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      <title>Trabalho sobre os povos Apiakas, mundurukus, kaiabis by </title>
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      <description>Ellen e Vitoria 1° ano A</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-04-26 19:34:28 UTC</pubDate>
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         <title>Instituto Federal Mato Grosso Campus Alta Floresta</title>
         <author>vitoriaphg1234</author>
         <link>https://padlet.com/vitoriaphg1234/g6lmqfmbi5zc/wish/255813984</link>
         <description><![CDATA[<div>Povos<strong> Apiakas<br><br></strong>&nbsp;</div><div>Os Apiaká formavam um povo numeroso e guerreiro quando a frente da borracha atingiu a porção meridional da Amazônia, em meados do século XIX. Após confrontos localizados com os colonizadores, os Apiaká tornaram-se seus aliados, embora mantivessem as guerras de vingança contra povos indígenas vizinhos ao longo de todo o século XIX (saiba mais em <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Apiak%C3%A1#Hist.C3.B3rico_do_contato">Histórico do contato</a>). A elaborada cultura material e a bela decoração corporal dos Apiaká impressionaram a Hercules Florence, desenhista da Expedição Langsdorff, que visitou aldeias apiaká nos rios Arinos e Juruena em 1828 e produziu importantes registros textuais e imagéticos sobre o povo.<br><br></div><div>Sugestivamente, a toponímia do norte mato-grossense, oficializada no início do século XX, consagra a ocupação tradicional do povo Apiaká, batizando com seu nome uma serra, dois rios e um município.<br><br></div><div>Em meados do século XX, os Apiaká foram considerados extintos por dois importantes etnólogos, Darcy Ribeiro e Curt Nimuendaju. No entanto, os Apiaká, a despeito da longa e intensa convivência com os <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kaiabi">Kaiabi</a> e os <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Munduruku">Munduruku</a>, jamais deixaram de se ver e de serem vistos como povo diferenciado. Apesar dos massacres, das epidemias, da catequização e do abandono governamental, os Apiaká resistiram como coletividade e elaboraram uma complexa interpretação sobre o passado que norteia sua luta política por um futuro mais justo. <br> <figure class="attachment attachment--preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:640,&quot;url&quot;:&quot;https://img.socioambiental.org/d/208349-10/apiaka_4.jpg&quot;,&quot;width&quot;:412}" data-trix-content-type="image"><img src="https://img.socioambiental.org/d/208349-10/apiaka_4.jpg" width="412" height="640"><figcaption class="attachment__caption"></figcaption></figure> <a href="https://img.socioambiental.org/d/208349-10/apiaka_4.jp">https://img.socioambiental.org/d/208349-10/apiaka_4.jp</a>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-26 19:39:12 UTC</pubDate>
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         <title>Instituto Federal Mato Grosso Campus Alta Floresta</title>
         <author>vitoriaphg1234</author>
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         <description><![CDATA[<div>Povos<strong> Mundurukus<br><br></strong><br><a href="http://img.socioambiental.org/d/225807-1/munduruku_2.jpg"><figure class="attachment attachment--preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:466,&quot;url&quot;:&quot;http://img.socioambiental.org/d/225807-1/munduruku_2.jpg&quot;,&quot;width&quot;:700}" data-trix-content-type="image"><img src="http://img.socioambiental.org/d/225807-1/munduruku_2.jpg" width="700" height="466"><figcaption class="attachment__caption"></figcaption></figure></a>Aldeia Munduruku no rio Canumã. Foto: Ezequias Heringer Filho, 1982.<br><br></div><div><br></div><div>Esse povo indígena é pertencente à família lingüística Munduruku, do tronco Tupi. Sua autodenominação é Wuy jugu e, segundo os saberes difundidos oralmente entre alguns anciãos, a designação Munduruku, como são conhecidos desde fins do século XVIII, era o modo como estes eram denominados pelos Parintintins, povo rival que estava localizado na região entre a margem direita do rio Tapajós e o rio Madeira. Esta denominação teria como significado “formigas vermelhas”, em alusão aos guerreiros Munduruku que atacavam em massa os territórios rivais.<br><br></div><div>A situação sociolingüística dos munduruku é bastante diversificada, em decorrência de diferentes momentos da história de contato com as frentes de colonização, e pelo fato da dispersão em diferentes espaços geográficos ocupados por este povo. A população localizada nas pequenas aldeias às margens do Tapajós em sua maioria é bilíngüe. Na aldeia Sai Cinza, aldeias dos rios Cururu, Kabitutu e outros afluentes do Tapajós, as crianças, mulheres e idosos falam na maioria das vezes unicamente a língua materna. Ocorrem também casos em que a língua Munduruku passa por processo de desuso, com domínio quase exclusivo do Português, com crianças e jovens que não falam plenamente o Munduruku, a exemplo das aldeias do Mangue e Praia do Índio, localizadas na periferia da cidade de Itaituba, e nas comunidades da Terra Indígena Coatá-Laranjal, no Amazonas.