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      <title>EDUCAÇÃO, CULTURA E COMUNICAÇÃO by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-12 20:14:03 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexões sobre como se apresenta a cultura </title>
         <author>clairizaleski31</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Os Meninos do Shopping Center</strong></p><p><br></p><p>&nbsp;</p><p><br></p><p>Menino - Milton Nascimento</p><p>Amor e Revolução</p><p>&nbsp;</p><p>Quem cala sobre teu corpo&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p>Consente na tua morte</p><p>Talhada a ferro e fogo</p><p>Nas profundezas do corte&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p>Que a bala riscou no peito</p><p>Quem cala morre contigo</p><p>Mais morto que estás agora</p><p>Relógio no chão da praça</p><p>Batendo, avisando a hora</p><p>Que a raiva traçou no tempo</p><p>No incêndio repetido</p><p>O brilho do teu cabelo</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nossa reflexão se dá a partir das experiências como assistente social no núcleo social cuidar carioca, no carioca shopping, região de Vicente de Carvalho, que atua com acolhimento e encaminhamentos para acesso às políticas sociais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que acessam o shopping para vender doces e/ou conseguir lanche na praça de alimentação e supermercado. A presença de um núcleo social num espaço de intenso apelo comercial se faz necessário diante das demandas que emergem da questão social e das inúmeras nuances da desigualdade. São, em sua maioria, meninos em situação de rua, com pouco ou nenhum vínculo familiar, vulnerabilidade extrema, ausência de acesso às políticas públicas e sociais básicas. Os meninos do shopping, são filhos da periferia que não conseguem acessar a oferta capitalista de desejos materializada na estrutura do shopping center e fazem desse espaço, não apenas um meio de comercializar doces para conseguir o dinheiro do dia, mas como um espaço de socialização, de personificação de ódio e alegria. Ao mesmo tempo que brincam pelos corredores, furtam lojas e quiosques ameaçam a vigilância e os comerciantes, atiram pedras nas câmeras, criam vínculo com funcionários, abraçam, beijam e sorriem. Tudo ao mesmo tempo, no aqui e agora de uma infância cheia de ausências, desamparo e sofrimento.</p><p>O ponto de partida de nossa reflexão sobre como a cultura se apresenta nesse espaço, é a partir da manifestação das suas subjetividades, corporeidade, vivências e experiências talhadas na rua, nas comunidades criadas para a sobrevivência à margem. A ideia de comunidade e sociabilidade se dá na relação com os “irmãos de pista”. Aqueles que vivenciam o cotidiano da rua, se protegem e compartilham o que é conseguido na ordem do dia. Alguns meninos que já possuem vínculo com o núcleo, costumam trazer outros para que tenham a possibilidade de acessar políticas sociais ou receber algum acolhimento na rede socioassistencial, são sempre apresentados como irmãos. Em grande maioria, adolescentes negros em situação de extrema vulnerabilidade, que se conectam a partir do abismo que experenciam. “ A partir do conceito de relação de Glissant (2021), percebemos que é no tateio da frequentação do abismo, e mesmo quando esquecido, que está contido o saber da relação”.</p><p>E dessa relação, se constroem subjetividades, caminhos de pertencimento, representatividade social e afetos. Emergem significados de inscrição no mundo a partir da ginga, da corporeidade. O movimento corporal desses meninos, que nunca acessaram a escolarização formal, ou acessaram pouco, reflete a imporrtaância de pensar outras possibilidades de construção de cultura, educação e filosofia.</p><p>Nesse sentido, para Júlio Tavares, &nbsp;ao ter ginga, acessamos mais opções nos contextos sociais, movimento e emoção são pressupostos do comprometimento e sabedoria com a capacidade de tomar uma decisão. Essas categorias correm paralelas à memória e ao discurso colonial, são associadas ao corpo e à autorrepresentação cotidiana: gestos, roupa, formas de andar e, sobretudo, postura social. “Essas categorias se tornam tropos peculiares na cultura popular, ao combinarem suas funções de emblemas poéticos e paradigmas políticos, frequentemente cruciais para a sobrevivência do dia a dia” (Tavares, 2019, p. 57).</p><p>O movimento desses corpos reflete inteligências múltilplas, modos de vida, de (re) existência e nos convocam a refletir sobre a linguagem que comunicam e o movimento sócio cultural que expressam.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 19:28:13 UTC</pubDate>
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         <title>Quem Sou </title>
         <author>clairizaleski31</author>
