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      <title>ATIVIDADE AVALIATIVA DA TRILHA 09 - Tema: BARROCO 2A/B M (1,0)  by Sandra Regina Leal Marcula</title>
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      <description>COM BASE NO QUE FOI EXPLICADO, OS GRUPOS DEVEM COLOCAR AQUI, AS PESQUISAS FEITAS SOBRE OS AUTORES BARROCOS - VIDA E OBR</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-04 15:31:52 UTC</pubDate>
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         <title>Equipe 2 : 1AM</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>Gregório</em></strong> <strong><em>de Matos</em></strong><br><br>Gregório de Matos foi um dos maiores poetas brasileiros do período do Barroco. Além de poeta, Gregório foi advogado durante o período colonial.<br>É conhecido como o “Boca do Inferno”, sendo famoso por seus sonetos satíricos, donde ataca, muitas vezes, a sociedade baiana da época.<br>Dono de uma personalidade rebelde, Gregório criticou diversos aspectos da sociedade, do governo e da Igreja Católica. Por esse motivo, foi perseguido pela Inquisição e condenado ao degredo em Angola no ano de 1694.<br><br><strong><em>Biografia</em></strong><br><br>Gregório de Matos Guerra nasceu em 23 de dezembro de 1636 na cidade de Salvador, Bahia.<br>Filho de Maria da Guerra e Gregório de Matos, pertencia a uma família abastada cujo pai era um nobre português.<br>Gregório estudou no Colégio dos Jesuítas, na Bahia e, em 1691, formou-se em Direito em Coimbra, Portugal.<br>Trabalhou como juiz, no entanto, sua grande paixão era a literatura. Retornou ao Brasil, exercendo os cargos de vigário-geral e tesoureiro-mor, entretanto, foi afastado por se recusar a usar batina.<br>Faleceu com 59 anos dia 26 de novembro de 1696, na cidade de Recife. O motivo de sua morte está associado a uma febre que contraiu quando foi condenado ao degredo em Angola.<br><strong><em><br>Obras e Características</em></strong><br><br>A obra de Gregório de Matos reúne mais de 700 textos de poemas líricos, satíricos, eróticos e religiosos.<br>Inseridas no movimento do barroco, reúnem pitorescos jogos de palavras, variedade de rimas, além de uma linguagem popular e termos da língua tupi e outras línguas africanas.<br>No entanto, Gregório não publicou seus poemas em vida, tendo muita controvérsia sobre a autoria de alguns escritos.<br>Inicialmente, alguns de seus poemas foram publicados pelo historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, visconde de Porto-Seguro, no livro "Florilégio da Poesia Brasileira" (1850) editado em Lisboa.<br>Atualmente, podemos encontrar grande parte de sua obra.<br><br>Poemas de Gregório de Matos<br>Para melhor compreender melhor o estilo e a linguagem de Gregório de Matos, leia dois sonetos do poeta:<br><br>À cidade da Bahia<br>“A cada canto um grande conselheiro.<br>que nos quer governar cabana, e vinha,<br>não sabem governar sua cozinha,<br>e podem governar o mundo inteiro.<br><br>Em cada porta um freqüentado olheiro,<br>que a vida do vizinho, e da vizinha<br>pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,<br>para a levar à Praça, e ao Terreiro.<br><br>Muitos mulatos desavergonhados,<br>trazidos pelos pés os homens nobres,<br>posta nas palmas toda a picardia.<br><br>Estupendas usuras nos mercados,<br>todos, os que não furtam, muito pobres,<br>e eis aqui a cidade da Bahia.”<br><br>Contemplando nas cousas do mundo<br>“Neste mundo é mais rico, o que mais rapa:<br>Quem mais limpo se faz, tem mais carepa:<br>Com sua língua ao nobre o vil decepa:<br>O Velhaco maior sempre tem capa.<br><br><br>Mostra o patife da nobreza o mapa:<br>Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;<br>Quem menos falar pode, mais increpa:<br>Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.<br><br>A flor baixa se inculca por Tulipa;<br>Bengala hoje na mão, ontem garlopa:<br>Mais isento se mostra, o que mais chupa.<br><br>Para a tropa do trapo vazio a tripa,<br>E mais não digo, porque a Musa topa<br>Em apa, epa, ipa, opa, upa.”<br><br>Frases de Gregório de Matos<br><br>“De que pode servir calar, quem cala nunca se há de falar, o que se sente? Sempre se há de sentir, o que se fala!”.<br>“Se és fogo, como passas brandamente, se és neve, como queimas com porfia? Mas ai, que andou Amor em ti prudente!”<br>“Eu sou aquele, que passados anos cantei na minha lira maldizente torpezas do Brasil, vícios, e enganos”<br>“Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura?”<br>“O honesto é pobre, o ocioso triunfa, o incompetente manda.”<br>“Se justificam mentindo com pretextos enganosos, e com rodeios fingidos.”<strong><br><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 10:08:34 UTC</pubDate>
