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      <title>Uma viagem por Lençoís-BA by Yuri Caetano</title>
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      <description>Mapa interativo apresentado pela turma da disciplina EDU560 - Estágio Curricular Obrigatório I do semestre letivo 2023.1 da Universidade Estadual de Feira de Santana como trabalho-resultado da viagem de campo realizada ao município da Região da Chapada Diamantina, Lençoís.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-05-23 18:32:39 UTC</pubDate>
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         <title>Praça Horácio de Matos</title>
         <author>contatoyuricaetano</author>
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         <description><![CDATA[<div>Antiga "Praça do Mercado" e atualmente levando o nome do coronel que ganhou alcunha de "Governador da Chapada", a praça principal da cidade de Lençóis é o principal espaço onde podemos perceber a preservação patrimonial efetivada.&nbsp;<br>Atualmente, trata-se do local mais ativo em termos de turismo, comercialização e vida noturna, sendo passagem obrigatória para quem visita Lençóis.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-24 19:54:18 UTC</pubDate>
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         <title>Antigo Quartel do Coronel Horácio de Matos, atual Residência do Srº Romério Costa Alves</title>
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         <description><![CDATA[<div>Ao discutir sobre o evento conhecido como "Revolução Sertaneja" iniciado em 1920 sob o comenado do coronel Horácio de Matos, Isnara Ivo (2003) indica que tal insurgência contra o poder republicano só fora possível pois: "ocorreu a capitulação não só do governo estadual, mas também federal diante do <strong>poder político armado</strong> dos coronéis" (IVO, 2003, p. 9, <em>grifo nosso</em>).<br>O poder armado que a autora menciona teria sido organizado pelo líder da revolta em uma antiga residência que data do ano de 1866 que seria <em>repropositada </em>no contexto da revolta como o quartel general de operações do mesmo. Tendo uma vista privilegiada de seu domínio, era nesta residência que o Coronel Horácio de Matos planejava, treinava seus soldados e observava cuidadosamente o município dos "<em>Lençóes</em>".<br>Atualmente, a residência se trata de uma propriedade privada do senhor Romério Alves, que particularmente opera os cuidados com este importante lugar da memória do coronelismo em Lençóis. Testemunha o senhor Romério que o mesmo não pertence a família do coronel, sua família - composta por uma "mãe lusitana, pai descendente de africano e 4 filhos" - havia comprado por volta dos anos 40, após a derrocada do coronel.<br>Por dentro, o espaço ainda preserva as estruturas dos momentos mais aguçados da revolta coronelista, sendo possível perceber até buracos utilizados pelas tropas para o posicionamento de suas armas durante conflitos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-24 20:12:16 UTC</pubDate>
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         <title>Secretaria de Turismo de Lençóis: Ode aos que governam</title>
         <author>contatoyuricaetano</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na principal avenida da cidade localiza-se o prédio da Secretária de Turismo (SETUR) que no coração do município tem uma importante função: situar historicamente os turistas que por ali passam.<br>Atendidos pelo funcionário, nosso grupo fora guiado pelo local com seus comentários, alguns historicamente acertados como a existência do garimpo na cidade até a década de 50 e a devastação ambiental que o mesmo causou. Outros historicamente dúbios como a afirmação da inexistência da escravidão na região.<br>Foi neste espaço, porém, que nos recordamos de uma passagem do romance "Além dos Marimbus" (1968), de Herberto Sales que segue:<br><em><mark>Chegou-lhe aos ouvidos a conversa de Jenner e Manuel João:</mark></em></div><div><em><mark>- Quantos palmos êle deve ter?&nbsp;</mark></em></div><div><em><mark>-Uns trinta.</mark></em></div><div><em><mark>- Então você vai apurar um bom dinheiro com o couro.</mark></em></div><div><em><mark>- Não senhor. O couro eu tenho que entregar ao Coronel Moreira</mark></em></div><div>(SALES, 1968, p. 50)<br>A figura do coronel se destaca, sobretudo, pelo controle. Discute Resende (2018) que: "o coronel, de quem todos dependem, tem sua base de poder local estruturada a partir de alianças com “pequenos coronéis”, geralmente líderes nos distritos que compõem o município, com as “personalidades” locais [...