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      <title>T2 &quot;Vai ter música?&quot;: : para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo by CAROLINA MACEDO LOPES</title>
      <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-19 21:06:48 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-02-09 18:52:34 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Realidade dual</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2837166127</link>
         <description><![CDATA[<p>Ao discutir sobre o surdo na socieade, torna-se evidente que qualquer estudo deva primeiro desmistificar, quem é o surdo, tirar primeiros os esteriotipos que foram criados ao longo dos anos e a partir disso entrar no que o autor pretende discutir.</p><p> Essa necessecidade evidencia a falta de envolvimento da sociedade para com os surdos, ou dos surdos para com a sociedade, evidenciando uma lacuna na vivencia. </p><blockquote><p>      Favret-Saada ([1990]2005) descreve como a condição de "ser afetado": no primeiro caso o antropólogo pôde vivenciar a descoberta de uma nova dimensão até então desconhecida ou nomeada com os termos do senso comum (o surdo como deficiente) ou por meio de sistemas classificatórios de uma determinada área (surdez como patologia); já a segunda situação trouxe o outro lado da situação, permitindo ao pesquisador ter uma idéia de como se sente o surdo quando imerso na sociedade envolvente, o mundo dos ouvintes.</p></blockquote><p>  A citação acima evidencia o deslocamento social que o antropologo conseguiu em sua pesquisa, ao se despor a entrar nessas festas com olhar critico, pode perceber o destanciamentos e envolvimentos dos surdos em seus pedaços, podendo se sentir como se estivesse em outro mundo. mUndo esse que ele não estava preparado para viver.</p><p><br/></p><p>Helbert Gomes de Sales</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-02 20:15:15 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Vai ter música?&quot;: para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2846111053</link>
         <description><![CDATA[<p>Luiz Phillipe Campos Chandoha Ferraz de Mello - 22.1.3099</p><p><br></p><p>O autor inicia seu texto relembrando fatos históricos importantes que contribuíram para o desenvolvimento, normalização e formalização da língua de sinais como forma de comunicação dos surdos; desde o trabalho pioneiro de Charles M. de l'Epeé na França, até a sua proibição formal no Congresso de Milão, em 1880. Ele ressalta a importância de considerarmos a surdez como uma distinção antropológica, reconhecendo a ausência de deficiência. Com isso, foram possíveis avanços em diversos campos das ciências humanas e sociais, sobretudo na área da linguística, que consideraram a língua de sinais como uma forma de comunicação legítima, dotada de gramática, morfologia, sintaxe, etc., como qualquer outra língua. O autor utiliza dessa nova visão sobre a língua de sinais para dar base ao seu trabalho antropológico que visa especificar o que é, e como funciona a cultura surda.</p><p><br></p><p>Posteriormente, o autor chega a uma dicotomia sobre o conceito de comunidade surda (nelas podem ser incluídas aspectos locais, étnicos, de raça etc.). Para ele, na maioria dos estudos sobre os surdos, os conceitos de comunidade ora são vagos, ora são muito específicos. O autor também ressalta a proximidade e uma possível confusão entre os termos comunidade e sociedade, que podem ser confundidos a partir do consenso geral. Ele vê nas categorias de "pedaço", "mancha", "trajeto" e "circuito" uma possibilidade mais promissora de se compreender a complexas relações urbanas e pessoais, tendo como exemplo a cidade e região metropolitana de São Paulo. É importante ressaltar, também, o pertencimento à comunidade surda como um ato político de afirmação e luta por direitos da comunidade.</p><p><br></p><p>Assim, ele parte para o conceito de cultura surda, observando nele também várias possibilidades de compreensão. Trazendo conceitos levantados por diversos autores, é possível dizer que a cultura surda é complexa e heterogênea, podendo ser formadas por diversas comunidades de pessoas surdas, ressaltando a cultura VS natureza - onde a natureza se encontra na ausência da audição que consequentemente produz uma cultura específica. O autor vê na categoria de "circuito" a possibilidade de melhor descrever a cultura surda, onde é possível o encontro de diversos atores sociais, permitindo a sociabilidade entre um número elevado de pessoas; o circuito diz sobre sair do espaço doméstico e familiar para um espaço público de interrelações.