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      <title> SEGUINDO NOVOS PERCURSOS NOS MODOS DE SABER E PESQUISAR by Claudia Simone Antonello</title>
      <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn</link>
      <description>A partir da leitura do texto do filósofo francês Tristan Garcia, retome tuas anotações, tuas reflexões, tuas sínteses analíticas, tuas postagens no fórum, tuas memórias vivas nas trocas com colegas e professora durante este semestre. Depois comente no padlet quais poderiam ser os conceitos disparadores, inspiradores, quiçá inventivos para trilhares teu percurso de pesquisa daqui para frente.  (use e abuse de possiblidades para postagem, teu texto, vídeos, foto, poesia .....)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-11-29 00:31:16 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-12-20 12:33:28 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Doze regras para orientar o pensamento, por Tristan Garcia</title>
         <author>claudiaantonello</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1916768328</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Tradução: Diogo Silva Corrêa</em></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>I</strong></div><div><strong>Deixar ser</strong></div><div><em>Maximizar o possível<br></em>Conceber a possibilidade das coisas materiais, das coisas<br>&nbsp;reais, tanto quanto das coisas imaginárias, de cada<br>&nbsp;parte de cada coisa, de cada ocorrência de cada<br>&nbsp;coisa através do tempo, das coisas contraditórias, das<br>&nbsp;coisas impossíveis;</div><div><em>Tratar igualmente cada possibilidade;</em></div><div><em>&nbsp;Fazer das possibilidades livres e iguais o elemento do pensamento&nbsp;</em></div><div>&nbsp;</div><div><strong>II</strong></div><div><strong>Cartografar a situação do pensamento&nbsp;</strong></div><div><em>Recontar grandes narrativas teóricas a fim de compreender nossa situação:<br></em>A emergência da modernidade, por exemplo, e a sua decomposição;</div><div><em>Descobrir os princípios que margeiam uma situação de pensamento:<br></em>Os conceitos clássicos de absoluto, de eterno em si, de autoridade;<br>&nbsp;Os conceitos modernos de autonomia, de presença, de intensidade, de emancipação;</div><div><em>Compreender como cada conceito é a aliança escondida de uma imagem e uma ideia.&nbsp;</em></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>III</strong></div><div><strong>Localizar as promessas cardinais do pensamento</strong></div><div>No pensamento erudito, nas culturas populares,<br>&nbsp;<em>procurar por todos os lugares e sempre os conceitos que servem de<br>&nbsp;princípios;&nbsp;</em></div><div><em>Encontrar o sentido inicial de uma promessa do pensamento,<br></em>e a imagem que primeiro vem à mente, para permitir que<br>&nbsp;uma ideia oriente a vida;</div><div><em>Confrontar as promessas do pensamento a partir de seus efeitos últimos<br>&nbsp;sobre a vida:<br></em>realização, resistência, esgotamento, fracasso…</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>IV</strong></div><div><strong>Levar a sério toda ideia que orienta um pensamento&nbsp;</strong></div><div><em>Aprender a se familiarizar com toda ideia,<br></em>mesmo que ela pareça longínqua, estrangeira, inimiga;</div><div>Provar a sua nobreza e<br>&nbsp;<em>nunca diminuir uma ideia inimiga;</em></div><div><em>Em vez de resistir ao que irá advir, trabalhar para aumentar o que quer que advenha ao e no pensamento</em></div><div>&nbsp;</div><div><strong>V</strong></div><div><strong>Jamais opor um princípio a outro princípio&nbsp;</strong></div><div><em>Evitar a crítica moral e externa de um pensamento,<br></em>que se contenta em reprová-lo por suas consequências;</div><div>Não identificar uma ideia àqueles que a defendem,<br>&nbsp;mostrando-se capaz de fazê-la sua também</div><div>Nada do que é pensável é estrangeiro àquele que reflete:<br>&nbsp;<em>se envolver ao máximo possível na crítica ética e interna de todo pensamento.</em></div><div>&nbsp;</div><div><strong>IV</strong></div><div><strong>Determinar as chances e o preço de qualquer coisa</strong></div><div><em>Estabelecer as funções inversas do pensamento</em>,<br> por exemplo: o que se ganha com o que se perde, o que se perde com o que se ganha;</div><div><em>Identificar as chances<br></em>de um ponto de partida radical: o que sozinho lhe permite ver e pensar<br>&nbsp;(por exemplo:&nbsp; as chances do idealista, as chances do realista);</div><div><em>Estimar o preço a ser pago<br></em>por um ponto de partida radical: o ponto cego de um pensamento<br>&nbsp;lúcido<br>&nbsp;(o que, do realista, falta ao idealista; o que, do idealista, falta ao realista).</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>VII</strong></div><div><strong>Virar as costas para os pontos de partida mais radicais</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><em>Traçar a linha divisória entre dois pensamentos orientados para<br>&nbsp;duas ideias radicalmente opostas;</em></div><div><em>Assumir o trágico da situação.<br></em>Sobretudo, não procurar transigir, hibridar as duas posições<br>&nbsp;ou negociar entre elas uma solução intermediária;</div><div><em>Tomar de empréstimo os argumentos de um campo contra o outro.</em></div><div>Deixar o primeiro trazer à tona o que falta ao segundo, e inversamente. Não pretender que cada um tenha a sua parte de verdade, mas que um e outro tenham inteiramente razão, até que o outro lhe torne errado. Estar atento às ideias extremas. Trabalhar sempre com os pensamentos mais radicais, que esgarçam ao máximo, em direções opostas, o campo do pensamento.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>VIII</strong></div><div><strong>Traçar uma nova linha de pensamento distinta,<br>&nbsp;mas igual; igual, mas distinta.</strong></div><div><em>Encontrar uma linha de equilíbrio que permita pensar com a mesma distância campos opostos;&nbsp;</em></div><div><em>Não ser covarde, mas corajoso, mantendo uma linha de pensamento que escapa a todos os campos.</em></div><div>Responder assim ao espírito clássico e ao espírito reacionário,<br>&nbsp;que condenam a indistinção de todas as coisas a que<br>&nbsp;a modernidade tardia conduziu: vocês tem razão, é preciso<br>&nbsp;distinguir; porém, vocês querem distinguir a fim de reintroduzir hierarquias.</div><div>Responder em seguida ao espírito moderno e pós-moderno, que<br>&nbsp;condenam a hierarquização de todas as coisas: vocês estão<br>&nbsp;certos; é preciso colocar tudo em pé de igualdade tornando<br>&nbsp;tudo indistinto, eliminando todas as categorias (espécies, gêneros, classes);</div><div><em>Em todos os domínios do pensamento, de tudo sair mantendo a exigência de ser distinto e de ser igual;</em></div><div>&nbsp;</div><div><strong>IX</strong></div><div><strong>Transformar um não-lugar atual do pensamento em sua situação futura</strong></div><div>Ter paciência de acampar por longo tempo em um ângulo morto<br>&nbsp;do pensamento, e<br>&nbsp;<em>recusar tomar partido de um lado ou de outro:<br></em>rasgar a imagem do mundo, entre os pensamentos inimigos,<br>&nbsp;não para reunificar o mundo, mas para transformar o<br>&nbsp; não-lugar entre os inimigos em um novo lugar de pensamento<br>&nbsp;em que outros se deterão algum dia;</div><div>Mais do que entregar um conteúdo que serviria de lição do pensamento,<br>&nbsp;<em>fazer de seu pensamento um gesto exemplar</em>,<br> que os outros poderão imitar do seu modo;</div><div><em>Construir seu pensamento como um espaço em que os espíritos que virão depois poderão habitar livremente.