}. Em caso de necessidade, ele não hesita em organizar milícias privadas temporárias, mobilizadas em situações de confronto armado com coronéis rivais e mesmo contra governantes de seus estados. " (RESENDE, 2018, p. 69)<br>Nesse sentido, dentre as informações prestadas para nosso grupo está a presença de uma família que atualmente governa a cidade de Lençóis há algum tempo. Mesmo com uma interrupção na governança, soma-se nessa família 6 mandatos na prefeitura municipal, sendo esta influente na região, possuindo negócios por toda a cidade.&nbsp;<br>Exposta a galeria de prefeitos, é interessante perceber a continuidade de padrões na governança municipal e seus instrumentos, que Herberto já retratava em seu romance e que o município já está habituado há algum tempo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-28 15:47:50 UTC</pubDate>
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         <title>Até breve, Lençóis!</title>
         <author>contatoyuricaetano</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-05-28 16:47:58 UTC</pubDate>
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         <title>Rua São Benedito (Ant. Rua dos Negros - Lençóis, BA</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/contatoyuricaetano/h269d2rkhj8ddhq8/wish/2609141455</link>
         <description><![CDATA[<div>A foto acima é da rua São Benedito, mas até hoje é popularmente conhecida como Rua dos Negros pela população e visitantes. Apesar da sua relevância histórica na cidade, como um reduto de escravizados, sua presença vem sendo apagada da memória local, principlamente quando orgãos responsáveis pelo turismo e cultura, deixam de lado qualquer menção a este território. Como foi o caso que os estudantes presenciaram durante visitação na secretaria de turismo, onde foi referida a fala de que "em Lençóis não houve escravidão", isso explica a exclusão desse território dos circuitos turísticos (que contemplam na maior parte locais que têm histórico relacionado ao garimpo), causando uma alteração no discurso sobre as origens da cidade (apagamento da escravidão em Lençóis), que no caso, não se resumem a memória do garimpo, que apesar de ser um traço forte do processo de povoamento desse espaço, foi antecedido pelo processo de escravidão comum a grande maioria das cidades do Brasil. Uma fonte para confrontar esse discurso é a origem paterna de uma figura conhecida durante o Brasil imperial, o militar Dom Obá II (Cândido da Fonseca Galvão) que chegou a realizar audiências com o próprio Dom Pedro II, cujo pai foi escravizado no territóio de Lençóis.<br><br><strong>por: Adriellen Aragão, Amanda Barbosa, Gabriel Ferreira, Maurício Correia, Paulo Amaral, Raila Rios e Victória Leal.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-30 13:23:23 UTC</pubDate>
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         <title>O Jarê</title>
         <author>robsoncostaufpb</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em seu livro, “Jarê - Uma face do Candomblé: Manifestação religiosa na Chapada Diamantina”, Ronaldo de Salles Senna (1998) afirma que o Jarê é um candomblé de caboclo que, a partir de vários elementos formativos, instalou-se, adaptou-se e sofreu transformações dentro do território pesquisado no século XIX. Religião exclusiva da Chapada Diamantina, ela nasce com a migração resultande da descoberta de diamante na serra do Sincorá. Nessa região se encontraram escravizados, trazidos para o trabalho das minas, e os povos originários, mais especificamente os grupos etnicos: Aracapás, Mongóis, Galaches, Ocrens, Oris, Cariacãs, Paiaiás e Maracás (Memória das cantigas do jarê). Desse forma, o jaré é resultado de complexas interações culturais entre cultos afro, catolicismo, espiritismo, e cultura indígena.</div><div><br>SENNA, Ronaldo de Sales. Jare - uma face do candomble: manifestacao religiosa na Chapada Diamantina. Feira de Santana, BA: UEFS, 1998.<br>Memória das cantigas do jarê. http://www.cantigasdojare.com.br/historia-do-jare.html. Acesso em 30 de maio de 2023.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 01:44:13 UTC</pubDate>
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         <title>As Lavadeiras de Lençóis</title>
