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      <title>UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA- UESB LICENCIATURA EM PEDAGOGIA- EAD. by simonny lira</title>
      <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899</link>
      <description>Curso: Antropologia e educação. I unidade. Professora: Alessandra Bueno.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-01-29 17:54:15 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-01-30 23:35:48 UTC</lastBuildDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL.</title>
         <author>simonnylira</author>
         <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899/wish/3308813670</link>
         <description><![CDATA[<p>1- PRIMEIROS OLHARES SOBRE A ESCOLA </p><p>O autor Juarez Tarcísio Dayrell1: Fala da escola como o espaço sociocultural implica, assim, resgatar o papel dos sujeitos na trama social que a constitui, enquanto instituição. Este ponto de vista expressa um eixo de análise que surge na década de 80. Até então, a instituição escolar era pensada nos marcos das análises macro-estruturais, englobadas, de um lado, nas teorias funcionalistas (Durkheim, Talcott Parsons, Robert Dreeben, entre outros), e de outro, nas "teorias da reprodução" (Bourdieu e Passeron; Baudelot e Establet; Bowles e Gintis; entre outros).</p><p>A partir da década de 80, surgiu uma nova vertente de análise da instituição escolar, que buscava superar os determinismos sociais e a dicotomia criada entre homem-circunstância, ação-estrutura, sujeito-objeto.O reflexo desse paradigma emergente é um novo humanismo,que coloca a pessoa, enquanto autor e sujeito do mundo, no centro do conhecimento, mas, tanto a natureza, quanto as estruturas, estão no centro da pessoa, ou seja, a natureza e a sociedade são antes de tudo humanas.</p><p>Desta forma, o processo educativo escolar recoloca a cada instante a reprodução do velho e a possibilidade da construção do novo, e nenhum dos lados pode antecipar uma vitória completa e definitiva. Esta abordagem permite ampliar a análise educacional, na medida em que busca apreender os processos reais, cotidianos, que ocorrem no interior da escola, ao mesmo tempo que resgata o papel ativo dos sujeitos, na vida social e escolar. O texto que se segue expressa esse olhar e reflete questões e angústias de professores de escolas noturnas da rede pública de ensino, com os quais venho trabalhando e aprendendo através de assessorias e cursos de aperfeiçoamento, nos últimos quatro anos. É fruto também de uma pesquisa exploratória, realizada em 1994, em duas escolas públicas noturnas, situadas na periferia da região metropolitana de Belo Horizonte. Esta é a fonte dos exemplos, das cenas e das 3 situações reais aqui apresentadas. Aos alunos, professores e direção destas escolas deixo os meus agradecimentos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 18:11:23 UTC</pubDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL</title>
         <author>simonnylira</author>
         <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899/wish/3308828125</link>
         <description><![CDATA[<p>2- OS ALUNOS CHEGAM À ESCOLA.</p><p>Esse artigo, o autor também enfatiza, a respeito dos alunos quando chegam à escola, um som estridente de campainha corta o ar, juntando-se ao burburinho de vozes, carros, ônibus. São 18:30 h e a escola dá o seu primeiro sinal. Nota-se uma pequena agitação. Os alunos que chegaram, até esse momento, se encontram em grupos, espalhados pelo largo formado pela confluência de três ruas. É um pequeno centro comercial de um bairro de periferia, na região metropolitana de Belo Horizonte: lojas, açougue, padaria, locadora de vídeo, bares, etc. Alguns rapazes chegam a porta das lojas, esperando pelo movimento. A entrada dos alunos na escola parece ser um ritual cotidiano, repetindo-se todos os dias os gestos, falas, sentimentos, em momentos de encontro, paquera, ou simplesmente, de um passa tempo.</p><p>A escola ocupa todo um quarteirão, cercada por muros altos, pintados de azul, o que lhe dá uma aparência pesada. Além do portão, existe uma outra entrada, através de 4 uma garagem por onde passam os professores. Após o portão, os alunos descem por uma rampa ao lado de um pequeno anfiteatro, e entram por um outro portão, onde deixam a caderneta com uma servente, entrando em seguida no pátio coberto da escola. O espaço é claramente delimitado, como que a evidenciar a passagem para um novo cenário, onde vão desempenhar papéis específicos, próprios do "mundo da escola", bem diferentes daqueles que desempenham no cotidiano do "mundo da rua".</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 18:22:31 UTC</pubDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL.</title>
