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      <title>3° Geração romântica brasileira. Poesia de Castro Alves. by Sirlene Maciel</title>
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      <description>Criado com um momento de genialidade. Relembrar para Resistir!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-17 20:11:30 UTC</pubDate>
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         <title>O Navio Negreiro</title>
         <author>sirlenesmaciel76</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/691185409</link>
         <description><![CDATA[<div>Fatalidade atroz que a mente esmaga! <br>Extingue nesta hora o brigue imundo <br>O trilho que Colombo abriu nas vagas, <br>Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... <br>Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! <br>Andrada! arranca esse pendão dos ares! <br>Colombo! fecha a porta dos teus mares!<br>SIRLENE MACIEL</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-21 12:25:25 UTC</pubDate>
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         <title>Súplica</title>
         <author>sabrinaschaustz11</author>
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         <description><![CDATA[<div>Senhor Deus, dá que a boca da inocência<br>Possa ao menos sorrir,<br>Como a flor da granada abrindo as pet'las<br>Da alvorada ao surgir.<br>Dá que um dedo de mãe aponte ao filho<br>O caminho dos céus,<br>E seus lábios derramem como pérolas<br>Dois nomes — filho e Deus.<br>Que a donzela não manche em leito impuro<br>A grinalda do amor.<br>Que a honra não se compre ao carniceiro<br>Que se chama senhor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-21 13:10:40 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do Violeiro</title>
         <author>miguelravier17</author>
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         <description><![CDATA[<div>Passa, ó vento das campinas,</div><div>Leva a canção do tropeiro.</div><div>Meu coração 'stá deserto,</div><div>'Stá deserto o mundo inteiro.</div><div>Quem viu a minha senhora</div><div>Dona do meu coração?<br><br></div><div>Chora, chora na viola,</div><div>Violeiro do sertão.<br><br></div><div>Ela foi-se ao pôr da tarde</div><div>Como as gaivotas do rio.</div><div>Como os orvalhos que descem</div><div>Da noite num beijo frio,</div><div>O cauã canta bem triste,</div><div>Mais triste é meu coração.<br><br></div><div>Chora, chora na viola,</div><div>Violeiro do sertão. <br><br>E eu disse: a senhora volta</div><div>Com as flores da sapucaia.</div><div>Veio o tempo, trouxe as flores,</div><div>Foi o tempo, a flor desmaia.</div><div>Colhereira, que além voas,</div><div>Onde está meu coração?<br><br></div><div>Chora, chora na viola,</div><div>Violeiro do sertão.<br><br></div><div>Não quero mais esta vida,</div><div>Não quero mais esta terra.</div><div>Vou procurá-la bem longe,</div><div>Lá para as bandas da serra.</div><div>Ai! triste que eu sou escravo!</div><div>Que vale ter coração?<br><br></div><div>Chora, chora na viola,</div><div>Violeiro do sertão. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-21 15:13:57 UTC</pubDate>
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         <title>A canção do Africano</title>
         <author>giovannamoraisfig</author>
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         <description><![CDATA[<div>[...]</div><div>"Minha terra é lá bem longe,</div><div>Das bandas de onde o sol vem;</div><div>Esta terra é mais bonita,</div><div>Mas à outra eu quero bem!<br><br></div><div>"0 sol faz lá tudo em fogo,</div><div>Faz em brasa toda a areia;</div><div>Ninguém sabe como é belo</div><div>Ver de tarde a papa-ceia!</div><div><br></div><div>"Aquelas terras tão grandes,</div><div>Tão compridas como o mar,</div><div>Com suas poucas palmeiras</div><div>Dão vontade de pensar ...<br><br></div><div>"Lá todos vivem felizes,</div><div>Todos dançam no terreiro;</div><div>A gente lá não se vende</div><div>Como aqui, só por dinheiro".<br><br></div><div>O escravo calou a fala,</div><div>Porque na úmida sala</div><div>O fogo estava a apagar;</div><div>E a escrava acabou seu canto,</div><div>Pra não acordar com o pranto</div><div>O seu filhinho a sonhar<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-21 21:08:25 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do Boêmio</title>
