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      <title>Saúde coletiva by Maria Eduarda Ancelmo</title>
      <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-08-11 18:28:14 UTC</pubDate>
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         <title>Guerra às drogas</title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3272320260</link>
         <description><![CDATA[<p>A&nbsp;chamada "guerra às drogas" é frequentemente apresentada como uma estratégia para combater o tráfico e o uso de substâncias ilícitas, mas, em sua essência, se revela&nbsp;uma ferramenta de controle social que opera no marco de um sistema capitalista e colonial. Longe de ser uma política neutra essa guerra perpetua desigualdades, marginaliza populações vulneráveis e mantém estruturas de poder que favorecem elites econômicas e políticas.&nbsp;</p><p>Sob o capitalismo, a guerra às drogas serve como uma engrenagem para a criminalização de corpos historicamente oprimidos, sobretudo aqueles pertencentes a populações negras, indígenas e periféricas. As políticas antidrogas, são frequentemente amparadas por discursos moralistas, funcionam como instrumentos para justificar intervenções estatais violentas em comunidades periféricas, onde o tráfico de drogas muitas vezes acaba sendo uma das únicas&nbsp;alternativas&nbsp;diante da precarização das condições de vida. &nbsp;</p><p>Nos contextos urbanos atuais, a "guerra às drogas" concentra suas operações em comunidades de baixa renda, predominantemente negras, reforçando a criminalização da pobreza. Apesar de o uso de drogas ocorrer em todas as classes sociais e raças, o uso de drogas pela população negra segue sendo mais criminalizado em relação ao uso feito por pessoas brancas.&nbsp; Essa seletividade diz da continuação e atualização de práticas coloniais de controle de corpos não brancos.&nbsp;</p><p><br/></p><p>Pensando na redução de danos, essa  é uma intervenção que rompe com a lógica capitalista e colonial ao rejeitar a punição como respostas ao uso de drogas. Ao invés disso, promove práticas que fortalecem a dignidade humana, como a distribuição de materiais limpos, o acesso a serviços de saúde e o diálogo aberto sobre o consumo. Além disso, essa abordagem desafia as políticas de guerra às drogas, questionando quem realmente se beneficia da manutenção do proibicionismo. A redução de danos nos oferece uma alternativa mais justa e eficaz, que prioriza a vida, a dignidade e os direitos humanos. É um caminho necessário para repensar nossa relação com as drogas e com as pessoas que as consomem.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-26 20:04:26 UTC</pubDate>
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         <title>Acompanhante terapêutico e ouvidores de vozes </title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277525322</link>
         <description><![CDATA[<p>Na aula que tivemos com a professora convidada Vera Pasini, foram levadas perspectivas de cuidado em saúde mental que visam fomentar o protagonismo dos sujeitos em suas próprias vidas. Uma das temáticas discutidas, e que me chamou muito atenção, foi ouvir sobre os grupos de ouvidores de vozes, uma alternativa terapêutica que eu ainda não havia ouvido falar na graduação. Até então, havia aprendido que ouvir vozes seria uma das características que definiriam que uma pessoa tem uma patologia, como a esquizofrenia, por exemplo. Dessa forma, ouvir vozes seria necessariamente algo patológico. &nbsp;</p><p>Um dado trazido pela convidada&nbsp;diz que 10 a 15% da população de todo mundo ouve vozes, porém pouquíssimas delas precisam de ajuda terapêutica nesse sentido.&nbsp;</p><p>O artigo<strong> </strong>"Grupos de Ouvidores de Vozes: Estratégias e Enfrentamentos" aborda uma perspectiva&nbsp;inovadora para lidar com a experiência de ouvir vozes, que muitas vezes está associada a transtornos mentais, como a esquizofrenia. Em vez de tratar as vozes apenas como sintomas a serem eliminados, os grupos de ouvidores de vozes promovem o diálogo e a convivência com essas experiências, considerando-as como parte da vivência única de cada pessoa. Os grupos oferecem um espaço de acolhimento e troca de experiências entre pessoas que ouvem vozes, permitindo que elas compartilhem estratégias de enfrentamento. Isso ajuda a