</em></div><div>&nbsp;</div><div><strong>X</strong></div><div><strong>Resistir aos futuros efeitos de dominação de seu próprio pensamento</strong></div><div><em>Agir de maneira a mudar o mínimo possível de ideia quando uma ideia dominada se torna uma ideia dominante</em></div><div>Não manter sua legitimidade somente pelo fato de se sentir minoritário e mal compreendido: <em>sempre buscar o momento em que<br>&nbsp;o que se pensa se torna</em> majoritário,<br> e admitir que nossa ideia se tornará aquela do campo de pensamento;</div><div><em>Neutralizar de antemão os efeitos de autoridade do que se pensa</em>,<br> sobretudo os efeitos de dominação paradoxal das ideias mais liberais e emancipadoras.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>XI</strong></div><div><strong>Evitar fazer com que o pensamento legifere sobre a vida e evitar fazer com que a vida determine o pensamento</strong></div><div><em>Não pensar para defender a sua vida<br></em>(seus gostos, seus valores, seus pontos de partida);</div><div><em>Não viver para defender o seu pensamento;<br></em>Manter o pensamento como à parte de um organismo vivo<br>&nbsp;singular, sensível e que sofre, que não vive, que é universal,<br>&nbsp;que não sente nem sofre jamais.</div><div><em>Se representar o pensamento como órgão universal</em>,<br> Desenvolvido pela espécie humana tanto quanto por outras espécies animais:<br> A parte da vida que escapa – ou tenta escapar –<br> da vida.<br> Que o pensamento é o único lugar irênico onde cada um de nós<br> pode tentar escapar dos interesses de sua própria vida, e procurar a<br> se acordar com tudo aquilo que pensa.<br> Que a vida escapa, do mesmo modo, do pensamento.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>XII</strong></div><div><strong>Tornar potente</strong></div><div>Não esquecer que o objeto do pensamento é não importa o quê;<br>&nbsp;que o objeto da vida, é o que importa à vida.</div><div><em>Considerar que aquele que pensa está envolvido em tudo o que é<br>&nbsp;possível, e que aquele que vive escolhe e sacrifica sem cessar<br>&nbsp;possibilidades;</em></div><div>No pensamento, não importa o que é livremente, igualmente e<br>&nbsp;distintamente possível;<br>&nbsp;Para aquele que vive, tudo está ligado e varia.<br>&nbsp;Distinguir o possível da potência (isto é, o que<br>&nbsp;torna possível ou impossível).</div><div><em>Admitir que quanto mais se é possível, menos se é potente;<br>&nbsp;que quanto mais se é potente, menos se é possível;</em></div><div><em>Pensar de maneira a tornar possível; viver de modo a tornar potente.</em></div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 00:40:18 UTC</pubDate>
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         <title>Des(orientando) o pensamento...</title>
         <author>Rampelotto</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1929814497</link>
         <description><![CDATA[<div>Os primeiros contatos...&nbsp; a distância também temos encontros!<br>... o que cada um pensava nesse momento?&nbsp;<br>o quanto essa jornada coletiva nos afetou?... o quanto afetamos a jornada... e nossos colegas?&nbsp;<br>... o que cada um pensa hoje?<br>quantos encontros nesse percurso: o outro, coisas, textos, instantes, ideias, pensamentos...<br>... o que cada um pensará amanhã?<br>_______________<br>Para alguém com um perfil, digamos, um pouco metódico, o título do texto proposto para iniciar nossa reflexão soou como música... imaginem: “regras” e “orientar” juntas numa pequena frase! Mas logo veio a realidade provocadora das palavras do filosofo e, claro, as lembranças instigadoras das nossas aulas, que têm me feito refletir no sentido de que, antes de “orientar meu pensamento”, em seu sentido literal, preciso desestabilizá-lo, ou como diria Rubens Alves, “raspar as tintas com que me pintaram”, desapegando-me de um raciocínio mais simpático a uma lógica cartesiana, para me abrir a novos “modos de saber e pesquisar”. Isso é o que tenho procurado fazer nesta disciplina ao buscar adaptar minhas ideias de pesquisa às novas propostas trabalhadas nas nossas aulas.&nbsp;<br><br></div><div>Já nas primeiras leituras de Alvesson &amp; Sandberg surgiram questionamentos quanto à proposta inicial de utilizar as noções de cultura e identidade organizacional, que são conceitos não consolidados na administração, principalmente pela origem de outras áreas das ciências sociais, como sociologia e psicologia. Porém, no exercício de problematização da questão de pesquisa (Aula 4), esses conceitos ainda apareceram com destaque.&nbsp;<br><br></div><div>Mais adiante, na leitura do artigo selecionado para o exercício da revisão da literatura, os autores apontaram que, da mesma forma como apareceu no meu anteprojeto, um ambiente de trabalho remoto demandaria a necessidade de adequação das estruturas organizacionais. No entanto, ao invés de abordar temas como cultura e identidade, o foco de atenção concentrou-se na construção de relacionamentos entre funcionários e lideranças a distância. Esse foi o rumo que procurei seguir, já pensando no trabalho final da disciplina, mantendo o foco inicial nas equipes virtuais, na gestão a distância e, principalmente, no afastamento entre as pessoas e entre estas e as organizações, porém, abrindo um espaço para a investigação por meio do método etnográfico, para estudar a lógica que informa os comportamentos dentro das organizações e procurar compreender como as relações e a sociabilidade passam a se configurar em ambientes mediados pelas tecnologias da informação e comunicação nas organizações públicas.<br><br></div><div>“Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou" (Heráclito).<br>&nbsp;<br>Eu posso estar finalizando essa disciplina com muito mais dúvidas do que entrei, mas com dúvidas desestabilizadoras e transformadoras da minha forma de pensar a pesquisa. Nesse sentido, inspirado por uma provocação feita pela professora, talvez no momento dessa foto anexa (?), de que “não podemos buscar resultados para descrever uma sociedade em constante transformação utilizando os mesmos métodos de sempre”, eu procurei me abrir para as possiblidades que nos foram apresentadas para refletir... com um pouco de dificuldade, pois as raízes positivistas da minha formação acadêmica e profissional são fortes... um ponto que pode contribuir nesse percurso é o fato de que na minha atuação profissional sou reconhecido como alguém que tem um perfil disruptivo, que não se convence quando alguém diz que algo é “feito assim porque sempre foi assim”, que estimula as equipes a inovar. Então, creio que, se isso for verdade, também pode ser um orientador para o meu pensar acadêmico no meu percurso de pesquisa daqui em diante.<br><br>Depois do consentimento de todos, posso publicar a imagem original <strong>😊😊😊😊</strong><br><br>Até terça!<br><br>Alexandre.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-05 18:56:20 UTC</pubDate>
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         <title>Conceitos disparadores</title>
