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      <title>Grupos não-normativos na Comunicação by Raquel Diniz</title>
      <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t</link>
      <description>Mural da Turma (2) de Psicologia e Comunicação Social 2020.1 sobre a abordagem de grupos minoritários na Comunicação Social.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-11-17 15:11:56 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-11-16 14:31:13 UTC</lastBuildDate>
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         <title>MODELO: insira aqui um título criativo para  </title>
         <author>raqueldinizufrn</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/934120735</link>
         <description><![CDATA[<div>Inicie essa postagem com o seu nome, ou das pessoas do grupo<br><br><strong><mark>Compartilhe o material objeto da sua análise</mark></strong> (peça midiática/comunicacional - que pode ser vídeo, som, imagem) e <strong><mark>desenvolva sua análise</mark></strong> na forma de texto (em formato corrido, ou em tópicos, ou em mapa conceitual), referenciados os textos básicos.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/FyX6k-DhXqc" />
         <pubDate>2020-11-17 21:35:10 UTC</pubDate>
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         <title>Gordofobia: a ideologia base depende do grupo social em que o indivíduo se insere</title>
         <author>pedrodamatta</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/938089848</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Pedro da Mata,</div><div> </div><div>Sob ponto primordial, há de se mencionar a necessidade de iniciar a discussão como fator preponderante para o pleno encaminhamento articulativo. Ou seja, <mark>o objetivo do relato desses fatos é alertar para os dois lados da incitação ao ódio</mark>, independentemente de que lado tenha iniciado o problema. Assim, alguns conceitos são essenciais para o entendimento:</div><div><br></div><ul><li><strong>Gordofobia:</strong> também denominado “estigma social da obesidade”, refere-se à ascensão preconceituosa de características personalíssimas oriundas do julgamento quanto ao excesso de peso. De maneira mais simples, por meio da etimologia do termo, aversão ou medo de indivíduos gordos ou acima do peso.</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Crime de ódio:</strong> são regulados pela Lei n° 7.716, de 5 de janeiro de 1989, todos os crimes resultantes de discriminação ou preconceito à raça, à cor, à etnia, à religião ou à procedência nacional. Mais ainda, embora não regulamentado pela Lei, qualquer crime de ódio relativo à intolerância vai de encontro às leis e possui respaldo constitucional.</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Humor negro: </strong>também chamado de “humor ácido”, é um subgênero do humor tradicional cujos temas mórbidos, sérios e tabus são explorados com o fito principal de produzir humor.</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Ideologia: </strong>totalidade de formas de consciência social a qual abrange o sistema de ideias dos grupos majoritários e minoritários.</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>Hipocrisia: </strong>ato de fingir crenças, virtudes, ideias e sentimentos que o indivíduo não possui. Ademais, é considerada “hipócrita” uma pessoa que dissemina determinada ideologia moral, embora não a adote.</li></ul><div><br>Sob ponto seguinte, há de se relatar os <mark>casos de suposta “gordofobia” praticados pelo comediante “Leo Lins”</mark>, que autointitula como “rei do humor negro”. Em primeiro, o seu discurso sempre girou em torno da análise do <mark>humor negro como mecanismo de entretenimento</mark> e, por isso, nas suas redes socias (Instagram e Youtube), dissemina piadas acerca de todos os assuntos considerados tabus e de todos os grupos sociais considerados não-normativos. <br><br></div><div>Isto é, uma vez que a representação social se refere ao posicionamento e à localização da consciência subjetiva nos espaços <mark>(ALEXANDRE, 2001)</mark>, o comediante Leo Lins representa uma parcela da sociedade a qual visualiza as disparidades sociais de uma maneira leve ao transformá-las em piada. Entretanto, <mark>embora tais piadas ou brincadeiras sejam vistas, pelo seu público, como simplesmente piadas, para grupos sociais externos, por vezes “atacados”, suas piadas são extremamente “ofensivas, preconceituosas, repugnantes e intolerantes”</mark> – trecho retirado de comentários dispostos nas suas redes sociais. <br><br></div><div>Mais ainda, como maneira de entreter o seu público, Leo Lins se utilizou de <mark>um caso de gordofobia pelo qual foi acusado</mark> e, por isso, fez alguns vídeos no Youtube e no Instagram como <mark>“resposta à militância”</mark>. Em tais produções dispostas nas grandes mídias, com visualizações de milhares de pessoas, o comediante usou de comentários ofensivos e intolerantes, bem como de xingamentos contra indivíduos acima do peso. Com isso, forçou, mais uma vez, o público a chamá-lo de <mark>“gordofóbico”</mark>.<br><br></div><div>Entre diversos comentários, os quais podem ser visualizados nas suas postagens, <mark>Leo Lins é parabenizado, pelo seu público, pelo ato de tentar tornar os preconceitos e as discussões mais leves por meio do “humor negro”</mark>. Em contrapartida, os mesmos indivíduos que buscam a aceitação e a tolerância dos seus grupos sociais, são responsáveis por ameaçar, por xingar, por desmerecer e por contestar o seu trabalho de humorista, ou seja, não somente pregam a intolerância ao conteúdo, mas também incitam a violência por meio de comentários raivosos e extremistas contra Leo.</div><div><br><mark>É exatamente nesse contexto que é inserida a ideologia</mark>. Assim, ao considerar que existe a ideologia positiva – conjunto de valores, ideias, filosofias e crenças de determinado grupo – e a ideologia negativa – ideias distorcidas, enganadoras, algo que ajuda a obscurecer a realidade <mark>(GUARESCHI, 2013)</mark>, o contexto do comediante é considerado, pelos seus seguidores, como algo leve e benéfico ao entretenimento, ou seja, como a <mark>ideologia positiva</mark>. Entretanto, para as pessoas atingidas, as piadas do comediante incitam a intolerância e, por isso, são vistas sob o viés da <mark>ideologia negativa</mark>. Mais ainda, para Leo Lins, os comentários ameaçadores e intolerantes ao humor negro e ao próprio comediante, realizados pelos “militantes”, como ele os chama, representam uma <mark>ideologia negativa</mark>. Por fim, para os grupos não-normativos relatados, no caso, para os indivíduos acima do peso, a sua ideologia contra o humor negro é vista como <mark>ideologia positiva</mark>.</div><div><br>Assim, para entendimento final, alguns fatos precisam ser mencionados e deixados bem claros:</div><ol><li>O humor negro praticado por Leo Lins é visto como algo benéfico pelos seus seguidores, os quais são, inclusive, negros, brancos, gordos, magros, altos, baixos etc., ou seja, o seu público é extremamente plural e aceita piada contra eles mesmos. Alguns chegam a se voluntariar para serem alvos de piadas como demonstrado no show do comediante.</li><li>Os grupos não-normativos em específico nessa discussão, os indivíduos acima do peso, fazem comentários intolerantes e ameaçadores contra o Leo Lins, os quais são vistos de maneira hipócrita pelo comediante e pelo seu público, uma vez que determinados grupos pregam a intolerância.</li><li>A visualização do tipo de ideologia (positiva ou negativa) é desenvolvida pelo grupo ao qual o indivíduo pertence. Grupos contrários tentem a ter ideologias contrárias.</li><li>A representação dos grupos não-normativos (indivíduos acima do peso) é posta em questão quando sua ideologia é contraposta à do grupo majoritário (comediante e seguidores do humor negro).</li></ol><div><br>Por fim, há de se considerar que <mark>o humor negro é uma vertente do entretenimento reconhecida no contexto social</mark>. No entanto, sua utilização excessiva ou incorreta pode provocar <mark>distúrbios de autoestima nas pessoas afetadas</mark>. <mark>Infelizmente</mark>, a representação social por figuras públicas as quais fazem parte do referido grupo não-normativo não surtem efeito em virtude do mero argumento “<mark>é só humor, não é pra ferir ninguém, consuma o conteúdo quem quer</mark>"<br><br></div><ul><li><mark>Todos esses fatos podem ser visualizados nas redes sociais do comediante e nos vídeos infracitados. </mark></li></ul><div><br></div><ul><li><mark>O vídeo principal é o do seu show, para que a discussão possa ser inserida de uma maneira mais harmônica. Existem os que são a favor do seu conteúdo e os que são contra. </mark></li></ul><div><br></div><ul><li><mark>O objetivo do trabalho é incitar a discussão, não tomar partido, por isso foi construído por meio da análise dos dois lados.</mark></li></ul><div><br>https://www.youtube.com/watch?v=M36KWb--tOA&amp;t=545s<br>https://www.youtube.com/watch?v=3Tul4BD7gsM<br>https://www.youtube.com/watch?v=HaOB8v7-NG0&amp;t=264s<br><br>Instagram: @leolins<br><br></div><div><strong><mark>REFERÊNCIAS:</mark></strong></div><div><br>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. <strong>Revista Comum</strong> - Rio de Janeiro - v.6 - n º 17 - p. 111 a 125 - jul./dez. 2001.</div><div> </div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. <em>In: </em>STREY, M. N. et al. <strong>Psicologia social contemporânea</strong>: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2013.</div><div> </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-18 18:11:13 UTC</pubDate>
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         <title>Assobios indiscretos da cultura do estupro </title>
         <author>luoli3</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/953097695</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Lúcia Oliveira<br><br></div><blockquote>"<mark>Eu me sentia muito culpada</mark>" - disse a adolescente, de 16 anos na época, que foi violentada por pelo menos 30 homens após sair de um baile funk no Rio de Janeiro, em 2016.</blockquote><div><br></div><blockquote>"<mark>Eu gostaria de respeito</mark>, doutor. Excelentíssimo, eu tô implorando por respeito, no mínimo. Nem os acusados, nem os assassinos são tratados da forma que eu tô sendo tratada" - declarou Mariana Ferrer, aos prantos, durante o julgamento do empresário André de Camargo Aranha. </blockquote><div><br>As falas acima, infelizmente, retratam a realidade de ser mulher. Em muitos casos de violência contra a mulher, a vítima se sente culpada e, além disso, é colocada como réu da situação, a partir da <mark>desconstrução de sua imagem</mark> e, para isso, os indivíduos falam do comportamento e das roupas da vítima, por exemplo, até que a vulnerabilidade da vítima seja usada contra ela. <br><br><mark>O machismo, a cultura do estupro e o patriarcalismo</mark>, diariamente, são reafirmados no cotidiano, principalmente como ações naturalizadas. As ideias de que toda mulher precisa de uma companhia masculina, que há atividades - profissionais ou não - impossíveis de serem desenvolvidas por figuras femininas, que mulher não pode sair sozinha, etc., associadas aos comportamentos masculinos de assobiar, deferir elogios ou palavras de conotação sexual para mulheres na rua ou em locais públicos - festas, shoppings, por exemplo -, não são tipos de desrespeitos combatidos pela sociedade. <br><br>Com isso, há um discurso que defende que a vítima tem culpa do que sofreu, pois, de algum modo, agiu e deu 'motivos' para que passasse por aquela situação. Nesse sentido, pode-se entender o patriarcalismo, a cultura do estupro e o machismo como formas de representações sociais. A seguir, conheça mais sobre esses termos.<br><strong><em><mark><br>Patriarcalismo</mark></em></strong><br>'Modelo' de estrutura familiar que coloca o homem como líder de uma família. Socialmente, isso está além da instituição família e também compreende a mulher como subordinada à figura masculina e os jovens subordinados aos mais velhos.<br><br><strong><em><mark>Cultura do estupro</mark></em></strong><br>Termo amplamente difundido por mulheres feministas americanas na década de 70 e que "é utilizado para descrever um ambiente no qual o estupro é predominante e no qual a violência sexual contra as mulheres é normalizada na mídia e na cultura popular" (GALILEU, 2016). Observa-se esse comportamento em propagandas que objetificam sexualmente a figura feminina, bem como em músicas, vídeos, publicações sexistas.<br><br><strong><em><mark>Machismo</mark></em></strong><br>De modo geral, o machismo é um tipo de preconceito "que se opõe à igualdade de direitos entre os gêneros, favorecendo o gênero masculino em detrimento ao feminino" (POLITIZE, 2019) e, na maioria dos casos, é expressado por meio de atitudes e opiniões. Além disso, o "pensamento machista é cultural e inerente aos diversos aspectos de uma sociedade, como a economia, a política, a religião, a família, a mídia, as artes, etc… Tendo sido normalizado por muito tempo (...)" (POLITIZE, 2019). <br><br><strong><em><mark>Representações sociais</mark></em></strong><br>De acordo com Marcos Alexandre (2001, p. 112), a representação social pode ser encarada como "sistema de recepção de novas informações sociais", ou seja, as "representações sociais passam por um processo de formação entendido como um encadeamento de fenômenos interativos, fruto dos processos sociais no cotidiano do mundo moderno" (ALEXANDRE, 2001, p. 112). Isto é, <mark>representação social é um conjunto de opiniões e informações que possibilitam o entendimento sobre algo ou alguém que resulta da relação histórica-cultural que o sujeito tem com o ambiente onde está inserido.</mark> <br>                            ...<br><br>"Diariamente somos bombardeados e envolvidos por informações, através de imagens e sons que, de uma forma ou de outra, tentam criar, mudar ou cristalizar atitudes ou opiniões nos indivíduos" (ALEXANDRE, 2001, p. 113) e é principalmente em decorrência disso que muitas ações naturalizam comportamentos preconceituosos e sexistas, por exemplo. <br><br>Quando discursos tratam com normalidade situações que deveriam ser abominadas, pode-se entender que, então, transformaram-se em tipos de representações sociais. Desse modo, tais representações "nos guiam na maneira de nomear e definir em conjunto os diferentes aspectos de nossa realidade cotidiana, na maneira de interpretá-los, estatuí-los e, se for o caso, de tomar uma posição a respeito e defendê-la" (JODELET, 1989). A partir do momento em que o machismo se enraizou no corpo social, <mark>inúmeros tipos de violência passaram a ser invisibilizadas</mark>, assim, situações de assédio sexual, atos obscenos, entre outras, se tornaram 'normais' e isso foi repassado de geração a geração, afinal, quando um novo integrante da sociedade nasce, a ele é apresentado um mundo com valores que já existiam antes de sua chegada.<br><br>Todos esses comportamentos também são reafirmados a partir da comunicação, pois, uma vez que "ela modifica a disposição mental das partes envolvidas e inclui todos os procedimentos por meio dos quais uma mente pode afetar outra" (ALEXANDRE, 2001, p. 113), envolve todo o comportamento do ser humano, ou seja, "o pensamento do indivíduo se enraíza no social e como um e outro sofrem mudanças mútuas" (ALEXANDRE, 2001, p. 117). Logo, quando uma mídia reproduz a objetificação do corpo da mulher, contribui, direta ou indiretamente, para que o discurso machista e a cultura do estupro se dissemine. <br><br><br><strong><em><mark>Caso Mariana Ferrer</mark></em></strong><br><br>O caso de Mariana Ferrer veio a público em maio de 2019, quando a influencer divulgou em suas redes sociais toda a violência que passou, a fim de pressionar as autoridades para que a investigação não estagnasse. De acordo com ela, André Camargo Aranha a estuprou durante uma festa, em dezembro de 2018, enquanto estava dopada. <br><br>Nesse mês, o caso foi a julgamento, que aconteceu virtualmente, devido à pandemia do novo coronavírus. Durante a audiência, Cláudio Gastão da Costa, o advogado do agressor, apresentou fotos da vítima com o objetivo de argumentar que o comportamento dela, em algum momento, justificou a violência que ela sofreu. O homem também declarou que "jamais teria uma filha" do "nível" da infuencer e que pedia "a Deus para que" o filho dele "não encontre uma mulher que nem" ela. O discurso do advogado revela muito sobre a sociedade. <br><br>                     <mark>Veja o vídeo</mark><br><br>Infelizmente, as falas de Gastão reproduzem a realidade social machista em que vivemos e, além disso, mostram que esse discurso está longe de ser erradicado. Além disso, a posição do juiz em não ter feito nada para evitar que a vítima fosse humilhada também expõe o quão as pessoas, de modo geral, são passivas diante de situações como aquela. Entretanto, dia após dia, lutamos incansavelmente para que tais situações sejam, no mínimo, amenizadas, a fim de que principalmente as mulheres possam efetivar, na prática, seus direitos de viver como querem e fazer o que quiserem, por exemplo, ou seja, que a mulher tenha garantia de seus Direitos Humanos mínimos. <br><br>De acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, no ano em que Mariana Ferrer sofreu a violência - isto é, em 2018 -, o Brasil contabilizava, pelo menos, 180 casos de estupro <mark>por dia</mark>.  