mais raramente associado a outras doenças, o HTLV-2. Uma das variantes moleculares do vírus também foi encontrada nas populações indígenas isoladas na Amazônia, bem como na população urbana de Belém. A teoria debatida pelo Grupo de Virologia da UFPA, desde a década de 90, considera o processo de miscigenação o responsável pela presença da variante HTLV-2 entre a população da região.<br><br></div><div>Embora o HTLV-2 esteja pouco conectado ao desenvolvimento de doenças, os estudiosos apontam que é importante que se proponham pesquisas cada vez mais abrangentes para que se mantenha o controle da porcentagem de infectados e do desenvolvimento de doenças que possam estar ligadas à infecção. A escassez de pesquisas sobre as dinâmicas de adoecimento de pessoas vivendo com HTLV-1/2 pode ocultar os números reais da doença.<br><br></div><div><strong>Iniciativa da UFPA oferta atendimento para pessoas com HTLV<br></strong><br></div><div>Como parte de um projeto que busca dar mais visibilidade à infecção de HTLV-1/2, o LabVir da UFPA desenvolve o Serviço de Atendimento à Pessoa Vivendo com HTLV (SAPEVH). A ação une profissionais de diversas áreas da saúde para promover um serviço de triagem e diagnóstico da infecção, acolhimento e aconselhamento dos pacientes, bem como monitoramento das condições de saúde do indivíduo infectado, com um calendário de consultas, exames e métodos terapêuticos em caso de detecção de patologias relacionadas à doença.<br><br></div><div>O diagnóstico é realizado por meio de dois testes laboratoriais que analisam amostra de sangue coletada em laboratório. No primeiro deles, é verificada a presença de anticorpos contra o vírus e, no segundo, em caso de resultado positivo, é verificada a presença do material genético do vírus.<br><br></div><div>A ação busca ofertar um serviço de ambulatório específico para oferecer melhor suporte ao paciente. Os atendimentos são realizados no Laboratório LabVir, no <em>Campus </em>Guamá da UFPA, sempre às sextas-feiras, das 8h às 12h. É necessário apresentar o encaminhamento médico que solicita o exame de pesquisa de infecção pelo HTLV. Caso haja confi rmação de diagnóstico, o paciente é encaminhado para atendimento na Unidade Municipal de Saúde do bairro Jurunas.<br><br></div><div><strong>Saúde e Informação </strong><strong><em>– </em></strong>Estudantes da Faculdade de Medicina da UFPA desenvolveram um aplicativo que amplia o acesso a informações sobre o vírus HTLV. A ferramenta foi pensada em parceria com o LabVir da UFPA. O HTLV Info, como foi batizado o aplicativo, apresenta informações de prevenção, sintomas e modos de transmissão da doença, bem como acesso a informações sobre os Centros de diagnóstico da infecção na Região Metropolitana de Belém. Pelo <em>software</em>, o usuário também consegue agendar, no SAPEVH, o teste rápido para detecção do vírus. O App HTLV Info está disponível para <em>download </em>gratuito no Google Play.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-18 19:40:21 UTC</pubDate>
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         <title>Belém (Re)vista</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por: Jambu Freitas<br>Foto de Naiara Jinknss<br><br>Feche os olhos e pense no termo “Amazônia”. Mas atenção! Cuidado para não reproduzir estereótipos. Afinal, a região está longe de ser um ambiente homogêneo. A pluralidade do território é tamanha que há quem chame de “as Amazônias”, sem soar exagero. O espaço engloba nove países da América Latina e abriga mais de 3 mil territórios indígenas reconhecidos legalmente, para citar apenas duas características.<br><br></div><div>Apesar da diversidade, o peso da padronização ainda é o mais forte. As produções científicas e culturais veiculadas na mídia nacional e internacional, bem como nos espaços educativos, em geral, não retratam a multiplicidade étnico-cultural presente nas Amazônias e reforçam um discurso predominante, que, não raro, apaga a cultura das pessoas e dos povos que habitam o local. O discurso que se construiu sobre a região partiu (e continua partindo) de um imaginário colonizador, que, por séculos, apontou como subalternos os povos que ali viviam. Uma representação perpetuada nos textos, nas pinturas e na fotografia séculos depois. Revistas, jornais e programas de televisão perpetuaram esses discursos para estabelecer a região amazônica brasileira somente como espaço exótico, pouco urbanizado, com predomínio de florestas e, por isso, tido como “inferior” ao resto do Brasil.