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         <title>Equipe 2 : Chaiane, Caíque Vithor, Arthur Renan, Beatriz, Letícia e João Victor. ( 1AM)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>Padre Manuel Bernardes</em></strong><br><br>Escritor, orador e religioso português nascido em 1644, em Lisboa, e falecido em 1710, na mesma cidade. <br>Após ter aprendido as primeiras letras no Colégio de Santo Antão, em Lisboa, Manuel Bernardes estudou Filosofia e Direito Canónico em Coimbra. Ordenou-se sacerdote, chegando a ser confessor do bispo de Viseu, D. João de Melo, e professou aos trinta anos na Congregação do Oratório de S. Filipe de Néri. Nesta instituição, onde viveu trinta e seis anos de clausura, dedicou-se ao aperfeiçoamento moral dos alunos, à composição das suas obras, na área da teologia ascético-mística.<br>Assim como o Padre António Vieira, este clérigo foi modelo da oratória sagrada. Considerava que o orador devia empregar todos os seus esforços na sua função, aconselhando-o à revisão em três exames dos sermões e ao uso de algumas virtudes na construção textual: a castidade, a humildade e a verdade. Repreendia os pregadores do seu tempo que eram de palavras e de pensamentos e não de palavras e de obras. Desejava ver no pregador verdade e simplicidade:<br>Que importa que o pregador escolha por matéria tratar da paixão de Cristo, se a trata com estilo tão brilhante e frase tão ostentosa e erudições tão das letras humanas, que sai um Cristo todo doirado e uma cruz de filigrana? Mostráreis vós um cruxifixo com sangue e chagas, nódoas e vergões e veríeis que diferente emoção havia no auditório!...Bernardes tinha como objetivo pescar almas para Deus, compondo, para o efeito, textos claros, simples, breves, sérios no tratamento das escrituras e nunca fastidiosos, por cautela com as motivações do público.<br>Cultivou o estilo religioso e espiritual, místico e narrativo. A linguagem das suas composições é emotiva, carregada de adjetivos e substantivos abstratos, lírica e afetiva, musical e harmoniosa. Usa de frase elegante, de variedade de construção e de naturalidade de diálogos. Possuidor de um ânimo pacífico e inocente, este padre foi um contemplativo que, durante longo tempo atrás das grades de um convento, rezou e burilou frases simples, claras e cheias de uma credulidade simplista a contrastar, por vezes, com um sorriso de malícia ingénua. Opõe-se, pela sua simplicidade, ao estilo de Frei António das Chagas que prima pelo brilho da retórica e dos floreados. Estava absorto no Criador e este amor verdadeiro que por ele nutria levou a geniais composições em que a poesia o procurava espontaneamente, sem grandes fulgores de arte retórica e galanterias à maneira barroca. Foi, por conseguinte, não só admirado, mas também amado.<br>Das suas obras, destaca-se Exercícios Espirituais e Meditações da Via Purgativa (1686), Luz e Calor: Obra Espiritual para os que Tratam do Exercício de Virtudes e Caminhos da Perfeição (1696), Armas de Castidade (1699), Nova Floresta ou Silva de Vários Apotegmas (cinco volumes publicados entre 1706 e 1728), Estímulo Prático para Seguir o Bem e Fugir do Mal (1730).</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 10:14:52 UTC</pubDate>
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         <title>Equipe 5:Huendelo Cauan,Carlos Daniel, José Alexandre, João Paulo</title>
         <author>huendelosilva</author>
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         <description><![CDATA[<div>Manuel de Santa Maria Itaparica<br>Página da Bibliografia do Autor<br>&nbsp;<br>Manuel de Santa Maria Itaparica<br>AcessoRápido:&nbsp;<br>Manuel de Santa Maria Itaparica<br>Biografia<br>(1704-1768)<br><br><br>Frei Itaparica, na verdade Frei Manuel de Santa Maria, nasceu em 1704 na ilha de Itaparica, Brasil, e faleceu provavelmente em 1768. Pouco se conhece da sua vida, sabendo-se apenas que professou na Ordem de São Francisco, no convento de Paraguaçu, dedicando-se, mais tarde, ao púlpito.<br><br>É autor de Eustáquios, poema sacro e tragicómico, que contém a vida de Santo Eustáquio Mártir, chamado antes Plácido, e de sua mulher e filhos, que foi publicado sem data, sem indicação de local nem autoria. Este poema, descoberto por Francisco Adolfo de Varnhagen, foi inicialmente atribuído ao padre Francisco de Sousa, autor de Oriente Conquistado, mas, na introdução do Florilégio da Poesia Brasileira, Varnhagen reformulou a sua opinião, indicando Frei Itaparica como o verdadeiro autor.<br><br>Na obra destaca-se a descrição do inferno e a narrativa dos sonhos onde o Brasil é descrito numa época anterior ao seu descobrimento. Na página 105 da primeira edição (publicada em 1769) está a Descrição da ilha de Itaparica, termo da cidade da Bahia, da qual se faz menção no canto quinto, reimpressa em 1841, onde o poeta fala com entusiasmo das belezas de sua ilha natal. O poema seria uma réplica à Ilha da Maré, de Manuel Botelho de Oliveira. São descritos os frutos, as fontes, os legumes, as árvores, as igrejas e as capelas, praticamente na mesma ordem em que estão referidas nas silvas de Botelho de Oliveira.