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      <title>Histórias Daqui e Dali by Isa Peixinhos-Caia</title>
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      <description>Textos recolhidos por formand@s do SFPS</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-04-18 11:50:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>ipeixinhoscaiaiefpmediacao</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-04-18 11:58:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <pubDate>2023-04-18 16:40:20 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Senhora do Almortão</title>
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         <description><![CDATA[<div>Há muitos, muitos anos, nos terrenos das imediações da actual ermida da Senhora do Almortão, crescia, por toda a parte, um arbusto chamado murta.<br>Havia, em Alcaíozes, um rapazinho que era pastor e vinha todos os dias com o seu rebanho para estes terrenos.<br><br></div><div>Um dia, andando ele a vigiar o seu rebanho, encontrou, no meio de uma moita de murta, uma linda imagem. Ficou muito contente e brincou com ela toda a tarde.</div><div>Quando se quis ir embora, meteu-a no sarrão, para a mostrar à mãe.</div><div>Ao chegar a casa, contou à mãe o que se passara, e quando ia para mostrar a bonequinha (como ele lhe chamava) não a encontrou.</div><div>No dia seguinte, veio encontrá-la de novo, no meio da moita da murta. Voltou a brincar com ela e, à tarde, meteu-a no sarrão para a levar. Todavia, ao chegar a casa, não a encontrou. E isto aconteceu durante vários dias. Estranhando o sucedido, o pastorinho e a mãe contaram-no a várias pessoas, que concluíram que a bonequinha era uma linda imagem da Senhora do Almortão e que deveriam fazer-lhe uma capela no sítio onde o rapazinho a encontrava sempre.</div><div>E, assim, fizeram a ermida e puseram à Senhora o nome de Almortão por ter aparecido no meio da murta.<br><br>CANÇÃO da SENHORA DO ALMORTÃO<br>Senhora do Almortão</div><div>ó minha linda raiana</div><div>virai costas a Castela</div><div>não queirais ser castelhana</div><div>&nbsp;</div><div>Senhora do Almortão</div><div>a vossa capela cheira</div><div>cheira a cravos, cheira a rosas</div><div>cheira a flor de laranjeira</div><div>&nbsp;</div><div>Senhora do Almortão</div><div>eu pró ano não prometo</div><div>que me morreu o amor</div><div>ando vestida de preto<br><br>Curso CCJ 292<br>Formanda Júlia Santos</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 13:45:11 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de São Silvestre</title>
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         <description><![CDATA[<div><em>Esta lenda assegura que há muitos, muitos anos existia no oceano Atlântico uma ilha fabulosa, a Atlântida, e nela vivia a civilização mais maravilhosa de sempre.<br></em><br></div><div><em>Os seus habitantes, que Platão dizia descenderem dos amores do deus Poseidon com a mortal Clito, tornaram-se tão arrogantes que tiveram um dia a pretensão de conquistar todo o mundo, ousando mesmo o seu rei desafiar os céus.<br></em><br></div><div><em>Foi então que ouviu a voz do Deus verdadeiro dizer-lhe que nada poderia contra o poder divino.<br></em><br></div><div><em>Mas o teimoso rei voltou a desafiá-lo e decidiu conquistar Atenas, mas, durante a batalha o rei da Atlântida ouviu a voz de Deus dizer-lhe que a vitória seria de Atenas para castigar a sua arrogância e ingratidão.<br></em><br></div><div><em>À derrota seguiram-se terríveis tempestades, terramotos e inundações que engoliram a bela Atlântida para todo o sempre.<br></em><br></div><div>&nbsp;Passaram-se muitas centenas de anos até que um dia a Virgem Maria se debruçava dos céus sobre o oceano, sentada numa nuvem quando São Silvestre lhe veio falar.<br><br></div><div>Aquela era a última noite do ano e São Silvestre achava que deveria significar algo de diferente para os homens, ou seja, marcar uma fronteira entre o passado e o futuro, dando-lhes a possibilidade de se arrependerem dos seus erros e de terem esperança numa vida melhor.<br><br></div><div>Nossa Senhora achou muito boa ideia e então confiou-lhe qual a razão porque estava a observar o mar com uma certa tristeza: lembrava-se da bela Atlântida que tinha sido afundada por Deus por causa dos erros e pecados dos seus habitantes.<br><br></div><div>Enquanto falava, Nossa Senhora deixava cair lágrimas de tristeza e misericórdia porque a humanidade, apesar do castigo, não se tinha emendado.<br><br></div><div>Emocionado, São Silvestre reparou que não eram apenas lágrimas que caíam dos olhos da Senhora, eram também pérolas autênticas que caiam dos Seus olhos.<br><br></div><div>Foi então que uma dessas lágrimas foi cair no local onde a extraordinária Atlântida tinha existido, nascendo a ilha da Madeira que ficou conhecida como a Pérola do Atlântico.<br><br></div><div>Dizem os antigos que durante muito tempo, na noite de S. Silvestre quando batiam as doze badaladas surgia nos céus uma visão de luz e cores fantásticas que deixava nos ares um perfume estonteante.<br><br></div><div>Com o passar dos anos essa visão desapareceu, mas o povo manteve-a nas famosas festas de fim de ano com um maravilhoso fogo de artifício a celebrar a Noite de S. Silvestre.&nbsp;<br><br>Curso CCJ 292<br>Paula Félix</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 13:56:46 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda Rocha dos Namorados </title>
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         <description><![CDATA[<div>Ainda por Portugal, podemos falar de diferentes formas de celebrar o amor.<br><br></div><div>A Rocha dos Namorados encontra-se na aldeia de São Pedro do Corval, em Reguengos de Monsaraz. A rocha está ligada a rituais pagãos, ligada a fenómenos de celebração de fecundidade, encontrando-se atualmente ligada a uma força espiritual para a população local.<br><br></div><div>De acordo com a lenda, pela altura da Páscoa, as jovens mulheres (na casa dos vinte anos de idade) encontram-se junto à Rocha dos Namorados e devem atirar pequenas pedras para a rocha, enquanto estão de costas. Depois, cada pedra falhada representa um ano de espera até ao seu casamento surgir.<br><br></div><div>No topo da Rocha dos Namorados, ainda é possível constatar a presença de pequenas pedras reunidas, prova das tentativas que conheceram sucesso. No Dia dos Namorados, a Rocha dos Namorados é bastante procurada, não apenas por solteiros, mas também por mulheres e homens casados.<br><br>Curso CCJ 292&nbsp;<br>Sara Rocha <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 13:57:04 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Torre da Princesa</title>
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         <description><![CDATA[<div>A tradição local refere que há muito tempo, quando a povoação ainda era a aldeia da Benquerença, existiu uma bela princesa órfã, que ali vivia com o seu tio, o senhor do castelo.<br><br></div><div>Esta princesa apaixonou-se por um nobre, valoroso e jovem cavaleiro, porém carente de recursos. Por esse motivo, o jovem partiu da aldeia em longa jornada em busca de fortuna, prometendo retornar apenas quando se achasse digno de pedir-lhe a mão.<br><br></div><div>Nesse intervalo de tempo, durante anos a fio, a jovem recusou todos os seus pretendentes, até que o seu tio, impaciente, prometeu-a a um amigo, forçando-a ao compromisso.<br><br></div><div>Ao ser apresentada ao candidato do tio, a jovem confessou-lhe que o seu coração pertencia a outro homem, cujo retorno aguardava há anos.<br><br></div><div>A revelação enfureceu o tio, que decidiu aumentar a coerção por meio um estratagema: nessa noite, disfarçou-se como um fantasma, e penetrando por uma das duas portas dos aposentos da princesa, simulando ser o fantasma do jovem ausente, afirmou-lhe com a voz lúgubre, que ela estava condenada para sempre à danação, caso não aceitasse casar-se com o novo pretendente. Prestes a obter um juramento por Cristo por parte da princesa, milagrosamente abriu-se a outra porta e, apesar de ser noite, um raio de sol penetrou nos aposentos, desmascarando o tio impostor.<br><br></div><div>Daí em diante, a princesa passou a viver recolhida na torre que hoje leva o seu nome, e as duas portas passaram a ser conhecidas como Porta da Traição e Porta do Sol, respetivamente.&nbsp;<br><br>Curso CCJ 292&nbsp;<br>Andreia Santos</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:06:21 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Lagoa do Negro</title>
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         <description><![CDATA[<div>Esta lenda conta a história de como a Lagoa do Negro, na ilha Terceira no arquipélago dos Açores, apareceu. Conta-se que, há séculos, existia uma família nobre na ilha Terceira, com escravos negros como era habito à época. A única filha do patriarca era submissa e receava o pai, conta-se que aceitou sem questionar um casamento imposto. Mas não havia amor, no entanto nessa época a mulher, por educação e honestidade, submetia-se ao marido. Porém ninguém manda nos sentimentos, nem mesmo a mulher mais digna. A moça, presa num casamento por conveniência do pai, apaixonou-se por um dos escravos da casa, que também a amava. Nessa época os criados negros de então não eram vistos como seres humanos, com sentimentos. Ninguém sequer imaginava que tivessem atrevimento de se apaixonar pela sua senhora. Contrariando todas estas leis, criadas pelos interesses dos homens, o escravo negro e a morgada enamoraram-se, denunciando apenas no olhar tímido, mas expressivo, o sentimento que os unia. Um dia o escravo negro falou com a sua amada e, juntos, chegaram à conclusão que o seu amor era impossível no mundo em que viviam. Só poderiam viver juntos se fugissem. No entanto, o marido da morgada tinha ordenado a uma das aias da esposa que a seguisse por todo o lado. Certo dia a aia que seguia a morgada para todo o lado, escutou os apaixonados a falar do seu amor, tendo de imediato ido contar ao seu amo. Este, vexado e enraivecido, ordenou que se prendesse o escravo. O homem negro, ao ouvir cães de caça e cavalos ao longe, percebeu que o buscavam pondo-se em fuga. Fugiu pelos montes e vales, até não mais conseguir correr, parou numa região no interior da ilha deixando-se cair em desespero. Diz a lenda que o escravo negro começou a chorar tanto e com tanta tristeza, que as suas lágrimas fizeram nascer uma lagoa à sua frente. Assustado e encurralado, ouvindo os cavalos cada vez mais próximos, correu colina acima atirando-se para a lagoa, onde morreu afogado. Localiza-se esta Lagoa do Negro na freguesia dos Altares, concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores num ambiente de aspeto escandinavo.</div><div><br>Curso CCJ 292<br>Elisabete Valentim<br><br>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:07:13 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Caparica</title>