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         <description><![CDATA[<p>Assistente social , especialista em políticas sociais, coordenadora do núcleo social cuidar carioca. Mestre em educação comunicação e cultura em periferias, FEBF, doutoranda deste mesmo programa. Minha pesquisa aborda a relação de pombagira, entidade das macumbas brasileiras, com o feminino. O trabalho se situa nas dimensões do feminino, suas relações e múltiplas formas de produção de desvio, transgressão, questionamento e insurgência presentes na inscrição do signo. Uma identidade política subalternizada que enuncia das periferias do mundo para ressaltar as múltiplas faces do feminino e suas batalhas cotidianas. O texto aborda diálogos com narrativas sobre as pombagiras, suas presenças, saberes e trânsitos expressos no campo de pesquisa, em conversas com as pombagiras e praticantes de umbanda e candomblé nos terreiros. Tratamos de uma reflexão sobre o feminino a partir de pombagira para abrir caminhos para respostas à opressão e desigualdade de gênero, não a partir de um enfrentamento automático, mas no movimento de sabedorias táticas que deslocam as imposições pautadas no machismo/ patriarcado/ racismo/colonialismo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 19:29:21 UTC</pubDate>
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         <title>Glossário decolonial</title>
         <author>clairizaleski31</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 19:32:33 UTC</pubDate>
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         <title>A terra dá, a terra quer</title>
         <author>clairizaleski31</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>Antônio Bispo dos Santos, ou Nêgo Bispo, é natural do Vale do Rio Berlengas, no Piauí. Sua formação inicial se deu pelas mãos de mestras e mestres de ofício do quilombo Saco-Curtume, no município de São João do Piauí. É um intelectual que defende o olhar sobre a ciência a partir das epistemologias brasileiras. Suas obras – <em>Quilombos, modos e significados </em>(2007), <em>Colonização, Quilombos: modos e significados </em>(2015) – compreendem essa ressignificação de mundo da ciência, da sabedoria e do conhecimento. Foi também um importante líder quilombola com atuações na Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (CECOQ/PI) e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).</p></li><li><p><br/></p></li></ul><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 19:45:40 UTC</pubDate>
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         <title>Comentários sobre a obra</title>
         <author>clairizaleski31</author>
         <link>https://padlet.com/clairizaleski31/fwweqfmdiy7qqf7x/wish/3257829723</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Uma outra ciência é possível</strong></p><p>A autora parte do princípio da urgência de se pensar sobre a necessidade de uma outra prática científica, de uma outra coletividade. Um outro tipo de vida social e coletiva, possível. Nos convoca a pensar sobre de que maneira é possível criar alianças com diferentes ciências que vão tornar viáveis outros projetos, sociais e epistemológicos</p><p>Para tornar a ciência menos hermética e reconhecer que diversas pessoas podem ter condições de compreender, Stengers defende que é preciso uma reconciliação do público com o pensamento científico. Que isso pode contribuir com uma visão distinta e não menos importante para a problemática que a ciência se propõe a resolver.</p><p>Pensar uma ciência que leve em consideração questionamentos do público sobre a pesquisa, questionamentos que confrontem a indústria, por exemplo, sobre efeitos de agrotóxicos e transgênicos, não apensa na saúde do homem, mas seus impactos no meio ambiente.</p><p>Nesse sentido a ciência deve ser situada em relação a outros saberes, que respondem uma diversidade de perguntas. Stengers questiona a responsabilidade dos cientistas sobre o conhecimento que produzem, e pelas consequências de suas descobertas na sociedade e no meio ambiente, uma vez que cada vez mais a ciência é patrocinada pelo poder econômico da indústria. Desacelerar a ciência, portanto, pode ser a única maneira de resolver problemas atuais e fazer uma ciência séria e comprometida com as necessidades da sociedade atual.</p><p>Para a autora, ainda que a ciência possua poder, os cientistas se encontram vulneráveis às leis do mercado da ciência, onde eles não passariam de meras ferramentas.  sendo assim, desacelerar a ciência possibilitaria aos cientistas maior reflexão sobre as suas pesquisas e as consequências delas garantindo que cada pesquisa realizada objetive trazer benefícios para a sociedade e não apenas para aumentar lucros da indústria. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-12 22:44:12 UTC</pubDate>
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