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      <title>Tipos de Oratória by ELIÉZER TÔRRES</title>
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      <description>Participação da turma AIPA-56T1</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-11-10 18:01:37 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Religiosa</title>
         <author>09111128</author>
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         <description><![CDATA[<div>Marcos 2:21-22 -&nbsp; Odres novos e odres velhos: Não podemos colocar vinho novo em odres velhos.<br>Precisamos estar sempre com a nossa mente aberta para aprender coisas novas. Quebrar paradígmas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:15:37 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Política</title>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Os desafios que enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão encarados com facilidade ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América – eles serão encarados. Neste dia, nos reunimos porque escolhemos a esperança no lugar do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia. Neste dia, nós viemos proclamar um fim aos conflitos mesquinhos e falsas promessas, às recriminações e dogmas desgastados que por muito tempo estrangularam nossa política.”</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:16:13 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Militar</title>
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         <description><![CDATA[<div>Discurso do Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH)</div><div>&nbsp;</div><div>Embaixador Igor Kipman<br>Major General Luiz Guilherme Paul Cruz,<br>Integrantes dos Batalhões Brasileiros<br>Distintos convidados<br>Boa noite a todos!</div><div><em><br>É uma satisfação estar aqui hoje com todos vocês para reconhecer a marcante contribuição que o Batalhão Brasileiro 1, o Batalhão Brasileiro 2 e a Companhia de Engenharia têm prestado aos esforços das Nações Unidas no interesse da paz, estabilidade e reconstrução do Haiti. Sinto-me honrado em participar desta cerimônia que irá condecorar um seleto grupo de 1338 militares do Brasil, Paraguai e Peru com a merecida Medalha de Manutenção de Paz das Nações Unidas. Após os dias difíceis que o Haiti e a MINUSTAH tiveram que enfrentar desde o terremoto de 12 de janeiro de 2010, vocês, sem dúvida, merecem esse reconhecimento por sua dedicação e empenho</em>.<br>Em missão de paz, vocês são chamados a manter a paz e a segurança em países em distantes de suas famílias e amigos. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:17:03 UTC</pubDate>
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         <title>Oratório Forens</title>
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         <description><![CDATA[<div>É a orátoria cuja qual, está diante a juizes, advogados e uma plateia menor. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:17:44 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória artística</title>
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         <description><![CDATA[<div>Fala da Fernanda Montenegro na música <em>Ismália</em> do cantor Emicida.<br><br></div><blockquote>Quando Ismália enlouqueceu<br>Pôs-se na torre a sonhar<br>Viu uma lua no céu<br>Viu outra lua no mar<br>No sonho em que se perdeu<br>Banhou-se toda em luar<br>Queria subir ao céu<br>Queria descer ao mar<br>E num desvario seu<br>Na torre, pôs-se a cantar<br>Estava perto do céu<br>Estava longe do mar<br>E, como um anjo<br>Pendeu as asas para voar<br>Queria a lua do céu<br>Queria a lua do mar<br>As asas que Deus lhe deu<br>Ruflaram de par em par<br>Sua alma subiu ao céu<br>Seu corpo desceu ao mar</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:18:33 UTC</pubDate>
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         <title>Orátoria pedagógica.</title>
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         <description><![CDATA[<div>É a ação entre aluno e professor em um âmbito dinâmico, expositivo e de aprendizado para que com o público de determinada escola ou faculdade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:20:30 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Artística</title>