         <author>lisboaroberta</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1929915100</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Inseparabilidade do conhecimento artístico e científico&nbsp;<br>Problematização<br>Deixar a escrita fluir&nbsp;<br>Buscar heterogeneidades<br>Recalcitrância&nbsp;<br>Buscar um campo em que se possa constituir o interesse pelo estudo&nbsp;<br>Seguir as pistas&nbsp;<br>Dispositivos<br>“Pensar de maneira a tornar possível; viver de modo a tornar potente” (GARCIA, 2019)<br><br></div><div>Inúmeros são os conceitos que me tocaram no desenrolar da disciplina. Acabei de citar alguns que não são unicamente conceitos, mas também ideias em relação a posturas e atitudes, as quais sem dúvida, me acompanharão daqui em diante, no fazer científico e na forma de olhar o mundo.&nbsp;<br><br></div><div>Há muitos anos e inserida em um contexto de aprendizagem bastante distinto do que temos hoje e do que tem sido tradicionalmente preconizado em Administração, tive a oportunidade de tomar contato com a obra Filosofia da Ciência: introdução ao jogo e suas regras, de Rubem Alves (1981), em que se busca resgatar o processo de constituição do modelo de ciência moderna, a partir de suas origens relacionadas ao senso comum, além de apresentar questões ligadas a métodos e criatividade, em que o objetivo do desenvolvimento científico é a necessidade de viver melhor.<br><br>Na época, me identifiquei com esta forma de enxergar a construção do conhecimento, no entanto, ao longo da trajetória, por conta de contingências diversas colocadas pelo cotidiano profissional, acabei por me distanciar desta concepção - que não separa e que cria a partir do mundo, considerando o todo e as particularidades de cada parte - e acabei moldando minha atuação a partir de uma postura predominantemente racionalista pautada pelo plano do visível, da superfície. Esta abordagem nos impede de nos abrirmos para tantas outras formas de atuação, de ser e de estar no mundo, nos priva das riquezas do sutil e pode acabar por conduzir a entendimentos equivocados ou inócuos, que não necessariamente atuam em consonância com a necessidade de viver melhor. &nbsp;<br><br></div><div>Hoje, ao encerramento deste ciclo de construção de aprendizado oportunizado pela experiência vivida ao longo do semestre, sinto a reconexão comigo mesma, porém de forma ainda mais madura e consciente, o que, apesar de não trazer tanta clareza de imediato, garante a certeza de que vale à pena confiar. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-05 21:15:46 UTC</pubDate>
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         <title>Não é o fim... </title>
         <author>crisfsilveirasastre</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1930157007</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Arquivos</em></div><div><em>Imagens</em></div><div><em>Vozes</em></div><div><em>Silêncio</em></div><div><em>Ética</em></div><div><em>Problematização</em></div><div><em>Reflexividade</em></div><div><em>Implicação</em></div><div><em>Mapa móvel</em></div><div><em>Pistas</em></div><div>&nbsp;</div><div>Estes são alguns dos conceitos disparadores que, ao longo da disciplina vem contribuindo para o (re)pensar de minha pesquisa, para problematização dos meus até então estabelecidos “modos de saber e pesquisar” e para o (re)conhecimento de saberes que em certa medida já me identificava, mas sobre os quais hesitava avançar ou mesmo não encontrava espaço para fazê-lo.... &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Ao reconhecer que fazer pesquisa na direção cartográfica é considerar que a realidade se apresenta como mapa móvel (BARROS; SILVA, 2013) e que arquivos podem ser considerados arenas de poder, capazes de dar voz ou silenciar acontecimentos ou grupos, refletir conhecimento, legitimar atos ou atores e colaborar para a constituição da memória coletiva moderna (LOPES; IPIRANGA, 2021), acredito que a pesquisa cartográfica e a etnografia de arquivos são caminhos possíveis, ainda que desafiadores para o meu fazer pesquisa em contexto de pandemia...&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Pesquisar em contexto de pandemia... pesquisar sobre, com e na pandemia... pesquisar para além da pandemia... muitas reflexões que seguem em construção e se intensificam com a leitura do texto de Tristan Garcia...&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><em>“Tratar igualmente cada possibilidade...[...]Compreender como cada conceito é a aliança escondida de uma imagem e uma ideia [...] Confrontar as promessas do pensamento a partir de seus efeitos últimos sobre a vida: realização, resistência, esgotamento, fracasso [...] Se envolver ao máximo possível na crítica ética e interna de todo pensamento [...]Não pensar para defender a sua vida (seus gostos, seus valores, seus pontos de partida [...]&nbsp; A parte da vida que escapa – ou tenta escapar da vida [...] (Trechos extraídos do texto “Doze regras para orientar o pensamento”, de Tristan Garcia)<br><br></em>Concordando com Romagnoli e Paulon (2014) que acreditam que é possível, em meio ao produtivismo acadêmico, também criar dispositivos, linhas de fuga do desejo, que permitam acompanhar a processualidade de nossos objetos de estudos com os quais estamos, sem dúvida, implicados, ao final desta disciplina, percebo mais claramente o quão grande é este desafio, todavia ao mesmo tempo, felizmente, caminhando junto à professora e aos colegas, diante dele não me sinto só, pois também acredito que "sustentando os bons encontros que nos potencializam [...] é justamente nesse jogo que se dá a construção do conhecimento" (ROMAGNOLI; PAULON, 2014) e, confiando que este não é o fim, reflito cada vez mais sobre o quão é necessário aproveitar a jornada, celebrar cada pequena descoberta, cada (re)pensar, cada nova perspectiva e mais ainda cada um dos genuínos encontros propiciados por este longo e intenso caminho...&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-06 01:58:28 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>annavisentini</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1930939351</link>
         <description><![CDATA[<div>Foram várias anotações realizadas ao longo desse semestre em relação aos insights trazidos pela disciplina, suscitando um alargamento do meu modo de pensar sobre o pesquisar, entre essas anotações destaco as seguintes frases: "ontologia, epistemologia e método não estão dissociados", "inseparabilidade do campo e do método", "cotidiano como possibilidade de pesquisa", "'pesquisar com' e não o 'pesquisar sobre'". Entretanto, creio que a anotação mais inspiradora para mim foi "pensar a pesquisa como artesanato e não como produção industrial" que também me remete ao texto da 7ª aula "A Manifesto for Patchwork Ethnography". Uma das grandes preocupações que tenho enquanto pesquisadora é a impossibilidade de dedicação total a pesquisa, e nesse contexto, pensar na pesquisa enquanto uma peça de patchwork que poderia ir compondo ao longo dos semestres de modo artesanal me ofereceu um novo caminho para pensar outros modos de pesquisar. Como as autoras destacam, não se trata de um modo de pesquisar buscando ser mais produtivo, mas de repensar os "materiais, ferramentas e objetos" que podem ser empregados em nossa pesquisa (Günel, Varma &amp; Watanabe, 2020). <br><br>Nesse sentido, escolhi trazer para esse momento uma música do Jorge Drexler que gosto muito, e acho que se relaciona muito com a curiosidade que move o fazer pesquisa, independentemente da possibilidade de maior ou menor dedicação que temos, o que nos move é a busca por entender um pouco melhor aquilo que não compreendemos, pesquisar é o movimento que nos leva a seguir ao horizonte com <em>los ojos en alerta, todo oídos, olfateando aquel desconcertante paisaje nuevo, desconocido</em>...</div><div><br></div><div>Foi muito bom estar em movimento com vocês no decorrer desse semestre. Obrigada profa Cláudia e obrigada colegas.</div><div><br></div><div>Referência:</div><div>Günel, G., Varma, S., &amp; Watanabe, C. (2020). A Manifesto for Patchwork Ethnography. Member Voices, Fieldsights, 1–9.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/lIGRyRf7nH4" />