<br><br></div><div><br>&nbsp;Localização e população<br><br></div><div><br></div><div><br><a href="http://img.socioambiental.org/d/225810-1/munduruku_3.jpg"><figure class="attachment attachment--preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:460,&quot;url&quot;:&quot;http://img.socioambiental.org/d/225810-1/munduruku_3.jpg&quot;,&quot;width&quot;:700}" data-trix-content-type="image"><img src="http://img.socioambiental.org/d/225810-1/munduruku_3.jpg" width="700" height="460"><figcaption class="attachment__caption"></figcaption></figure></a>Aldeia Munduruku. Foto: Protassio Frikel, década de 1950.<br><br></div><div><br></div><div>Os Munduruku estão situados em regiões e territórios diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e afluentes do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso (Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara). Habitam geralmente regiões de florestas, às margens de rios navegáveis, sendo que as aldeias tradicionais da região de origem ficam nos chamados “campos do Tapajós” , classificados entre as ocorrências de savana no interior da floresta amazônica.<br><br></div><div>A população munduruku concentra-se majoritariamente na Terra Indígena de mesmo nome, com a maioria das aldeias localizadas no rio Cururu, afluente do Tapajós. Dados mais recentes sobre sua distribuição populacional e a situação das terras podem ser encontrados ao lado em "Terras habitadas".<br><br></div><div><br>&nbsp;História do contato<br><br></div><div><br></div><div><br><a href="http://img.socioambiental.org/d/225816-1/munduruku_4.jpg"><figure class="attachment attachment--preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:460,&quot;url&quot;:&quot;http://img.socioambiental.org/d/225816-1/munduruku_4.jpg&quot;,&quot;width&quot;:700}" data-trix-content-type="image"><img src="http://img.socioambiental.org/d/225816-1/munduruku_4.jpg" width="700" height="460"><figcaption class="attachment__caption"></figcaption></figure></a>Forró na aldeia do Laranjal, no rio Mary-Mary. Foto: Acervo Museu do Índio, 1928.<br><br></div><div><br></div><div>Os Munduruku têm como seu território mais tradicional os campos interiores do alto Tapajós. No mito de origem, Karosakaybo criou os Munduruku na aldeia Wakopadi, situada nos campos centrais, próxima às cabeceiras do rio Krepori, local hoje situado nas proximidades do limite leste da terra demarcada em 2001.<br><br></div><div>As primeiras notícias sobre o contato das frentes colonizadoras com os Munduruku datam da segunda metade do século XVIII, sendo a primeira referência escrita feita pelo vigário José Monteiro de Noronha, em 1768, que os denominou “Maturucu”, quando foram avistados às margens do rio Maués, tributário do rio Madeira, antiga Capitania do Rio Negro – atual Estado do Amazonas –, onde atualmente existem comunidades desta etnia cuja história de contato e relações com a sociedade nacional apresenta aspectos distintos das comunidades Munduruku situadas na região do alto Tapajós. Hoje, a maioria da população Munduruku da bacia do Madeira habita a Terra Indígena Coatá-Laranjal, que teve os trabalhos de demarcação física concluídos também em 2001. Há registro também de comunidades fora dos territórios demarcados, ao longo da rodovia Transamazônica, próximas ao município de Humaitá, no Amazonas.<br><br></div><div>Na região do baixo rio Tapajós, próximo a Santarém, nos últimos anos algumas comunidades em processo de afirmação de identidade étnica afirmam que são Munduruku.<br><br><a href="https://www.google.com.br/search?q=povos+mundurukus&amp;rlz=1C1CHBD_pt-PTBR781BR781&amp;oq=povos+&amp;aqs=chrome.0.69i59j0j69i57j69i61l2j0.2537j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8">https://www.google.com.br/search?q=povos+mundurukus&amp;rlz=1C1CHBD_pt-PTBR781BR781&amp;oq=povos+&amp;aqs=chrome.0.69i59j0j69i57j69i61l2j0.2537j0j7&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-26 19:45:20 UTC</pubDate>
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         <title>Instituto Federal Mato Grosso Campus Alta Floresta</title>
         <author>vitoriaphg1234</author>
