<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>My exquisite padlet by JHENIFER PIRES GOMES</title>
      <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-16 02:03:01 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-07-03 03:59:38 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Asparginase</title>
         <author>jhenifergomes1</author>
         <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3413128451</link>
         <description><![CDATA[<p>A asparaginase é uma enzima hidrolase classificada como EC 3.5.1.1 e conhecida sistematicamente como L-asparagina amidohidrolase, catalisando a reação que converte L-asparagina em L-aspartato e amônia. Também é referida por nomes como colaspase, crisantaspase, elspar e leunase, e pode ser encontrada em diversos organismos, incluindo bactérias, fungos, plantas e animais, embora as formas clinicamente mais utilizadas sejam derivadas de bactérias como Escherichia coli e Erwinia chrysanthemi (atualmente Dickeya dadantii). Na área médica, sua aplicação se destaca no tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA), uma vez que essa enzima depleta o aminoácido asparagina do meio extracelular, sendo que as células tumorais apresentam baixa capacidade de sintetizá-lo e, assim, sofrem comprometimento na síntese proteica e eventual morte, preservando as células normais. Adicionalmente, a asparaginase encontra uso na indústria alimentícia para reduzir a formação de acrilamida, um composto potencialmente carcinogênico que se forma durante o cozimento de alimentos ricos em carboidratos, contribuindo para a produção de alimentos mais seguros sem comprometer suas propriedades sensoriais. Dessa forma, a escolha por essa enzima se justifica por sua alta especificidade e eficácia tanto no combate a células tumorais quanto na melhoria da qualidade de produtos alimentícios.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-04-17 01:12:35 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3413128451</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aplicação da enzima escolhida: detalhamento do processo</title>
         <author>jhenifergomes1</author>
         <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3444654970</link>
         <description><![CDATA[<p>A asparginase é uma enzima cuja fução é quebrar a asparagina em aspartato e amônia. Algumas de suas formulação são as seguintes:</p><p><br/></p><ul><li><p>L-asparginase (derivada da <em>E. coli</em>)</p></li><li><p> PEG asparginase - asparginase peguilada de longa duração</p></li><li><p>Erwinina asparginase - que é usada quando há reação alergina as forma derivadas da <em>E. coli</em>.</p></li></ul><p><br/></p><p>A asparagina pode ajudar no tratamento de leucemia linfoblástica aguda (LLA) utilizando de um princípio metabólico seletivo onde as células leucêmicas dependem da asparagina para sobreviverem. Nesse caso, a asparginase catalisa a conversão da asparagina em ácida aspártico e amônia. As células cancerosas possuem uma deficiência na síntese de asparagina ou até uma ausência dessa capacidade. Dessa forma, cria-se um ambiente hostil para os linfoblastos que dependem da asparagina circulante no plasma sanguíneo para manter suas funções vitais. Como consequência ocorre a interrupção da síntese de proteínas essenciais nas células leucêmicas, levando a apoptose. Esses mecanismos atua seletivamente sobre as células malignas, poupando em grande parte as células saudáveis. </p><p>No tratamento convencional a asparginase é introduzida nas fases iniciais da quimioterapia, como na indução, para atingir a remissão completa da doença. E pode ser continuada na fase da consolidação com o objetivo de erradicar possíveis clones leucêmicos residuais. A via de aplicação pode ser intravenosa ou intramuscular a depender do tipo de asparginase a ser utilizada.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-05-10 21:34:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3444654970</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Processo de Produção</title>
         <author>lucascestonarofelipe123</author>
         <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3447664300</link>