Além disso, o documento também informa que "63,8% (dos estupros) são cometidos contra vulneráveis. O estupro contra vulnerável é aquele que tem como vítima pessoa com menos de 14 anos, que é considerada juridicamente incapaz para consentir relação sexual, ou pessoa incapaz de oferecer resistência, independentemente de sua idade, como alguém que esteja sob efeito de drogas, enfermo ou ainda pessoa com deficiência, como determina a Lei 12.015/09" (Fórum, 2019, p. 116), sendo o segundo caso correspondente à acusação da influencer. <br><br>A manutenção do machismo e da cultura do estupro como representação social é real e precisa ser descontruída, mas para isso acontecer, <mark>até quando a sociedade vai permitir que o machismo mate? Quantas mulheres precisam se tornar estatísticas para que até os "mais simples" assobios indiscretos da cultura do estupro sejam vistos como agressão? <br></mark><br>Não se pode naturalizar o machismo, o preconceito, a intolerância, o discurso de ódio, o feminicídio... Não se pode naturalizar a agressão, seja física, seja psicológica, ou verbal. É importante e necessário que se quebre o silêncio, que se dê atenção às mulheres, que o respeito seja propagado, principalmente por meio de ações de conscientização, e que se subdisie políticas públicas de proteção, especialmente em relação às normas e aos princípios da legislação que são responsáveis pelo enfrentamento da violência contra a mulher.  <br><br><mark>Referências</mark><br><br>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. Rio de Janeiro: Revista Comum. 2001, v. 6, n° 17. <br><br>ALVES, Schirlei. Julgamento de influencer Mariana Ferrer termina com sentença inédita de 'estupro culposo' e advogado humilhando jovem. The Intercept Brasil. 3 de novembro de 2020. Disponível em: https://theintercept.com/2020/11/03/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo/. Acesso em 20 de nov. de 2020 <br><br>Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A invisibilidade da violência sexual no Brasil. São Paulo: 2019. Disponível em: http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Anuario-2019-FINAL-v3.pdf. Acesso em 20 de nov. de 2020 <br><br>JODELET, Denise. Representações sociais: um domínio em expansão. In: JODELET, Denise. Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, pp. 31-61. Tradução: Tarso Bonilha Mazzotti. Revisão Técnica: Alda Judith Alves-Mazzotti. UFRJ- Faculdade de Educação, dez. 1993. Uso escolar, proibida a reprodução. <br><br>MOREIRA, Isabela. 6 coisa que você precisa entender sobre a cultura do estupro. Revista Galileu. Atualizado em 4 de novembro de 2020. Disponível em:  https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/06/6-coisas-que-voce-precisa-entender-sobre-cultura-do-estupro.html. Acesso em 20 de nov. de 2020<br><br>MOYA, Isabela. Machismo: você entende mesmo o que significa?. Politize!. 8 de julho de 2019. Disponível em: https://www.politize.com.br/o-que-e-machismo/. Acesso em 21 de novembro de 2020<br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-23 16:49:23 UTC</pubDate>
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         <title>Bônus: #MariellePresente em &#39;Falas Negras&#39; </title>
         <author>luoli3</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por Lúcia Oliveira<br><br>Falas Negras foi o título dado a um  especial, feito pela Rede Globo, para celebrar o dia da Consciência Negra. A seguir, no vídeo, recortei um trecho da fala de Marielle Franco, interpretada por Taís Araújo, que achei muito tocante e importante e que precisava ser compartilhado. <br><br>Ser mulher, mulher negra, mulher negra periférica, fez Marielle enfrentar muitos estereótipos sociais e preconceitos. Desde cedo, ela ouviu discurso de ódio de todos os lados e sentiu na pele o quanto essas violências querem, e em muitos casos conseguem, frear o barulho de vozes que constantemente são silenciadas. Não devemos, nem podemos, deixar que isso aconteça. <br>  </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-23 17:33:06 UTC</pubDate>
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         <title>Vinte de Novembro, dia da consciência negra, dia do etnocentrismo</title>
         <author>raphaellafilgueira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por Raphaella Kadydja Fernandes<br><br>#VidasNegrasImportam<br><br>Dia 25 de Março de 2020.<br>George Floyd foi preso por usar uma nota de 20,00 dólares falsa.<br><br>O vídeo mostra com clareza a forma em que George é abordado pelos policiais, em nenhum momento ele reagiu a abordagem, diversas vezes no vídeo ele informa que tem claustrofobia e tantas outras vezes diz que não está conseguindo respirar. A população chega a pedir ajuda, pedem para verificar o pulso dele, pois o nariz começa a sangrar e mesmo assim o policial não tira o joelho do pescoço do mesmo. Os policiais pedem uma ambulância quando nem era necessário, pois o detido aparentava estar bastante saudável, queixando-se apenas da falta de ar e do problema com encarceramento.<br><br></div><div>1.       Detecção prévia do meio ambiente, com coleta e distribuição de informações;</div><div>2.       Interpretação e orientação, com seleção e avaliação do material produzido para divulgação;</div><div>3.       Transmissão de cultura; de valores e normas sociais de uma geração para outra, de membros de um grupo para outro;</div><div>4.       Entretenimento, atos comunicativos com intenção de distrair ou divertir o receptor.<br><br></div><div>Cada uma das atividades, enumeradas acima, pode exercer funções e também disfunções, que seriam os resultados indesejáveis do ponto de vista da sociedade ou de alguns de seus membros.  </div><div><br><br>“A ideologia é vista como uma determinada prática, um modo de agir, uma maneira de se criar, produzir ou manter determinadas relações sociais. A função da ideologia seria também a produção, reprodução e transformação das experiências vitais, na construção da subjetividade”.<br><br></div><div>A ideologia não é uma convicção e sim um estado de espirito, onde se é criada a partir de suas crenças, convívio, criação. No mundo que vivemos hoje, infelizmente, ainda se há muito preconceito por causa do tom da pele. As pessoas julgam através de seus olhos que não são iguais para todos. Acusam através do que ouvem e acreditam se nem ao menos dar o direito do outro defender-se. <br><br>Vídeo câmera portátil policiais: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=0gQYMBALDXc">https://www.youtube.com/watch?v=0gQYMBALDXc</a> </div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-23 18:31:35 UTC</pubDate>
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         <title>Invisíveis: Moradores de Rua</title>
         <author>tiagoflr</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/953622071</link>
         <description><![CDATA[<div> “A gente precisa sabe de que? O dinheiro que eles gastam colocando no bolso, eles podiam colocar aqui na Lapa. Todos os moradores se concentram aqui porque sabe que aqui é um monte de prédio, as pessoas que tem uma condição de tirar do bolso para ajudar a comer, muitos usam drogas mesmo, são doentes, mas sabem o que eles fazem? Eles massacram mais ainda”. Disse Alessandro, morador de rua, de 20 anos.<br><br></div><div> “A polícia é boa na zona sul, Copacabana, Leblon, coisa pros ricos, pros pobres são agressivos, ignorantes, truculentos. Tu vai na comunidade a polícia na comunidade pelo amor de Deus”. Disse Cláudio Jamaica, morador de rua, de 48 anos.<br><br></div><div> “Quem ainda não viveu na rua, é muita covardia, muito crime. Vida de rua é luta e não é fácil não. Pode perguntar a qualquer um de nós que mora na rua”. Disse Mauro, morador de rua, de 57 anos.<br><br></div><div>            Infelizmente as falas citadas acima é uma triste realidade vivenciada pelos moradores de rua. Em diversas situações muitas pessoas passam na rua e nem sequer olha para os moradores de rua, associam logo que são uns drogados, que moram na rua por querer, que não trabalham porque não quer, entre outras coisas. A falta de empatia nos dias atuais é grande, se cada pessoa ajudasse um morador de rua, o mundo seria diferente. A ganância pelas pessoas que já tem uma vida muito boa e com muita coisa é surreal. <br><br></div><div>A Representação Social se relaciona à forma dos sujeitos sociais avaliarem um objeto e construírem nele um significado, esse significado passa a ser reproduzido e compartilhado pelo grupo, atuando no senso comum e se tornando uma regra de comunicação (ALEXANDRE, 2001), uma grande parcela da sociedade é criada/ensinada que morador de rua é uma pessoa ruim, que quando passar por um morador de rua a pessoa tem que ficar com um pé atrás, ou seja, associa a uma coisa ruim, e os moradores de rua tem uma vida não humana, cada vez mais por esses motivos. <br><br></div><div>Inserindo a ideologia no contexto citado acima, a ideologia negativa encaixa-se “bem” nesse contexto. Ideologia sentido negativo: constituída pelas ideias distorcidas, enganadoras, mistificadoras, mentiras que ajudam a obscurecer a realidade e a enganar as pessoas (ilusório e errôneo). Sustenta as relações de dominação. E é justamente no sentido de dominação que as pessoas que são ricas e acham que mandam no mundo impõe a dominação nos moradores de ruas. Além disso, a ideologia no sentido negativo descreve bem o que as pessoas se comunicam entre si falam sobre o pensamento delas sobre os moradores de ruas.<br><br></div><div>https://www.youtube.com/watch?v=Y5-fDL4rXO0<br><br></div><div>REFERÊNCIAS:<br><br></div><div>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. <strong>Revista Comum</strong> - Rio de Janeiro - v.6 - n º 17 - p. 111 a 125 - jul./dez. 2001.</div><div> </div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. <em>In: </em>STREY, M. N. et al. <strong>Psicologia social contemporânea</strong>: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2013.</div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-23 18:53:15 UTC</pubDate>
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         <title>A MULHER NOS COMERCIAIS DE BEBIDAS ALCOÓLICAS</title>
         <author>larydfr</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/960933369</link>
         <description><![CDATA[<div>Larissa Duarte e Daniel Guimarães<br><br><br>  Para a nossa análise, a dupla optou pela produção de um vídeo. Pelo fato do arquivo ter o tamanho de 1GB, o Padlet não permite que façamos o envio. Portanto, segue o link locado no Google Drive para que todos tenham acesso:<br><br></div><div>https://drive.google.com/file/d/1gT3DRf_zoY4XUOE0rjy4zCWhvTwqacjp/view?usp=sharing</div><div><br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS</strong></div><div><br></div><div>ITAIPAVA, Cerveja. <strong>ITAIPAVA - Admirar o Verão</strong>. 2015. (01m00s). Disponível em: &lt;<a href="https://youtu.be/BwG2I1v1vqk">https://youtu.be/BwG2I1v1vqk</a>&gt;. Acesso em: 18, novembro, 2020.</div><div>COMUNICAÇÃO, Ampla. <strong>Pitu - Mania de brasileiro</strong>. 2009. (00m31s). Disponível em: &lt;<a href="https://youtu.be/DD3DCtTder8">https://youtu.be/DD3DCtTder8</a>&gt;. Acesso em: 18, novembro, 2020.</div><div>COMERCIAIS, Publicoffee. <strong>COMERCIAL SKOL: REPOSTER - REDONDO É SAIR DO SEU PASSADO</strong>. 2017. (01m17s). Disponível em: &lt;<a href="https://youtu.be/tuaP-7P4w2w">https://youtu.be/tuaP-7P4w2w</a>&gt;. Acesso em: 18, novembro, 2020.</div><div>JACQUES, Maria da Graça Corrêa <em>et al</em>. <strong>Psicologia social e contemporânea: livro-texto</strong>. Rio de Janeiro: Vozes, 2013.</div><div>ALEXANDRE, Marcos. <strong>O papel da mídia na difusão das representações sociais</strong>. Rio de Janeiro: Revista Comum. 2001, v. 6, n° 17.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 18:20:25 UTC</pubDate>
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         <title>Estereótipo Mammy | A construção da narrativa assexual no corpo negro.</title>
         <author>giovanagurg</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por Giovana Albuquerque<br><br>"Mammy" é um estereótipo racista, inicialmente utilizado no sul dos Estados Unidos, pós-escravidão, com o objetivo de provar que os negros eram realmente felizes como escravos. Elas são mulheres negras, gordas, idosas, assexuais e empregadas domésticas, porém em um cenário pós-escravidão era bem raro uma mulher negra ser assim, principalmente pela alimentação nunca ser boa o suficiente para elas ganharem muito peso.</div><div> </div><div>Após a libertação, haviam mulheres negras jovens que precisavam trabalhar, possivelmente como empregadas domésticas. Mas como era comum na escravidão os homens brancos se "envolverem" com mulheres negras, por meio de relações abusivas e violação do corpo delas, elas eram vistas de forma hipersexualizada e uma ameaça a estabilidade familiar. </div><div> </div><div>Então, foi construída a imagem da Mammy para “proteger” as famílias brancas. Pois, este era tipo de mulher certa, aceitável, para trabalhar na casa de uma família branca, fazer parte da família. Elas usavam lenço, roupas longas, não tinham interesse romântico de forma alguma, enquanto a mulher branca é mais arrumada e bonita.</div><div> </div><div>"...E o Vento Levou" (1939) traz a representação mais clássica do estereótipo com a personagem de Hattie McDaniel, pelo qual ela recebeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, tornando-se a primeira negra a receber tal prêmio. Servindo de referência para vários outros seguintes. </div><div> </div><div>No Brasil, este estereótipo é reproduzido na atualidade em novelas e outras produções midiáticas voltadas à “família tradicional brasileira”. O mais explícito e clássico caso vemos em Sítio do Picapau Amarelo, com a Tia Nastácia. Personagem criado pelo autor Monteiro Lobato, integrante da Sociedade Eugênica de São Paulo, grupo que pregava a superioridade da raça branca e o extermínio da raça negra.</div><div> </div><div>Por conseguinte, criou-se uma falácia da família tradicional possuir um carinho pelas Mammys. Desde que elas cumpram seu papel de servir em condição análoga à escravidão, são “praticamente da família”. Neste sentido, em 2015, foi lançado o filme “Que horas ela volta?” que questiona esse conceito e critica as desigualdades da sociedade brasileira. (Filme disponível em:<a href="https://youtu.be/xJ40jj_uDqk"> https://youtu.be/xJ40jj_uDqk</a>) </div><div> </div><div>Desta forma, os corpos negros foram ora hipersexualizados ora assexualizados, para conveniência branca. Sempre violados. Hoje, negros apresentam dificuldade ao explorar sua sexualidade, por terem sido negados o domínio de seus próprios corpos.</div><div> </div><div>REFERÊNCIAS: "A figura Mammy assexuada e o corpo negro" (PT-BR). &lt;<a href="https://sites.wp.odu.edu/bodylore/2020/03/03/the-asexual-mammy-figure-and-the-black-body/">https://sites.wp.odu.edu/bodylore/2020/03/03/the-asexual-mammy-figure-and-the-black-body/</a>&gt;</div><div> </div><div>"A caricatura Mammy". Disponível em: &lt;<a href="https://www.ferris.edu/jimcrow/mammies/">https://www.ferris.edu/jimcrow/mammies/</a>&gt;</div><div> </div><div>"Monteiro Lobato, um pai eugenista". Disponível em: &lt;<a href="https://almapreta.com/editorias/o-quilombo/monteiro-lobato-um-pai-eugenista">https://almapreta.com/editorias/o-quilombo/monteiro-lobato-um-pai-eugenista</a>&gt;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-25 20:47:31 UTC</pubDate>
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         <title>Mulher, deficiente e lésbica.</title>