&nbsp;<br><br></div><div>Na cidade de Belém, no Pará, pesquisam-se artistas que utilizam a fotografia documental urbana como objeto para a desconstrução de um discurso homogeneizador. Uma produção que parte dos moradores da região para que representem a sua realidade sob suas próprias lentes. Nesse contexto, artistas encontram espaço para retratar a realidade dos trabalhadores e comerciantes urbanos, especialmente aqueles que trabalham no Mercado do Ver-o-Peso, em Belém.&nbsp;<br><br></div><div>Profissionais, como a fotógrafa Naiara Jinknss, desenvolvem discursos de resistência nortista por meio dessa representação que contrapõe a visão estereotipada da cidade. Um trabalho que, inclusive, virou tema de dissertação de mestrado com o título <em>Cidade (Re)Vista: interpretação decolonial da fotografia de Naiara Jinknss em Belém do Pará</em>. O trabalho foi escrito por Juliane Oliveira Santa Brígida, orientado pela professora Marina Ramos Neves de Castro e apresentado em 2022, no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia, da Universidade Federal do Pará. Ao longo da pesquisa, a autora desenvolve uma abordagem fenomenológica decolonial sobre as publicações feitas por Naiara, no Instagram, ao longo do ano de 2019.<br><br></div><div>Juliane conheceu o trabalho de Naiara por meio das publicações divulgadas nas redes sociais e se conectou com a característica de produção. Ela conta que essa conexão ocorreu não só pelos tons de vermelho, verde e azul ou pelos contrastes do branco da garça e do preto do urubu, mas também pela produção humanizada, que capturava os trabalhadores do Ver-o-Peso, além das legendas com reflexões profundas sobre temas sociais como negritude, feminismo, violência contra a mulher e resistência. Os sujeitos nas imagens aparecem não somente como objetos a serem fotografados, mas também como pessoas repletas de camadas, que não temem a lente de Jinknss, pela relação de proximidade e amizade construída entre a fotógrafa e os fotografados.&nbsp;<br><br></div><div><strong>Fotógrafa cria intimidade com personagens, o que destaca seu trabalho documental</strong>&nbsp;<br><br></div><div>Para a autora, apesar de a decolonialidade não ter sido o enfoque inicial da produção da artista visual, suas fotografias assumem essa característica na forma em que se apresentam. Quando se destacam as cores, os trabalhadores, os animais, a arquitetura, o clima, o cotidiano e os problemas urbanos de Belém, também se resgata uma parte da identidade da cidade.&nbsp;<br><br></div><div>“No seu trabalho e nas suas postagens, Naiara Jinknss reivindica o fazer de uma fotografia mais humana. Ela busca ter um contato mais próximo e desenvolver essas relações com os fotografados. Então as pessoas não são personagens no trabalho da fotógrafa. As pessoas são pessoas. Com suas nuances, com suas particularidades. É muito interessante como os feirantes, os trabalhadores do Ver-O-Peso e do Mercado de Peixe não parecem intimidados pela sua câmera. Eles conhecem e têm uma relação de amizade com ela. E esses pontos foram os elementos de que eu senti falta ao pesquisar o trabalho documental de outros fotógrafos urbanos belenenses. O ponto de cisão. Eu encarei a fotografia da Naiara como diferenciada nesses determinados aspectos”, afirma Juliane Santa Brígida.&nbsp;<br><br></div><div>A princípio, a dissertação seria desenvolvida por meio de entrevistas com as pessoas fotografadas, buscando tratar de questões sobre identidade e o uso da fotografia. Em razão da Covid-19, o contato com os trabalhadores da Feira do Ver-o-Peso ficou impossibilitado, necessitando que o tema da pesquisa e sua metodologia sofressem alterações. Nessa nova construção, a autora se desdobrou sobre as redes sociais da fotógrafa para compor planilhas com os números de curtidas e comentários, medindo o alcance das publicações e a interação do público com as postagens, com o objetivo de perceber quais aspectos conectam os seguidores com as fotografias e refletir sobre como o público de Jinknss reagia ao se relacionar com as fotografias através da rede social.