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         <description><![CDATA[<div>Há muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, apareceu por lá uma criança pobre, muito bonita. Ninguém sabia donde vinha, mas, apesar disso, um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dela. A criança trazia aos ombros uma velha capa. O velho reparou que a capa era de boa qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre.</div><div>Passados alguns anos, a menina tornou-se uma bela jovem. O velho estava às portas da morte e pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles momentos.</div><div>Quando o velho morreu, ela juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. A jovem ficou a viver naquele casebre e envelheceu sozinha. Na hora da sua morte, descobriu que a capa era afinal rica, ao encontrar uma verdadeira riqueza escondida no seu forro.</div><div>Junto do seu corpo, encontraram uma carta dirigida ao rei. Nela pedia que utilizasse o tesouro para transformar aquela costa numa terra onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica.<br><br>Curso CCJ 292<br>Beatriz Branco </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:08:10 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Viana </title>
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         <description><![CDATA[<div>Era uma vez uma pequena povoação nascida na margem direita do rio Lima, junto à foz, quando as águas doces e vagarosas se misturam com o bravio das ondas salgadas.<br><br></div><div>Chamava-se Átrio e tinha, sobranceira, uma montanha densa de arvoredo, onde, no alto, existira a fortificação de um castro habitado por povos sem nome e que, a dada altura, desceram ao litoral, buscando, na pesca, melhor alimento e mais comércio.<br><br></div><div>Era extremamente bela, entre veigas cultivadas, palmos de hortas viçosas, redis, pomares e vinhedos.<br><br></div><div>Mas a sua principal vocação era, sem dúvida, o mar, a pesca.<br><br></div><div>E, na extensão fina de praia, várias embarcações esperavam as madrugadas para serem lançadas às vagas, com o afã dos remos, o aceno das velas e o espalhar das redes.<br><br></div><div>Pelo entardecer, as campanhas regressavam ao Átrio, para a alegria das mulheres e das crianças, com o fundo da embarcação farto de pescado palpitante: a sardinha, o carapau, a faneca, o congro…&nbsp;<br><br></div><div>Vinham, rio abaixo, muito habitante de outras povoações, para o abastecimento pródigo das suas mesas.<br><br></div><div>Ora morava no Átrio, na modéstia de um casebre, uma linda rapariga chamada Ana, filha de pescador e desenvolta na venda do peixe, sempre com uma canção nos lábios, ouvida a algum jogral chegado da vizinha Galiza, onde animava os serões dos paços e os terreiros das romarias.<br><br></div><div>Escutava-lhe, deliciado, estas cantigas de amor e de amigo, um jovem barqueiro que, empunhando a longa vara com que impulsionava o comprido barco de fundo chato, transportava, na correnteza do rio, até ao Átrio, várias vezes por semana, lavradores e mercadores à compra de peixe fresco e saboroso para dar prazer aos rigorosos jejuns.<br><br></div><div>De tanto escutar a voz harmoniosa de Ana e de admirar a graça, o rapaz começou a sentir pela rapariga um amor que ia aumentando dia após dia.<br><br></div><div>Confessara já aos amigos e companheiros de lida o agrado desse amor nascente.<br><br></div><div>E estes, contentes com o seu contentamento, sorriam quando o moço barqueiro, ao voltar ao Átrio, lhes atirava um brado feliz:<br><br></div><div>– Vi Ana! Vi Ana!<br><br></div><div>Um dia, porém, não se contentou em vê-la e dirigiu-lhe a palavra, num enleio que lhe corava as faces.<br><br></div><div>A rapariga percebeu, então, o vivo interesse amoroso do rapaz por ela, os olhos dele, brilhantes, sobre o rosto dela, sobre os olhos dela, sobre os cabelos dela…<br><br></div><div>E o seu coração lisonjeado retribui-lhe esse interesse, retribui-lhe esse amor.<br><br></div><div>Não tardou em realizar-se a boda dos dois enamorados.<br><br></div><div>Durante os festejos, bebendo vinho acre e refrescante gerado nos parreirais da região, os companheiros e amigos do noivo recordaram-lhe o brao entusiástico:<br><br></div><div>– Vi Ana! Vi Ana!<br><br></div><div>O dito foi logo adaptado pelos pescadores do Átrio que passaram a repeti-lo quando, vindos dos trabalhos duros da faina, se lhes deparava o vulto acolhedor da montanha, as praias doiradas, as veigas férteis, as águas lentas do rio e a paz dos seus lares:<br><br></div><div>– Vi Ana! Vi Ana!<br><br></div><div>Ao conceder o foral à povoação da foz do Lima, em 1258, o rei D. Afonso III, que a visitara tempos antes, extasiando-se com tanta beleza e prosperidade, substituiu-lhe o nome Átrio pelo de Viana.<br><br></div><div>Por certo, alguém lhe revelara aquele brado de amor.<br><br></div><div>E só amor merece terra tão abençoada!”<br><br>Curso CCJ 292<br>Rute Costa&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:15:47 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Ermida de Nossa Senhora da Memória</title>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1625 foi fundado um edifício de culto em invocação de Nossa Senhora da Memória, onde atualmente se encontra a Igreja Matriz.&nbsp;<br>A este culto está associado uma lenda;<br>Conta-se: “que os habitantes de Colmeias e Espite praticavam regularmente em romarias e devoções á Nossa Senhora da Purificação, o orago da vizinha povoação de Seiça.<br>Naquela região, existia uma águia que matava todas as crianças que conseguia apanhar, o que levou as populações a integrarem-se nas procissões anuais da Sr.ª da Purificação.<br>Indo a procissão a passar junto a um campo, onde estava um homem a lavrar, acompanhado de um filho. Chamaram-no, para nela se juntar. Respondeu o homem, que não podia porque a leira só ia a meio da sementeira, e tinha ali os bois.<br>Depois da procissão passar, veio a águia e matou-lhe o menino .&nbsp;<br>Ao ver isto, o homem&nbsp; larga os bois e foi á igreja, e quando regressou encontrou o menino vivo e os bois no mesmo sitio.<br>Diz-se que foi em louvor deste milagre que se fez a ermida de N. Sr.ª. da Memória.”<br><br>CURSO CCJ 292<br>CARLA CASINHA</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:17:12 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do galo de Barcelos</title>
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         <description><![CDATA[<div>Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou que o galego se dirigisse a Santiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa, e que fosse fervoroso devoto de Santiago, S.Paulo e Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo.<br>&nbsp;O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidou das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz. Passados alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor a Santiago e à Virgem.<br><br>Curso CCJ 292&nbsp;<br>Amélia Carvalho </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:25:40 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Sopa da Pedra</title>
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         <description><![CDATA[<div>Reza a lenda que um frade pobre e faminto, que andava em peregrinação, chegou a Almeirim. Com o estômago a dar horas, bateu à porta da casa de uns aldeões. Porém, por ser demasiado orgulhoso para pedir uma refeição, pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para preparar uma sopa deliciosa só com uma pedra.<br><br></div><div>Os que o recebiam, ansiosos por perceber como é que isso era possível, acederam ao seu pedido. O frade apanhou uma pedra do chão, sacudiu-a e entrou na casa.<br><br></div><div>O frade colocou a panela ao lume só com a pedra e um pouco de água. Questionado pela dona da casa sobre se não precisaria de mais alguma coisa, respondeu que era preciso temperar a sopa… A mulher deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que para ficar melhor, devia levar um fiozinho de azeite.<br><br></div><div>Depois pediu um pouco de toucinho, batatas, feijão, carne, enchidos, uns temperos… E por aí fora, até a panela estar cheia de coisas boas e a sopa cheirar cada vez melhor.<br><br></div><div>Quando o frade acabou de a confecionar, comeu-a. No fundo da panela, ficou apenas a pedra. A gente da casa que viu o frade confecionar a sopa perguntou-lhe por que ficara ali a pedra. A isto, o clérigo respondeu prontamente: “A pedra, agora lavo-a e levo-a comigo para outra vez”.<br><br></div><div>E assim nasceu a lenda de uma das mais famosas especialidades de Almeirim!<br><br>Curso CCJ 292<br>Kissila Brandão</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:28:06 UTC</pubDate>
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         <title>A Lenda da Baía do Seixal</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Era uma vez!... Uma linda sereia,<br></strong><br></div><div><strong>Recolheu todos corais do remoto mar,<br></strong><br></div><div><strong>Que ao chegar ao Tejo…. Teve a ideia<br></strong><br></div><div><strong>De à baia do Seixal se encostar!<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>As ondas vivas com espuma e areia,<br></strong><br></div><div><strong>Os corais espalharam-se por este lugar,<br></strong><br></div><div><strong>Felizes co´a a bela baia tão cheia<br></strong><br></div><div><strong>D´encantos que para sempre faz sonhar!<br></strong><br></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>E, foi assim… Que n´um sonho oportuno,<br></strong><br></div><div><strong>Os lindos corais do lendário Neptuno<br></strong><br></div><div><strong>Encheram de sonhos a baia do Seixal!...<br></strong><br></div><div><strong><br></strong><br></div><div><strong>´Inda há quem veja por ali esses corais,<br></strong><br></div><div><strong>Os vestígios da sereia sensacionais,<br></strong><br></div><div><strong>Que são os únicos neste lindo Portugal<br><br>Curso CCJ 292<br>Rosária Luís</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-26 14:54:55 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Arraúl, Largo João da Carma</title>
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         <description><![CDATA[<div>Arraúl era um belo filho do guarda-mor das Colunas de Hércules, único sobrevivente da Atlântida. Certo dia, Arraúl foi apanhado por uma tormenta que o arrastou para o oceano profundo onde uma baleia o engole. Apesar do infortúnio, o jovem sobrevive, pois, a baleia deposita-o em terra firme no sítio das prainhas – local onde se diz que começou Olhão. Arraúl imediatamente se apaixona pelo lugar e tenta protegê-lo construindo uma enorme barreira de areia, com terras provenientes dos serros de São Miguel e da Cabeça, dando assim origem à formação das Ilhas Barreira da Ria Formosa.<br><br>Daniel Cruz&nbsp;<br>Serralharia Civil<br>&nbsp;<br>&nbsp;Leia mais em: https://www.viajecomigo.com/2021/06/10/caminho-das-lendas-olhao-algarve/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-27 08:03:11 UTC</pubDate>
