<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Poemarte 8º C by Poemarte AE Beja</title>
      <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h</link>
      <description>Blogue de poesia e arte</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-11-21 16:02:19 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/933822290/8eaa52737330391ed42ed729a5e8dd80/logo.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>Manuel Alegre</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106853</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="http://www.manuelalegre.com/301000/1/003626,000014/index.htm" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106853</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Lisboa ainda</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106860</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Lisboa não tem beijos nem abraços</strong><br> <strong>não tem risos nem esplanadas</strong><br> <strong>não tem passos</strong><br> <strong>nem raparigas e rapazes de mãos dadas</strong><br> <strong>tem praças cheias de ninguém</strong><br> <strong>ainda tem sol mas não tem</strong><br> <strong>nem gaivota de Amália nem canoa</strong><br> <strong>sem restaurantes sem bares nem cinemas</strong><br> <strong>ainda é fado ainda é poemas</strong><br> <strong>fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa</strong><br> <strong>cidade aberta</strong><br> <strong>ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste</strong><br> <strong>e em cada rua deserta</strong><br> <strong>ainda resiste.<br><br></strong><em>Manuel Alegre, poema escrito em 20 de março de 2020<br></em><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106860</guid>
      </item>
      <item>
         <title>As tarefas</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106868</link>
         <description><![CDATA[<div>I.                 Lê atentamente o infográfico <em>Ler poesia e Escrever sobre Poesia.</em></div><div>II.                Lê os poemas.</div><div>III.              Escreve agora sobre os poemas seguindo os tópicos abaixo e as linhas de leitura para cada um dos poemas:</div><div> </div><div>1.      Tema;</div><div>2.      Assunto;</div><div>3.      Desenvolvimento:</div><div>3.1. Divisão do poema em momentos ou partes lógicas;</div><div>3.2. Processos de desenvolvimento:</div><div>3.2.1.      Quem fala?</div><div>3.2.2.      De que fala?</div><div>3.2.3.      Como fala?</div><div>3.2.4.      De que forma?</div><div> </div><div>4.      Síntese pessoal da leitura do poema.</div><div> </div><div>IV.              No <em>Padlet</em> da turma:</div><div> </div><div>1.      Gravação da leitura expressiva do poema;</div><div>2.      Poema (com referência Bibliográfica – autor e título da obra);</div><div>3.      Síntese de Leitura*;</div><div>4.      Trabalho plástico (fotografia/digitalização).</div><div> * Enviar por email o texto em word, antes de publicar aqui: biblioteca.escolar@ae2beja.pt<br>cristina.almeida@ae2beja.pt</div><div>V.               Preparar a apresentação oral à turma, usando o <em>Padlet</em> como suporte.</div><div> </div><div>Tempo de apresentação: 5 minutos<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/846671125/191931d38fec7977aa9adbcaa1aede52/logo.png" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106868</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Homem do Leme</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106875</link>
         <description><![CDATA[<div>Sozinho na noite<br> um barco ruma para onde vai.<br> Uma luz no escuro brilha a direito<br> ofusca as demais.<br><br></div><div>E mais que uma onda, mais que uma maré...<br> Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...<br> Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,<br> vai quem já nada teme, vai o homem do leme...<br><br></div><div>E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.<br> E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,<br> a vida é sempre a perder...<br><br></div><div>No fundo do mar<br> já sem os outros, os que lá ficaram.<br> Em dias cinzentos<br> descanso eterno lá encontraram.<br><br></div><div>E mais que uma onda, mais que uma maré...<br> Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...<br> Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,<br> vai quem já nada teme, vai o homem do leme...<br><br></div><div>E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.<br> E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,<br> a vida é sempre a perder...<br><br></div><div>No fundo horizonte<br> sopra o murmúrio para onde vai.<br> No fundo do tempo<br> foge o futuro, é tarde demais...<br><br></div><div>E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.<br> E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,<br> a vida é sempre a perder...<br><br></div><div>Xutos e Pontapés </div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=9AvUeoH81ZI" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106875</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O MOSTRENGO</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106883</link>