         <author>gabegabesky</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sendo parte da história da cidade de Lençóis, portal da Chapada Diamantina, as lavadeiras também são parte de uma tradição marginalizada ao longo do tempo.<br>Durante a alta da exploração do diamante na região, o trabalho das lavadeiras foi essencial para a manutenção do sustento e sobrevivência das famílias dos garimpeiros, que passavam longos períodos nas serras e não possuiam garantia de bom retorno financeiro. Com o fim do garimpo, na década de 1990 e a tranformação gradual da cidade em galinha dos ovos de diamante do turismo, o trabalho dessas mulheres, de maioria negra, já subalternizado e demarcado como complementar ao trabalho 'dos homens' no garimpo, foi sendo colocado cada vez mais de escanteio, as deixando de fora da História e da Memória da "proto-cosmopolita" cidade de Lençóis.<br><br><strong>DOURADO, Ítalo. Lavadeiras no Rio Lençóis: Mulheres de ganho, Mulheres de força e sensibilidade. 2022. Disponível em:https://www.lavadeirasdoriolencois.online/hist%C3%B3ria-das-lavadeiras. Acesso em: 31 de maio de 2023.<br><br>por: Adriellen Aragão, Amanda, Gabriel Ferreira, Maurício Correia, Paulo Amaral, Raila Rios e Victória Leal</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 13:39:41 UTC</pubDate>
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         <title>Frente da casa de Pêpê, liderança religiosa do Castelo de Ogum.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O Castelo de Ogum é situado na Rua&nbsp; Tomba Surrão, que fica na cidade de Lençóis – Chapada Diamantina (BA). Na imagem acima pode ser observada a casa do líder religioso Pêpê, que está em pé na porta da residência, onde funciona o terreiro intitulado como Castelo de Ogum. Este é o único terreiro urbano de Jarê em toda a Chapada Diamantina, os demais são situados em zonas rurais, o que pode ser explicado pelo fato dos escravizados que praticavam a religião se situarem majoritariamente nesses locais afastados do centro urbano. No caso do terreiro citado, embora esteja na zona urbana de Lençóis, não faz parte do centro da cidade, mas sim de um bairro afastado, que nitidamente pode ser identificado como a periferia da cidade.<br>Pêpê, de nome Pedro Gabriel dos Santos Jesus é um jovem que desde criança tem ligação muito forte religiosamente. Com apenas 12 anos o jovem já havia se tornado Pai de Santo, e atualmente é uma das lideranças religiosas muito importantes para a manutenção do Jarê na Chapada Diamantina.<br>Outro fator que pode explicar a localização do Castelo de Ogum é também a questão da marginalização das religiões de matriz africana, que eram e ainda são mal vistas pelo restante da sociedade. Com isso, o centro não era o local onde o Jarê deveria estar, o que o relega a margem no contexto urbano. O terreiro citado não possui nenhum tipo de identificação na fachada, o que pode indicar para uma forma intencional de preservá-lo contra ataques, já que somente 13% da população faz parte da religião e os demais são majoritariamente católicos e evangélicos. <br><br><strong>Referências</strong><br><br>SANTANA, Fernanda. Jarê, religião exclusiva da Chapada, sobrevive pelas mãos de guardiões. Correio, [s.l], 22 de mai. 2021. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/jare-religiao-exclusiva-da-chapada-sobrevive-pelas-maos-de-guardioes/. Acesso em: 25 de mai. 2023.<br>SANTANA, Fernanda.&nbsp; Conheça Pepê, o curandeiro mais jovem de uma religião única da Chapada Diamantina. Correio, [s.l], 22 de mai. 2021. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/conheca-pepe-o-curandeiro-mais-jovem-de-uma-religiao-unica-da-chapada-diamantina/. Acesso em: 25 de mai. 2023.<br>SENNA, Ronaldo de Salles. Jarê - uma face do candomblé: manifestação religiosa na Chapada Diamantina. 1998. Ed. UEFS. Feira de Santana, Bahia. p. 41 – 44.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 14:17:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O jarê como culto e técnica curatória</title>
         <author>ms3042296</author>
         <link>https://padlet.com/contatoyuricaetano/h269d2rkhj8ddhq8/wish/2610685838</link>
         <description><![CDATA[<div>Para além das festas e cultos, às entidades e os terreiros de Jarê cumpriam com a função de reabilitar e tratar pessoas atraves do curandeirismo, nessa época havia uma insuficiência de médicos e medicamentos, contribuindo para o crescimento do curandeirismo na região. Para os praticantes da religião existiam as doenças orgânicas, que eles acreditavam que foram postas no corpo por algum espírito, "encosto", e as doenças de médico, onde a pessoa era encaminhada para o médico. As doenças orgânicas são descobertas através da revista, que é uma consulta com o pai de santo/curador, após descobrir sua natureza, são tratadas com rituais de limpeza, cura e bastismo. Os cultos envolvem danças, cantigas, rezas, incorporação, com os diálogos culturais e religiosos afro-indígenas.<br><br>SENNA, Ronaldo de Salles. <strong>Jarê - uma face do candomblé:</strong> manifestação religiosa na Chapada Diamantina. 1998. Ed. UEFS. Feira de Santana, Bahia.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 15:34:07 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Cascalho&quot; (Herberto Sales) e a presença das lavadeiras em Lençóis.</title>