         <description><![CDATA[<p>A L-asparagina amidohidrolase tem destaque na área farmacêutica e alimentícia, sendo amplamente estudada e produzida para a formulação de biofármacos ou como agente de mitigação da acrilamida.</p><p>Na indústria, sua produção em larga escala se baseia no uso da biotecnologia em biorreatores, entretanto, apresenta baixo rendimento e problemas de imunogenicidade no organismo humano.</p><p>A produção de L-asparaginase (L-ASNase) pode ocorrer por diferentes microrganismos, sendo que a forma extracelular da enzima é preferível por facilitar o processo de purificação. Diversos gêneros de fungos, como <em>Fusarium</em>, <em>Aspergillus</em> e <em>Penicillium</em>, têm sido amplamente relatados como produtores extracelulares de L-ASNase. Além deles, várias leveduras, incluindo <em>Saccharomyces</em>, <em>Candida</em>, <em>Pichia</em>, <em>Rhodotorula</em>, <em>Rhodosporidium</em> e <em>Trichoderma</em>, também demonstraram capacidade de produzir essa enzima.</p><p>Com bactérias também é possível, sendo as principais: <em>Escherichia coli</em> e <em>Erwinia chrysanthemi; </em>No entanto, geralmente apresentam produção intracelular, o que é menos preferível. </p><p><br></p><p>Em sua maioria, os microrganismos passam por etapas de melhoramento genético a partir de inserção de vetores moleculares contendo o gene que promove a expressão da enzima. Após, esses organismos são então cultivados em biorreatores sob condições otimizadas de fermentação, permitindo a produção de L-ASNase.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2861752197/4c3bddc07260740aaab854c0f51ccbd2/image.png" />
         <pubDate>2025-05-13 03:30:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3447664300</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Processo de Extração e Purificação</title>
         <author>lucascestonarofelipe123</author>
         <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3447710604</link>
         <description><![CDATA[<p>As metodologias de extração e purificação mudam conforme o microrganismo utilizado. Alguns exemplos de metodologias para alguns microrganismos são:</p><p><strong>1° Fungo <em>Penicillium sp.</em></strong>: Após o período de incubação, a biomassa fúngica é coletada, pesada e macerada em tampão Tris-HCl 0,05 M (pH 8,5) na proporção de 1:5 (massa:volume), utilizando agitação/trituração controlada para liberar o conteúdo intracelular e obter o extrato bruto enzimático. Esse extrato é então purificado em etapas sucessivas, incluindo precipitação com sulfato de amônio (80%), cromatografia líquida de filtração em gel Sephadex G-100 e cromatografia de troca iônica com DEAE-celulose;</p><p><strong>2° Levedura <em>Streptomyces albidoflavus:</em></strong> A biomassa celular é coletada, ressuspendida em tampão Tris-HCl 0,05 M (pH 7,4) e submetida à rompimento celular por homogeneização, sendo o extrato bruto obtido por filtração. A atividade da L-asparaginase foi determinada pela liberação de amônia em reação com L-asparagina, quantificada por nesslerização. A extração enzimática é otimizada com agentes como EDTA e lisozima, que aumentam significativamente a liberação da enzima intracelular, e a purificação foi realizada por precipitação com sulfato de amônio (80%), diálise e cromatografia em Sephadex G-100 e CM-Sephadex C-50.</p><p><br></p><p>Nos dois microrganismos citados apresentam produção intracelular, mas em sua maioria, a extração e purificação de produções extracelulares tem metodologias muito similares. A principal diferença está no fato de que nem todas as etapas são aplicadas simultaneamente para produção extracelular, sendo selecionadas conforme a necessidade e as características da produção.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2861752197/c17994ad533691d4f181b2c4c38994e4/image.png" />
         <pubDate>2025-05-13 04:00:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3447710604</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Mecanismo de Catálise </title>
         <author>giovaneoliveira3</author>
         <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3469726273</link>