         <description><![CDATA[<div>O mostrengo que está no fim do mar <br><br></div><div>Na noite de breu ergueu-se a voar;<br><br></div><div>À roda da nau voou três vezes,<br><br></div><div>Voou três vezes a chiar,<br><br></div><div>E disse: «Quem é que ousou entrar<br><br></div><div>Nas minhas cavernas que não desvendo,<br><br></div><div>Meus tectos negros do fim do mundo?»<br><br></div><div>E o homem do leme disse, tremendo:<br><br></div><div>«El-Rei D. João Segundo!»<br><br></div><div> <br><br></div><div>«De quem são as velas onde me roço? <br><br></div><div>De quem as quilhas que vejo e ouço?»<br><br></div><div>Disse o mostrengo, e rodou três vezes, <br><br></div><div>Três vezes rodou imundo e grosso,<br><br></div><div>«Quem vem poder o que só eu posso,<br><br></div><div>Que moro onde nunca ninguém me visse<br><br></div><div>E escorro os medos do mar sem fundo?»<br><br></div><div>E o homem do leme tremeu, e disse:<br><br></div><div>«El-Rei D. João Segundo!»<br><br></div><div> <br><br></div><div>Três vezes do leme as mãos ergueu,<br><br></div><div>Três vezes ao leme as reprendeu,<br><br></div><div>E disse no fim de tremer três vezes:<br><br></div><div>«Aqui ao leme sou mais do que eu:<br><br></div><div>Sou um Povo que quer o mar que é teu;<br><br></div><div>E mais que o mostrengo, que me a alma teme<br><br></div><div>E roda nas trevas do fim do mundo;<br><br></div><div>Manda a vontade, que me ata ao leme,<br><br></div><div>De El-Rei D. João Segundo!»<br><br></div><div>Fernando Pessoa, <em>Mensagem<br></em><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=f0RSm-OfIqk" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106883</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Dicas para Ler Poesia</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106886</link>
         <description><![CDATA[<div>Para reler!</div>]]></description>
         <enclosure url="https://create.piktochart.com/output/45954726-poesia?presentation=true" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106886</guid>
      </item>
      <item>
         <title>De Tarde</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106897</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/846671125/75c2df6ee6d0968d5ee0dc85fd80c280/de_tarde_sandra_Bettencourt.pptx" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106897</guid>
      </item>
      <item>
         <title>De tarde</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106903</link>
         <description><![CDATA[<div>Naquele pic-nic de burguesas, <br> Houve uma coisa simplesmente bela, <br> E que, sem ter história nem grandezas, <br> Em todo o caso dava uma aguarela. <br><br></div><div>Foi quando tu, descendo do burrico, <br> Foste colher, sem imposturas tolas, <br> A um granzoal azul de grão-de-bico <br> Um ramalhete rubro de papoulas. <br><br></div><div>Pouco depois, em cima duns penhascos, <br> Nós acampámos, inda o Sol se via; <br> E houve talhadas de melão, damascos, <br> E pão-de-ló molhado em malvasia. <br><br></div><div>Mas, todo púrpuro a sair da renda <br> Dos teus dois seios como duas rolas, <br> Era o supremo encanto da merenda <br> O ramalhete rubro das papoulas! <br><br></div><div> <br><br></div><div>Cesário Verde in <em>O livro de Cesário Verde</em> (1855-1886) </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106903</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Amor é um fogo que arde sem se ver</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106911</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br></strong><br></div><div>Amor é um fogo que arde sem se ver;<br> É ferida que dói, e não se sente;<br> É um contentamento descontente;<br> É dor que desatina sem doer.<br> <br> É um não querer mais que bem querer;<br> É um andar solitário entre a gente;<br> É nunca contentar-se e contente;<br> É um cuidar que ganha em se perder;<br> <br> É querer estar preso por vontade;<br> É servir a quem vence, o vencedor;<br> É ter com quem nos mata, lealdade.<br> <br> Mas como causar pode seu favor<br> Nos corações humanos amizade,<br> Se tão contrário a si é o mesmo Amor?<br> <br> Luís Vaz de Camões, in <em>Obras completas </em>(1524-1580)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106911</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aqui está-se sossegado</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106916</link>
