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      <title>3.1 &quot;Nove noites&quot;, de Bernardo Carvalho - informações e reflexões by Sophia Silva</title>
      <link>https://padlet.com/sophiasilv16/gi6fc3so6puoe4pa</link>
      <description>por Agda Mirella (1), Julia Milani (19) e Sophia Silva (37) - 3.1</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-28 23:27:54 UTC</pubDate>
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         <title>Apresentando a Obra</title>
         <author>sophiasilv16</author>
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         <description><![CDATA[<div>O livro Nove Noites é uma história com elementos reais e imaginários casados entre si. O principal elemento real é o inesperado suicídio de Buell Quain em 1939, um antropólogo americano que veio a Tocantins para estudar os índios Krahôs, causando uma grande comoção entre aqueles que conviviam com ele, principalmente pela brutalidade do ocorrido. Já os elementos imaginários são dúbios, não se possui a certeza de algo que não aconteceu, tudo poderia ter acontecido na narrativa, como não poderia.</div><div><br>Essa dúvida entre ficção e realidade permeia todo o livro, o método de escrita de Bernardo de Carvalho é interessantíssimo, mesclando dois narradores separados por um grande espaço temporal, enquanto um parece ser um personagem da história, que há indícios de ter sido inspirado por uma pessoa real;  o outro é um jornalista que parece escrever a história que estamos lendo, como o autor do livro, mas nunca é confirmado que o segundo narrador equivale ao Bernardo Carvalho. Como pode-se ver a palavra “parece” se repetiu muitas vezes neste parágrafo, e é exatamente a discussão que esse livro propõe: o que é verdade e o que se parece com a verdade, verossimilhante?</div><div><br>Além disso, temos uma história e narrativa massantes e incômodas para o leitor, e isso é feito de propósito pelo autor, sem nenhuma explicação prévia, e como o próprio Bernardo Carvalho falou: “Não me interessa se o leitor lê ou não lê, eu quero que se foda. O que eu quero é fazer a minha literatura”. Ou seja, as conclusões que se pode chegar ao fim da leitura são diversas o autor não está a fim de ajudar os leitores confirmando ou não suas hipóteses. Isso dá ao livro um ar de mistério e dúvida muito interessante e apreciados por alguns, mas ao mesmo tempo, temos o fato de que sem leitores, o autor não vende seus livros, essa questão é melhor desenvolvida no vídeo abaixo</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 23:31:30 UTC</pubDate>
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         <title>Sobre Bernardo Carvalho</title>
         <author>sophiasilv16</author>
         <link>https://padlet.com/sophiasilv16/gi6fc3so6puoe4pa/wish/1471417161</link>
         <description><![CDATA[<div>Bernardo Teixeira Carvalho nasceu em 1960 na cidade do Rio de Janeiro. Formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), começou a trabalhar no jornal <em>Folha de São Paulo</em> no ano de 1986 e em 1993 obtém grau de mestre em cinema pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA / USP). No mesmo ano, marca sua estreia na literatura através da coletânea de contos Aberração, entre seus trabalhos como <strong><em>Os Bêbados e os Sonâmbulos</em></strong><em> </em>(1996) e <strong><em>Mongólia</em></strong><strong> </strong>(2003), tem a construção de personagens que constantemente deparam com figuras marcadas pelo desaparecimento, sob circunstâncias misteriosas.<br><br></div><div>No entanto uma de suas maiores obras, foi o romance <strong><em>Nove Noites</em></strong> (2002), composto por narrativas que misturam – se diante aos fatos correspondentes aos personagens, além disso há de maneira muito presente a junção de elementos que ajudam a compreender melhor a história como registros de cartas, anotações diárias realizadas pelos personagens e até mesmo algumas reproduções fotográficas. Ainda na <em>Folha de São Paulo</em>, exerce função de correspondente internacional em Paris e Nova York, diretor do suplemento de ensaios “Folhetim” e colunista fixo do caderno de cultura “Ilustrada”, bem como a de crítico literário e tradutor. Em 2017, seu romance <strong><em>Simpatia pelo Demônio</em></strong> (2016) recebe o Prêmio Oceanos de literatura em língua portuguesa.