</p><p><br></p><p>A partir dessas pontuações a autor parte para o seu relato de campo, visitando quatro festas juninas de surdos na cidade de São Paulo. Com apontamentos importantes, ele observa a presença de ouvintes como minoria nesses eventos - sendo estes feitos por e para surdos, tendo-os como protagonistas em todos os sentidos. Algo interessante observado foi a variedade de formas de comunicação entre os surdos, especificamente entre surdo-cegos que utilizam a língua de sinais e surdo-cegos que não utilizam a língua de sinais. Com a sua presença nesses eventos o autor pôde chegar a conclusão que essas manifestações culturais servem não somente para diversão, mas sim com um espaço de socialização, conhecimento, troca de experiências e a possibilidade de expansão de conhecimento que o contexto privado dessas pessoas não seria capaz de proporcionar. Mais uma vez, ele frisa as diferenças econômicas, sociais, religiosas e étnicas que compõem a comunidade surda.</p><p><br></p><p>Outra observação pontual do autor diz respeito à sua percepção, enquanto ouvinte, da ausência de música nestes eventos - vistos que culturalmente, no mundo ouvinte, a música é base importante das festas juninas. E ele compara o "mar de mãos" sinalizando com volumes altos de som.</p><p><br></p><p>Concluindo, o autor coloca as festas juninas como uma experiência com o "novo", o primeiro contato de um antropólogo em um meio desconhecido, como observador. Já na festa Cowboy da Associação de Surdos de São Paulo, ele observa a dificuldade de integrar-se àquele grupo, visto que existe a barreira da língua. O questionamento feito é: os surdos sentem-se assim em um mundo de maioria ouvinte? </p><p><br></p><p>Assim, com o questionamento inicial do artigo, se em festas de surdos haveria ou não música, a resposta encontrada é sim. Claro, em eventos abertos à toda comunidade surda a música acontece devido à presença de ouvintes. Já em outros mais restritos o mesmo não vai acontecer. Não é a finalidade do artigo defender uma delimitação que separe surdos de ouvintes e sim tentar compreender dinâmicas socias que compõem a vida dos surdos a partir da perspectiva do lazer.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-11 19:44:41 UTC</pubDate>
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         <title>Um breve comentário...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2846227129</link>
         <description><![CDATA[<p>A partir da leitura, vejo a importância da pesquisa para compreender não apenas a comunidade surda, mas também a dinâmica da cidade como espaço público, onde os surdos estabelecem circuitos, recortam trajetos e exercem sua cidadania de maneira única. A escolha de ter ou não música nas festas dos surdos tem implicações políticas e culturais mais profundas do que se imagina. A ideia é que a escolha de incluir ou excluir música em festas para surdos não é apenas uma decisão simples, mas carrega significados políticos mais amplos. Essa decisão está ligada à afirmação da identidade surda, à busca por reconhecimento cultural e ao desafio de estabelecer diferenças e semelhanças entre surdos e ouvintes. Portanto, o que pode parecer uma escolha simples em relação à presença de música revela, na verdade, questões complexas relacionadas à identidade, inclusão e política.</p><p><br></p><p>Karislaine Tereza Freitas Ribeiro 18.2.6148</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-11 22:20:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2847045277</link>
         <description><![CDATA[<p>O texto "Vai ter música?": : para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo de José Guilherme Cantor Magnani, traz questionamentos de grande importância, a iniciar com as discussões sobre surdez e deficiência auditiva, a patologia ou a sinal distintivo como é colocado pelo autor e esses dois termos podem ter significados diferentes e refletir abordagens distintas para a identidade e a experiência dos indivíduos. Os escritos nos permite pensar nas terminologias a partir do uso nativo, contextos e as intenções, A partir dos relatos das festas, destaco inicialmente a organização, que era feita para os surdos mas que não era feita por eles, como também, a presença de músicas, considerando que a “comunidade surda’’, abrange também ouvintes próximos, e pessoas que também lutam pela causa da surdez, aqueles que compartilham a língua de sinais e a cultura surda, mas, o autor escreve que os ouvintes eram a minoria, ou seja, as celebrações eram pontos de encontros de pessoas surdas, interações sociais e compartilhamento de vivências. Meu olhar sobre este texto, retoma no quesito de considerar os sujeitos em sua especificidade e a sua relação com ambiente ao qual está inserido o que reflete as suas escolhas e preferências, ter ou não ter música sujeita-se ao interesse da organização e dos participantes, um aspecto considerado comum para a sociedade ouvinte carrega questionamentos, a sua presença é um elemento de discussão, política, do território e de toda a comunidade.&nbsp;&nbsp;</p><p>(Alícia Cândida Oliveira da Cruz 20.1.3163)</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-12 15:23:18 UTC</pubDate>