<br><br>Frei Itaparica foi muito influenciado por Camões e é um dos precursores do nativismo literário. Não há qualquer informação segura sobre o ano de sua morte, acreditando-se que tenha ocorrido depois de 1768, pois nesse ano tinha pronto para ser publicado um conto heróico sobre as festas que se realizaram na Paraíba, por ocasião do casamento dos princípes de Portugal e Costela.<br><br><br><br>Obra:<br>Descrição da Ilha de Itaparica<br>(...)<br><br>XVII<br><br>Monstro do mar, Gigante do profundo,<br>Uma torre nas ondas soçobrada,<br>Que parece em todo o âmbito rotundo<br>Jamais besta tão grande foi criada:<br>Os mares despedaça furibundo<br>Coa barbatana às vezes levantada,<br>Cujos membros tetérrimos e broncos<br>Fazem a Tétis dar gemidos roncos.<br><br><br>Uma das obra dele</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-22 13:05:02 UTC</pubDate>
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         <title>Equipe 3: Elisama 1°BM Emily 1°BMJosiel 1°AMJoan 1°BMMaria Jéssica 1°AM</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Vida &amp; Obra<br><br>&nbsp;Você conhece um escritor brasileiro chamado Manuel Botelho de Oliveira ?<br><br>Ele nasceu no ano de 1636 em Salvador Bahia e veio a falecer no dia 05 de janeiro em Salvador.<br>A principal obra é a coletânea de poemas. E o seu poema mais famoso é À Ilha de Maré<br><br>E ainda tem mais! Sua escrita em 1705 foi publicado em Lisboa ordenando-se o primeiro ator a ter um livro expresso. Em suas obras descatam- se a ilha de maré com vocabulário típico dos barocos.<br><br>Foi contemporâneo de Gregório de Matos no curso de direito de Coimbra e durante esse período se dedicou ao estudo do espanhol do latim e italiano.&nbsp;<br><br>Manuel também exerceu a democracia foi eleito vereador de salvador e também capitão-mor de ordenancias de Jacobina Gameleiras e Rios de Peixe.<br><br><br>&nbsp;Francisco Manuel de Melo Nasceu em 23 de novembro de 1608 em lisboa. E morreu em 24 de agosto em 1666 seu pai era Luis de Melo, militar. Sabe quem era sua mãe?&nbsp;<br><br>Era dona Maria de Toledo de Maçuellos. Era a neta do cronista e gramático português Duarte Nunes de Leão.<br><br>Francisco Manuel, Foi um&nbsp;escritor,&nbsp;político&nbsp;e&nbsp;militar&nbsp; português, Historiador, pedagogo, moralista, autor teatral e poeta, foi representante máximo da literatura barroca peninsular. Dedicou-se à&nbsp;poesia, ao&nbsp;teatro, à&nbsp;história&nbsp;e à&nbsp;epistolografia.&nbsp;&nbsp;<br><br>Tendo publicado cerca de duas dezenas de obras durante a sua vida, foi ainda autor de outras. Aliou ao estilo e temática barroca (a instabilidade do mundo e da fortuna, numa visão religiosa) o seu&nbsp;cosmopolitismo&nbsp;e espírito galante, próprio da aristocracia de onde provinha.&nbsp;<br><br>&nbsp;Entre suas obras mais importantes, pode-se destacar o texto moralista da&nbsp;Carta de Guia de Casados&nbsp;ou a peça de teatro&nbsp;Fidalgo Aprendiz&nbsp;(que é uma "Farsa", como foi descrita pelo seu autor desde o início e não um "Auto" como tem vindo a ser designada por edições recentes)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-22 18:58:18 UTC</pubDate>
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         <title>Equipe 5</title>
         <author>huendelosilva</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mariana Alcoforado nasceu em Beja em 1640. Com onze anos, é obrigada a entrar para um convento, a fim de ficar a salvo do brutal conflito provocado pela guerra com Espanha e para honrar o testamento materno que a nomeava freira do Convento da Conceição. Sem ter nenhuma inclinação religiosa, ela foi assim destinada a uma vida enclausurada, partilhando da sorte de muitas raparigas da sua época, que eram encerradas em conventos por decisão paternal.<br><br>Impotente face à irrevogável decisão do pai, Mariana submete-se à clausura, mas anseia pelo dia em que poderá regressar ao seio da família e à liberdade da vida real. Um dia (não se sabe a data precisa) chega à cidade de Beja um regimento francês, comandado por Frederico de Schomberg, que ali se encontrava para apoiar o país contra Espanha na Guerra da Restauração (1640-1668). Quis o destino que o seu olhar se cruzasse com o do jovem oficial francês Noel Bouton. Mariana estaria na janela de Mértola do convento, e dessa troca de olhares nasceria um amor imediato e profundo. Tendo então a idade de vinte anos, o instinto físico falou mais alto e deixou-se dominar por uma incontrolada paixão que a fez introduzir Bouton secretamente na sua cela durante várias noites seguidas.