         <author>barbaraciupak</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/962046276</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Bárbara Ciupak Polack.<br><br>Lorena descobriu que tinha a Doença de Crohn aos 5 anos, que é uma doença inflamatória intestinal e autoimune, com isso acabam causando várias inflamações, principalmente no intestino. Em 2012, ela precisou colocar a bolsa de colostomia, é uma bolsa coletora, é uma cirurgia feita no intestino, que no caso dela, ela precisou retirar todo o intestino grosso, devido a isso foi preciso o uso da bolsa. Ela passou a mostrar sua bolsa de colostomia a pouco tempo pois tinha medo da reação das pessoas e principalmente de se aceitar com uma deficiência, poucas pessoas sabem, mas usar bolsa de colostomia é considerado ser deficiente. Lorena é uma mulher lésbica com deficiência, o que pode a tornar uma maior vitima da sociedade, seja no capacitismo, que é quando pessoas com deficiência sofrem violência ou em relação a sua orientação sexual. <br><br></div><div>A maioria das pessoas com deficiências, muitas vezes, são infantilizadas, ou seja, ignoram que ela tem uma sexualidade, como se não pudesse ter um relacionamento e prazer. Começando na adolescência, era possível notar a diferença de tratamento em relação a isso, suas tias só perguntavam sobre escola para ela mas para sua prima fazia aquela básica perguntar “e os namoradinhos?”, pode não parecer impactante para nós mas para ela é visto como um trato diferenciado devido a sua condição. A própria Lorena teve muita dificuldade de se entender como mulher lésbica, devido a sua doença crônica e sua deficiência, ela achava que seria mais uma coisa que seria que não está no padrão. Mesmo depois que se identificou como lésbica, não se encaixava em um padrão dentro da sua sexualidade, começou a buscar se encaixar nos padrões, porém, novamente sem sucesso, depois percebeu que não existe somente um padrão, é uma pluralidade. O que Lorena tentou fazer aqui é chamado, nas representações socias, de projeção por Doise (1980) que é quando se tenta projetar dentro dos traços dos outros, tomando aquilo como referência, os famosos padrões. <br><br></div><div>            Em uma parte do vídeo ela fala sobre a exclusão e falta de voz até dentro da comunidade LGBT, em que normalmente quem tem voz são pessoas brancas e algumas que nem fazem parte da comunidade, ela mulher e deficiente, demorou um pouco para ter um pouco de voz e dar voz aos menos privilegiados e vistos, como uma comunidade indígena LGBT, que encontrou no instagram, se você for para pensar, quantas vezes você procurou sobre o assunto, perguntou como é tratado nessa cultura e quem dentro da própria comunidade LGBT luta por direitos que os indígenas possam usufruir também. Por exemplo, quando levantam campanhas na internet para as condições da comunidade LGBT, muitas vezes não é pensado nessa minoria, como nas festas, paradas, pouco se pensa na acessibilidade do local. Podemos observar o conceito de ideologia positivo aqui, em que existe um conjunto de valores, ideias e uma filosofia de um grupo, porém para alguns integrantes pode ser só a materialização, pois as ideias são mais simbólicas, já que a luta não o atinge por completo, o caso de alguns deficientes e indígenas. <br><br></div><div> <br><br></div><div><mark>Instagram da comunidade indigena: @indigenaslgbtq<br></mark><br></div><div><mark>Instagram da Lorena: @LorenaEltzz<br></mark><br></div><div> <br><br></div><div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X5jreau65ww">(2) LÉSBICA COM COLOSTOMIA: visibilidade PcD | Louie Ponto e Lorena Eltz - YouTube<br>https://www.youtube.com/watch?v=X5jreau65ww&amp;app=desktop <br></a><br></div><div> <br><br></div><div>Referências:<br><br></div><div>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. <strong>Revista Comum</strong> - Rio de Janeiro - v.6 - n º 17 - p. 111 a 125 - jul./dez.<br>2001.<br><br></div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. <em>In: </em>STREY, M. N. et al. <strong>Psicologia social contemporânea</strong>: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro:<br>Vozes, 2013.<br><br></div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 01:17:22 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Autistas em baixa no mercado de trabalho</title>
         <author>myllanerodrigues</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/962301034</link>
         <description><![CDATA[<div>Por<em> Myllane de Lima Rodrigues</em><br><br>O autismo ou Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é entendido como uma condição biológica de saúde, na qual seu portador contempla implicações com relação a comunicação social, verbal e não verbal, assim como suas expressões e comportamentos. Além de comportar outros subtipos de transtornos com diferentes intensidades sobre cada indivíduo, desde aqueles demasiadamente perceptíveis até os subentendidos e não diagnosticados, e por meio desta diversificação de alterações e comprometimento no DNA, recebe a denominação de “espectro”.<br><br></div><div>Sendo constituída por um volume considerável de pessoas, de acordo com a OMS estima-se que essa comunidade seja composta por cerca de 2 milhões de autistas apenas no Brasil e em torno de 1% da população mundial, sem contar com aqueles que ainda não receberam o diagnóstico clínico. Calcula-se que um terço dos autistas não desenvolve a fala, um terço possui deficiência intelectual e outra parcela desenvolve fobias, distúrbios gastrointestinais, déficit de atenção entre outros. Sendo 02 de abril o dia mundial de conscientização do autismo, no Brasil perdura a Lei Berenice Piana de nº 12.764 de 2012 que protege e garante os direitos das pessoas com TEA, os qualificando e equiparando com as pessoas com deficiência.<br><br></div><div>Estando em baixa no mercado de trabalho e até mesmo nos meios de propagação de informação, o tema autismo ainda é pouco comentado inclusive no âmbito acadêmico, com isso é sabido a importância de sua veiculação e disseminação, de maneira que conduza maiores esforços, seja para pesquisas mais amplas com vistas biológicas e/ou comportamentais ou para maior entendimento acerca da condição do Transtorno do Espectro do Autismo como um todo, desapropriando as concepções psíquicas que recaem sobre tal. Dessa forma, no decorrer desse material serão abordados assuntos intrínsecos e comuns a este público.<br><br></div><div>Em busca de autonomia e independência financeira sobre suas vidas, a entrada no mercado de trabalho é um desafio constante, uma vez que os pressupostos por trás da contratação dos autistas é baseada em um contexto de idealizações dos grupos dominantes, nos quais eles são incapazes de desempenhar funções e cargos, bem como de realizar atividades básicas dentro de uma organização. Embora possuam características atípicas, alguns autistas desenvolvem, desde a infância, potencialidades que se sobressaem às pessoas neurotípicas, de modo que conseguem efetuar certas tarefas mais rápido do que o esperado.<br><br></div><div>Segundo Strey <em>et.al</em> (2013), “É uma concepção que nos obriga a examinar as maneiras como as relações sociais são criadas e sustentadas por formas simbólicas que circulam na vida social, aprisionando as pessoas e orientando-as para certas direções”. Essa ideia de orientação é dada a partir do contexto no qual as organizações, mediante suas políticas, crenças e simbologias enraizadas, intitulam o candidato autista como alguém impossibilitado de ser agregado e incumbido naquele ambiente devido suas limitações e o condiciona a uma realidade de obstáculos e testes psicológicos avaliativos, onde ele não enxerga possibilidades de ser selecionado por uma empresa.<br><br></div><div>Os comentários que circulam na mídia acerca dos acometidos pelo TEA são basicamente de indignação com relação ao posicionamento dos gestores sobre a alocação desses sujeitos a sua equipe de trabalho. Embora seja um assunto delicado e pouco discutido nos meios sociais e veículos de informação, o autismo já é visto como uma deficiência e como tal deve ter seu reconhecimento e os direitos incididos sobre questões trabalhistas e de contratação, de maneira que as pessoas autistas colocadas no mercado sejam abarcadas pelas organizações e tratadas de acordo, respeitando seus limites e peculiaridades.<br><br></div><div>Para Strey <em>et.al</em> (2013), devemos enxergar além de cosmovisões de indivíduos e grupos, precisamos evidenciar o sofrimento daqueles que, via de regra, são prejudicados pelas relações de desigualdade e injustiça predominantes no meio social. Mesmo com a luta diária em busca de inserção, aqueles que conseguem ser alocados a uma empresa sofrem corriqueiramente com o tratamento cotidiano recebido por seus colegas e empregadores, que varia da discriminação pela sua condição, à necessidade de adaptação com o ambiente, os ruídos e a falta de apoio no seu local de trabalho.<br><br></div><div>Em consonância, certos de que a comunidade autista é extremamente imprevisível e não dispõe da mesma capacidade para realizar atividades sob pressão, como também não podem gerar vínculos favoráveis a elas como funcionários neurotípicos, alguns empregadores ainda disseminam ideias preconceituosas. Em razão disso, de acordo com o IBGE, 85% dos autistas brasileiros não compõem o mercado de trabalho por não seguirem o padrão vigente proposto pelos empresários no momento do recrutamento. Assim, “Nesse contexto, as representações de um objeto social passam por um processo de formação entendido como um encadeamento de fenômenos interativos, fruto dos processos sociais no cotidiano do mundo moderno”, (ALEXANDRE, 2001).<br><br></div><div>Esse cenário, apesar de ser pouco debatido, é bastante recorrente e pode ser visto de maneira ilustrativa por meio de mecanismos cênicos de entretenimento como a série americana de drama “The Good Doctor”, na qual o personagem médico Shaun enfrenta diariamente a discriminação em virtude do seu diagnóstico e, por vezes, a inaceitação por parte de seus colegas de profissão e pacientes, tendo que manter uma rotina diária de prestação de serviço, na qual ele precisa provar sua capacidade aos demais.<br><br><br><br><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>ALEXANDRE, Marcos. O PAPEL DA MÍDIA NA DIFUSÃO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS. <strong>Revista Comum</strong>, v.6, n. 17, p. 111-125, 2001.<br><br></div><div>AUTISMO EM DIA. <strong>Autismo no mercado de trabalho: desafios e oportunidades</strong>. Disponível em: &lt;https://www.autismoemdia.com.br/blog/autismo-no-mercado-de-trabalho-desafios-e-oportunidades/&gt;. Acesso em: 21 nov. 2020.<br><br></div><div>NEUROCONECTA. <strong>Mercado de trabalho para autistas</strong>. Disponível em: &lt;https://neuroconecta.com.br/mercado-de-trabalho-para-os-autistas/#:~:text=Dificuldades%20encontradas%20no%20ambiente%20de,colegas%20e%20de%20alguns%20empregadores.&amp;text=Principalmente%20com%20a%20intensidade%20dos,suporte%20dos%20colegas%20de%20profiss%C3%A3o&gt;. Acesso em: 21 nov. 2020.<br><br></div><div>REVISTA AUTISMO. <strong>O que é autismo?</strong>. Disponível em: &lt;https://www.revistaautismo.com.br/o-que-e-autismo/&gt;. Acesso em: 21 nov. 2020.<br><br></div><div>STREY, Marlene Neves <em>et al</em>. <strong>Psicologia social contemporânea: livro-texto</strong>. 18. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2013. 264 p.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 03:55:44 UTC</pubDate>
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         <title>A primeira mulher trans eleita vereadora no RN: TRANSformações sociais e representatividade</title>
         <author>jordanavieira</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964096361</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Por Jordana Vieira e Bruna Torres<br></em><br><mark>Usaremos essa publicação na análise: <br>https://www.instagram.com/p/CH5jweLqR_P/<br></mark><br></div><var><strong><mark>Notícia:</mark></strong></var><div>    Thabatta Pimenta, 28 anos, é a primeira mulher trans a ser vereadora no Rio Grande do Norte, eleita com 267 votos na cidade de Carnaúba dos Dantas. Thabatta conta a Tribuna do Norte que desde quando decidiu se candidatar a vereadora no município, se deparou com um problema, apesar da sua voz ser muito conhecida em toda a cidade por ser uma locutora em uma rádio, ela sofreu rejeição de todos os partidos. A vereadora diz,  "quando o partido me aceitava, os outros que estavam na coligação diziam que não iam me querer. Não me queriam por um único motivo: ninguém queria ter sua imagem associada a uma mulher trans".</div><div><br></div><var><strong><mark>Análise: </mark></strong></var><div>    Isso nos leva à questão da ideologia, que para Thompson (1995) é uma prática, mas não uma prática qualquer; deve ser uma prática que serve para criar, ou manter, relações assimétricas, desiguais, injustas. Ele ainda acrescenta que o que vai evidenciar se uma ideia, ou uma instituição, tem uma dimensão negativa é a maneira como é empregada, ou seja, sua função, se ela serve, ou não, para criar ou reproduzir relações de dominação.</div><blockquote>   <mark> Tendo isso em vista, Thompson, diz que “estudar ideologia é estudar as maneiras como o sentido serve para estabelecer e sustentar relações de dominação.”</mark> Assim, para percebermos se existe ideologia nos fenômenos, precisamos situá-los em contextos sócio-históricos onde eles passam a estabelecer e sustentar essas relações por diversas formas simbólicas e estratégias. </blockquote><div>    A instituição Estado sempre exerceu essa relação de dominação com as pessoas trans, que se dá quando uma pessoa expropria poder de outra, ou quando relações estabelecidas de poder são sistematicamente assimétricas, e isso faz com que determinadas pessoas ou grupos de pessoas, sejam injustamente privados de determinados benefícios ou até mesmo de direitos básicos. E no caso de Thabatta isso não seria diferente, os representantes dos partidos a rejeitavam, mesmo que não soubessem explicar o porque pensavam dessa forma. Entretanto, esse pensamento é fruto da ideologia presente na instituição Estado, ideologia essa, que é perpetuada de forma intencional, e reforçada, seja pelos monopólios de mídia, ou até mesmo por outras instituições. </div><div>    Dessa forma, são criados estereótipos que proporcionam e legitimam essas relações de dominação, que aprisionam as pessoas para certas direções de pensamento. Esse processo é um dos pilares que estruturam nossa sociedade, e é por Thabatta ser uma mulher trans, um corpo que desafia as normas do binarismo de gênero, e por não desempenhar as funções nem de homem, nem de mulher, considerando os padrões propostos pela estrutura do sistema capitalista, que ela é rejeitada para fazer parte do Estado, como uma instituição. E é por essa mesma razão que ao receberem essa notícia, algumas pessoas tem uma reação de reprovação, ainda acham errado, imoral e desrespeitoso, como é possível ver nos comentários no final desta publicação.</div><div>   Pedrinho A. Guareschi, em seu texto “Ideologia” fala que, “a dominação dentro de tais situações é uma dominação mais estável, que não depende de circunstâncias que podem ser facilmente mudadas e transformadas, mas que por se situarem em instituições (e até mesmo na estrutura social) possuem características mais estáveis e cristalizadas.” Por isso, mesmo sabendo que esse acontecimento não altera toda uma estrutura social, ele deve ser comemorado e noticiado. Ele nos lembra das pessoas que acreditam em um mundo mais justo e estão dispostas a fazê-lo, e que um dia todas as correntes que aprisionam as minorias dentro desse sistema cruel serão quebradas, e direitos básicos não serão mais vistos como privilégio.<br>   <strong>Além disso</strong>, pensar em representações sociais nos leva além da bolha do privilégio, pois quem é sempre representado não vê a necessidade em dar ênfase ao fato de uma mulher trans estar ocupando um cargo que é majoritariamente ocupado por homens cisgênero e héteros, que não defendem nenhuma bandeira além da própria. A luta de classes é tão importante que algumas pessoas não entendem o motivo de precisar atribuir a sexualidade ao cargo. Se a identidade de gênero ou sexualidade não importa, por qual motivo não há trans ocupando grandes cargos empresariais e políticos? Há uma segregação em usar o termo ou ela já é atribuída pelo âmbito social?! </div><blockquote>  <em><mark>A comunicação nas representações sociais segundo Denise Jodelet (1989)  incide sobre os aspectos estruturais e formais do pensamento social, visto que engaja os processos de interação social, influência, consenso e dissenso e polêmica</mark></em></blockquote><div>  Representatividade é importante para quem necessita de representação, acolhimento e que partilhe suas vivências não só os que apóiam, mas para os que vivem. </div><div>  Somente em 2019 a transexualidade deixou de ser tratada como um transtorno mental após 28 anos de muita marginalização e invisibilidade social. Parece surreal a ideia de que mesmo com tantos avanços tecnológicos e até mesmo do pensamento social, em 2019 pessoas trans ainda eram tratadas como mentalmente transtornadas e incapazes de viver normalmente em sociedade sem amparo psicológico, mas o que se esperar do país que mais mata pessoas trans? </div><div><br></div><div><strong><mark>Representatividade trans na mídia:
