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      <title>Populismo latino-americano: Uma análise comparada entre Perón e Vargas by Bruna Lacerda</title>
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      <description>Integrantes: Bruna Lacerda, Cassiano Alexandre, Fabíola Silva, José Henrique e Rodrigo Amaro. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-18 17:46:01 UTC</pubDate>
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         <title>                     Populismo latino-americano:</title>
         <author>lacerdaabruna580</author>
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         <description><![CDATA[<div>     <strong>          Uma análise comparada entre Perón e Vargas</strong><br><br> Este estudo pretende analisar alguns elementos dos governos de Perón  e Vargas. Que são eles: </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-18 17:51:37 UTC</pubDate>
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         <title>CONTEXTO</title>
         <author>lacerdaabruna580</author>
         <link>https://padlet.com/lacerdaabruna580/gu8fhc2iw4k1facn/wish/839083249</link>
         <description><![CDATA[<div><br>A queda da bolsa de valores em 1929, a "Grande Depressão" e a Segunda Guerra Mundial desarticularam a economia mundial, o fluxo de capital, mercadorias e de força de trabalho. Em outras palavras, a crise do capitalismo liberal. <br><br></div><div><strong>OS PROJETOS DE PÉRON E VARGAS<br></strong><br></div><ul><li>Segundo Corsi (2015, p. 2), ambos projetos propunham, com ênfases distintas, um desenvolvimento calcado no mercado interno, na ampla ação estatal na economia e na indústria, com distribuição da renda e autonomia nacional. No entanto, possuíam problemas como o financiamento do desenvolvimento e a instável sustentação política da estratégia desenvolvimentista. Nesse sentido, foram parcialmente concluídos. </li><li> Vargas concentrou nas indústrias pesadas e no desenvolvimento e relativo fechamento do mercado interno. Adotou políticas cambiais, de crédito, fiscais e monetárias favoráveis à expansão da indústria de base. Buscou criar um esquema interno de financiamento da acumulação baseado na Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil (1937), na introdução de impostos sobre operações cambiais objetivando formar um fundo de investimento público. Vargas também tinha como objetivo regular as relações entre o capital e o trabalho por leis trabalhistas restritas à cidade  – CLT. Seu projeto nacionalista, não significava, contudo, alijar o capital estrangeiro da economia brasileira. Vargas buscou sistematicamente articular o financiamento externo ao processo de acumulação de capital. (CORSI, 2015, p. 5-8).</li><li>Como Vargas, Perón buscava harmonizar os interesses do capital e do trabalho e o Estado deveria, na sua visão, ser o arbitro das relações entre as classes. Nessa lógica, a política peronista sustentava-se nos seguintes pilares: manutenção do pleno emprego, melhora na distribuição da renda, desenvolvimento do mercado interno, expansão do setor industrial, nacionalização de vários setores e autonomia nacional. Estes eixos norteariam o I Plano quinquenal de 1947, que visava promover e proteger as indústrias leves, como a têxtil e a metalúrgica; desenvolver setores estratégicos, como a siderurgia e a indústria química, e estimular exportações de produtos industrializados como os tecidos de lã e óleos vegetais (CORSI, 2015, p. 12-13).</li></ul><div><br><strong>TIPOS DE INDÚSTRIAS E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: <br></strong><br></div><ul><li>Segundo Corsi, Vargas desde o Estado Novo priorizava a industrialização pesada e esperava que a melhoria da situação da classe trabalhadora decorreria do próprio crescimento econômico e da legislação trabalhista “doada” pelo Estado. Nesse sentido, Vargas priorizou a implantação da grande siderurgia, implantou o Plano de Obras e Equipamentos, estimulou o desenvolvimento das indústrias de papel, alumínio e vidro plano, criou as fábricas nacional de motores e de álcalis, buscou desenvolver a exploração do petróleo e criou um arcabouço institucional para direcionar as reservas acumuladas para financiar o aprofundamento da industrialização, sem priorizar uma melhor distribuição da renda. </li><li>Por sua vez, Perón optou por uma política que associava crescimento, pleno emprego e distribuição da renda. Isto implicava no desenvolvimento do mercado interno, que seria impulsionado, sobretudo, pelo aumento da renda da classe trabalhadora, pela majoração do gasto público e pela expansão do crédito a indústria. Nesse sentido, deixou em segundo plano a industrialização pesada, que seria priorizada de fato só no II Plano Quinquenal.</li></ul><div><br><br></div><div>CORSI, Francisco Luiz. <em>Os diferentes caminhos dos projetos nacionais de Vargas e Perón:</em> uma análise comparativa. Congresso Brasileiro de História Econômica, Vitória/ES, 2015. <br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-18 18:16:52 UTC</pubDate>
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         <title>BASE POLÍTICA: </title>
         <author>lacerdaabruna580</author>
