<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>aluno: samila almeida da silva                                                     _ matricula 19111070036 by Clarice_ff</title>
      <link>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca</link>
      <description>tópicos desenvolvidos sobre a importância do convívio social para o desenvolvimento do ser humano</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-10 23:33:06 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2021-03-11 00:49:31 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/png/1f604.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>inteligência</title>
         <author>samelasilva088</author>
         <link>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295570966</link>
         <description><![CDATA[<div>A Inteligência é gerada por um aspecto biológico, sendo possível desenvolvê-la ao longo de um processo. Podemos afirmar que, baseado no estudo de Alfred Benet, esta é mensurável mediante o teste de QI. Também existem outros métodos, mas este é o mais comum. A inteligência é uma estimativa da qualidade que atribuímos à tomada de decisões e ao pensamento abstrato das pessoas que avaliamos por algum motivo. Recentemente cientistas insatisfeitos com a ideia tradicional de uma única inteligência definiram teorias alternativas de “inteligências múltiplas” Há uma interdependência entre as múltiplas inteligências sendo que interagem entre si. A Inteligência é um conjunto formador de todas as características intelectuais do ser humano. Determina a faculdade de conhecer, compreender, raciocinar, pensar e interpretar. A inteligência é uma das principais distinções entre o ser humano e os outros animais. Existem diversos tipos de Inteligência, abaixo relacionadas:</div><ul><li>Lógico-matemática</li><li>Verbal</li><li>Física cinestésica.</li><li>Interpessoal</li><li>Intrapessoal, que nos leva à Inteligência Emocional que é a capacidade de compreender as emocionais.</li><li>Musical</li><li>Naturalista</li><li>Pictórica</li><li>Existencial</li></ul><div>No livro “As Tecnologias da Inteligência – O Futuro do Pensamento na Era da Informática”, de Pierre Lévy, todos os meios de aprendizagem e formas de comunicações estão mudando. Afirma o autor que “novas formas de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática”. A verdade é que o operacional está sendo substituído gradativamente pelo técnico e o desenvolvimento estratégico recriando a ambos.</div><div>Para Gardner, o ideal de uma escola seria desenvolver todas estas habilidades, mas esta ainda não é nossa realidade, uma vez que nem todos tem a mesma habilidade e nem aprendem utilizando o mesmo método. O fato é que os seres humanos desenvolvem maneiras particulares de pensar, aprender e conhecer suas habilidades. Modelos mentais nada mais são do que as próprias teorias de cada pessoa, criada a partir da infância, gerando uma zona de conforto que dificulta o desenvolvimento na escola. Sendo assim, a experiência e a prática profissional acaba se tornando a continuidade da escola, no que define o próprio desenvolvimento do cidadão, dificultando não só a seleção, mas também a execução de tarefas designadas ao colaborador em questão.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=j5vUOkdurCA" />
         <pubDate>2021-03-10 23:37:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295570966</guid>
      </item>
      <item>
         <title>desenvolvimento humano</title>
         <author>samelasilva088</author>
         <link>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295591388</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- A gestão democrática na escola como agente para a mudança social.<br></strong><br></div><div>Gestão democrática, gestão compartilhada e gestão participativa são termos que, embora não se restrinjam ao campo educacional, fazem parte da luta de educadores e movimentos sociais organizados em defesa de um projeto de educação pública de qualidade social e democrática.<br><br></div><div>A Constituição Federal/88 estabeleceu princípios para a educação brasileira, dentre eles: obrigatoriedade, gratuidade, liberdade, igualdade e gestão democrática, sendo esses regulamentados através de leis complementares.<br><br></div><div>Enquanto lei complementar da educação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) estabelece e regulamenta as diretrizes gerais para a educação e seus respectivos sistemas de ensino. Em cumprimento ao art. 214 da Constituição Federal, ela dispõe sobre a elaboração do Plano Nacional de Educação – PNE (art. 9º), resguardando os princípios constitucionais e, inclusive, de gestão democrática.