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      <title>POR QUE CREMOS? by Davi Ferreira</title>
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      <description>As perguntas importam</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-02-01 14:45:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>davidanielsferreira</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Bom dia? </div><div><br></div><div><em>Eclesiastes 2:11</em></div><div><em>“Mas, quando pensei em tudo que as minhas mãos haviam feito e em todo o esforço que empenhei no que realizei, percebi que era tudo ilusão; tudo foi como perseguir o vento”</em></div><div><br></div><div>Todas as nossas aulas, desde a primeira, vão ter no título uma pergunta. Um questionamento às vezes simples, às vezes complicado, que serve como um pontapé inicial para a aula do dia. E nosso trabalho é tentar responder essa pergunta de forma bíblica, humana, coerente, lógica e racional. </div><div><br></div><div>As perguntas movem o mundo. </div><div><br></div><div><em>São as perguntas que não sabemos responder que mais nos ensinam. Elas nos ensinam a pensar. Se você dá uma resposta a um homem, tudo o que ele ganha é um fato qualquer. Mas, se você lhe der uma pergunta, ele procurará suas próprias respostas.<br>Assim, quando ele encontrar as respostas, elas lhe serão preciosas. Quanto mais difícil a pergunta, com mais empenho procuramos a resposta. Quanto mais a procuramos, mais aprendemos. (Patrick Rothfuss)</em></div><div><br><br></div><div>O próprio “Bom dia?” perguntado no início é um exemplo bem banal disso. Se eu afirmo um “Bom dia” não abro espaço para alternativas, mas quando pergunto, posso ter respostas diferentes, e avaliar se o dia realmente está bom, e se vai ficar depois dessa aula. </div><div><br></div><div>Portanto, nosso compromisso é despertar em vocês a dúvida aqui, em um ambiente com respostas cristãs, para que quando a dúvida nos alcançar (e ela vai), tenhamos bases sólidas para firmar nossa fé.</div><div><br></div><div><em>Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.</em></div><div><em>1 Pedro 3:15</em></div><div><br></div><div>Por fim, nosso compromisso final é responder dentro desse semestre a pergunta que é o título dessa aula: Por que cremos? Por que faz mais sentido quer em Deus do que em Alá? Por que faz mais sentido tentar viver uma vida de santidade do que viver como quisermos? Por que acreditar em Deus é tão importante?</div><div><br></div><div>Se vocês souberem responder essa pergunta até o final do semestre, não teremos feito mais do que a nossa obrigação. E se não souberem responder, a culpa é toda do Miguel.</div><div><br></div><div>Após essa longa introdução, temos aqui a nossa primeira pergunta:</div><div><br></div><div><em>QUE DIFERENÇA FAZ SE DEUS EXISTE?</em></div><div><br></div><div><em>Um pastor, um culto, uma pergunta</em></div><div><br></div><div>Vou contar uma história para vocês. O homem no centro dessa imagem é Jesse, um pastor, dono de uma igrejinha no interior dos Estados Unidos. Um dia, por um motivo inexplicável, que nem ele entendeu, ele recebeu um dom, ironicamente chamado de A Palavra de Deus, que, para resumir, lhe deu o poder de fazer com que qualquer ordem sua para qualquer pessoa seja obedecida, assim, em um piscar de olhos. Se ele pedisse para alguém dançar, ela imediatamente dançaria mesmo contra sua vontade. Se pedisse para alguém pular pulariam sem nem pensar. E se pedisse que ficassem em silêncio, só falariam se ele quissesse que falassem. As possibilidades eram infinitas, e a responsabilidade também.</div><div>Mas ele era um pastor, e tudo o que ele via era mais e mais sofrimento, e o quanto a vida era sem sentido na sua cidade, então tudo o que ele mais queria era falar com Deus, diretamente, e perguntar a Ele o porquê daquilo tudo. E ele descobriu que o seu poder lhe dava essa possibilidade. A possibilidade de falar com Deus em pessoa, de ter suas perguntas respondidas. Mas ele não era egoísta, então queria que todo o seu povo ouvisse. Então, ele convocou um culto de domingo, com toda a cidade reunida, prometendo um anúncio que iria mudar suas vidas para sempre. </div><div>Chegando lá, as pessoas estavam ansiosas sobre o que teria animado tanto esse pastor de uma hora para outra. Haviam famílias inteiras, pessoas bondosas, trabalhadoras, que iam aos cultos periodicamente, e curiosos e até alguns poderosos da cidade querendo saber por que tanto alvoroço por causa de um culto. Então, depois de uma “Boa noite” enfático, ele usou seu novo poder e invocou a Deus, mandando que Ele aparecesse. Então algo estranho aconteceu, uma manifestação visível - que estava mais para uma ligação por vídeo pelo Whatsapp travando do que para uma aparição divina (mas pelo menos era alguma coisa) - surgiu no púlpito. </div><div> Um velhinho grisalho e barbudo os saudou, se dizendo Deus, e afirmando seu poder e amor por todos ali. Todos se curvaram emocionados, mas o pastor, desconfiado, usou novamente seu poder, e se arriscando, perguntou em voz alta: Me responda a verdade, você é realmente Deus?</div><div> E foi nesse momento que o velhinho gaguejou pela primeira vez. Ele mudou seu aspecto autoritário para um choroso, e mesmo contra sua vontade, disse:</div><div>- Não, eu não sou Deus, na verdade, eu só estou fingindo que sou. </div><div>- Por que? Onde está Deus? - perguntou o pastor.</div><div>- Nós...nós não sabemos. Ele...Ele foi embora do Céu e nunca mais voltou. Deus está desaparecido e não sabemos se um dia Ele vai voltar.</div><div> Tão rápido como surgiu, o velhinho se foi. E um silêncio mortal caiu sobre todos que estavam lá. Mas, não durou, após 10 segundos digerindo aquelas afirmações, a ficha caiu, e tudo mudou. Alguns começaram a lutar entre si, manifestando ódio nunca antes visto, chegando ao ponto de matar pessoas que minutos atrás se abraçavam, outros, simplesmente foram embora, outros, procuraram o primeiro precipício que encontraram, e pularam, e por último, alguns só sentaram e choraram. </div><div> Mas o pastor, ele não se abalou por um segundo. Ele decidiu pegar seu carro, e com seus dois amigos, ir procurar Deus, até encontrá-lo e finalmente ter suas respostas. </div><div><br></div><div>(Essa história é uma adaptação de uma história em quadrinhos que virou série de TV, seu nome é Preacher [“pregador” em inglês] e fala dessa busca por um Deus desaparecido) </div><div> </div><div>Uma grande vantagem do Brasil ser um país majoritariamente “cristão” é que é fácil para a maioria de nós pensar que Deus está presente. A grande desvantagem do Brasil ser um país majoritariamente “cristão” é que isso nos tornou acomodados, ao ponto de nunca pensarmos em quais seriam as implicações se Deus não estivesse, se Deus nem existisse. Não pensamos nisso. O que mudaria? O que seria diferente nas nossas vidas? Antes de falar sobre provas da existência de Deus, sobre o problema do sofrimento no mundo ou sobre ateísmo, precisamos perguntar: por que isso importa? Que diferença faz Deus existir ou não? Por que fazemos o que fazemos? Por que trabalhamos ou socializamos ou amamos? Que diferença faz se importar?