         <link>https://padlet.com/lacerdaabruna580/gu8fhc2iw4k1facn/wish/839087161</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><ul><li>De acordo com o autor, no Brasil, a base política em torno do projeto desenvolvimentista de Vargas era instável e toda vez que a classe trabalhadora representou um perigo real ou imaginário para as classes dominantes estas se reunificaram, desestabilizando a referida coligação. </li><li>Peron, contava com uma base popular mais ampla, embora não conseguiu atrair para a coligação desenvolvimentista setores importantes da burguesia, mesmo com sua política de assegurar alta rentabilidade para o capital.</li><li>Perón quanto à trajetória política: esta era militar, não fizera carreira política nem descendia de família “oligarca” e ingressou na política já oficial do exército, como membro do GOU (Grupo de Oficiais Unidos), vitorioso no golpe de estado de 1943. Ocupou, a partir daí vários cargos, mas foi na Secretaria de Trabalho e Previdência que começou a implantar medidas em atendimento às reivindicações trabalhistas, ao mesmo tempo em que afastava seus opositores dos sindicatos. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1067)</li><li>Perón, portanto, ascendeu à política à margem dos partidos tradicionais, ao passo que Vargas, desde estudante, fizera carreira política dentro do partido governista em seu estado. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1066)</li><li>Ambos procuravam firmar sua imagem como políticos com certa equidistância dos extremos, críticos tanto do capitalismo liberal como do comunismo.</li><li>Ambos buscaram respaldo para suas políticas nos sindicatos de trabalhadores e segmentos urbanos emergentes, aos quais se mostraram dispostos a atender reivindicações e fazer “concessões”, o que lhes valeu, por parte de seus críticos, a qualificação de "populistas"(FONSECA E HAINES, 2012, p.1066)</li></ul><div><br></div><div><strong>POLÍTICA EXTERNA: <br></strong><br></div><ul><li>Enquanto Vargas se alinhou estritamente aos EUA por meio de empréstimos e exportações, a Argentina era bloqueada economicamente pelos Estados Unidos ao subsidiar o setor industrial por meio de transferência de excedente gerado na agropecuária. </li></ul><div><br><br></div><div><br>CORSI, Francisco Luiz. <em>Os diferentes caminhos dos projetos nacionais de Vargas e Perón:</em> uma análise comparativa. Congresso Brasileiro de História Econômica, Vitória/ES, 2015.<br><br>FONSECA, Pedro César D; HAINES, André F, Desenvolvimentismo e política econômica: um cotejo entre Vargas e Perón. Economia e Sociedade, Campinas, v. 21, Número Especial, p. 1043-1074, dez. 2012.</div><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-18 18:21:02 UTC</pubDate>
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         <title>PLANO ECONÔMICO: </title>
         <author>lacerdaabruna580</author>
         <link>https://padlet.com/lacerdaabruna580/gu8fhc2iw4k1facn/wish/839100271</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>PONTOS COMUNS: <br></strong><br>•        É evidente nas literaturas que tratam destes governos de que os mesmos sejam "afinados com o desenvolvimentismo, intervencionistas, críticos ao liberalismo econômico e às arenas liberais de representação política – aspectos que não diferem muito de outros governos da mesma época na América Latina e mesmo fora dela.<br><br>•	Assumiram-se como adversários ferrenhos de seus antecessores a quem denominavam “oligarcas” e fizeram uso de uma retórica que chamava a si a responsabilidade de liderar uma ruptura e construir nova era. Enfim, ambos se mostraram defensores de um projeto de desenvolvimento econômico com melhor distribuição de renda. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1066)<br><br>     <br><strong>DIFERENÇAS: </strong><br><br>As diferenças certamente têm a ver com o próprio momento histórico em que ambos assumiram a presidência de seus países:<br><br>•	Vargas em 1930, em um país tipicamente agrário e em plena crise internacional que expunha a fraqueza do quase monopólio das exportações do café na balança comercial do Brasil e Perón em 1946, quando a Argentina já estava em um processo relativamente mais adiantado de crescimento industrial, urbanização e sindicalização, bem como em situação mais confortável no balanço de pagamentos com as divisas acumuladas durante a II Guerra. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1067)<br><br>•	Vargas, ao afastar-se de um receituário tipicamente ortodoxo, optou por políticas anticíclicas de curto prazo (desvalorização cambial, crédito, queima de estoques de café e impostos para conter sua oferta) introduzidas em conjunto a mudanças mais profundas voltadas a impulsionar a industrialização do país, ainda muito incipiente e centrada em alguns itens tradicionais de consumo e com tecnologia rudimentar. Era preciso criar instituições, leis e medidas de política econômica cujo epicentro era a transformação da estrutura produtiva do país. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1067)<br><br>•	Vargas não via um conflito entre industrialização e setor primário forte– entendia, sobretudo, que ambos deveriam associar-se em um mesmo projeto de modernização e diversificação econômica, sob a liderança do setor industrial. Chegou a criticar as “oligarquias”, mas dava ao termo um caráter mais político do que econômico. