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      <title>Camões épico. Nas entrelinhas das reflexões do poeta. by Mariana Oliveira Ata?de</title>
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      <description>Canto V - est. 95-97</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-15 10:17:57 UTC</pubDate>
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         <title>Canto V, est. 95-97 Lusíadas </title>
         <author>a29560</author>
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         <description><![CDATA[<div>95</div><div>Dá a terra lusitana Cipiões,</div><div>Césares, Alexandros, e dá Augustos;</div><div>Mas não lhe dá contudo aqueles dois</div><div>Cuja falta os faz duros e robustos.</div><div>Octávio, entre as maiores opressões,</div><div>Compunha versos doutos e venustos.</div><div>Não dirá Fúlvia certo que é mentira,</div><div>Quando a deixava António por Glafira,<br><br></div><div>96</div><div>Vai César, sojugando toda França,</div><div>E as armas não lhe impedem a ciência;</div><div>Mas , numa mão a pena e noutra a lança,</div><div>Igualava de Cícero a eloquência.</div><div>O que de Cipião se sabe e alcança,</div><div>É nas comédias grande experiência.</div><div>Lia Alexandro a Homero de maneira</div><div>Que sempre se lhe sabe à cabeceira.<br><br></div><div>97</div><div>Enfim, não houve forte capitão,</div><div>Que não fosse também douto e ciente,</div><div>Da Lácia, Grega, ou Bárbara nação,</div><div>Senão da Portuguesa tão somente.</div><div>Sem vergonha o não digo, que a razão</div><div>De algum não ser por versos excelente,</div><div>É não se ver prezado o verso e rima,</div><div>Porque, quem não sabe arte, não na estima.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-18 17:21:45 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do excerto </title>
         <author>a29560</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Os guerreiros portugueses desprezavam a cultura e a poesia.</li><li>Em Portugal, há heróis como os clássicos Cipião, César, Alexandre e Augusto;</li><li>O poeta censura os guerreiros/heróis portugueses seus contemporâneos, a quem falta cultura e dons artísticos.</li><li>Otávio era o imperador de Roma e escrevia belos versos.</li><li>César, fundador do Império de Roma, escrevia belos versos.</li><li>A fama de Cipião, chefe de guerra Romano, deve-se à sua dedicação à escrita de Comédias.</li><li>Alexandre Magno, apreciava tanto Homero que o considerava seu poeta de eleição.</li><li>Não houve entre os povos, Romanos, Gregos ou Bárbaros, que não se revelasse culto e interesse pela escrita.</li><li>Camões sente vergonha pela ignorância dos líderes do seu tempo, que menosprezam as letras.</li><li>Para Camões, quem não pratica a poesia não lhe sabe dar o verdadeiro valor.</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-18 17:29:44 UTC</pubDate>
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         <title>Temática: </title>
         <author>a29560</author>
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         <description><![CDATA[<div>Crítica ao desprezo pelas artes e pelas letras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-18 17:55:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a29560</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-18 18:01:18 UTC</pubDate>
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         <title>Texto de opinião </title>
         <author>a29560</author>
         <link>https://padlet.com/a29560/grqetkwbt3vsb5s4/wish/1536887234</link>
         <description><![CDATA[<div>Apesar de não ser uma crítica ao desprezo pelas artes e pelas letras, ao nosso ver, a música "Ultraje a rigor - Inútil" remete-nos para os dias de hoje, fazendo com que a obra de Luís Vaz de Camões no Canto V. da estância 95 à 97 dos Lusíadas, seja atual.<br>A música fala sobre ter tudo e não saber e não querer usar nada, como nos versos "A gente faz filho; E não consegue criar", "A gente faz carro; E não sabe guiar".<br>O autor da música critica os dias de hoje, porque as pessoas mesmo tendo tudo não querem fazer nada. Onde, tendo isto em conta, vai nos remeter para o Canto V dos Lusíadas, onde Camões também critica o seu tempo, porque eles apesar de terem uma escrita maravilhosa, ninguém se interessava. Camões critica o desprezo às artes , critica o facto e não haver um único capitão ou general que soubesse dar o devido valor ás artes e quisesse saber e aprendes mais , tal como podemos ver na estância 97 "Enfim, não houve forte&nbsp; capitão; Que não fosse também douto e ciente",<br>Podemos concluir que as reflexões feitas por Camões continuam completamente atuais e que nem tão cedo irá mudar.&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-18 18:01:55 UTC</pubDate>
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