         <author>anagomes249</author>
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         <description><![CDATA[<div>Que noite fria! Na deserta rua<br>tremem de medo os lampiões sombrios.<br>Densa garoa faz fumar a lua,<br>ladram de tédio vinte cães vadios.<br><br></div><div>Nini formosa! Por que assim fugiste?<br>Embalde o tempo à tua espera conto.<br>Não vês, não vês?… Meu coração é triste,<br>como um calouro quando leva ponto.<br><br></div><div>A passos largos eu percorro a sala,<br>fumo um cigarro que filei na escola…<br>Tudo no quarto de Nini me fala,<br>embalde fumo… tudo aqui me amola.<br><br></div><div>Diz-me o relógio, cinicando a um canto:<br>— Onde está ela que não veio ainda? –<br>Diz-me a poltrona: por que tardas tanto?<br>Quero aquecer-te, rapariga linda.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-22 23:14:11 UTC</pubDate>
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         <title>A Duas Flores</title>
         <author>beeckgomessoso1</author>
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         <description><![CDATA[<div>São duas flores unidas,<br>São duas rosas nascidas<br>Talvez no mesmo arrebol,<br>Vivendo no mesmo galho,<br>Da mesma gota de orvalho,<br>Do mesmo raio de sol.<br><br>Unidas, bem como as penas<br>Das duas asas pequenas<br>De um passarinho do céu...<br>Como um casal de rolinhas,<br>Como a tribo de andorinhas<br>Da tarde no frouxo véu.<br><br>Unidas, bem como os prantos,<br>Que em parelha descem tantos<br>Das profundezas do olhar...<br>Como o suspiro e o desgosto,<br>Como as covinhas do rosto,<br>Como as estrelas do mar.<br><br>Unidas... Ai quem pudera<br>Numa eterna primavera<br>Viver, qual vive esta flor.<br>Juntar as rosas da vida<br>Na rama verde e florida,<br>Na verde rama do amor!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-23 21:52:45 UTC</pubDate>
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         <title>O Laço de Fita </title>
         <author>samaraboneca10</author>
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         <description><![CDATA[<div>Meu Deus! As falenas têm asas de opala,<br>Os astros se libram na plaga infinita. <br>Os anjos repousam nas penas brilhantes... <br>Mas tu... tens por asas <br>Um laço de fita. <br><br>Há pouco voavas na célere valsa, Na valsa que anseia, que estua e palpita. <br>Por que é que tremeste? Não eram meus lábios... <br>Beijava-te apenas... <br>Teu laço de fita. <br><br>Mas ai! findo o baile, despindo os adornos <br>N'alcova onde a vela ciosa... crepita, <br>Talvez da cadeia libertes as tranças <br>Mas eu... fico preso <br>No laço de fita. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-24 01:27:35 UTC</pubDate>
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         <title>Onde Estás </title>
         <author>gabrielamoreiragg</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/693845790</link>
         <description><![CDATA[<div>É meia-noite. . . e rugindo  </div><div>Passa triste a ventania,  </div><div>Como um verbo de desgraça,  </div><div>Como um grito de agonia.  </div><div>E eu digo ao vento, que passa  </div><div>Por meus cabelos fugaz:  </div><div>"Vento frio do deserto,  </div><div>Onde ela está? Longe ou perto? </div><div>" Mas, como um hálito incerto,  </div><div>Responde-me o eco ao longe: </div><div>"Oh! minh'amante, onde estás?... </div><div>Vem! É tarde! Por que tardas? </div><div>São horas de brando sono, </div><div>Vem reclinar-te em meu peito </div><div>Com teu lânguido abandono!... </div><div>'Stá vazio nosso leito... </div><div>'Stá vazio o mundo inteiro; </div><div>E tu não queres qu'eu fique </div><div>Solitário nesta vida... </div><div>Mas por que tardas, querida?... </div><div>Já tenho esperado assaz... </div><div>Vem depressa, que eu deliro </div><div>Oh! minh'amante, onde estás?.. </div><div>Estrela—na tempestade, </div><div>Rosa—nos ermos da vida, </div><div>Iris—do náufrago errante, </div><div>Ilusão—d'alma descrida! </div><div>Tu foste, mulher formosa! </div><div>Tu foste, ó filha do céu!... </div><div>. . . E hoje que o meu passado </div><div>Para sempre morto jaz... </div><div>Vendo finda a minha sorte, </div><div>Pergunto aos ventos do Norte... </div><div>"Oh! minh'amante, onde estás?..."</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-24 02:56:11 UTC</pubDate>
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         <title>Quando Eu Morrer</title>
         <author>lauraaraujome</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/693854449</link>
         <description><![CDATA[<div>Eu morro, eu morro. A matutina brisa<br>Já não me arranca um riso. A rósea tarde<br>Já não me doura as descoradas faces<br>Que Gélidas se encovam.<br>Junqueira Freire<br><br>Quando eu morrer... não lancem meu cadáver<br>No fosso de um sombrio cemitério...<br>Odeio o mausoléu que espera o morto<br>Como o viajante desse hotel funéreo.<br><br>Corre nas veias negras desse mármore<br>Não sei que sangue vil de messalina,<br>A cova, num bocejo indiferente,<br>Abre ao primeiro o boca libertina.<br><br>Ei-la a nau do sepulcro — o cemitério...<br>Que povo estranho no porão profundo!<br>Emigrantes sombrios que se embarcam<br>Para as pragas sem fim do outro mundo.<br><br>Tem os fogos — errantes — por santelmo.<br>Tem por velame — os panos do sudário...<br>Por mastro — o vulto esguio do cipreste,<br>Por gaivotas — o mocho funerário ...<br><br>Ali ninguém se firma a um braço amigo<br>Do inverno pelas lúgubres noitadas...<br>No tombadilho indiferentes chocam-se<br>E nas trevas esbarram-se as ossadas ...<br><br>Como deve custar ao pobre morto<br>Ver as plagas da vida além perdidas,<br>Sem ver o branco fumo de seus lares<br>Levantar-se por entre as avenidas! ...<br><br>Oh! perguntai aos frios esqueletos<br>Por que não têm o coração no peito...<br>E um deles vos dirá "Deixei-o há pouco<br>De minha amante no lascivo leito."<br><br>Outro: "Dei-o a meu pai". Outro: "Esqueci-o<br>Nas inocentes mãos de meu filhinho"...<br>... Meus amigos! Notai... bem como um pássaro<br>O coração do morto volta ao ninho!...<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-24 03:05:57 UTC</pubDate>
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         <title>América</title>
         <author>anapaulanovo2017</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/700004538</link>
         <description><![CDATA[<div>Ó pátria, desperta... Não curves a fronte</div><div>Que enxuga-te os prantos o Sol do Equador.</div><div>Não miras na fímbria do vasto horizonte</div><div>A luz da alvorada de um dia melhor?<br><br></div><div>Já falta bem pouco. Sacode a cadeia</div><div>Que chamam riquezas... que nódoas te são!</div><div>Não manches a folha de tua epopeia</div><div>No sangue do escravo, no imundo balcão.<br><br></div><div>Sê pobre, que importa? Sê livre... és gigante,</div><div>Bem como os condores dos píncaros teus!</div><div>Arranca este peso das costas do Atlante,</div><div>Levanta o madeiro dos ombros de Deus.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-26 14:40:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O sol e o povo</title>
         <author>giovannaaraujo25</author>