         <author>simonnylira</author>
         <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899/wish/3308842086</link>
         <description><![CDATA[<p>2.1- A DIVERSIDADE CULTURAL</p><p>Algo interessante que o autor descreve,  que a escola é vista como uma instituição única, com os mesmos sentidos e objetivos, tendo como função garantir a todos o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente acumulados pela sociedade. Tais conhecimentos, porém, são reduzidos a produtos, resultados e conclusões, sem se levar em conta o valor determinante dos processos. Materializado nos programas e livros didáticos, o conhecimento escolar se torna "objeto", "coisa" a ser transmitida. Ensinar se torna transmitir esse conhecimento acumulado e aprender se torna assimilá-lo. Como a ênfase é centrada nos resultados da aprendizagem, o que é valorizado são as provas e as notas e a finalidade da escola se reduz ao "passar de ano". Nessa lógica, não faz sentido estabelecer relações entre o vivenciado pelos alunos e o conhecimento escolar, entre o escolar e o extra-escolar, justificando-se a desarticulação existente entre o conhecimento escolar e a vida dos alunos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 18:33:38 UTC</pubDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL</title>
         <author>simonnylira</author>
         <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899/wish/3308856923</link>
         <description><![CDATA[<p>3-AS MÚLTIPLAS DIMENSÕES EDUCATIVAS DO ESPAÇO ESCOLAR.</p><p> O autor chama atenção sobre o som estridente da campainha volta a soar, avisando, pela segunda vez, que é hora de iniciar o turno. São 18:35 e os alunos continuam entrando pelo portão gradeado, deixando as cadernetas com a servente entram sozinhos, em grupos e se dirigem para um grande pátio coberto, em frente à cantina. É grande a algazarra, som de vozes, risos, gritos. Uns param no pátio, conversando em grupos, brincando com outros; alguns seguem direto, pelos corredores, para a sala de aula.</p><p>No seu conjunto, o espaço fisico é rígido, retangular, frio, pouco estimulante. As paredes são lisas, sem nenhum apelo. Apenas há, perto da cantina, cartazes anunciando festas e alguns avisos da escola. Logo os professores começam a passar pelo pátio e alguns alunos vão procurar um ou outro professor. Com o sinal efetivo do começo das aulas, os alunos encaminham-se para as salas e o pátio fica vazio.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 18:45:08 UTC</pubDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL.</title>
         <author>simonnylira</author>
         <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899/wish/3308868297</link>
         <description><![CDATA[<p>4.1-A ARQUITETURA DA ESCOLA.</p><p>Nesse momento, o autor Juarez Tarcísio dayrell1, fala que a arquitetura e a ocupação do espaço físico não são neutras. Desde a forma da construção até a localização dos espaços, tudo é delimitado formalmente, segundo princípios racionais, que expressam uma expectativa de comportamento dos seus usuários.</p><p>Os alunos, porém, se apropriam dos espaços, que a rigor não lhes pertencem, recriando neles novos sentidos e suas próprias formas de sociabilidade. </p><p>Assim, as mesas do pátio se tornam arquibancadas, pontos privilegiados de observação do movimento. </p><p>O pátio se torna lugar de encontro, de relacionamentos. Ao mesmo tempo, é preciso estarmos atentos à forma como os alunos ocupam o espaço da escola e fazermos desta observação motivo de discussões entre professores e alunos. Atividades, como essas, poderiam contribuir, e muito, para desvelar e aprofundar a polissemia da escola.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 18:54:47 UTC</pubDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL.</title>