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         <description><![CDATA[<div>Povos<strong> Kaiabis<br><br></strong><br><a href="http://img.socioambiental.org/d/211663-1/kaiabi_2.jpg"><figure class="attachment attachment--preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:646,&quot;url&quot;:&quot;http://img.socioambiental.org/d/211663-1/kaiabi_2.jpg&quot;,&quot;width&quot;:498}" data-trix-content-type="image"><img src="http://img.socioambiental.org/d/211663-1/kaiabi_2.jpg" width="498" height="646"><figcaption class="attachment__caption"></figcaption></figure></a>Foto: IRG, 1958<br><br></div><div><br></div><div>Os Kaiabi, em sua maioria, habitam atualmente a área do<a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Xingu">Parque Indígena do Xingu</a> (PIX), Mato Grosso. Esta, porém, não é sua terra tradicional. Até aproximadamente a década de 1940 ocupavam uma extensa faixa entre os rios Arinos, Tatuy (denominação Kaiabi para o Rio dos Peixes) e médio Teles Pires ou São Manuel, localizada a oeste do Rio Xingu.<br><br></div><div>Para se falar sobre a localização atual dos Kaiabi é preciso antes comentar um pouco sobre sua história recente. Considerados até as primeiras décadas do século XX como "bravios e indômitos", os Kaiabi resistiram com vigor à ocupação de suas terras pelas empresas seringalistas que avançavam pelos rios Arinos, Paranatinga (Alto Teles Pires) e Verde, na última década do século XIX. Muitos conflitos ocorreram com seringueiros, viajantes e funcionários do <a href="http://pib.socioambiental.org/pt/c/politicas-indigenistas/orgao-indigenista-oficial/o-servico-de-protecao-aos-indios-(spi)">Serviço de Proteção aos Índios</a> (SPI) ao longo da primeira metade do século XX. Contudo, aos poucos a área Kaiabi foi sendo ocupada e os índios induzidos para o trabalho nos seringais.<br><br></div><div>Depois da extração do látex viriam a retirada de madeira e a implantação de fazendas. A partir da década de 1950, grande parte da região seria retalhada em glebas e alienada pelo governo de Mato Grosso para fins de colonização. Nesta época (1949) chega à região do Teles Pires a Expedição Roncador-Xingu comandada pelos irmãos Villas-Bôas. A Expedição era o braço da Fundação Brasil Central encarregado de desbravar e preparar a colonização dos sertões dos rios Araguaia, Xingu e Tapajós, dentro da política de interiorização preconizada pelo governo Vargas.<br><br></div><div>A Expedição encontrou os Kaiabi em uma situação conflituosa e sem aparentes perspectivas de melhora. Os deslocamentos para outras áreas dentro do território e a resistência bélica aos invasores não eram mais possíveis. Com exceção do missionário católico João Dornstauder, cujas ações eram mais concentradas no rio Tatuy, nenhuma organização apoiava os índios na luta pelas terras. A atuação do Serviço de Proteção aos Índios na área era incapaz de assegurar a sobrevivência cultural do grupo, atuando muitas vezes conjuntamente com as empresas seringalistas no recrutamento dos índios para trabalhar na extração de látex. Restava a integração passiva nos seringais e a proposta apresentada pelos Villas-Bôas: mudar para o Parque Indígena do Xingu. A alternativa da mudança prevaleceu e tomou corpo em parte devido à atuação de Prepori, um dos principais líderes do grupo na época.<br><br></div><div><br><a href="http://img.socioambiental.org/d/211668-1/kaiabi_3.jpg"><figure class="attachment attachment--preview" data-trix-attachment="{&quot;contentType&quot;:&quot;image&quot;,&quot;height&quot;:453,&quot;url&quot;:&quot;http://img.socioambiental.org/d/211668-1/kaiabi_3.jpg&quot;,&quot;width&quot;:714}" data-trix-content-type="image"><img src="http://img.socioambiental.org/d/211668-1/kaiabi_3.jpg" width="714" height="453"><figcaption class="attachment__caption"></figcaption></figure></a>Foto: Jesco - Arquivo de Orlando Villas Boas, 1966<br><br></div><div><br></div><div>Os Kaiabi, já mais acostumados no trato com os brancos e encontrando, nas palavras de Grünberg (1970: 52), "uma compreensão inesperada para sua situação opressiva" por parte dos Villas-Bôas, se integraram à expedição e passaram a colaborar na pacificação de outros grupos e no desbravamento da região. O processo de migração para o Parque Indígena do Xingu teve início a partir desse envolvimento nos trabalhos da Expedição Roncador-Xingu. Tendo em vista a situação de conflito e espoliação em sua área tradicional, e incentivados pelos Villas-Bôas, os Kaiabi foram aos poucos se dirigindo para lá, até que em 1966 foi transferida por avião, naquela que ficou conhecida como "Operação Kayabi", uma parte dos índios que ainda moravam na região do Tatuy.<br><br></div><div>Os Villas-Bôas justificaram a necessidade da transferência como única alternativa ao processo de destribalização e marginalização vivido pelos Kaiabi. Grünberg assinala, contudo, que essa última transferência foi realizada sem entendimentos prévios e contra a vontade da Missão Anchieta, que, ao que parece, opunha-se a ela por considerar possível a luta pela terra Kaiabi, pelo menos na região do Tatuy.<br><a href="https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kaiabi">https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kaiabi</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-26 19:48:03 UTC</pubDate>
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