reduzir o isolamento social e a desestigmatizar a condição, reforçando a autonomia e o protagonismo dos participantes. Dessa forma, os grupos são alternativas terapêuticas extremamente eficazes para lidar com a experiência de ouvir vozes. &nbsp;</p><p>Porém, o grupo vai além disso, dentro dele se criam conexões entre os participantes que extrapolam a temática das vozes e da convivência intragrupo. O artigo mostra como os grupos também criam redes sociais de apoio mútuo entre os participantes, favorecendo a criação de vínculos profundos e relações que se dão também em outros espaços. &nbsp;</p><p>Assim como os grupos de ouvidores de vozes, o AT também surge como uma nova perspectiva e dispositivo de cuidado em saúde mental que visa o desenvolvimento da autonomia e à criação de rede dos sujeitos. O AT realiza é um trabalho clínico na rua, uma clínica do cotidiano. O acompanhante fará parte de tarefas do cotidiano do acompanhado e seu papel é contribuir para autonomia na vida dos sujeitos e no fortalecimento e/ou criação de uma rede de apoio para os acompanhados. &nbsp;</p><p>O AT atua como um facilitador, ajudando a pessoa a identificar, compreender e superar desafios que possam limitar sua potência de agir.&nbsp;Ao promover o desenvolvimento de habilidades práticas e emocionais, o acompanhante terapêutico contribui para a construção de uma maior autonomia, encorajando o acompanhado a assumir responsabilidades sobre sua vida e a tomar decisões alinhadas com seus desejos e necessidades.&nbsp;</p><p>Além disso, o AT desempenha um papel fundamental na ampliação e fortalecimento da rede de apoio social. Muitas vezes, indivíduos em situação de vulnerabilidade ou com transtornos psíquicos enfrentam o isolamento e a dificuldade de estabelecer ou manter vínculos. O acompanhante terapêutico trabalha para reintegrar essas pessoas em suas comunidades, facilitando a conexão com familiares, amigos, serviços de saúde e outras redes de suporte. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 16:07:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277525322</guid>
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         <title>Reforma Psiquiátrica </title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277525731</link>
         <description><![CDATA[<p>Desde as primeiras sociedades existentes já havia um entendimento de que comportamentos divergentes não eram coisas aceitáveis, e práticas usadas para lidar com essas diferenças. Em cada contexto geográfico, época e cultura a "loucura" era entendida de uma forma; de maneira que, muitas teorias, em diferentes lugares, tentavam explicar de onde viria a doença mental e quais seriam suas causas. Haviam as teorias religiosas que diziam que comportamentos anormais eram causados por possessão demoníaca, o que justificou perseguir e matar centenas de pessoas queimadas. Havia também a teoria de Hipócrates: dizia que o corpo possuía fluidos cujo desequilíbrio provocava insanidade. Sendo o tratamento feito através de laxantes, sangramentos e vômitos induzidos.&nbsp;&nbsp;</p><p>A longo do tempo, com o desenvolvimento das cidades, os “loucos” improdutivos passaram a ser excluídos do convívio comunitário com a criação dos manicômios. Criados com a justificativa de ser um local que trataria pessoas com transtornos mentais, logo se tornaram prisões, locais de tortura e de diversas violações dos direitos humanos. A premissa do tratamento dos manicômios era a exclusão dessas pessoas do convivo em sociedade. Foucault dirá que “as instituições da Era Moderna passaram a predominar o “olhar” médico científico, transformando a loucura em “doença mental”, passível assim, de um tratamento.”&nbsp;&nbsp;</p><p>A partir do século XIX começam a surgir pensadores críticos dos manicômios e da psiquiatria tradicional, alegando que o convívio em sociedade é fundamental para o desenvolvimento da saúde mental dessas pessoas ditas como “loucas”. Basaglia, um dos pioneiros na luta antimanicomial, criticava as práticas da medicina tradicional da época, que transformava o indivíduo e seu corpo em meros objetos de intervenção. Ele assumia uma posição crítica para com a psiquiatria clássica e hospitalar, por esta se centrar no princípio do isolamento do louco (a internação como modelo de tratamento), sendo, portanto, excludente e repressora.