         <pubDate>2021-12-06 12:16:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>gabi_mercali</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1931048993</link>
         <description><![CDATA[<div>O semestre finda deixando em mim diversos sentimentos. O principal, talvez, seja de que de há <strong>ESPERANÇA</strong> em mim, em nós, nas ciências e no mundo. Na imagem, a flor amarela simboliza a brecha, o interstício que tem a capacidade de <strong>produzir e performar realidades</strong> no meu trabalho de aluna pesquisadora - essa que muitas vezes veste jaleco branco quando em campo e carrega seu material de pesquisa na mochila.<br><br></div><div>Pesquisa essa que tem <strong>implicações políticas, éticas e estéticas</strong> e que exigem de mim uma <strong>postura e atitude</strong> condizentes com os impactos que tentamos propagar na sociedade. O cuidado que tem a intenção de <strong>emancipar</strong> pede uma pesquisadora mais sensível ao processo de fazer-pesquisa, aguçando a <strong>consciência crítica</strong> e a reflexão do próprio papel, ativando o <strong>potencial de afetamento</strong>, que dispõe da sensibilidade e da atenção para captar atravessamentos diversos e imprevisíveis no campo.&nbsp;<br><br></div><div>Investigar “com”.. o <strong>coletivo</strong>, a <strong>multiplicidade</strong>, entre as <strong>relações</strong>. Adentrar a dobra. E lá poder <strong>inventar e ousar</strong>. É desafiar e, sim, gera ansiedade. O próximo movimento será acertado? Não sei. Não tem como saber... Mas está coerente com o que entendo ser “eu no mundo” e, portanto, com o fazer pesquisa e ciência na contemporaneidade dentro das ciências sociais. Acaba, então, por também gerar satisfação e pertencimento.&nbsp;<br><br></div><div><em>“Nós não somos. Nós estamos sendo. Pare de querer ser rocha. Aceite ser rio.”</em>&nbsp;</div><div>(Alejandro Jodorowsky)</div><div>&nbsp;</div><div>A frase vista na primeira vez que habitei o ambulatório me remete ao ensinamento desse semestre e que inspiram na sequência do estudo. Ser rio para poder acessar o “entre” e ter a consciência que estamos sempre <strong>fluindo em processo</strong>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-06 13:16:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Amanheceu o pensamento</title>
         <author>claudiaantonello</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1931254717</link>
         <description><![CDATA[<div>Baby, compra o jornal<br>Vem ver o sol<br>Ele continua a brilhar<br>Apesar de tanta barbaridade...<br>Baby, escuta o galo cantar<br>A aurora dos nossos tempos<br>Não é hora de chorar<br>Amanheceu o pensamento...<br>O poeta está vivo<br>Com seus moinhos de vento<br>A impulsionar<br>A grande roda da história...<br>Mas quem tem coragem de ouvir<br>Amanheceu o pensamento<br>Que vai mudar o mundo<br>Com seus moinhos de vento...<br>Se você não pode ser forte<br>Seja pelo menos humana<br>Quando o papa e seu rebanho chegar<br>Não tenha pena...<br>Todo mundo, todo o mundo é parecido<br>Quando sente dor<br>Mas nu e só ao meio dia<br>Só quem está pronto p'ro amor...<br>O poeta não morreu<br>Foi ao inferno e voltou<br>Conheceu os jardins do Éden<br>E nos contou...<br>Mas quem tem coragem de ouvir<br>Amanheceu o pensamento<br>Que vai mudar o mundo<br>Com seus moinhos de vento...<br>Mas quem...<br>(Mas quem tem coragem de ouvir<br>Amanheceu o pensamento)<br>Que vai mudar o mundo<br>Com seus moinhos de vento...<br>O poeta não morreu<br>Foi ao inferno e voltou<br>Conheceu os jardins do Éden<br>E nos contou...<br>Mas quem tem coragem de ouvir<br>Amanheceu o pensamento<br>Que vai mudar o mundo<br>Com seus moinhos de vento...<br>Mas quem...<br>Mas quem tem coragem de ouvir<br>Amanheceu o pensamento<br>Que vai mudar o mundo<br>Com seus moinhos de vento...</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-06 14:36:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Orientando o pensamento pela internet: “Pensar de maneira a tornar possível; viver de modo a tornar potente” (Tristan Garcia).</title>
         <author>raquelpra</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1931635339</link>
         <description><![CDATA[<div>Para orientar meu pensamento nos próximos passos do trajeto de pesquisa, inspirada por Tristan Garcia, Gilberto Gil (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=2ZZ-LSIwKYc">https://www.youtube.com/watch?v=2ZZ-LSIwKYc</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=X6BA_9cYhpA">https://www.youtube.com/watch?v=X6BA_9cYhpA</a>) e os ricos encontros proporcionados pela disciplina, busco incorporar como conceitos disparadores e sensibilidades na prática de pesquisa:</div><div>&nbsp;</div><div>Pensar a pesquisa como percurso e encontro, repleta de imprevistos, incertezas, surpresas, que se refletem no caráter emergente do objeto problema/acontecimento.</div><div>Pensar o campo em movimento como uma criação artística, repleta de escolhas intencionais, mas também situada nas redes de relações heterogêneas que compõe a pesquisa e nos compõe como pesquisadoras.</div><div>Pensar a pesquisa como processo e a pesquisadora como em permanente (trans)formação.</div><div>Pensar o rigor e a ética como situacionais e constituídos coletivamente, por meio da prática das reflexividades e de negociações constantes com o campo. Pesquisar é partilhar.</div><div>Pensar a pesquisa como potência e compromisso ético-político na criação de novas possibilidades e novos mundos: quando mudamos nossa relação com o mundo, não estamos mudando apenas a nós mesmas, mas também estamos mudando o mundo, de alguma forma.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;“Eu quero entrar na rede. Promover um debate. Juntar via internet” (Gilberto Gil - Pela Internet).</div><div>Para isso, preciso saber como “Se faz uma jangada e um barco que veleje. Um barco que veleje nesse info-mar. Que aproveite a vazante da info-maré” (Gilberto Gil - Pela Internet).</div><div>Agora, “Estou preso na rede. Que nem peixe pescado. É zapzap, é like. É instagram, é tudo muito bem bolado” (Gilberto Gil - Pela Internet 2).</div><div>“Que o desejo agora é garimpar. Nas terras das serras peladas virtuais” (Gilberto Gil -Pela Internet 2).</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-06 16:56:51 UTC</pubDate>
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         <title>(Re)nascer: novas impressões, novos tons</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932208367</link>