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         <description><![CDATA[<div>Carlos Drummond de Andrade<br><br><strong><em>José</em></strong><br><br>E agora, José?<br>A festa acabou,<br>a luz apagou,<br>o povo sumiu,<br>a noite esfriou,<br>e agora, José?<br>e agora, você?<br>você que é sem nome,<br>que zomba dos outros,<br>você que faz versos,<br>que ama, protesta?<br>e agora, José?<br><br>Está sem mulher,<br>está sem discurso,<br>está sem carinho,<br>já não pode beber,<br>já não pode fumar,<br>cuspir já não pode,<br>a noite esfriou,<br>o dia não veio,<br>o bonde não veio,<br>o riso não veio,<br>não veio a utopia<br>e tudo acabou<br>e tudo fugiu<br>e tudo mofou,<br>e agora, José?<br><br>E agora, José?<br>Sua doce palavra,<br>seu instante de febre,<br>sua gula e jejum,<br>sua biblioteca,<br>sua lavra de ouro,<br>seu terno de vidro,<br>sua incoerência,<br>seu ódio — e agora?<br><br>Com a chave na mão<br>quer abrir a porta,<br>não existe porta;<br>quer morrer no mar,<br>mas o mar secou;<br>quer ir para Minas,<br>Minas não há mais.<br>José, e agora?<br><br>Se você gritasse,<br>se você gemesse,<br>se você tocasse<br>a valsa vienense,<br>se você dormisse,<br>se você cansasse,<br>se você morresse...<br>Mas você não morre,<br>você é duro, José!<br><br>Sozinho no escuro<br>qual bicho-do-mato,<br>sem teogonia,<br>sem parede nua<br>para se encostar,<br>sem cavalo preto<br>que fuja a galope,<br>você marcha, José!<br>José, para onde?</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:21:22 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Pedagógica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O Egito importa mais da metade de seus alimentos pois não tem a água necessária para sua produção local.</div><div>E o Mar de Aral, entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, continua sendo um dos exemplos mais visíveis em que desvios enormes de água para a agricultura causaram escassez, segundo o relatório, além de uma catástrofe ambiental.<br>Infelizmente esses países não possuem políticas públicas que forneçam a toda população água, caracterizando assim, uma escassez econômica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:24:13 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória pedagógica</title>
         <author>0000877281</author>
         <link>https://padlet.com/09111128/gt5fc16hn2b6gc0m/wish/1947602532</link>
         <description><![CDATA[<div>Discurso sobre brio no contex<br><br>“Porque você pega o primeiro parágrafo e lê, e ele vai te produzir um certo desconforto, isso com a aula, com a aula! Aí você pega o primeiro parágrafo e lê de novo. “Você está me chamando de burro?” Não… ou se eu estou chamando-o de burro, chame-me também, porque também é assim que eu leio. Lê a terceira vez o primeiro parágrafo daí vai para o segundo. Uma vez, duas vez, três vezes. Gasta uma hora em três páginas… “Professor, deste jeito eu nunca vou saber o final da história”. Então, não tem final da história. O resto do livro é tão desinteressante [risos] quanto essas três primeiras páginas. Você não está perdendo nada, fique só nas três primeiras páginas. E por quê? Porque se você não fizer a experiência da leitura de um texto difícil agora, acredite, você terá perdido a chance, a chance. Mas você dirá: “Eu não me interesso por questões filosóficas”. É só uma questão de brio… você tem brio? Sabe o que é brio eu dizer: “Malandro, você é tosquinho, você não entende…”. Nooooooosa, nossa! Eu volto pra casa e é a primeira coisa que eu faço nem xixi, velho. Vou lá e coloco “Kant” e leio o texto porque… COMO PODE UM CARA ESCREVER UMA COISA QUE EU NÃO ENTENDA? NÃO TEM COMO! EU VOU LER AQUELA MERDA ATÉ ENTENDER! Isso é brio, se não o ‘nego’ caga na sua cabeça e você não reage! Vai pegar lá o Kotler [teórico]: tem o solzinho [risos], vai lá, pra você, é o máximo que dá, tem um teto, não tem jeito. Vento venta, a maré mareia, o sapo sapeia e você é marketeiro, dali pra cima você não passa, está dando razão aos gregos, nasceu pra Coió, não pode! Isso te fere a alma! Como assim, não vou entender? Eu comi na infância, comi, me deram leite materno, me deram leite ninho, o cérebro tem um tamanho de um cérebro normal, neurônio tem à vontade, então… SE O CARA ESCREVEU, VELHO! VOCÊ SÓ VAI ENTENDER O QUE ELE ESCREVEU, IMAGINA QUE ELE TEVE QUE TIRAR DO ZERO AQUELA MERDA TODA! É QUE NEM O TEOREMA DE PITÁGORAS: ELE DESCOBRIU O TEOREMA, VOCÊ SÓ TEM QUE APLICAR NO TRIANGULO RETÂNGULO: A HIPOTENUSA É TANTO, O CATETO É TANTO, QUANTO É O OUTRO CATETO? Você só tem que pegar a hipotenusa e elevar ao quadrado, os catetos ao quadrado, somar, diminuir e chegar e … VOCÊ ERRA! VAI SER BURRO NA CADEIA, VELHO! CARALHO! PORQUE O CARA NA GRÊCIA, HÁ CINCO SÉCULOS ANTES DE CRISTO DESCOBRIU O QUE VOCÊ, CINCO MIL ANOS DEPOIS, NÃO CONSEGUE APLICAR! VOCÊ TEM QUE COMER ALFAFA, VAI SER BURRO NO INFERNO… Então, esse é o tipo de cutucada que você vai dizer: “Professor, mas a pedagogia…”. A pedagogia que se FODA! Você precisa sentar a bunda na cadeira e melhorar a sua capacidade de pensamento porque depois você aplica isso aonde for. Porque se você só ficar no show do Ary Toledo, em coisas fáceis, solzinho, público, aqui tá a empresa, nhenhé, pelo amor de Deus, isso na quinta série primária já daria pra entender essa merda. Pega alguma coisa de gente, tenha culhão! Mesmo que não tenha nada a ver com você. Tenha sangue, reaja! “Professor, eu não faço questão nenhuma de….”