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         <description><![CDATA[<div>Le peuple a sa colére et le volcan sa lave.<br>V. Hugo<br><br>Ya desatado<br>El horrendo huracán silba contigo<br>¿ Qué muralla, qué abrigo<br>Bastaran contra ti?<br>M. Quintana<br><br>O sol, do espaço Briaréu gigante,<br>P’ra escalar a montanha do infinito,<br>Banha em sangue as campinas do levante.<br><br>Então em meio dos Saarás — o Egito<br>Humilde curva a fronte e um grito errante<br>Vai despertar a Esfinge de granito.<br><br>O povo é como o sol! Da treva escura<br>Rompe um dia co’a destra iluminada,<br>Como o Lázaro, estala a sepultura!...<br><br>Oh! temei-vos da turba esfarrapada,<br>Que salva o berço à geração futura,<br>Que vinga a campa à geração passada.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-26 19:56:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O Fantasma e a Canção</title>
         <author>thiagopereirasilva49</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/701551694</link>
         <description><![CDATA[<div>Não ouvis? a ventania<br>Ladra à lua como um cão.<br>"  — Quem bate? — "O nome qu'importa?<br>Chamo-me dor... abre a porta!<br>Chamo-me frio... abre o lar!<br>Dá-me pão... chamo-me fome!<br>Necessidade é o meu nome!"<br> —  Mendigo! podes passar!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-27 01:13:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A canção do africano</title>
         <author>gabriellylino2015</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/704004438</link>
         <description><![CDATA[<div>Lá na úmida senzala,<br>Sentado na estreita sala,<br>Junto ao braseiro, no chão,<br>Entoa o escravo o seu canto,<br>E ao cantar correm-lhe em pranto<br>Saudades do seu torrão ...<br>De um lado, uma negra escrava<br>Os olhos no filho crava,<br>Que tem no colo a embalar...<br>E à meia voz lá responde<br>Ao canto, e o filhinho esconde,<br>Talvez pra não o escutar!<br>"Minha terra é lá bem longe,<br>Das bandas de onde o sol vem;<br>Esta terra é mais bonita,<br>Mas à outra eu quero bem!<br>"0 sol faz lá tudo em fogo,<br>Faz em brasa toda a areia;<br>Ninguém sabe como é belo<br>Ver de tarde a papa-ceia!<br>"Aquelas terras tão grandes,<br>Tão compridas como o mar,<br>Com suas poucas palmeiras<br>Dão vontade de pensar ...<br>"Lá todos vivem felizes,<br>Todos dançam no terreiro;<br>A gente lá não se vende<br>Como aqui, só por dinheiro".<br>O escravo calou a fala,<br>Porque na úmida sala<br>O fogo estava a apagar;<br>E a escrava acabou seu canto,<br>Pra não acordar com o pranto<br>O seu filhinho a sonhar!<br>............................<br>O escravo então foi deitar-se,<br>Pois tinha de levantar-se<br>Bem antes do sol nascer,<br>E se tardasse, coitado,<br>Teria de ser surrado,<br>Pois bastava escravo ser.<br>E a cativa desgraçada<br>Deita seu filho, calada,<br>E põe-se triste a beijá-lo,<br>Talvez temendo que o dono<br>Não viesse, em meio do sono,<br>De seus braços arrancá-lo!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-27 23:19:35 UTC</pubDate>
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         <title>Poema de Castro Alves - “Espumas Flutuantes”</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>“Só e triste, encostado à borda do navio, eu seguia com os olhos aquele esvaecimento indefinido e minha alma apegava-se à forma vacilante das montanhas”</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-28 11:51:54 UTC</pubDate>
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         <title>Poema de Castro Alves- Espumas Flutuantes</title>
         <author>vialetenorio</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Só e triste, encostado à beira do navio, eu seguia com os olhos aquele esvaecimento indefinido e minha alma apegava-se à forma vacilante das montanhas” </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-28 12:02:03 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do Africano </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>E a cativa desgraçada <br> Deita seu filho, calada,<br> E põe-se triste a beijá-lo,<br> Talvez temendo que o dono<br> Não viesse, em meio ao sono,<br> De seus braços arrancá-lo!<br><br>Beatriz Romeu Torres<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-28 14:34:33 UTC</pubDate>
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         <title>Geração Romântica - A canção do africano </title>