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         <title> Texto: &quot;Vai ter música?&quot;:Para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo. </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2849319168</link>
         <description><![CDATA[<p>Lorena Oliveira - 19.1.3105</p><p>A discrepância entre o discurso sobre inclusão de pessoas com deficiência e a prática efetiva é um desafio real. Muitas vezes, apesar das intenções declaradas, a implementação de políticas inclusivas pode ser inadequada, devido a falta de recursos, conscientização insuficiente ou resistência a mudanças.</p><p>Assim, a presença de música em festas ou eventos para pessoas surdas pode ter implicações políticas ao abordar questões de acessibilidade e inclusão. Ao incorporar elementos sensoriais além do som, como luzes vibrantes e experiências táteis, organizadores demonstram um compromisso com a diversidade e inclusão. Isso pode ser interpretado como uma posição política que valoriza a participação plena de pessoas surdas na sociedade, promovendo a igualdade de acesso a diferentes formas de expressão cultural.</p><p>No texto também é ressaltado que a  surdez pode ser explorada como uma distinção antropológica, abordando como diferentes culturas encaram e integram pessoas surdas. Isso envolve examinar linguagens de sinais, identidades culturais surdas e como as comunidades lidam com questões de comunicação e inclusão. </p><p>A antropologia pode oferecer insights valiosos sobre como as sociedades percebem e se relacionam com a surdez como uma característica distintiva.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-15 16:30:55 UTC</pubDate>
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         <title> “Vai ter música? Para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo” de José Guilherme Cantor Magnani</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2849501446</link>
         <description><![CDATA[<p>Laura Beatriz Andrade Santos - 20.1.3354</p><p><br></p><p><br></p><p>Após a leitura do texto “Vai ter música? Para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo” de José Guilherme Cantor Magnani, pude perceber que é um texto de fácil leitura e informativo, apesar de cansativo em alguns momentos. Durante o início da leitura, parecia estar fazendo uma aula da revisão de todos os conteúdos aplicados até hoje na própria matéria de Introdução a libras, o autor antes de relatar sua experiência contextualiza o que é a comunidade surda, dialogando desde a distinção deficiência auditiva e surdez, até a parte que dialoga sobre o contexto histórico constatando o quanto o Congresso de Milão afetou a comunidade surda, até por fim falar da sua experiência deixando o texto democrático e abertos aos leigos.&nbsp;</p><p>Desde o início, ao ler a frase que compõem o título desse texto, logo me questionei como seria uma festa junina para pessoas surdas. Por vezes, pensar em possibilidades para corpos com deficiência parece difícil ao primeiro contato. Porém, quando olhamos para fora da realidade ouvinte e de julgamentos capacitistas, entendemos tranquilamente que o principal elemento das festas não se dá pela música, mas sim através do encontro e da interação com os indivíduos.&nbsp;</p><p>Foi único poder ler a experiência de uma pessoa ouvinte em um espaço em que ela é a minoria, talvez não sendo o único ouvinte, mas sendo o que está menos inserido na comunidade surda. O autor dialoga sobre a dificuldade de se comunicar estando naquele espaço, não tendo acesso a Libras, evidenciando o quão é importante se colocar no lugar do indivíduo com a surdez, pois eles passam por situações de deslocamento como o relatado pelo autor constantemente.</p><p>&nbsp;Enfim, para além de uma certa revisão e complementação de termos já vistos, eu tive contato com palavras desconhecidas e termos que me fizeram entrar no Google e pesquisar mais a fundo, como a palavra Tadoma ou a libras tátil, os dois com explícitas diferenças nas técnicas, contudo, semelhantes ao se tratar de comunicações entre surdos cegos, se tratando de comunicações através do toque.</p><p>Por fim, foi válido perceber ao longo do texto que há identidades múltiplas, desde existência de pessoas surdo cegas que ocupam um espaço interseccionalidade, acúmulo de fragilidades sociais, até o público nas festas juninas poder ser definido por fatores específicos como condição socioeconômica e etária, mostrando que o mundo surdo não está tão distante do reflexo da sociedade. Mostrando que, assim como o autor coloca em seu texto, a comunidade surda: "Não se trata de guetos, mas de espaços alargados de encontros e trocas"</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-15 19:50:14 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Um comentário</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2852047168</link>