</mark></strong><br></div><blockquote><em> “A comunicação concorre para forjar representações que, apoiadas numa energética social, são pertinentes à vida prática e afetiva dos grupos. Energética e pertinência sociais que consideram, ao lado do poder de desempenho das palavras e discursos, a força pela qual as representações inauguram as versões de realidade, comuns e partilhadas.” (Denise Jodelet,1989) </em></blockquote><div>  E, quando falamos de mídia e comunicação, transexuais e travestis ainda são vistos apenas pelo viés da prostituição, drogas, violência e marginalidade. Na mídia é mais distribuída a imagem caricaturada de personagens travestis barraqueiras, excêntricas e extravagantes, usando de um estigma social para agregar “humor” como a Valéria de Zorra Total, interpretada pelo ator Rodrigo Sant’anna. Como um divisor de águas também surgiu a personagem Ivana (Carol Duarte) em “A Força do Querer”, que ao longo da trama se descobre homem trans e passa a se assumir como Ivan, perpassando pela transição. A novela teve uma das maiores audiências de seu horário e nas redes sociais gerou muita polêmica entre os conservadores e até mesmo entre a comunidade LGBTQI+. </div><div>  Com dados da <em>USC Annenberg School for Communication and Journalism </em>sobre a representação midiática, vemos que ainda falta muito para transexuais e travestis ocuparem mais espaços na mídia, mostrando novamente a importância da representatividade. O índice mostra a prevalência e representatividade de LGBT’s em programas, filmes e séries.</div><div>O gráfico exibe que precisamos levantar bandeiras e não só demonstrar apoio em palavras, que a luta não acabou, ainda há muito pela frente e muitos espaços para se conquistar.<br><br><strong><mark>Referências:</mark></strong><strong> </strong></div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.<br>Jodelet, D.: Représentations sociales: un domaine en expansion. In D. Jodelet (Ed.) Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, pp. 31-61. Tradução: Tarso Bonilha Mazzotti. Revisão Técnica: Alda Judith Alves-Mazzotti. UFRJ- Faculdade de Educação, dez. 1993. Uso escolar, proibida a reprodução.<br><br>Matéria de apoio- Transexualidade deixa de ser considerada transtorno mental: <a href="https://www.brasildefato.com.br/2019/05/20/transexualidade-deixa-de-ser-considerada-transtorno-mental-apos-28-anos">https://www.brasildefato.com.br/2019/05/20/transexualidade-deixa-de-ser-considerada-transtorno-mental-apos-28-anos</a></div><div>PDF - “Inclusão ou Invisibilidade?”</div><div>INCLUSION or INVISIBILITY? GENDER MEDIA, DIVERSITY, &amp; SOCIAL CHANGE INITIATIVE Institute for Diversity and Empowerment at Annenberg (IDEA) Comprehensive Annenberg Report on Diversity in Entertainment, <em>USC Annenberg School for Communication and Journalism</em>, 2016 </div><div>Link do PDF: <a href="https://annenberg.usc.edu/sites/default/files/2017/04/07/MDSCI_CARD_Report_FINAL_Exec_Summary.pdf">https://annenberg.usc.edu/sites/default/files/2017/04/07/MDSCI_CARD_Report_FINAL_Exec_Summary.pdf</a></div><div><br>Matéria de apoio - A Globo entende de representatividade? : <a href="https://medium.com/pirata-cultural/o-que-a-globo-entende-sobre-representatividade-d5e56291d9a5#:~:text=%C3%80%20exemplo%2C%20Val%C3%A9ria%20do%20%E2%80%9CZorra,da%20ditadura%20nos%20anos%201980">https://medium.com/pirata-cultural/o-que-a-globo-entende-sobre-representatividade-d5e56291d9a5#:~:text=%C3%80%20exemplo%2C%20Val%C3%A9ria%20do%20%E2%80%9CZorra,da%20ditadura%20nos%20anos%201980</a>.</div><div><br>Em anexo:</div><div>- Comentários selecionados da matéria</div><div>- Representações sociais midiáticas</div><div>- Gráfico sobre inclusão trans na indústria midiática</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/740413874/e3a4810d4adce8ef7caf7c42035f9726/Story_Colorido_Especial_de_Gratid_o__1_.png" />
         <pubDate>2020-11-26 18:14:08 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>CASO ROX x VAEVICTS - UMA ANÁLISE POR GABRIEL MASCENA E LARA CAROLINE</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá, pessoal! Nós, Gabriel Mascena e Lara Caroline, trazemos hoje para vocês um vídeo reflexivo acerca do caso ROX, bastante repercutido no mundo dos games, principalmente no universo de League Of Legends. Para isso, contamos com a ajuda de alguns estudos da psicologia social, mas não se preocupem! Vocês vão entender tudinho ;)<br><br><strong><mark>Clica no play e vem bater um papo com a gente!<br></mark></strong><br>Recomendação de conteúdo relacionado, caso se interesse:</div><ul><li>Documentário "Sim, Nós Jogamos":  https://www.youtube.com/watch?v=DiWTxXrMdUY</li><li>Vídeo de outra produtora de conteúdo (SATTY) sobre o mesmo caso:</li></ul><div>    https://www.youtube.com/watch?v=ylmj_bnsOBk</div><div><br></div><div><strong><em>REFERÊNCIAS </em></strong></div><div><br></div><ul><li><strong>STREY, M. N. et al. Psicologia social contemporânea. Vozes, Petrópolis, 2013. Disponível em: &lt; </strong><a href="http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Psicologia-social-contemporanea-Maria-da-Graca-Correa-Jacques.pdf"><strong>http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/Psicologia-social-contemporanea-Maria-da-Graca-Correa-Jacques.pdf</strong></a><strong> &gt;. Acesso em: 18 nov. 2020.</strong></li></ul><div><br></div><ul><li><strong>ALEXANDRE, M. O papel da mídia nas representações sociais. Rio de Janeiro, 2001. </strong></li></ul><div><br></div><ul><li><strong>JODELET, D. Représentations sociales: un domaine en expansion. In D. Jodelet (Ed.) Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, pp. 31-61. Tradução: Tarso Bonilha Mazzotti.</strong></li></ul><div><br></div><ul><li><strong>CANAL TRAGICÔMICO. 10 SUPORTES BANIDOS! MAIS MACHISMO NO LOL?. 2019. Disponível em: &lt; </strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=biCprEq1dfE&amp;ab_channel=CanalTragic%C3%B4mico"><strong>https://www.youtube.com/watch?v=biCprEq1dfE&amp;ab_channel=CanalTragic%C3%B4mico</strong></a><strong> &gt;. Acesso em: 18 nov. 2020.</strong></li></ul><div><br></div><ul><li><strong>SOUZA, B; ROST, L. Front Line: Machismo nos campos de justiça do League of Legends. Rio Grande do Sul, 2019. Disponível em: &lt; </strong><a href="https://www.sbgames.org/sbgames2019/files/papers/CulturaFull/198156.pdf"><strong>https://www.sbgames.org/sbgames2019/files/papers/CulturaFull/198156.pdf</strong></a><strong> &gt;. Acesso em: 18 nov. 2020.</strong></li></ul><div><br></div><ul><li>ALEX15M0N. Vaevictis eSports vs RoX [VS vs ROX] Full - LCL 2019 Spring. 2019. DIsponível em: &lt;<br>https://www.youtube.com/watch?v=qd6mDLCSaZI&amp;ab_channel=alex15m0n &gt;. Acesso em: 18 nov. 2020.</li></ul><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/Ld8-pgh7n0A" />
         <pubDate>2020-11-26 18:29:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Agora está em tempo de mostrar que eles, além de idade, têm tempo.</title>
         <author>annajuliaubarana</author>
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         <description><![CDATA[<div>Discente: Anna Júlia Ubarana Gomes.<br>Grupo escolhido: idosos<br>Peça publicitária: Skol - Velhovens (2017) <br><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F2JrChgKfvo">https://www.youtube.com/watch?v=F2JrChgKfvo<br><br></a>A peça escolhida, comercial ‘’Velhovens’’ da cerveja Skol em 2017, explicita a representação social dada ao idoso nos últimos anos, ou melhor, escolhida pelas grandes empresas e MCM a ser dada ao idoso. Antes e até durante os anos 90, os idosos pouco apareciam nas propagandas e quando apareciam eram representados, majoritariamente, de modo pejorativo. Eles traziam uma imagem cansada, acometida de problemas de saúde e de grande dependência das pessoas mais jovens. Essa imagem negativa era utilizada para vender produtos fazendo o paralelo: o que é novo é bom e você deve aproveitar logo, pois o que é velho já não é tão bom assim. Ou seja, as propagandas em que idosos apareciam não eram sequer voltadas para eles, pois não eram vistos como consumidores significativos.<br><br>Nos trechos do texto de Guareschi podemos observar como ideias que por hora levam à modos de agir, ou melhor, ideologias, podem mudar, mesmo que já muito arraigadas no pensamento coletivo:<br>‘’Na sua dimensão dinâmica, porém, a ideologia é vista como uma determinada prática, um modo de agir, uma maneira de se criar, produzir ou manter determinadas relações sociais.’’<strong><br></strong>Somos cercados de significados e, com isso, de símbolos. Desde objetos materiais até relações pessoais existem significados e representações, o modo como se enxerga algo ou alguém advém de simbologias já existentes.‘’as formas simbólicas são usadas e transformadas em contextos sociais específicos. É uma concepção que nos obriga a examinar as maneiras como as relações sociais são criadas e sustentadas por formas simbólicas que circulam na vida social, aprisionando as pessoas e orientando-as para certas direções.’’<br>Uma nova <strong>retórica </strong>foi criada e há alguns anos a mensagem passada por e para o grupo 60+ é que a idade não deve ser um fator limitante, nada além de um número. O pensamento hoje é que todos devem aproveitar a vida, buscando boas experiências e essas sendo de qualidade. ‘’No percurso da transformação do fenômeno social neste final de século, os meios de comunicação de massa se tornam instrumentos fundamentais na produção da nova coesão social, exatamente porque lidam com a fabricação, reprodução e disseminação de representações sociais que fundamentam a própria compreensão que os grupos sociais têm de si mesmos e dos outros, isto é, a visão social e a auto-imagem. ‘’ E toda essa mudança significativa se dá à fatores como expectativa de vida ter aumentado consideravelmente desde os anos 90 e, com isso, ter surgido um novo público consumidor que já tinha cumprido as ‘’metas de vida’’ clássicas e agora seria a hora de aproveitar o tempo, ideia que o mercado publicitário se apropriou bem, como é mostrado na peça escolhida. <br>‘’Se a comunicação se destina a influenciar o comportamento, é preciso compreender as variáveis e os processos que determinam o comportamento e suas mudanças.’’<strong><br></strong><br></div><div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F2JrChgKfvo"><br></a><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2020-11-26 18:53:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>GORDOFOBIA NÃO É PIADA</title>
         <author>ingrid181</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964224184</link>
         <description><![CDATA[<div>Por INGRID TORRES e ANA BEATRIZ TITO<br><br><mark>Antes de tudo: </mark><strong><mark>O que é gordofobia?</mark></strong><mark><br></mark><em>"</em><strong><em>Gordofobia</em></strong><em> é a aversão à gordura e a pessoas acima do peso, fazendo com que se sintam inferiores aos outros. 'Preconceito, tratar mal, desmerecer ou fazer a pessoa acima do peso se sentir inferiorizada são características que indicam a gordofobia', analisa a nutróloga Ana Luisa Vilela."  - Fonte: Estadão<br><br></em>Vamos analisar uma peça midiática, um post no Instagram, no seguinte contexto:<br>Léo Lins, comediante, usou uma foto da blogueira e militante anti-gordofobia, Bia Gremion, com seu namorado, para fazer um anúncio sobre seu novo show de stand up. O conteúdo da postagem, além de ser gordofóbico, presumia que haveria piadas sobre a foto do casal, especificamente sobre os corpos deles.<br><br>Sobre a representação das pessoas gordas na mídia, nos perguntamos: <mark>Por que o corpo gordo é considerado passível de piada e a mídia representa essas pessoas como "engraçadas"?<br></mark>A mídia propaga uma ideia capitalista  de corpo “perfeito” inalcançável, e as pessoas que não se encaixam nesse padrão acabam se tornando vulneráveis e têm seus corpos considerados “piadas”, públicos. E essa representação mediática acabou influenciando na formação de uma representação social das pessoas gordas, sendo elas representadas ou como engraçadas ou como doentes. E, muitas vezes, essas pessoas acabam tomando para si o papel de “engraçadas” como forma de se encaixarem, uma forma de escape da gordofobia. Segundo Marcos Alexandre (2001), os discursos subjetivam, ou seja, influenciam a subjetividade humana, a construção de uma percepção sobre certo assunto. E a mídia construiu essa percepção de corpos gordos como passíveis de piada através de seu discurso gordofóbico, privando-os de existirem com dignidade.</div><div><br><mark>Porque há uma ideologia implicada como preconceito ao corpo gordo, construído pelo capitalismo e pela pressão estética?<br></mark>Segundo Guareschi (2013), citando Mannheim (1954), toda ideologia é condicionada. E foi através da ideologia de mercado que a concepção de ser gordo se tornou algo fora do padrão, sendo esse discurso propagado cada vez mais pela mídia. Como dito anteriormente, pessoas gordas são considerados doentes, desleixadas, que são assim porque querem. Mas não é verdade. Ser gordo pode ser uma característica genética, ou devido ao funcionamento do organismo. Corpo gordo não é sinônimo de corpo doente, apesar de essa ser a ideia difundida na sociedade. Uma pessoa pode ser gorda e ser saudável, como uma pessoa pode ser magra e não ser saudável. E foi através dessa ideologia e do discurso propagado pela mídia que surgiu a pressão estética, e, com ela, a gordofobia. Gordofobia não é piada. Gordofobia machuca e priva pessoas gordas de estarem dignamente em espaços públicos. <br><br>Recomendamos aqui alguns vídeos sobre o tema para abrir sua mente: <br><em>"O 'humor' precisa ser gordofóbico?"<br></em><mark>https://www.youtube.com/watch?v=YZwudaqSfMM<br></mark><br><em>"Gordofobia é tão prejudicial quanto uma alimentação desequilibrada"</em><br><mark>https://www.youtube.com/watch?v=Vq2fxZM71ac<br><br></mark>DICAS DE COMO DESCONSTRUIR A GORDOFOBIA (aos poucos)<br>Evite falar coisas como:</div><ul><li>“Para uma pessoa gorda, até que você é bem ativa”</li><li>"Nossa, você emagreceu. Está mais bonita"</li><li>“Não vou comer tal coisa para não ficar gordo”</li><li>“Até que, para o seu tamanho, você acha roupas legais e fica bem vestida”</li><li>“Gosto de ter onde pegar”</li><li>“Hoje vou cometer uma gordice”</li><li>“Nossa, ela dança muito bem nem parece que é gorda”</li><li>“Cara, você tem que emagrecer, ter mais amor próprio”</li><li>“É gorda, mas tem o rosto bonito” </li></ul><div><br>Indicamos o vídeo: <br><em>"10 coisas que pessoas magras precisam saber/evitar sendo body positive"</em><br><mark>https://www.youtube.com/watch?v=HY88fUm6RUQ</mark></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 19:26:24 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Holocausto Brasileiro&quot;: denúncia de um modelo manicomial silenciado</title>
         <author>thainatrajano</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964338726</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Matheus Henrique, Thainá Trajano e Valcidney Soares<br><br>O documentário “Holocausto Brasileiro”, lançado em 2016, refere-se aos episódios ocorridos no Hospital Colônia de Barbacena, uma instituição voltada para tratar transtornos psiquiátricos mas que, na verdade, submetia os pacientes a situações de violações aos direitos humanos. Eles recebiam tratamentos à base de eletrochoque sem anestesia, não possuíam boa alimentação e a medicação era apenas dois tipos de remédio, dados de forma indiscriminada. Além disso, os internos conviviam em meio a sujeira, excrementos e andavam sem roupas. De 1930 a 1980, cerca de 60 mil pessoas morreram nesse hospital e muitos desses corpos foram vendidos sem autorização para faculdades de medicina.</div><div> </div><div>Assim, a escolha deste tema visa analisar o papel desempenhado pela mídia e pela sociedade na perpetuação do modelo de manicômio. Cabe ainda entender as limitações e desrespeito à população em sofrimento psíquico e a função desempenhada pela ideologia na manutenção desse sistema de “escanteamento”. Entendemos, assim, que as representações sociais e a falta de informação são uns dos componentes importantes para a perpetuação dos estigmas sociais, fator que levava os pacientes psiquiátricos a serem vítimas de um tratamento excludente, impróprio e sem acesso a direitos básicos, como a dignidade da pessoa humana.</div><div> </div><div>Um dos primeiros depoimentos traz a história do fechamento de um hospital psiquiátrico infantil, em que as crianças foram transferidas para o Colônia. Muitas dessas crianças tinham deficiência física e/ou intelectual e os pais, com vergonha, as encaminhavam para o “depósito de pessoas”, onde elas sofriam agressões físicas. Podemos relacionar esse fato com o conceito de ideologia empregado por Guareschi. Para ele, um fenômeno ideológico é aquele que serve, em circunstâncias específicas, para estabelecer e sustentar relações de dominação. Dessa forma, os pacientes recebiam um tratamento utilitarista por parte da coletividade. Se não podiam seguir determinadas instituições cristalizadas na sociedade —como o trabalho— não faziam parte dela. O que estava em voga era apenas a valorização da produtividade, sem considerar as especificidades de cada cidadão.</div><div> </div><div>Dentre as histórias dos pacientes do Colônia, também foi apresentado o relato de que uma criança foi internada por ter sido estuprada aos 11 anos. Nesse caso, percebe-se, também, a influência da ideologia das pessoas do hospital, em que o machismo e a misoginia foram decisivas na escolha do "tratamento" da criança vítima de abuso. O higienismo ia além: os “loucos”, assim como os negros, não podiam ser enterrados com outras pessoas consideradas “normais”. Havia um cemitério específico que era acoplado ao hospital, porque, segundo um entrevistado, “a expectativa não era curar e tratar, era levar a vida até onde fosse possível até sepultar”. Novamente, constatamos o poder da ideologia na perpetuação dessas práticas por meio da representação de ideias distorcidas e enganadoras. Valores que, aplicados aos negros e aos “loucos”, sustentavam relações de dominação. </div><div> </div><div>Marcos Alexandre, para explicar a influência da comunicação de massa na formação, difusão e transformação da visão que temos do outro, traz, em seu texto "O papel da mídia na difusão das representações sociais", o conceito de representações sociais do psicólogo Serge Moscovici. Para ele, representação social "é uma modalidade de conhecimento particular que tem por função a elaboração de comportamentos e a comunicação entre indivíduos" (MOSCOVICI, 1978). Sendo assim, a mídia não cria representações sociais, mas funciona como um suporte que dissemina essas representações, sejam elas positivas ou negativas.