         <author>nigeriagenesis14</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lá na úmida senzala,<br>Sentado na estreita sala,<br>Junto ao braseiro, no chão,<br>Entoa o escravo o seu canto,<br>E ao cantar correm-lhe em pranto<br>Saudades do seu torrão ...<br>De um lado, uma negra escrava<br>Os olhos no filho crava,<br>Que tem no colo a embalar...<br>E à meia voz lá responde<br>Ao canto, e o filhinho esconde,<br>Talvez pra não o escutar!<br>"Minha terra é lá bem longe,<br>Das bandas de onde o sol vem;<br>Esta terra é mais bonita,<br>Mas à outra eu quero bem!<br>"0 sol faz lá tudo em fogo,<br>Faz em brasa toda a areia;<br>Ninguém sabe como é belo<br>Ver de tarde a papa-ceia!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-28 20:05:48 UTC</pubDate>
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         <title>Canção do Violeiro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Passa, ó vento das campinas,</div><div>Leva a canção do tropeiro.</div><div>Meu coração 'stá deserto,</div><div>'Stá deserto o mundo inteiro.</div><div>Quem viu a minha senhora</div><div>Dona do meu coração?<br><br></div><div>Chora, chora na viola,</div><div>Violeiro do sertão.<br><br></div><div>Ela foi-se ao pôr da tarde</div><div>Como as gaivotas do rio.</div><div>Como os orvalhos que descem</div><div>Da noite num beijo frio,</div><div>O cauã canta bem triste,</div><div>Mais triste é meu coração.<br><br></div><div>Chora, chora na viola,</div><div>Violeiro do sertão. <br>[...]<br><br>Abraão Pacheco Flores</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-28 21:04:48 UTC</pubDate>
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         <title>A Mãe do Cativo</title>
         <author>vitoriamargaridanunes10</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ó mãe do cativo! que alegre balanças</div><div>A rede que ataste nos galhos da selva!</div><div>Melhor tu farias se à pobre criança</div><div>Cavasses a cova por baixo da relva.</div><div>Ó mãe do cativo! que fias à noite</div><div>As roupas do filho na choça da palha!</div><div>Melhor tu farias se ao pobre pequeno</div><div>Tecesses o pano da branca mortalha.</div><div>Misérrima! E ensinas ao triste menino</div><div>Que existem virtudes e crimes no mundo</div><div>E ensinas ao filho que seja brioso,</div><div>Que evite dos vícios o abismo profundo ...</div><div>E louca, sacodes nesta alma, inda em trevas,</div><div>O raio da espr'ança... Cruel ironia!</div><div>E ao pássaro mandas voar no infinito,</div><div>Enquanto que o prende cadeia sombria! ...</div><div><strong>II</strong></div><div>Ó Mãe! não despertes est'alma que dorme,</div><div>Com o verbo sublime do Mártir da Cruz!</div><div>O pobre que rola no abismo sem termo</div><div>Pra qu'há de sondá-lo... Que morra sem luz.</div><div>Não vês no futuro seu negro fadário,</div><div>Ó cega divina que cegas de amor?!</div><div>Ensina a teu filho - desonra, misérias,</div><div>A vida nos crimes - a morte na dor.</div><div>Que seja covarde... que marche encurvado...</div><div>Que de homem se torne sombrio reptíl.</div><div>Nem core de pejo, nem trema de raiva</div><div>Se a face lhe cortam com o látego vil.</div><div>Arranca-o do leito... seu corpo habitue-se</div><div>Ao frio das noites, aos raios do sol.</div><div>Na vida - só cabe-lhe a tanga rasgada!</div><div>Na morte - só cabe-lhe o roto lençol.</div><div>Ensina-o que morda... mas pérfido oculte-se</div><div>Bem como a serpente por baixo da chã</div><div>Que impávido veja seus pais desonrados,</div><div>Que veja sorrindo mancharem-lhe a irmã.</div><div>Ensina-lhe as dores de um fero trabalho...</div><div>Trabalho que pagam com pútrido pão.</div><div>Depois que os amigos açoite no tronco...</div><div>Depois que adormeça co'o sono de um cão.</div><div>Criança - não trema dos transes de um mártir!</div><div>Mancebo - não sonhe delírios de amor!</div><div>Marido - que a esposa conduza sorrindo</div><div>Ao leito devasso do próprio senhor! ...</div><div>São estes os cantos que deves na terra</div><div>Ao mísero escravo somente ensinar.</div><div>Ó Mãe que balanças a rede selvagem</div><div>Que ataste nos troncos do vasto palmar.</div><div><strong>III</strong></div><div>Ó Mãe do cativo, que fias à noite</div><div>À luz da candeia na choça de palha!</div><div>Embala teu filho com essas cantigas...</div><div>Ou tece-lhe o pano da branca mortalha.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-29 00:02:13 UTC</pubDate>
