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      <title>Filosofia 11° by Aluno Barbara Elisa M. Moreira</title>
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      <pubDate>2024-11-24 19:43:03 UTC</pubDate>
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         <title>Filosofia 11° ano</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 19:43:38 UTC</pubDate>
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         <title>O que é o conhecimento?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>O conhecimento pode ser definido como o conjunto de informações, habilidades, fatos e entendimentos adquiridos por meio da experiência, estudo, observação ou raciocínio. Ele envolve a capacidade de compreender, interpretar e aplicar informações para resolver problemas, tomar decisões ou expandir a compreensão do mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-24 19:50:35 UTC</pubDate>
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         <title>Teoria do conhecimento excerto </title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>O nosso conhecimento básico do mundo exterior chega-nos através dos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e gosto. Para quase toda a gente, a visão desempenha o papel principal.</p><p>Sei como é o mundo exterior porque posso vê-lo. Se duvido da existência real do que vejo, posso, em geral, estender o braço e tocar-lhe para ter a certeza. Sei que tenho uma mosca na sopa porque posso vê-la e, se chegar a tanto, posso tocar-lhe e até prova-la. Mas qual é exatamente a relação entre o que penso ver e o que está de facto à minha frente? Poderei alguma vez ter a certeza acerca do que existe no mundo exterior? Poderia eu estar a sonhar?</p><p>Os objetos continuam a existir quando ninguém os está a observar? Terei alguma vez experiência direta do mundo exterior? Todas estas questões são acerca da questão de saber como adquirimos conhecimento das nossas imediações; pertencem ao ramo da filosofia conhecido por teoria do conhecimento ou epistemologia.</p><p>Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia. Lisboa: Gradiva, 2007, p. 151.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:23:19 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>teoria do conhecimento, ou epistemologia, é a disciplina que investiga problemas como:</p><p>- o problema da definição do conhecimento (natureza do conhecimento): o problema da definição do conhecimento (o que é o conhecimento?) trata de compreender o significado do conceito conhecimento e o que distingue conhecer algo de ter apenas uma opinião (ou crença)</p><p>sobre algo.</p><ul><li><p>﻿﻿o problema das fontes do conhecimento: o problema das fontes do conhecimento (quais as fontes do conhecimento?) trata de compreender quais são as fontes confiáveis de conhecimento e quais são as circunstâncias seguras para usá-las.</p></li><li><p>﻿﻿o problema da possibilidade (justificação) e limites do conhecimento: por fim, o problema da possibilidade do conhecimento trata se de fato podemos conhecer a realidade e, se podemos conhecer, como justificar o que conhecemos e quais são os limites do nosso conhecimento. Este é também conhecido como problema do ceticismo - será possível justificar as crenças que pensamos que constituem conhecimento?</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:26:04 UTC</pubDate>
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         <title>A estrutura do ato de conhecer </title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Etimologicamente, o termo conhecimento tem a sua raiz na palavra latina cognitio, que significa «captação conjunta». Em termos gerais refere-se à relação estabelecida entre um sujeito que conhece e um objeto que é conhecido. Conhecer é, assim, tornar presente um objeto (externo ou interno) e formar uma representação dele. Nem toda a felação entre nós e o mundo é uma relação cognitiva. Por ex, quando abrimos um buraco no chão para plantar uma árvore, o nosso objetivo não é conhecer o mundo. Só temos uma relação cognitiva como o mundo quando o nosso objetivo é conhecê-lo ou formar crenças verdadeiras sobre ele.</p><p>A faculdade humana de conhecer exprime-se num ato e, por isso, pressupõe um agente que conhece, o sujeito, e algo que é conhecido, o objeto. Esta é a estrutura básica do ato de conhecer: um sujeito, um objeto e uma relação (de conhecimento) entre eles. Dado que o sujeito é aquele que conhece, chama-se sujeito cognoscente. Ao objeto que se deixa apreender pelo sujeito damos o nome de objeto cognoscível.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:29:29 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos intervenientes no processo do conhecimento </title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>O conheos intervenientes no processo o da relação dialética entre o sujeito e o os pressupõe cize que teconheciment e roduto de uma e unca o objeto se identifica absolutamente dizer que o conhecimento é o produto de uma relação dialética entre dois termos pressupõe</p><p>com o sujeito, nem este com o objeto.</p><p>Explicitemos alguns aspetos desta relação dialética entre sujeito e objeto que constitui o ato</p><p>de conhecimento.</p><ul><li><p>﻿﻿o sujeito é a entidade responsável pela apreensão e interpretação dos dados do mundo exterior à mente;</p></li><li><p>﻿﻿o objeto é qualquer realidade apreendida pelo sujeito e passível de ser conhecida;</p></li><li><p>﻿﻿o objeto transcende o sujeito, ou seja, está para além dele, sendo que sujeito e objeto são entidades distintas;</p></li><li><p>﻿﻿da apreensão do objeto surge a representação desse objeto (imagem do objeto), ou seja, o objeto passa de objeto exterior ao sujeito a objeto interior ao sujeito, pois é modificado por este através do processo de conhecimento.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:32:18 UTC</pubDate>
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         <title>Os 3 tipos de conhecimento </title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3264842130</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Os 3 tipos de conhecimento</p><p>Os epistemólogos tentam avaliar a ideia, própria do senso comum, de que temos conhecimento.</p><p>Alguns filósofos defendem que não temos conhecimento - estão a defender uma versão de</p><p>ceticismo filosófico.</p><p>Antes de discutimos se temos ou não conhecimento, temos de tornar claro o que é o</p><p>conhecimento.</p><p>Podemos falar de conhecimento em três sentidos diferentes, mas só um nos interessa.</p><ol><li><p>﻿﻿﻿S sabe andar de bicicleta.</p></li><li><p>﻿﻿﻿S conhece o presidente dos EUA.</p></li><li><p>﻿﻿﻿S sabe que a Serra da Estrela fica em Portugal.</p></li></ol><p>Chama-se conhecimento proposicional ao tipo de conhecimento apresentado em 3. O objeto do verbo é uma proposição - uma coisa que é verdadeira ou falsa "a Serra da Estrela fica em</p><p>Portugal".</p><p>As frases 1 e 2 não têm essa estrutura. O objeto do verbo em 2 é uma pessoa. O mesmo aconteceria se disséssemos que S conhece Lisboa. Uma frase como 2 diz que S está ou esteve na presença de uma pessoa, de um lugar ou de uma colsa, Por isso, dizemos que 2 corresponde a um caso de conhecimento por contacto.</p><p>Existe alguma relação entre estes dois tipos de conhecimento? Possivelmente, para que S conheça o presidente dos EUA, terá de ter conhecimento proposicional acerca dele. Mas qual?