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1067)<br><br>•	Vargas jamais criticou a estrutura de propriedade da terra, propôs ou desfraldou qualquer proposta de reforma agrária – entendia que o Brasil possuía terras devolutas, inexploradas e que a colonização poderia contrapor-se à ideia de uma divisão das propriedades existentes. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1067)<br><br>•	Perón entendia que a Argentina apresentava o contraste de ser uma nação rica com um povo pobre. Essa expressão poderia ser considerada mera frase de efeito não fosse a consequência dela decorrente, com implicações práticas, de apontar o foco do problema argentino não no âmbito da produção, mas da distribuição. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1067)<br><br>•	Perón, muitas vezes, incluía os próprios industriais entre os “oligarcas”, no sentido de que – juntamente aos proprietários de terra, rentistas e banqueiros – eram responsáveis pela pobreza e desigualdades sociais. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1068)<br><br>•	No governo de Vargas, as mudanças institucionais e no aparelho de estado, voltadas a alterar a estrutura produtiva foram mais significativas e profundas, pois, ao contrário da Argentina de Perón, a proposta acenava para a alteração do modelo econômico até então vigente. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1068)<br><br>•	No getulismo estado-novista esse ator foi o Estado, enquanto em seu segundo período é difícil identificar algum. No peronismo, o ator hegemônico sempre foram os trabalhadores. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1068)<br><br>•	Perón centrava-se na questão distributiva porque entendia que houvera desenvolvimento pregresso, seja pela pujante agro exportação argentina ou por sua indústria, a qual gerara uma riqueza passível de ser distribuída, mas entendia o crescimento econômico e o incentivo às atividades produtivas como necessários. (FONSECA E HAINES, 2012, p.1071)<br><br>•	Vargas centrava-se na necessidade de mudança do modelo econômico: associava a agro exportação não à riqueza, mas à pobreza, à ausência de indústrias e à vulnerabilidade econômica do país. Era, então, o nó a ser desatado para se alcançar melhor patamar de bem-estar, não significando a transferência do problema da distribuição para o futuro, pois sempre argumentou que esta deveria andar em ritmo similar ao crescimento (FONSECA E HAINES, 2012, p.1071)<br><br><br>FONSECA, Pedro César D; HAINES, André F, Desenvolvimentismo e política econômica: um cotejo entre Vargas e Perón. Economia e Sociedade, Campinas, v. 21, Número Especial, p. 1043-1074, dez. 2012.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-18 18:34:48 UTC</pubDate>
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         <title>RELAÇÃO LÍDER/MASSAS: </title>
         <author>lacerdaabruna580</author>
         <link>https://padlet.com/lacerdaabruna580/gu8fhc2iw4k1facn/wish/839110996</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><ul><li>Imagem de Vargas e Perón como líder espiritual, condutor das massas e salvador da pátria.</li><li>Perón considerava a massa carente de racionalidade e de objetivos próprios; ela possuía uma aptidão natural para ser dirigida. Nesse sentido, ele oferecia-se à massa como objeto de satisfação imaginária de pulsões individuais insatisfeitas. O objetivo político de Perón com relação às massas era o de despojá-las de racionalidade para dar a si mesmo a capacidade de orientá-las. Perón deveria ser o símbolo da união dos argentinos, pois ele se identificava individualmente com a Pátria, era seu representante insubstituível. </li><li>O líder multifacetado poderia representar, não só diferentes emoções, como diferentes personalidades. Perón poderia ser o líder, tanto do operário mais humilde, quanto do mais rico industrial. Ele era o “todo-poderoso”, capaz de solucionar os problemas de toda a sociedade. </li><li>Para o autor Peter Waldann, a propaganda peronista não teve a força e o poder de convicção necessários para lograr uma ação em profundidade. Para o autor, o culto à personalidade teve efeito somente nos estratos mais baixos da população, que se deixavam influenciar por uma propaganda pouco sutil; já as classes média e alta viam essa situação com desgosto e não caíam na armadinha da adoração. </li><li>Se o culto ao líder não era compartilhado por todos, isso não significava que essa parcela da população não “dirigível” tenha se mantido fora da política peronista ou que tenha oferecido resistência ao regime. Essa situação, de certa forma, representava um risco potencial para o regime, já que este nunca saberia até que ponto contava com o apoio das “massas”. </li><li>Perón e Vargas assumiram a imagem do todo-poderoso, capazes de resolver todos os problemas, graças à euforia econômica do momento que lhes permitiu atender às reivindicações de amplos setores da sociedade. Se essa situação, por um lado, era benéfica para o regime, por outro era extremamente perigosa, pois, no momento em que os líderes não conseguissem mais satisfazer grande parte das reivindicações das massas, o apoio poderia enfraquecer. </li></ul><div><br>SCHERMES, C. (2010). A RELAÇÃO LÍDER/MASSAS NOS GOVERNOS VARGAS E PERÓN. <em>História Revista</em>, <em>3</em>(1). https://doi.org/10.5216/hr.v3i1.10654. </div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-18 18:45:54 UTC</pubDate>
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