         <description><![CDATA[<div>Busquei e esperei por uma disciplina que pudesse contribuir para pensar sobre a minha tese. Recebi muito mais!</div><div>Acolhimento, direcionamento, impulso, verdade(s), força, intensidade, inspiração. Uma disciplina verdadeiramente inspiradora. Que fez a minha cabeça explodir (Roberta, 2021) ;). Explosão de reflexões sobre possibilidades e impossibilidades de pesquisa. E explosão de alegria por compartilhar as tardes de terça com mentes tão brilhantes e generosas.</div><div>A seguir, trago alguns conceitos, falas, pensamentos que foram disparadores, inspiradores e inventivos para trilhar o meu percurso de pesquisa daqui para frente:</div><div><br>- Deixar se afetar pelo campo</div><div>- Estranhamento</div><div>- Não perder a experiência da pesquisa – as inconformidades fazem parte dela</div><div>- Olhar para além daquilo que já está dado</div><div>- Para ver melhor é necessário “deixar de ver o que víamos" – brigar/lutar com a nossa visão</div><div>- O Tema se sustenta?</div><div>- Relação pesquisador-participante – confiança, cuidado, ética</div><div>- Transformação-ação</div><div><br>Por fim, agradeço imensamente pelos aprendizados e por todas as trocas que tivemos ao longo da disciplina. Colegas, foi um prazer estar com vocês.&nbsp;Professora Cláudia, sua dedicação, cuidado e generosidade ao compartilhar saberes são inspiração. Obrigada por tanto!<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1488355266/7dd194111c2d7eae6424041473baaa00/Georges_Seurat___River_Bank.jpeg" />
         <pubDate>2021-12-06 21:48:58 UTC</pubDate>
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         <title>Ampliando a força</title>
         <author>alexandrewissmann</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932320648</link>
         <description><![CDATA[<div>Olá pessoal, boa noite!</div><div>&nbsp;</div><div>Primeiro gostaria de dizer que observando as anotações feitas ao longo do semestre e rememorando nossos momentos vividos em aula e fora dela, bem como aqueles momentos em que nos deparávamos diante de nós mesmos, noto um período repleto de (re)descobertas, sentimentos, produções e afetos. Um período de “constituir-se no caminho”...</div><div>&nbsp;</div><div>Conforme escrevi em um fórum anterior, em nosso primeiro encontro da disciplina, onde falamos sobre nossas expectativas com a cadeira, lembro-me de ter feito um comentário, que inclusive encontrei nas anotações em meu caderno, sobre minha dificuldade em “pisar, de fato, nesse caminho onde estão as raízes do meu pensamento”, foram estas palavras que utilizei naquela aula. Hoje, ao final da disciplina, reafirmo, sinto que estou me aproximando desse “pisar”. Essa memória que trago novamente conversa com os conceitos inspiradores com os quais nos deparamos ao longo de nossa caminhada.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Assim, no exercício de pensar sobre os conceitos disparadores para guiar meu percurso de pesquisa daqui pra frente, encontro-me diante de diferentes inspirações.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Olhando ainda para nossos primeiros encontros, vejo conceitos que se aproximavam de meu modo de enxergar a pesquisa e conceitos que me colocaram em uma posição desconfortável. Refiro-me, respectivamente, aos conceitos de cotidiano e humanos e não humanos. Cotidiano, pois sempre me chamava à atenção o estudar estando presente e ao lado das pessoas, fazendo parte de suas atividades ordinárias (Ferraço, 2007). E humanos e não humanos, pois ainda não havia pensado no protagonismo dos não humanos na pesquisa, abrindo um espaço que até então não existia em minhas construções (Tsing, 2020).</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div>A ideia de protagonismo e de cotidiano na pesquisa também me leva para outro conceito disparador que foi sendo construído ao longo das nossas aulas: os participantes. A diferença entre as noções de sujeito e participante foi ficando evidente ao longo de nossas aulas por meio de diferentes exemplos que sempre apontaram para a riqueza d as pesquisas que assumiam uma postura de lateralização com o campo, onde os participantes da pesquisa construíam em conjunto com o pesquisador os saberes do trabalho (Sade, Ferraz &amp; Rocha, 2013; Pinheiro, Fischer &amp; Cargnin, 2017).</div><div>&nbsp;</div><div>Outra concepção inspiradora foi a de problematização (Alvesson &amp; Sandberg, 2013). A discussão em aula e as possibilidades de ir além da identificação de lacunas de pesquisa nos mostraram possibilidades de desafiar campos, metáforas e conceitos dominantes. As discussões parecem ter me oferecido coragem e incentivo para tentar seguir um caminho mais vibrante e engajado dentro das pesquisas. Ao falar de engajamento, também destaco a noção de leitura assinada de Derrida, trazida por Fischer (2005). Em seu texto, a autora nos relembra da paixão, da força que o ato de escrever coloca em jogo, apontando à importância de nos posicionarmos, de nos arriscarmos, nos fazermos presentes e envolvidos nas discussões.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>A leitura assinada me leva à última inspiração que gostaria de apresentar nesse comentário: a dimensão política de nossas pesquisas. Do início de nossos diálogos até a finalização dos conteúdos na última aula, a dimensão política se fez presente em praticamente todos nossos conteúdos, como por exemplo, quando falávamos da (i) necessidade de um redirecionamento dos interesses e valores de grupos periféricos para uma posição centralizada nos modelos teóricos e práticos de gestão da mudança (Amis &amp; Greenwood, 2021); do valor da pesquisa ao longo do tempo (Alvesson &amp; Sandberg, 2013), do sublinhar os confrontos que nossa pesquisa coloca em pauta (Alvesson &amp; Sandberg, 2013), do ampliar a força (Passos &amp; Barros, 2009); e do constranger a neutralidade (Passos &amp; Eirado, 2009). Entendo que dar esse passo e assumir uma postura, (re)pensando sobre nossas raízes como pessoa e pesquisador, é o grande salto para a diferença. É a ética como devir, é o devir como minoria, é a minoria como transformação, é a transformação como devir.</div><div>&nbsp;</div><div>A música que trago, embora não represente todos os conceitos disparadores mencionados, faz referência e é criada através de vários deles, como o cotidiano, a leitura assinada, os participantes e principalmente a dimensão política, no sentido de um constrangimento da neutralidade. Para além dessas relações entre conceitos e música, ela possui um significado e valor próprio para mim, pois me faz lembrar de um momento de vida no qual, ao sair de casa pela primeira vez e ingressar na pós-graduação em uma Instituição Pública, afastando-me de minha realidade até então, vivi transformações, descobri novos espaços e mundos... Algo que aconteceu também nessa disciplina. Obrigado colegas e obrigado Professora Claudia.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=7DX4KWYU09U" />
         <pubDate>2021-12-06 23:37:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Welcome to the Internet</title>
         <author>odevezarb</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932331743</link>