</p><p>Não parece haver uma proposição específica que seja necessário saber para que se possa dizer que se conhece o presidente. Conhecer uma pessoa Implica, isso sim, ter um tipo qualquer de contacto direto com ela,</p><p>O tipo de conhecimento exemplificado em 1 é um conhecimento de aptidões, Que significa dizer que se sabe fazer alguma coisa? Significa que se obteve conhecimento a partir da ação.</p><p>Isto pouco tem a ver com conhecimento proposicional, Uma pessoa pode andar de bicicleta aos 5 anos, e para isso não precisa de saber qualquer proposição acerca desse facto. O contrário também pode acontecer: uma pessoa pode ter muito conhecimento proposicional acerca de um assunto - de pintura por ex, - e não ter qualquer conhecimento de aptidões a esse respeito.</p><p>Vamos abordar apenas o conhecimento proposicional. Queremos saber o que é necessário para que um individuo 5 saiba que P, sendo Puma proposição qualquer.</p><p>Adaptado de: O que é o conhecimento?, Eillott Sober, Crítica na Rede, trad, de Paula Mateus</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:39:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A defenição tradicional de conhecimento :em que condições há  conhecimento proposicional </title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3264859743</link>
         <description><![CDATA[<p>Condições necessárias e suficientes:</p><ul><li><p>﻿Todo o F é G, logo G é condição necessária de F</p></li><li><p>﻿Todo o G é F, logo G é condição suficiente de F</p></li></ul><p>Há várias condições:</p><p>1. Todo o conhecimento tem de ser uma crença</p><p>A crença é, pois, condição necessária do conhecimento, porque todos os conhecimentos são crenças. É impossível eu dizer por exemplo "Eu sei que a ponte</p><p>Vasco da Gama é extensa, mas não acredito nisso."</p><p>No entanto a crença não é condição suficiente do conhecimento, logo todas as crenças são conhecimento.</p><p>2. Todo o conhecimento tem de ser uma crença verdadeira (uma crença verdadeira é quando está de acordo com os factos)</p><p>Há crenças verdadeiras, por exemplo, acreditar que a ponte Vasco da Gama é extensa, é uma crença verdadeira, no entanto acreditar que esta se situa no Porto é uma crença falsa. Não basta acreditar para conhecer, se uma proposição é falsa, não é objeto de conhecimento.</p><ul><li><p>﻿A crença verdadeira é crença necessária do conhecimento. "Todos os conhecimentos são crenças verdadeiras" - Verdade</p></li><li><p>﻿A crença verdadeira é condição suficiente do conhecimento. "Todas as crenças verdadeiras são conhecimento" - Falso</p></li></ul><p>3. Só há conhecimento se a crença verdadeira for justificada</p><p>Tem de haver boas razões e evidências a favor da verdade da crença. A crença verdadeira não pode ser só uma simples opinião ou palpite, tem de ser justificada.</p><p>Eu acredito que a ponte Vasco da Gama é extensa, pois circulo nela há 5 minutos.</p><p>A crença justificada é condição necessária de conhecimento "Todos os conhecimentos são crenças justificadas" - Verdade</p><p>A crença justificada é condição suficiente do conhecimento "Todas as crenças justificadas são conhecimento" - Falso, pois há crenças justificadas que são falsas.</p><ul><li><p>﻿Crença verdadeira justificada.</p></li><li><p>﻿-Concluímos então que o conhecimento é uma crença verdadeira justificada.</p></li></ul><p>RESUMINDO: O conhecimento é crença? "Não porque há crenças falsas"</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:45:34 UTC</pubDate>
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         <title>o que é a verdade</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:49:49 UTC</pubDate>
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         <title>Quem foi René Descartes?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>René Descartes foi um filosófo do século XVII e criador da dúvida métodica que tem como objetivo refutar os argumentos dos céticos e provar a existência de crenças justificadas (básicas) e, por tanto, do conhecimento</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:55:58 UTC</pubDate>
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         <title>Qual o propósito da dúvida Cartesiana?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3264907777</link>
         <description><![CDATA[<p>seja, duvidando de todas elas. É uma espécie de teste cético, sendo rejeitadas as crenças que temos razões para duvidar ou que não resitam à dúvida e aquelas crenças que passarem nesse teste são impossíveis de duvidar — as crenças indubitáveis.</p><p>Esta dúvida tem o propósito de encontrar a verdade, um conhecimento/uma premissa certo(a) e seguro(a) a que possa criar argumentos com conclusões verdadeiras e para que Descartes não seja enganado por falsidades.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:00:54 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Quais são as caracteristicas da dúvida cartesiana?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><ul><li><p>﻿﻿Procede de forma organizada e sistemática à investigação das nossas crenças.</p></li><li><p>﻿﻿Methodos = meta (através de, por meio de) + hodos (via, caminho)<br>Servir-se de um método é, antes de tudo, tentar ordenar o trajeto através do qual se possa alcançar os objetivos projetados.</p></li><li><p>﻿﻿Provisória</p></li><li><p>﻿﻿Não é um fim em si mesmo, mas um meio para a alcançar a certeza, e desse modo, a justificação necessária ao conhecimento mostrando assim que os céticos estão errados por concluir que tudo é duvidoso.</p></li><li><p>﻿﻿Logo que é alcançado seu objetivo, é abandonada.</p></li><li><p>﻿﻿Universal</p></li><li><p>Nada está imune à dúvida, aplicando-se esta sistematicamente a todo o tipo de crenças (a posteriori e a priori) e até às nossas próprias faculdades racionais.</p><p>Y Hiperbólica/Radical/Exagerado</p><ul><li><p>﻿﻿Considera como falso aquilo de que há razões para duvidar e admite-se todo o tipo de razões (nenhuma dúvida é suficientemente disparatada)</p></li><li><p>﻿﻿Distingue-se absolutamente o falso e o verdadeiro, não havendo um meio-termo entre ambos de forma a encontrar uma verdade indubitável e atingir a crença natural na existência da realidade exterior.</p></li><li><p>﻿﻿Sendo verdadeiro o que é absolutamente verdadeiro e falso o que é provavelmente verdadeiro ou minimamente duvidoso.</p></li><li><p>﻿﻿Voluntária</p></li><li><p>﻿﻿Duvidar é uma decisão intelectual, é um ato de vontade livre.</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:05:53 UTC</pubDate>
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         <title>Quais são os níveis da dúvida/as razões para duvidar presentes no método Cartesiano?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><ul><li><p>﻿﻿1° nível da dúvida - Argumento cético da ilusão</p></li><li><p>Descartes adota o argumento cético, pois, quem nos engana uma vez pode enganar-nos sempre.</p></li><li><p>﻿﻿Este argumento põe em causa as crenças com origem nos sentidos (conhecimento a posteriori) e o realismo de senso comum, ou seja, acreditar que os nossos sentidos mostram-nos que as coisas são exatamente como elas são.</p></li><li><p>﻿﻿Logo, nenhuma crença com origem nos sentidos é indubitável.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:09:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>2° nível da dúvida - Argumento do sonho</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>Este argumento põe em causa os sentidos e a experiência, apontando como uma hipótese podermos estar a sonhar, visto que não há um critério que distinga as experiências num sonho e as experiência acordados.</p></li><li><p>﻿﻿Ou seja, põe em causa a própria existência da realidade física.