<br><br></div><div>A descentralização do ensino constitui um dos fatores essenciais para o movimento de democratização das escolas brasileiras e da construção de autonomia da gestão escolar. Desde modo, descentralização pressupõe participação, entendida por Luck como:<br><br></div><div>A participação, em seu sentido pleno, caracteriza-se por uma força de atuação consciente pela qual os membros de uma unidade social reconhecem e assumem seu poder de exercer influência na determinação da dinâmica dessa unidade, de sua cultura e de seus resultados, poder esse resultante de sua competência e vontade de compreender, decidir e agir sobre questões que lhe são afetas, dando-lhe unidade, vigor e direcionamento firme (LUCK, 2009, p. 29).<br><br></div><div>De acordo ao afirmado, os autores Ferreira e Aguiar discorrem sobre o processo de participação na realidade educacional:<br><br></div><div>Tem-se falado muito em participação e compromisso, sem definir claramente seu sentido. E não raras vezes situa-se a participação como mero processo de colaboração, de mão única, de adesão, de obediência às decisões da direção. Subserviência jamais será participação e nunca gerará compromisso. Em primeiro lugar, a participação sem troca, como dádiva, ocorre por decisão pessoal movida pela afetividade, pelo desejo de servir a uma causa que se julgue nobre e relevante, seja religiosa, política ou social. No caso da escola e do município, a participação deve ocorrer por motivos profissionais. E nesse caso, constitui um processo de troca, que gera o compromisso (FERREIRA e AGUIAR, 2001, p.170).<br><br></div><div>Dessa forma, entende-se que constitui um dos papeis da escola, o de propiciar espaços para a participação da comunidade escolar à dinâmica, atividades e decisões escolares. Pois, para integrar e possibilitar que os membros desta possam interagir com a mesma, tomando consciência do seu papel na gestão e no envolvimento, é necessário à abertura de espaços democráticos e de voz à comunidade.<br><br></div><div>Para que a participação seja realidade, são necessários meios e condições favoráveis, ou seja, é preciso repensar a cultura escolar e os processos, normalmente autoritários, de distribuição do poder no seu interior (...) Outro dado importante é entender a participação como processo a ser construído coletivamente. Nessa direção, é fundamental ressaltar que a participação não se decreta, não se impõe e, portanto, não pode ser entendida apenas como mecanismo formal/legal (BRASIL,2005, e, p.15).<br><br></div><div>O planejamento participativo é de suma importância, pois envolvem diferentes segmentos da comunidade local e escolar que têm representação no conselho escolar, que deve ser gerenciado com ampla participação da comunidade, envolvendo a equipe gestora da escola, o conselho escolar, o grêmio estudantil e outros. Destacamos, especialmente, a importância do conselho escolar na otimização desses programas nas unidades escolares.<br><br></div><div>O espaço escola constituiu-se a partir de muitos conceitos, em diferentes momentos históricos, em complexos contextos sociais e com inúmeras contribuições de pensadores e pedagogos. Muito se (re)pensou e (re) organizou no espaço escolar, sendo que estas mudanças atingiram: o currículo educacional, métodos de ensino/aprendizagem; relações entre os sujeitos que a constituem; mas nunca, apesar de serem tantas mais as mudanças, foi interferido no conceito básico da escola  ela é um local de aprendências estabelecidas pelas relações entre sujeitos.<br><br></div><div>A razão e o sentido da escola é a aprendizagem. O processo de (re) construção do conhecimento é o próprio objetivo do trabalho educativo. Portanto, o centro e o eixo da escola é a aprendência, única razão de ser. Todas as atividades dessa instituição só fazem sentido quando centradas na (re) construção do conhecimento, na aprendizagem e na busca. (WITTMANN e KLIPPEL, 2010, p.81)<br><br></div><div>Se a escola é habitada por diferentes sujeitos, e estes vêm de diferentes locais e espaços sociais, é também na escola que todas estas diferenças se encontram e precisam ser mediadas.  A gestão democrática é entendida como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar, pais, professores, estudantes e funcionários na organização, na construção e na avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos recursos da escola, enfim, nos processos decisórios da escola. Portanto, tendo mostrado as semelhanças e diferenças da organização do trabalho pedagógico em relação a outras instituições sociais, enfocamos os mecanismos pelos quais se pode construir e consolidar um projeto de gestão democrática na escola.