         <description><![CDATA[<div>Trago este clipe que encontrei nas minhas anotações junto às leituras sobre Etnografia Digital/Virtual. A letra apresenta este “mundo Internet” e seus movimentos, reflete os perigos e uma construção de moral própria. Para além da letra, as composições visual e musical remetem-me às discussões “do olhar por trás” dessas construções e acarretam em mim a ansiedade da indefinição de um mundo tão amplo, cheio de possibilidades de pesquisa e repleto de cobranças.&nbsp;</div><div>Este clipe faz parte de um especial realizado pelo músico e humorista Bo Burnham durante o período de isolamento na pandemia. Especial este que é resultado do processo de reflexividade de Burnham após abandonar os palcos por Síndrome de Pânico. Reflexividade sendo um conceito por mim descoberto aqui, apesar de certas práticas já fazerem parte de minha construção de saberes. Passou a ser sistematizado e fortificou-se com o desenrolar de nossas discussões.&nbsp;</div><div>Ao contrário deste especial, esta disciplina fortaleceu o entendimento da necessidade de um construir coletivo, de estar verdadeiramente ao lado daqueles que se dispõem a desenvolver a pesquisa comigo. E, dentro deste processo, enxergar os atuantes, seus movimentos, suas relações e suas agendas. Diferentemente do que a profe Claudia diz sobre “sairmos com mais perguntas do que respostas”, acredito que saio com mais desafios e uma maior responsabilidade em todos os ambientes de minha vida, pois, se aqui entrei para conhecer novos métodos, daqui eu saio com um novo olhar para o mundo que está desenhando minha pesquisa. Obrigada, pessoal ;)</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=k1BneeJTDcU" />
         <pubDate>2021-12-06 23:48:28 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>greiceane_vieira</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932387904</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu escolho essa imagem como ponto de partida para minha reflexão porque a estética da imagem aparenta ilustrar, pelo menos em parte, um lugar em mim, um lugar que eu não vejo, mas um lugar que eu sinto... que eu sinto quando estou comigo.... e a disciplina me fez “estar comigo”...<br><br></div><div>Resolvi então fazer um texto ao acaso, um texto constituído a partir de pequenas frases extraídas das reflexões que desenvolvi ao longo de cada uma das aulas... Assim, aplicando pequenas adaptações para que as frases dialogassem entre si, esse texto não representa somente a expressão de quem fui em cada momento, mas de quem sou agora, a soma de todos esses momentos e a transformação proporcionada por cada um deles...<br><br></div><blockquote><em>Questiona-se não para obter respostas, inclusive porque as mesmas inexistem, questiona-se assim pelo encontro com o processo reflexivo... Quem somos nós pesquisadores que desejamos desafiar consensos? Compreender parte de um diálogo amplo...<br><br>Instituir um movimento contrário de estranhamento, por meio do qual se “estranha o familiar”, superando as próprias representações ...&nbsp;<br><br>Longe da pretensão de neutralidade, um modo distinto de produção de conhecimento, reconhecendo não somente a necessidade de envolvimento com o meio, mas também suas limitações [...]estudos que reconhecem e aceitam as limitações da capacidade da perceptiva humana, perspectiva de uma ciência humana e para humano...<br><br>&nbsp;Compreender as afetações, [...] contribuir com respostas autênticas sobre a forma de pensar e discutir a temática, vivenciando o ambiente da forma em que o mesmo se apresenta...&nbsp;<br><br>Perceber os elementos como agentes ativos no mundo, como componentes-chave das redes dinâmicas, em vez de um conjunto de coisas estáticas e imutáveis...&nbsp;<br><br>Escreve-se muito, entretanto ainda há lacunas a serem preenchidas quando se trata de uma escrita para todes e que transmita a presença do ambiente desejado, avançando a linha do interesse de pesquisa para o compromisso de revelar a realidade como ela é transmitida...&nbsp;<br><br>A reflexividade está presente nos mais variados momentos da pesquisa...&nbsp;</em></blockquote><var><br></var>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 00:35:50 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O outro</title>
         <author>rochaalexiaf</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932432841</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante algumas aulas esse trecho tem estado em minha mente, e acredito que ele traduza muito do que dialogamos, pensando em pesquisa social, em ética, em reflexividade, em expressividade, em subjetividade.<br><br>"Que sei eu do eu?<br>Que sei eu do outro, o outro mesmo, o de fora, não o nosso outro tão íntimo?<br>Consigo em algum momento, em um único momento, chegar até ele?" (Virgínia Woolf)<br><br>Constantemente, durante as aulas, refleti sobre esses territórios, sobre a minha existência e sobre a dos demais. Uma ininterrupta reflexão e transformação, um olhar para dentro e ressignificar o meu eu e o meu olhar para, sobre e com o outro.<br><br>Sem dúvidas a empatia, o respeito, o compartilhamento e a mente aberta foram marcantes nessa disciplina. E, espero que nossos caminhos continuem cruzando-se!!<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-07 01:08:46 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Produzindo em conjunto</title>
         <author>personalleolima</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932603643</link>
         <description><![CDATA[<div>A minha trajetória na disciplina foi atravessada por inúmeras situações, as quais acredito serem idênticas à inúmeros colegas: esforço, cansaço, esgotamento, malabarismo, aprendizagem, ensinamento, afetos, empatia, compartilhamento, força, construções, laços, vínculos, reflexões, incerteza, alegria, orgulho, ansiedade, alívio, “abrir mão” de algumas coisas e ignorar outras. Contudo, todo o processo foi uma oportunidade enriquecedora. No meu caso em específico, vim para a disciplina com a certeza que iria me aproximar de decisões de pesquisa as quais eu ainda não tinha claro e foi justamente nesse ponto que fui me “construindo” durante as aulas. E esse é um processo de construção ainda em fase de elaboração, mas com um “corpo” um pouco mais idealizado. Sendo assim, trouxe para este momento a quarta “regra” do texto de Tristan Garcia, onde ele propõe: “levar a sério toda ideia que orienta um pensamento”. Toda a ideia que irá originar um problema de pesquisa, pode inicialmente parecer irrelevante pelos excessos de críticas ou pelo consenso já superado pelos pares, contudo para o pesquisador, ela irá sendo transformada conforme o percurso e ganhando relevância conforme o envolvimento do pesquisador com ela, deixando de ser apenas um objeto à ser respondido, para tornar-se um projeto de vida. Ou como sugere Garcia “em vez de resistir ao que irá advir, trabalhar para aumentar o que quer que advenha ao e no pensamento”.<br><br></div><div>Esse processo de “aceitação” da ideia de pesquisa, do que pesquisar foi (e está) sendo construído por mim durante a disciplina lendo, escrevendo, ouvido, falando e aprendendo com o processo de cada colega e através dos ensinamentos afetuosos da professora Claudia. Mas, não é um processo que se encerra na conclusão do semestre. Da mesma forma como a música “<em>Get Back</em>”, a qual trouxe um vídeo para ilustrar essa relação, uma obra que foi sendo construída através de várias ideias e pensamentos até tornar-se uma referência. O vídeo mostra os bastidores dessa produção musical, onde Paul McCartney introduz aos seus companheiros de banda, Ringo Starr e George Harrison, algumas notas que poderiam tornar-se uma canção. Na urgência do prazo para entregar o álbum (<em>Let it Be</em> de 1969), os dois ouviram despretensiosamente as investidas de Paul, até começarem a acompanhá-lo com elementos sonoros na construção da canção. Esta música tornou-se uma das mais conhecidas dos Beatles, sendo tocada por eles uma única vez ao vivo, no telhado da Appel Records em 30 de janeiro de 1969, icônica última apresentação do quarteto.