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      <title>Caixinha de textos  by Amanda Rix</title>
      <link>https://padlet.com/amandarix/Bookmarks</link>
      <description>Prof. Amanda Rix</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-01 16:02:11 UTC</pubDate>
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         <title>[Fuvest] Redação-modelo </title>
         <author>amandarix</author>
         <link>https://padlet.com/amandarix/Bookmarks/wish/1942156107</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Janelas fechadas para a pandemia</strong><br><br>“Em vez de reza uma praga de alguém / e um silêncio servindo de amém”. Diante de um “corpo estendido no chão”, um aglomerado de curiosos com ele pouco se importa. Ao descrever-nos certa cena de um crime, o eu-lírico da canção de João Bosco e Aldir Blanc dá margem a discussões sobre as formas de conivência com um estado de coisas em que não se velam os mortos e silencia-se sobre eles. Em 2020, quando o coronavírus, causador de uma doença respiratória (Covid-19), começou a alastrar-se por todos os continentes, infectando milhões de pessoas e matando milhares delas, houve quem considerasse imperativo repensar a noção de comunidade em um mundo que, de tão globalizado, não permitiu a ninguém escapar desse acontecimento. O que se nota, contudo, ao analisar-se o quadro atual, é a prevalência de comportamentos individualistas em detrimento da preocupação com o todo, reafirmando-se a tendência de que fiquemos apáticos frente aos corpos estendidos às centenas por dia. Nesse contexto, o capital continua a ditar as regras e a encontrar meios de se adaptar, ele sim, às novas demandas.</div><div><br>Porque o cotidiano está organizado para que nos voltemos apenas para nossas necessidades individuais, é difícil haver espaço para o comunitário. Se estamos em uma sociedade de mercado, a lógica a reger todas as esferas é a da economia, pautada em relações de produção e consumo, cabendo a cada um gerar sua própria fonte de renda e, assim, bastar-se a si mesmo. Logo, é compreensível que mesmo frente a uma crise sanitária mundial a atingir principalmente os grupos mais vulneráveis da população – os mais velhos e os mais pobres –, diversas pessoas tenham se contentado, quando muito, a se adequarem a medidas de prevenção ao contágio pelo vírus, usando máscaras ou evitando deixar seus lares enquanto permaneciam dedicadas a suas tarefas diárias. Nesse sentido, “Fique em casa”, “hashtag” que se popularizou nas redes nesse período, talvez revele o limite de nosso altruísmo: ele termina onde terminam os horizontes de quem tem como se isolar. Assim, essa perspectiva individualista – que acaba por silenciar sobre 1000 mortes a cada 24 horas –, e não o olhar para o outro, prevalece.</div><div><br>Nesse cenário de manutenção do “status quo”, o capital encontra formas de se reproduzir, operando de modo a lucrar com a pandemia. “Veio o camelô vender / anel, cordão, perfume barato / baiana pra fazer / pastel e um bom churrasco de gato”. Em outro trecho da música, a cena do crime é capitalizada por comerciantes ávidos por fazer dos observadores seus clientes. Analogamente, enquanto o preço do álcool gel subia em diversos estabelecimentos, equipamentos de proteção eram cada vez mais personalizados, maximizando-se os lucros de seus vendedores. Da mesma forma, empresários do setor de tecnologias e da saúde chegaram a multiplicar por quatro suas riquezas em 2020, segundo levantamento do banco suíço UBS. Se a proteção precisa ser comprada, entende-se o porquê de grande parte das vítimas do novo coronavírus ser composta por pessoas de baixo poder aquisitivo. Não há, desse modo, comunidade, mas apenas reafirmação de um estado de coisas desigual e desumano.&nbsp;</div><div><br>Logo, o comportamento individualista de sujeitos inseridos na lógica de mercado impossibilita, mesmo em uma situação que poderia ser entendida como limite, a valorização daquilo que é comum a todos – a fragilidade da vida. Ileso, sobrevive e se reinventa o capital. Enquanto permanecermos fechando nossas janelas “de frente pro crime”, noção alguma de mundo comum prosperará entre nós.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br><br>Autoria: Amanda Rix</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-11 23:19:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/amandarix/Bookmarks/wish/1942156107</guid>
      </item>
      <item>
         <title>&quot;De frente pro crime&quot;</title>
         <author>amandarix</author>
         <link>https://padlet.com/amandarix/Bookmarks/wish/1968838174</link>
         <description><![CDATA[<div>Ouvir antes de ler "Janelas fechadas para a pandemia"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-30 13:36:33 UTC</pubDate>
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