<br><br>Descobertos, a notícia dessa relação difundiu-se rapidamente causando escândalo. Sóror Mariana pertencia à poderosa família dos Alcoforados, e temeroso das consequências, Bouton saiu de Portugal, com o pretexto da enfermidade de um irmão e prometeu mandar buscá-la. Duma janela do segundo piso do Convento, esperaria Mariana por notícias do seu amado, vivendo a sua paixão impossível e desesperada, na sua condição de mulher destinada a Deus.<br><br>Na sua espera, em vão, escreveu as referidas cartas, que contam uma história sempre igual: esperança no início, seguida de incerteza e, por fim, a convicção do abandono. A sua correspondência destinada a Bouton, um conjunto de cinco cartas escritas em francês, foram publicadas em Paris por Claude Barbin, e foram avaliadas entre as mais comovedoras do género. Esses relatos emocionados fizeram vibrar a nobreza de França, habituada ao convencionalismo. Além disso, levaram, para a frívola sociedade, o gosto acre do pecado e da dor, pois traziam a lume as intimidades de uma freira. “As Cartas” anteciparam o movimento literário romântico e serviram de inspiração a La Bruyère, Saint-Simon, Saint-Beuve e muitos outros autores românticos. Rousseau, por achar as cartas demasiado belas para serem escritas por uma mulher, negava-lhes a autenticidade, atribuindo a autoria a escritores franceses ou portugueses como Alexandre Herculano ou Camilo Castelo Branco.<br><br>De facto, desconhece-se como e porque razão tais cartas foram parar às mãos do editor Claude Barbin, e, assim, presume-se que possam na verdade consistir em obra de ficção apresentada como não-ficcional para fins publicitários. Mas no seguimento especulativo, há também a considerar porque é que “As Cartas”, escritas em francês, possuem acentuados vestígios de sintaxe portuguesa. Especula-se por isso que estas provêm de uma tradução literal de cartas escritas em português — e perdidas —, ou então compostas por alguém que, conhecendo o idioma francês, não o dominava a ponto de redigi-lo com absoluta perfeição. Na biblioteca dos Alcoforados acharam-se também inúmeros livros em francês, indício provável de que era uma família que se servia frequentemente da língua francesa, pelo menos para leitura. Às “As Cartas” seguiram-se “As Resposta” assinadas por Bouton, e outras demais obras com as mesmas personagens, mas todas essas publicações são efetivamente apócrifas (*) e não têm a mesma qualidade ou tiveram a mesma receção critica do público<br><br>Atualmente especula-se que as cartas sejam provavelmente uma obra de Gabriel de Guilleragues, um diplomata e jornalista francês, secretário do príncipe de Conti, mas a sua verdadeira autoria, provavelmente nunca o saberemos. Sejam “As Cartas” verídicas ou não, Mariana Alcoforado, existiu realmente, e o escândalo que houve em torno da sua pessoa, também foi verdadeiro.<br><br>A sua vida, tornada famosa pelas cartas, foi motivo de inspiração a diversas obras teatrais. Mariana, pela sua vez, com o tempo reabilitou-se da sua tristeza. Pelas boas obras que prestou enquanto freira adquiriu o título de “Soror”(*) e chegou à posição de abadessa do Convento. Morreu já idosa, aos oitenta e três anos de idade em 1723 no Convento da Conceição em Beja.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-22 19:06:30 UTC</pubDate>
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         <title>Equipe 1: Ariele Gomes (2°BM) |  Deyse Silva (2°BM) | Jadson Pereira (2°AM) | Maiely Pereira (2°AM) | Viviane Pereira (2°BM)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em><mark>Bento Teixeira</mark></em></strong><strong><em><br></em></strong><br>Bento Teixeira Pinto nasceu em Porto, Portugal, no ano de 1561. Filho de Manuel Álvares de Barros e de Leonor Rodrigues, cristãos novos, mudou-se com a família para o Brasil colônia, em 1567, instalando-se na Capitania do Espírito Santo.<br>Bento Teixeira recebeu de sua mãe a doutrina judaica, no entanto, estudou em colégio jesuíta. Tentou seguir a carreira eclesiástica, mas desistiu.&nbsp; Depois da morte dos pais, mudou-se para Ilhéus na Bahia. Em 1584, casou-se com a cristã Filipa Raposo.<br>Em seguida, Bento Teixeira transferiu-se para a Capitania de Pernambuco, onde em 1590 instalou uma escola em Olinda e se dedicou ao magistério e também ao comércio.<br>Acusado pela mulher, de ser judeu e de rejeitar as práticas cristãs, Bento Teixeira passou a ser perseguido pela inquisição. Em 1589, Bento Teixeira foi julgado e absolvido pelo ouvidor da Vara Eclesiástica.<br>Em novembro de 1594, Bento Teixeira mata a esposa e se refugia no Mosteiro de São Bento, em Olinda. Durante uma tentativa de fuga, Bento foi preso e enviado para Lisboa em 1595.