</div><div><br></div><div>Salomão tinha essas mesmas perguntas. </div><div><br><br></div><div><em>Todo o esforço do homem é feito para a sua boca, contudo, o seu apetite jamais se satisfaz.</em></div><div><em>Que vantagem tem o sábio em relação ao tolo? Que vantagem tem o pobre em saber como se portar diante dos outros?</em></div><div><em>Melhor é contentar-se com o que os olhos vêem do que vaguear o apetite. Isso também não faz sentido, é correr atrás do vento.</em></div><div><em>Tudo o que existe já recebeu um nome, e já se sabe o que o homem é; não se pode lutar contra alguém mais forte.</em></div><div><em>Quanto mais palavras, mais tolices, e sem nenhum proveito.</em></div><div><em>Pois, quem sabe o que é bom para o homem, nos poucos dias de sua vida vazia, em que ele passa como uma sombra? Quem poderá lhe contar o que acontecerá debaixo do sol depois que ele partir?</em></div><div><em>Eclesiastes 6:7-12</em></div><div><br></div><div>Muitos consideram Eclesiastes um livro ácido, quase resmungão. Um livro questionador, deprimido, de um autor cansado e sem muitas esperanças. Alguns acham até estranho que esse livro esteja na Bíblia. O Miguel dará o resumo desse livro para vocês na próxima aula (histórico, cultural, autoral, e toda aquela coisa bonita do seminário), mas o que eu posso adiantar para vocês, é que Eclesiastes é um livro de investigação intelectual humana. Eclesiastes não fala muito sobre Deus, ele deixa isso para os outros 65 livros da Bíblia. A sua tarefa é demonstrar que somos totalmente incapazes de sermos inteiros e de encontrar sentido, valor e propósito na vida por nós mesmos.</div><div><br><br><br><br></div><div><em>Definindo Eclesiastes:</em></div><div><br></div><div><em>Eclesiastes é um livro que lembra João Batista. Funciona não como uma refeição, mas como um banho. Não é alimento, é limpeza. É arrependimento. É expiação. Lemos Eclesiastes para nos lavar e ficar limpos da ilusão, das opiniões (erradas), das ideias idólatras e dos sentimentos que causam revolta. Consiste na exposição e rejeição da expectativa arrogante e equivocada de que podemos viver nossa vida por nós mesmos, de acordo com as nossas regras.  </em></div><div><br><br></div><div>E é exatamente assim que funciona um mundo sem Deus. Um mundo sem Deus. Já imaginou? Muitos filósofos que vieram depois de Salomão pensaram nisso. Jean-Paul Sartre e Albert Camus argumentaram que, se Deus não existe, a vida é absurda. E eles estão certos. </div><div><br></div><div>Por que é um absurdo existir em um mundo sem Deus?</div><div><br><br></div><div><strong>Porque a morte é o fim de tudo. </strong></div><div><br></div><div> Você lembra a primeira vez que teve que lidar com a morte? Pode ser de um ente querido, de um conhecido, de um animal. É um sentimento terrível, saber que algo simplesmente pode deixar de existir, do nada, Mas se Deus não existe, a morte é ainda mais terrível. Se Deus não existe, todos os seres vivos, e todo o universo está destinado a morrer, se destruir e acabar, não tem saída. Então independente de quem você é ou fez, o seu fim é o mesmo. </div><div><br></div><div><em>Somos como prisioneiros condenados à morte, aguardando a inevitável execução da sentença. Não há como escapar, não há esperança. (W. L. Craig) </em></div><div><br></div><div> E qual é a consequência disso? Significa que a viver se torna algo absurdo, uma loucura total. Significa que a vida perde 3 coisas muito importantes: Sentido, Valor e Propósito Final.</div><div><br></div><div><em>Sentido</em></div><div><em>Tem a ver com importância, o porquê de algo importar.</em></div><div><br></div><div>Se Deus não existe, então quando morremos tudo acaba, e daqui a alguns milhões de anos (talvez milhares, talvez centenas, talvez dezenas, talvez amanhã) a humanidade também vai acabar, então qual é o sentido de fazer o que fazemos? Se o universo não foi criação de ninguém e estamos aqui só por acaso, nós não somos mais importantes que um enxame de moscas ou um bando de ovelhas, estudar para adquirir mais conhecimento, se sacrificar por pessoas, esforços diplomáticos mundiais, tudo isso vai dar no mesmo lugar - na cova. É o nosso pesadelo: já que vamos acabar em nada, não somos nada. </div><div><br><br></div><div>Mas a morte em si não é o problema, porque mesmo se tivéssemos o oposto, nada mudaria. Sem um Criador do universo, mesmo se fôssemos imortais, nossa existência ainda seria apenas um acidente, sem objetivo nenhum.</div><div><br></div><div>Vocês já viram algum filme em que o personagem seja imortal? Que ele simplesmente não possa morrer? (deixar responderem)</div><div><br></div><div>Na esmagadora maioria desses filmes, o grande desejo de um imortal sempre é poder morrer, porque a vida não tem sentido, e a morte é o único jeito de acabar com isso pelo menos.</div><div><br></div><div>Existe uma história de ficção científica de um astronauta que foi abandonado em um pedaço de rocha vazio e sem vida no meio do espaço. Ele carregava com ele dois frascos, um com um veneno mortal, outro com uma poção que dava imortalidade. Ao perceber que nunca seria resgatado e que não tinha esperança, ele tomou o frasco de veneno. Mas só então percebeu que tinha tomado o frasco errado (sempre coloquem etiquetas) e isso significava que ele estava condenado a viver para sempre, ali, perdido, em uma vida sem sentido, sem fim.</div><div><br></div><div><em>Valor</em></div><div><em>Tem a ver com o bem e o mal, o certo e o errado</em></div><div><br></div><div>Se independente de como você viver, tudo vai acabar na cova, que diferença faz se você foi Hitler ou Madre Teresa de Calcutá? Se seu destino final é o mesmo independente de como você se comportou em vida, porque ser bom? Porque não fazer apenas o que eu quiser?</div><div><br></div><div>Dostoiévski disse uma frase muito famosa:</div><div><br></div><div><em>“Se a imortalidade não existe [...] então tudo é permitido”</em></div><div><br></div><div>Richard Wurmbrand, um pastor torturado pela sua fé faz um relato da realidade desse pensamento: </div><div><br></div><div>É difícil acreditar na crueldade do ateísmo quando não se crê na recompensa do bem ou na punição do mal. Não há motivo para ser humano. Não há limites para as insondáveis profundezas do mal que se encontram dentro do homem. Os torturadores comunistas costumavam dizer: “Não há Deus, não há outra vida, não há punição para o mal. Podemos fazer o que bem quisermos." Ouvi até mesmo um torturador dizer: “Agradeço a Deus, em quem não acredito, por ter vivido para colocar para fora todo o mal que trago em meu coração.” disse essas palavras em meio a uma inacreditável brutalidade, enquanto torturava prisioneiros.</div><div><br></div><div>Se a morte é inevitável e definitiva então, não importa como se vive. Agora, você pode me dizer que mesmo sem Deus, podemos adotar princípios morais, de bondade, fraternidade, que inclusive fizemos isso, que é interessante para uma vida em sociedade essa mutualidade, o famoso “uma mão lava outra”. Mas o problema disso é que e quando sua mão não for “lavada”? E quando seus interesses pessoais forem maiores que a vontade de ajudar?