<br><br></div><div>Talvez o exemplo dos bastidores da produção da música dos Beatles não pareça fazer sentido, mas entendo que o processo de construção de uma pesquisa necessite dos mesmos elementos que podem ser compreendidos no vídeo: uma ideia crua, que foi sendo aprimora pela insistência e não foi deixada à margem pela crítica ou desinteresse, desenvolveu-se com outros elementos sonoros (talvez na pesquisa esses elementos possam vir do campo ou das bases teóricas) até sua finalização (da mesma forma que uma dissertação ou tese, por conta do prazo). Eu consigo ver elementos de uma construção muito similares, principalmente quando a proposta envolve uma etnografia.<br><br></div><div>Sem mais, aproveito este ensejo para agradecer a todas e todos por estes momentos de aprendizagens e compartilhamentos. Acredito que serão laços duradouros. Faço um apelo: não acabem com o grupo no <em>Whatsapp.<br></em><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=9kOQ5sgzhRA" />
         <pubDate>2021-12-07 02:57:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>kellyfspier</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932703023</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A despedida é a certeza que existiu um encontro. E nós tivemos muitos encontros. Em meio a preparação para dizer um até logo, exercito as reminiscências. Entre pensar e escrever, pausas. São muitas relevâncias. Quisera restaurar os tantos experimentos de pensamento com os quais andei as voltas durante nossa convivência. Decerto, não sou mais a mesma. Fui atravessada pela urgência de devolver os muitos mundos ao mundo. Cada uma de nossas histórias, sempre parciais e contingentes, porém relevantes, poderiam compor outros possíveis. Nosso desconforto, como polifonia, sempre com tons divergentes, bem que poderia emaranhar-se, restaurar a interdependência, ainda que de maneira incomum. Invento uma teia imaginária para nosso coletivo, a metáfora de um rizoma, num exercício criativo da permanência de laços, esses vitais para a sobrevivência.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A diferença é um desafio, quase uma incapacidade de mistura, dada a heterogeneidade. Em algum lugar aparece uma possibilidade de vínculo, um entre, um interstício capaz de compor uma ideia e uma ação. Na travessia, o embate, a divergência. Embora desafiador e incerto, sempre em aberto, a transformação do existente está naquilo que foi esquecido, destruído ou ainda não inventado. Aos meus colegas e, sobretudo, a professora Cláudia, dedico meu esforço dessa escrita e o desafio de, daqui para a frente, refazer meu dizível. Dentre tantas inspirações, a maior delas, refere-se à afetação para o processo de escrevivência. Um outro modo de dizer, mais sensível...um emaranhado afetivo, expressão do que sinto. A escrita tanto da obra a fazer, como dela feita.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;A expressão viva que inspira meu caminhar é a 19ª FLIP – Festa Literária Internacional de Parati – que aconteceu de 27 de novembro a 5 de dezembro 2021. O tema: <strong>Plantas e Literatura</strong>. Um presente. Depois do agora, muito por viver...&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br><br></div><div>Literatura e plantas - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jMGk2YfzPXs&amp;t=1087s">https://www.youtube.com/watch?v=jMGk2YfzPXs&amp;t=1087s</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Folhas e verbos - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=muPKk001SuI">https://www.youtube.com/watch?v=muPKk001SuI</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Árvores e escrita - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=UnU1KrOXNJQ">https://www.youtube.com/watch?v=UnU1KrOXNJQ</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Fios de palavras - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mC3bN0y-fcI">https://www.youtube.com/watch?v=mC3bN0y-fcI</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Em busca do jardim - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VbO5L5JPy8w&amp;t=1475s">https://www.youtube.com/watch?v=VbO5L5JPy8w&amp;t=1475s</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Utopia e distopia - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=EVqFX3SZCNk">https://www.youtube.com/watch?v=EVqFX3SZCNk</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Metamorfoses - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kSG9p6VoMY0">https://www.youtube.com/watch?v=kSG9p6VoMY0</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Políticas vegetais - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jg_8yW2z6zI">https://www.youtube.com/watch?v=jg_8yW2z6zI</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Botânicas migrantes - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4LlV-PYfKpc">https://www.youtube.com/watch?v=4LlV-PYfKpc</a>;&nbsp;<br><br></div><div>Cartografias para adiar o fim do mundo - <a href="https://www.youtube.com/watch?v=78ikR_oxrtg&amp;t=8s">https://www.youtube.com/watch?v=78ikR_oxrtg&amp;t=8s<br></a><br></div><div>&nbsp;&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=xw-vV3wIzks" />
         <pubDate>2021-12-07 04:08:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Conceitos disparadores e inspiradores para trilhar o percurso de pesquisa</title>
         <author>adripancotto</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1932791645</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Acolhendo o convite de relembrar e retomar nosso o percurso de estudos ao longo deste semestre a partir do texto do filósofo Tristan Garcia, penso que (re)“orientar nosso pensamento” para dar conta de nossas questões de pesquisa constituídas em campo, num contexto tão singular como a pandemia, para além de uma opção, seja uma necessidade do pesquisador que deseja fazer uma contribuição teórica coerente e situada, a partir de um trabalho de campo criativo e descoberto.&nbsp;</div><div>Mesmo tendo participado das edições anteriores da disciplina, as leituras, atividades e trocas proporcionadas durante esse semestre, oportunizaram-me um revisitar autores, conceitos, teorias, princípios e metodologias já conhecidos (e também novos), como “lentes especiais” para saber e pesquisar nossos fenômenos num contexto jamais vivenciado pela atual geração. Os efeitos da pandemia reverberam em todos os campos, nas dimensões sociais, econômicas e políticas.</div><div>Pude relacionar algumas das “regras para orientar o pensamento” de Tristan Garcia a algumas ideias, conceitos e vistos disparadores, inspiradores e inventivos para minha trilha de pesquisa.</div><div>Relacionei o “Deixar ser” ou “maximizar o possível” com a abertura do pesquisador ao reconhecimento das múltiplas e coexistentes realidades, sem hierarquizá-las ou pré determiná-las e como seu posicionamento ético e político pode contribuir para que essas realidades e existências não sejam negadas ou apagadas.