         <author>gabegabesky</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><strong>"Ela era lavadeira [...] Arranjava os seus 40$000 por mês com as freguesias que tinha. [...] E minha mãe se vexava, se apertava toda. O que é que ela podia fazer com 40$000 por mês" (SALES, p. 180, 2009).</strong></blockquote><div><br>O fragmento acima é a fala da personagem Filó, contando sobre o trabalho da mãe, lavadeira, como forma de sobrevivência e sistento da família depois que seu marido sai para trabalhar no garimpo. O livro de Herberto Sales, publicado em 1944, trazendo a presença dessas personagens, abre espaço para a discussão histórica sobre os apagamentos sofridos ao longo da história de Lençóis.<br><br><strong>por: Adriellen Aragão, Amanda Barbosa, Gabriel Ferreira, Maurício Correia, Paulo Amaral, Raila Rios e Victória Leal.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-31 17:15:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Casa de Cultura Afrânio Peixoto</title>
         <author>juanrhk1</author>
         <link>https://padlet.com/contatoyuricaetano/h269d2rkhj8ddhq8/wish/2614188677</link>
         <description><![CDATA[<div>Localizada na Praça Afrânio Peixoto, no centro da cidade de Lençóis, a Casa de Cultura Afrânio Peixoto apresenta-se como um dos importantes espaços de preservação da memória embutidos na cidade de Lençóis. <br><br>O sobrado em que nasceu e foi local de parte da infância de Afrânio Peixoto, médico legista, político, professor, crítico, romancista, historiador e membro da Academia da Brasileira de Letras, sendo uma das figuras mais proeminentes da cidade, hoje figura como patrimônio material tombado pelo IPHAN e desde 1970 serve como espaço cultural na região da Chapada Diamantina. Vinculada à Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado da Bahia desde 1994 e atualmente mantida pela Fundação Pedro Calmon, a Casa de Cultura Afrânio Peixoto dispõe de acervos bibliográficos, documentais e museológico ligadas ao patrono da casa, para além de figurar como espaço de divulgação científica e das mais variadas atividades culturais e artísticas.<br><br>Segundo Mangabeira e Pitombo (2007) a Casa de Cultura Afrânio Peixoto representa um valioso espaço para as revisitações e reconstruções sobre a história da cidade de Lençóis, seja em utilização do resgaste a memória sobre a figura do próprio Afrânio Peixoto ou pela mobilzação das memórias oriundas das sua experîencia como habitante desta localidade. A partir destas atribuições sobre a memória, partido tanto do individual, quanto do coletivo, apresenta-se as possibilidades de enxergar não somente a presença de figuras como Afrânio Peixoto, seus construtos e sua relação com a cidade, como também apresenta-se a possibilidade de enxergar a sociedade lençoense como um todo em tempos de outrora.<br><br><strong>Referência</strong>: MANGABEIRA, Daniela Azevedo; PITOMBO, Mariella. Casa de Cultura Afrânio Peixoto: inserção no cenário turístico do município de Lençóis-BA. <em>In: </em>Colóquio do Museu Pedagógico, 7., 2007, Vitória da Conquista.<strong> Anais eletrônicos</strong> [...] Vitória da Conquista, Colóquio do Museu Pedagógico, 2007. p. 81 - 85. Disponível em: &lt;http://anais.uesb.br/index.php/cmp/issue/view/111&gt;.<br><br>Afrânio Peixoto - Academia Brasileira de Letras. Disponível em: &lt;https://www.academia.org.br/academicos/afranio-peixoto/biografia&gt;.<em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-05 00:03:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Praça Maestro Clarindo Pacheco - Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis</title>