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         <title>A Lenda do Uirapuru</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A lenda do Uirapuru é uma estória que faz parte do folclore da região norte do Brasil, mais especificamente da Amazônia. É uma lenda indígena sobre um pássaro mágico, o uirapuru.<br>&nbsp;</div><div><strong>A lenda do Uirapuru</strong></div><div>&nbsp;</div><div>De acordo com a lenda, o pássaro uirapuru tinha sido um jovem guerreiro índio, chamado Quaraçá, pertencente a uma nação indígena da floresta amazônica.</div><div>&nbsp;</div><div>Quaraçá adorava passear pelas matas tocando sua flauta de bambu. Ele era apaixonado por uma bela índia chamada Anahí, que era casada com o cacique (chefe indígena) da tribo.</div><div>&nbsp;</div><div>Sofrendo muito pelo amor impossível, o jovem índio resolveu entrar no meio da floresta para buscar a ajuda do deus Tupã. Entendendo o sofrimento de Quaraçá, Tupã resolveu transformá-lo num pequeno pássaro colorido (vermelho e amarelo com asas pretas), para assim livrá-lo do sofrimento.</div><div>&nbsp;</div><div>Quaraçá, que ganhou o nome de Uirapuru, voou pela floresta com seu forte e lindo canto. Toda vez que via Anahí, pousava e cantava para a jovem índia, que ficava maravilhada com o som daquele pequeno e lindo pássaro.</div><div>&nbsp;</div><div>O cacique da tribo também ficou encantado com o canto do pássaro e, com o objetivo de aprisioná-lo, se perdeu na floresta e nunca mais voltou. Sozinha, restava a Quaraçá ouvir o canto de seu pássaro favorito. E ao jovem índio, agora transformado em pássaro, restava que a índia amada descobrisse quem ele era para desfazer o encanto.</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Você sabia?</strong></div><div>&nbsp;</div><div>Entre algumas tribos indígenas da Amazônia, o uirapuru é um pássaro mágico que traz muita sorte. Quem vê um uirapuru, durante seu lindo canto, pode fazer um pedido que o pássaro irá realizar.</div><div>&nbsp;</div><div><br><a href="http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/lenda_uirapuru.htm">www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/lenda_uirapuru.htm</a>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>&nbsp;<a href="https://youtu.be/juqN1KhMqKU"><br>https://youtu.be/juqN1KhMqKU</a></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Gleice Santana<br>Serralharia Civil<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-27 08:27:02 UTC</pubDate>
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         <title>A raposa que perdeu a cauda</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Uma Raposa foi apanhada numa armadilha. Conseguiu escapar, mas ficou sem a cauda porque a armadilha a cortou.</div><div><strong>Sentindo-se envergonhada e ridícula, pensou convencer as</strong> outras raposas a cortarem também as suas. Reuniu um bom número de amigas e explicou-lhes que, sem cauda, não só ficariam muito mais bonitas, mas também se livrariam de um peso inútil.</div><div>Ouvindo isto, uma das raposas interrompeu-a e perguntou-lhe:</div><div>— Se não tivesses perdido a tua cauda, também nos aconselharias a cortar as nossas?</div><div><strong>Moral da história:</strong> Tem cuidado com quem te dá conselhos tendo em vista os seus próprios interesses.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br></div><div><a href="https://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;ved=2ahUKEwiopPasy8n-AhXIyAIHHWXpAMwQFnoECAwQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.lapismagico.com%2Ffabulas%2Fa-raposa-perdeu-cauda%2F&amp;usg=AOvVaw1X_WbgL2teZ9EgJvtwlAUw"><strong>A raposa que perdeu a cauda, fábula e moral da história</strong></a></div><div><br></div><div><a href="https://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;ved=2ahUKEwiopPasy8n-AhXIyAIHHWXpAMwQFnoECAwQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.lapismagico.com%2Ffabulas%2Fa-raposa-perdeu-cauda%2F&amp;usg=AOvVaw1X_WbgL2teZ9EgJvtwlAUw">lapismagico.com<br></a><br></div><div><a href="https://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;ved=2ahUKEwiopPasy8n-AhXIyAIHHWXpAMwQFnoECAwQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.lapismagico.com%2Ffabulas%2Fa-raposa-perdeu-cauda%2F&amp;usg=AOvVaw1X_WbgL2teZ9EgJvtwlAUw">https://www.lapismagico.com › fabulas › a-raposa-per...<br></a><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div><br>Miguel Sousa&nbsp;<br>Serralharia Civil<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-27 08:57:13 UTC</pubDate>
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         <title> Quando os cães deixaram de falar</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;<strong>Sam Fali e Sum Fléflé eram um casal que habitava num luchan distante, perdido no obó.</strong></div><div><strong>Sum FléFlé foi um dia à caça acompanhado pelo cãozinho fiel Loló. Muitas cargas apanharam nesse dia. A carga era muito pesada. Como transportá-la de uma só vez?</strong></div><div><strong>Tantos quilómetros a percorrer, subir ôquê, descer ôquê. Peneta, é a vida do homem.</strong></div><div><strong>Sum Fléflé sentou-se numa pedra a meditar. Nisto, Loló agita a cauda e diz em surdina:</strong></div><div><strong>– Sum Fléflé, eu ajudo você, se você guardar segredo. Cale a sua boca pi-pi-pi…e não diga nada a ninguém.</strong></div><div><strong>– Segredo, Loló? Porquê?</strong></div><div><strong>– Se Sam Fali sabe que eu carrego, meu trabalho de carregador nunca vai acabar.</strong></div><div><strong>– Bom, Loló, descansa que eu calo a minha boca.</strong></div><div><strong>– Não diga também que eu sei falar língua de gente – acrescentou, preocupado, Lóló.</strong></div><div><strong>– Está descansado, companheiro…</strong></div><div><strong>O que é certo é que a carga chegou a casa toda de uma vez, enquanto Sam Fali lavava no ribeiro mais perto a roupa da família.</strong></div><div><strong>Quando chegou a casa, interpelou o companheiro:</strong></div><div><strong>– FléFlé, como é que você conseguiu trazer tanta carga? Quem o ajudou?</strong></div><div><strong>– Eu sozinho.</strong></div><div><strong>Fali, incrédula, insistiu sempre.</strong></div><div><strong>Eu sozinho – era a resposta lacónica do amigo fiel.</strong></div><div><strong>Fali insistiu, voltou a insistir e ameaçou arrumar a carga e voltar obó era casa da sua mãe.</strong></div><div><strong>Sum Fléflé, atrapalhado, coçava a cabeça, pensava que a solidão no obó era difícil…. Acabou por declarar:</strong></div><div><strong>– Nosso cão Loló ajudou o dono.</strong></div><div><strong>Loló ouviu, gemeu, gemeu, gemeu, deu duas voltas ao quintal e foi-se deitar nas cinzas da lareira.</strong></div><div><strong>Desde essa altura, nenhum cão, nem sequer os seus descendentes, voltaram a falar.<br></strong><br></div><div><strong><em>Glossário:</em></strong></div><div>L<strong>uchan &gt; localidade (termo usado em São Tomé)</strong></div><div>O<strong>bó &gt; floresta</strong></div><div>Ô<strong>quê &gt; ladeira</strong></div><div><strong>peneta &gt; destino felicidade</strong></div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><a href="https://www.lapismagico.com/contos-tradicionais/caes-deixaram-falar/">Quando os cães deixaram de falar, conto tradicional de São Tomé e Príncipe (lapismagico.com)</a></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Juarez Lima<br></strong>Serralharia Civil<strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-27 09:03:42 UTC</pubDate>
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         <title>Comida sem Sal</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Era uma vez um rei que tinha três filhas. Certo dia, resolveu perguntar a cada uma delas qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu:</div><div>– Quero mais a meu pai do que à luz do Sol!</div><div>Respondeu a do meio:</div><div>– Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.</div><div>A mais nova respondeu:</div><div>– Quero-lhe tanto como a comida quer o sal.</div><div>O rei entendeu, por isto, que a filha mais nova o não amava tanto como as outras e pô-la fora do palácio.</div><div>Ela partiu mergulhada em tristeza e, depois de caminhar muitos dias, chegou ao palácio de um rei, onde se ofereceu para ser cozinheira. Um dia veio para a mesa um pastel muito bem feito e o rei, ao parti-lo, encontrou dentro um anel pequeno e de grande valor. Perguntou então a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. E logo todas quiseram ver se lhes servia. O anel foi passando de mão em mão, até que chamaram a cozinheira, e só a esta servia na perfeição. Quando o príncipe isto viu, ficou logo apaixonado por ela, desconfiando que a menina era de família nobre.</div><div>Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajes de princesa. Foi então chamar o rei, seu pai, e ambos testemunharam o caso.</div><div>Foi assim que o soberano deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina pôs uma condição: seria ela a cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda.</div><div>Para as festas de noivado convidaram o rei que tinha três filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas, nos manjares que haviam de ser postos ao seu pai, não deitou sal de propósito. Já todos comiam com vontade, só o rei convidado é que não. Por fim, perguntou-lhe o dono da casa porque é que não comia. Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha:</div><div>– É porque a comida não tem sal.</div><div>O pai do noivo fingiu-se raivoso e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque não deitara sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas, assim que o pai a viu, reconheceu-a logo; e logo confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha.</div><div>E assim se fez o casamento dessa menina que a seu pai dissera: «Quero-lhe tanto como a comida quer o sal», e que, depois de tanto sofrer, nunca se queixara da injustiça de que fora vítima.<br><br></div><div>Eduardo Nogueira&nbsp;<br>Serralharia Civil</div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><a href="https://www.lapismagico.com/contos-tradicionais/comida-sem-sal/">Comida sem Sal, conto tradicional português (lapismagico.com)<br><br><br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-27 09:10:29 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Galinha de Angola</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Essa é uma lenda que conta como a galinha d'Angola foi criada.&nbsp;<br><br></div><div>Conta-se que há muito tempo as aves viviam todas juntas, no mesmo ambiente. Mas, aos poucos, foi crescendo o sentimento de inveja entre elas e a convivência ficou muito difícil.&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>O pássaro mais invejado era o Melro. O macho tinha uma aparência muito bela, com bico alaranjado e penas negras; já a fêmea tinha o corpo em tons de preto e pardo-claro, e a garganta esbranquiçada. Todos queriam ser bonitos como essa espécie.&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>O Melro sabia que era muito bonito e invejado e prometeu aos outros pássaros que usaria seus poderem mágicos para transformar suas plumagens em brilhantes tons de negro se todos eles lhe obedecessem.&nbsp;<br><br>https://www.educlub.com.br/lenda-africana-da-galinha-dangola/<br><br>Margarida Batista - TAS 89</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:24:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sofiacruzanalaura</author>