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         <title>A Volta da Primavera</title>
         <author>theredguardbr11</author>
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         <description><![CDATA[<div>Aime et tu renaítras fais-toi fleur pour éclore,<br>Après avoir soufferi, il faul souffrir encore;<br>Il faut aimer sans cesse après avoir aimé.<br>A. DE MUSSET<br>AI! Não maldigas minha fronte pálida,<br>E o peito gasto ao referver de amores.<br>Vegetam louros — na caveira esquálida<br>E a sepultura se reveste em flores.<br>Bem sei que um dia o vendaval da sorte<br>Do mar lançou-me na gelada areia.<br>Serei... que importa? o D. Juan da morte<br>Dá-me o teu seio—e tu serás Haidéia! <br>Pousa esta mão—nos meus cabelos úmidos!...<br>Ensina à brisa ondulações suaves!<br>Dá-me um abrigo dos teus seios túmidos!<br> Fala!... que eu ouço o pipilar das aves!<br>Já viste às vezes, quando o sol de maio<br>Inunda o vale, o matagal e a veiga?<br>Murmura a relva: "Que suave raio!"<br>Responde o ramo: "Como a luz é meiga!"<br>E, ao doce influxo do clarão do dia,<br>O junco exausto, que cedera à enchente,<br>Levanta a fronte da lagoa fria...<br>Mergulha a fronte na lagoa ardente...<br>Se a natureza apaixonada acorda<br>Ao quente afago do celeste amante,<br>Diz!... Quando em fogo o teu olhar transborda,<br>Não vês minh'alma reviver ovante?<br>É que teu riso me penetra n'alma<br>—Como a harmonia de uma orquestra santa<br>—É que teu riso tanta dor acalma...<br>Tanta descrença!... Tanta angústia!... Tanta!<br>Que eu digo ao ver tua celeste fronte:<br>"O céu consola toda dor que existe.<br>Deus fez a neve — para o negro monte!<br>Deus fez a virgem — para o bardo triste!" </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-29 14:23:35 UTC</pubDate>
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         <title>Fábula - O pássaro e a flor</title>
         <author>keysinascimento8025</author>
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         <description><![CDATA[<div>Era num dia sombrio<br>Quando um pássaro erradio<br>Veio parar num jardim.<br>Aí fitando uma rosa,<br>Sua voz triste e saudosa,<br>Pôs-se a improvisar assim.<br> <br>"ó Rosa, ó Rosa bonita!<br>Ó Sultana favorita<br>Deste serralho de azul:<br>Flor que vives num palácio,<br>Como as princesas de Lácio,<br>Como as filhas de 'Stambul.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-29 20:40:13 UTC</pubDate>
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         <title>O Vôo do Gênio </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"Porém não paras neste vôo errante!  A que outros mundos elevar-me tentas?  Já não sinto o soprar de auras sedentas,  Nem bebo a taça de um fogoso amor.  Sinto que rolo em báratros profundos...  Já não tens asas, águia da Tessália,  Maldições sobre ti... tu és Onfália,  Ninguém te ergue das trevas e do horror. "Porém silêncio! No maldito abismo,  Onde caí contigo criminosa,  Canta uma voz, sentida e maviosa,  Que arrependida sobe a Jeová!  Perdão! Perdão! Senhor, p'ra quem soluça,  Talvez seja algum anjo peregrino...  Mas não! inda eras tu, gênio divino,  Também sabes chorar, como Eloá? <br><br><br><br><br><br>Laura Silva</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-29 20:43:11 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Confidência</title>
         <author>alicebelli12</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/706916511</link>