. Hmmmm, tudo bem, fiz o que eu pude”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:24:51 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Artística</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Nunca deixe que alguém lhe diga que não pode fazer algo. Se você tem um sonho, tem que protegê-lo. As pessoas que não podem fazer por si mesmas, dirão que você não consegue. Se quer alguma coisa, vá e lute por ela. Ponto final.” <br></em><strong>– Frase do filme À Procura da Felicidade</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:29:44 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória Social</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Discurso "Eu tenho um sonho"<br><br><em>"Estou feliz por estar hoje com vocês num evento que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nosso país.<br></em><br></div><div><em>Há cem anos, um grande americano, sob cuja simbólica sombra nos encontramos, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um grande raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para pôr fim à longa noite de cativeiro.<br></em><br></div><div><em>Mas, cem anos mais tarde, devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro está ainda infelizmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação.<br></em><br></div><div><em>Cem anos mais tarde, o negro ainda vive numa ilha isolada de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro ainda definha nas margens da sociedade americana estando exilado em sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramatizar essa terrível condição.<br></em><br></div><div><em>De certo modo, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam a assinar uma nota promissória da qual todo americano seria herdeiro. Essa nota foi uma promessa de que todos os homens teriam garantia aos direitos inalienáveis de “vida, liberdade e à procura de felicidade”.<br></em><br></div><div><em>É óbvio que a América de hoje ainda não pagou essa nota promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar esse compromisso sagrado, a América entregou ao povo negro um cheque inválido devolvido com a seguinte inscrição: “Saldo insuficiente”.<br></em><br></div><div><em>Porém recusamo-nos a acreditar que o banco da justiça abriu falência. Recusamo-nos a acreditar que não haja dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidade desse país. Então viemos para descontar esse cheque, um cheque que nos dará à vista as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.<br></em><br></div><div><em>Viemos também para este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é hora de se dar ao luxo de procrastinar ou de tomar o remédio tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da democracia.<br></em><br></div><div><em>Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora [aplausos] de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus.<br></em><br></div><div><em>Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência desse momento. Esse verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará até que chegue o revigorante outono da liberdade e igualdade. Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo. E aqueles que creem que o negro só precisava desabafar e que agora ficará sossegado, acordarão sobressaltados se o país voltar ao ritmo normal.<br></em><br></div><div><em>Não haverá nem descanso nem tranquilidade na América até o negro adquirir seus direitos como cidadão. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir os alicerces do nosso país até que o resplandecente dia da justiça desponte.<br></em><br></div><div><em>Há algo, porém, que devo dizer a meu povo, que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça: no processo de ganhar o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de atos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio. Devemos sempre conduzir nossa luta no nível elevado da dignidade e disciplina.<br></em><br></div><div><em>Não devemos deixar que o nosso protesto criativo se degenere na violência física. Repetidas vezes, teremos que nos erguer às alturas majestosas para encontrar a força física com a força da alma.<br></em><br></div><div><em>Esta nova militância maravilhosa que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos irmãos brancos, como se vê pela presença deles aqui, hoje, estão conscientes de que seus destinos estão ligados ao nosso destino.<br></em><br></div><div><em>E estão conscientes de que sua liberdade está intrinsicamente ligada à nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder.<br></em><br></div><div><em>Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: “Quando é que ficarão satisfeitos?” Não estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos indescritíveis horrores da brutalidade policial. Jamais poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados com as fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso aos hotéis de beira de estrada e das cidades.