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         <description><![CDATA[<div>Era uma vez!...Uma linda sereia,&nbsp;</div><div>Recolheu todos corais do remoto mar,&nbsp;</div><div>Que ao chegar ao Tejo…Teve a ideia&nbsp;</div><div>De à baia do Seixal se encostar!&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>As ondas vivas com espuma e areia,&nbsp;</div><div>Os corais espalharam-se por este lugar,&nbsp;</div><div>Felizes com&nbsp; a bela baia tão cheia&nbsp;</div><div>D’encantos que pra sempre&nbsp; faz sonhar!&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>E, foi assim…Que n’um sonho oportuno,&nbsp;</div><div>Os lindos corais do lendário Neptuno&nbsp;</div><div>Encheram de sonhos a baia do Seixal!...&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;</div><div>ainda há quem veja por ali esses corais,&nbsp;</div><div>Os vestígios da sereia sensacionais,&nbsp;</div><div>Que são os únicos neste lindo Portugal&nbsp;<br><br>Curso iefp TAS 089<br>Formanda Sofia Cruz</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:36:39 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Igreja da Nossa Senhora da Consolação (Arrentela)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Conhecida simplesmente por Igreja da Arrentela é um dos símbolos que mais se destaca no alto da zona ribeirinha do Seixal. São poucos os que não dão por ela, lá no alto quase em registo de posto de vigia, onde, aliás, está um dos mais belos miradouros do concelho. Praticamente na mesma proporção são poucos os que conhecem a história incrível deste edifício que está classificado desde 1977 como Imóvel de Interesse Público.&nbsp;</div><div>No imaginário dos seixalenses esta igreja está fortemente ligada ao terramoto que devastou Lisboa em 1755. Segundo reza a lenda, foi Nossa Senhora da Soledade que através de um milagre acalmou o maremoto que se seguiu ao terramoto de 1 de novembro de 1755 e que ameaçava destruir o povoado da Arrentela.&nbsp;<br>https://newinseixal.nit.pt/na-cidade/nesta-visita-guiada-vai-descobrir-a-incrivel-historia-da-igreja-da-arrentela/<br>Mª João Manteigas- TAS 089</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:37:48 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Baía do Seixal</title>
         <author>18194421</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em><sub>Era uma vez!.... Uma linda sereia,<br>Recolheu todos corais do remoto mar,<br>Que ao chegar ao Tejo…. Teve a ideia<br>De à baía do Seixal se encostar!<br><br>As ondas vivas com espuma e areia,<br>Os corais espalharam-se por este lugar,<br>Felizes co’a a bela baía tão cheia<br>D’encantos que para sempre faz sonhar!<br></sub></em></strong><br></div><div><strong><em><sub>E, foi assim…que n’um sonho oportuno,<br>Os lindos corais do lendário Neptuno<br>Encheram de sonhos a baía do Seixal!...<br></sub></em></strong><br></div><div><strong><em><sub>Inda há quem veja por ali esses corais,<br>Os vestígios da sereia sensacionais,<br>Que são os únicos neste lindo Portugal</sub></em></strong><strong><br><br><br></strong><strong><em><sup>Sandra soares<br>TAS 89</sup></em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:41:42 UTC</pubDate>
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         <title>Angola (Luanda) KIANDA.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Angola comporta em si vários contos, lendas e personagens míticas. Como lufadas de ar fresco, alimentam o imaginário de pequenos e graúdos e conferem riqueza à história e cultura angolanas. &nbsp;<br>&nbsp;<br>A Kianda, por exemplo, é uma personagem muito amada. Deusa das águas, é tradicionalmente venerada através de oferendas. &nbsp;</div><div>Pepetela, um dos expoentes máximos da literatura angolana, tem inclusivamente um livro intitulado: "O Silêncio da Kianda".&nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>Estes seres sobrenaturais podem fazer o bem e o mal. Transmitem o medo, mas também cultivam o amor.&nbsp;</div><div>Pelo menos é nisso que se acredita. Em quimbundo, língua Bantu a sereia é conhecida como <strong>Kianda</strong>.&nbsp;</div><div>Cada rio, cada lago, cada poço, cada reservatório de água pode ter uma <strong>Kianda.</strong>&nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>Mas a rainha das <strong>Kiandas</strong> mora mesmo no mar.&nbsp;</div><div>A sereia das sereias! Ela é a mais poderosa de todas as <strong>Kiandas.</strong>&nbsp;</div><div>É amada e venerada e não há pescador que não lhe ofereça uma prenda ou busque por sua atenção.&nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>Dizem que a <strong>Kianda </strong>morava nos rochedos ao redor da Fortaleza de São Miguel, perto da Praia do Bispo, em Luanda. Um dia, a <strong>Kianda </strong> vagava sozinha quando viu um pobre pescador que andava triste e sem esperanças. Num momento de bondade, mostrou-lhe um tesouro escondido e que só ela conhecia.&nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>O homem enriqueceu da noite para o dia, mas ao mesmo tempo tornou-se egoísta e avarento. Passou a usar este dinheiro para seu próprio proveito sem se preocupar com mais ninguém.  <br>&nbsp;<br>A<strong> Kianda,</strong> que o acompanhava de longe, não gostou nada do que viu. Resolveu dar-lhe uma lição e fez o tesouro desaparecer deixando o pescador mais pobre do que antes. &nbsp;<br>&nbsp;<br>Decepcionada, jurou que jamais ajudaria a outro homem e em retorno passou a enfeitiçar com seu canto, a todos os que se aproximassem de suas águas, prendendo-os no fundo do mar. &nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>Há quem diga que a <strong>Kianda</strong> passeia pelas aldeias à noite encantando vilas inteiras. Há quem jure pelo <em>“sangue de Cristo</em>”, que já ouviu o som da rainha das sereias e o ladrar de cães ou mesmo o cantar de galos vindos de uma aldeia condenada a viver para sempre no fundo das águas.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Fonte: https://eportuguese.blogspot.pt/2011/03/lenda-da-kianda.html&nbsp;</div><div>&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ler mais: <a href="https://linguagem-xtru.webnode.pt/news/a-lenda-da-kianda/?utm_source=copy&amp;utm_medium=paste&amp;utm_campaign=copypaste&amp;utm_content=https%3A%2F%2Flinguagem-xtru.webnode.pt%2Fnews%2Fa-lenda-da-kianda%2F">https://linguagem-xtru.webnode.pt/news/a-lenda-da-kianda/</a>&nbsp;<br><br></div><div>TAS - 89<br>UFCD : CLC7 Saberes fundamentais da cultura.<br>FORMADORA: Vanda Tomás<br>FORMANDA: Cláudia Ferreira&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:43:22 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Pássaro de Fogo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Segundo a lenda do Pássaro de Fogo, Serra e Cariacia, são cúmplices de uma história de amor<br>as cidades segundo conta a lenda estão ligadas para sempre pela força de um sentimento&nbsp;<br>que une de um sentimento que une até hoje o índio Guaraci (Tribo Temiminó) e a índia&nbsp;<br>Jaciara (Tribo dos Botocudos). Guaraci, em Tupi significa Sol, Verão. Jaciara significa&nbsp;<br>Tempos de Luar, Noites com raios de Lua. Pertencentes a duas tribos inimigas –<br>Temiminós e Botocudos – o jovem casal foi impedido de viver a sua história de amor.&nbsp;<br>Comovido com a paixão dos dois índios, o Deus Tupã transformou-os em duas montanhas.&nbsp;<br>O índio passou a ser o Mestre Álvaro, na Serra, e a índia, o monte Moxuara, em Cariacica.&nbsp;<br>O nome Mestre Álvaro é uma homenagem do Padre Jesuíta Braz Lourenço (Fundador da&nbsp;<br>Serra) ao Capitão e Mestre de Navio de nome Álvaro da Costa, filho do segundo&nbsp;<br>Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.<br>O Mochuara (Moxuara) – é um Morro que fica em Cariacica. Tanto Serra e Cariacica são cidades&nbsp;<br>limítrofes e fazem parte da Grande Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo.<br>Até hoje eles estão frente a frente, contemplando –se um ao outro e assim ficarão por toda a&nbsp;<br>eternidade. Segundo o historiador Clério José Borges, um “Pássaro de fogo” sempre é visto nas&nbsp;<br>noites de São João, (24 de junho), indo do Mestre Álvaro ao Moxuara, abençoando o amor de&nbsp;<br>Guaraci e Jaciara. Prova de que homens e histórias passam, mas corações não morrem jamais.<br><br>Edileusa Santos - TAS 89</div><div><br>https://tse1.mm.bing.net/th?id=OIP.uPTlUfttKQ--MuLsDzboRQHaEW&amp;pid=Api</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:44:08 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda Capa-Rica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Há muitos, muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, com meia dúzia de casas, apareceu uma criança muito bonita, pobremente vestida que ninguém sabia donde vinha. Um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dessa menina que não sabia nada sobre a sua origem, apenas sabia que possuía aquela capa que trazia. O velho reparou que a capa, apesar de muito velha, era uma capa de qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre. Passaram-se muitos anos até que a menina se tornou numa bela jovem. Estando o velho às portas da morte pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles últimos momentos, dizendo à jovem que aquela capa velha era uma capa rica. A jovem fez-lhe a vontade e, quando o velho morreu, juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. Passou dias sem comer e noites sem dormir, mas tinha a consciência tranquila de ter retribuído tanto em vida como na morte a bondade do velho. A jovem ficou naquele casebre e envelheceu sozinha. O povo, que a achava estranha e lhe chamava bruxa, reparou que ela tinha o ritual de subir ao alto do monte e, num ar de êxtase, rezava a Deus pedindo-lhe que quando morresse o Manto Divino de Nossa Senhora do Monte cobrisse com a sua bênção todos aqueles que naquela localidade A veneravam. Ao terminar aquelas palavras ela pegava na sua capa velha e erguia-a ao céu. Este estranho comportamento chegou aos ouvidos do rei que a mandou vir à sua presença, acompanhada da famosa capa que todos diziam ter feitiço. A velha senhora disse ao rei que nada tinha a ver com bruxedos e que o que fazia era apenas rezar a Deus. Comovido, o rei mandou-a embora com uma bolsa de dinheiro e a velha continuou a sua vida solitária até que um dia morreu. Junto do corpo da Velha da Capa, que era como o povo a designava, encontraram uma carta dirigida ao rei. A Velha da Capa tinha descoberto na hora da sua morte que a capa era afinal uma capa rica porque tinha encontrado uma verdadeira riqueza escondida no seu forro. Pedia ao rei que utilizasse aquele tesouro para transformar aquela costa numa terra de sonho e maravilha onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica, em homenagem de uma menina de origem desconhecida que tinha como único bem uma capa velha que afinal era uma capa rica.&nbsp;<br><br>Vanessa Ferreira<br>TAS- 89</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:47:10 UTC</pubDate>