<br><br></div><div>A gestão democrática participativa exige uma “mudança de mentalidade de todos os membros da comunidade escolar” (GADOTTI, 1994, p.5).<br><br></div><div>A democratização da gestão da escola constitui-se numa das tendências atuais mais fortes do sistema educacional, apesar da resistência oferecida pelo corporativismo das organizações de educadores e pela burocracia instalada nos aparelhos de estado, muitas vezes associados na luta contra a inovação educacional (GADOTTI,1994, p.6).<br><br></div><div>Neste sentido, queremos destacar o valor da participação coletiva e do exercício de construção democrática como prática constante e condição maior de desenvolvimento, através da qual a escola se tornará, de fato, uma instituição promotora da cidadania e voltada aos interesses das camadas populares. Somente pelo caminho da democracia é que a escola será apropriada pela comunidade; somente pela práxis democrática os processos escolares poderão ser percebidos em sua dimensão eminentemente político-pedagógica, e os seus resultados terão uma extensão social incomparavelmente superior ao que temos hoje. E este caminho precisa ser uma construção coletiva, autônoma e permanente, de modo que as novas gerações apreendam o processo como um valor político e ético, balizador dos processos institucionais (escolares) e sociais, no sentido mais amplo.<br><br></div><div>Enfim, pode-se afirmar que um dos grandes desafios da educação brasileira hoje é não somente garantir o acesso da grande maioria das crianças e jovens à escola, mas permitir a sua permanência numa escola feita para eles, que atenda às suas reais necessidades e aspirações; é lidar com segurança e opções políticas claras diante do binômio quantidade versus qualidade<br><br></div><div>Finalmente, uma educação de qualidade tem na escola um dos instrumentos mais eficazes de tornar-se um projeto real. A escola transforma-se quando todos os saberes se põem a serviço do aluno que aprende, quando os sem vez se fazem ouvir, revertendo à hierarquia do sistema autoritário. Esta escola torna-se, verdadeiramente popular e de qualidade e recupera a sua função social e política, capacitando os alunos das classes trabalhadoras para a participação plena na vida social, política, cultural e profissional na sociedade.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-40362019000300449" />
         <pubDate>2021-03-10 23:47:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295591388</guid>
      </item>
      <item>
         <title>funções psicológica superiores </title>
         <author>samelasilva088</author>
         <link>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295682441</link>
         <description><![CDATA[<div>As funções psicológicas superiores, o desenvolvimento e aprendizagem e a zona de desenvolvimento proximal são conceitos que devem estar claros ao nos referirmos aos processos de ensino-aprendizagem segundo Vygotsky.<br><br>Funções psicológicas superiores se referem às experiências que são adquiridas durante a vida do sujeito, considerando este um ser que se relaciona com o mundo, sua cultura, por meio de instrumentos físicos e simbólicos. Assim, controle consciente do comportamento, atenção e lembrança voluntária, memorização ativa, pensamento abstrato, raciocínio dedutivo, capacidade de planejamento, etc., são exemplos destas funções, tipicamente e unicamente humanas, segundo Vygotsky - o precursor da psicologia moderna que considera o aspecto cultural no desenvolvimento físico e psíquico de cada indivíduo.<br><br>Quanto ao desenvolvimento e aprendizagem, Lev afirma que um está ligado ao outro, sendo que este último possibilita o despertar dos processos internos de desenvolvimento que ocorrem graças ao ambiente cultural. Para ele, o sujeito é interativo, pois adquire conhecimentos a partir de relações intra e interpessoais e de troca com o meio, a partir de um processo denominado mediação.<br><br>Assim, aqueles casos de indivíduos como as meninas-lobo - que cresceram sem relação com seres humanos, se comportando tais como lobos - nos permite entender este desenvolvimento ausente ou retardado ocorrido pela falta de situações propícias para o aprendizado.<br><br>Nesta relação desenvolvimento/aprendizagem surge o conceito de zona de desenvolvimento proximal, definida pelas funções que ainda não amadureceram no sujeito, mas ainda em processo de maturação, onde a interferência de outra pessoa mais capaz (ou um livro, determinada brincadeira) auxilia no processo.