<br></em><br></div><div><em>Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto nossas crianças forem destituídas de sua individualidade e privadas de sua dignidade por placas onde se lê “somente para brancos”.<br></em><br></div><div><em>Não poderemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos e só estaremos satisfeitos quando “a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente”.<br></em><br></div><div><em>Eu sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês acabaram de sair de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a sua procura de liberdade lhes deixou marcas provocadas pelas tempestades de perseguição e pelos ventos da brutalidade policial.<br></em><br></div><div><em>Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Luisiana, voltem para as favelas e guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, essa situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.<br></em><br></div><div><em>Digo-lhes hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.<br></em><br></div><div><em>Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto-evidentes que todos os homens são criados iguais.”<br></em><br></div><div><em>Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.<br></em><br></div><div><em>Eu tenho um sonho que um dia mesmo o estado do Mississippi, um estado desértico sufocado pelo calor da injustiça, e sufocado pelo calor da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.<br></em><br></div><div><em>Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.<br></em><br></div><div><em>Eu tenho um sonho que um dia o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar-se as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje.<br></em><br></div><div><em>Eu tenho um sonho que um dia “todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas; os lugares mais acidentados se tornarão planícies e os lugares tortuosos se tornarão retos e a glória do Senhor será revelada e todos os seres a verão conjuntamente”.<br></em><br></div><div><em>Essa é a nossa esperança. Essa é a fé com a qual eu regresso ao Sul. Com essa fé nós poderemos esculpir na montanha do desespero uma pedra de esperança. Com essa fé poderemos transformar as dissonantes discórdias do nosso país em uma linda sinfonia de fraternidade.<br></em><br></div><div><em>Com essa fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ser presos juntos, defender a liberdade juntos, sabendo que um dia haveremos de ser livres. Esse será o dia, esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado:<br></em><br></div><div><em>Meu país é teu, doce terra da liberdade, de ti eu canto.<br></em><br></div><div><em>Terra onde morreram meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada lado das montanhas ressoe a liberdade!<br></em><br></div><div><em>E se a América quiser ser uma grande nação, isso tem que se tornar realidade.<br></em><br></div><div><em>E que a liberdade ressoe então do topo das montanhas mais prodigiosas de Nova Hampshire.<br></em><br></div><div><em>Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque.<br></em><br></div><div><em>Que a liberdade ressoe das elevadas montanhas Allegheny da Pensilvânia.<br></em><br></div><div><em>Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado.<br></em><br></div><div><em>Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia.<br></em><br></div><div><em>Mas não só isso; que a liberdade ressoe da montanha Stone da Geórgia.<br></em><br></div><div><em>Que a liberdade ressoe da montanha Lookout do Tennessee.<br></em><br></div><div><em>Que a liberdade ressoe de cada montanha e de cada pequena elevação do Mississippi. Que de cada encosta a liberdade ressoe.<br></em><br></div><div><em>E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra:<br></em><br></div><div><em>Finalmente livres! Finalmente livres!<br></em><br></div><div><em>Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente."<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:32:40 UTC</pubDate>
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         <title>Oratória de Negócios</title>
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         <description><![CDATA[<div><em>“Quando você é um carpinteiro fazendo uma cômoda linda, você não vai colocar um sarrafo no fundo do móvel, mesmo que ele fique voltado para a parede e ninguém possa ver. Você sabe que está lá, então você vai usar um pedaço de madeira bonito no fundo. Você faz isso para dormir bem à noite. A estética e a qualidade têm de ser levadas até o último detalhe.”<br></em><strong><em>- Steve Jobs</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:33:08 UTC</pubDate>
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