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         <title>O Rei do Lixo</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Manuel Martins Gomes Júnior fez fortuna com o que os outros deitavam fora. Era um autodidata colecionador de palácios; republicano e ateu declarado que fez as pazes com a religião; negociante implacável com preocupações sociais. Figura misteriosa, poderosa, contraditória e polémica, construiu um império, mas no final foi impedido de gerir os seus bens. Esta é a história do “rei do lixo”, o homem que mandou erigir a Torre do Diabo, tão alta quanto necessário para avistar as suas fragatas a atravessar o rio e todas as suas terras, de Lisboa ao Seixal; do Barreiro a Alcácer do Sal.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Nascido em 1860, numa família modesta residente em Santo António da Charneca, na margem sul do Tejo, filho de um vendilhão proveniente de Arganil, Manuel Martins Gomes cedo terá percebido que queria outra vida para si e que os dotes para o negócio, que inegavelmente possuía, seriam a chave para esse futuro promissor.&nbsp;</div><div>Desconheço como reuniu o dinheiro necessário, mas terá conseguido comprar uma padaria em Coina, não longe do local onde viviam seus pais. Para não depender de ninguém, adquiriu o moinho de maré situado nas imediações, moendo a sua própria farinha.&nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>As más-línguas, talvez invejosas do sucesso alheio, garantem que o passo seguinte foi ludibriar a companhia de seguros e receber uma boa quantia pela destruição do moinho a que ele próprio terá ateado fogo. Certo é que, em pouco tempo, terá começado a investir em terras e a emprestar dinheiro a juros nada amigáveis aos proprietários vizinhos, tendo chamado a si ainda mais terrenos, dos que não conseguiam pagar os créditos.</div><div>Dedicou-se então à agricultura e à criação de porcos, após conseguir um contrato com um grande exportador de Lisboa, que morreria em breve, deixando-o a liderar sozinho.  Fundou a Companhia Agrícola de Portugal, com extensas herdades, um êxito considerável e centenas de trabalhadores a quem não perguntava origem e fazia questão de pagar sempre um suplemento em géneros, para que não passassem fome, criando também uma escola, onde os filhos pudessem aprender as primeiras letras.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>É em 1907 que surge a oportunidade que vai transformar a sua vida.&nbsp;</div><div>Vence a arrematação da recolha do lixo da cidade de Lisboa, o que iria ser fundamental para consolidar tudo o resto.&nbsp;</div><div> &nbsp;<br>Os detritos eram transportados até Coina nas suas fragatas. Aí, em carros de bois, fazia-se chegar a matéria orgânica à exploração suinícola, onde servia de alimento aos animais. As lamas em decomposição eram usadas para adubar as terras, tendo até servido de arma política.&nbsp;</div><div>Efetivamente, quando o seu irmão concorreu à vereação da Câmara da Moita, Manuel Martins Gomes ameaçou deixar de fornecer quem não o apoiasse, algo muito penalizador, pois toda a região dependia sobretudo da lavoura.&nbsp;</div><div>Escusado será dizer que o irmão foi eleito e ele próprio também faria uma incursão na política local, como regedor de Santo António da Charneca.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>O negócio do lixo seria extremamente rentável, e talvez por isso, terá tentado arrematá-lo noutros concelhos vizinhos, mas o contrato com a Câmara de Lisboa tinha o atrativo de também lhe dar acesso a entulho em grandes quantidades, resultante de obras em igrejas e conventos, entretanto abandonados.&nbsp;<br>Era dono de construções da Quinta da Trindade, no Seixal - entre as quais o “castelinho” que mandou erigir - tenham sido adornados com elementos arquitetónicos e painéis “representativos dos mais diversos géneros e tendências decorativas de azulejaria, trazidos de vários locais” e ali expostos por aquele a quem já todos já chamavam “rei do Lixo” ou “Martins das carnes”.&nbsp;</div><div>É em 1910 que vai levar a cabo aquela que é a obra mais ostensiva do seu poder, a “Torre do Diabo” – assim batizada pelo próprio - na antiga quinta do Manique, em Coina. &nbsp;</div><div> &nbsp;</div><div>A construção apresenta-se imponente parecendo espreitar os campos em volta e essa seria mesmo a ideia: quereria avistar todas as propriedades, até a mais distante, em Alcácer do Sal.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Provocador, chamou a estas terras de Coina “Quinta do Inferno”, transformou a antiga capela em estábulo e, para as suas fragatas “lixeiras”, escolheu os sugestivos epítetos: <em>Mafarrico, Mefistófeles,</em>&nbsp;<em>Demo, Diabo, Satanás e Belzebu</em>.&nbsp;<br><br></div><div>Nem a família escapou a esta fúria criativa. As filhas foram batizadas com nomes de deusas pagãs: Proserpina, Flora, Ceres e Cibele. Aos afilhados chamou Libertino e Rodas Neper vil – anagrama de Livre-Pensador, o nome escolhido, mas não autorizado.&nbsp;</div><div>Não faltaram pois ostensivas afrontas à Igreja, embora, no final, Manuel Martins Gomes Júnior parecesse ter sentimentos diversos, pois legou uma fortuna considerável a “Misericórdias” e verba para a reconstrução da capela de Nossa Senhora dos Remédios, em Coina.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Não deixa de ser irónico que o homem que fez fortuna do lixo, que ergueu um império, comprou e rebatizou propriedades, no fim da sua vida tenha ficado legalmente interditado de gerir os seus bens, talvez porque já tivesse perdido o tino para o negócio que norteou a sua vida ou porque a família não deixou que distribuísse mais um tostão que fosse.  Deixou mais de 34.552.370 contos, morrendo discretamente em 8 de novembro de 1943, na sua Quinta da Alfarrobeira (Lisboa).&nbsp;<br><br>https://osaldahistoria.blogs.sapo.pt/o-rei-que-transformou-lixo-em-dinheiro-61246<br>Nídia Dias - TAS 89</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:47:37 UTC</pubDate>
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         <title>Historia de Camarate </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Camarate é a terra de infância do poeta Mário de Sá Carneiro, pioneiro do Modernismo na literatura portuguesa e um dos membros da Geração d’Orpheu em conjunto com Fernando Pessoa e Almada Negreiros. No entanto, o acontecimento que tornou Camarate bastante conhecida a nível nacional foi o acidente aéreo que vitimou o então Primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, na noite de 4 de Dezembro de 1980. A poucas horas das eleições presidenciais daquele mesmo ano, a aeronave na qual seguiam rumo ao Porto caiu numa rua da freguesia. Essa história esteve na origem do filme Camarate.&nbsp;</div><div>Embora atualmente Camarate seja constituída por construções modernas, A um olhar atento percebe-se os vestígios de Camarate de outrora: um aglomerado de quintas habitadas pela fidalguia rural, que conjugava a vida palaciana com a exploração das suas terras. Para além do contexto de paisagem agrícola, com propriedades de vinhedos e olivedos, que desde a Idade Média, nos dá conta do riquíssimo patrimônio paisagístico que caracterizou Camarate, há que fazer referência a um vasto patrimônio cultural construído.&nbsp;<br><br><br>https://rededacultura.blogspot.com/2013/04/historia-de-camarate-lisboa-portugal.html<br><br>Sónia Carvalho<br>Curso- TAS_89</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:48:55 UTC</pubDate>
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         <title>Caneças -As Lavadeiras</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>"Mê ofício é lavadeira&nbsp;<br>Mê amor é aguadeiro&nbsp;<br>Ele vai vender a água&nbsp;<br>Eu vou entregar a roupa&nbsp;<br>Para trazer o dinheiro"&nbsp;</div><div>&nbsp;<br>Atividade ancestral das mulheres deste lugar. <br>Constituíram, durante grande parte do Séc. XX, um importante contributo para o sustento das suas famílias e ocuparam lugar de destaque no, já então, significativo número da mão-de-obra feminina, a par das enchedeiras de bilhas de barro e das mulheres que trabalhavam na lavoura. Fizeram parte de uma certa revolução de hábitos e costumes, pelas oportunidades que o ofício que exerciam lhes proporcionava, no contacto com outros meios sociais, em resultado das regulares deslocações à capital <br>Com o mérito que lhes é reconhecido, tratavam com esmero a roupa que recolhiam em Lisboa e arredores, devidamente registada no "rol", procedendo à lavagem e secagem desta, (ao Sol, "a corar"), junto das ribeiras, dos rios ou nas almácegas (do árabe: <em>almotaça</em>, tanque).&nbsp;<br>O crescimento desta atividade fez surgir os característicos lavadouros, uns públicos (como os que ainda existem nas Fontainhas e no Lugar d'Além) e outros privados, onde as lavadeiras, por sua conta ou sob a orientação de outrem, procediam à lavagem das peças de roupa. Estes lavadouros localizavam-se em regra junto a presas de água, rios ou ribeiras, aproveitando-se uma vez mais as condições naturais destes lugares. Vale de Nogueira, Alto da Cruz, Fonte Santa, Lugar d'Além, Fontainhas, Ribeira de Caneças, Rio da Água Quente, Rio da Lapa e Campos de Caneças são apenas alguns dos exemplos.&nbsp;<br>Após uma semana dedicada ao trato da roupa, as lavadeiras entregavam-na, embrulhada nas famosas trouxas, utilizando o dorso de animais, as carroças ou as galeras de tração animal e, subindo dolorosamente a Calçada de Carriche, seguiam a caminho da baixa lisboeta. Mais tarde, com os melhoramentos na rede viária e o progresso automóvel, viriam a usar camionetas de aluguer.&nbsp;<br>Pouco a pouco, esta atividade foi desaparecendo, empurrada pelo progresso. A instalação de água canalizada ao domicílio permitiu a existência de tanques no interior das habitações e, posteriormente, máquinas de lavar roupa, levando as novas gerações a procurar outro tipo de ocupação.&nbsp;<br>Progressivamente, os lavadouros deixaram de ter a característica presença das lavadeiras, o que contribuiu decisivamente para a sua degradação e consequente desaparecimento, por via de melhoramentos entretanto realizados, do crescimento urbanístico ou simplesmente fruto do abandono.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ficaram imortalizadas no filme de Chianca de Garcia "Aldeia da Roupa Branca", protagonizado por Beatriz Costa, ela própria uma saloia do Milharado, povoação próxima da Malveira; a fita, uma comédia de época, de meados de 1900, retrata o quotidiano de um lugar saloio, conseguindo a caricatura perfeita de personagens típicas da região; os amores e desamores e as acesas rivalidades, ligadas precisamente à indústria da "Lavagem de Roupa Para Fora" são ali retratados, recorrendo à figuração dos locais e aproximando o mais possível a ficção da realidade. Quem não conhece o tema "Roupa Branca", que serve de enquadramento à ação inicial, cantado assim:&nbsp;<br>&nbsp;<br>&nbsp;</div><div><strong><em>"Água fria, da ribeira</em></strong> <br><strong><em>Água fria qu' o Sol aqueceu</em></strong> <br><strong><em>Ver a aldeia, traz à ideia</em></strong> <br><strong><em>Roupa Branca qu' a gente estendeu</em></strong> <br><strong><em>Três corpetes e um avental</em></strong> <br><strong><em>Sete fronhas e um lençol</em></strong> <br><strong><em>Três camisas do enxoval</em></strong> <br><strong><em>Qu' a freguesa deu ao rol"</em></strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:51:40 UTC</pubDate>
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         <title>O filho da piladora</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Um dia uma mulher estendeu uma esteira no chão, deixou lá o seu filho e foi pilar o milho. Depois dela ter saído chegou um muzungo a cavalo. O cavalo saltou de medo e pisou o seu filho na barriga e furou-a. Quando a mulher viu o seu filho naquele estado, caio num pranto, sem o poder conter durante muitos dias.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;“Protege os teus filhos e não os deixe sozinhos.”<br>Clotilde Reis - TAS 89&nbsp;</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 10:56:04 UTC</pubDate>