</div><div><br></div><div>Um historiador escreve: </div><div><br></div><div><em>“Não há nenhuma razão objetiva para que o homem tenha moral, a menos que a moralidade traga alguma recompensa para sua vida em sociedade ou o faça sentir-se bem. Não há nenhuma razão objetiva para que o homem faça qualquer coisa, a menos que isso lhe traga algum prazer.” (S. C. Easton)</em></div><div><br></div><div>E quando o prazer acabar? Ou pior, e se alguém tiver prazer em que outras pessoas sofram? E se a alegria de alguém for matar inocentes, esquartejar crianças, ou pior, ouvir funk? Sem Deus, não temos uma referência definitiva de certo e errado. Tudo pode mudar, tudo pode ser relativo, bem e mal não passam de conceitos vazios de uma vida vazia, como Salomão gosta de lembrar.</div><div><br></div><div>O que impulsiona pessoas a irem até Brumadinho resgatar gente que nunca viu antes? Se o bem nem o mal existem, quem pode dizer que a Vale está errada e que os bombeiros estão certos? Não faz diferença.</div><div><br></div><div><em>Propósito </em></div><div><em>Tem a ver com uma meta, uma razão para algo</em></div><div><br></div><div>Se Deus não existe, e tudo isso é resultado de uma explosão, de um erro, do acaso, e o próprio universo (com seus bilhões de galáxias, estrelas e planetas) não serve para nada. Nós também não. E nosso fim será o vazio.</div><div><br></div><div>O escritor inglês H. G. Wells previu essa possibilidade. Em seu romance A máquina do tempo, um de seus personagens faz uma viagem no tempo e chega ao futuro, para descobrir o destino do homem. Tudo o que ele encontra é um planeta de cor púrpura girando em volta de um gigantesco sol, um planeta morto, exceto por uns poucos liquens e musgos. Os únicos sons são o murmúrio do vento e o barulho do mar. “Fora esses sons sem vida, o mundo se encontrava no mais completo e absoluto silêncio. Silêncio? Seria difícil descrever essa quietude, esse silêncio retumbante. Todos os sons produzidos pelos seres humanos, o som dos animais, o canto dos pássaros, o barulho dos insetos, toda a agitação que dá forma e substância ao contexto de nossas vidas — nada disso existia mais”. </div><div>E o viajante retorna no tempo.</div><div>Mas fica a pergunta: retorna por quê? Ele volta apenas para um período de tempo que inevitavelmente também vai acabar, porque esse fim sem sentido é inevitável, então para que viver?</div><div><br></div><div>Se Deus não existe, então Salomão está certo:</div><div><br></div><div><em>O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido!</em></div><div><em>Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão.</em></div><div><em>Eclesiastes 3:19,20</em></div><div><br></div><div>Mostramos então que a vida sem um Deus, não tem sentido, valor, nem propósito. </div><div>Isso tudo significa que, se Deus não existe, não há esperança para o ser humano. Se Ele não existe, então uma vida triste, vazia e cheia de desespero é o único caminho possível. Tentar viver uma vida com sentido, valor e propósito é no mínimo, viver se enganando. Podemos até tentar encontrar um propósito para viver: família, amigos, trabalho, mas no final, tudo irá para o esquecimento, não importa como foi a vida que você viveu.</div><div><br></div><div>Essa é a diferença que faz se Deus existe ou não. Triste, não é?</div><div><br></div><div> Mas o mundo inteiro procura fugir dessa realidade, por que se você não acredita em Deus e é sincero nisso, não há outra opção se não o desespero de uma vida vazia. Mas como viver assim? Então o mundo vive em uma negação constante dessa realidade. Tentando ser feliz de outras formas. Mesmo que tentar ser feliz também não leve a nada no final.</div><div><br></div><div>Francis Schaeffer explicou bem esse ponto. <em>(slide)</em></div><div>Segundo ele, o homem moderno vive em um universo de dois andares. No andar de baixo está o mundo finito sem Deus; aqui, a vida é absurda, como vimos. No andar de cima do universo existe sentido, valor e propósito. Ora, o homem moderno vive no andar de baixo, pois acredita que Deus não existe. Mas não pode ser feliz em um mundo como esse; portanto, ele está sempre dando saltos de fé para chegar ao andar de cima, em busca de sentido, valor e propósito, ainda que não tenha direito a nada disso, uma vez que não acredita em Deus.</div><div><br></div><div><em>O que sobra para quem não acredita em Deus então?</em></div><div><br></div><div><em>3 opções:</em></div><div><em>1- A opção do hospício: buscamos autorrealização no que quisermos e dane-se o mundo</em></div><div><em>2- A opção totalitária: entregamos ao Estado a responsabilidade de dizer o que deve nos tornar pessoas realizadas</em></div><div><em>3- Uma nobre mentira: É mentir para si mesmo para sermos pessoas que vão além dos próprios interesses egoístas. É aceitar qualquer estilo de vida que dê a noção de sentido, valor e propósito, mesmo que isso seja viver se enganando.</em></div><div><br></div><div> As três opções são péssimas, por isso, deve haver um caminho menos absurdo.</div><div><br><br><br></div><div>Se vimos com certeza que com Deus não existindo, não há esperança para o ser humano, isso significa que oposto também é verdade, que se Deus existe, também existe esperança. </div><div><br></div><div>Se Deus existe, a vida tem sentido, somos importantes, por que Ele nos criou. </div><div><br></div><div>Se Deus existe, a vida tem valor, por que Ele é o padrão do bom, do justo, do amável.</div><div><br></div><div>Se Deus existe, a vida tem propósito, Ele nos colocou aqui com um objetivo.</div><div><br></div><div>Agora, para finalizar, sabemos que nada disso mostra que o cristianismo da Bíblia ou que o Deus que cremos é o verdadeiro, aquele que não crê em Deus e se engana acreditando que sua vida tem propósito pode nos acusar de fazer a mesma coisa usando o Cristianismo, mas vamos deixar isso para as próximas aulas. Mas essa introdução teve o objetivo de mostrar que existem somente duas opções:</div><div><br></div><div><em>Se Deus não existir, então a vida é inútil. </em></div><div><em>Se Deus existe, então a vida tem sentido.</em></div><div><br></div><div>Só a segunda opção nos torna capazes de viver uma vida verdadeira, sem se enganar. Por isso, faz uma diferença enorme se Deus existe ou não.</div><div><br></div><div>Mas, como você tem vivido? Por que pior que a vida vazia de quem não acredita que Deus não existe, é a vida de quem acredita que Ele existe, mas vive como se Ele não existisse. Se tem algo que quis passar com essa aula, é que se tirarmos Deus da equação do universo, o universo vira nada. E se tirarmos Deus da nossa vida, nós não somos nada, não sobra vida para viver. Viver com Deus é a nossa única esperança, Ele nos dá o que mais nada nesse universo pode dar. Então, se alguém te perguntar “Que diferença faz se Deus existe?”, espero que agora você possa responder. </div><div><br></div><div><em>É noiz. Até a próxima aula.</em></div><div><br><strong>REFERÊNCIAS</strong>: "Em guarda" (W. L. Craig)<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-02 21:44:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>davidanielsferreira</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>QUEM? </strong><br>Salomão esta associado à palavra paz, com o qual compartilha as mesma consoantes (1Cr 22:9). Filho de Davi com Bete-Seba, Rei de Israel de 970 à 930 a.C.  <br><br>Vamos dividir a vida de Salomão em 4 partes.<br>Ao longo de sua vida ele teve 3 encontros documentados com Deus.