<br><br>Assim, a zona de desenvolvimento proximal seria a ponte entre a zona de desenvolvimento real (o que já foi consolidado, o que já se alcançou) e a zona de desenvolvimento potencial (o que aquele indivíduo tem condições de aprender), fazendo-a entrar na zona de desenvolvimento real em relação ao novo. Exemplo: aprender a escrever. A criança sabe “desenhar símbolos” que correspondem a palavras, imitando a escrita do adulto, mas sem relação com conteúdos ou informações (zona de desenvolvimento real). Trabalhar com ela a necessidade de se utilizar marcas diferentes em sua escrita, de modo a relacionar ao conteúdo memorizado (zona de desenvolvimento proximal) capacita-a a descobrir a natureza instrumental da escrita e, em seguida, assimilar os mecanismos simbólicos da escrita de sua cultura (zona de desenvolvimento proximal) que, ao serem consolidados, passam a fazer parte da zona de desenvolvimento real.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=aBbgCGsPJN0" />
         <pubDate>2021-03-11 00:25:35 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295682441</guid>
      </item>
      <item>
         <title>a importância do meio e socialização, tempo e maturação, mediação e afeto_estimulo </title>
         <author>samelasilva088</author>
         <link>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295701276</link>
         <description><![CDATA[<div>Podemos definir desenvolvimento como a “mudança ao longo do tempo – na estrutura, no pensamento ou no comportamento de um indivíduo que se instalam a partir de influências biológicas e ambientais”. (Betzen, 2012. p. 24).<br><br></div><div>Também, desenvolvimento infantil pode ser caracterizado como “um processo que vai desde a concepção, envolvendo vários aspectos, indo desde o crescimento físico, passando pela maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva da criança”. (Organização Pan-Americana de Saúde, 2005. p. 11).<br><br></div><div>Para Shaffer e Kipp (2007), o desenvolvimento é um continuidade de mudanças sistemáticas no sujeito, que ocorre desde a concepção até a morte. Ou seja, uma pessoa, até o momento em que viver, está se desenvolvendo.<br><br></div><div>Em se tratar de desenvolvimento humano, infantil especificamente, identificamos etapas claramente distintas, que se caracterizam por um conjunto de necessidades e interesses específicos de cada área que interagem-se entre si. A ordem é necessária, preparando o indivíduo para as etapas que se seguem.<br><br></div><div><strong>Porque estudar teorias do desenvolvimento?<br></strong><br></div><div>Patrícia Miller (1993) em seu livro <em>Theories os Developmental Psychology</em>, se faz importante estudar teorias do desenvolvimento pois elas irão organizar e dar sentido aos fatos do desenvolvimento infantil.<br><br></div><div>Várias são as teorias desenvolvimentistas estudadas. Podemos dividi-las em: 1) Teorias psicanalíticas, discutidas por Sigmund Freud e Erik Erikson; 2) Perspectiva da Aprendizagem que se subdivide em condicionamento clássico, condicionamento operante e teoria da aprendizagem social; 3) A perspectiva Cognitiva de Piaget e Vygotsky.<br><br></div><div>Aprofundaremos conceitos dos dois últimos autores citados por considerarmos que ambos contribuem com maior clareza com conceitos sobre o desenvolvimento infantil podendo relacionar com o trabalho da estimulação essencial.<br><br></div><div><strong>- Piaget:<br></strong><br></div><div>Segundo Piaget, a criança se adapta ao mundo de forma cada vez mais satisfatória. O processo de adaptação ocorre por meio de sub processos: esquemas (ações mentais ou físicas), assimilação (absorver algum evento ou experiência em algum esquema), acomodação (modificar o esquema a partir das novas informações absorvidas pela assimilação) e equilibração (criança luta por coerência tentando entender o mundo em sua totalidade.<br><br></div><div>Propõe quatro estágios ou períodos do desenvolvimento da criança: os estágios sensório-motor (0 a 2 anos), pré-operatório (2 a 7 anos), operatório concreto (7 a 11 anos) e operatório formal (12 em diante). Enfatizaremos apenas os dois primeiros estágios de desenvolvimento por abrangerem a idade considerada para o Programa de Estimulação Essencial.