</div><div><br></div><div>No documentário, podemos perceber a preocupação dos diretores em trazerem um conteúdo que desmistifique a representação social preconceituosa que se tem dos pacientes de hospitais psiquiátricos, visto que a formação das representações sociais depende da qualidade e do tipo de informação sobre o objeto que o indivíduo dispõe (MOSCOVICI, 1978). Devemos lembrar, ainda, que a mídia é formada por pessoas e que os discursos de cada uma delas têm intencionalidades e carregam ideologias. Assim, Daniela Arbex e Armando Mendz com “Holocausto Brasileiro” se propõem a romper estereótipos que, muitas vezes, são disseminados pela própria comunicação em massa. Por se tratar de uma mídia alternativa, o documentário é uma pressão para que boa parte da grande mídia aborde a temática de forma mais crítica, sem estigmas, já que, como afirma Serge Moscovici, os grupos de profissionais que formam a mídia são responsáveis por difundirem, comunicarem ou propagarem representações sociais.</div><div><br></div><div>É interessante observar o contraste de ideologias e representações sociais que o documentário nos proporciona. Se por um lado temos os relatos, sem remorso, de ex-funcionários, falando o que aconteceu até mesmo com um sorriso no rosto e chamando os pacientes de "cachorro manso", temos, por outro lado, profissionais que relatam o que aconteceu de forma crítica, mostrando que aquela situação de Barbacena estava longe de ser algo normal. Os relatos extremamente emocionantes dos ex-pacientes colaboram muito nesse sentido de romper estereótipos. Para que o que aconteceu no Hospital Colônia fosse desconhecido por tantas pessoas até os dias de hoje, houve ocultação e aceitação da situação por parte de determinados grupos da sociedade.</div><div><br></div><div>A forma como os antigos funcionários falam sobre o funcionamento do centro hospitalar e como era a vida dos pacientes gera indignação nos comentários do documentário no YouTube, pois, de acordo com os espectadores, há uma normalização do que acontecia, mesmo quando estavam falando da utilização dos choques elétricos como método de tratamento e de contenção. A discussão ainda vai ao encontro de outro ponto abordado no documentário: de quem é a culpa? Existe uma cobrança para que alguém seja responsabilizado pelos casos de Barbacena, inclusive os próprios funcionários do hospital na época. As pessoas nos comentários demonstram repulsa pelo fato dos funcionários não demonstrarem culpa e por ninguém ter sido punido. "Triste ver que nenhum fala: 'eu me arrependo do que fiz'. Sensação de tristeza!" e "estas pessoas não estão respondendo por nenhum processo de tortura", são alguns dos comentários vistos comumente. </div><div><br></div><div>O relato de que os pacientes eram obrigados a trabalhar sem receberem remuneração ou qualquer tipo de respaldo, é visto pelos espectadores como descaso, precariedade, abuso moral e trabalho análogo à escravidão. Além disso, há uma análise negativa de outras falas dos ex-funcionários, criticando a maneira que estes relatam os fatos como se, apesar do que fizeram, "(...) tivessem realizado algum favor aos 'residentes', como se fossem heróis".  Os comentários também mostram várias dúvidas do porquê essa história não é tão apresentada nas escolas e não ser tão comentada na própria cidade, a ponto de atuais moradores só tomarem conhecimento do ocorrido após assistirem ao documentário.</div><div><br></div><div>Apesar das críticas à escolha do nome "holocausto", é inegável o impacto social e a importância da divulgação desse higienismo social. Assim como a imprensa ajudou com o fechamento do hospital, fazendo as primeiras denúncias, o documentário dirigido por Daniela Arbex e Armando Mendz, bem como o livro homônimo de Daniela Arbex o qual o documentário foi baseado, denunciam o Estado e fazem com que outras gerações tenham conhecimento do que aconteceu e pensem criticamente a representação social predominante existente sobre os pacientes desses hospitais. Infelizmente, ainda existem hospitais psiquiátricos parecidos com o antigo Hospital Colônia e que precisam ser fechados. Portanto, a luta antimanicomial deve ser diária, para que as pessoas em sofrimento psíquico tenham seus direitos garantidos, como acesso aos tratamentos adequados, e para que a ideia preconceituosa de que essas pessoas precisam ser isoladas da sociedade seja desmistificada.</div><div><br></div><div><mark>REFERÊNCIAS</mark></div><div>HOLOCAUSTO Brasileiro | 2016 | Documentário completo. Direção de Armando Mendz, Daniela Arbex. Produção de Alessandro Arbex, Daniela Arbex, Roberto Rios, Maria Angela de Jesus, Paula Belchior, Patricia Carvalho. Roteiro: Daniela Arbex. Barbacena-Mg, 2016. (90 min.), son., color. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5eAjshaa-do&amp;t=1s&amp;ab_channel=IconesNegros. Acesso em: 21 nov. 2020.<br><br>ARBEX, Daniela, 1973 <strong>Holocausto brasileiro</strong> / Daniela Arbex. 1. Ed. \u2013 São Paulo: Geração Editorial, 2013.<br><br>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. Revista Comum - Rio de Janeiro - v.6 - n º 17 - p. 111 a 125 - jul./dez. 2001.<br><br></div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. In: STREY, M. N. et al. Psicologia social contemporânea: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2013.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 20:43:17 UTC</pubDate>
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         <title>Oportunidade Oprimida | A difícil vida de um negro para se manter na sociedade atual.</title>
         <author>marceloantonioiorio</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964362893</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Marcelo Petrovich e Rafter Fernandes<br><br>A série de televisão americana, “Todo Mundo Odeia o Chris” criada por Chris Rock, autor e protagonista, mostra como era sua vida na adolescência. Um garoto pobre e negro que estudava em uma escola longe da sua casa, a qual nela estudava somente pessoas brancas e, por isso frequentemente sofria Bullyng devido sua cor de pele. Isto é, já não bastava ter que pegar dois transportes para chegar no local de estudo e ainda ser tratado de forma desumana apenas por ser negro. Para Guareschi(2013), a ideologia negativa é a construção de ideias distorcidas, ajudando a obscurecer a realidade e enganar as pessoas, ela se sustenta com relações de dominação. Sendo assim, vemos isso ocorrer justamente nesses atos dos colegas de Chris. A relação de dominação vem pelo fato deles terem a ideologia que a cor da pele diferente deixam eles com o “direito” de discriminar. </div><div> </div><div>O fato é que as opções eram duas: passar por tudo isso nessa escola ou ir para uma escola do seu bairro com alta violência. Nesse sentido, é observado um grande impasse: escolher a opção “menos pior”.</div><div> </div><div>Além de tudo, o menino Chris tinha que desde cedo estudar e trabalhar para poder receber um trocado, já que seu pai não tinha muitas condições de dar tantos privilégios aos filhos, apenas manter a casa com seus dois empregos.</div><div> </div><div>Isso tudo é bastante recorrente na vida atual no Brasil, a maioria dos garotos não possuem muitas oportunidades e as que existem são longe das suas realidades. </div><div> </div><div>Nesse contexto, por baixa quantidade de caminhos e muitas vezes o crime é uma das primeiras portas e mais fáceis que aparecem, as escolhas acabam sendo influenciadas pelo meio e pelas necessidades. Ou o jovem pega dois ônibus lotado, tendo que acordar de 5am para não poder chegar atrasado e, no meio do caminho passar por situações constrangedoras e mau olhado por ser negro; ou o jovem opta pelo crime, caminho curto, fácil e atende suas necessidades. E inclusive, houve uma cena em que ele opta por esse lado, o momento a qual ele passa a se chamar “Suco de Frutas”. Ele quer se tornar “descolado”, e ele pergunta para um rapaz do seu bairro como poderia ser, e ele mostra um jeito um pouco fora do comum: “ande como se tivesse uma arma no seu quadril”. Deste modo, para ser mais descolado e fugir da sua realidade de bom menino, o Chris entra num grupo de assaltantes. Relacionando com o conceito de Alexandre (2001) sobre a Representação Social, um grupo constrói princípios, e esses princípios serão normalizados após serem compartilhados incessantemente, e como Cris estava dentro deste grupo, ele normalizou os assaltantes e consequentemente os crimes que eles cometiam. </div><div> </div><div>Referências:</div><div> </div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. In: STREY, M. N. et al. Psicologia social contemporânea: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro:</div><div>Vozes, 2013.</div><div> </div><div>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. Revista Comum. Rio de Janeiro. v 6. n º 17.  p. 111 a 125 jul/dez, 2001.</div><div> </div><div> </div><div>TERRA NERDICA. Das sutis às mais gritantes – Críticas presentes em Todo Mundo Odeia o Chris #VidasNegrasImportam Disponível em: &lt;<a href="http://terranerdica.com.br/index.php/2020/06/05/das-sutis-as-mais-gritantes-criticas-presentes-em-todo-mundo-odeia-o-chris-vidasnegrasimportam/">http://terranerdica.com.br/index.php/2020/06/05/das-sutis-as-mais-gritantes-criticas-presentes-em-todo-mundo-odeia-o-chris-vidasnegrasimportam/</a>&gt; Acesso em: 22 nov. 2020.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 21:03:15 UTC</pubDate>
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         <title>A representação da transexualidade na TV aberta</title>
         <author>barbararossato</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Por Bárbara Rossato</div><div><br></div><blockquote><mark>“ Homem que é homem jamais confundiria travesti com mulher”</mark></blockquote><div><br></div><div>	A frase acima foi o tema de um episódio do programa “Casos de Família”, programa que vai ao ar na TV aberta “SBT”. A transexualidade ainda é um tema -embora de extrema importância- pouco discutido nos espaços de visibilidade das mídias. Ademais, percebe-se que a pessoa trans, quando tem notoriedade pelas mídias hegemônicas, estão sempre vinculadas a uma imagem negativa, muitas vezes ficam em evidência por meio de notícias de crimes, de prostituição, como motivo de chacota em programas de humor ou, por ser um tema que choca pessoas conservadoras, essa temática é muito explorada pelos programas sensacionalistas. Essas representações do corpo trans na TV aberta perpetuam estereótipos transfóbicos que contribuem para o extermínio da comunidade trans.</div><div>	É de suma importância esclarecer que o problema da transfobia não está limitado apenas a TV aberta, o preconceito contra pessoas trans está presente em todas as esferas sociais. <mark>Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, onze pessoas trans por dia foram agredidas no Brasil,</mark> esse e outros dados mostram uma realidade alarmante quanto aos direitos básicos desses cidadãos. De acordo com a teoria de Denise Jodelet, as representações sociais são abordadas simultaneamente como o produto e o processo de uma atividade de apropriação da realidade exterior. Assim, a TV aberta não só reflete as representações sociais transfóbicas, como também estimula o reforço dessas.</div><div><br></div><div>De acordo com a coordenação especial de políticas de diversidade sexual da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (Sedpac), <mark>90% dos travestis estão em na prostituição e apenas 4% têm emprego com carteira assinada</mark>. Essa realidade é consequência direta da transfobia, pois esses cidadãos estão em divergência com a ideologia dominante, a ideologia cristã. Dentro da realidade televisiva, a realidade social é refletida, enquanto a ideologia cristã obtém programas e emissoras sobre a própria ideologia, se colocando sempre como o bem a ser seguido, a transexualidade quase não obtém espaço, e quando o tem é colocado como impróprio, sujo e mal. A ideologia cristã necessita de algo para ser o mal, só assim ela será concebida no imaginário coletivo como a redenção, o bem e o bom exemplo. Sem o maniqueísmo vigente, a instituição se corrompe. E as mídias hegemônicas como a TV se tornam ferramenta de perpetuação das relações transfóbicas.</div><div><br></div><div>	Portanto, as representações transexuais na televisão e nas outras mídias precisam mudar. É preciso transformar as ferramentas de dominação. Para isso, é necessário que o espaço destinado a essa classe mude, deixar de retratar essas pessoas com chacota e tirá-las dos noticiários sensacionalistas que exploram as condições desumanas em que essas pessoas vivem é fundamental para transformar a realidade delas. <mark>Assim,  os sujeitos deixarão de se relacionar com objetos retratados negativamente.</mark><br><br><mark>REFERÊNCIAS</mark></div><div><br>- GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. In: STREY, M. N. et al. Psicologia social contemporânea: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro:</div><div>Vozes, 2013.<br><br>- <strong>JODELET, D. Représentations sociales: un domaine en expansion. In D. Jodelet (Ed.) Les représentations sociales. Paris: PUF, 1989, pp. 31-61. Tradução: Tarso Bonilha Mazzotti.<br><br>- Matéria de apoio: </strong>Cerca de 90% das travestis e transexuais do país sobrevivem da prostituição &lt; https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/cerca-de-90-das-travestis-e-transexuais-do-pais-sobrevivem-da-prostituicao.ghtml &gt; <br><br>- Matéria de apoio:</div><h1>Transfobia: 11 pessoas trans são agredidas a cada dia no Brasil &lt; http://www.generonumero.media/transfobia-11-pessoas-trans-sao-agredidas-a-cada-dia-no-brasil-2/ &gt;</h1><div><br>- Video de apoio: &lt; https://www.youtube.com/watch?v=xs4ZBqxWgXw&amp;ab_channel=TiagoRodrigues &gt;</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=l7YxMgmohP4" />
         <pubDate>2020-11-26 21:21:41 UTC</pubDate>
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         <title>MULHERES: vítimas de violência doméstica. </title>
         <author>ingridmguedes</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964395324</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Por Ingrid M. Guedes.<br><br>  Nós mulheres podemos ser colocadas em muitas categorias de grupos minoritários, e cada categoria tem algum tipo de luta. Felizmente, temos o feminismo. Escolhi aqueles que sofreram violência doméstica. Esta semana vi o artigo de uma mulher que foi agredida pelo seu marido em um shopping center no RJ, as pessoas rapidamente a defenderam. Só de pensar que em poucos anos atrás não era assim. Afinal o ditado mesmo dizia “ <strong>Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher</strong>”.</div><div>   <br> É necessário considerar as mulheres vítimas de violência como sujeitos sociais, sujeitos eles próprios com características sociais e culturais de gênero e cultura, que colocaram o homem em posição de domínio sobre a mulher ao longo da história. A condição de violência é antes de tudo a violação dos direitos humanos. Pode estar relacionado a questões diversas, complexas e diferentes. Também pode estar ligado a questões conceituais sobre: ​​poder e coerção, vontade e impulso conscientes, certeza e liberdade. No texto de ideologia analisamos algumas implicações derivada da concepção e entre elas está a dominação que introduzido no contexto da violência doméstica pode ser bem aplicado. <br><br></div><blockquote> <mark>O conceito de dominação<br>“É importante e estratégico distinguir aqui dois conceitos: o conceito de poder e o conceito de dominação. Essa distinção não é ainda muito comum nas ciências sociais.<br>Poder é definido aqui como sendo uma capacidade de produzir algo, capacidade essa específica de cada prática (GUARESCHI, 1992). Todo tipo de prática envolve, assim, certa quantidade de poder. Além disso, toda pessoa situada dentro de um contexto socialmente estruturado tem, em virtude de sua localização, diferentes quantidades e diferentes graus de acesso a recursos disponíveis. Isso significa que tal localização e as qualificações associadas a essas posições, nas instituições e na sociedade, fornecem a esses indivíduos diferentes graus de "poder".<br>Já a dominação é uma relação, e se dá quando determinada pessoa expropria poder (capacidades) de outro, ou quando relações estabelecidas de poder são sistematicamente assimétricas, fazendo com que determinados agentes, ou grupos de agentes, não possam participar de determinados benefícios, sendo assim injustamente deles privados, independentemente da base sobre a qual tal exclusão é levada a efeito.”