<br><br></div><ul><li>A garantia do trono – Salomão foi confirmado rei numa cerimonia rápida e recebeu a benção do pai. Isso foi suficiente para dissolver qualquer oposição.  (1Rs 2) Oposição essa, vivida por Adonias seu irmão (1Rs 1) Obs.:  (1Rs 1:13) Em nenhum lugar antes na história existe tal promessa a Bete-Seba, nem em Crônicas onde Davi menciona Salomão como revelação divina, ele faz menção disso. Até onde é revelação divina ou influencia de Natã? </li><li>Sua Sabedoria e Realizações – Salomão começou a reinar com os dois pés na porta (1Rs 3). Este capítulo é marcado pelo primeiro encontro de salomão com Deus, onde ele pede sabedoria de maneira específica, querendo discernir entre o bem e o mal. Nesse contexto isso significa mais do que conhecimento do certo e errado, envolvia a habilidade de captar a essência de um problema e entender exatamente o que se passava na mente das pessoas ao redor, ter sabedoria significa possuir um coração que ouve a palavra de Deus e responde em obediência. Tudo isso foi dado a Salomão com uma condição: (1Rs 3:14)</li><li> A fama internacional de Salomão -  Salomão conclui a edificação do Templo (1Rs 8) (1Rs 9). Deus aparece a ele pela segunda vez, agora com uma advertência caso ele se desviasse dos caminhos do Senhor.  As Relações internacionais de Salomão começam a aparecer (1Rs 9:11) A visita da Rainha de Sabá (1Rs 10). Esse encontro seria condenado mais tarde pelos pelos profetas como responsável pelos pecados dos reis de Jerusalém. </li><li>Os oponentes de Salomão – a terceira palavra do Senhor a Salomão veio como julgamento por seus pecados (1RS11:11-13) o reino seria divido e tirado do controle da dinastia de Davi, porém, mesmo assim o Senhor foi misericordioso e não permitiu que todo o reino fosse perdido. Diferente das outras visitas do Senhor a Salomão esta não é seguida por exemplos de sabedoria e a glória de Salomão. Aqui o foco é perca e divisão (1Rs 11:14-42). O império de Salomão começou a desaparecer.</li></ul><div><br>Obs: o povo Hebreu foi liderado por 3 espécies de líderes espirituais: sacerdotes, profetas e sábios. Salomão foi o maior dos sábios. O profeta era um representante de Deus, enquanto o sábio, um observador do povo e dos acontecimentos. Vários profetas aconselharam Davi, mas não ha registros que alguém tenha censurado ou corrigido Salomão. <br> <br><em>Conclusão da vida de Salomão:</em><br>Salomão só foi bem sucedido no aspecto de possuir um coração entendido, ouvir as outras pessoas para fazer os julgamentos mais sábios e compartilhar com outros sua sabedoria. No entanto, ele não teve sucesso no outro aspecto, ou seja, ouvir e obedecer a vontade de Deus. No final, isso distorceu sua vida e suas atitudes. Nenhuma quantidade de sabedoria, iluminação ou sensibilidade para os outros jamais substitui um coração voltado para Deus. Salomão foi o monarca mais bem-sucedido do mundo, mas na sua vida não foi considerado um sucesso em termos de verdades eternas. Ele é um exemplo, copiado repetidamente de forma lamentável, de uma pessoa que fracassou em manter-se fiel a Deus até o fim.<br><br><strong>QUANDO?</strong><br>A data mais provável para Eclesiastes ter sido escrita é 935 a.C. - ou seja, 5 anos antes de sua morte.  <br>Politicamente, o reino de Salomão foi um oásis de paz e prosperidade entre as conquistas de Davi e o ressurgimento do Egito. As muitas alianças de Salomão com as nações vizinhas promoveram o comércio e o intercâmbio de ideias por todo o Oriente. Muitas personalidades mundiais procuraram aconselhar-se com Salomão, atraídas por sua sabedoria, riqueza, esplendor e arte. O cenário político em que viveu foi ideal para os empreendimentos arquitetônicos e o desenvolvimento da literatura e da arte. Salomão gozou de uma época de paz mundial.<br>Religiosamente, representou um período singular pela evidente unidade do culto em Israel, Davi e Salomão deram um destaque especial a música e a literatura, e a construção do templo serviu para centralizar o culto. Pouco depois da metade do seu reinado, porém, Salomão parece ter desenvolvido um espírito ecumênico de acomodamento religioso ao procurar apaziguar as suas muitas esposas estrangeiras. (1Rs11:7-8) todavia, é de presumir que Salomão tenha sido reintegrado na comunhão com o Senhor depois da divina repreensão. Pode ter sido esse o momento apropriado e meditativo de sua vida em que compôs esse livro filosófico.<br><br><strong>POR QUÊ?</strong><br>Objetivo do livro de Eclesiastes:<br>Demonstrar científica e filosoficamente, a futilidade da vida sem Deus e mostrar a satisfação e a alegria de viver na percepção da soberania divina. O livro é uma exposição dramática das arrogantes reivindicações do naturalismo. (Que é uma filosofia de vida baseada na sabedoria natural). <br><br><mark>Singularidades</mark><br>-Divido em duas partes:<br>Capítulo 1 a 6: A futilidade de procurar o significado da vida sem Deus <br>Capítulo 7 a 12: A felicidade de achar o significado da vida com Deus. <br>-Didática poética: verso poético destinado a ensinar (Provérbios e Eclesiastes).<br>-Soberania divina na vida pessoa (Ec 2:26)<br>-Enfase da eternidade e julgamento (Ec 3:11,17)<br><br>-1º Deus como criador, (Ec 12:1)<br>Deus é apresentado como inescrutavel (Ec 3:11 e 8:17)<br>-O homem é um ser finito e que deriva sua existência de Deus (Ec 3:19-20)<br>-O homem é um ser pecador: (Ec 7.20; 9.3)<br>-O homem é um ser mortal: (Ec 2.16)<br>-O homem é um ser moralmente responsável: (Ec 11.9)<br><br><strong>PERGUNTAS E RESPOSTAS</strong><br><em>A sabedoria "tola" que é descrita no capítulo um, aponta para um homem que conhecia a Deus ou que era governado pelos seus entendimentos? E como hoje podemos separar o que é correto, com tantas diferenças nas igrejas cristãs?<br></em><br>R: O CAPITULO UM ESTA FALANDO DA FUTILIDADE DA MERA SABEDORIA NATURAL, DEMONSTRANDO QUE OS ESFORÇOS HUMANOS  SÃO DESPROVIDOS DE SIGNIFICADO EM UM MUNDO QUE NÃO TRAZ REALIZAÇÃO PESSOAL AO HOMEM<br><br><em>Qual o sentido de Eclesiastes 7:1?<br></em><br>O CAP 7 ESTÁ FALANDO DO VALOR DA FORMAÇÃO DE BOM CARÁTER.<br>No mundo antigo os convidados de um banquete muitas vezes eram recebidos por um anfitrião generoso com finos óleos com os quais tinham sua fronte ungida. Além de dar uma aparência brilhante acrescentava ao ambiente e à sua pessoa o odor agradável. <br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-02 21:57:35 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>davidanielsferreira</author>
         <link>https://padlet.com/davidanielsferreira/h7pnvmhitvhf/wish/333284406</link>