         <description><![CDATA[<div>Camané  canta "Amor é fogo que arde sem se ver", acompanhado instrumentalmente por  Mário Laginha </div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=YCU0hInDv6Q" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106916</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aquela triste e leda madrugada</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106920</link>
         <description><![CDATA[<div>Aquela triste e leda madrugada,<br> cheia toda de mágoa e de piedade,<br> enquanto houver no mundo saudade,<br> quero que seja sempre celebrada.<br> <br> Ela só, quando amena e marchetada<br> saía, dando ao mundo claridade,<br> viu apartar-se d`ua outra vontade,<br> que nunca poderá ver-se apartada.<br> <br> Ela só viu as lágrimas em fio,<br> que duns e doutros olhos derivadas,<br> s`acrescentaram em grande e largo rio;<br> <br> Ela viu as palavras magoadas,<br> que puderam tornar o fogo frio,<br> e dar descanso as almas condenadas.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Luís Vaz de Camões in <em>Obras completas </em>(1524-1580) </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106920</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Auto-retrato</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106927</link>
         <description><![CDATA[<div>Magro, de olhos azuis, carão moreno,<br> Bem servido de pés, meão na altura,<br> Triste de facha, o mesmo de figura,<br> Nariz alto no meio, e não pequeno:<br><br></div><div>Incapaz de assistir num só terreno,<br> Mais propenso ao furor do que à ternura;<br> Bebendo em níveas mãos por taça escura<br> De zelos infernais letal veneno:<br><br></div><div>Devoto incensador de mil deidades<br> (Digo, de moças mil) num só momento<br> E somente no altar amando os frades;<br><br></div><div>Eis Bocage, em que luz algum talento;<br> Saíram dele mesmo estas verdades<br> Num dia em que se achou mais pachorrento.<br><br></div><div>                                    Bocage <br><br></div><div>                                            (1765-1805)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106927</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cantiga sua, partindo-se </title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106934</link>
         <description><![CDATA[<div> Senhora, partem tão tristes<br> meus olhos por vós, meu bem,<br> que nunca tão tristes vistes<br> outros nenhuns por ninguém.<br>       <br>  Tão tristes, tão saudosos,<br> tão doentes da partida,<br> tão cansados, tão chorosos,<br> da morte mais desejosos<br> cem mil vezes que da vida.<br> Partem tão tristes os tristes,<br> tão fora d' esperar bem,<br> que nunca tão tristes vistes<br> outros nenhuns por ninguém. <br><br></div><div>     In <em>Cancioneiro Geral</em> </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106934</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Chaves na mão, melena desgrenhada</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106937</link>
         <description><![CDATA[<div>Chaves na mão, melena desgrenhada, </div><div>batendo o pé na casa, a Mãe ordena </div><div>que o furtado colchão, fofo e de pena, </div><div>a filha o ponha ali, ou a criada. </div><div> </div><div>A filha, moça esbelta e aparaltada </div><div>Lhe diz co’a doce voz que o ar serena: </div><div>– Sumiu-se-lhe um colchão, é forte pena! </div><div>Olhe não fique a casa arruinada… </div><div> </div><div>– Tu respondes assim? Tu zombas disto? </div><div>Tu cuidas que, por teu pai embarcado, </div><div>já a mãe não tem mãos? E dizendo isto, </div><div> </div><div>Arremete-lhe à cara e ao penteado; </div><div>Eis senão quando – caso nunca visto! – </div><div>Sai-lhe o colchão de dentro do toucado. </div><div> </div><div>Nicolau Tolentino de Almeida  In <em>Obras Completas</em>(1741-1811)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106937</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Comigo me desavim</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106943</link>
         <description><![CDATA[<div>Comigo me desavim, </div><div>sou posto em todo perigo; </div><div>não posso viver comigo </div><div>nem posso fugir de mim. </div><div> </div><div>Com dor, da gente fugia, </div><div>antes que esta assi crecesse; </div><div>agora já fugiria de mim, </div><div>se de mim pudesse.  </div><div>Que meo espero ou que fim </div><div>do vão trabalho que sigo,  </div><div>pois que trago a mim comigo, </div><div>tamanho imigo de mim?</div><div> </div><div>            Sá de Miranda, <em>Obras Completas </em>(1481 – 1558)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106943</guid>