&nbsp;</div><div>“Cartografar a situação do pensamento - Recontar grandes narrativas teóricas a fim de compreender nossa situação” aproxima-se com a importância da revisão de literatura como processo sistematização, problematização e diálogo com o campo e outros saberes, assim como possibilidade de realizar processos analíticos e de escrita mais reflexiva.&nbsp;</div><div>“Traçar uma nova linha de pensamento distinta” fez-me resgatar as problematizações trazidas por Alvesson &amp; Sandberg acerca de questionar os pressupostos teóricos que sustentam a literatura influente existente. Mudanças teóricas e a forma como os pesquisadores se relacionam com seu trabalho, também são questões-chave para o desenvolvimento de pesquisas significativas e para que gerem contribuições importantes.&nbsp;<br><br></div><div>Ao longo da disciplina, nossa “caixa de ferramentas” para saber e pesquisar, foi incrementada com estudos etnográficos (presenciais, virtuais e digitais), autoetnografia reflexiva, cartografia, etnografia de documentos e o uso de áudio, vídeo e imagem em estudos qualitativos, enquanto métodos e técnicas que possibilitam um olhar diferente para um campo que é dinâmico e processual, assim como suas organizações e o próprio processo de constituição do pesquisador na sua trilha de pesquisa. Nas palavras de Tristan Garcia, “para aquele que vive, tudo está ligado e varia”!&nbsp;</div><div><br>Trago a música Estranho Fetiche, do Humberto Gessinger, que permite pensar nos outros modos de olhar, que fogem do “umbigo como centro do mundo” e do tempo que custava a passar… olhar o mundo como fluxo e processo, “o gerúndio chegando como quem pretende ficar”, o estranho e do estranhamento. Da dinâmica do campo, da constituição da pesquisa, dos métodos e também do pesquisador: “Tudo depende da hora, fruto, semente e flor, mas o sonho de mudar o mundo, ao menos muda o sonhador.” E, ao fim, ainda fala de esperança e realizações (penso que de diversos sonhos adiados pela pandemia, dentre eles de poder realizar e concluir nossas pesquisas): “Vejo o futuro, não vejo a hora e do sonho se realizar”!<br><br><br><mark>&nbsp;</mark><em><mark>Estranho Fetiche - Humberto Gessinger</mark></em></div><div><em><br></em><br></div><div><em>Quando o umbigo era centro de tudo</em></div><div><em>Norte havia só um</em></div><div><em>Quando ninguém olhava pro lado</em></div><div><em>Dark side of the moon</em></div><div><em>Quando ponteiros ainda giravam</em></div><div><em>Giravam o sol e o luar</em></div><div><em>Quando relógios custavam fortunas</em></div><div><em>E o tempo custava a passar</em></div><div><em>Chegou chegando o gerúndio</em></div><div><em>Como quem pretende ficar</em></div><div><em>Dando letra</em></div><div><em>Dando corda pro relógio se enforcar</em></div><div><em>Tudo depende da hora</em></div><div><em>Fruto, semente e flor</em></div><div><em>Mas o sonho de mudar o mundo</em></div><div><em>Ao menos muda o sonhador</em></div><div><em>Tudo depende da hora</em></div><div><em>Água, gelo ou vapor</em></div><div><em>Mas o sonho de mudar o mundo</em></div><div><em>Às vezes muda o sonhador</em></div><div><em>Vejo o futuro</em></div><div><em>Não vejo a hora</em></div><div><em>Do sonho se realizar</em></div><div><em><br></em><br></div><div><em>Compositores: Humberto Gessinger / Nando Peters</em></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 05:32:06 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Será  Por Vir? </title>
         <author>claudiaantonello</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 12:34:56 UTC</pubDate>
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         <title>(Re)nascer: novas impressões, novos tons</title>
         <author>jeniferarruda</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1933535586</link>
         <description><![CDATA[<div>Busquei e esperei por uma disciplina que pudesse contribuir para pensar sobre a minha tese. Recebi muito mais!</div><div>Acolhimento, direcionamento, impulso, verdade(s), força, intensidade, inspiração. Uma disciplina verdadeiramente inspiradora. Que fez a minha cabeça explodir (Roberta, 2021) ;). Explosão de reflexões sobre possibilidades e impossibilidades de pesquisa. E explosão de alegria por compartilhar as tardes de terça com mentes tão brilhantes e generosas.</div><div>A seguir, trago alguns conceitos, falas, pensamentos que foram disparadores, inspiradores e inventivos para trilhar o meu percurso de pesquisa daqui para frente:</div><div><br>- Deixar se afetar pelo campo</div><div>- Estranhamento</div><div>- Não perder a experiência da pesquisa – as inconformidades fazem parte dela</div><div>- Olhar para além daquilo que já está dado</div><div>- Para ver melhor é necessário “deixar de ver o que víamos" – brigar/lutar com a nossa visão</div><div>- O Tema se sustenta?</div><div>- Relação pesquisador-participante – confiança, cuidado, ética</div><div>- A escrita cria um segundo campo<br>- Aquilo que&nbsp; "em casa" possuía sentido no campo pode perder força.<br>- Transformação-ação</div><div><br>Por fim, agradeço imensamente pelos aprendizados e por todas as trocas que tivemos ao longo da disciplina. Colegas, foi um prazer estar com vocês. Professora Cláudia, sua dedicação, cuidado e generosidade ao compartilhar saberes são inspiração. Obrigada por tanto!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 13:46:23 UTC</pubDate>
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         <title>Novos caminhos</title>
         <author>bittencourtluise</author>
         <link>https://padlet.com/claudiaantonello/fd8dv76gojjpjejn/wish/1933691091</link>
         <description><![CDATA[<div>A disciplina me despertou um olhar que antes eu não havia dado atenção, ou até mesmo, não tinha percebido que poderia ser um caminho válido a ser seguido. Além de ampliar as possibilidades de fazer pesquisa, também a trouxe como acolhimento, como despertar e dar voz. <br><br>Duas coisas que mais me marcaram: <br>- o olhar voltado ao pesquisado, com cuidado e delicadeza na hora de conduzir uma pesquisa, lembrando que aquela pessoa detém as informações que buscamos, sendo um ser ativo no processo de pesquisa e que deve ser considerado como tal;<br>- os desdobramentos que podemos fazer em busca de uma pesquisa mais igualitária, feminista, voltada ao outro e com resquícios da etnografia. Difícil, como já discutimos, porém destacamos a importância das redes de apoio de profs, ppgs, colegas, grupos de estudos, etc, que poderiam auxiliar nesses novos caminhos de pesquisa.<br><br>Refletindo sobre meu tema de pesquisa e sobre a pesquisa social e reflexividade, deixo um trecho de uma música que diz muito sobre os caminhos sinuosos que (sobre)vivemos na vida e na carreira. <br><br><em>“Chegou na cidade grande/Sem emprego e proteção/Estranhou a diferença/Que existia no sertão”<br>Jair Rodrigues - Migração <br><br></em><br>Acho que é sobre isso, sobre cuidado, atenção, ética e delicadeza, tão qual foi nos passado durante todo o semestre. Muito obrigada a profa e aos colegas que contribuíram para essa nova construção de pensamentos e reflexões. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 14:40:24 UTC</pubDate>
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