         <description><![CDATA[<div>Bom dia! Eu tenho um pequeno vídeo para vocês hoje. É de um filme muito antigo, e que tem uma das frases mais icônicas do cinema. O nome do filme é “Questão de honra”, com Tom Cruise e Jack Nicholson, o ator Tom Cruise faz o papel de um advogado da Marinha norte-americana que questiona um coronel, representado por Jack Nicholson, sobre o assassinato de um de seus homens. A dramática cena do tribunal transforma-se numa grande discussão no qual Cruise acusa Nicholson de ser cúmplice do assassinato.</div><div><br></div><div><strong>Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=4RBP174Il7c</strong></div><div><br></div><div><em>Nicholson: — Eu responderei a essa pergunta ... você quer respostas?</em></div><div><em>Cruise: — Acho que eu tenho o direito!</em></div><div><em>Nicholson: — Você quer respostas!</em></div><div><em>Cruise: — Eu quero a verdade!</em></div><div><em>Nicholson: — Você não aguenta a verdade!</em></div><div><br><br></div><div>O Jack Nicholson grita para o Tom Cruise, mas o grito dele serve muito bem para a realidade que estamos vivendo agora também, por que a nossa sociedade não suporta a verdade. </div><div>Por um lado, exigimos verdade na maioria das áreas da vida:</div><div><br></div><ul><li>entes queridos (ninguém quer ouvir uma mentira de um cônjuge ou de um filho);</li><li>médicos (queremos ter a receita do remédio correto e que seja realizado o procedimento médico adequado);</li><li>tribunais (queremos que condenem apenas os verdadeiramente culpados);</li><li>empregadores (queremos que nos digam a verdade e que nos paguem de maneira justa);</li><li>companhias aéreas (exigimos aviões verdadeiramente seguros e pilotos realmente sóbrios).</li><li>Também esperamos ouvir a verdade quando escolhemos um livro de referência, lemos um artigo, ou assistimos ao noticiário. Queremos a verdade de anunciantes, professores e políticos. Pressupomos que a sinalização das estradas, as bulas dos remédios e os rótulos das comidas revelam a verdade. De fato, exigimos a verdade em praticamente todas as facetas da vida que afetam nosso dinheiro, nossos relacionamentos, nossa segurança ou nossa saúde.</li></ul><div><br></div><div>Parecemos grandes fãs da verdade não é? Mas, parece que quando o assunto é moralidade ou religião, a história muda. “Você tem o seu jeito de viver e eu tenho o meu, e tá tudo bem”, “Eu acho que a gente não pode se meter na fé dos outros” ou a minha favorita “Todos os caminhos levam a Deus”.</div><div><br></div><div>Mas claramente temos uma contradição aí. Por que tá tudo bem dizer “isso é verdade pra você mas não pra mim” sobre moralidade e religião mas não dizemos isso quando vamos no médico por exemplo? (Esse colesterol alto aí é verdade pra você, não pra mim).</div><div><br></div><div>Embora poucos admitam, nossa rejeição à verdade religiosa e moral freqüentemente está baseada em fundamentos volitivos (da vontade), e não fundamentos intelectuais: simplesmente não queremos nos submeter a qualquer padrão moral ou doutrina religiosa. Desse modo, aceitamos cegamente as fracas afirmações que dizem que a verdade não existe; tudo é relativo; não existem absolutos; tudo é uma questão de opinião; você não deve julgar; religião está relacionada à fé, e não a fatos! </div><div>Talvez Agostinho estivesse certo quando disse:</div><div><br></div><div><em>As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta. (Agostinho)</em></div><div><br></div><div>Talvez, realmente não possamos suportar a verdade.</div><div><br></div><div>Mas, em primeiro lugar, vamos às definições:</div><div><br></div><div><strong>Pergunta para os alunos:</strong></div><div><br></div><div><em>O que é a verdade?</em></div><div><br></div><div>Um homem fez exatamente essa pergunta na Bíblia, e para alguém importante, alguém lembra quem foi?</div><div><br></div><div><em>"Então, você é rei! ", disse Pilatos. Jesus respondeu: "Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem".</em></div><div><em>"Que é a verdade? ", perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu novamente para onde estavam os judeus e disse: "Não acho nele motivo algum de acusação”.</em></div><div><br></div><div><em>João 18:37,38</em></div><div><br></div><div><em>Segundo o dicionário, verdade é: “propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade” e por extensão “coisa, fato ou evento real”. O autor Norman Geisler resume dizendo que verdade é “dizer aquilo que é”. </em></div><div><br></div><div>Pilatos não esperou a resposta de Jesus. Em vez disso, ele mesmo agiu de acordo com a verdade dos fatos que se apresentaram, respondendo no versículo 38: "Não acho nele motivo algum de acusação”. E ele realmente disse aquilo que é, por que Jesus verdadeiramente era inocente. </div><div><br></div><div><strong>Mas a verdade é relativa ou absoluta?</strong></div><div><br></div><div>Esse autor que acabei de comentar, Norman Geisler, é um um debatedor cristão, e ele usa um método bem comum de lidar com afirmações que negam que a verdade seja absoluta.</div><div>Certa vez, em um debate, ele foi confrontado por um escritor humanista que disse assim:</div><div><br></div><ul><li>Esses cristãos são pessoas de mente fechada. Eu li o livro do dr. Geisler.</li></ul><div><strong>Você sabe no que ele acredita? Acredita que o cristianismo é verdadeiro e que tudo o que se oponha a ele é falso! Esses cristãos são pessoas de mente fechada!</strong></div><div><br></div><div><strong>Rapidamente, Geisler, que tinha lido o livro do humanista, levantou e simplesmente respondeu:</strong></div><div><br></div><ul><li>Esses humanistas são pessoas de mente fechada. Eu li o livro do humanista.</li></ul><div><strong>Você sabe no que ele acredita? Ele acredita que o humanismo é verdadeiro e que tudo o que se oponha a ele é falso! Esses humanistas são pessoas de mente fechada!</strong></div><div><br></div><div>Ele chama esse argumento de <strong><em>“tática do Papa-Léguas”</em></strong>, porque diz que quando alguém vem como o Coiote querendo atacar nele um argumento desse, ele é mais rápido e o argumento explode na cara de quem o construiu.</div><div><br></div><div>Isso funciona para o que chamamos de <em>“afirmações falsas em si mesmas”</em></div><div><br></div><div><em>Uma afirmação falsa em si mesma é aquela que não satisfaz o seu próprio padrão. </em></div><div><br></div><div>Por exemplo:</div><div><em>"Não existe nenhuma verdade"</em></div><div><br></div><div><strong>Essa afirmação é verdadeira ou falsa? Por quê?</strong></div><div><br></div><div>É uma afirmação falsa em si mesma, porque ela pretende ser verdadeira e, portanto, derrota a si mesma. </div><div><br></div><div>É como se eu dissesse para vocês: "Eu não consigo falar nem uma palavra em português".</div><div><br></div><div><em>"Eu não consigo ler nem uma palavra em português".</em></div><div><br></div><div><strong>Essa afirmação é verdadeira ou falsa? </strong></div><div><br></div><div>Afirmações falsas em si mesmas são feitas rotineiramente em nossa cultura pós-moderna, e, uma vez que você tenha uma capacidade aguçada de detectá-las, se tornará um defensor absolutamente intrépido da verdade. Sem dúvida, você já ouviu pessoas dizerem coisas como "Toda verdade é relativa!" "Não existe verdade absoluta!" </div><div><br></div><div>Quando você estiver na faculdade ou em uma discussão sobre isso, se alguém disser: "Toda a verdade é relativa' (responda: essa verdade que você disse é relativa?); "Não existem absolutos" (responda: você está absolutamente certo disso?) e "É verdade para você, mas não é verdade para mim!" (responda: essa afirmação é verdadeira apenas para você ou para todo o mundo?)</div><div><br></div><div>Viu? Vivemos cercados dessas afirmações falsas em si mesmas. </div><div><strong>Agora, para mostrar que isso pode ser aplicado na vida real, nada melhor do que um exemplo de evangelismo.