&nbsp;</p><p>Com a reforma psiquiátrica pessoas com transtornos mentais passam a ter novos direitos garantidos pela lei e novos dispositivos de tratamento são criados. Na reforma psiquiátrica o princípio do tratamento é o cuidado em liberdade, coletivo e nos territórios, com tratamentos que não normatizem os corpos, mas sim complexifiquem e entendam a singularidade e necessidade de cada sujeito. Além da inclusão de outros saberes para pensar práticas de cuidado, descentralizando o saber médico e psiquiátrico.&nbsp;&nbsp;</p><p>Apesar dos avanços e conquistas feitas através da luta antimanicomial, o estigma da loucura segue presente no imaginário de grande parte da sociedade, que ainda tem baixa tolerância com a diferença. E, mesmo alguns dispositivos criados na reforma psiquiátrica como os CAPS, por exemplo, acabam reproduzindo práticas opressoras e institucionalizantes. Dessa forma, há sempre a necessidade de estarmos atentos e críticos às normas repressivas que vão se criando em nosso tempo, pois não estamos livres de reproduzir violências, em nome do “bem”, em nome do “cuidado” como era feito nos séculos passados.&nbsp;&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 16:07:15 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277525731</guid>
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         <title>Saúde da população negra</title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277530763</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O</strong> texto “Racismo Institucional e Saúde da população negra", discutido em aula com a convidada Andressa, traz informações essenciais para entendermos o papel do racismo no adoecimento do corpo e mente da população negra. Desta forma, é apontado que o racismo interpessoal e, principalmente o institucional, são agravantes para o desenvolvimento de doenças físicas e mentais na população negra. “Um aspecto fundamental desse documento está em apontar o racismo e a discriminação como determinantes associados ao adoecimento e à morte precoce de mulheres e homens negros”. A partir disso, podemos pensar quais são as problemáticas que levam à vulnerabilização da população negra.&nbsp;&nbsp;</p><p>A dificuldade de acesso aos sistemas de saúde é uma das questões que pessoas negras enfrentam.&nbsp; O uso de meios diagnósticos e terapêuticos também é mais precário, produzindo, em geral, evolução de doenças que, se tivessem tido um tratamento prévio adequado, poderiam ter sua evolução diminuída ou até mesmo terem sido evitadas. A diabetes tipo II, por exemplo, é uma doença que a população negra tem mais propensão a desenvolver devido a fatores genéticos, mas não só. O desenvolvimento da diabetes tipo II também sofre grande influência de hábitos que as pessoas mantêm ao longo de suas vidas, como alimentação, uso de álcool, sobrepeso e sedentarismo. A partir disso, é possível associar que fatores socioeconômicos podem influenciar no desenvolvimento da doença, ao compreender que o acesso à alimentação adequada e a possibilidade de praticar exercícios, por exemplo, são coisas que populações negras e de baixa renda terão mais dificuldade em acessar.&nbsp;&nbsp;</p><p>Em uma de suas falas, a convidada Andressa trouxe um exemplo de sua família. Na sua família ela tinha 18 tios e mais de 50 primos. Hoje, dos 18 tios, apenas 2 estão vivos e apenas 10 dos 50 primos. Contou que a maioria tinha morrido com pouca idade, alguns com doenças já agravadas que poderiam ter sido evitadas ou melhor tratadas, evitando a morte; porém, pela falta de acesso à saúde básica morreram por complicações em saúde. Em determinado momento deu-se conta que o que havia em comum nessas pessoas é que todas eram negras.&nbsp;&nbsp;</p><p>Trago esse exemplo, pois gerou em mim algumas identificações com minha própria família. Nos últimos anos perdi dois tios e 2 avôs, um tio de 30 anos e uma tia de 49, ambos negros e com mortes por complicações em saúde. Acredito que essas mortes poderiam ter sido evitadas se essas pessoas tivessem tido mais acesso à informação e saúde de qualidade ao longo de suas vidas, se tivessem tido acesso à trabalhos dignos e o direito à moradia garantidos. Assim como no exemplo que a Andressa trouxe, essas mortes dizem de uma população que morre mais cedo por conta do racismo estrutural e institucional presente em nosso país. Pessoas negras que morrem por não ter acesso adequado à saúde básica e à possiblidade de viver uma vida digna. São vidas marcadas por faltas geradas por um Estado fundamentalmente racista.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 16:08:09 UTC</pubDate>