<br>Na capital portuguesa, Bento Teixeira inicialmente negou, mas resolveu depois confessar sua crença e práticas judaicas. Em 31 de janeiro de 1599, em auto-de-fé, foi obrigado a renunciar solenemente a religião judaica.<br>Enquanto esteve na prisão em Lisboa, Bento Teixeira redigiu o longo poema épico, Prosopopeia, publicado em 1601, que abriu as portas do barroco brasileiro.<br>Seguindo a estrutura camoniana, o autor apresenta o poema em oitavas-heroicas, com 94 estrofes, que exalta as glórias dos Albuquerque, sobretudo do seu protetor Jorge de Albuquerque Coelho, terceiro Donatário da Capitania de Pernambuco, onde prosperava a cultura da cana-de-açúcar.<br>Bento Teixeira conta a viagem de Jorge, o futuro donatário de Pernambuco,quando retornou a Lisboa, em 1565 e os problemas enfrentados pelo navio em que viajava, quando foi atacado pelos corsários franceses e pelas fortes tempestades que enfrentou, levando a navegação à deriva, da falta de alimentos e de água a bordo e por fim do socorro recebido e da chegada a Cascais.<br>No poema, Bento Teixeira procurou ressaltar o destemor e a solidariedade de Jorge de Albuquerque Coelho para com os companheiros de viagem. Jorge voltou a Pernambuco em 1573, a fim de governar a capitania de Pernambuco.<br>Bento Teixeira Pinto faleceu na cadeia em Lisboa, em julho de 1618.<br><br>• <em>Prosopopeia</em><br><br>Cantem Poetas o Poder Romano<br>submetendo Nações ao jugo duro;<br>o Mantuano pinte o Rei Troiano,<br>descendo à confusão do Reino escuro;<br>que eu canto um Albuquerque soberano,<br>da Fé, da cara Pátria firme muro,<br>cujo valor e ser, que o Céu lhe inspira,<br>pode estancar a Lácia e Grega lira.<br><br>As Délficas irmãs chamar não quero,<br>que tal invocação é vão estudo;<br>aquele chamo só, de quem espero<br>a vida que se espera em fim de tudo.<br>Ele fará meu Verso tão sincero,<br>quanto fora sem ele tosco e rudo,<br>que por razão negar não deve o menos<br>que deu o mais a míseros terrenos.<br><br>E vós, sublime Jorge, em quem se esmalta<br>a Estipe d’Albuquerques excelente,<br>e cujo eco da fama corre e salta<br>do Carro Glacial à Zona ardente,<br>suspendei por agora a mente alta<br>dos casos vários da Olindesa gente,<br>e vereis vosso irmão e vós supremo<br>no valor abater Querino e Remo. (...)<br>________________<br><br><strong><em><mark>Padre Antônio Vieira<br></mark></em></strong><br>Padre Antônio Vieira nasceu em Portugal, em 6 de fevereiro de 1608. Em 1614, ele e sua família mudaram-se para o Brasil, onde estudou em colégio de jesuítas e, mais tarde, ingressou na Companhia de Jesus. Em 1633, proferiu seus dois primeiros sermões, ambos de caráter político: o primeiro falava da invasão holandesa; o segundo, atacava a escravidão indígena. Essa sua postura, atrelada à sua defesa dos cristãos-novos, gerou inimizades entre os colonos e membros da Igreja.<br>Os sermões do Padre Antônio Vieira fazem parte do Barroco e apresentam características como: culto ao contraste, rebuscamento da linguagem, além do uso de antíteses e paradoxos. Além de sermões, Vieira também escreveu cartas, textos proféticos, poesia e teatro. Sua vida e obra foram marcadas pelo envolvimento em questões políticas, na defesa da Coroa portuguesa e da fé católica, apesar de Vieira sofrer perseguição da Inquisição portuguesa. Depois de ele viver períodos em Portugal e um tempo em Roma, sua morte ocorreu no Brasil, em 18 de julho de 1697.<br><br>• <em>Trecho da obra "Sermão de Santo Antônio aos peixes" </em><br><br>"Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é de impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. [...]"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-23 01:18:21 UTC</pubDate>
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         <title>VIDA E OBRA </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/sandramarcula/gsgkzln3wex35q2x/wish/1691379994</link>
         <description><![CDATA[<div>Equipe:<br>KAIQUE CASTOR ALVES&nbsp;<br>JADSON ALAN&nbsp;<br>DEIVID KAUA&nbsp;<br><br><br><strong><br>Frei Vicente do Salvador</strong>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ordem_dos_Frades_Menores">OFM</a>, nascido <strong>Vicente Rodrigues Palha</strong> (Matuim, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Salvador_(Bahia)">Salvador</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Circa">circa</a> <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1564">1564</a> — <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Salvador_(Bahia)">Salvador</a>, circa <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1636">1636</a>-<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1639">1639</a>) foi um religioso franciscano brasileiro.