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      <title>Meu padlet sublime by Lucas Antunes Machado</title>
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      <description>Criado com alegria</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-09-24 20:18:12 UTC</pubDate>
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         <title>Por quê Lélia?</title>
         <author>lucasamachado</author>
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         <description><![CDATA[<div>Este trabalho é composto por um grupo heterogêneo - mulheres brancas e negra heterossexuais, um homem negro gay, de classe trabalhadora, cisgênero. A escolha de Lélia pelo grupo converge com as experiências sociais, culturais, políticas e de gênero que atravessam nossas experiências sociais na academia e fora dela.&nbsp;<br><br>Observe a imagem! Ela dá conta de "simplificar" um movimento de pensamento intelectual e prático chamado de Interseccionalidade. O que é isso? A compreensão de que os sistemas de opressão estão interligados e convergem. Essa compreensão vai contra uma ideia corrente nas análises sociais ligadas as opressões de classe, raça e gênero que as analisavam de forma isolada e não concatenadas. Audre Lorde, filósofa e ativista do movimento feminista exemplifica em uma frase a importância do movimento de pensamento interseccional: "Dentro da comunidade lésbica eu sou negra, e dentro da comunidade negra eu sou lésbica", para propor que não existe hierarquia de opressão, portanto, os sistemas de opressão se interligam de modo que cruzam as experiências sociais dos indivíduos. Nossa preocupação não pode se dar apenas com foco em uma opressão - de raça ou classe, por exemplo -, mas na convergência entre ambas na produção de nossas mentes e corpos<br><br>Fazemos essa breve introdução perguntando "Por quê Lélia Gonzalez" porque nos compreendemos enquanto sujeitos atravessados/as pelos sistemas de opressão interligados que nos fazem, inclusive, ignorar com normalidade a ausência de intelectuais e cientistas negros/as na universidade. Embora não seja o único, pensamos que o pensamento interseccional - enquanto movimento intelectual/teórico e prático/experiencial - pode ser uma alternativa para nos (re)pensarmos enquanto pessoas movidas por um sistema colonial, racista e supremacista branco, nos termos de bell hooks.<br><br>Referências&nbsp;<br>hooks, bell. Erguer a voz: pensar como negra, pensar como feminista. São Paulo: Elefante, 2019.<br><br>LORDE, Audre.&nbsp; Não existe hierarquia de opressão. Rizoma: Tendência Estudantil Libertária, 2021. Retirado de: &lt;https://rizoma.milharal.org/2013/03/03/nao-existe-hierarquia-de-opressao-por-audre-lorde/&gt;. Acesso em: 28 set. 2021.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-24 20:18:52 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia Lélia Gonzalez</title>
         <author>sutorrente1</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Lélia Gonzalez nasceu em 1º de fevereiro de 1935, em Minas Gerais,&nbsp; filha do negro ferroviário Accacio Serafim d’ Almeida e de Orcinda&nbsp; Serafim d’ Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18&nbsp; irmãos. Com a mãe indígena, que era doméstica, recebeu as primeiras&nbsp; lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de&nbsp; Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No&nbsp; Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá.&nbsp;<br><br></div><div>Graduou-se em história e filosofia, exercendo a função de professora&nbsp; da rede pública. Posteriormente, concluiu o mestrado em comunicação&nbsp; social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP),&nbsp; e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia.&nbsp; Professora universitária, lecionava Cultura Brasileira na Pontifícia&nbsp; Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu último cargo na&nbsp; instituição foi de chefa do departamento de Sociologia e Política.<br><br></div><div>Viúva de Luiz Carlos González, enfrentou o preconceito por parte da família branca do marido.<br><br></div><div>Através do candomblé, da psicanálise e da cultura afro-brasileira assumiu sua condição de mulher e negra.<br><br></div><div>Lélia se destacou pela importante participação que teve no Movimento&nbsp; Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras. Em 07 de julho de&nbsp; 1978 em ato público oficializou a entidade em nível nacional.