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         <title>Determinantes sociais em saúde</title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277531388</link>
         <description><![CDATA[<p>“Para a Comissão Nacional dos Determinantes sociais da Saúde (CNDSS), os DSS são os fatores sociais, econômicos, culturais, étnico/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população ...Nancy Krieger (2001) introduz um elemento de intervenção, ao defini-los como os fatores e mecanismos através dos quais as condições sociais afetam a saúde...”&nbsp;</p><p>A partir do entendimento do que são os DSS, podemos pensar em como eles aparecem na vida social dos indivíduos, tendo influência na sua psique e em diversos aspectos de suas vidas.&nbsp;&nbsp;</p><p>Considerando que vivemos em um país extremamente desigual, racista e patriarcal são muitas as questões que afetam a saúde da população, principalmente se tratando da parte da população de baixa renda e que, na maioria dos casos, se encontra em trabalhos precarizados e estressantes. Essa parte da sociedade tem cor, e sabemos que os indivíduos que se encontram nesse lugar social&nbsp; são majoritariamente pessoas não brancas.&nbsp;&nbsp;</p><p>Pensando nisso, reflito enquanto estudante de psicologia como os DSS podem causar adoecimento psíquico nessa parte da população em que esses determinantes aparecem como desfavoráveis à existência de uma vida digna e saudável. Dessa forma, é possível pensar nas psicopatologias de causa social e como os DSS têm influência sobre elas. Por exemplo, quando vemos os dados que mostram a incidência de depressão e suicídio na população negra e indígena podemos associar essa informação a diversos fatores. Nesses casos, os determinantes étnico-raciais que atravessam o corpo físico e mental dessas pessoas em um país racista, tem relação com esse adoecimento. Ainda, outros determinantes como a condição econômica, habitação e condições de trabalho dessas pessoas são fatores que podem desencadear psicopatologias como a depressão e quadros de ansiedade, além do estresse que leva, também, ao adoecimento físico.&nbsp;&nbsp;</p><p>Portanto, quando pensamos na promoção da saúde dessa população, enquanto profissionais da psicologia, é necessário compreender criticamente como esses determinantes atravessam esses indivíduos e dizem sobre a sua condição de saúde física e mental. O psicólogo deve exercer uma prática ética-política, que questione e aja às nomas dominantes que contribuem para a manutenção das desigualdades sociais e econômicas, estigmas e outros fatores que afetam a população negra.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 16:08:19 UTC</pubDate>
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         <title>Psicologia e Políticas públicas</title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277531845</link>
         <description><![CDATA[<p>O texto&nbsp;"Psicologia e Políticas Públicas: novas questões para a formação", oferece uma reflexão fundamental sobre o papel da psicologia no contexto das políticas públicas, com um foco especial no Sistema Único de Saúde (SUS). O texto nos convida&nbsp;a repensar a formação em Psicologia, destacando as lacunas que ainda persistem entre a prática profissional e as demandas sociais.&nbsp;</p><p>No início do texto há uma contextualização da trajetória histórica da psicologia enquanto ciência e profissão no Brasil, evidenciando seu percurso de afastamento inicial das questões sociais e sua posterior aproximação, especialmente com as reformas das políticas públicas, como a Reforma Psiquiátrica e a construção do SUS. Apesar dos avanços, é apontado a necessidade de um alinhamento mais consistente entre a formação dos psicólogos e as realidades dos contextos sociais brasileiros. Ele argumenta que, em muitas instituições de ensino, prevalece um modelo de formação que prioriza a atuação clínica individualista, em detrimento da compreensão e intervenção nas dimensões coletivas e políticas.