<br><br></div><div><em>Sensório-motor (0 a 2 anos):</em> Nesse período o bebê realiza o processo adaptativo básico de tentar compreender o mundo que o cerca. Assimila informações limitando-se em séries de esquemas sensório-motores e se acomoda baseando em suas experiências. Para Piaget, esse é o ponto de partida do desenvolvimento da criança. Podemos exemplificar essa etapa como o desenvolvimento das coordenações motoras, a criança aprende a diferenciar os objetos do próprio corpo e os pensamentos das crianças está vinculado ao concreto. Vai aprimorando as habilidades de acordo com o que lhe é oferecido e maturação do sistema nervoso central.<br><br></div><div><em>Pré-operatório (2 a 7 anos):</em> Há o uso de símbolos em muitos aspectos do comportamento da criança. Nessa etapa por exemplo, as crianças começam a representar ações na brincadeira. O egocentrismo aparece assim como a descrição de conservação. O pensamento da criança está centrado nela mesma, é um pensamento egocêntrico. É nesta fase que se apresenta a linguagem, como socialização da criança, que se dá através da fala, dos desenhos e das dramatizações.<br><br></div><div><strong>- Vygotsky:<br></strong><br></div><div>A perspectiva de Vygotsky sobre o desenvolvimento é uma perspectiva sócio cultural ou contextual. Considera-se que o desenvolvimento da criança é um produto de sua cultura e que o pensamento, a linguagem e os processos de raciocínio se desenvolvem por meio das interações sociais com outras pessoas.<br><br></div><div>Para ele, as formas complexas de pensamento têm suas origens em interações sociais, orientadas por um adulto ou criança mais experiente. Chama isso de mediação ou, aprendizagem mediada, chamando a atenção para o desenvolvimento dos processos mentais superiores (planejar ações, conceber consequências para uma decisão, imaginar objetos).<br><br></div><div><strong>Desenvolvimento Cerebral:<br></strong><br></div><div>Sempre que falamos de desenvolvimento infantil, devemos lembrar que o cérebro é um dos principais artifícios que proporcionam todo o restante. Sua formação acontece desde o ventre materno, na concepção do feto. Abaixo seguem algumas das etapas do desenvolvimento cerebral, com base na publicação “Primeira Infância: um Olhar desde a Neuroeducação”, da Oficina de Educação e Cultura da Organização dos Estados Unidos da América de 2010.<br><br></div><div>O cérebro vai passar por diversas transformações, anatômicas e funcionais, desde a fase pré-natal até o início da vida adulta. Já na terceira semana de gestação ele começa a se constituir.<br><br></div><div>O sistema nervoso central (SNC) se origina em uma lâmia repleta de células, chamada de placa neural. Posteriormente, vai se moldando e se transformando, constituindo-se como tubo neural. Desta estrutura, a medula e o cérebro começarão a se desenvolver. A medida que as células se proliferam, o volume do cérebro vai aumentando. Na parte superior do tubo neural se formarão três protuberâncias: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo, que após, se tornarão as diferentes partes do cérebro. Da parte inferior do tubo neural se formará a medula espinhal.<br><br></div><div>Do prosencéfalo, o mesencéfalo e o rombencéfalo se formarão cinco vesículas: telencéfalo, diencéfalo, mesencéfalo, metencéfelo e mielencéfalo.<br><br></div><div>O <em>mielencéfalo</em> é responsável pelas funções anatômicas vitais. O <em>metencéfalo</em> conduz informações sobre o movimento desde os hemisférios até o cerebelo. Por sua vez, o cerebelo estará implicado na aprendizagem de habilidades motoras e memória. O <em>mesencéfalo</em> controla funções sensoriais e motoras, sendo uma estação para sinais auditivos e visuais. O <em>diencéfalo </em>formará o tálamo e o hipotálamo. O tálamo tem funções relacionadas com o movimento, o comportamento emocional, a aprendizagem e a memória. O hipotálamo, é responsável por regular o funcionamento homeostático do organismo; participa da regulação e liberação de hormônios e influi de maneira significativa na conduta, pois está relacionado com a sede, a fome e os padrões de sono. O <em>telencéfalo</em> constituirá um conjunto de estruturas que marcarão a diferença entre nossa espécie e qualquer outra espécie na Terra. Nos dotará de inteligência, proporcionando-nos a capacidade de falar, de sentir, de aprender, de recordar, de realizar movimentos e de amar.<br><br></div><div>Poucos dias depois de ser originado a primeira célula, no feto ainda, o cérebro está em constante desenvolvimento até a fase adulta. Nas três primeiras semanas após a concepção o cérebro e o sistema nervoso central começam a se desenvolver a partir de um conjunto de células. Estudos mostram que por volta dos 6 anos de idade ele atinge seu tamanho final e seu desenvolvimento vai ocorrendo de forma mais lenta.