</mark></blockquote><div><br><br></div><pre>    A Teoria das Representações Sociais é caracterizada como um conjunto de explicações, crenças e ideias que permitem evocar um dado acontecimento, pessoa ou objeto. Essas representações são resultantes da interação social, pelo que são comuns a um determinado grupo de indivíduos (Moscovici, 2003).</pre><div><br> É relevante conhecer as representações sociais das mulheres vítimas de violência doméstica. No estudo da representação social, conceitos e aspectos epistemológicos são utilizados como formas de interpretação, referindo-se à inter-relação entre sistemas ideológicos e prática social, para que seja possível compreender os fenômenos complexos do senso comum e essa complexidade, que é o resultado do processo de comunicação de massa. Portanto, devemos discutir como os pensamentos individuais estão enraizados na sociedade e como eles mudam uns com os outros.<br><br>Que implica em três fatores : </div><blockquote>1.   Compreender o impacto que as correntes de pensamento, veicula- das na mídia, têm nas representações sociais de grupos sociais diferentes;<br>2.   Entender os processos constitutivos das representações sociais e a eficácia destas representações para o funcionamento social, isto é, entender por um lado o papel das representações sociais na orientação dos comportamentos e na comunicação e, por outro, entender a representação social como um sistema de recepção de novas informações sociais;<br>3.   Entender o papel das representações sociais nas mudanças sociais no que diz respeito à constituição de um pensamento social compartilha- do, indivíduos e mídia.</blockquote><div><br>Portanto, estudar essa perspectiva a partir dessa ótica é importante não apenas em termos de conhecimento e exploração do fenômeno, mas também em termos de seus resultados e intervenções que podem ajudar a minimizar o sofrimento psíquico das mulheres.<br><br></div><div>Para fazer realmente frente à violência doméstica é necessário dar continuidade à integração das unidades de proteção à mulher, maior divulgação nos meios de comunicação com o intuito de prevenir a violência e promover a saúde da mulher, para que ela se sinta apoiada e encontre equipe multiprofissional competente e integrada que lhe ajude a sair do ciclo de violência. Sem contar que o numero de vitimas só aumento devido a pandemia onde seu lar era pra ser refugio desta doença, mas acaba sendo prisão.   <br><br><strong><mark>Referencias: <br></mark></strong><br></div><ul><li><a href="https://www.instagram.com/direito.paraelas/">@direito.paraelas</a> * ps: é o Instagram da minha colega de trabalho que fala sobre o direito das mulheres, se puder da uma força seguindo rs</li></ul><div><br></div><ul><li>https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/11/23/com-restricoes-da-pandemia-aumento-da-violencia-contra-a-mulher-e-fenomeno-mundial.ghtml</li></ul><div><br></div><ul><li>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-7182201200020000</li></ul><div><strong><mark><br></mark></strong><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 21:33:28 UTC</pubDate>
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         <title>MULHERES NEGRAS NA BUSCA POR REPRESENTAÇÃO POLÍTICA</title>
         <author>JoaoVictorN</author>
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         <description><![CDATA[<div>Maria Júlia Gusmão<br>João Victor Nascimento</div><div><br></div><div>Abordaremos aqui a representatividade das mulheres negras na política brasileira, das ideologias e representações sociais que permeiam essa realidade, de forma a promover e enriquecer o debate acerca do tema. É interessante iniciar essa discussão estabelecendo alguns parâmetros que serão usados para balizar a exposição de ideias e o posicionamento em si do restante desse texto.</div><div><br></div><ul><li>Segundo a <a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6403">Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE</a>, referente a 2018, mulheres negras representam apenas 2% do Congresso Nacional e são menos de 1% na Câmara dos Deputados.</li><li>De acordo com o <a href="https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/download/19/atlas-da-violencia-2019">Atlas da Violência de 2019</a>, 66% de todas as mulheres assassinadas no país naquele ano eram negras.</li><li>Em torno de 63% das casas chefiadas por mulheres negras no Brasil estão abaixo da linha da pobreza, de acordo com a última <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101678.pdf">Síntese dos Indicadores Sociais</a> do IBGE, finalizada em 2018.</li><li>A pesquisa <a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101681_informativo.pdf">Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil</a> do IBGE, realizada em 2018, aponta que mulheres negras ainda recebem menos da metade do salário dos homens brancos no Brasil.</li><li>No Brasil, o movimento feminista negro ganhou força no final dos anos 1970, a partir de uma forte demanda das mulheres negras, que não se viam representadas pelos movimentos sociais hegemônicos. Enquanto as mulheres brancas buscavam igualdade de direitos com homens brancos, mulheres negras lutavam para sair da posição de subordinadas, pois sofriam opressão tanto de homens como de mulheres brancas.</li><li>A participação política de mulheres vem crescendo, mas quando se trata especificamente de mulheres negras, o déficit é grande. Ainda que uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha estabelecido, somente em 2018, uma cota de 30% para candidaturas de mulheres nos partidos, e mais recentemente, em 2020, uma regra similar para inclusão de um número mínimo de negras e negros em candidaturas.</li><li>O número de mulheres eleitas em 2018 cresceu 52,6% em relação a 2014. Foram eleitas 290 mulheres no total. Para a Câmara Federal, foram 77, sendo 13 delas negras e uma indígena. No Senado Federal, foram 7 senadoras, o que significa 13% do total de parlamentares, porém nenhuma negra.<br><br></li></ul><div><br></div><div>Por todos os dados e ponderações expostas acima, e muitos outros não citados, entre estudiosos e engajados com a causa, no mínimo, é consenso que há na nossa sociedade uma disparidade entre mulheres e homens. Esta se dá nas funções estabelecidas, responsabilidades atribuídas, atividades, acesso e controle dos recursos e na tomada de decisão, sendo, de forma geral, o homem branco o ator dominante. Esta dominação assume o conceito dado por Guareschi, (2013), em que dominação se dá em uma relação em que um indivíduo expropria capacidades de outro, ou quando relações estabelecidas de poder são sistematicamente assimétricas, fazendo com que determinados agentes, ou grupos de agentes, não possam participar de determinados benefícios, sendo assim injustamente privados. Um das principais privações, uma das mais importante para manter tal assimetria, é a privação política.</div><div><br>O grupo não-normativo escolhido para a análise de conteúdo sob ótica da psicologia social, foi “mulheres negras”, analisando especificamente a participação destas na política no Brasil. Para isso, fez-se o uso de uma peça de comunicação em forma de vídeo, abordando o seguinte tema: “Efeito Marielle - mulheres negras na política”. </div><div><br>O vídeo de 2018 apresenta depoimentos de então candidatas negras a Câmara dos Deputados Federal e Estadual, de diferentes estados do país. Tais depoimentos abordam o tema da sub representação desse grupo não-normativo nas esferas de poder e, ainda, o legado deixado por Marielle Franco na sua luta contra as opressões para a construção de espaços políticos mais justos e plurais. </div><div><br>As estatísticas já mencionadas refletem a realidade da sub representação feminina e negra como fenômeno ideológico, uma vez que “um fenômeno ideológico só é ideológico se ele serve, em circunstâncias específicas, para estabelecer e sustentar relações de dominação” (GUARESCHI, 2013).</div><div><br>Tendo em vista que esse estudo se encontra no campo da Psicologia Social, nos propomos a entender o fenômeno sob uma perspectiva sociocultural e histórica. Dados como os citados acima comprovam que antes de quaisquer outras necessidades, esse grupo minoritário se preocupa com a garantia da vida e a superação da miséria, com problemas específicos e que pedem ações também direcionadas. Imagina-se, então, que a situação de marginalidade social e econômica retratada nos dados seria menos drástica se houvesse uma maior participação política de pessoas que, de fato, entendam as dificuldades e as necessidades desse público. </div><div><br>Partindo da representação social definida como “uma forma de conhecimento, socialmente elaborado e compartilhado, que tem um objetivo prático e concorre para a construção de uma realidade comum a um conjunto social” (ALEXANDRE, 2001), constatamos o quão pejorativa ela se apresenta diante dos muitos grupos não-normativos que compõem a nossa sociedade. O baixo número de candidaturas de mulheres negras é fruto do baixo investimento nas suas campanhas, resultando no baixo engajamento do grupo na vida política.<br><br></div><div>Para Alexandre (2001), as representações sociais “circulam nos discursos, são carregadas pelas palavras, veiculadas nas mensagens e imagens midiáticas, cristalizadas nas condutas e agenciamentos materiais ou espaciais”, os papéis reservados à mulheres negras nas telenovelas brasileiras exemplificam essa afirmativa. Papéis de escravas ou empregadas domésticas reforçam a representação social de subordinação já existente. </div><div><br>A ideia é criar na mulher negra o sentimento ilusório de incapacidade de ocupação de espaços de liderança, protagonismo e poder. Isso torna ainda mais triste e revoltante o fim imposto a vereadora carioca Marielle Franco, umas das poucas a quebrar todos esses obstáculos e ter a oportunidade de atender demandas reais das quais ela muito entendia.</div><div><br>O movimento provocado por essa tragédia reflete hoje em um aumento do percentual de mulheres negras na política brasileira, apesar de ainda haver um longo caminho pela frente. Marielle pode ser considerada a prova de que representatividade é imprescindível, e que as pautas importantes para grupos minoritários não podem ser levantadas, e verdadeiramente bem debatidas, senão por pessoas que as entendam vivencialmente. Como dito no vídeo: “Nós mulheres conhecemos a nossa causa, conhecemos as nossas dores e conhecemos os nossos entraves. Conhecemos as nossas algemas e juntas podemos soltá-las como muito mais eficiência, com muito mais luta, garra e coragem”. </div><div><br>Tal frase pode ser relacionada com o que afirmou Alexandre (2001): “As representações sociais são fenômenos complexos sempre ativos e agindo na vida social. Em sua riqueza fenomênica assinalam-se elementos diversos [...]: elementos informativos, cognitivos, ideológicos, normativos, crenças, valores, atitudes, opiniões, imagens etc.”. Ou seja, as representações sociais são complexas e mutáveis, e certamente a participação política crescente desse grupo pode reverter esse quadro e diminuir os abismos sociais e econômicos que historicamente estruturam a nossa sociedade.</div><div><br></div><div><br><br>REFERÊNCIAS</div><div><br></div><div>ALEXANDRE, Marcos. O papel da mídia na difusão das representações sociais. <strong>Revista Comum</strong> - Rio de Janeiro - v.6 - n º 17 - p. 111 a 125 - jul./dez. 2001.</div><div> </div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. <em>In: </em>STREY, M. N. et al. <strong>Psicologia social contemporânea</strong>: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2013.</div><div><br></div><div>A PARTICIPAÇÃO de mulheres negras na política importa! Entenda os motivos. 2020. Disponível em: https://www.oxfam.org.br/blog/mulheres-negras-na-politica/. Acesso em: 25 nov. 2020.<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 21:51:51 UTC</pubDate>
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         <title>O que significa um homem na capa da Vogue?</title>
         <author>richardsonale</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964451847</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Bruna Araújo, Jessyanne Bezerra e Richardson Alexandre</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/881683679/e066244a898c040785607f7ac730c2aa/harry_styles_na_vogue.pdf" />
         <pubDate>2020-11-26 22:32:27 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres Indígenas: da invisibilidade ao protagonismo</title>
         <author>marinafg</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964464045</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Luanna Karen, Marcella Vitória e Marina Filgueira.<br><br>Nossa análise sobre o documentário ENCANTADAS – 1ª Marcha das Mulheres Indígenas e Margaridas, desenvolvida com base nos textos trabalhados em aulas e em entrevista de ativista indígena, Eva Potiguar, concedida ao grupo.<br><br><mark>Link para o documentário: https://www.youtube.com/watch?v=3rK7fqvq71w&amp;t=165s</mark></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/866081944/ee708fb1ec003f8815a94965826a5b0a/Mulheres_Ind_genas__da_invisibilidade_ao_protagonismo.pptx" />
         <pubDate>2020-11-26 22:46:03 UTC</pubDate>
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         <title>ANÁLISE DA ELEIÇÃO DE CANDIDATOS LGBT NAS ELEIÇÕES DE 2020</title>
         <author>leticianunes4</author>
         <link>https://padlet.com/raqueldinizufrn/fhmh4s1kh9hqk82t/wish/964464265</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Por Gabriel Damazio, José Ricardo, Letícia Nunes e Luís Felipe</em><br><br>	As eleições realizadas em 2020 para os cargos de prefeito e vereador ao longo de todo o país apresentaram à sociedade brasileira novas perspectivas de representação social e diversidade no que diz respeito à ocupação de cargos públicos. Dentre todas as mudanças, foi evidenciado um aumento na quantidade de cargos que serão ocupados por candidatos pertencentes a grupos minoritários, como mulheres cis, transsexuais e pessoas LGBT, em que muitos deles possuíram uma quantidade expressiva de votos e foram, em alguns casos, o postulante mais votado para o cargo na sua região.</div><div>	Dentro desse grupo, os transsexuais são a categoria que ainda hoje se encontra bastante marginalizada na sociedade, tendo pouquíssimo acesso a bons empregos, a ensino superior e condições dignas de vida, como representado em uma estimativa desenvolvida pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), a qual aponta que 90% das pessoas trans se submetem a prostituição ao menos uma vez na vida. Se não bastasse apenas isso, segundo a mesma entidade, no ano de 2019 foram assassinadas cerca de 129 pessoas trans em todo o país, fazendo com o que Brasil continuasse na liderança do ranking mundial de assassinatos de transsexuais. </div><div>	Apesar de toda essa problemática existente, diversos candidatos trans conseguiram obter um resultado significativo nas eleições deste ano, alcançando vitórias com números expressivos em cidades importantes. No entanto, durante toda a campanha e mesmo após, os postulantes transsexuais foram vítimas de diversos tipos de ataques e constrangimentos. Devido a todo esse cenário, foi selecionada uma mídia que retrata os ataques sofridos pela vereadora eleita Linda Brasil para evidenciar toda a violência que as pessoas trans são submetidas todos os dias e os valores e crenças pré-estabelecidas na sociedade que contribuem para marginalização e vulnerabilização dessas pessoas.<br><br><a href="https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2020/11/24/primeira-mulher-trans-eleita-vereadora-de-aracaju-denuncia-ameacas-apos-resultado-das-eleicoes.ghtml"><mark>Veja aqui a reportagem sobre Linda Brasil e sua eleição como Vereadora mais votada de Aracajú.</mark></a><br><br></div><div>	Como revelado pela própria vereadora na reportagem, os ataques transfóbicas que ela sofre por ser transsexual vem desde o período da universidade, mas por causa da visibilidade de ter sido a vereadora mais votada da cidade de Aracajú, eles tem sido cada vez mais fortes. Ataques via mídias sociais e através de comentários em veículos da mídia tradicional que retratavam a sua história tornaram-se comuns, sendo necessário que Linda registrasse um boletim de ocorrência. Como exposto no vídeo, comentários ofensivos como “[...] isso nunca será mulher” e uso de termos pejorativos como “traveco” foram comuns após a divulgação de que Linda, mulher transsexual, teria sido a vereadora mais votada da cidade. Em resposta a eleição de mulheres como vereadoras e prefeitas, muitas pessoas se manifestaram nas redes sociais atribuindo a elas termos como “Louca, Burra, Vagabunda e Amante”, como exposto pela reportagem da Galileu (ver referência), evidenciando a violência de gênero. Essa hostilidade direcionada a Linda e outras candidatas mulheres e/ou LGBTs exemplificam a cultura machista e LGBT-fóbica existente e comum na sociedade brasileira.</div><div>	Para Denise Jodelet, autora da análise crítica <em>"Representações sociais: um domínio em expansão"</em>, analisar esses fenômenos e perceber a base ideológica para manifestações preconceituosas, sua relação com a religião predominante, estrutura social e cultura são fundamentais para entender a base desse preconceito, essa significação.