<br><br></div><div>Segundo Brígida, embora a construção de um discurso que foge da colonialidade possa não ter sido o principal objetivo da fotógrafa no começo de seu trabalho, suas produções adquirem essa potencialidade pelo esforço de romper com o comum e pelas construções das narrativas locais. São obras que reivindicam a cultura e um cotidiano da cidade que sofreu muito com o processo de apagamento. Com isso, a dissertação analisa criticamente o fazer fotográfico, pensando a fotografia de Naiara Jinknss como aparato de resistência contra os processos de colonização impostos na Região Norte e na Amazônia.<br><br></div><div>“O que eu espero que a minha dissertação traga para a sociedade é justamente mostrar para as pessoas que nós não somos os outros, esse é um lugar em que nos colocaram. Dizem que a Amazônia é só floresta, subestimam o nosso potencial, e eu espero conseguir expor que nós temos pesquisadores, artistas profissionais, fotógrafos e muito mais. Nada mais justo de que as imagens que representem a Amazônia sejam produzidas por quem reconhece que existe um discurso de poder hegemônico que a invisibiliza e está trabalhando para mudar esse cenário em suas produções”, concluiu a pesquisadora.<br><br></div><div>Edição Edmê Gomes - Beira do Rio edição 166<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-18 19:43:07 UTC</pubDate>
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         <title>Novos Sentidos Para a Dança</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <description><![CDATA[<div>Texto por Jambu Freitas&nbsp;<br>Foto por Sarah Prestes<br><br></div><div>Muitos sentidos são utilizados na produção de uma obra artística. Na dança, por exemplo, a visão, a audição e o tato auxiliam na composição e montagem de uma performance. Então, como pensar o desenvolvimento da dança de maneira inclusiva? Essa é a pergunta que norteia a tese Dança Sensorial: metodologias de ensino e aprendizagem e sua aplicação em um processo de criação em dança para pessoa com deficiência visual, de Marina Alves Mota. Ao longo de seu trabalho, Marina propõe a criação de metodologias sensoriais para o ensino e a aprendizagem da dança com dançarinos que possuem deficiência visual e, a partir desse processo, apresenta os resultados dessa experimentação no espetáculo Corpus Sensorialis.<br><br></div><div>No Brasil, pessoas com alguma deficiência visual representam 18,6% da população. Uma porcentagem alta de pessoas que não são consideradas durante produções artísticas como a dança. A tese apresentada no Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGArtes/ICA), com orientação do professor Cesário Augusto Pimentel de Alencar, pensa as pessoas com deficiência para além das barreiras impostas culturalmente aos seus corpos, além de valorizar suas vivências na pauta da produção artística.<br><br></div><div>“Sempre tive um olhar sensível às questões sociais, e a primeira vez que tive contato com pessoas com deficiência visual foi na Unidade Educacional Especializada José Álvares de Azevedo, em que percebi que esses corpos poderiam usufruir da dança, não só com fins terapêuticos, mas também como artistas, intérpretes e criadores. Percebi nesses corpos um potencial criativo. Eles são capazes de propor estéticas dançantes possíveis, baseadas nas suas experiências”, afirma Marina Alves Mota.<br><br></div><div>A tese foi desenvolvida na linha de pesquisa Poéticas e Processos de Atuação em Artes, que contempla estudos práticos e teóricos. Iniciando com a parte prática, foi-se pensando a utilização do tato e da audição para que os dançarinos estivessem em cena com autonomia. A parte teórica foi construída com a análise das experimentações desenvolvidas durante o espetáculo e um estudo de caso com entrevistas semiestruturadas, depoimentos gravados e registros visuais fotográficos.<br><br></div><div><strong>Laboratórios exploram tato, cinestesia e audição<br></strong><br></div><div>O espetáculo Corpus Sensorialis foi desenvolvido em dois laboratórios de experimentação. O primeiro, sobre a Dança Háptica, explorou o tato e o processo de aprendizagem da dança pelos indivíduos que não veem. Esse laboratório apresentou três metodologias que se complementam: em “Corpo Trajeto”, aplicaram-se orientações táteis no chão. As texturas mapearam o espaço da performance, adequando-o aos bailarinos: ele apresenta cegueira e ela tem baixa visão. “Corpo Contíguo” pensa a relação dos corpos no momento da dança: próximos, mas não se tocam. A bailarina utiliza o resíduo visual e o bailarino percebe o calor e a vibração do corpo da parceira. A terceira metodologia é “Corpo Escala”: um boneco articulado de madeira, com 30 centímetros, foi usado para exemplificar os movimentos da coreografia. Com as três metodologias, pôde-se desenvolver a performance de dança de maneira inclusiva e em tempo hábil.