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         <title>Origem do no nome &quot;Benfica&quot; em Lisboa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>São Domingos de Benfica tem as suas origens ligadas a uma lenda. Foi D. João I quem doou à ordem religiosa dos dominicanos, a pedido do doutor João das Regras os terrenos onde em tempos se erguera um palácio conhecido por Paço de Benfica, morada de Verão de todos os soberanos, desde D. Dinis.<br><br></div><div>Segundo reza a lenda, aquele rei ao visitar o local, sublinhou a sua beleza natural, afirmando: “aqui bem-fica o convento”.<br><br>A antiga povoação de Benfica era indubitavelmente um dos locais mais bonitos e aprazíveis merecendo assim esta denominação não só pela sua privilegiada situação como pela abundância de água e arvoredo que a tornavam num dos mais deliciosos e poéticos lugares do Termo de Lisboa.<br><br>Formanda: Ana Margarida Bürgi<br>TAS - 89</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 11:01:28 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de São Vicente</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><em>D. Afonso Henriques prometeu recuperar as ossadas do mártir São Vicente caso conquistasse Lisboa em 1173 e diz-se que dois corvos protegeram a nau durante a viagem de regresso a Lisboa, São Vicente tornou-se o padroeiro de Lisboa, os corvos e a nau, símbolos de lisboa.</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 11:19:33 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Quinta da Fidalga</title>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Consta que a Quinta da Fidalga era chamada anteriormente de Quinta do Vale do Grou. No século XIX foi ali enclausurada uma das filhas da casa, D. Maria Bernardina da Gama Lobo de Saldanha e Sousa, por teimar em namorar com Bento de França Pinto Oliveira, conhecido por ser um liberal, boémio e filho 3º, portanto sem herança. A família conservadora não aceitou esta elação e resolver enviar a fidalga para a sua quinta no Seixal. Apesar do seu apaixonado se disfarçar de mendigo e atravessar o rio de barco a remos para ir visitá-la, aquele amor era contrariado pela janela de grades que dava sobre o rio e a intolerância da família. Infeliz passava os dias triste e angustiada com esta distância. *&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Pastel colocado em redoma de vidro para simbolizar o enclausuramento&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>Naquele tempo parece ter trabalhado naquela casa uma doceira com habilidades reconhecidas na doçaria. A quinta produzia excelentes produtos agrícolas e a cozinha poderia dedicar-se a valorizar estes produtos em verdadeiros festins à mesa. Parece que a essa doceira se conhecia a sua bondade e apego à “sua” menina enclausurada. Cansada e penosa por ver a jovem tão desgostosa, decidir criar um doce que pudesse alegrar tanto sofrimento. Apenas com ovos, amêndoa, açúcar e alguns detalhes que nunca terá divulgado prepara os pastéis saídos do forno que passou a chamar “da Fidalga”. São este os doces que vos apresento.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div>É uma história com duplo final feliz. Duplo porque o começo é uma criação excelente de um doce muito bom, a segunda é que a “Fidalga” comendo os doces alimentou a esperança de um dia encontrar o seu amado, o que aconteceu em 1876 com o casamento, e foram felizes para sempre!&nbsp;</div><div>Como se pode ver pela foto os pastéis são constituídos por uma massa fina recheada, completa por um creme com gemas, amêndoas finas e açúcar. A massa externa é tão fina quanto a dos <a href="https://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/904-pasteis-de-vimioso">Pastéis de Vimioso</a>. Segredos... se os há não se divulgam! Mas para mim o principal segredo é a “mão” para a execução ou perfeição culinária, doceira. Estes pastéis são uma criação da Chefe Dina Oliveira. E para serem bons não precisam de ser chamados de conventuais. Bons e muito gulosos.&nbsp;<br><br>https://www.virgiliogomes.com/index.php/cronicas/954-pasteis-da-fidalga<br><br>Ana Brigolas - TAS 89</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 11:32:10 UTC</pubDate>
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         <title>A cega </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp;No ano de 1852 nasceu uma bebé, que lhe puseram o nome de rosa quarenta, depois de ter uma infância difícil, vivendo numa terra pequenina, com poucos habitantes (Alfarrobeiras no Algarve) perto dos 12 anos, começou a ficar cega sem se saber porquê. Na idade adulta estando sozinha, começou a lavar roupa para fora, naquela altura, não tendo água em casa, ia lavar a roupa na ribeira ( ribeira de Boina ou da Torre) com mais mulheres, essas mulheres achavam estranho como ela conhecia as roupas dos diferente clientes e não as trocava. Como era normal nessa altura, para branquear a roupa, punha-se molhada e ensaboada ao sol a corar e as outras mulheres, às vezes, misturavam a roupa delas com a dos clientes, mas ela não se deixava enganar e perguntava logo «de quem é esta roupa que não e minha?». Quando ia comprar alguma coisa, os comerciantes também a tentavam enganar, mas ela dava logo conta e dizia se tinha dinheiro a mais ou a menos.<br>&nbsp;</div><div>&nbsp; Com o passar dos anos, Rosa Quarenta teve que ir ao médico e esse médico abusou dela, tendo ficado grávida. Como era muito pobre e nessa altura se fosses buscar um bebé para criar davam uma ajuda, ela decidiu deixar o filho na roda da igreja, para ir buscá-lo logo a seguir e quando foi à porta da igreja haviam posto outro bebé tendo criado os dois.&nbsp;</div><div>Dois rapazes que se tornaram uns grandes homens, um<br>deles, que ara avô da minha mãe, viveu até aos 93 anos tendo nascido em 1873 e morrido em 1966 deixando<br>muitas saudades aos netos.&nbsp;</div><div>&nbsp;<br><br><br><strong>Curso</strong>: EFA NS TÉCNICO/A AUXILIAR DE SAÚDE&nbsp;<br>Formanda: Carla Gervásio</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-04-28 11:40:50 UTC</pubDate>
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         <title>A lenda de Nossa Senhora do Monte Sião</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>A lenda de Nossa Senhora do Monte Sião é transmitida<br>verbalmente de geração em geração , pois os Amorenses fazem<br>questão de a manter viva .<br>Assim reza a história , que uma família muito rica tinha um filho<br>emigrado fazia muito tempo , e a mãe , senhora crente , recorreu a<br>Nossa Senhora pedindo : &amp;quot; Fazei-me chegar notícias , seja vivo ou<br>morto , e de onde estiver envie uma mensagem sagrada &amp;quot; .<br>Passado algum tempo , surgem as boas novas dizendo que estava<br>no Sião , na Ásia e o pedido foi satisfeito com uma imagem de Nossa<br>Senhora do Sião .<br><br>Bruno Cerva<br>Assistente Cabeleireiro B3</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-04 10:26:20 UTC</pubDate>
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         <title>Fernão Ferro</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>É a mais recente freguesia do concelho do Seixal, por desmembramento das freguesias da Aldeia de Paio Pires, Amora e Arrentela, tendo sido criada em 27 de<br>maio de 1993. Tem uma população de 10.753 habitantes numa área de 25,26 km2. Esta freguesia é composta pelas localidades de Fernão Ferro, Pinhal do<br>General, Redondos, Quinta das Laranjeiras, Flor da Mata, Foros da Catrapona, Pinhal de Freiras e Quinta da Lobateira, Vila Alegre e Fontainhas.<br>Está confrontada a Norte com as freguesias de Aldeia de Paio Pires, Arrentela e Amora e a Sul com a freguesia de Quinta do Conde, do concelho de Sesimbra.<br>Segundo uma lenda, a freguesia tem origem no nome de Fernão Ferro Peres,<br>sendo este conhecido pelo seu cognome Babilon. Pensa-se que a alcunha de Ferro lhe tenha sido atribuída pelo facto de ter a Cruz de Cristo incrustada na sua<br>armadura de cruzado e no punho da sua espada, que na altura era designada por<br>“ferro”. Existe ainda uma outra razão possível para a alcunha Ferro, sendo esta<br>pelo facto de ferrar animais, e que em conjunto com a sua corpulência e crueldade lhe fosse aplicado o nome.<br><br>As famílias que eram originárias da terra começaram por desbravar matagais que cobriam a zona e cultivar a terra. Outros trabalhavam para a família Lima onde faziam corte de madeira de pinho, que eram transportadas para Lisboa, para ser usada nos fornos de pão. Hoje, as atividades económicas são outras, sendo, essencialmente, a indústria, construção civil, fábrica de tijolo, indústria hoteleira, transformação de mármore e comércio.<br><br>As festas desta freguesia são a de Nossa Senhora da Boa Hora, dos Santos Populares e o festival internacional de Folclore. As tradições gastronómicas são a chanfana e arroz de tamboril. No artesanato, a pintura de azulejos e loiça.<br>Em Fernão Ferro pode ser visitada a casa das conchas que, apesar de estar em estado de ruína lastimável, tem uma beleza inimaginável.<br>Tem ainda o chafariz e a igreja matriz que foi mandada construir por António Xavier de Lima em 1970. Existe também o parque 25 de Abril, onde os visitantes podem para passear e descansar.<br><br>Jéssica Valente<br>Assistente Cabeleireiro B3</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-04 10:29:12 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Aveiro</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Vivia, em tempos, junto à Ria de Aveiro, um jovem pescador de nome Ramiro. Órfão de mãe e pai, trabalhava na faina, juntando dia a dia o pouco que lhe daria para sobreviver. Vivia então com sua madrinha, solteirona de bom coração, mas de aspeto pouco agradável à vista.<br>Só, no barco onde pescava, ouviu um dia, uma linda voz que cantava.<br>Primeiro, inebriou-se. Depois, enamorou-se… Aproximou-se do local, deparando-se-lhe uma linda jovem que se banhava nas águas. Estava nua, mas não se assustou ao ver Ramiro e estendeu-lhe a mão sorrindo.<br>Era de uma beleza perfeita, em formas e em cores e o pescador logo lhe declarou que já a amava e queria casar com ela. A rapariga sorriu, dizendo-lhe que muito gostaria de desposar jovem tão forte e belo, mas que isso seria impossível, pois era uma sereia. E, estendendo-se na<br>água, ali lhe mostrou o que ele antes não pudera ver, uma cauda de sereia com lindas escamas que brilhavam cintilantes.<br>Revelou-se ela então ser filha do rei dos Mares, estando destinada para esposa de um tritão mau e irrascível. E começou a chorar… As lágrimas rodeavam-na como pérolas luminosas. Ramiro, perturbado, prometeu-lhe construir uma casa, metade em terra, metade na ria, onde poderiam ser felizes. Mas a bela sereia lamentava-se por medo ao tritão, dizendo que só se pudesse ser uma mulher de verdade o desposaria. Lastimosa por isso ser impossível, mergulhou e desapareceu.<br>Ramiro bem lançou as suas redes e procurou, mas nada. E dia após dia, definhava de amor o pobre enamorado, causando grande aflição a sua madrinha, a quem tinha contado o que se<br>passara.<br>A boa senhora, vendo que o final do moço não estava longe, aconselhou-o visitar pela noitinha uma velha que ali perto vivia. A sua sabedoria era conhecida de todos e os poderes que tinha faziam-na temida mas respeitada pela vizinhança.<br><br>E Ramiro lá foi tremendo: de início de ansiedade e depois, ao ver o seu aspeto e o interior da sua casa, de medo profundo.<br><br>A velha nem o deixou falar, alegando que sabia ao que vinha e que poderia ajudá-lo, mas que tudo teria de ser feito como mandado, pois qualquer erro faria com que nunca mais pudesse ver a sua amada. E perante Ramiro aturdido, enumerou e fê-lo repetir várias vezes os passos que teria que seguir para casar com a linda sereia feita mulher.