&nbsp;</p><p>O texto é marcado por uma crítica construtiva à forma como as universidades, de maneira geral, têm abordado o ensino da psicologia. Há uma&nbsp;urgência em incorporar, de maneira transversal, o compromisso ético e político com as políticas públicas na formação dos psicólogos. O texto&nbsp;sugere que os currículos acadêmicos sejam reorganizados para incluir debates sobre direitos humanos, cidadania, desigualdade social e saúde coletiva, preparando os futuros profissionais para atuarem em contextos complexos e desafiadores.&nbsp;</p><p>Um ponto de destaque no capítulo é a análise do papel do psicólogo como agente de transformação social. Destaca-se a necessidade de o psicólogo reconhecer sua inserção nas estruturas de poder e de se posicionar de maneira crítica, promovendo práticas que vão além das hegemônicas já existentes, que contribuem com as desigualdades. Enfatiza que a atuação no SUS, por exemplo, exige um olhar ampliado sobre saúde, que considere os determinantes sociais e culturais que moldam as condições de vida da população.&nbsp;</p><p>Em síntese, o texto é uma contribuição valiosa para o debate sobre a formação em Psicologia no Brasil, destacando a importância de uma prática profissional que dialogue com as necessidades coletivas e promova transformações sociais significativas.&nbsp;<strong> </strong>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 16:08:25 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexões acerca do conceito de saúde</title>
         <author>mariaeduardaancelmo2000</author>
         <link>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277533012</link>
         <description><![CDATA[<p>Como visto em aula, o conceito de saúde não é algo fixo e imutável que é definido universalmente. O entendimento do que é saúde sofre influência do contexto histórico, geográfico, religioso, filosófico e, por isso, não é um conceito fechado sendo compreendido por cada pessoa, povo de uma maneira diferente.&nbsp;&nbsp;</p><p>Ao longo da história foram criadas diversas explicações para definir o que é saúde, algumas ligadas a ideias religiosas, espirituais, filosóficas, até chegarmos numa aproximação universal de entendimento do conceito de saúde com a criação da OMS após a Segunda Guerra Mundial, que diz: “saúde é o estado do mais completo bem-estar físico mental e social e não apenas a ausência de enfermidade. No entanto, esse conceito sofreu críticas por apresentar um ideal de saúde intangível.&nbsp;&nbsp;</p><p>Ainda, se compreendia que fatores externos como a qualidade do “meio ambiente, que inclui solo, água, o ar, a moradia, o local de trabalho” como fatores que determinam a saúde da população.&nbsp;&nbsp;</p><p>Avançando mais alguns anos, a Constituição Federal Brasileira de 1988 diz que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas públicas e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”. Sendo esses os princípios que norteiam o SUS.&nbsp;&nbsp;</p><p>A partir dessas últimas definições, que estão presentes em nossa realidade atual, podemos pensar na saúde como algo que acessamos a partir das condições que temos. Se a saúde está relacionada à qualidade da água, acesso a&nbsp;alimentos&nbsp;saudáveis, moradia digna, então, quem tem saúde são as pessoas que têm acesso à&nbsp;essas coisas. E se é dever do Estado prover saúde à população, falta muito para que isso se concretize, de fato. As desigualdades sociais e econômicas, fomentadas pelo próprio Estado, influenciam no desenvolvimento da saúde da população, logo, além do Estado não prover a saúde ele é responsável pela diminuição da mesma na população.&nbsp;&nbsp;</p><p>Penso, então, que a saúde nos termos e definições colocados na atualidade só poderia ser alcançada com a superação das desigualdades sociais e econômicas existentes no mundo, com os direitos básicos garantidos e com a possibilidade da participação coletiva na criação de práticas em saúde que considerem as reais demandas da população, levando em conta as diferenças subjetivas existentes em cada comunidade, região.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 16:08:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/mariaeduardaancelmo2000/gb7e46fnqyffvetn/wish/3277533012</guid>
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