<br><br></div><div>O segundo laboratório, Corpo Sonoro, foi pensado para a audição dos dançarinos. A metodologia utilizou o som para que os dançarinos pudessem se locomover pelo palco, de maneira autônoma. O resultado foi uma orientação segura, já que, aos dançarinos, passaram a ordenar a localização do som, dos espaços de silêncio e dos espaços de abafamento, que indicavam a presença de obstáculos.<br><br></div><div>“Os laboratórios oportunizaram pensar e propor a dança para além da visualidade, com a exploração do tato, da cinestesia e da audição. Emergiram dessas experiências algumas metodologias sensoriais para o ‘fazer dança’ com pessoas com deficiência visual, todas pautadas nas experiências corporais dos sujeitos dançarinos desta pesquisa”, revela Marina Alves Mota. Para os bailarinos participantes, é importante pensar a deficiência não como limitadora, mas como espaços de criação diferenciados.<br><br></div><div>Beira do Rio - Edição 165<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-18 19:46:24 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo Beira do Rio - Jogo Virtual</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <pubDate>2024-01-15 16:06:22 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo UFPA - Autodeclaração</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <pubDate>2024-01-15 16:08:34 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo UFPA - Inscrição PS2024</title>
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         <pubDate>2024-01-15 16:09:07 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo Beira do Rio - Vírus HTLV</title>
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         <pubDate>2024-01-15 16:10:39 UTC</pubDate>
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         <title>Sustentabilidade na prática: empreendedores estão moldando o mercado artesanal através da reutilização criativa</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>No comércio de vestimentas e acessórios, as biojóias são artigos que crescem em popularidade, onde elementos naturais como pedaços de árvore, sementes e cipós, dão origem a peças vestíveis e cheias de criatividade.</strong></p><p><strong>Há mais de 10 anos, o artista periférico João Queiroz utiliza resíduos florestais para construir biojóias como brincos, colares, pingentes e pulseiras. O trabalho com artesanato já estava no sangue, pois seu pai, João Antunes, já trabalhava com a produção de objetos de decoração. João inicia a sua produção com brincos e colares feitos em sua casa no bairro do Guamá, um dos bairros mais populosos da cidade de Belém. As pequenas peças de madeira eram construídas a partir do material que sobrava das produções de seu pai, que gostava de utilizar madeiras locais. Assim surgiu a </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.instagram.com/Amazon_Designers"><strong>Amazon Designers</strong></a><strong> em 2014, que hoje realiza as vendas em plataformas digitais e eventos na cidade de Belém.</strong></p><p><br/></p><p><strong>Matéria completa no link: </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://cartaamazonia.com.br/sustentabilidade-na-pratica-empreendedores-estao-moldando-o-mercado-artesanal-atraves-da-reutilizacao-criativa/"><strong>https://cartaamazonia.com.br/sustentabilidade-na-pratica-empreendedores-estao-moldando-o-mercado-artesanal-atraves-da-reutilizacao-criativa/</strong></a><strong> </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-04-23 19:49:30 UTC</pubDate>
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         <title>Cotas Trans Aprovadas na UFPA</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <pubDate>2026-07-27 21:28:39 UTC</pubDate>
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         <title>Marcha Pelo Amor - 18 de Maio</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <pubDate>2026-07-27 21:30:39 UTC</pubDate>
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         <title>Doação de Livros - João W Nery</title>
         <author>jambufreitas</author>
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         <pubDate>2026-07-27 21:31:49 UTC</pubDate>
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