<br><br></div><div>Ativista incansável, militou também em diversas organizações, como o&nbsp; Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN) e o Coletivo de&nbsp; Mulheres Negras N’Zinga, do qual foi uma das fundadoras. Em Salvador&nbsp; fez-se presente na fundação do Olodum. Sua importante atuação em defesa&nbsp; da mulher negra rendeu a Lélia a indicação para membro do Conselho&nbsp; Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Atuou no órgão de 1985 a 1989.&nbsp; Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou vaga na Câmara&nbsp; Federal, em 1982, alcançando a primeira suplência. Foi candidata a&nbsp; deputada federal em 1982. Em 1986, estava no Partido Democrático&nbsp; Trabalhista (PDT), por onde se candidatou como deputada estadual, também&nbsp; conquistando a suplência.<br><br></div><div>Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”,&nbsp; dando origem ao conceito de amefricanidade.&nbsp;<br><br></div><div>Faleceu vítima de&nbsp; problemas cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.<br><br></div><div>Obras:<br>Livros</div><ul><li><em>Festas populares no Brasil</em>. Rio de Janeiro, Índex, 1987.</li><li><em>Lugar de negro</em> (com <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Hasenbalg">Carlos Hasenbalg</a>). Rio de Janeiro, Marco Zero, 1982. 115p. p. 9-66. (Coleção 2 Pontos, 3.).</li><li><em>Por um Feminismo afro-latino-americano.</em> Rio de Janeiro: Zahar.</li></ul><div><br>Ensaios e artigos</div><ul><li>“Mulher negra, essa quilombola.” Folha de S.Paulo, Folhetim. Domingo 22 de novembro de 1981.</li><li>“A mulher negra na sociedade brasileira.” In: LUZ, Madel, T., org. O lugar da mulher; estudos sobre a condição feminina na sociedade atual. Rio de Janeiro, Graal, 1982. 146p. p. 87-106. (Coleção Tendências, 1.).</li><li>“Racismo e sexismo na cultura brasileira.” In: SILVA, Luiz Antônio Machado et alii. Movimentos sociais urbanos, minorias étnicas e outros estudos. Brasília, ANPOCS, 1983. 303p. p. 223-44. (Ciências Sociais Hoje, 2.).</li><li>“O terror nosso de cada dia.” Raça e Classe. (2): 8, ago./set. 1987.</li><li>“A categoria político-cultural de amefricanidade.” Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro (92/93): 69-82, jan./jun. 1988.</li><li>“As amefricanas do Brasil e sua militância.” Maioria Falante. (7): 5, maio/jun. 1988.</li><li>“Nanny.” Humanidades, Brasília (17): 23-5, 1988.</li><li>“Por um feminismo afrolatinoamericano.” Revista Isis Internacional. (8), out. 1988.</li><li>“A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social.” Raça e Classe. (5): 2, nov./dez. 1988.</li><li>“Uma viagem à Martinica - I.” MNU Jornal. (20): 5, out./nov.</li></ul><div>&nbsp;</div><div><a href="http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1204-lelia-gonzalez-">http://www.letras.ufmg.br/literafro/ensaistas/1204-lelia-gonzalez-</a>consultado em 26/09/2021<br><br></div><div><a href="https://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-1935-nascia-lelia-gonzalez/-consultado">https://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-1935-nascia-lelia-gonzalez/-consultado</a> em 26/09/2021<br>https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9lia_Gonzalez -consultaso em 26/09/2021<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 00:01:44 UTC</pubDate>
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         <title>Movimento Feminista e Negro e invisibilidade nos dias atuais.</title>
         <author>suellencruz</author>
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         <description><![CDATA[<div>A abordagem intelectual de Lélia Gonzales possui o princípio da interseccionalidade, partindo da ideia da impossibilidade de se construir um feminismo plural e acolhedor para todas as mulheres sem que haja o comprometimento em reconhecer a intersecção de forma a considerar as diversas opressões entre raça, classe e gênero. Dessa forma Lélia propões uma reflexão de um feminismo afro-latino-americano. &nbsp;</div><div><br></div><div>Lélia foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT) que mais tarde veio a se desligar devido a sua insatisfação em relação ao partido de não projetar políticas públicas às minorias sociais, o que ela vai chamar de “r<em>acismo por omissão</em>”.