</div><div>O autor pode ser resumido em, romancista, contista, jornalista e tradutor, além de destacar – se no panorama da literatura brasileira pelo caráter contemporâneo de seus romances, dotados de narrativa fragmentada, discurso polifônico e personagens deslocados, em buscas inexoravelmente destinadas ao fracasso.<br><br>Fonte:<br><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa16802/bernardo-carvalho#:~:text=Romancista%2C%20contista%2C%20jornalista%20e%20tradutor,buscas%20inexoravelmente%20destinadas%20ao%20fracasso">https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa16802/bernardo-carvalho#:~:text=Romancista%2C%20contista%2C%20jornalista%20e%20tradutor,buscas%20inexoravelmente%20destinadas%20ao%20fracasso</a>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 23:31:47 UTC</pubDate>
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         <title>Sobre a leitura</title>
         <author>sophiasilv16</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Retomando o contexto do livro</em></div><div>Nove noites é baseado em uma história real: o inesperado suicídio de Buell Quain em 1939, um antropólogo americano que veio a Tocantins para estudar os índios Krahôs. Por essa razão ele mistura elementos reais (como arquivos públicos, fotos tiradas em 1930, pessoas históricas que conviveram com o antropólogo e cartas escritas pelo suicida) com personagens e eventos fictícios (como o Jornalista e, possivelmente, as nove noites de conversa entre Quain e Perna).&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>Notas:</strong></div><div>- O livro apresenta uma mistura de alguns gêneros literários como: romance, relato jornalístico e romance policial.<br><br></div><div>- Enquanto lê o livro, tenha em mente que ele não dá respostas para os problemas que apresenta. Seus elementos não estão claramente amarrados, o que dificulta a leitura da obra, porém essa é uma escolha feita por Bernardo de Carvalho para apresentar a crítica: Até que ponto a verdade é real? Sendo assim, o livro requer uma leitura crítica dos acontecimentos, então o leitor se transforma em parte da história. Dependendo da sua interpretação, o significado muda.<br><br></div><div>- Possui dois narradores que estão em períodos temporais diferentes:</div><ul><li>Manoel Perna: Um engenheiro brasileiro que teve um breve relacionamento romântico com o antropólogo pouco antes da morte do americano, se tornando um de seus confidentes. Por isso, traz uma perspectiva mais pessoal sobre o suicídio, mostrando os impactos do evento em sua vida. Sua narração é identificada pelo uso de <em>itálico</em>.</li><li>Jornalista: Nunca propriamente identificado, a personagem pesquisa sobre o suicidio de Quain 62 anos depois de sua morte, ou seja, no início dos anos 2000. Motivado pela doença do pai, este narrador mergulha de cabeça em documentos sobre a vida e morte do antropólogo para tentar descobrir</li></ul><div>A história é dividida em tempos: os relatos de vivência do antropólogo com os índios em 1939 e a investigação pelo motivo do suicídio de Quain, realizada pelo Jornalista 62anos após o ocorrido.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 23:32:32 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto Histórico do Livro</title>
         <author>sophiasilv16</author>
         <link>https://padlet.com/sophiasilv16/gi6fc3so6puoe4pa/wish/1471434938</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra foi escrita em 2002 e conta de um modo ficcional um caso real que aconteceu com o antropólogo Buell Quain que veio ao Brasil na década de 30 estudar as comunidades indígenas, todavia comete suicídio e o narrador investigador passa a tentar entender melhor o que de fato ocorreu. Vale lembrar que a narrativa acontece 62 anos após a morte do antropólogo.<br><br></div><div>Com esta temática, o livro retrata o Brasil da década de 30, destacando o modo de vida das comunidades indígenas, em conjunto aos conflitos com o restante da sociedade e as reverberações de tudo isso na atualidade.&nbsp;<br><br></div><div>Pode ser dito que este romance faz parte do pós- modernismo, já que o Modernismo Brasileiro passou por modificações a partir da década de 1960. Com isso, há uma quebra na expectativa do leitor, pois as obras possuem a linearidade narrativa rompida, como presente nesta história.&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 23:42:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sophiasilv16</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-04-28 23:48:13 UTC</pubDate>
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