<br><br></div><div>Essa afirmação nos mostra a importância de estimular a criança até essa faixa etária por ser mais fácil de o cérebro se modificar.<br><br></div><div>Na oitava semana se desenvolve o córtex cerebral. Seu processo de maturação acontece de forma mais lenta e gradual que se segue depois de muitos anos após o nascimento. É responsável pelas habilidades mais nobres e refinadas, únicas no ser humano ocupando-se do funcionamento cognitivo.<br><br></div><div>O córtex tem zonas específicas, denominadas lobos, localizadas no dois hemisférios cerebrais. Os lobos cerebrais são:<br><br></div><ol><li>Frontal: Pensamento, planejamento, decisão, juízo, criatividade, resolução de problemas, comportamento, valores, hábitos. É altamente executivo.</li><li>Parietal: Informação sensorial (tato, dor, gustação, pressão, temperatura), dados espaciais, verbais e físicos.</li><li>Temporal: Audição (tom e intensidade do som), linguagem, memória e emoção.</li><li>Occipital: Informação visual.</li></ol><div>Com vinte semanas de gestação o cérebro e o sistema nervoso central se conectam e começam a trabalhar juntas para gerenciar as funções do organismo.<br><br></div><div>Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)</div><div>Depois do nascimento, as experiências do dia a dia do bebê desempenharão um papel importante no desenvolvimento de seu cérebro. A possibilidade de modificação na função cerebral vai depender das experiências adquiridas na primeira infância. A atenção dos pais durante esse período é crucial para o amadurecimento do cérebro, especialmente para as estruturas encarregadas da afetividade e da memória.<br><br></div><div>A atividade neuronal gerada pelas interações com o mundo exterior logo ao nascer proporciona um mecanismo pelo qual o meio ambiente pode influenciar na estrutura e na função do sistema nervoso. O desenvolvimento das capacidades sensórioperceptivas e das habilidades motoras, também é um fenômeno crucial dentro dos períodos críticos. (Oficina de Educação e Cultura da Organização dos Estados Unidos da América, 2010. p. 39).<br><br></div><div><strong>Neuroplasticidade cerebral:<br></strong><br></div><div>A primeira infância é um período onde o cérebro cresce e se desenvolve de forma mais plástica, ou seja, tem uma capacidade maior de modelar sua estrutura e funcionamento de acordo com as experiências vividas significativamente. Ou seja, o sistema nervoso central pode modificar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente.<br><br></div><div><strong>Aspectos importantes para o desenvolvimento de crianças de 0 a 3 anos:<br></strong><br></div><div>Com base nas Diretrizes de Estimulação Precoce: Crianças de Zero a Três anos com Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia, do Ministério da Saúde, 2016 citaremos alguns aspectos importantes para o desenvolvimento de crianças de 0 a 3 anos.<br><br></div><div><strong>Desenvolvimento motor:</strong> No decorrer do primeiro ano de vida, as funções que aparecem e desaparecem estão relacionadas a evolução do sistema nervoso central. Inicialmente os movimentos são reflexos e logo evoluem para ações coordenadas e voluntárias. Percebe-se que essas aquisições são mais amplas do 0 aos 3 anos de idade. A criança vai evoluindo de forma gradativa e organizada. Segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde em 2006, a criança deve conseguir andar sozinha, em média, até completar 1 ano e 3 meses de vida.<br><br></div><div><em>Atividades para Programa de Estimulação Essencial para Desenvolvimento Motor:<br></em><br></div><div>- Estimulação da linha média: Ajudar a criança a levar os membros superiores na linha média do corpo. A postura em supino é ideal para esse estímulo. Podemos usar brinquedos coloridos e luminosos para chamar aa tenção do bebê a manter a cabeça na linha média. Se ela não conseguir ativamente, deve ser auxiliada pelo mediador. Pode-se utilizar móbiles incentivando a criança a levar as mãos ao centro.<br><br></div><div>- Estimulação do controle cervical: A melhor forma de estimular esse controle se faz na posição de prono. Pode-se colocar um rolo de tecido ou espuma em baixo das axilas e os braços a frente. Utilizar objetos que chamem a atenção de criança, a frente, proporcionando a extensão cervical. A bola suíça também pode ser uma boa opção.<br><br></div><div>- Estimulação do rolar: Na postura supina, podemos incentivar o rolar através da fixação em objetos, trazendo-o para os lados para que criança se incentiva a buscá-los. Pode ser feito pelo mediador, para que criança compreenda o movimento para que depois possa fazer sozinha. Pode-se realizar essa atividade no colo do estimulador tornando-se mais confortável e acolhedor.