         <description><![CDATA[<div>E tu me dizes, pálida inocente,<br>Derramando uma lágrima tremente,<br>Como orvalho de dor:<br>"Por que sofres? A selva tem odores,<br>"0 céu tem astros, os vergéis têm flores,<br>"Nossas almas o amor".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 01:26:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A Cruz da Estrada </title>
         <author>thaismatos11</author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/706938305</link>
         <description><![CDATA[<div>Caminheiro que passas pela estrada,</div><div>Seguindo pelo rumo do sertão,</div><div>Quando vires a cruz abandonada,</div><div>Deixa-a em paz dormir na solidão.</div><div>Que vale o ramo do alecrim cheiroso</div><div>Que lhe atiras nos braços ao passar?</div><div>Vais espantar o bando buliçoso</div><div>Das borboletas, que lá vão pousar.</div><div>É de um escravo humilde sepultura,</div><div>Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.</div><div>Deixa-o dormir no leito de verdura,</div><div>Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.</div><div>Não precisa de ti. O gaturamo</div><div>Geme, por ele, à tarde, no sertão.</div><div>E a juriti, do taquaral no ramo,</div><div>Povoa, soluçando, a solidão.</div><div>Dentre os braços da cruz, a parasita,</div><div>Num abraço de flores, se prendeu.</div><div>Chora orvalhos a grama, que palpita;</div><div>Lhe acende o vaga-lume o facho seu.</div><div>Quando, à noite, o silêncio habita as matas,</div><div>A sepultura fala a sós com Deus.</div><div>Prende-se a voz na boca das cascatas,</div><div>E as asas de ouro aos astros lá nos céus.</div><div>Caminheiro! do escravo desgraçado</div><div>O sono agora mesmo começou!</div><div>Não lhe toques no leito de noivado,</div><div>Há pouco a liberdade o desposou.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 02:20:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Hino ao Sono</title>
         <author>tainaborriello</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ó Sono! Ó noivo pálido<br>Das noites perfumosas,<br>Que um chão de nebulosas Trilhas pela amplidão!<br>Em vez de verdes pâmpanos,<br>Na branca fronte enrolas As lânguidas papoulas, Que agita a viração.<br> <br>Nas horas solitárias,<br>Em que vagueia a lua,<br>E lava a planta nua<br>Na onda azul do mar,<br>Com um dedo sobre os lábios<br>No vôo silencioso, Vejo-te cauteloso No espaço viajar!<br><br>Deus do infeliz, do mísero! Consolação do aflito!<br>Descanso do precito, Que sonha a vida em ti!<br>Quando a cidade tétrica<br>De angústia e dor não geme...<br>É tua mão que espreme A dormideira ali.<br><br>Em tua branca túnica<br>Envolves meio mundo.<br>E teu seio fecundo<br>De sonhos e visões,<br>Dos templos aos prostíbulos<br>Desde o tugúrio ao Paço, Tu lanças lá do espaço Punhados de ilusões!...<br><br>Da vide o sumo rúbido,<br>Do hatchiz a essência,<br>O ópio, que a indolência<br>Derrama em nosso ser,<br>Não valem, gênio mágico,<br>Teu seio, onde repousa<br>A placidez da lousa<br>E o gozo de viver...<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 18:42:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Onde Estás</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/707472339</link>
         <description><![CDATA[<div><br>É meia-noite... e rugindo Passa triste a ventania,<br><br>Como um verbo de desgraça,<br><br>Como um grito de agonia. E eu digo ao vento, que passa<br><br>Por meus cabelos fugaz "Vento frio do deserto,<br><br>Onde ela está? Longe ou perto?<br><br>" Mas, como um hálito incerto, Responde-me o eco ao longe: "Oh! minha amante, onde estås?.<br><br>Vem! É tarde! Por que tardas? São horas de brando sono,<br><br>Vem reclinar-te em meu peito Com teu lânguido abandono!. "Stá vazio nosso leito... "Stá vazio o mundo inteiro, E tu não queres qu'eu fique Solitário nesta vida.. Mas por que tardas, querida?.<br><br>Já tenho esperado assaz.. Vem depressa, que eu deliro Oh! minha amante, onde estás?..<br><br>Herick Garcia 2°C    Etec Tereza Nunes </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-30 19:54:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Isadora Mohamad do Amaral, 2C, CONFIDÊNCIA</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/sirlenesmaciel76/f1xy3hnbicdap0xr/wish/707846368</link>