         <author>simonnylira</author>
         <link>https://padlet.com/simonnylira/gfhny98klvm89899/wish/3308901369</link>
         <description><![CDATA[<p>3.2-A DIMENSÃO DO ENCONTRO.</p><p>Nesse artigo, o autor refere que a sala de aula também é um espaço de encontro, mas com características próprias. É a convivência rotineira de pessoas com trajetórias, culturas, interesses diferentes, que passam a dividir um mesmo território, pelo menos por um ano.</p><p>Sendo assim, formam-se subgrupos, por afinidades, interesses comuns, etc....É a formação de "panelinhas", quase sempre identificadas por algum dos estereótipos correntes: a turma da bagunça, os C.D.F., os mauricinhos. A ocupação dos territórios, muitas vezes, coincide com os comportamentos dos grupos: a turma da bagunça tradicionalmente ocupa o fundo da sala, tornando-se a "turma de trás", os CDF ocupam as cadeiras da frente, é a "turma do gargarejo". Com as conversas e brincadeiras ocorrendo preferencialmente no interior de cada um deles, cada grupo tem regras e valores próprios. Ao mesmo tempo, há vários alunos "soltos", que parecem não se ligar a nenhum dos grupos, ou porque não se identificam, ou porque, de alguma forma, são excluídos. Interfere aqui a mobilidade dos alunos entre escolas. Na sala de aula observada, de 26 alunos, 10 haviam chegado nesse último ano. Outro fator que interfere nos agrupamentos são os critérios de enturmação, levados a efeito pela escola. A tendência é separar as turmas anualmente, desfazendo as "panelinhas", separando os "bagunceiros", numa lógica que privilegia o bom comportamento em detrimento da possibilidade de um aprofundamento dos contatos. Se, em cada ano, as turmas são misturadas, há um reiniciar constante das relações, dificultando o seu desenvolvimento. </p><p>Mais uma vez a escola expressa a lógica instrumental.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 19:19:27 UTC</pubDate>
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         <title>A ESCOLA COMO ESPAÇO SÓCIO-CULTURAL.</title>
         <author>simonnylira</author>
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         <description><![CDATA[<p>4-A DIMENSÃO DO CONHECIMENTO NA ESCOLA.</p><p>O autor coloca, que os estudantes tendem a criar um mundo próprio, mais ou menos permeável, dependendo de cada professor e da relação que ele cria com a turma. Poucos conseguem tocar efetivamente a turma. Nesse sentido, ficam reduzidas as possibilidades educativas. O cotidiano evidencia a pouca ênfase na criação de hábitos necessários ao trabalho intelectual. Os professores não conseguem (e muitas vezes não pretendem) disciplinar minimamente os alunos, por exemplo, na atenção, na concentração. Nas aulas, não estimulam o exercício das capacidades de abstração, de questionamento, de articulação entre fatos, etc... Em suma, não há uma intencionalidade naquilo que seria uma das funções centrais da escola, que são as habilidades básicas necessárias ao processo de construção de conhecimentos. Parece que o que é aprendido, neste nível, o é individualmente, sem uma intencionalidade, por parte dos professores ou da escola.</p><p>Acreditamos que a escola pode e deve ser um espaço de formação ampla do aluno, que aprofunde o seu processo de humanização, aprimorando as dimensões e habilidades que fazem de cada um de nós seres humanos. O acesso ao conhecimento, às relações sociais, às experiências culturais diversas podem contribuir assim como suporte no desenvolvimento singular do aluno como sujeito sócio-cultural, e no aprimoramento de sua vida social. Torna-se necessário a ampliação e o aprofundamento das análises que, como essa, buscam apreender a escola na sua dimensão cotidiana, apurando o nosso olhar sobre a instituição, seu fazer e seus sujeitos, contribuindo assim para a problematização da sua função social .</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-29 19:29:07 UTC</pubDate>
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