<br><br></div><div><br></div><div>Frei Vicente do Salvador, OFM</div><div><br>FrAyViCeNtEdEsAlVaDoR.jpg<br><strong>Nome completo</strong> | Vicente Rodrigues Palha<br><strong>Nascimento</strong> | circa 1564<br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Salvador_(Bahia)">Salvador</a><br><strong>Morte</strong> | circa 1636-1639<br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Salvador_(Bahia)">Salvador</a><br><strong>Nacionalidade</strong> | (Brasil colônia)<br><strong>Cidadania</strong> | Português (Brasil colônia)<br><strong>Progenitores</strong> | Mãe: Messia de Lemos<br>Pai: João Rodrigues Palha<br><strong>Ocupação</strong> | Religioso <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Franciscano">franciscano</a><br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Magnum_opus"><strong><em>Magnum opus</em></strong></a> | História do Brasil: 1500-1627</div><div><br>Sua vida é pobremente conhecida e sua fama repousa sobre dois escritos, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Cr%C3%B4nica_da_Cust%C3%B3dia_do_Brasil&amp;action=edit&amp;redlink=1"><em>Crônica da Custódia do Brasil</em></a>, e principalmente a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Historia_do_Brazil"><em>História do Brasil</em></a> (1627), valiosos relatos históricos e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Corografia">corográficos</a> sobre a vasta colônia portuguesa na América em seus primeiros tempos. Este legado documental, cuja importância a crítica reconhece em consenso, lhe valeu os epítetos de <em>Pai da Historiografia brasileira</em>,<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-willeke1-1"><sup>[1]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-2"><sup>[2]</sup></a> ou <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3doto"><em>Heródoto</em></a><em> brasileiro.</em><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-3"><sup>[3]</sup></a> Sua vida como religioso também foi relevante, recebendo várias atribuições de responsabilidade e fundando o <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Convento_de_Santo_Ant%C3%B4nio_(Rio_de_Janeiro)">convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro</a>.<br><br></div><div>BiografiaObras</div><div><strong>Crônica da Custódia do Brasil</strong><br>A <a href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Cr%C3%B4nica_da_Cust%C3%B3dia_do_Brasil&amp;action=edit&amp;redlink=1"><em>Crônica da Custódia do Brasil</em></a> foi escrita provavelmente a partir de 1612 e terminada em torno de 1617, e deve ter sido levada a Lisboa pouco depois para ser impressa. Seus originais se perderam depois de 1650, mas já haviam sido utilizados pelo frei <a href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Manuel_da_Ilha&amp;action=edit&amp;redlink=1">Manuel da Ilha</a> e por <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jorge_Cardoso">Jorge Cardoso</a>, que transcreveram várias partes da obra respectivamente na <em>Relação</em> e no <em>Agiológio Lusitano</em>. Parte já havia sido transcrita na segunda composição do próprio Vicente do Salvador, <em>História do Brasil</em>. Pelo que sobrevive nessas transcrições, o conteúdo não se limitava, como sugere o título, à história das missões franciscanas, mas se expandia para a narrativa de eventos políticos e da vida dos índios, além de elaborar pequenas biografias do bispo <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pedro_Fernandes_Sardinha">Pedro Fernandes Sardinha</a> e do frei <a href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Francisco_de_S%C3%A3o_Boaventura&amp;action=edit&amp;redlink=1">Francisco de São Boaventura</a>. Provavelmente havia também biografias dos custódios de Santo Antônio desde o primeiro, frei <a href="https://pt.m.wikipedia.org/w/index.php?title=Melchior_de_Santa_Catarina&amp;action=edit&amp;redlink=1">Melchior de Santa Catarina</a>, e de missionários e capelães importantes. Esse conteúdo aparece principalmente no capítulo 39 da <em>História do Brasil</em>, e aparentemente todo ele é uma transcrição da <em>Crônica</em>.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-willeke1-1"><sup>[1]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-willeke2-9"><sup>[9]</sup></a><strong>História do Brasil</strong><br><br>Frontispício da primeira edição da <em>História do Brasil</em>, 1889.<br>A <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Historia_do_Brazil"><em>História do Brasil</em></a> foi incentivada por <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Manuel_Severim_de_Faria">Manuel Severim de Faria</a>, a quem foi dedicada em 20 de dezembro de 1627. Seu conteúdo seria ampliado depois. Diz Willeke: "Embora voltasse às suas ocupações comuns da vida religiosa e da cura d'almas, o autor da história brasileira, em espírito, acompanhava os originais até Portugal e como a publicação demorasse muito, acrescentou, no decorrer dos anos, muitas correções e fatos que lhe haviam escapado".