         <description><![CDATA[<div>Ai! tu vês nos teus sonhos de criança<br>A ave de amor que o ramo da esperança<br>Traz no bico a voar;<br>E eu vejo um negro abutre que esvoaça,<br>Que co'as garras a púrpura espedaça<br>Do manto popular.<br>Tu vês na onda a flor azul dos campos,<br>Donde os astros, errantes pirilampos,<br>Se elevam para os céus;<br>E eu vejo a noite borbulhar das vagas<br>E a consciência é quem me aponta as plagas<br>Voltada para Deus.<br>Tua alma é como as veigas sorrentinas<br>Onde passam gemendo as cavatinas<br>Cantadas ao luar.<br>A minha — eco do grito, que soluça,<br>Grito de toda dor que se debruça<br>Do lábio a soluçar.<br>É que eu escuto o sussurrar de idéias,<br>O marulho talvez das epopéias,<br>Em torno aos mausoléus,<br>E me curvo no túm'lo das idades<br>— Crânios de pedra, cheios de verdades<br>E da sombra de Deus.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-31 02:51:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Guilherme do Carmo Silveira  </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Canção do africano <br><br>Lá na úmida senzala,<br>Sentado na estreita sala,<br>Junto ao braseiro, no chão,<br>Entoa o escravo o seu canto,<br>E ao cantar correm-lhe em pranto<br>Saudades do seu torrão ...<br><br>De um lado, uma negra escrava<br>Os olhos no filho crava,<br>Que tem no colo a embalar...<br>E à meia voz lá responde<br>Ao canto, e o filhinho esconde,<br>Talvez pra não o escutar!<br><br>"Minha terra é lá bem longe,<br>Das bandas de onde o sol vem;<br>Esta terra é mais bonita,<br>Mas à outra eu quero bem!<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-31 14:49:07 UTC</pubDate>
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         <title>Vozes d&#39;Africa</title>
         <author>seorsplas</author>
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         <description><![CDATA[<div> Vozes d'África Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes Embuçado nos céus? Há dois mil anos te mandei meu grito, Que embalde desde então corre o infinito... Onde estás, Senhor Deus?... Qual Prometeu tu me amarraste um dia Do deserto na rubra penedia — Infinito: galé! ... Por abutre — me deste o sol candente, E a terra de Suez — foi a corrente Que me ligaste ao pé... O cavalo estafado do Beduíno Sob a vergasta tomba ressupino E morre no areal. Minha garupa sangra, a dor poreja, Quando o chicote do simoun dardeja O teu braço eternal. Minhas irmãs são belas, são ditosas... Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas Dos haréns do Sultão. Ou no dorso dos brancos elefantes Embala-se coberta de brilhantes Nas plagas do Hindustão. Por tenda tem os cimos do Himalaia... Ganges amoroso beija a praia Coberta de corais ... A brisa de Misora o céu inflama; E ela dorme nos templos do Deus Brama, — Pagodes colossais... </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-31 14:49:31 UTC</pubDate>
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         <title>O sol e o povo</title>
         <author>mateusmralmeida</author>
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         <description><![CDATA[<div>O sol, do espaço Briaréu gigante,<br>P’ra escalar a montanha do infinito,<br>Banha em sangue as campinas do levante.<br>Então em meio dos Saarás — o Egito<br>Humilde curva a fronte e um grito errante<br>Vai despertar a Esfinge de granito.<br>O povo é como o sol! Da treva escura<br>Rompe um dia co’a destra iluminada,<br>Como o Lázaro, estala a sepultura!...<br>Oh! temei-vos da turba esfarrapada,<br>Que salva o berço à geração futura,<br>Que vinga a campa à geração passada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-31 14:53:54 UTC</pubDate>
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