</div><div>Jodelet também afirma uma dinâmica de manutenção na identidade social, perceber as mudanças sociais e melhor aprofundamento em conceitos leva a uma movimentação nos conceitos conservadores, trazendo embates e estimulando novos modelos de representatividade.</div><div>	Grande parte da repercussão negativa acerca da eleição dessas mulheres e pessoas LGBT mostra o que Pedrinho A. Guareschi exemplifica como Ideologia Negativa, no capítulo de<em> Ideologia </em>do livro<em> Psicologia Social Contemporânea.</em> Em geral, tratam-se de “<em>ideias distorcidas, enganadoras, mistificadoras</em>”, que nessa situação são usadas para propagar ideais de que mulher não serve para fazer política, que lugar de LGBT não é ocupando posições de poder e que mulheres trans não deveriam ser consideradas mulheres, muito menos deveriam estar se candidatando a cargos municipais.</div><div>	De acordo com Guareschi ainda, esses ataques realizados contra candidatos trans podem ser classificados como um fenômeno ideológico, pois eles servem, em circunstâncias específicas, para estabelecer e manter relações de dominação, ou seja, relações desiguais, assimétricas e injustas que só servem para beneficiar determinados grupos. Dessa maneira, são utilizadas representações simbólicas, como é o caso das mensagens que deslegitimam a identidade reivindicada por essas pessoas e usam termos pejorativos para caracterizar-las, com a finalidade de sustentar relações de dominações e orientar pessoas para direções desejadas, as aprisionando nesses ideais. Sendo assim, nesse caso, como a eleição dessas candidatas põe em risco essa relação de dominação vigente, são utilizadas essas representações simbólicas a fim de restaurar as relações de dominação já existentes.</div><div>	A deslegitimidade evidenciada nos ataques realizados a vereadora Linda Brasil é algo muito comum a toda comunidade transsexual, porque a constução de gênero dessas pessoas é realizada de uma maneira diferente do que a sociedade determina como “comum”. Dessa maneira, muitos ataques realizados as pessoas trans vão no sentido de deslegitimar a identidade delas por não ser algo “natural”. Segundo Pedrinho A. Guareschi, isso é uma estratégia de naturalização usada para sustentar relações de dominação por meio da extração do caráter histórico dos fenômenos e a caracterização deles como algo eterno, imutável e natural.</div><div>	Latour (1983) disse que o destino de um enunciado está, literalmente, nas mãos de uma multidão. Ao afirmar isso, ele quis dizer que a interpretação da multidão era orgânica, e o significado do enunciado emergiria e com frequência diferiria da intenção do autor. A realidade hoje, porém, se distingue neste sentido “literal”, pois nada garante que a multidão possuirá “mãos”, pelo menos, não muitas mãos, quando as multidões virtuais podem ser formadas por um exército de robôs controlados por apenas um, ou alguns poucos pares de mãos. </div><div>	Os ataques virtuais sofridos por Linda não são casos isolados resultantes de sua eleição, mas uma situação que há alguns anos se tornou comum e é observada em redes sociais de diversas figuras públicas, como a reportagem da Galileu mostra.</div><div>	Esses ataques são coordenados por grupos organizados que abrem caminho para um comportamento hostil, utilizando ferramentas tecnológicas para disparar mensagens em massa com discurso de ódio a grupos específicos, sem que existam indivíduos controlando os perfis autores, criando um imaginário para que as pessoas reais sintam-se respaldadas a reproduzi-los. Como disse Veyne (1974, p. 74) a respeito das mentalidades, "<em>o pensamento em cada deles é, de diversas maneiras, marcado pelo fato de que outros também o pensam</em>".</div><div><br></div><div><strong>Referências:</strong></div><ul><li><strong> </strong>BRITO, Diego. <strong>Eleições 2020: participação de mulheres nas urnas aumenta, mas como vice</strong>. Disponível em: https://www.band.uol.com.br/eleicoes/noticias/eleicoes-2020-participacao-de-mulheres-nas-urnas-aumenta-mas-como-vice-16311384. Acesso em: 24 nov. 2020.</li><li>GALILEU, Redação. <strong>Candidatas recebem quase 11 mil tweets ofensivos em um mês de campanha</strong>. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/11/candidatas-recebem-quase-11-mil-tweets-ofensivos-em-um-mes-de-campanha.html. Acesso em: 23 nov. 2020.</li><li>JODELET, Denise. Representações sociais: um domínio em expansão. p. 1-21.</li><li>STREY, Marlene Neves <em>et al</em>. Psicologia social contemporânea: livro-texto. 18. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2013. p.264-277.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 22:46:17 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres negras na literatura: um tema importante pode ser deixado de lado por um viés político</title>
         <author>aryaraaujo</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Por Aryela Souza e Líria Paz. <br></strong><br>	No dia 17 deste mês, o G1 postou uma série de reportagens e vídeos curtos em seu site intitulada de “<em>O que nos une</em>”, uma homenagem a semana da Consciência Negra no Brasil. O objetivo era fazer uma ligação entre o presente e o passado, destacando o laço que ainda há entre os personagens históricos e os heróis atuais. <br><br>	Para isso, homens negros e mulheres negras foram entrevistados sobre suas profissões e suas influências, em prol de comprovar que a história dos descendentes afrobrasileiros não é somente composta por música, dança, comida e samba, mas das mais diversas expressões da arte, medicina, literatura e arquietura.<br><br>	Os seis vídeos foram reunidos em um especial e cada um deles acompanhou uma reportagem. Algumas pediam por mais representatividade, outras preservavam seus antepassados, mas o conjunto completo pode ser considerado inovador. Trata-se de um tributo. Apesar do objetivo ser a conscientização das pessoas, a repercussão não foi positiva. </div><div><strong><br></strong><strong><mark>Desaprovação política sobre o jornal influenciou a opinião do público sobre suas reportagens?</mark></strong><strong><br><br></strong><br></div><div>	Algumas reportagens receberam poucos comentários e nas redes sociais, a reação foi quase completamente negativa. O jornal foi chamado de oportunista, houveram reclamações de que o tema da reportagem era repetitivo, ‘chato’ e seletivo. Palavras de baixo escalão foram enviadas e chegaram a pedir por igualdade, afirmando que uma série não devia ser feita baseando-se na cor da pele de alguém. <br><br></div><div>	Ademais, as reportagens são de fato informativas e os personagens são interessantes. Cada um deles possui alguma conexão com um de seus antepassados, seja por coincidência, como no caso de Izabel Monteiro que descobriu depois de começar a trabalhar na biblioteca Carolina Maria de Jesus que existia uma escritora negra de mesmo nome; ou por vontade, como Valéria Monã, coreógrafa religiosa que diz ter sido abençoada por Mercedes Baptista para conduzir um espetáculo de negros e inspira-se grandemente na primeira bailarina negra. <br><br></div><div>	É evidente que a série teve reprovação por parte do público, mas é justificável que o jornal tenha pensado que seria uma boa ideia, visto que atualmente o debate anti-racismo está frequente na mídia. <br><br></div><div>	Pode-se perceber que, apesar do apelo para que o jornalismo seja imparcial, o público não é. A repulsa diante da matéria não é sobre o <em>que </em>está sendo dito, mas por <em>quem</em>. O jornal não possui a melhor reputação diante da opinião popular e, em decorrência disso, suas reportagens acabam não sendo recebidas como o esperado. </div><div><br></div><div><strong><mark>Conexão Futura, imparcial e com credibilidade?<br></mark></strong><br></div><div>	Tal fato poderia ser comprovado comparando a peça midiática em questão com a exibição do programa Conexão Futura - Canal Futura - que foi ao ar no dia 08 de Setembro de 2015 e teve como tema a Literatura Afro Brasileira, contando com a participação de três convidados: Conceição Evaristo, escritora e doutora em literatura; Fernanda Felisberto, professora de literatura da UFRRJ e Eduardo de Assis Duarte, professor de pós-graduação em letras e estudos literários da UFMG e coordenador do <em>Literafro</em>, portal de literatura afro brasileira. <br><br></div><div>	O programa tinha objetivos similares aos do jornal, e semelhantes à reportagem com Izabel Monteiro, o tema também era literatura negra. De acordo com a repórter e mediadora, Juliana Wexel, o debate seria: </div><div><br></div><blockquote>“Uma fala não só de defesa da igualdade racial e da valorização das manifestações de matriz africana, mas também da inclusão e do olhar do escritor negro e da escritora negra na arte literária e no mercado literário do nosso país”. </blockquote><div><br></div><div>	Após a apresentação dos convidados, Conceição explica que a literatura negra é uma produção literária que parte da subjetividade negra e Fernanda acrescenta que a experiência de ser negro no Brasil difere de ser africano ou branco, então essa literatura é construída a partir de uma vivência, uma ancestralidade distinta. <br><br></div><div>	A fala de Eduardo destaca que esta literatura é jovem, e que os países ainda estão tentando fixá-la. Em seguida, os três debatem a importância de ter mais representatividade negra na literatura, visto que a maioria das pessoas acreditam que negros só atuam na culinária, nas escolas de sambas ou no ativismo. <br><br></div><div>	Com isso, Eduardo afirma: “A literatura brasileira é uma literatura de hegemonia branca. A gente não pode mais ter vergonha de falar isso.”, e revela que de acordo com suas pesquisas, em centenas de romances publicados no século XX os personagens negros mal passam dos 7% e ocupam sempre os mesmos lugares. É difícil ter um negro protagonista, o que torna uma literatura escrita por essa minoria ainda mais importante.<br><br></div><div>	Contudo, o que falta é incentivo, divulgação, visto que até mesmo em casos raros como Machado de Assis, cujos clássicos são lidos por jovens em contextos acadêmicos e representam uma luta necessária, as pessoas desconhecem que estão lendo um autor negro. <br><br></div><div>	Por esse motivo, voltando à série do G1, Izabel Monteiro expressa felicidade ao ser questionada sobre a história de Carolina, pois representa interesse. É essencial difundir os autores negros e trazer o leitor para a literatura negra. Para isso, não basta apenas escolher um livro aleatoriamente, mas estar ciente de quem o escreveu e em que circunstâncias a obra surgiu. <br><br></div><div>	Em comparação, as peças midiáticas são mais parecidas do que se possa pensar, independente da data em que foram publicadas (separadas por cinco anos de diferença), mas no programa do Conexão Futura o público reage com gratidão, emoção, elogios e até mensagens de conscientização, demonstrando que o veículo que difunde a notícia também é importante no julgamento de como ela é recebida e na repercussão que causa.<br><br></div><div><br></div><div><strong><mark>Representação como agente de mudança e desenvolvimento social</mark></strong></div><div><br></div><div>	Essa aversão - instigada por uma ideologia difundida atualmente, que critica qualquer veículo midiático que possa convergir com seus ideais e, por sua vez chamada de “<em>Ideologia como concepção crítica”,</em> citado em <em>Ideologia</em> por STREY (2013)  -, por muitas vezes, impede que o espectador aprecie o conteúdo repassado e que o conhecimento seja disseminado para mais pessoas. Barra grandes vozes que merecem ser passadas adiante, e que mais histórias sejam conhecidas. <br><br></div><div>	Diante deste cenário, de polarização política e viés ideológico extremamente bem definido - que gera identificação entre pessoas com o mesmo pensamento e além de perpetuar um sentimento de pertencimento -, é preciso ser crítico, analítico, mas não se pode deixar que tais aspectos influenciem na apreciação de histórias tão importantes.</div><div>Visto que a mídia tem grande papel na tomada de decisões, além de ser grande influenciadora na opinião das pessoas, produzir esse tipo de conteúdo informativo deve ser pensado não com mero viés político, mas como um resgate histórico. </div><div>Entender que a representação social - mulheres negras na literatura, na tv, no teatro - é um forte agente na mudança social. Olhar para esses espaços e se ver representado é ter certeza que se pode atingir posições mais altas e desejadas, inserindo, assim, grupos minoritários em lugares de destaque. </div><div>	<br>	Por fim, caso essa análise tenha despertado sua curiosidade, não deixe de conferir a literatura negra por si próprio, afinal dar voz a diferentes falas beneficia a todos. </div><div><br></div><div><strong><mark>Acesse: </mark></strong></div><div><a href="https://www.geledes.org.br/30-livros-para-ler-mais-escritoras-negras-em-2019">https://www.geledes.org.br/30-livros-para-ler-mais-escritoras-negras-em-2019</a></div><div><a href="http://nodeoito.com/escritoras-negras-brasileiras/">http://nodeoito.com/escritoras-negras-brasileiras/</a></div><div><a href="https://www.culturagenial.com/escritoras-negras/">https://www.culturagenial.com/escritoras-negras/</a></div><div><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/">http://www.letras.ufmg.br/literafro/</a></div><div><br></div><div><strong><mark>Assista:</mark></strong></div><div><a href="https://g1.globo.com/consciencia-negra/playlist/videos-serie-o-que-nos-une-mostra-personagens-negros-historicos-e-sua-ligacao-com-historias-atuais.ghtml">https://g1.globo.com/consciencia-negra/playlist/videos-serie-o-que-nos-une-mostra-personagens-negros-historicos-e-sua-ligacao-com-historias-atuais.ghtml</a></div><div><br><br></div><h1><strong><mark>Referências</mark></strong></h1><div><br>STREY, M. N. (2013). <em>Psicologia Social Contemporânea.</em> Petrópolis, RJ: Vozes.<br><br></div><div>ALEXANDRE, Marcos. <em>O papel da mídia na difusão das representações sociais.</em> Revista Comum - Rio de Janeiro - v.6 - n º 17 - p. 111 a 125 - jul./dez. 2001.<br><br></div><div>LITERATURA AFROBRASILEIRA. Conexão Futura. Canal Futura, 08 de Setembro, 2015, YOUTUBE: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oc-GF_n9Vvk">https://www.youtube.com/watch?v=oc-GF_n9Vvk</a></div><div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oc-GF_n9Vvk"><br></a>TITO, Fábio<em> .'Sempre fui em busca dos meus sonhos, como ela', diz bibliotecária sobre escritora Carolina Maria de Jesus.</em> G1, Rio de Janeiro, 17, novembro, 2020. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 00:26:42 UTC</pubDate>
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         <title>Mulheres trans: Rede social como espaço de luta contra o preconceito</title>
         <author>janainak_souza</author>
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         <description><![CDATA[<div>Veja<br>Marília Mendonça<br>https://www.youtube.com/watch?v=auWSIevV7ro<br><br>Tatá Werneck<br>https://twitter.com/multishow/status/1327070392176037888?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1327070392176037888%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fpublish.twitter.com%2F%3Fquery%3Dhttps3A2F2Ftwitter.com2Fmultishow2Fstatus2F1327070392176037888widget%3DTweet<br><br> <br><br></div><div>JODELET, Denise. Representações sociais: um domínio em expansão.<br><br></div><div>GUARESCHI, Pedrinho A. Ideologia. In: STREY, M. N. et al. Psicologia social contemporânea: livro-texto. 1. ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2013.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 01:41:35 UTC</pubDate>
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         <title>O esteriótipo do negro em comerciais</title>