</strong></div><div><br></div><div><strong>Os cristãos evangélicos acreditam que devem obedecer ao mandamento de Jesus que diz: "' ... vão e façam discípulos de todas as nações' " (Mt 28.19). Com o objetivo de ajudar os cristãos a levarem adiante essa "grande comissão", um cristão chamado James Kennedy criou uma técnica de evangelização de porta em porta chamada "Evangelismo Explosivo" (EE). Se você é cristão, a técnica do EE vai permitir que você avalie rapidamente onde uma pessoa está em termos espirituais. Depois de apresentar-se, você deve fazer duas perguntas:</strong></div><div><br></div><div><strong>1. Posso fazer-lhe uma pergunta de cunho espiritual?</strong></div><div><strong>2.Se você morresse esta noite e se apresentasse diante de Deus e ele lhe perguntasse: "Por que eu deveria deixar você entrar no meu céu?", o que você diria?</strong></div><div><br></div><div><strong>A maioria das pessoas fica suficientemente curiosa a ponto de dizer sim à pergunta número 1 (se elas disserem "o que você quer dizer com 'pergunta de cunho espiritual'?", vá adiante e faça a pergunta 2). </strong></div><div><br></div><div><strong>Em relação à segunda pergunta, o manual do EE prevê que normalmente "boas obras" é a resposta mais freqüentemente citada pelos não-cristãos. Como você sabe, alguma coisa como "Deus vai me aceitar porque sou uma pessoa boa. Não matei ninguém; vou à igreja; dou esmolas aos pobres ... ". Nesse caso, o manual do EE diz que você deve responder com o evangelho (literalmente, as "boas-novas"), que diz que todos (incluindo você) deixaram de atingir o perfeito padrão de Deus e que nenhuma boa obra pode apagar o fato de que somos pecadores; mas a boa notícia é que podemos ser salvos da punição ao confiar em Cristo, que foi punido em nosso lugar.</strong></div><div><strong>Embora essa técnica seja muito bem-sucedida, alguns não-cristãos não respondem às duas perguntas da maneira que se espera. </strong></div><div><br></div><div><strong>Aqui começa o testemunho do autor, com uma história que se desenrola assim:</strong></div><div><br></div><div><strong>Eu [Normam], por exemplo, decidi usar a técnica do EE nas ruas juntamente com um membro da minha igreja. Veja o que aconteceu.</strong></div><div><strong>Toc, toc.</strong></div><div><strong>— Quem está aí? — perguntou um homem que veio à porta. Estendi minha mão e disse:</strong></div><div><strong>— Olá! Meu nome é Normam. Este é meu amigo Ron. Somos de uma igreja que fica no fim desta rua.</strong></div><div><strong>— Meu nome é Don — respondeu o homem, passando rapidamente os olhos sobre nós. </strong></div><div><strong>Parti imediatamente para a ação fazendo a pergunta número 1: — Don, você se importa se lhe fizermos uma pergunta de cunho espiritual?</strong></div><div><strong>— Não, vá em frente — disse Don corajosamente, como se estivesse ansioso para ter um pregador do evangelho como sobremesa.</strong></div><div><strong>Joguei a pergunta número dois em cima dele.</strong></div><div><strong>— Don, se você morresse esta noite e se apresentasse diante de Deus e ele lhe perguntasse: "Por que eu deveria deixar você entrar no meu céu?", o que você diria? — Eu diria a Deus: "Por que você não me deixaria entrar no seu céu?" retrucou Don.</strong></div><div><strong>Ele, ele não deveria dizer isso! Quer dizer, a resposta daquele homem não estava no manual!</strong></div><div><strong>Depois de um segundo de pânico, fiz uma breve oração e respondi:</strong></div><div><strong>— Don, se eu batesse na sua porta buscando entrar na sua casa e você dissesse: "Por que eu deixaria vocês entrarem em minha casa?", e nós respondêssemos:</strong></div><div><strong>"Por que você não nos deixaria entrar?", o que você diria?</strong></div><div><strong>Don apontou o dedo para o meu peito e disse de maneira bem ríspida:</strong></div><div><strong> — Eu lhe diria para onde você deveria ir!</strong></div><div><strong>Respondi imediatamente:</strong></div><div><strong>— É exatamente isso o que Deus vai dizer a você!</strong></div><div><strong>Por um instante, Don pareceu surpreso, mas então apertou os olhos e disse:</strong></div><div><strong>— Para falar a verdade, não acredito em Deus. Sou ateu.</strong></div><div><strong>— Você é ateu?</strong></div><div><strong>— É isso mesmo!</strong></div><div><strong>— Bem, você tem certeza de que Deus não existe? — perguntei. Ele fez uma pausa e disse:</strong></div><div><strong>— Bom, não, não estou absolutamente certo. Acho que é possível que Deus exista.</strong></div><div><strong>— Então, você não é verdadeiramente ateu. Você é um agnóstico — disse eu -, pois um ateu diz: "Eu sei que Deus não existe", e o agnóstico diz: "Eu não sei se Deus existe".</strong></div><div><strong>— É ... está certo; então acho que sou agnóstico — respondeu ele.</strong></div><div><strong>Agora estávamos realmente progredindo. Com apenas uma pergunta, saímos do ateísmo para o agnosticismo! Mas eu ainda precisava descobrir que tipo de agnóstico era Don. Então, perguntei:</strong></div><div><strong>— Don, que tipo de agnóstico é você? Ele riu e perguntou:</strong></div><div><strong>— O que você quer dizer com isso? — (provavelmente ele estava pensando assim: "Um minuto atrás, eu era ateu — não faço a menor idéia do tipo de agnóstico que sou agora!").</strong></div><div><strong>— Bom, existem dois tipos de agnósticos — expliquei. — Existe o agnóstico comum que diz que não sabe com certeza, e existe o agnóstico decidido que diz que é impossível saber alguma coisa com certeza.</strong></div><div><strong>Don estava tranqüilo com relação a isso. Ele disse:</strong></div><div><strong>— Eu sou do tipo decidido. Não se pode saber nada com certeza. </strong></div><div><strong>Reconhecendo a natureza de sua afirmação falsa em si mesma, joguei a tática do Papa-léguas sobre ele, perguntando:</strong></div><div><strong>— Don, se você diz que não é possível saber nada com certeza, então como você pode saber isso com certeza?</strong></div><div><strong>Aparentando estar confuso, ele disse:</strong></div><div><strong>— O que você quer dizer com isso? </strong></div><div><strong>Explicando tudo de outra maneira, eu disse:</strong></div><div><strong>— Como você sabe com certeza que não se pode saber nenhuma coisa com certeza?</strong></div><div><strong>Eu já podia ver uma lâmpada se acendendo sobre sua cabeça, mas decidi acrescentar mais uma coisa:</strong></div><div><strong>— Além do mais, Don, você não pode ser cético sobre tudo, porque isso é equivalente a dizer que você duvida do ceticismo. Mas quanto mais você duvida do ceticismo, mais seguro se torna.</strong></div><div><strong>Ele afrouxou um pouco e disse:</strong></div><div><strong>— Tudo bem, acho que realmente é possível saber algumas coisas com certeza.</strong></div><div><strong>Devo ser um agnóstico comum.</strong></div><div><strong>Agora estávamos chegando a algum lugar. Com apenas algumas perguntas, Don saiu do ateísmo, passou para o agnosticismo decidido e depois para o agnosticismo comum.</strong></div><div><strong>Continuei:</strong></div><div><strong>— Uma vez que agora você admite que pode saber alguma coisa, por que não reconhece que Deus existe?