<br>Primeiro, havia que construir uma casa de madeira nas dunas situadas no local designado por Costa Nova. De seguida, deveria pintá-la de riscas de cor viva, alternando com branco para afastar o mau olhado. E então, seria altura do passo mais delicado do processo, que seria pescar<br>a Lua Cheia.<br><br>Pescar a Lua Cheia? Nem nos mais fantasiosos sonhos sabia Ramiro ser isso possível.<br><br>Há que pescar a Lua Cheia, insistia a velha ou melhor, capturar o seu reflexo na água com a rede da faina e levá-lo para dentro da casa feita, onde a sereia se tornaria mulher.<br><br>Mas, atenção! Tudo deveria ser feito sem qualquer ruído, de modo a que a Lua não se apercebesse. Mais ainda, ninguém poderia saber do processo até o objetivo ser alcançado.<br><br>Saiu o jovem da casa da bruxa, cheio de esperança e Ramiro pescador, tornou-se Ramiro construtor.<br><br>Num trimestre, a casa ficou feita e pintada e para o esconder da grande Lua, a proa do seu barco foi elevada em forma de pequeno crescente.<br><br>Tudo preparado, em bela e límpida noite de Lua Cheia, Ramiro lança a rede silenciosamente sobre o seu reflexo e sem qualquer barulho, captura o globo brilhante. Navegou quietamente&nbsp;<br>até à casa que construíra e quando ia lançá-la para dentro, pisa uma ave que foge, clamando a sua indignação. Imediatamente, o globo desaparece e tudo termina.<br><br>Ramiro, destroçado, chorou de dia e de noite e durante muito tempo pelo seu amor perdido.<br>Tantas lágrimas chorou que encheu umas covas que por ali existiam. O calor do sol evaporou a água, só ficando o sal.<br><br>E assim, desde então que, por amor de Ramiro a uma sereia, a Ria de Aveiro se modificou.<br><br>Tem as suas famosas salinas, fruto das lágrimas choradas.<br><br>Tem as casas da Costa Nova, erigidas à semelhança da construída por Ramiro.<br><br>E tem os seus moliceiros, tão característicos da Ria que continuam de proa erguida, esconderijo fracassado do pobre amante.<br><br>Ricardo Silva<br>Assistente de Cabeleireiro B3<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:24:35 UTC</pubDate>
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         <title>  Lenda dos diamantes, em Diamantina </title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na famosa terra dos diamantes reza a lenda que os índios nativos e os homens que chegavam para desbravar o local, iniciaram grandes conflitos na disputa pelo domínio das terras. A veneração que os índios devotavam a grande árvore instigou os portugueses a atacá-la para atingir a tribo. Os nativos acreditaram que se a árvore, símbolo sagrado, fosse derrubada, o fim da tribo estaria próximo.&nbsp;</div><div>&nbsp; Tempo depois cacique e guerreiros que ali viviam entraram em conflito e muitos morreram, os poucos sobreviventes assustados se embrenharam pela mata. O céu escureceu e labaredas incendiavam a árvore. Nessa noite, uma grande tempestade atingiu o local com relâmpagos e trovões. Um velho pajé, vendo toda a situação lançou sobre a povoação uma maldição. Uma chuva torrencial caiu e as cinzas da árvore foram atiradas por toda parte, semeando o solo e depois transformaram-se em diamantes.&nbsp;<br><br>Sandra Basílio<br>Assistente de Cabeleireiro B3</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:26:30 UTC</pubDate>
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         <title>Mitos e Lendas de Lisboa</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Segundo a lenda, Lisboa foi fundada por Ulisses. O nome deriva de “Olissipo”, palavra que, por sua vez, tem a sua origem nas palavras fenícias “Allis Ubbo’, que significam “porto encantador”. O mais provável é Lisboa ter sido fundada pelos Fenícios e construída ao estilo mourisco, bem patente nas fortes influências árabes. Aliás, a cidade foi controlada pelos Mouros durante 450 anos. No século XII, os Cristãos reconquistaram Lisboa, embora só em meados do século XIII é que esta se tornou a capital do país.<br>Situados na sua maior parte no centro de Lisboa, os bairros históricos são destino<br>obrigatório para quem se desloque à capital de Portugal. Pela cultura, pela história, pela arquitetura, pelas pessoas ou simplesmente para passear descontraidamente, é imperativo<br>descobri-los. Fazendo parte estrutural da identidade lisboeta, estes bairros proporcionam, a quem os descobre, traçar um verdadeiro mapa pessoal.&nbsp;<br>Se foi no Castelo que tudo começou, a história encontra-se em toda a cidade. Com mil anos de história, Lisboa está repleta de monumentos de grande importância, que traduzem alguns dos momentos mais fundamentais da história nacional.<br>Capital de Império, Lisboa teve o seu expoente máximo de riqueza na época dos<br>Descobrimentos, assegurando um património único de uma beleza rara. Bem perto do Castelo, na Graça, encontra-se a Igreja e Mosteiro de S. Vicente de Fora, um dos mais imponentes e notáveis monumentos religiosos da cidade. Construído logo a seguir à conquista da cidade aos mouros, foi o resultado de um voto do rei D. Afonso Henriques a<br>S. Vicente durante o cerco à cidade em 1147.<br>Alfama é um bairro medieval (que já foi a judiaria da cidade) é o bairro mais antigo da Europa, depois de El Pópulo em Cádis. É uma pequena aldeia ou medina no meio da<br>capital, e uma relíquia dos tempos anteriores ao grande terramoto de 1755, tendo escapado à catástrofe graças aos seus sólidos alicerces na colina mais alta da cidade que se estende até ao bairro da Graça. É um bairro para se perder por becos e largos, deixando-se guiar pelos sentidos: vendo estendais nas varandas e fantásticas vistas do Tejo, cheirando peixe a assar numa esquina, ouvindo os sons do Fado saídos do interior de um restaurante típico, saboreando pratos tradicionais e tocando em magníficos painéis de azulejos.<br>Este é o bairro mais pitoresco de Lisboa e a verdadeira alma da cidade. Há mais de um milénio que o Castelo de São Jorge é o monumento mais deslumbrante de Lisboa. Situado na colina mais alta da cidade, o Castelo de São Jorge oferece vistas de cortar a respiração. Foi construído no século VI e ocupado pelos romanos e visigodos antes de se tornar um palácio mouro. O primeiro rei de Portugal passou a tomar conta dele em 1147 e mais tarde o castelo recebeu o nome do santo padroeiro da Inglaterra depois da aliança<br>luso-britânica.<br><br>Bruna Pereira&nbsp;<br>EFA B3 Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:31:18 UTC</pubDate>
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         <title>A Lenda Do Galo de Barcelos</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>”.......... Os Habitantes do Burgo andavam alarmados com um crime e, mais<br>ainda, por não ter descoberto o autor. Certo dia, apareceu um Galego que<br>se tornou de imediato suspeito do dito crime, visto que ainda não tinha<br>sido encontrado o criminoso. As autoridades condais resolveram prendê-lo<br>e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou.<br>Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse para Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa como era tradição na época, e fosse devoto fiel de S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso foi<br>condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à<br>presença do juiz que o havia condenado a tal destino. A autorização foi-lhe<br>concedida, e levaram-no à presença do dito magistrado, que nesse momento se deleitava e banqueteava com os amigos. O galego reafirmou a sua inocência, e perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que se encontrava no centro de uma grande mesa, exclamando «É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar<br>quando me enforcarem»», perante<br>gargalhadas e risos, não se fizeram<br>esperar, mas pelo sim e pelo não,<br>ninguém tocou no galo. O que parecia<br>impossível aconteceu. Quando o<br>peregrino estava a ser enforcado, o galo<br>ergueu-se na mesa e cantou! Após tal<br>acontecimento mais ninguém duvidava<br>da inocência do Peregrino. O Juiz correu<br>à forca e com espanto vê o pobre<br>homem de corda ao pescoço, mas o nó<br>lasso, impedindo o estrangulamento. O homem foi imediatamente solto e<br>mandado em paz. Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer um<br>Monumento em Louvor à Virgem e a Santiago...”<br><br>Efa B3 Assistente de Cabeleireiro&nbsp;<br>Ana Santos<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:32:55 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Senhora dos Olivais</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Duque de Cadaval oferecera os terrenos da Capela de Nossa Senhora dos Olivais aos mordomos da Confraria da mesma.<br>Certo dia, os mordomos, numa ação de má fé, sabendo que o Duque de Cadaval gostava de caçar, criaram uma caçada, numa tentativa de o matar. D. Nuno Álvares, que gostava de passear pelos olivais de cavalo, um dia, atrasado, ia com pressa para a caçada. Quando estava a chegar perto da capela de Nossa Senhora, ouviu uma voz que lhe disse:<br>– Volta para trás, duque, que te querem matar!<br>Achando ser uma brincadeira, Nuno Álvares não parou. Ao aproximar-se mais perto da capela, ouviu a mesma voz, mas,<br>desta vez, até o cavalo parou! e manquejou, hesitando, ao que o Duque afirma:<br>– Até tu, meu cavalo, me queres fazer chegar mais tarde!<br>E, de novo, voltou a ouvir a mesma voz:<br>– Volta para trás, Duque, que te vão matar!<br><br>Então, D. Nuno desceu do seu cavalo, entrou na capela e foi rezar. Logo, apareceu um criado, que lhe aconselhou a voltar para trás, visto que os mordomos lhe tinham feito uma grande armadilha. O Duque agradecido, voltou para o paço, passando a dar, todos os anos, grandes esmolas para a Capela de Nossa<br>Senhora dos Olivais.<br><br>Maria Celeste&nbsp;<br>EFA B3 cabeleireiro<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:34:47 UTC</pubDate>
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         <title>A lenda da Capa Rica</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Há muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, apareceu por lá uma criança pobre, muito bonita. Ninguém sabia donde vinha, mas, apesar disso, um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dela. A criança trazia aos ombros uma velha capa. O velho reparou que a capa era de boa qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre.<br>Passados alguns anos, a menina tornou-se uma bela jovem. O velho estava às portas da morte e pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles momentos.<br>Quando o velho morreu, ela juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. A jovem ficou a viver naquele casebre e envelheceu sozinha. Na hora da sua morte, descobriu que a capa era afinal rica, ao encontrar uma verdadeira riqueza escondida no seu forro.<br>Junto do seu corpo, encontraram uma carta dirigida ao rei. Nela pedia que utilizasse o tesouro para transformar aquela costa numa terra onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda<br>que foi assim que surgiu a&nbsp;Costa da Caparica.<br><br>Vanessa Pereira<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:36:14 UTC</pubDate>