      </item>
      <item>
         <title>De bolorentos livros rodeado</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106949</link>
         <description><![CDATA[<div>De bolorentos livros rodeado </div><div>Moro, Senhor, nesta fatal cadeira </div><div>De quinze invernos a voraz carreira </div><div>Me tem no mesmo posto sempre achado, </div><div> </div><div>Longo tempo em pedir tenho gastado, </div><div>E gastarei talvez a vida inteira; </div><div>O ponto está em que quem pode queira, </div><div>Que tudo o mais é trabalhar errado. </div><div> </div><div>Príncipe Augusto, seja vossa a glória: </div><div>Fazei que este infeliz ache ventura; </div><div>Ajuntai mais um facto à vossa história. </div><div> </div><div>Mas, se inda aqui me segue a desventura, </div><div>Cedo ao meu fado, e vou co’a palmatória </div><div>Cavar num canto da aula a sepultura. </div><div> <br><br></div><div>Nicolau Tolentino de Almeida  In <em>Obras Completas</em>(1741-1811)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106949</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Descalça vai para a fonte</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106953</link>
         <description><![CDATA[<div>Descalça vai para a fonte</div><div>Lianor pela verdura;</div><div>Vai fermosa, e não segura.</div><div> </div><div>Leva na cabeça o pote,</div><div>O testo nas mãos de prata,</div><div>Cinta de fina escarlata,</div><div>Sainho de chamelote;</div><div>Traz a vasquinha de cote,</div><div>Mais branca que a neve pura.</div><div>Vai fermosa e não segura.</div><div> </div><div>Descobre a touca a garganta,</div><div>Cabelos de ouro entrançado</div><div>Fita de cor de encarnado,</div><div>Tão linda que o mundo espanta.</div><div>Chove nela graça tanta,</div><div>Que dá graça à fermosura.</div><div>Vai fermosa e não segura.</div><div> </div><div>                  Luís de Camões in <em>Lírica Completa</em>, (1524-1580)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106953</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Esparsa sua ao desconcerto do mundo</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106965</link>
         <description><![CDATA[<div>Os bons vi sempre passar<br> No mundo graves tormentos;<br> E para mais m’espantar,<br> Os maus vi sempre nadar<br> Em mar de contentamentos.<br> Cuidando alcançar assim<br> O bem tão mal ordenado,<br> Fui mau, mas fui castigado:<br> Assi que só para mim<br> Anda o mundo concertado.<br><br></div><div> <br>Luís de Camões, in <em>Lírica completa, </em>1524-1580<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106965</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Seus Olhos</title>
         <author>poemarte2020aebeja2</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106971</link>
         <description><![CDATA[<div>Seus olhos - que eu sei pintar <br> O que os meus olhos cegou – <br> Não tinham luz de brilhar, <br> Era chama de queimar; <br> E o fogo que a ateou <br> Vivaz, eterno, divino, <br> Como facho do Destino. <br> <br> Divino, eterno! - e suave <br> Ao mesmo tempo: mas grave <br> E de tão fatal poder, <br> Que, um só momento que a vi, <br> Queimar toda a alma senti... <br> Nem ficou mais de meu ser, <br> Senão a cinza em que ardi. <br> <br> Almeida Garrett, in <em>Folhas Caídas</em>, 1853<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="http://projectoadamastor.org/wp-content/uploads/2014/12/Almeida-Garrett.jpg" />
         <pubDate>2021-01-04 14:50:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1052106971</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O céu, de opacas sombras abafado</title>
         <author>aleonorisidro</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1053186948</link>
         <description><![CDATA[<div>O céu, de opacas sombras abafado,<br>Tornando mais medonha a noite feia,<br>Mugindo sobre as rochas, que salteia,<br>O mar, entre crespos montes levantado;<br><br>Desfeito em furacões o vento irado;<br>Pelos ares zunindo a solta areia;<br>O pássaro nocturno, que vozeia<br>No agoireiro cipreste além pousado;<br><br>Formam quadro terrível, mas aceito,<br>Mas grato aos olhos meus, grato à fereza<br>Do ciúme e saudade, a que ando afeito.<br><br>Quer no horror igualar-me a Natureza;<br>Porém cansa-se em vão, que no meu peito<br>Há mais escuridade, há mais tristeza.<br><br>Bocage<br>(1765-1805)</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934115047/ff7cee11acd79091605cf186a03ded76/bocage_20161116_pc1.jpg" />
         <pubDate>2021-01-04 18:56:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1053186948</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Amor é um fogo que arde</title>