&nbsp;</div><div><br></div><div>A questão é que Lelia, mesmo sendo uma expoente intelectual das causas do feminismo negro e do movimento negro unificado, ainda assim não é uma intelectual de leitura obrigatória. Em uma crítica contundente, durante uma visita em São Paulo em 2019, a própria Angela Davis se sentiu surpresa por Lélia não ter sido escolhida para representar o Brasil nessa importante pauta, pois é uma mulher latina-negra-brasileira falando do Brasil e suas formações.&nbsp;</div><div><br></div><div>Mas a que se deve a não publicização da genialidade de Lélia fora do movimento feminista negro? De acordo com a arquiteta e escritora Joice Berth, a invisibilidade de Lélia se dá pela falta de interesse de editoras de resgatarem e publicar suas obras escritas durante as décadas de 70 e 80, concomitante a isso&nbsp; o racismo estrutural menospreza intelectuais negros e dificulta ainda mais a sociedade em alcançar essas importantes personalidades.<br><br>Dessa forma, Lélia Gonzales, passa ser preterida no cenário acadêmico e sua importância subestimada, o que torna suas obras pouco citadas em diversos estudos  fora do nicho do movimento negro feminista. E estudar as obras de Lélia é fundamental para entender os diversos aspectos em que se constrói as desigualdades do Brasil.</div><div><br></div><div>Referências:</div><div>GARRIDO, Mírian Cristina de Moura. Atuação militante de Lélia Gonzalez na discussão da&nbsp; Constituição Federal de 1988.Tempo e Argumento,Florianópolis, v. 10, n. 25,p. 435-463,&nbsp; jul./set. 2018. Retirado de: &lt;file:///C:/Users/ADMINI~1/AppData/Local/Temp/12200-Texto%20do%20artigo-48215-2-10-20190313.pdf&gt; Acesso em 28 de Novembro, às 17:40.</div><div><br></div><div>Santana, Andre. "Lula mostra equívoco sobre discurso racial em entrevista a Mano Brow". <strong>Uol Notícias. </strong>Retirado de: &lt;https://noticias.uol.com.br/colunas/andre-santana/2021/09/11/lula-mostra-equivoco-sobre-discurso-racial-em-entrevista-a-mano-brown.htm&gt; Acesso em 29 de Novembro às 08:00.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 11:25:36 UTC</pubDate>
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         <title>Para saber mais:</title>
         <author>suellencruz</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.youtube.com/watch?v=jGD_OLgzsPw</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-29 11:44:26 UTC</pubDate>
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         <title>A Contribuição de Lélia Gonzalez para os Movimentos Sociais </title>
         <author>edileuzzasocial</author>
         <link>https://padlet.com/lucasamachado/f89v3a58y0zfe1fk/wish/1780138391</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;<br><br></div><div>Lélia Gonzalez vem marcar a representatividade da mulher, negra, filha de pais pobres, um operário negro e uma empregada doméstica, que são descendentes de indígenas, historiadora e filósofa que se tornou escritora, ascendeu a classe média e abriu caminhos para outros negros e negras permearem os meios acadêmicos. E não podemos esquecer que ela foi precursora do que hoje se chama de interseccionalidade nos debates sobre raça e gênero.&nbsp;</div><div>Há uma urgente necessidade de intelectuais negras e negros na academia, ocupando lugares, emitindo vozes e sendo espelhos e referenciais positivos. É inegável o reconhecimento da legitimidade e representatividade de uma mulher negra que se habilita a realizar aulas sobre o pensamento feminista negro e participar ativamente da política levando as discussões para plenárias. Ressaltamos que a representação de uma imagem positiva, que inspira e motiva, é também uma forma de combate ao racismo, ao machismo e a tantas outras formas de preconceito e discriminação.&nbsp;</div><div>É importante que através desses espaços nasçam grupos para reivindicar pautas específicas surgindo<strong> organizações de lideranças para construção de políticas públicas que atendam às necessidades levantadas e tragam resgate histórico de reparação.&nbsp; &nbsp;<br><br>Referências<br><br>https://www.brasildefato.com.br/2019/11/19/racismo-e-machismo-mantem-mulheres-negras-no-grupo-de-menores-salarios-do-pais<br></strong><a href="https://www.geledes.org.br/lelia-gonzalez-onipresente/">https://www.geledes.org.br/lelia-gonzalez-onipresente/</a>  </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-30 03:40:39 UTC</pubDate>
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