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:12:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>3° nível da dúvida - Argumento/Hipótese do génio maligno</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>A verdade de proposições (matemáticas), como, por exemplo, 2 + 2 = 4, não é determinada através da experiência e, portanto, estas proposições não são postas em questão pelo argumento dos sonhos.</p></li><li><p>﻿﻿Este argumento põe em causa as crenças com base na razão (conhecimento a priori) e a existência da realidade física, criando a hipótese da existência de uma divindade enganadora que manipula os nossos pensamentos e faz-nos acreditar que uma crença é verdadeira, quando não é.</p></li><li><p>﻿﻿Logo, nem mesmo as verdades matemáticas e outras crenças com origem na razão são indubitáveis.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:15:37 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Qual o resultado da dúvida metódica?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><ul><li><p>﻿﻿Descartes chega a conclusão de que há uma crença a que não possamos duvidar (indubitável): a crença de que somos seres que duvidam/pensantes. Pois se duvidamos da nossa própria dúvida ou existência, estamos a duvidar.</p></li><li><p>﻿﻿Substância pensante (rescogitans): Existe por si próprio e tem como propriedade essencial o pensamento (duvidar, compreender, afirmar, negar, querer, imaginar, sentir).</p></li><li><p>﻿﻿Duvidar é uma forma de pensar, se estamos a pensar, então existimos.</p></li><li><p>﻿﻿O cogito nos dá a certeza da nossa existência enquanto alma, porém é possível duvidar da existência do nosso corpo visto que podíamos existirsem corpo algum, mae anot se não pensasse (distinção dia</p><p>alma e do corpo).</p><p>• A primeira verdade alcançada através da dívida é o cogito, e por isso o método cartesiano é abandonado já que cumpriu seu objetivo sendo o</p><p>ponto de partida do saber.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:19:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O Que torna o cógito indubitável?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>"Penso, logo existo" - Descartes (cogito ergo sum)</p><p>• O que o faz indubitável é a clareza e a distinção com que é aprendido pela</p><p>nossa mente.</p><p>• O cogito torna-se o critério/modelo para distinguir o verdadeiro do falso, para determinar quando uma qualquer proposição é uma verdade</p><p>indubitável.</p><p>• Características do cogito</p><ol><li><p>﻿﻿﻿E uma crença autojustificada ou auto evidente que se justifica a si própria: pensando justifico a minha crença de que penso e existo. Por não precisar ser justificado por outra crença, o cogito refuta o argumento da regressão infinita dos céticos e que há de facto uma crença primária/básica (fundacionalismo)</p></li><li><p>﻿﻿﻿E uma verdade da razão, e não dos sentidos. Descartes é um racionalista: alguém que defende que o fundamento de todas as crenças reside na razão. É um racionalista inatista, pois reconhece um papel fulcral às ideias inatas consideradas como príncipio do conhecimento.</p></li></ol><ul><li><p>﻿﻿Qual é o critério cartesiano de verdade racional?<br>"É verdadeiro tudo aquilo que concebemos muito claramente e muito distintamente"</p></li><li><p>﻿﻿O cogito é uma ideia clara e distinta, ou seja, é uma certeza sem possibilidade de erro que resultou da razão (a razão nos mostra que a ideia é verdadeira - clareza) e que não se confunde com nenhuma outra ideia (distinção)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:22:20 UTC</pubDate>
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         <title>A verdade / a existência de Deus</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>que garante o critério de verdade?</p><ul><li><p>﻿﻿A existência de um o vurberevolante ininto garanio que não rmos nos caganar quando Deus beneve lena e ia tita e distintamente, afastando a hipótese de um génio maligno que nos ilude.</p></li><li><p>﻿﻿Se é poderoso ele poderá garant que nós conseguiremos obter o conhecimento, pois foi ele que aplicou a razão a nós.</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿Qual a prova da existência de Deus?</p></li><li><p>﻿﻿Argumento da marca</p></li></ul><ul><li><p>﻿﻿Descartes é um ser imperfeito, pois duvida (prova de imperfeição)</p></li><li><p>﻿﻿Se Descartes possui a ideia de perfeição, pois reconhece o que e imperfeito, então qual seria a origem dessa ideia?</p></li><li><p>﻿﻿A ideia não foi adquirida pelos seus sentidos, visto que nunca observou algo perfeito, nem pela razão, pois sendo um ser imperfeito não pode ser a causa de uma ideia superior à sua capacidade.</p></li><li><p>﻿﻿Por isso, apenas um ser perfeito poderá ser a origem da ideia de perfeição (substância infinita) e foi ele que colocou essa ideia nas nossas mentes.</p></li></ul><p>y Argumento ontológico</p><p>1° Premissa: Um ser sumamente perfeito tem todas as perfeições</p><p>2° Premissa: A existência é uma perfeição</p><p>Conclusão: Logo, um ser sumamente perfeito existe.</p><ul><li><p>﻿﻿A ideia de perfeição implica a existência de um ser perfeito, pois o facto de existir é inerente à essência de Deus.</p></li><li><p>﻿﻿De que forma é confirmada a existência do mundo?</p></li><li><p>﻿﻿A crença na existência do mundo é abalada pela suspeita desencadeada pela enorme dificuldade em distinguir o que é real do que é imaginário.</p></li><li><p>﻿﻿Após demonstrar a existência de Deus e afastar a hipótese do génio maligno, Descartes pode contar no critério da evidência, ou seja, daclareza e distinção das ideias, pois Deus garante-the que esse critério</p><p>• Partindo do pensamento e da garantia de Deus, Descartes concis existência do seu corpo, do mundo e outras ideias captadas pelos seus</p><p>sentidos (ideias adquiridas).</p><ul><li><p>﻿﻿Porém, Descartes afirma que, apesar dos sentidos fazer com que descubramos muitas coisas, nenhuma crença baseada nos sentidos é fundamental.</p></li><li><p>﻿﻿Qual o papel de Deus no sistema cartesiano?</p></li></ul><ol><li><p>﻿﻿﻿Caracterização da ideia de Deus: ideia inata do ser perfeito e infinito, como garantia do valor do conhecimento, fundamento da verdade, na<br>filosofia de Descartes.</p></li><li><p>﻿﻿﻿No terceiro nível da dúvida, Descartes admite a existência de um Deus enganador. Porém, uma vez provada a existência de Deus, como ser perfeito, é afastada essa hipótese, pois "enganar" seria próprio de imperfeição.</p></li><li><p>﻿﻿﻿Sem Deus nada permitiria confiar no critério da clareza e distinção das ideias. Sem esse critério, nenhum conhecimento poderia ser alcançado além do cogito. Assim, Deus é o que permite o conhecimento de outras coisas no mundo, além do cogito. Texto 19, página 140, 1° parágrafo.</p></li><li><p>﻿﻿﻿Deus valida o conhecimento humano. Deus garante a adequação entre o pensamento evidente e a realidade, ou seja a verdade.</p></li><li><p>﻿﻿﻿É garantia da verdade das ideias inatas.</p></li><li><p>﻿﻿﻿Permite superar os argumentos dos céticos radicais e provar a existência do mundo exterior.</p></li></ol><p>y Distinga as ideias inatas, ideias adventícias e ideias factícias.</p><p>y Ideias Inatas</p><ul><li><p>﻿﻿Colocadas por Deus em nós e com as quais já nascemos.</p></li><li><p>﻿﻿Ideias provenientes da razão, claras e distintas, garantindo a certeza e a universalidade do conhecimento (Exame 2012, 1ª fase)</p></li><li><p>São ideias conhecidas por intuição e dedução.