         <description><![CDATA[<p>Etapas do mecanismo:</p><p>1 - A <strong>L-asparagina</strong> se encaixa no sítio ativo por meio de ligações de hidrogênio e interações eletrostáticas,</p><p>2 - O grupo amida da L-asparagina é posicionado próximo aos resíduos catalíticos da enzima. </p><p>3 - Um resíduo da enzima (geralmente uma <strong>serina</strong> ou <strong>treonina</strong>) ataca o carbono do grupo amida da L-asparagina.</p><p>4 - Isso forma um <strong>intermediário acil-enzimático</strong> covalente (como ocorre em serina-hidrolases).</p><p>5 - Uma molécula de <strong>água</strong> entra no sítio ativo.</p><p>6 - Ela ataca o intermediário acilado, quebrando a ligação e liberando os produtos: <strong>Ácido aspártico e amônia (NH₃)</strong> </p><p><br></p><p><strong>Reação global:</strong></p><p><strong>L-asparagina + H₂O → Ácido aspártico + NH₃</strong></p><p><br></p><p><strong>Características cinéticas </strong></p><p><br></p><p><strong>Km - </strong></p><p><strong><em>E. coli</em> L-asparaginase:</strong> Km ≈ <strong>10–20 µM.</strong></p><p><strong><em>Erwinia</em> L-asparaginase:</strong> Km ≈ <strong>30–50 µM.</strong></p><p><br></p><p><strong>Vmax</strong></p><p>Varia conforme a concentração enzimática.</p><p>Para <em>E. coli</em>: pode atingir até <strong>300–500 U/mg</strong>.</p><p><br></p><p><strong>kcat</strong></p><p><strong><em>E. coli</em></strong>: kcat ≈ <strong>100–400 s⁻¹.</strong></p><p><br></p><p><strong>PH</strong></p><p>Entre <strong>pH 7,3 a 8,5</strong>.</p><p><br></p><p><strong>Temperatura</strong></p><p>Em torno de <strong>37°C.</strong></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/2838529805/f72ec80fb809f389069dcf0be20c44aa/l_aspar.png" />
         <pubDate>2025-05-27 20:34:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3469726273</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A enzima precisa de imobilização/ e ou modificação?</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3493590846</link>
         <description><![CDATA[<p>A eficácia da L-asparaginase, tanto em aplicações clínicas quanto industriais, é frequentemente limitada por desafios como baixa estabilidade, curta meia-vida e resposta imunológica. Para superar essas barreiras e otimizar seu desempenho, recorre-se a estratégias de modificação química e imobilização, que aumentam sua robustez e viabilidade econômica.</p><p>A principal modificação química aplicada é a <strong>peguilação (PEGylation)</strong>, processo que consiste na ligação covalente de cadeias do polímero polietilenoglicol (PEG) à superfície da enzima. Essa alteração estrutural resulta em vantagens significativas, especialmente no uso clínico. A molécula de PEG cria um "escudo" que maschara os sítios antigênicos da enzima, levando a uma <strong>redução da imunogenicidade</strong> e, consequentemente, a um menor risco de reações alérgicas. Adicionalmente, o aumento do volume hidrodinâmico da enzima peguilada retarda sua depuração renal, resultando em um <strong>aumento da meia-vida plasmática</strong>. Isso permite um regime de dosagem menos frequente, melhorando a adesão ao tratamento. A PEG-asparaginase, resultante desse processo, é hoje uma formulação de primeira linha no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA).</p><p>Outra abordagem estratégica, fundamental para aplicações industriais e biotecnológicas, é a <strong>imobilização</strong>, que consiste no confinamento da enzima a um suporte físico insolúvel. Diversos métodos podem ser utilizados para este fim, como a <strong>adsorção</strong> em superfícies (interações fracas), a <strong>ligação covalente</strong> ao suporte (ligação forte e estável) e o <strong>aprisionamento</strong> em matrizes porosas como géis de alginato ou quitosana. As vantagens da imobilização são notáveis para processos em larga escala:</p><ul><li><p><strong>Reutilização:</strong> A enzima pode ser facilmente separada do meio reacional e reutilizada em múltiplos ciclos, o que reduz significativamente os custos operacionais.</p></li><li><p><strong>Aumento da Estabilidade:</strong> O suporte protege a enzima contra desnaturação por variações de pH, temperatura ou presença de solventes, prolongando sua vida útil.</p></li><li><p><strong>Facilidade de Purificação:</strong> O produto final já se encontra naturalmente separado da enzima, simplificando as etapas de <em>downstream processing</em>.</p></li><li><p><strong>Controle do Processo:</strong> Permite a aplicação em biorreatores de leito fixo ou de fluxo contínuo, garantindo maior controle sobre as condições reacionais.</p></li></ul>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-06-17 20:28:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jhenifergomes1/gu7snywadyhyik8k/wish/3493590846</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