         <author>juanrhk1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Partícipe do cotidiano de Lençóis a música se faz presente em diversos cantos da cidade, um dos principais locais de manifestações culturais relacionados à atividade musical é a Praça Maestro Clarindo Pacheco, não à toa, na praça que leva o nome de um maestro, localiza-se a sede da histórica Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis.&nbsp;<br><br>A expansão das filarmônicas pelo interior da Bahia a partir da segunda metade do século XIX, marca presença também na cidade de Lençóis. Imersas e fundadas em um contexto de disputas políticas na cidade ao final deste mesmo período, a filarmônica 'Oito de dezembro' e a 'Dois de fevereiro' figuravam respectivamente como representantes dos partidos Serrano (liberal) e Baiano (conservador), invocando como padroeiros, também respectivamente, 'Nossa Senhora da Conceição' e 'Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos'. Ainda neste cenário, emerge uma terceira filarmônica na cidade de Lençóis, a filarmônica 'São Benedito', que diferentemente das duas primeiras tinha como próposito ser uma instituição musical formada de e para a população negra lençoense, justificando o nome e a proteção de São Benedito. (SCHWEBEL, 1987).</div><div><br>Instituição centenária e parte da história da cidade de Lençóis, a Lyra Popular surge como reunião de remanescentes das outras filarmônicas da cidade, sendo organizada em 1898 por Clementino Oliveira Costa como Lyra Lençoense e reorganizada posteriormente em 1903 com o nome de Lyra Popular pelo o mesmo Clementino. Parte importante do patrimônio histórico calcado pela filarmônica está na sua sede, construída pelos membros da banda entre os anos de 1903 e 1926.</div><div><br>A Sociedade Phylarmonica Lyra Popular é parte atuante nas atividades culturais de Lençóis mantendo eventos próprios, marcando presença em desfiles cívicos, para além de ser uma das principais participantes da ‘Festa de Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos’, padroeiro dos garimpeiros de Lençóis.<br><br>Referência:&nbsp; <br>A Sociedade Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis. Disponível em: &lt;https://senhordospassoslencoisba.com.br/a-sociedade-phylarmonica-lyra-popular-de-lencois/&gt;.<br><br>SCHWEBEL, Horst Karl. <strong>Bandas, Filarmônicas e Mestres da Bahia</strong>. Salvador: Centro de Estudos Baianos da Universidade Federal da Bahia, 1987. Disponível em: &lt;https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35565&gt;.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-05 05:54:00 UTC</pubDate>
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         <title>Afrânio Peixoto e a Criminologia</title>
         <author>juanrhk1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Afrânio Peixoto, o “filho ilustre de Lençóis“, desfrutou do prestígio que a comercialização de pedras preciosas proporcionou a sua família, frequentando desde muito cedo espaços culturais ligados à elite baiana, se torna um escritor e romancista chegando substituir na Academia Brasileira de Letras, Euclides da Cunha, autor da icônica obra “Os Sertões”. Porém, o principal campo de atuação profissional de Afrânio Peixoto está ligado ao seu papel desenvolvido como pesquisador do comportamento humano. Formado em Medicina em 1897 pela Faculdade de Medicina da Bahia, Afrânio se especializou em Psiquiatria onde ainda em 1902 foi diretor do Hospital Nacional de Alienados e catedrático de Higiene da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Como é perceptível no acervo, sua área de atuação na psiquiatria gerou diversos títulos de reconhecimento, inclusive em Universidades fora do país. Alguns dos certificados expostos no memorial fazem referência a uma área da ciência que ganhou bastante destaque durante a virada do século XIX e início do século XX no Brasil, à criminologia. A criminologia como ciência busca conceber a partir de análises biológicas, psicológicas e numéricas a previsibilidade de indivíduos que possam cometer crimes, ou que tenham predisposição a atos criminosos. Pensando no contexto de pesquisas criminológicas num Brasil onde a escravidão tinha acabado de ser abolida e a política do momento era a de higienização urbanística, à população negra acabou sendo esteriótipada e marginalizada com os traços biológicos que a criminologia buscava tanto solucionar. Referente ao acervo, nas partes destinadas às memórias íntimas e familiares de Afrânio Peixoto, algumas fotos estão emolduradas e em uma delas estão presentes Juliano Moreira e Nina Rodrigues um dos grandes nomes da Psiquiatria e Criminologia no Brasil, que foi mestre de Afrânio Peixoto.<br><br>Bibliografia:<br>CARVALHO, Leonardo Dallacqua de. Cesare Lombroso e Raimundo Nina Rodrigues entre as ciências do século XIX: o estudo do negro como criminoso. <strong>Chaos e Kosmos XV</strong>, n. 320. ago-set, 2006.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-06 04:06:32 UTC</pubDate>
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