</p></li><li><p>﻿﻿Intuição: Verdadeiro pela razão, sem o recurso a inferências. ou raciocínios. A partir do qual se deduzirão conhecimentos claros e distintos. É uma intuição existencial e intelectual.</p></li></ul><p>Exemplos: As ideias de Coisa, de Verdade, de Pensamento, de Deus, de Cogito, de Substância, de Triângulo</p><p>Ideias Factícias (Inventadas)</p><p>• As que tem origem na imaginação, sendo criações da nossa própria</p><p>mente.</p><p>Exemplo: Ideias de Lobisomem, de Sereia, de Cavalo Alado, de Centauro, de Ciclope.</p><ul><li><p>﻿﻿Ideias Adventícias (Adquiridas)</p></li><li><p>﻿﻿As que tem origem nos nossos sentidos, nas impressões que as coisas<br>causam.</p></li></ul><p>Exemplo: Ideias de Calor, de Cavalo, de Planeta, de Sol, de Lua, de Árvore, de Livro.</p><ul><li><p>﻿﻿Quais são as críticas à Descartes?</p></li><li><p>﻿﻿Falácia da circularidade ou petição de príncipio: Ocorre num argumento quando nas premissas pressupomos que a conclusão é verdadeira, sem parecer que o fazemos. Prova-se o que se quer concluir mediante a própria conclusão.<br>1° Premissa: Sei que Deus existe porque concebo muito clara e distintamente a sua existência.</p></li></ul><p>2° Premissa: O que me garante que essa ideia clara e distinta é verdadeira? O facto de Deus existir e não ser enganador.</p><p>Conclusão: Em suma, Deus garante a clareza e distinção da ideia de perfeito e a clareza e distinção dessa ideia serve para provar que Deus existe.</p><p>/ Distinga a dúvida cartesiana da dúvida cética?</p><p>y Dúvida Cartesiana</p><p>• Meio para chegar a certeza e a verdade;</p></li><li><p>Metódica, tendo em vista encontrar um fundamento sólido para o<br>conhecimento;</p></li><li><p>﻿﻿Permite a superação da dúvida.</p></li><li><p>﻿﻿Dúvida Cética</p></li></ul><p>• O resultado (é o que se encontra no fim do percurso);</p><p>• Dúvida sem saída;</p><p>• Destrutiva, procurando destruir quaisquer pretensões ao conhecimento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 14:26:47 UTC</pubDate>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <pubDate>2024-12-17 14:38:23 UTC</pubDate>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <title>Quais são as principais teses empirismos?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Todo o conhecimento deriva da experiência.</p><p>A mente é, à partida, uma tábua rasa.</p><p>Não existem ideias inatas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 08:51:53 UTC</pubDate>
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         <title>Quem foi David Hume?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>David Hume foi um filósofo empirista escocês do século XVIII que desenvolveu uma profunda investigação sobre as capacidades do entendimento humano. Ficou célebre pelo seu ceticismo moderado (ou mitigado).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 08:58:54 UTC</pubDate>
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         <title>Como se caracterizam os conteúdos da mente , segundo Hume ?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3267577387</link>
         <description><![CDATA[<p>Todos os conteúdos da mente são, segundo Hume, perceções. As perceções dividem-se em dois tipos, de acordo com o seu grau de força e intensidade: impressões e ideias. As impressões são mais vivas intensas e dizem respeito ao sentir (por exemplo, a dor que sinto quando entalo um dedo corresponde a uma impressão). As idelas são menos vivas e intensas e dizem respeito ao pensar (por exemplo, a recordação de ter entalado o dedo corresponde a uma ideia).</p><p>As impressões correspondem, portanto, às nossas sensações, tanto internas (emoções) como externas (cinco sentidos). As ideias são cópias de impressões e podem ser simples (produto da memória) ou complexas (resultado da imaginação). Na ausência de impressões, jamais conseguiremos formar ideias.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 09:02:26 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Que conhecimento formamos , de acordo com Hume ?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Temos, segundo Hume, duas formas de constituir conhecimento: relações de ideias e questões de facto.</p><p>As relações de ideias são conhecimentos</p><p>a priori (anteriores e independentes da experiência) e</p><p>puramente racionais; a sua verdade é logicamente necessária (é assim e não pode ser de outro modo, sob pena de autocontradição) e delas podemos ter certeza absoluta; baseiam-se no raciocínio dedutivo.</p><p>As verdades da lógica, da matemática e da geometria são relações de ideias. Apesar de seguras, as</p><p>relações de ideias não nos dão qualquer informação sobre o que se passa no mundo.</p><p>As questões de facto são conhecimentos a posteriori (adquiridos através da experiência); a sua verdade é logicamente contingente (é assim, mas pode também ser de um outro modo, sem risco de contradição) e delas nunca podemos ter certeza absoluta; baseiam-se no raciocínio indutivo. Os conhecimentos das ciências naturais e das ciências humanas são questões de facto. Só as questões de facto nos dizem como são e como acontecem as coisas do mundo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 09:04:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Em que consiste o problema da causalidade, segundo Hume ?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>raciocinarmos sobre questões de facto estabelecemos relações de causalidade. A ideia de causalidade como conexão necessária é, assim, a base dos nossos conhecimentos sobre o mundo. Acontece que esta ideia não pode ser justificada a priori (não pode ser inferida apenas com base na razão, independentemente da experiência), nem tão pouco a posteriori (pois isso implicaria que tivéssemos a impressão correspondente, o que não acontece). A causalidade resulta de uma tendência psicológica, não existe nos objetos. Forma-se na nossa mente em virtude do costume ou do hábito de observarmos repetidamente que dois fenómenos ocorrem conjunta e sucessivamente. Porque o passado me mostrou existir uma conjunção constante entre A e B, tendo a imaginar que existe uma conexão necessária, uma relação de causalidade, isto é, que um é necessária e inevitavelmente a causa do outro. Contudo, esta crença não está justificada. Nunca observamos qualquer conexão necessária, apenas conjunções constantes, que podem ser arbitrárias e casuais. Nisto consiste o problema da causalidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 09:13:55 UTC</pubDate>
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         <title>Em que consiste o problema da indução, segundo Hume ?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>problema da causalidade cruza-se, na proposta de Hume, com um outro problema, o da indução. As inferências indutivas são a base do nosso conhecimento sobre o mundo. Estarão elas justificadas?</p><p>Segundo Hume, não. Só poderíamos confiar na indução se partíssemos do princípio de que a natureza é uniforme e regular, sem lugar para imprevistos. Acontece que a nossa crença na regularidade da natureza é ela própria fundada na indução. Estamos, pois, encerrados numa petição de princípio, numa justificação circular que nada justifica: todos os nossos argumentos indutivos pressupõe a crença de que a natureza é regular, crença esta que, por sua vez, foi construída com base em inferências indutivas.</p><p>A ídeia de que a natureza é uniforme é uma verdade contingente, pois é perfeitamente possível que a natureza não seja uniforme e que o futuro não repita o passado. O exemplo do ornitorrinco é revelador de que o número de observações que serve de base a uma indução é logicamente independente da verdade da conclusão .</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 09:35:48 UTC</pubDate>