<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-willeke1-1"><sup>[1]</sup></a><br>A obra aproveita trechos da <em>Crônica</em> e é dividida em cinco livros.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-willeke1-1"><sup>[1]</sup></a> Inicia com a chegada da esquadra de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pedro_%C3%81lvares_Cabral">Pedro Álvares Cabral</a>, o descobridor, e narra a primeira organização da colonização, episódios de seus primeiros governadores, descreve o sistema dos governos-gerais e das <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Capitanias_heredit%C3%A1rias">capitanias hereditárias</a>, as entradas para o sertão e as guerras contra o gentio, as fortalezas e táticas militares, a invasão holandesa, e outros eventos. Traça ainda um amplo panorama da fisionomia do território, sua flora e fauna, seu clima e sua geografia, seus nativos e seus respectivos usos e costumes, as primeiras povoações portuguesas, os engenhos de açúcar, as lavouras, captando de maneira às vezes poética e lírica, o jeito de falar e de viver nas terras ainda tão novas.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-Mariana-12"><sup>[12]</sup></a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-Sinkevisque-13"><sup>[13]</sup></a><br>O manuscrito esteve em posse de Severim de Faria, que havia se comprometido a imprimi-lo, mas isso nunca aconteceu. Com ele seguramente o original ficou até 1638, pelo menos, perdendo-se depois, mas sobreviveu em diversas cópias manuscritas, que não são todas iguais. Uma cópia chegou ao Rio de Janeiro em meados do século XIX, sendo publicada pela primeira vez em 1889 em edição de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Capistrano_de_Abreu">Capistrano de Abreu</a>. O manuscrito usado tinha muitas falhas, e uma edição mais próxima do original só veio à luz após três outras edições.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Vicente_do_Salvador#cite_note-willeke1-1"><sup>[1]</sup></a> A seguir, um excerto de sua narrativa, considerada o "primeiro clássico do Brasil":<br>"<em>Inopem me copia facit</em>, disse o poeta, e disse verdade, porque, onde as coisas são muitas, é forçado que se percam, como acontece ao que vindima a vinha fértil e abundante de fruto, que sempre lhe ficam muitos cachos de rabisco e assim me há sucedido com as coisas de mar e terra do Brasil de que trato. Pelo que me é necessário rabiscar ainda algumas, que farei neste capítulo, que quanto a todas é impossível relatá-las.<br>"Faz no Brasil sal não só em salinas artificiais, mas em outras naturais, como no Cabo Frio e além do Rio Grande, onde se acha coalhado em grandes pedras muito e muito alvas.<br>"Faz-se também muita cal, assim de pedra do mar como da terra, e de cascas de ostras que o gentio antigamente comia e se acham hoje montes delas cobertos de arvoredos, donde se tira e se coze engradada entre madeira com muita facilidade.<br>"Há tucum, que são umas folhas quase de dois palmos de comprido, donde, só com a mão, sem outro artifício, se tira pita rijíssima, e cada folha dá uma estriga".<br><br><br><br><strong><br>Francisco Rodrigues Lobo</strong> (<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Leiria">Leiria</a>, entre <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Julho">julho</a> e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Dezembro">dezembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1580">1580</a> — <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lisboa">Lisboa</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1621">4 de novembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1622">1622</a>) foi um <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Poesia">poeta</a> <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">português</a>. Era um Autor regionalista como poucos, apresentava o cognome de "cantor do Lis", e era considerado o iniciador do Barroco na literatura portuguesa<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Francisco_Rodrigues_Lobo#cite_note-1"><sup>[1]</sup></a>.