</strong></div><div><strong>Encolhendo os ombros, ele disse:</strong></div><div><strong>— Porque ninguém me mostrou provas, eu acho.</strong></div><div><strong>Agora era a hora de fazer a pergunta que vale 1 milhão de dólares: — Você gostaria de ver algumas provas?</strong></div><div><strong>— Certamente — respondeu ele.</strong></div><div><strong>Este é o melhor tipo de pessoa com a qual se conversar: alguém que está disposto a olhar honestamente para as provas. Estar disposto é essencial. As provas não podem convencer quem não está disposto.</strong></div><div><strong>Uma vez que Don estava disposto, demos a ele um livro intitulado [Quem tirou a pedra?] O autor era um cético que se dispôs a escrever um livro refutando o cristianismo mas que, em vez disso, ficou convencido pelas provas de que o cristianismo era realmente verdadeiro (de fato, o primeiro capítulo do livro tem o título "O livro que se recusava a ser escrito").</strong></div><div><strong>Visitamos Don algum tempo depois. Ele descreveu a prova apresentada pelo autor como "bastante convincente" . Várias semanas depois, no meio de um estudo do evangelho de João, Don aceitou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal.</strong></div><div><strong>Hoje, Don é diácono numa igreja batista de uma cidade próxima a St. Louis, no Estado norte-americano do Missouri. Há vários anos, todos os domingos pela manhã, ele dirige o ônibus da igreja que passa pela vizinhança local para pegar crianças cujos pais não vão à igreja.</strong></div><div><br></div><div>Então, estabelecemos que existem sim verdades absolutas, tão absolutas que para afirmar que elas não existem precisaríamos criar uma verdade absoluta. </div><div><br></div><div>Além disso, existem muitas outras verdades sobre a verdade. Veja algumas delas:</div><ul><li><em>A verdade é descoberta, e não inventada</em>. Ela existe independentemente do conhecimento que uma pessoa tenha dela (a lei da gravidade existia antes de Newton).</li><li><em>A verdade é transcultural.</em> Se alguma coisa é verdadeira, então ela é verdadeira para todas as pessoas, em todos os lugares, em todas as épocas (2 + 2 = 4 para todo o mundo, em todo lugar, o tempo todo).</li><li><em>A verdade é imutável</em>, embora as nossas crenças sobre a verdade possam mudar (quando começamos a acreditar que a Terra era redonda, em vez de plana, a verdade sobre a Terra não mudou; o que mudou foi nossa crença sobre a forma da Terra).</li><li><em>As crenças não podem mudar um fato</em>, não importa com que seriedade elas sejam defendidas (alguém pode sinceramente acreditar que o mundo é plano, mas isso faz apenas a pessoa estar sinceramente errada, alguém pode sinceramente acreditar que o Palmeiras tem mundial, mas infelizmente isso não torna essa afirmação uma verdade).</li><li><em>A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa</em> (uma pessoa arrogante não torna a verdade que ela diz falsa. Uma pessoa humilde não faz o erro que ela diz transformar-se em verdade).</li><li><em>Todas as verdades são verdades absolutas</em>. Até mesmo as verdades que parecem ser relativas são realmente absolutas (e.g., a afirmação "Eu, Davi Daniel, senti calor no dia 20 de novembro de 2003" aparentemente é uma verdade relativa, mas é realmente absoluta para todo o mundo, em todos os lugares, que Davi Daniel teve a sensação de calor naquele dia).</li></ul><div><br></div><div>Em resumo, é possível haver crenças contrárias, mas verdades contrárias é uma coisa impossível de existir. Podemos acreditar que uma coisa é verdade, mas não podemos fazer tudo ser verdade.</div><div><br><br></div><div>Mas como isso nos ajuda? Agora sabemos desmascarar o uso de frases falsas em si mesmas, e como a verdade se mostra, e isso nos ajuda a responder a uma pergunta simples, mas importante: <strong>É POSSÍVEL QUE TODAS AS RELIGIÕES SEJAM VERDADEIRAS? </strong></div><div><br></div><div>A resposta parece simples agora, mas essa é uma dúvida que não é enfrentada só por quem não é cristão, mas até por cristãos. </div><div><br></div><div>Ronald Nash, professor de seminário, ouviu um bom exemplo disso. Ele nos contou sobre um aluno dele que foi para casa no Kentucky, Estados Unidos, no feriado de Natal há alguns anos. Durante aquele feriado, esse aluno, que acreditava na Bíblia, criou coragem e, num domingo, foi a uma igreja na qual nunca tinha ido. Mas tão logo o pastor pronunciou a primeira frase de seu sermão, o aluno percebeu que tinha cometido um erro: o pastor estava contradizendo a Bíblia.</div><div><br></div><div>— O tema do meu sermão nesta manhã — disse o pastor — é que todas as crenças religiosas são verdadeiras!</div><div>O aluno se contorcia no banco à medida que o pastor prosseguia, assegurando a cada membro de sua congregação que todas as crenças religiosas que eles tinham eram "verdadeiras"!</div><div>Quando acabou o sermão, o aluno queria sair rapidamente sem ser notado, mas o pastor, todo animado, estava esperando à porta para abraçar todas as pessoas da congregação.</div><div>— Filho — disse o pastor com uma voz estrondosa, saudando aquele aluno -, de onde você é?</div><div>— Na verdade, sou daqui mesmo, senhor. Voltei para casa durante as férias do seminário.</div><div>— Seminário? Que bom! E então? Que crenças religiosas você tem, filho?</div><div>— Eu preferiria não dizer, senhor.</div><div>— Por que não, filho?</div><div>— Porque não quero ofendê-lo.</div><div>— Ah, meu filho, você não vai me ofender. Além do mais, não importa quais sejam as suas crenças, elas são verdadeiras. Então, no que você acredita?</div><div>— Tudo bem — relaxou o aluno. Ele se inclinou na direção do pastor, cobriu a boca com a mão e sussurrou:</div><div>— Senhor, creio que o senhor vai para o inferno!</div><div>O rosto do pastor ficou vermelho enquanto ele tentava responder.</div><div>— Bem, eu, ah, acho que cometi um erro! Não é possível que todas as crenças religiosas sejam verdadeiras, porque a sua certamente não é!</div><div><br></div><div>O fato é que o pastor percebeu não ser possível todas as crenças religiosas serem verdadeiras, é porque muitas crenças religiosas são contraditórias: elas ensinam realidades opostas.</div><div><br></div><div>A noção de que todas as religiões ensinam basicamente a mesma coisa — que devemos amar uns aos outros — demonstra um sério mal-entendido das religiões mundiais. Embora a maioria das religiões tenha algum tipo de código moral semelhante — porque Deus implantou o certo e o errado em nossa consciência (vamos discutir isso em aulas mais para frente) -, elas discordam em quase todas as questões principais, incluindo a natureza de Deus, a natureza do homem, pecado, salvação, céu, inferno e criação!</div><div><br></div><div>Veja a seguir algumas dessas principais diferenças:</div><div><br></div><ul><li>Judeus, cristãos e muçulmanos acreditam em diferentes versões de um Deus teísta, enquanto a maioria dos hindus e dos adeptos da Nova Era acreditam que tudo o que existe é parte de uma força impessoal e panteísta que chamam de Deus.</li><li>Muitos hindus acreditam que o mal é uma total ilusão, enquanto cristãos, muçulmanos e judeus acreditam que o mal é real.