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         <title>Por que razão Hume é um cético moderado ?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3267606987</link>
         <description><![CDATA[<p>Hume evidencia o seu ceticismo ao sublinhar os limites da inteligência humana, mostrando que a parte mais considerável do nosso saber assenta apenas no costume ou hábito e em inferências que não conseguimos justificar. Mas, apesar das conclusões a que chega relativamente aos problemas da ausalidade e da indução, Hume defende que não devemos abandonar a nossa crença na regularidade da natureza, pois não conseguiríamos pensar ou agir na sua ausência. Devemos, contudo, evitar o</p><p>dogmatismo e a especulação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 09:38:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Existem objeções ao empirismo de Hume ?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3267608357</link>
         <description><![CDATA[<p>Sim. Hume foi frequentemente acusado de irracionalidade, dado o seu ceticismo. Se nenhuma das nossas crenças é racionalmente justificável, então não há diferenças assinaláveis entre ciência e superstição e não há razões para preferir a primeira à segunda.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-19 09:39:53 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O que caracteriza o conhecimento vulgar ou senso comum ?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3284402099</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O conhecimento vulgar ou senso comum é um conjunto de conhecimentos fundado na experiência concreta de cada ser humano. Este conhecimento constata regularidades empíricas no funcionamento do mundo e com elas constrói soluções eminentemente práticas, que permitem responder aos problemas do dia a dia sem quaisquer preocupações com explicações teóricas baseadas em métodos específicos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-08 20:23:22 UTC</pubDate>
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         <title>O que caracteriza o conhecimento científico?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3284402789</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O conhecimento científico pode ser caracterizado como objetivo, sistemático e metódico. A sua sistematização faz-se por meio de leis ou teorias. Estas visam não apenas descrever e explicar os fenómenos, mas também formular previsões e agir eficazmente em função destas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-08 20:24:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O que se distingue o conhecimento vulgar do conhecimento científico ?</title>
         <author>a18771_1</author>
         <link>https://padlet.com/a18771_1/fwf14qncgpe9nqic/wish/3284405462</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Enquanto o conhecimento vulgar se limita a constatar o que existe sem se preocupar com explicações e é formulado numa linguagem corrente, originando ambiguidades, o conhecimento científico descreve e explica fenómenos, expressando-se numa linguagem específica, mais técnica e exata, o que evita a ambiguidade. Enquanto o conhecimento vulgar é ametódico, acrítico, subjetivo e assistemático, o conhecimento científico é metódico, crítico, objetivo e sistemático.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-08 20:27:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Como se relacionam conhecimento vulgar e conhecimento científico?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Conhecimento</p><p>vulgar e conhecimento científico são distintos. O facto de o segundo assentar em</p><p>pressupostos (experimentação, por exemplo) que faltam ao primeiro estabelece uma relação que é, em muitos aspetos, de oposição e de rutura. Todavia, existe também, para diversos pensadores, uma certa continuidade e complementaridade entre estas duas formas de conhecimento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-08 20:28:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Como procedem os cientistas , segundo a perspectiva indutivista do método científico ?</title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Segundo a visão tradicional do método científico, a investigação científica começa pela observação dos factos (recolha de dados realizada de forma absolutamente objetiva e imparcial); a partir da observação é elaborada indutivamente uma hipótese explicativa; por fim, através da experimentação, procura-se verificar a hipótese, isto é, provar que é verdadeira. Caso a experimentação confirme a hipótese, o cientista pode, então, mais uma vez indutivamente, elaborar generalizações e previsões seguras.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-01-08 20:30:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 16:37:48 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a18771_1</author>
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         <pubDate>2025-06-05 16:46:15 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 16:50:20 UTC</pubDate>
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         <title>Karl Popper e a teoria da falsificabilidade </title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Karl Popper foi um dos filósofos mais influentes do século XX no campo da filosofia da ciência. Ao contrário de muitos pensadores anteriores que procuravam definir a ciência pelo seu método indutivo — ou seja, pela acumulação de observações que levariam a leis gerais —, Popper defende que o critério distintivo da ciência é a falseabilidade.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Argumentos principais de Popper</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Para Popper, uma teoria científica não se define por ser “verificável” através de observações ou experiências, mas sim por ser refutável, ou seja, por poder ser posta à prova e, potencialmente, ser provada falsa. Se uma teoria não pode, em princípio, ser contrariada por nenhuma observação ou experiência, então não é científica.</p><p><br/></p><p>Um exemplo clássico que Popper usa é o da teoria de que “todos os cisnes são brancos”. Podemos observar milhares de cisnes brancos, mas isso nunca confirmará com certeza absoluta a teoria. Porém, a observação de um único cisne negro seria suficiente para a falsificar. Isto mostra que as teorias científicas devem expor-se ao risco de serem refutadas.</p><p><br/></p><p>A grande vantagem deste critério é que permite separar a ciência da pseudociência. Popper dá como exemplo teorias como a astrologia ou a psicanálise freudiana, que, segundo ele, são formuladas de forma a explicar qualquer comportamento humano, qualquer que ele seja — e por isso escapam à refutação empírica. Ao contrário, a teoria da relatividade de Einstein, por exemplo, faz previsões rigorosas que podem ser testadas e, eventualmente, contrariadas.</p><p><br/></p><p>Além disso, Popper defende que o avanço da ciência se faz através de um processo de tentativa e erro: os cientistas propõem hipóteses audaciosas, submetem-nas a testes rigorosos e, quando estas são refutadas, procuram-se melhores teorias. A ciência, assim, não cresce por acumulação de certezas, mas por substituição de erros.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 16:55:12 UTC</pubDate>
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         <title>Objeções á teoria de popper </title>