<br><br></div><div><br></div><div>Francisco Rodrigues Lobo</div><div><br><br><strong>Nascimento</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1580">1580</a><br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Leiria">Leiria</a><br><strong>Morte</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/4_de_novembro">4 de novembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1622">1622</a> (42 anos)<br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lisboa">Lisboa</a><br><strong>Nacionalidade</strong> |&nbsp; <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">Português</a><br><strong>Ocupação</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Poesia">Poeta</a><br><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Magnum_opus"><strong><em>Magnum opus</em></strong></a> | <em>A Corte na Aldeia</em> (1619)<br><strong>Escola/tradição</strong> | <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Barroco">Barroco</a><br><br>Nasceu em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Leiria">Leiria</a> no seio de uma família de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Crist%C3%A3o-novo">cristãos-novos</a>, cidade onde a presença judaica remonta a inícios do <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XIII">século XIII</a><a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Francisco_Rodrigues_Lobo#cite_note-2"><sup>[2]</sup></a>.<br><br></div><div><br>Estudou na <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Coimbra">Universidade de Coimbra</a>, onde se formou em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2nones">Cânones</a>. Foi precisamente na cidade do <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mondego">Mondego</a> que iniciou a sua atividade literária, compondo o <em>Romanceiro</em>, tinha pouco mais de 16 anos.<br><br></div><div><br>Afirma-se que se dava com a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Nobreza">nobreza</a>, entre os quais <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Teod%C3%B3sio_II,_Duque_de_Bragan%C3%A7a">Teodósio II, Duque de Bragança</a> e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Duarte_de_Bragan%C3%A7a,_senhor_de_Vila_do_Conde">Duarte de Bragança, senhor de Vila do Conde</a>, e que este último lhe dava alojamento. Desconhece-se se terá exercido cargos públicos.<br><br></div><div><br>Na sua escrita percebe-se uma certa influência da lírica de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_de_Cam%C3%B5es">Luís de Camões</a>, nomeadamente nos temas do <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Bucolismo">bucolismo</a> e do desencanto.<br><br></div><div><br>Franscisco se afogou no <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rio_Tejo">Rio Tejo</a> durante uma viagem entre <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lisboa">Lisboa</a> e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Santar%C3%A9m">Santarém</a> e acabou morrendo em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Novembro">novembro</a> de <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/1622">1622</a>.<br><br></div><div>Obra</div><div><br></div><div>"O Pastor Peregrino" (<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pedro_Anjos_Teixeira">Pedro Anjos Teixeira</a>, 1957). Instalada no Jardim Luís de Camões em Leiria em 1959, é uma alusão ao poeta Leiriense Rodrigues Lobo.</div><div><br>Viveu durante a <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Dinastia_Filipina">Dinastia Filipina</a>, o que explica as numerosas obras escritas em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_castelhana">língua castelhana</a>, tendo escrito raramente em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa">língua portuguesa</a>. Foi autor, entre outras, das obras:<br><br></div><ul><li><em>Primavera</em> (1601), título geral das três novelas pastoris: "Primavera", "Pastor Pereyrino" e "Desenganado";</li><li><em>O Pastor Peregrino</em> (1608);</li><li><em>Condestabre</em> (1609); e</li><li><em>A Corte na Aldeia</em> (1619).</li></ul><div><br>Dessas, <em>Corte na Aldeia</em> é considerada como o primeiro sinal literário do <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Barroco">Barroco</a> em <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Portugal">Portugal</a> e um contributo importante no que se refere ao desenvolvimento do Barroco na <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica">Península Ibérica</a>. A obra é dedicada ao descendente da <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_reis_de_Portugal">Coroa Portuguesa</a>, ou seja D. Duarte, irmão do <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Duque_de_Bragan%C3%A7a">Duque de Bragança</a> e marquês de Frechilha e de Malagam. Na dedicatória da obra, Rodrigues Lobo convida D. Duarte de Bragança a preservar e ter orgulho da "<em>língua e da nação Portuguesa</em>" que, no passado, conheceu momentos muito mais gloriosos. "Corte na Aldeia" é composta de dezasseis diálogos didácticos que descrevem a vida cortesã da época, reflectindo a frustração da nobreza portuguesa pelo desaparecimento da corte nacional, sob a dominação filipina.<a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Francisco_Rodrigues_Lobo#cite_note-3"><sup>[3]<br></sup></a><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-23 15:40:30 UTC</pubDate>
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