         <author>aalicekabenda</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1189379507</link>
         <description><![CDATA[<div>Alice Kabenda e Ema Barros</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet.com/padlets/9d4yhqugl2802h17" />
         <pubDate>2021-02-10 19:37:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1189379507</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Chaves na mão melena desgrenhada</title>
         <author>aleonoragostinho</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1195826569</link>
         <description><![CDATA[<div>Mª Leonor Agostinho e Mª Inês Agostinho<br><br>A mãe ciosa da sua autoridade (“chaves na mão”, v1) muito preocupada, deu por falta de um colchão. Autoritária e nervosa (“batendo o pé no chão”, “a mãe ordena”, v2), exigiu que a filha, uma jovem elegante (“moça esbelta”, “aperaltada”,  v5), ou a criada lho dessem, a filha troça da situação respondendo de forma irónica, mostrando não respeitar a mãe (vv5, 7 e 8), A mãe não tolera as impertinências da filha e reage à sua resposta batendo-lhe e fazendo com que do toucado salte o colchão.<br><br></div><div>Neste poema,existe um diálogo entre mãe e filha. Assim há, diferentes marcas linguísticas que atestam a presença desse diálogo: o “Tu” (v.9, 10) que se dirige à filha e o “lhe” (v.12) que se dirige á mãe. Também há aspas que representam o início e o fim do diálogo.<br><br></div><div>Na nossa opinião a filha revela uma atitude insolente para com a mãe.<br><br></div><div>Neste soneto, o sujeito poético utiliza a ironia nas falas da filha para que haja uma ridicularização daquela ideia (desaparecimento do colchão). Ridiculariza também as mulheres de classe alta daquela época, que usavam os penteados excessivamente altos. Está assim presente uma crítica social à futilidade.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/931826879/172ba72b1b36c630122a6667ca72956d/foto_adlet_portugu_s.jpg" />
         <pubDate>2021-02-12 10:12:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1195826569</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Regresso ao lar</title>
         <author>asamuelnunes</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1196620635</link>
         <description><![CDATA[<div>João Sobral, Miguel Maia,<br>Samuel Nunes<br><br>O sujeito poético recorda aqui o seu passado com saudade, um passado feliz. Recorda também a sua infância e o lar onde viveu. Relembra a sua ama que simboliza o carinho e o amor que nunca mais encontrou. Compara o presente com tudo o que já viveu, todas as deceções que sofreu enquanto adulto e ao longo da vida e 🤬 triste por ter um dia deixado “o amado lar”, a sua casa.<br><br></div><div>A dupla repetição tem um sentido conotativo. O sujeito poético não está morto. No fundo, simboliza o falhanço de um projeto de vida, o que exprime também um estado psicológico negativo. Podemos ainda inferir que se não tivesse abandonado o lar, teria sido feliz...?? <br> </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-02-12 14:34:35 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1196620635</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Esparsa sua ao desconcerto do mundo</title>
         <author>alaraadvinha</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1199503842</link>
         <description><![CDATA[<div>Lara Advinha</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934115046/6a042fed582887af51a94a66e12268cf/poema_esparsa_sua11.pptx" />
         <pubDate>2021-02-13 16:46:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1199503842</guid>
      </item>
      <item>
         <title>REGRESSO AO LAR</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1232690447</link>
         <description><![CDATA[<div>Ai, há quantos anos que eu parti chorando<br>Deste meu saudoso, carinhoso lar!...<br>Foi há vinte?...há trinta? Nem eu sei já quando!...<br>Minha velha ama, que me estás fitando,<br>Canta-me cantigas para eu me lembrar!...<br><br>Dei a volta ao mundo, dei a volta à Vida...<br>Só achei enganos, decepções, pesar...<br>Oh! a ingénua alma tão desiludida!...<br>Minha velha ama, com a voz dorida,<br>Canta-me cantigas de me adormentar!...<br><br>Trago damargura o coração desfeito...<br>Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!<br>Nunca eu saíra do meu ninho estreito!...<br>Minha velha ama que me deste o peito,<br>Canta-me cantigas para me embalar!...<br><br>Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho<br>Pedrarias dastros, gemas de luar...<br>Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!...<br>Minha velha ama, sou um pobrezinho...<br>Canta-me cantigas de fazer chorar!<br><br>Como antigamente, no regaço amado,<br>(Venho morto, morto!...) deixa-me deitar!<br>Ai, o teu menino como está mudado!<br>Minha velha ama, como está mudado!<br>Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!...<br><br>Cante-me cantigas, manso, muito manso...<br>Tristes, muito tristes, como à noite o mar...<br>Canta-me cantigas para ver se alcanço<br>Que a minhalma durma, tenha paz, descanso,<br>Quando a Morte, em breve, ma vier buscar!...<br>Guerra Junqueiro</div>]]></description>