         <author>igorgrilo</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Por: Arthur Barbosa, Igor Gosson e Isabela Melo<br></em><br></div><div>As peça midiática escolhida pelo grupo trata-se de uma propaganda comercial da cerveja Heineken intitulada “Sometimes lighter is better”. No comercial da cerveja o barman lança uma cerveja para uma cliente, essa cerveja passa por vários individuos negros e chega a uma pessoa branca, e finaliza com essa frase mencionada anteriormente. Entretanto, a palavra em inglês “lighter” tem um sentido ambíguo, podendo ser interpretado como mais claro ou mais leve, trazendo a tona a possibilidade de uma interpretação extremamente racista. Por que a cerveja para em uma pessoa branca e passa por várias pessoas negras?</div><div>Analisando a peça fica bastante evidente o estabelecimento de esteriótipo e papel social do negro, ocupando sempre posições como as que foram ilustradas pela comercial, ou seja, papéis que não detém protagonismo dentro daquele contexto social reproduzido.</div><div>De acordo com o contexto, pode-se realizar algumas análises e associações dos conceitos de ideologia sobre a dimensão negativa e sobre uma das perspectivas crítico negativa de Marx , que se traduz em um conjunto de ideias, princípios e valores que favorecem a um determinado grupo social dominante, que visa sustentar as suas relações de dominância em relação aos demais. Nesse sentido, fica claro o objetivo do comercial em manter esse padrão etnico cultural branco oriundo das heranças dos processos escravocratas da história.</div><div>Uma outra análise que pode ser observada diante do contexto da peça midiática e que pode ser relacionada ao conceito de ideologia é a ideologia como estratégia. No comercial, fica muito evidente no decorrer da peça que finaliza com a frase emblemática, o que pode-se entender é que a empresa está querendo dizer que é natural que aquele produto tenha um público alvo a ser atingido, o qual não contemplam os negros, ademais a naturalização da ocupação dos negros como papéis secundários e nesse sentido fica claro o emprego da ideologia como estratégia de um grupo dominante afim de manter e sustentar tal relação de dominacia .</div><div><br></div><div>Segundo Serge Moscovici, a representação social se refere ao posicionamento e localização das consciências subjetiva nos espaços sociais, com a intenção de construir percepções por parte dos indivíduos. Relacionando com a propaganda analisada, compreende-se o "Negro"  como coadjuvante, ocupando posições tidas como menosprezadas e inferiores como o músico. Vale ressaltar, que o trocadilho "Sometimes, lighter is better", do inglês, na qual pode-se traduzir  no Google tradutor como  "Às vezes, mais leve é melhor". Interpretando criteriosamente, o leve, pode-se remeter a uma cor tida como "mais leve", ou seja clara, na qual é possível associar-se com o tom de pele. Nessa abordagem, tem-se que o tom de pele claro, seria "melhor" que o escuro.</div><div>Ademais, é imprescindível frisar o poder que uma propaganda tem de repercutir, e viralizar, que por ser muitas vezes, apresentadas na televisão e na internet ganham notoriedade e popularidade rapidamente. Para tal, percebe-se o conceito de   "Mundo Retribalizado", idealizado por McLuhan, em sua obra "Os meios de comunicação como extensão do homem", na qual afirma que as pessoas são bombardeadas e envolvidas por informações constantantemente,  através de imagens e sons,  que buscam criar, mudar ou cristalizar atitudes ou opiniões nos indivíduos. Assim pode-se perceber que o gênero textual "Propaganda", é uma maneira de grande influência em toda a sociedade, principalmente para os que têm acesso à múltiplas e manipuladas informações sem um filtro.</div><div>De acordo com Delacampagne (1983), o surgimento de crenças arcaicas se realiza pela falta de informação. Mas a força da falta de informação atinge a mentalidade das pessoas que começam a ver um “perigo” no contato corporal que é um tema recorrente do discurso racista que utiliza a referência biológica para fundamentar a exclusão da falta de entendimento, compreensão e respeito da cultura do outro, e da empatia. Por isso, propagandas como a da Heineken não são vistas nem interpretadas, a maioria das vezes como um problema para a maior parte da população. A falta de conhecimento favorece a grande forma de representações racistas que são passadas por milhares de pessoas, passando por diversos suportes midiáticos. Nesse sentido, a falta de alteridade do setor de marketing da cerveja, no momento em que a mensagem possa ser entendida que "às vezes, o mais claro é melhor" faz com que a mensagem errada seja passada por milhares de pessoas e prejudique, mesmo que inconscientemente, um grupo minoritário que já é bastante atingido todos os dias. Um erro extremamente grave tratando de uma empresa mundialmente conhecida e com um grande poder de influência, formando "teorias" espontâneas sendo versões da realidade que encarnam as imagens e condensam as palavras, com significados bastante ambíguos. </div><div>Por fim, nesse sentido, como dito por Latour (1983) "O destino de um enunciado está, literalmente, nas mãos de uma multidão; cada um pode deixá-lo cair, contradi-lo, traduzi-lo, modificá-lo, transformá-lo em artefato, torná-lo irracional, introduzi-lo em outro contexto a título de premissa, ou em alguns casos, verificá-lo certificá-lo e passá-lo tal e qual a alguém. A expressão 'é um fato' não define a essência de certos enunciados , mas certos percursos numa multidão". Contudo, no mundo atual, a ideologia é criada com base nas vivências, experiências e crenças de cada indivíduo. Infelizmente, o racismo, e inúmeras outras maneiras de preconceito, ainda são difundidas na sociedade e a informação pode chegar de várias maneiras para as pessoas, dependendo da onde vem e como foi transmitida, podendo prejudicar e passar um ponto de vista errôneo sobre um grupo para inúmeros receptores da informação.</div><div><br><br><br></div><div>Referências:</div><div><br></div><div>MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.</div><div>McLUHAN, M. Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo: Cultrix, 1969.</div><div>JODELET D., Denise. Representações sociais: um domínio em expansão. <em>In</em>: AS REPRESENTAÇÕES sociais. [<em>S. l.</em>: <em>s. n.</em>], 1952. cap. Representações sociais: um domínio em expansão.</div><div><br></div><div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g_u_-OD1_z0">https://www.youtube.com/watch?v=g_u_-OD1_z0</a></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 02:40:36 UTC</pubDate>
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         <title>Espelho: O reflexo do racismo estrutural nas mídias</title>
         <author>cristianemodesto</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>Por Cristiane Modesto</em><br><mark>Caso: </mark><br>Ódio do bem: https://www.instagram.com/p/CH_Ug0Nht-u/ <br>Senado Federal: <br>https://www.instagram.com/p/CHQ_OVHDbx-/ <br><mark>Complemento:</mark><br>https://www.instagram.com/tv/CIB7lERhFjX<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/878672534/214dab557757f16040c8c843dc768414/Espelho__O_reflexo_do_racismo_estrutural_nas_m_dias__1_.pdf" />
         <pubDate>2020-11-27 02:42:14 UTC</pubDate>
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         <title>A diversidade não é de hoje, é de sempre.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 02:59:49 UTC</pubDate>
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         <title>JOÃO BATISTA DE BARROS JUNIOR</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>PRECONCEITO COM O POVO NORDESTINO<br><br>http://www.oieduca.com.br/artigos/convivendo-com-a-diferenca/preconceito-contra-nordestinos.html (acessado em 27/11/2020 as 13h)<br><br>"A gente vem jogar na Paraíba e colocam um paraíba para apitar, só podia dar nisso". A declaração do jogador Edmundo em 1997, à época atuando pelo Vasco, após ser expulso por um juiz cearense em um jogo em Natal, evidenciou bem a generalização e o preconceito ainda existentes no país, especialmente no sul/sudeste e contra nordestinos. De lá até hoje, nada mudou.<br><br>Políticos recentemente já atribuíram o aumento da violência em São Paulo à migração desenfreada,  enquanto ps "paraíbas" e "baianos" (como são chamados os nordestinos em geral no Rio de Janeiro e em São Paulo) continuam a ser vistos e tratados com discriminação, seja ela explícita ou não, de modo que uma declarações como estas duas podem externar preconceitos que muitas vezes são considerados naturais por quem os profere.<br><br>O porquê do preconceito<br><br>O preconceito contra os nordestinos tem raízes no racismo, especialmente porque mulatos, negros e descendentes de índios compõem grande parcela da população das regiões norte/nordeste. A comparação com os imigrantes europeus e a maioria branca do sul/sudeste desenha um quadro de gritantes diferenças.<br>Após a origem no racismo puro e simples, o preconceito se disseminou e curiosamente passou a brotar de outras raízes: os migrantes começaram a ser vistos como a causa principal da pobreza nas metrópoles, quando na verdade contribuíam como mão de obra barata para o desenvolvimento destas regiões.<br><br>São Paulo, por exemplo, pode ser considerada cidade mais nordestina do país, tamanho é o contingente de moradores naturais desta região do país. Mesmo assim, o preconceito existe e não é assumido, pelo contrário,  os grandes contrastes sociais presentes especialmente na capital paulista e no Rio de Janeiro são sempre apontados como reflexos da migração em massa e descontrolada, nunca como resultantes da má distribuição de renda ou falta de oportunidades, características comuns ao Brasil há séculos.<br><br>O mais curioso (e triste) de toda esta realidade: ao contrário de países envolvidos em conflitos ou guerras civis, o Brasil não tem divisão de etnias ou tribos, sendo o preconceito movido apenas por questões geográficas. Talvez por este motivo os embriões de movimentos separatistas sulistas nunca tenham ganhado mais do que algumas páginas na internet e manifestações isoladas, felizmente.<br><br><br><br><br>Escolhi a reportagem acima pois sou Nordestino, moro no Nordeste e já vivi algumas situações as quais vou relatar a seguir, que endossam a reportagem e mostram o quanto o tema é antigo e permanece atual, atingindo as novas gerações, tanto as que sofrem o preconceito, quanto as que, mesmo inconscientemente, desenvolvem esse preconceito com os nordestinos, em razão de sua convivência, seja familiar ou social.<br>Estava eu, com o carro atolado na praia, próximo a Areia Branca (RN), quando resolvi sair pra pedir ajuda, já que estava só. Encontrei, em uma comunidade próxima, uma Caminhoneta Ranger 4x4, ideal para desatolar meu veículo. Falei com o proprietário, ele, mesmo estando com a família, se prontificou a ir me ajudar. Seguimos pela praia, dentro do veículo estava ele, sua esposa e um casal de filhos, de 7 e 8 anos aproximadamente. Enquanto seguíamos para o local onde estava meu veículo íamos conversando e ele disse que morava em São Paulo e estava passando férias na região. No caminho, passamos por alguns jumentos, e eu, puxando conversa com o filho do casal, perguntei se tinha jumento em São Paulo. Ele, naturalmente, me respondeu: Tem sim, quando os “NORDESTINOS” passam com eles puxando carroça.<br>Essa frase, dita com naturalidade e partindo de uma criança de 7 anos me chamou atenção, pois a lembrança dele como os jumentos era diretamente ligada ao povo nordestino. Como ele sabia que todos que andavam puxando carroça, com jumento eram nordestinos.  <br>Aquela frase, dita naquela circunstância e com tanta naturalidade me fez refletir muito, como esse preconceito está exposto de maneira natural dentro da sociedade. E, por outro fato também vivido por mim, coincidentemente em São Paulo, no ano de 1994, quando, eu estava vindo pra Natal, de ônibus. Como não tinha ônibus direto pra Natal, resolvi pegar um que vinha pra João Pessoa (estava escrito no letreiro, na frente do ônibus: JOÃO PESSOA), pois de lá seria mais fácil chegar em Natal. Na saída da rodoviária, sem motivo algum, quando o ônibus passou junto a umas pessoas caminhando em uma calçada, uma delas gritou: vão embora, “bando” de PARAIBAS (expressão essa também usada por nosso atual Presidente em uma conversa que vaZou por acaso se referindo a governadores do Nordeste, em especial ao do Maranhão). <br>Temos aí fatos em locais diferente, épocas diferentes (um há 26 anos) mas que retratam como são fortes os preconceitos e a discriminação e como vão sendo perpetuados no tempo.<br>Isso só mostra como ainda temos muito a conquistar, e que a verdadeira igualdade esta longe de se conseguir, embora já tenhamos evoluído em alguns pontos.<br>O preconceito está em nós, e aflora, as vezes até inconscientemente, em determinadas situações, as vezes, por incrível que pareça, quando tentamos demostrar que não somos preconceituosos acabamos por agir ou falar com preconceito (quem nunca ouvia a frase: “ele não tem culpa de ser negro”- eu já houvi nos corredores da UFRN, em um protesto contra o racismo, pelo professor orador no momento). O combate a esse tipo de comportamento deve ser constante, pois sempre teremos ideologias que defendam essas atitudes. Não podemos descuidar, nem de nós mesmos, pois atitudes preconceituosas vão se espalhando e surgindo nas camadas sociais, principalmente nas mais abastadas e menos suscetíveis a essas situações.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 18:23:33 UTC</pubDate>
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         <title>CONTRASTE ENTRE O FILME &#39;&#39;O QUE FICOU PARA TRÁS&#39;&#39; E O DRAMA COTIDIANO DE REFUGIADOS NA EUROPA</title>
         <author>vitorialeticia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-12-01 00:32:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ingridcamilla</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nosso gênero vem de Deus? </div><div> </div><div>Por Ingrid Souza </div><div> </div><div>“O bondoso criador <br>Fez meninos e meninas <br>Com o seu imenso amor <br>A palavra nos ensina <br>Não nasci no corpo errado <br>O meu criador amado <br>Desenhou um corpo pra mim  </div><div>Sou menina, menina feminina <br>Sou menino, menino masculino <br>Não somos acidentes <br>Nem erros divergentes <br>Fomos feitos pelo criador [...]” </div><div>“[...] Sou menino diferente das meninas tão legais <br>Sou menina feminina, isso é lindo e bom demais <br>Nosso gênero vem de Deus e não pode ser mudado <br>Me aceito como sou <br>Vou cumprir o meu chamado [...]” </div><div> </div><div>Os trechos acima foram retirados da canção <em>Nosso gênero vem de Deu</em>s (2017) interpretada pelo grupo gospel Trio R3, formado pelas irmãs Raiany e Rayssa e o irmão Rony, de 18, 7 e 12 anos respectivamente, no ano citado. A letra da música mostra a posição cristã em relação ao tema ideologia de gênero, a qual refuta a possibilidade de pessoas nascerem em “corpos errados”, que significa não se identificarem com o gênero determinado para elas pela sociedade. </div><div>A canção tornou-se polêmica ao trazer crianças falando do tema de ideologia sob a visão ideológica da religião. Há quem acredite que a discussão sobre gênero virou moda após a novela global <em>A força do querer</em> trazer a temática para ser discutida na TV aberta com uma personagem que não se identificava com seu corpo, como também há quem defenda que a novela apenas trouxe representatividade para o tema. Para Moscovici (1978), “representar um objeto, é, ao mesmo tempo, conferir-lhe o status de um signo, é conhecê-lo, tornando-o significante, ou seja, tornar familiar o não familiar.” Nesse sentido, a novela conseguiu fazer com que pessoas que passavam por aquela dificuldade de aceitação de si mesmas se reconhecessem naquela personagem e em suas dificuldades e desejos, como também as deu mais visibilidade e voz. </div><div>Voltando à música, ela traz em sua discussão argumentos pautados na fé, usando situações baseadas nos contextos religiosos, dessa forma, quando fala “[...] <em>O bondoso criador fez meninos e meninas, com o seu imenso amor a palavra nos ensina [...]”</em> ela representa aqueles que creem na palavra citada, o problema disso é que esse argumento é totalmente inválido para quem não partilha dessa crença, isso não representa nada para eles, por conseguinte, não faz sentido nenhum viver conforme esse preceito. Entretanto, a igreja, como já vem dominando a sociedade desde os tempos antigos, consegue exercer grande influência sobre a sociedade que faz com que os que contrariam suas crenças religiosas sejam marginalizados e hostilizados. </div><div>Relacionando a definição de ideologia negativa de Marx, a qual seria “constituída pelas ideias distorcidas, enganadoras e mistificadoras”, com o contexto citado, através da distorção da compreensão da realidade social, a religião usa de componentes ideológicos formados por julgamentos enganadores para manipular o entendimento de gênero e seus seguidores disseminam esses conceitos para os demais na sociedade, impondo padrões e estabelecendo diferenças para homens e mulheres, meninos e meninas, gerando cobranças aos mesmos a partir dessas diferenças, assim como as que podem ser observadas pelos artefatos e gestos contidos no clipe musical, onde menina que é feminina  brinca de boneca e usa roupa delicada e menino masculino brinca com carros e usa azul.  </div><div>Os debates sobre a música e os ataques aos cantores em suas redes sociais duram até hoje. De um lado tem os defensores da bíblia argumentando que são livres para expressar suas opiniões e acreditam que os defensores do não binarismo querem corromper a inocência das crianças, enquanto o outro lado se sente julgado e pior, já condenado pelos religiosos.  </div><div>A verdade é que o que se deseja é uma equidade de gênero, onde mulheres e homens tenham direitos iguais, possibilitando que as pessoas vivam e usufruam de suas vivências sem alguém lhes dizendo que não estão correspondendo a seus gêneros. No entanto, crianças que não se identificam com isso são, ainda assim, obrigadas a cumpri-los. <br><br>Link para acessar a música completa: <br><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vXo7cyfRLAc">https://www.youtube.com/watch?v=vXo7cyfRLAc</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-01 03:29:01 UTC</pubDate>
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