         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>Apesar da sua influência, a teoria de Popper não está isenta de críticas. Eis algumas objeções que têm sido levantadas por outros filósofos e cientistas:</p><p><br></p><ol><li><p>A prática científica nem sempre segue a lógica da falseabilidade. Muitas vezes, os cientistas não rejeitam imediatamente uma teoria perante um resultado negativo. Pelo contrário, podem suspeitar de erros experimentais, questionar as condições do teste ou introduzir hipóteses auxiliares. Isso mostra que, na prática, a ciência é mais tolerante com os “fracassos” do que Popper sugeria.</p></li><li><p>O problema da demarcação continua. Embora o critério da falseabilidade seja útil, nem sempre é fácil aplicá-lo de forma clara. Há teorias que parecem ser refutáveis mas que, no entanto, mantêm-se por longos períodos apesar de dificuldades experimentais, como foi o caso da teoria da mecânica quântica nos seus primórdios.</p></li><li><p>A teoria da evolução é muitas vezes usada como exemplo de uma teoria científica válida, mas também tem sido alvo de discussão no contexto da falseabilidade. Alguns críticos argumentam que certas explicações evolutivas são formuladas de forma tão ampla que é difícil testá-las diretamente, o que colocaria em causa a sua refutabilidade.</p></li><li><p>O papel da indução não desaparece totalmente. Mesmo Popper, ao recusar o método indutivo como base segura do conhecimento científico, acaba por reconhecer que é necessário confiar na repetição de experiências e na coerência empírica das teorias, o que reintroduz, ainda que de forma mitigada, elementos do raciocínio indutivo.</p></li></ol><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 16:57:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <author>a18771_1</author>
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         <pubDate>2025-06-05 21:31:39 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2025-06-05 21:40:40 UTC</pubDate>
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         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>A filosofia da arte levanta questões complexas e controversas sobre o que é a arte, qual o seu valor e que papel desempenha na sociedade e na vida individual. Ao longo da história do pensamento, estas questões foram sendo debatidas por filósofos com perspetivas muitas vezes opostas, o que mostra a riqueza e a complexidade do fenómeno artístico.</p><p><br></p><p>Uma das discussões mais antigas prende-se com a relação entre arte e beleza. Durante séculos, considerou-se que a arte deveria ser bela — capaz de despertar no ser humano sentimentos elevados e de o conduzir a uma forma superior de contemplação. Filósofos como Platão e Kant associaram a experiência estética ao prazer desinteressado e à elevação do espírito. Contudo, esta visão tem sido amplamente contestada, especialmente na arte moderna e contemporânea, que muitas vezes recusa a beleza tradicional. Obras provocadoras, desconfortáveis ou até grotescas desafiam o espectador e mostram que a arte também pode ser feia, incomodativa ou desconstruída — e, ainda assim, profundamente significativa.</p><p><br></p><p>Outra questão relevante é saber se a arte pode ser considerada uma forma de conhecimento. Para muitos, a arte permite-nos aceder a verdades sobre a condição humana, sobre emoções, culturas ou vivências que escapam à linguagem racional. Neste sentido, autores como Schopenhauer ou Nietzsche atribuíram à arte um papel quase filosófico. No entanto, nem todos concordam. Há quem argumente que a arte, sendo ambígua e aberta a múltiplas interpretações, não oferece conhecimento no sentido rigoroso do termo. Ao contrário da ciência, a arte não apresenta provas nem certezas, mas antes sensações e impressões.</p><p><br></p><p>Também a questão da intenção do artista tem dividido opiniões. Há quem defenda que conhecer a intenção do autor é fundamental para compreender verdadeiramente uma obra — sobretudo quando esta tem significados simbólicos, políticos ou históricos. Por outro lado, há quem sustente que a obra deve ser interpretada de forma autónoma, sem depender do que o artista quis ou não dizer. Roland Barthes, por exemplo, falou da “morte do autor”, defendendo que o sentido nasce na experiência do público e não na mente do criador.</p><p><br></p><p>Nos séculos XX e XXI, com o aparecimento de movimentos artísticos cada vez mais experimentais, surgiu uma nova pergunta: tudo pode ser arte? Quando Duchamp expôs um urinol como obra artística, desafiou frontalmente as convenções da época. A sua atitude abriu caminho a uma conceção mais livre e provocatória da arte, em que o contexto, a intenção e o impacto ganham primazia sobre a técnica ou a beleza. No entanto, esta liberdade também levanta críticas: se tudo pode ser arte, então o conceito perde valor e torna-se vazio. Onde se traça a linha entre o artístico e o banal?</p><p><br></p><p>Por fim, é impossível ignorar o papel social da arte. Muitos artistas e pensadores defendem que a arte tem uma função política, educativa ou transformadora. Através dela, é possível denunciar injustiças, dar voz a grupos marginalizados ou promover ideais de liberdade, igualdade e consciência crítica. A arte urbana, o teatro político ou o muralismo são exemplos de formas artísticas com forte impacto social. Ainda assim, outros argumentam que a arte não deve estar ao serviço de causas externas. A sua função não tem de ser moral ou política — pode ser apenas expressiva, emocional ou estética.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 21:46:17 UTC</pubDate>
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         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>A Arte Deve Ser Bela?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>🟢 Argumento:</p><p><br/></p><ul><li><p>A beleza foi, durante séculos, considerada uma característica essencial da arte.</p></li><li><p>Apreciar o belo eleva o espírito, desperta sentimentos positivos e promove o prazer estético.</p></li><li><p>Kant defendia o “julgamento estético desinteressado”, onde a beleza era central na experiência artística.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>🔴 Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>A arte contemporânea desafia essa ideia, propondo obras que podem ser desconfortáveis ou feias.</p></li><li><p>A função da arte pode ser provocar, questionar ou criticar – não apenas agradar.</p></li><li><p>Se exigirmos beleza, excluímos muitas formas de arte que têm valor noutras dimensões.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>📚</strong></p><p><strong>2. A Arte é uma Forma de Conhecimento?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>🟢 Argumento:</p><p><br/></p><ul><li><p>A arte permite-nos compreender realidades humanas profundas: emoções, culturas, sofrimento, alegria.</p></li><li><p>Filósofos como Schopenhauer e Nietzsche viam a arte como via para aceder a verdades metafísicas ou existenciais.</p></li><li><p>Uma obra artística pode mostrar o que a razão não consegue explicar.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>🔴 Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>O conhecimento transmitido pela arte é subjetivo e ambíguo.</p></li><li><p>A arte não produz saber verificável como a ciência ou a filosofia.</p></li><li><p>Pode emocionar sem necessariamente ensinar algo concreto ou universal.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>🧑‍🎨</strong></p><p><strong>3. A Intenção do Artista é Essencial?