         <enclosure url="https://vimeo.com/12003804" />
         <pubDate>2021-02-23 17:32:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1232690447</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Auto-retrato - Síntese</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1232934402</link>
         <description><![CDATA[<div>Matilde Guerreiro, Madalena Duarte</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/872409808/c79ed2009f79c185316c6590e08e815a/Auto___retrato____Matilde_G__Madalena_.pptx" />
         <pubDate>2021-02-23 18:14:57 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1232934402</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Síntese pessoal </title>
         <author>aleonorisidro</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1240112279</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Este poema divide-se em duas partes: a primeira constituída pelas duas quadras (em que o poeta descreve uma realidade exterior a ele) e metade do 1º verso do 1º terceto que sintetiza e integra os elementos descritos; a segunda parte engloba os dois tercetos onde o eu poético é posto em evidência. Na primeira parte as palavras "céu", "noite", "mar", "rochas", "vento", "areia", "pássaro", "cipreste" constituem os elementos da Natureza descritos. Assim, o céu exerce a sua ação sobre a noite, o mar sobre as rochas, o vento sobre a areia e o pássaro sobre o cipreste. Os adjetivos "opacas", "abafado", "medonha", "feia", "crespos", "irado", "solta", "noturno", "agoireiro" transmitem o sentimento de escuridão e tristeza de que o poeta fala na segunda parte do poema.   <br><br>Na segunda parte as palavras "fereza", "ciúme", "saudade", "horror", "escuridade", "tristeza" a sublinhar o estado de espírito do sujeito poético; a construção nominal dá lugar a uma construção verbal "formam", "aceito", "ando", "quer", "igualar-me", "cansa-se", "há" cujos verbos, no presente do indicativo, nos dão a ideia de permanência, hábito, a sublinhar a expressão "a que ando afeito".   No 2º terceto, o substantivo "horror" é posto em evidência, para destacar o sentimento do sujeito poético. <br><br>Leonor Isidro, Sofia Silva e Rita Brito</div>]]></description>
         <enclosure url="https://images.unsplash.com/photo-1537557501331-a84367052083?ixid=MXw3ODI2fDB8MXxzZWFyY2h8N3x8Y2lkYWRlJTIwYWJhZmFkYSUyMHBvciUyMG51dmVuc3xlbnwwfHx8&amp;ixlib=rb-1.2.1" />
         <pubDate>2021-02-25 09:16:21 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1240112279</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aquela Triste e Leda Madrugada - síntese</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1280890850</link>
         <description><![CDATA[<div>Margarida Catarino, Matilde Charraz</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/872409808/2f98264b1cf33a77ec40973d1703e7a4/Aquela_triste_e_leda_madrugada_de_Luiz_Vaz_de_Cam_es__Margarida_Catarino_e_Matilde_Charaz.docx" />
         <pubDate>2021-03-08 08:11:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1280890850</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Descalça vai para a fonte</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1329251190</link>
         <description><![CDATA[<div>Raquel Miranda</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/872409808/6f9ce1843311017b03d6d8a5b0af67fe/RAQUEL_MIRANDA___DESCAL_A_VAI_PARA_A_FONTE_5869_.pptx" />
         <pubDate>2021-03-19 11:02:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1329251190</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Descalça vai para a fonte</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1329257519</link>
         <description><![CDATA[<div>Raquel Miranda</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/872409808/5d4f22bc06412d6c269f1f009b0c4252/Raquel_Miranda.jpg" />
         <pubDate>2021-03-19 11:05:35 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1329257519</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aleonorisidro</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1330102726</link>
         <description><![CDATA[

Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura.