</li><li>Os cristãos acreditam que as .pessoas são salvas pela graça, enquanto todas as outras religiões, se é que acreditam em salvação, ensinam algum tipo de salvação por meio das boas obras (a definição de "boa obras” e daquilo do que faz você ser salvo varia grandemente).</li></ul><div><br></div><div><strong>God of War</strong></div><div><br></div><div>Agora, alguns com certeza se perguntaram por que eu fiz a arte da aula de hoje com o plano de fundo de God of War 4, com essa cena super familiar de Kratos e seu filho matando um Troll gigante. É por que eu achei bonito? Também. Mas o objetivo principal disso foi apontar para algo que é colocado sutilmente na história. Na narrativa, acompanhamos Kratos, um deus grego que abandona a mitologia grega e encontra um lar em Midgard, na mitologia nórdica, que existe no mesmo universo que a grega. E no desenrolar da história, descobrimos que existe o chamado Reino entre os Reinos, o que significa que todas as mitologias estão conectadas e funcionando ao mesmo tempo em realidades diferentes. O que isso significa? Que no universo de God of War todas as religiões são verdadeiras. O que significa que o jogo é maravilhoso, mas é um jogo falso em si mesmo, por que a existências de algumas religiões excluem a possibilidade das outras. Todas as religiões serem verdadeiras só funciona no jogo, no mundo real, a lógica e o bom senso não permitem que isso seja verdade.</div><div><br></div><div>Entretanto, <strong>(importante)</strong></div><div><strong>Aí entra nosso </strong><strong><em>POSICIONAMENTO</em></strong><strong> CRISTÃO</strong></div><div>Por que isso não significa que outras religiões não devam ser respeitadas, ou toleradas. Ao contrário de um <em>comportamento pós-moderno de que tolerância religiosa significa aceitar todas as religiões como verdadeiras, para nós cristãos tolerância religiosa significa respeitar religiões mesmo que as consideremos falsas. </em></div><div><br></div><div>Por quê? Por que embora devamos respeitar os direitos que os outros têm de não acreditarem na Bíblia se quiserem, seremos tolos e, talvez, até não amorosos, se aceitarmos todas as crenças religiosas como verdadeiras. Por que isso não seria amoroso? Porque se o cristianismo é verdadeiro, então não seria amoroso sugerir a alguém que sua crença religiosa oposta também é verdadeira. Afirmar tal erro seria manter a outra pessoa no seu caminho rumo à destruição. Em vez disso, se o cristianismo é verdadeiro, devemos gentilmente lhes dizer a verdade, porque somente a verdade pode libertá-los. Essa é literalmente a frase que Cristo disse:</div><div><br></div><div><em> E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.</em></div><div><br></div><div><em>João 8:32</em></div><div><br></div><div><strong>Quem é a verdade? </strong></div><div><br></div><div><em>Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.</em></div><div><br></div><div><em>João 14:6</em></div><div><br></div><div>Para finalizar, gostaria de testar com vocês a tática do Papa-léguas uma última vez. Com uma história que quase todo mundo já ouviu. </div><div><br></div><div><em>Os cegos e o elefante</em></div><div><br></div><div><em>“Seis homens cegos encontram por acaso um elefante. Todos encostam nele. Cada um sente uma parte diferente do elefante e assim chega a conclusões diferentes sobre o objeto que está diante de si. Um deles toca as presas e diz: "É uma lança!". Outro segura a tromba e diz: "É uma cobra!". Outro abraça a perna e diz: "É uma árvore!". O homem cego que está segurando a cauda pensa: "É uma corda!". Aquele que toca nas orelhas conclui:</em></div><div><em>"É um leque!". Por fim, aquele que está ao lado do elefante está certo de que "é uma parede!”</em></div><div><br></div><div>Diz-se que esses 6 homens representam as religiões mundiais porque cada um vem com uma diferente conclusão sobre aquilo que está sentindo. Tal como cada um desses homens cegos, dizem alguns, nenhuma religião tem a verdade. A verdade religiosa é relativa para cada indivíduo. Ela é subjetiva, e não objetiva.</div><div>Isso pode parecer bastante persuasivo até que você faça a si mesmo a seguinte pergunta: "E quem tá contando essa história?"</div><div><br></div><div>Vejamos, aquele que está contando a história... Ele parece ter uma perspectiva objetiva de todo o procedimento, porque pode ver que os homens cegos estão errados. Exatamente! Na verdade, a pessoa não saberia que os homens cegos estavam errados a não ser que tivesse uma perspectiva objetiva daquilo que era certo!</div><div>Portanto, se a pessoa que está contando a parábola pode ter uma perspectiva objetiva, por que os homens cegos não podem tê-la? Eles podem — se os cegos repentinamente pudessem ver, eles também perceberiam que estavam originalmente errados. O que está diante deles é realmente um elefante, e não uma parede, uma árvore ou uma corda.</div><div><br></div><div>E é essa a nossa responsabilidade como cristãos, fazer como Jesus fez, e trazer visão aos cegos, trazer clareza aos perdidos que não conhecem a verdade que é Cristo. </div><div><br></div><div>Mas você pode dizer: mas você não provou que Cristo é a verdade! É verdade, mas vamos deixar isso para outra aula. Por enquanto, vamos para o resumo de hoje:</div><div><br></div><div><em>1.Apesar do relativismo que emana de nossa cultura, a verdade é absoluta, exclusiva e passível de conhecimento.</em> Negar a verdade absoluta e a capacidade de conhecê-la é uma afirmação falsa em si mesma.</div><div><br></div><div><em>2.A "tática do Papa-léguas" estabelece o princípio da não-contradição e ajuda a expor uma afirmação falsa em si mesma, tão comum nos dias de hoje.</em> Isso inclui afirmações como "Não existe verdade!" (isso é verdade?); "Toda verdade é relativa!" (essa verdade é relativa?) e "Você não pode conhecer a verdade!" (então como você sabe isso?). Basicamente, qualquer declaração que não possa ser afirmada (porque contradiz a si mesma) deve ser falsa. Os relativistas são derrotados por sua própria lógica.</div><div><br></div><div><em>3.A verdade não depende de nossos sentimentos ou preferências.</em> Uma coisa é verdadeira quer gostemos dela quer não.</div><div><br></div><div><em>4.Ao contrário do que diz a opinião popular, as principais religiões mundiais não "ensinam as mesmas coisas"</em>. Elas possuem diferenças essenciais e concordância apenas superficial. Não é possível que todas as religiões sejam verdadeiras, porque ensinam coisas opostas.</div><div><br></div><div><em>5.Analisando logicamente, uma vez que não é possível todas as religiões serem verdadeiras, não podemos defender a nova definição de tolerância que exige aceitarmos a impossível idéia de que todas as crenças religiosas são verdadeiras</em>. Devemos respeitar as crenças dos outros, mas amorosamente dizer a verdade. Além do mais, se você realmente ama e respeita as pessoas, sabiamente lhes dirá a verdade sobre informações que podem ter consequências eternas.</div><div><br></div><div>E essa é resposta da nossa pergunta de hoje, essa é a diferença que faz se a verdade existe. </div><div><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS</strong>: “Não tenho fé suficiente para ser ateu” (N. Geisler) e “Fé na era do ceticismo” (T. Keller)</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-20 17:21:05 UTC</pubDate>
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