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>🟢 Argumento:</p><p><br/></p><ul><li><p>Conhecer o contexto e os objetivos do autor ajuda a interpretar melhor a obra.</p></li><li><p>Muitas criações artísticas têm simbolismos ou mensagens intencionais que só se percebem com esse conhecimento.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>🔴 Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>A interpretação não deve depender da intenção do artista, pois esta pode ser desconhecida ou irrelevante.</p></li><li><p>Roland Barthes defende que o sentido da obra nasce no leitor ou espetador — não no criador (“morte do autor”).</p></li><li><p>A arte deve poder ser apreciada por si mesma, sem necessidade de explicações externas.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>🛠️</strong></p><p><strong>4. Tudo Pode Ser Arte?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>🟢 Argumento:</p><p><br/></p><ul><li><p>A arte contemporânea demonstrou que o contexto e a provocação podem transformar objetos banais em obras artísticas (ex.: Duchamp).</p></li><li><p>A arte evolui e deve ser livre, sem limites rígidos impostos.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>🔴 Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>Se tudo for arte, o conceito torna-se vazio ou irrelevante.</p></li><li><p>Algumas “obras” não mostram criatividade, intenção estética nem valor expressivo.</p></li><li><p>A ausência de critérios pode banalizar o próprio campo artístico.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>📣</strong></p><p><strong>5. A Arte Deve Ter Função Social?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>🟢 Argumento:</p><p><br/></p><ul><li><p>A arte pode educar, denunciar injustiças e dar voz a causas sociais e políticas.</p></li><li><p>Tem o poder de mobilizar consciências e transformar realidades.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>🔴 Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>A arte não deve ser reduzida a instrumento de propaganda ou intervenção.</p></li><li><p>A sua função principal pode ser emocional, estética ou pessoal, sem necessidade de cumprir uma missão social.</p></li><li><p>Obrigar a arte a “servir” algo pode limitar a sua liberdade criativa.</p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-05 21:47:30 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2025-06-06 06:26:13 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>A Filosofia da Religião é o ramo da filosofia que se debruça sobre as questões fundamentais relacionadas com a religião: a existência de Deus, a natureza do sagrado, a fé, os milagres, o mal, entre outros. Ao contrário da teologia, que parte da fé como dado assumido, a filosofia da religião tenta abordar essas questões de forma racional e crítica, acessível tanto a crentes como a não crentes.</p><p><br></p><p>Um dos temas mais debatidos é a existência de Deus. Aqui surgem vários argumentos clássicos.</p><p><br></p><p>Um dos mais antigos é o argumento cosmológico, associado a filósofos como Aristóteles e, mais tarde, Tomás de Aquino. Este argumento parte do princípio de que tudo o que existe tem uma causa. Como não pode haver uma cadeia infinita de causas, deve existir uma “causa primeira”, incausada, que muitos identificam com Deus. No entanto, esta ideia não é isenta de críticas. Alguns filósofos, como David Hume, questionam a validade de aplicar o princípio de causalidade ao universo como um todo, sugerindo que não é lógico supor que o universo precise de uma causa exterior a ele.</p><p><br></p><p>Outro argumento muito discutido é o argumento teleológico ou do desígnio. Segundo esta linha de pensamento, a complexidade e a ordem do universo apontam para um Criador inteligente. William Paley, por exemplo, comparava o universo a um relógio: assim como um relógio exige um relojoeiro, também o mundo exigiria um criador. Esta perspetiva ganhou novo fôlego com a descoberta da impressionante complexidade das leis físicas e da vida. Contudo, a teoria da evolução de Darwin oferece uma explicação natural para a complexidade dos seres vivos, reduzindo a força deste argumento. Além disso, os críticos alertam para a existência de imperfeições e sofrimento no mundo, que parecem contradizer a ideia de um criador omnibenevolente.</p><p><br></p><p>Temos também o argumento ontológico, proposto por Anselmo de Cantuária. Este é talvez o mais abstracto, defendendo que, se é possível conceber um ser absolutamente perfeito, esse ser deve existir necessariamente — pois, caso contrário, não seria o mais perfeito. Este argumento, embora influente, foi criticado por filósofos como Kant, que afirmou que a existência não é uma propriedade ou perfeição, e que não se pode provar a existência de algo apenas com base em conceitos.</p><p><br></p><p>Por outro lado, um dos maiores desafios à ideia de Deus é o chamado problema do mal. Se Deus é todo-poderoso, omnisciente e absolutamente bom, como se explica a existência do mal e do sofrimento no mundo? Esta é uma questão que inquieta tanto crentes como não crentes. Alguns teólogos propõem respostas conhecidas como “teodiceias”, tentando justificar o mal como necessário para a liberdade humana ou como parte de um plano maior que a razão humana não alcança. No entanto, para muitos, estas respostas parecem insuficientes, especialmente perante o sofrimento injustificado de inocentes.</p><p><br></p><p>Em contrapartida, alguns filósofos contemporâneos defendem que a experiência religiosa pessoal, o sentimento de transcendência e o papel transformador da fé na vida das pessoas podem constituir um tipo válido de conhecimento ou justificação. Esta linha, mais próxima do fideísmo, reconhece os limites da razão e valoriza a fé como forma de acesso a uma realidade superior.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-06 06:29:30 UTC</pubDate>
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         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p>A Filosofia da Religião ocupa-se da análise racional e crítica das crenças religiosas, sobretudo da ideia de Deus. No centro deste debate estão diferentes teorias sobre a existência de Deus, acompanhadas por argumentos a favor e objeções.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>1. Teoria Teísta</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O teísmo defende a existência de um Deus pessoal, criador do universo, omnipotente, omnisciente e moralmente perfeito.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Argumentos a favor:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>a) Argumento Cosmológico</p><p><br/></p><ul><li><p>Ideia central: Tudo o que existe tem uma causa. O universo existe, logo, deve ter uma causa. Esta causa é Deus.</p></li><li><p>Exemplo: Tomás de Aquino – “Primeiro motor imóvel” ou “Causa primeira”.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>David Hume questiona se o universo precisa mesmo de uma causa exterior. A ciência moderna também sugere que o universo pode ter surgido espontaneamente, sem violar leis naturais.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p>b) Argumento Teleológico (do desígnio)</p><p><br/></p><ul><li><p>Ideia central: A ordem e complexidade do universo sugerem a existência de um criador inteligente.</p></li><li><p>Exemplo: William Paley e a analogia do relógio – tal como um relógio exige um relojoeiro, o universo exige um criador.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>A teoria da evolução de Darwin explica a complexidade da vida sem necessidade de intervenção divina. Além disso, há desordem e sofrimento no mundo, o que põe em causa a ideia de um criador benevolente.