         <description><![CDATA[<p>NOME - Luiz Henrique Martins</p><p>MATRÍCULA - 20.13298</p><p><br/></p><p>O texto "Vai ter música? Para uma antropologia das festas juninas de surdos da cidade de São Paulo", como propõe o título, disserta sobre as questões acerca da humanidade surda. Humanidade, pois, é intrinsecamente humana, a necessidade da socialização, lazer e  cooperação. Em um espaço feito para si, o aluno surdo ou surdo e cego consegue realizar-se na(s) troca(s) de experiência(s) e assim, sentir-se mais do que incluído, mas pertencente a uma comunidade. A comemoração da festa junina entre pessoas situadas em lugar de diferença, concretiza um desejo de igualdade de oportunidades, mesmo em um cenário que não é completamente homogêneo. Nesse contexto, surdos-cegos, surdos-pobres e surdos mais abastados integram uma maioria diversificada que podem, mesmo que por um momento, preocupar-se com nada além das comemorações ao redor da fogueira. Um direito, outrora, reservado aos ouvintes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-17 15:27:56 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexão sobre pontos interessantes do texto  &quot;Vai ter música?&quot; : para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo, de José Guilherme Cantor Magnani.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carolinalopes9/fdk3axgj81mnaj8a/wish/2854623692</link>
         <description><![CDATA[<p>O texto "Vai ter música?" : para uma antropologia das festas juninas de surdos na cidade de São Paulo, de José Guilherme Cantor Magnani traz algumas importantes reflexões. O texto relata a experiência de uma pessoa ouvinte, com pouca ou nenhuma familiaridade com pessoas surdas ou a língua de sinais, ter sido convidada a identificar a rede de sociabilidade dos surdos na cidade. O período dessa pesquisa ocorreu no momento de festas juninas, o que trouxe aos pesquisadores um questionamento muito interessante: as festas juninas de pessoas surdas têm música?</p><p><br/></p><p>A língua natural de um ser humano ouvinte surge e se desenvolve de maneira espontânea dentro de sua comunidade. Mas no caso dos surdos, além de não se conhecer uma comunidade apenas de surdos, como existe das pessoas ouvintes. Aproximadamente 95% dos surdos são filhos de pais ouvintes, o que dificulta o seu primeiro contato com a língua de sinais e com a cultura surda. Dificultando que os surdos venham a desenvolver de maneira espontânea a sua língua natural.</p><p><br/></p><p>Um ponto importante destacado pelo autor, é que não é a perca da audição que torna uma pessoa surda, mas sim, o fato dela se identificar com outros surdos e se comportar como eles. A cultura surda é o elo que une os surdos.</p><p><br/></p><p>Durante as festividades, o autor percebeu que os surdos presentes nos locais: estavam animados com a ideia de compartilharem um local com pessoas de mesma condição; que eles dividiam a característica de serem surdos, mas além disso, eles também possuíam diferenças entre eles, seja de classe social, origem, escolaridade, entre outros; e foi notória a presença dos familiares apoiando os entes.</p><p><br/></p><p>&nbsp;“Tive a sensação de estar entrando numa "comunidade em festa", numa aldeia em efervescência: nunca tinha visto tantos surdos juntos, e essa densidade permite percepções vívidas e ricas de suas formas de sociabilidade, de suas particularidades como grupo diferenciado. [...] Num determinado momento subi os degraus da arquibancada que fica diante da quadra onde rolava a festa e, lá de cima, tive acesso a um espetáculo realmente inusitado: uma disparidade entre a multidão e o barulho que deveria estar fazendo, numa festa de ouvintes; em contraste, havia um fervilhar de mãos numa espécie de frenética pantomima, ao menos aos olhos de um leigo. Em termos plásticos e coreográficos o espetáculo era realmente impressionante, e me perguntei se o efeito do barulho, da algaravia, da música no último volume sobre um ouvinte seria da mesma ordem, em termos até de uma experiência&nbsp; extática, ao efeito produzido pelo "mar de mãos",&nbsp; sobre uma pessoa surda”. (MAGNANI, 2007)</p><p><br/></p><p>Em uma das festas em especial, o autor se sentiu isolado e imobilizado, pois era uma festa mais fechada, as pessoas conversavam entre si e ele sem entender a língua de sinais. Chegou a se sentir constrangido até mesmo para poder comprar algo. Com isso é possível imaginar, o que os surdos passam por estarem constantemente em volta de pessoas ouvintes.</p><p>&nbsp;</p><p>O autor finaliza o texto respondendo à pergunta inicial: nas festas dos surdos que fizeram parte da pesquisa haviam sim música.</p><p><br/></p><p>Carla Kelly Costa Marciano</p><p>Matrícula: 19.1.3281</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-19 12:06:13 UTC</pubDate>
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