 
Leva na cabeça o pote,
O testo nas mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamelote;
Traz a vasquinha de cote,
Mais branca que a neve pura.
Vai fermosa e não segura.
 
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça à fermosura.
Vai fermosa e não segura.
 
                  Luís de Camões in Lírica Completa, (1524-1580)

Seus Olhos
Seus Olhos
Seus olhos - que eu sei pintar 
 O que os meus olhos cegou – 
 Não tinham luz de brilhar, 
 Era chama de queimar; 
 E o fogo que a ateou 
 Vivaz, eterno, divino, 
 Como facho do Destino. 
 
 Divino, eterno! - e suave 
 Ao mesmo tempo: mas grave 
 E de tão fatal poder, 
 Que, um só momento que a vi, 
 Queimar toda a alma senti... 
 Nem ficou mais de meu ser, 
 Senão a cinza em que ardi. 
 
 Almeida Garrett, in Folhas Caídas, 1853

Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Raquel Miranda
Descalça vai para a fonte
Descalça vai para a fonte
Raquel Miranda
]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-03-19 14:56:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1330102726</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O céu de opacas sombras abafado</title>
         <author>aleonorisidro</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1330120147</link>
         <description><![CDATA[<div>O céu, de opacas sombras abafado,<br>Tornando mais medonha a noite feia,<br>Mugindo sobre as rochas, que salteia,<br>O mar, entre crespos montes levantado;<br><br>Desfeito em furacões o vento irado;<br>Pelos ares zunindo a solta areia;<br>O pássaro nocturno, que vozeia<br>No agoireiro cipreste além pousado;<br><br>Formam quadro terrível, mas aceito,<br>Mas grato aos olhos meus, grato à fereza<br>Do ciúme e saudade, a que ando afeito.<br><br>Quer no horror igualar-me a Natureza;<br>Porém cansa-se em vão, que no meu peito<br>Há mais escuridade, há mais tristeza.<br><br>Bocage<br>(1765-1805)</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/934115047/3b13dd739594488fef2ef617f19fa779/Praceta_Ma_rio_Dioni_sio_40.mp3" />
         <pubDate>2021-03-19 15:00:52 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1330120147</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aquela Triste e leda madrugada - leitura Expressiva</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1340329871</link>
         <description><![CDATA[<div>Matilde Charraz</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/872409808/efaf10f1335cb7f6ab7dead0a5631828/Audio_leitura_poema_Matilde_Charaz.mp4" />
         <pubDate>2021-03-22 22:01:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1340329871</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Aquela Triste e Leda Madrugada</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1340332123</link>
         <description><![CDATA[<div>Margarida Catarino</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/872409808/40ba74508a436afbc1275999dd9273a9/Audio_leitura_poema_Margarida_Catarino.mp4" />
         <pubDate>2021-03-22 22:02:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1340332123</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Exposição coletiva de Trabalhos Plásticos </title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1642024221</link>
         <description><![CDATA[<div>8º A, B, C, D, E e F da Escola Básica Mário Beirão e professores de Educação Visual, Helena Nobre e Jorge Simão</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.artsteps.com/view/60d1b372fbf4009733440f83?currentUser" />
         <pubDate>2021-07-08 14:48:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/poemarte2020aebeja2/f7ro63rpdiwqil6h/wish/1642024221</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