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p>c) Argumento Ontológico</p><p><br/></p><ul><li><p>Ideia central: Se podemos conceber um ser absolutamente perfeito, então esse ser deve existir, pois a existência faz parte da perfeição.</p></li><li><p>Exemplo: Anselmo de Cantuária.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>Immanuel Kant rejeita a ideia de que a existência é uma “perfeição”. Só porque conseguimos imaginar um ser perfeito, não significa que ele exista.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>2. Teoria Ateísta</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O ateísmo nega a existência de Deus ou de qualquer entidade sobrenatural.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Argumento contra a existência de Deus:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>a) Problema do Mal</p><p><br/></p><ul><li><p>Ideia central: Se Deus é todo-poderoso, sabe tudo e é perfeitamente bom, então o mal não deveria existir. Mas o mal existe, logo, Deus não existe (ou não tem todas essas qualidades).</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção dos teístas (Teodiceia):</p><p><br/></p><ul><li><p>O mal pode ser necessário para que exista o livre-arbítrio. Sem a possibilidade de escolher o mal, os seres humanos não seriam verdadeiramente livres. Outros afirmam que o mal serve para fortalecer o carácter ou que tem um propósito oculto.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3. Teoria Agnóstica</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O agnosticismo defende que não é possível saber se Deus existe ou não.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Argumento a favor:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>A razão humana tem limites. Questões como a origem do universo ou a existência de Deus estão para além do que podemos provar ou refutar.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>Alguns teístas argumentam que a fé pode fornecer conhecimento válido, mesmo que não seja demonstrável racionalmente. Outros dizem que há indícios suficientes para justificar a crença em Deus.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>4. Teoria Fideísta</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O fideísmo defende que a fé, e não a razão, é o caminho legítimo para conhecer Deus.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Argumento a favor:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>A experiência religiosa pessoal, a transformação interior e a vivência espiritual são provas práticas da presença divina.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>Esta posição desvaloriza o papel da razão. E se todas as religiões reivindicam fé como prova, como saber qual é verdadeira?</p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <author>a18771_1</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong>O Problema do Mal e a Teodiceia</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Uma das questões mais profundas e difíceis da Filosofia da Religião é o chamado problema do mal. Esta questão coloca em dúvida a existência de Deus tal como é tradicionalmente concebido nas religiões monoteístas — um ser omnipotente (todo-poderoso), omnisciente (sabe tudo) e omnibenevolente (infinitamente bom).</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>❖</strong></p><p><strong>O problema do mal: em que consiste?</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O argumento básico pode ser formulado assim:</p><p><br/></p><ol><li><p>Se Deus é omnipotente, então poderia eliminar todo o mal.</p></li><li><p>Se Deus é omnisciente, então sabe que o mal existe.</p></li><li><p>Se Deus é infinitamente bom, então desejaria eliminar o mal.</p></li><li><p>Mas o mal existe.<br>→ Logo, ou Deus não existe, ou não tem uma (ou mais) destas três qualidades.</p></li></ol><p><br/></p><p><br/></p><p>Este argumento é conhecido como problema lógico do mal. Há também uma versão mais emocional ou existencial: mesmo que se possa justificar racionalmente a existência do mal, continua a ser difícil aceitá-la diante de sofrimentos profundos, como catástrofes naturais, guerras ou doenças.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>❖</strong></p><p><strong>Tipos de mal</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>A filosofia costuma distinguir dois tipos principais de mal:</p><p><br/></p><ul><li><p>Mal moral: causado por ações humanas (roubo, assassinato, crueldade, etc.).</p></li><li><p>Mal natural: resulta de fenómenos naturais (terremotos, tsunamis, doenças, etc.), que não dependem da vontade humana.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>A Teodiceia: tentar justificar Deus</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>O termo teodiceia foi criado por Leibniz e significa, literalmente, “justificação de Deus”. É o esforço filosófico e teológico para explicar como é possível que um Deus bom e poderoso permita a existência do mal.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>❖ Principais teodiceias:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>1.</strong></p><p><strong>Teodiceia do Livre-Arbítrio</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Defende que Deus deu aos seres humanos liberdade de escolha.</p></li><li><p>O mal moral existe porque as pessoas abusam dessa liberdade.</p></li><li><p>Um mundo com liberdade (mesmo com riscos) é moralmente superior a um mundo de seres programados para fazer o bem.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>Esta explicação ajuda a justificar o mal moral, mas não o mal natural, como terramotos ou cancro em crianças.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>2.</strong></p><p><strong>Teodiceia da Superação (ou do Bem Maior)</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>O mal pode ter um papel na construção do carácter ou na realização de um bem maior.</p></li><li><p>Por exemplo, a coragem só pode existir perante o medo; a compaixão só se revela perante o sofrimento.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>É difícil justificar tanto sofrimento só para que surjam certas virtudes. Nem todos os que sofrem se tornam melhores — muitos apenas sofrem sem consolo.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>3.</strong></p><p><strong>Teodiceia de Leibniz – “O melhor dos mundos possíveis”</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><ul><li><p>Deus, sendo perfeito, criou o melhor mundo possível entre todas as opções lógicas.</p></li><li><p>Isso não significa que seja perfeito, mas que é o menos imperfeito entre todos os possíveis.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p>Objeção:</p><p><br/></p><ul><li><p>Esta ideia foi criticada por Voltaire, especialmente após o terramoto de Lisboa (1755), que matou milhares de pessoas. No seu livro Cândido, ridicularizou a ideia de que tudo está “para melhor, no melhor dos mundos possíveis”.</p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>❖ Alternativas mais recentes:</strong></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Alguns filósofos propõem que Deus pode não ser todo-poderoso no sentido tradicional (como na teologia do processo), ou que o mal é simplesmente um mistério que escapa à compreensão humana. Outros defendem que a existência de Deus é incompatível com o mal e, portanto, optam pelo ateísmo.</p>]]></description>
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