<br><br></div><div>- Estimulação do sentar: Segurar criança sentada, com apoio, com bóias, almofadas, cantinhos de sofás, almofada de amamentação. Carregar a criança sentada no colo pode ser uma opção. Sentar a criança na bola suíça ativando a musculatura de tronco.<br><br></div><div>- Estimulação da postura de gatos e do engatinhar: Promover atividades que que a criança apoie as mãos com os cotovelos estendidos, utilizando bola, rolo. Se viável, pode-se fazer o carrinho de mão. Colocar o brinquedo a frente para criança sentir necessidade de ir buscar. Brincar de engatinhar junto.<br><br></div><div>- Estimulação da postura ajoelhada e agachada: Elevar os brinquedos em cima de sofás e cadeiras para criança passar da posição do joelhos para ficar em pé. – Estimulação do “em pé” e do andar: Depois que a criança já ficar em pé, apoiada, incentivar a marcha lateral, progredir com a marcha para frente, empurrando uma cadeira por exemplo. Andar de mãos dadas. Chamar criança para ir andando até o adulto.<br><br></div><div><strong>Desenvolvimento de linguagem, cognitivo e social:</strong> Um desenvolvimento cognitivo integral está ligado as relações satisfatórias entre funcionalidades: sensorial, perceptiva, motora, linguística, intelectual e psicológica. O progresso dessas funções também dependerão da maturação neurocerebral do indivíduo. Deve-se garantir a promoção de relacionamentos estimulantes, estáveis e ricos em experiências de aquisição. Também, os principais marcos dessa aquisição acontecem nos três primeiros anos de vida da criança.<br><br></div><div><em>Atividades para Programa de Estimulação Essencial para Desenvolvimento da Linguagem:<br></em><br></div><div>- Desde pequenas, as crianças devem ser consideradas falantes. Devemos dar-lhes atenção, considerar sua fala e dialogar sempre.<br><br></div><div>- Conversar sempre, aguçar sua atenção, colocar-se sempre na altura da criança.<br><br></div><div>- Falar com a criança e não pela criança.<br><br></div><div>- Integrar tom de voz, expressões, gestos, produzindo sensações e percepções diferenciadas.<br><br></div><div>- Prefira frases relativamente curtas, use palavras diversificadas porém do contexto e dia a dia da criança.<br><br></div><div>- Evite infantilização excessiva da fala.<br><br></div><div>- Cantar músicas, contar histórias, nomear imagens e fotos, brincar com o som dos animais.<br><br></div><div>- De forma natural, nomear os objetos e atividades cotidianas, ajudando a criança a associar a fala com objetos e ações.<br><br></div><div>- Quando a criança já falar, deixe-a que fale, reforce a forma correta da fala, peça para criança relatar fatos, dar recados e contar histórias.<br><br></div><div><em>Atividades para Programa de Estimulação Essencial para Desenvolvimento Cognitivo:<br></em><br></div><div>- Conhecer pessoas, contexto social e desenvolver percepções sensoriais.<br><br></div><div>- Pode-se oferecer um móbile para criança acompanhar com o olhar; levar criança a ambientes diversificados, com diferentes brinquedos; proporcionar diferentes sensações, texturas, cheiros.<br><br></div><div>- Esconder um objeto e perguntar onde ele está, deixar criança soltar objetos no chão, aprendendo a causa e efeito, bolhas de sabão.<br><br></div><div>- Oferecer jogos de encaixe simples.<br><br></div><div>- Oferecer jogos de quebra-cabeças simples.<br><br></div><div>- Caixa surpresa.<br><br></div><div>- Noções de permanência, localização espacial.<br><br></div><div>- Incentivar a brincadeira de fazer de conta.<br><br></div><div>- Jogos sociais com seus pares.<br><br></div><div><em>Atividades para Programa de Estimulação Essencial para Desenvolvimento Social:<br></em><br></div><div>- Promover vínculos afetivos.<br><br></div><div>- Desenvolver o autoconhecimento e autoimagem.<br><br></div><div>- Ampliar a capacidade de socialização.<br><br></div><div>- Incentivar a autonomia e intencionalidade.<br><br></div><div>- Anunciar hora de mamar, cantar, falar, conversar, informar situações do cotidiano, brincar de fazer caretas.<br><br></div><div>- Brincar no espelho, mandar beijo, dar tchau, cantar músicas, partes do corpo.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/psicologia/a-mediacao-e-o-meio-social/17233" />
         <pubDate>2021-03-11 00:31:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/samelasilva088/fvmzg22ks91cjqca/wish/1295701276</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