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         <title>A maldição de D. Maria I</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Diz a lenda que uma maldição assombra a vida do Palácio Nacional da Ajuda. Ardida a primitiva “Real Barraca”, foi por vontade de D. Maria i que o príncipe D. João, em 1794, encomenda a Manuel Caetano de Sousa um monumental projeto barroco, com o quádruplo da área atual – proposta essa rejeitada logo no início de Oitocentos –, e então entregue à traça atualizada,<br>neoclássica, de Xavier Fabri e de Costa e Silva.<br><br>As invasões francesas, a saída da corte para o Brasil e, depois, as guerras liberais fizeram sentir-se na lentidão de uma obra onde já em 1834, na Sala do Trono, D. Pedro iv jurou a Constituição.<br><br>O mais decisivo impulso construtivo só aconteceria no reinado de D. Luís, pela mão de sua mulher, Maria Pia de Saboia que, em 1862, encarrega Joaquim Possidónio da Silva da condessa<br>intervenção resultou a atual estrutura arquitetónica, inacabada na ala poente. Poucos se recordarão, mas, a 24 de setembro de 1974, um violento incêndio destruiu a galeria de pintura do rei D. Luís e a maior parte da ala norte do palácio.<br><br>Foi então a extinta Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais encarregada da sua reconstrução, onde a partir dos anos 80 se instalariam o ex-Instituto Português do Património<br>Cultural (atual DGPC) e, depois, o Ministério da Cultura. Mas sempre com a ala poente inacabada. A lenda da “maldição” prende-se com o afastamento de Caetano de Sousa, autor do megalómano projeto inicial, quando D. Maria I, irada com a decisão do filho e já em processo demencial, terá rogado a praga que agora se quebra com o remate do palácio.<br><br>Jéssica Bento<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:38:18 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Portalegre</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao lado da ermida de S. Mamede nasce um ribeiro chamado da Azenha Queimada.<br>Desde de socalco em socalco, até despenhar-se de cascata em cascata, sobre uma massa rochosa, com metro e meio de profundo, um de largura e dois de comprimentos.<br>A lenda diz que está ali uma moura encantada.<br>As mulheres diziam com convicção que em certos dias viam olhos de azeite e bocadinhos de alface à superfície da água.<br>Certo dia, um homem que vinha dos lados da ermida passou junto à cova da moura, e viu uma jovem duma beleza que nunca tinha visto. Tão surpreendido ficou, que mal lhe<br>disse: “Deus te salve”. A jovem disse-lhe:<br>“Sei que és boa pessoa, e a tua mulher também. Leva-lhe este cinto para ela usar.”<br>O homem agradeceu, e pôs-se a caminho. Ao entrar no souto da Quinta da Relva, deparou com um castanheiro que tinha uma pernada quase a tocar no chão. Resolveu<br>pôr o cinto em volta dela, para ver o efeito que iria causar, quando a mulher o pusesse.<br>De repente, o ramo onde tinha posto o cinto partiu-se. E o homem repetiu: “Meu Deus, se o tivesse posto à minha mulher!”<br>Imediatamente ouviu a moura dizer:<br>“Ingrato, que dobraste o meu encanto!”<br>O homem fugiu cheio de medo.<br>Diz a lenda: se o homem tivesse levado o cinto e a mulher o tivesse posto, nesse momento quebrava-se o encanto da moura, seguindo ela o seu destino.<br>Assim, ficou novamente a moura encantada, até que se lhe depare nova oportunidade.<br><br>Alda Silveira<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:41:11 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Ilha de Santo Antão (Cabo Verde)</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Rosa Alexandra Fortes, natural da ilha de S. Antão, contou-me que sua avó “nha Zabel” lhe narrara que “Mãe Joana” (bisavó de Rosinha) era parteira jurada de Sereias!<br>Foi chamada muitas vezes, a prestar os seus serviços, por uma pessoa que vinha do mar com aspecto de homem. Acompanhou-o sempre de boa vontade e sempre que chegavam à beira de água o homem tirava uma vara da sua capa e com ela batia nas ondas e o mar abria-se<br>mostrando uma bela estrada seca e segura! Então o homem desaparecia e só a sua voz se ouvia guiando os passos de “Mãe Joana”, até ao Palácio onde se encontrava a Sereia<br>parturiente.<br>Tudo era maravilhoso, jardins com plantas desconhecidas bordavam a estrada e rodeavam o palácio! Luzes de todas as cores iluminavam-no por fora e por dentro!<br>No quarto da Sereia, ouviam-se muitas vozes mas não se via ninguém e a parteira só via a parte do corpo em que tinha que trabalhar, por vezes uma perna, um braço, a barriga, alguns cabelos de outro, mas nunca a forma completa! Depois do bebé-sereia ter nascido, ofereciam<br>a “Mãe Joana” um autêntico banquete, uma mesa com tudo o que havia de melhor, comidas raras e saborosas, tudo isto acompanhado de risos e cantos, mas sem que ela conseguisse ver alguém! De novo na presença da Sereia e do seu bebé, aquela oferecia-lhe algumas pedrinhas<br>do mar como recompensa, com a recomendação de, assim que chegasse a casa, as guardar no canto da mala.<br>Vinham então trazê-la até à praia pela mesma estrada, no meio do mar, e o homem aparecia só para se despedir, agradecer-lhe a boa vontade e dar-lhe as ditas pedras. Logo depois desaparecia e o mar fechava-se!<br>A mulher, assim que chegou a casa, fez aquilo que sempre fazia, deitou fora as pedrinhas para<br>o quintal, nunca respeitando as recomendações da Sereia e ficando assim mais pobre mas de coração contente por ter cumprido o seu dever humanitário.<br>Aqui termina a história da Rosinha.<br>Mas !nha! Amélia que me contara uma outra história e que também sabe esta, disse-me que a parteira, um dia, por desfastio, trouxe duas das tais pedrinhas do mar que a Sereia lhe ofertara, para casa e deitou-as no canto do quarto. No dia seguinte, as pedras tinham-se<br>transformado em duas bolas de ouro! A reacção de “Mãe Joana” foi de alegria mas também de arrependimento por ter desperdiçado todas as outras ofertas e não ter acreditado na palavra da amiga Sereia. Ainda correu à beira-mar gritando pelos “encantados” para pedir perdão e<br>também algumas pedrinhas do mar. mas ninguém lhe respondeu e, pior ainda, nunca mais a chamaram para ir ao fundo do mar ajudar bebés-sereias a nascer”.<br><br>Lenda (adaptada)<br>(do livro HISTÓRIAS DE LONGE E DE PERTO, Sec. Coordenador dos Programas de Educação<br>Multicultural, Lisboa, 1997).<br><br>Elisita Fernandes&nbsp;<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:44:56 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Canta-Galo - São Tomé e Príncipe</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Conta a lenda que há tempos São Tomé era o refúgio de todos os galos do mundo.<br>O "cocorococó" na ilha era imenso e ensurdecedor, porque os galos esqueciam-se que não eram os únicos a viver na ilha.<br>Com o passar do tempo, as outras criaturas começaram a incomodar-se com o modo barulhento das aves.<br>Um dia, resolveram dar-lhes um ultimato: Para evitar uma guerra, todos os galos deveriam mudar-se para um local afastado em 24 horas. Somente o vencedor poderia ficar no local.<br>Os galos, seres pacíficos, cantadores e alegres optaram pela paz e por mudarem-se para outro local onde pudessem cantar à vontade.<br>Escolheram então um guia, o galo maior, mais preto e mais visível dentre eles.<br>Partiram todos e depois de muito procurarem encontraram um lugar ideal.<br>Desde então, nunca mais se ouviu os galos cantarem desordenadamente, mas sempre em local e hora determinados.<br>Os habitantes da ilha designaram esse lugar de Canta Galo.<br>Esse local existe ainda hoje e é um distrito na ilha de São Tomé com o mesmo nome.<br><br>https://eportuguese.blogspot.com/2011/07/lenda-do-canta-galo-sao-tome-e-principe.html<br><br>Edenail Ceita e Hermenegilda Borja<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:47:11 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Túnel Rebouças (Rio de Janeiro)</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1974, Ubiratã Carlos de Jesus Chaves, o “Carlão da Baixada”, era um dos bandidos mais famosos do Rio de Janeiro. Um dia, para fugir de um crime, ele roubou um Opala preto. Na perseguição, enquanto passava pelo Túnel Rebouças, ele bateu em um Fusca, em que uma família voltava de um aniversário. Ninguém sobreviveu ao acidente. Desde então, corre uma lenda que um Opala preto assombra motoristas que passam pelo túnel de madrugada e os persegue até causar um acidente.<br><br>Renata Celino<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:49:13 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Senhora do Almortão</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um dia, madrugada ainda, atravessavam o campo pelo sítio Água Murta, para o labor de todos os dias, pastores e ganhões. Notaram então que numa moita de murteiras grandes, havia algo de estranho. Aproximaram-se e viram uma linda e resplandecente imagem da Virgem. "Milagre!<br>Milagre!", exclamaram, ao mesmo tempo que caíram de joelhos para rezar. Resolveram então<br>conduzir a Santa Imagem para a igreja de Monsanto. Mas Ela desapareceu pouco depois e procurada no local da aparição lá estava, exactamente no mesmo sítio. E sempre que a procuravam, ela lá estava no lugar da aparição no murtão. E, respeitadores da vontade bem expressa da Senhora, os habitantes da vila construiram no local a capelinha.<br><br>Susana Peseiro<br>EFA B3 Assistente de Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:51:54 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Kianda</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Conta-se que a Kianda vivia perto da Praia do Bispo, em Luanda. Um dia, viu um homem pobre e triste que andava sozinho à beira-mar. Num ato de bondade ela ofereceu-lhe o acesso a um tesouro escondido que só ela conhecia. O homem enriqueceu logo e ao mesmo tempo que ele enriquecia tornou-se egoísta e ganancioso, só usava o dinheiro para o seu próprio interesse.<br>&nbsp;A Kianda, que ia observando o homem, ficou dececionada com o que viu e decidiu dar-lhe uma lição, fazendo desaparecer o tesouro e deixando o pescador sem nada dum dia para o outro.<br>Por vezes, também dizem que a Kianda enfeitiçava o homem, retendo-o prisioneiro no fundo do mar para sempre.<br><br>https://xapuri.info/kianda-sereia-de-angola/<br><br>Ana Paula Santos<br>B3 Cabeleireiro<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:53:43 UTC</pubDate>
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         <title>Lendas da Nossa Senhora do Castelo</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Faz parte do imaginário popular, uma lenda que tenta justificar a inclusão na planta da igreja de uma rocha pertencente ao conjunto de afloramentos existentes em todo o morro do Castelo.</div><div>Conta essa lenda que em tempos muito recuados, Nossa senhora terá aparecido em cima dessa rocha.</div><div>Quando foi decidido construir o templo, obviamente que ninguém pensou incluir a dita pedra na sua estrutura, porém, sempre que se começava a erigir a igreja, deixando a pedra de fora, a obra ruía.</div><div>Somente quando o templo foi construído, utilizando a pedra como alicerce, o edifício conseguiu aguentar-se de pé.</div><div>Uma outra lenda que tem a ver com esta pedra, embora com caracter mais profano, refere que ao encostarmos o ouvido à pedra, podemos ouvir o barulho do mar e que, se porventura, essa pedra fosse arrancada, o mar entraria por aí e alagaria a Vila de Aljustrel.</div><div>&nbsp;</div><div>In, https://miluem.blogs.sapo.pt/aljustrel-lendas-de-portugal-lendas-375690<br><br>Florinda Henriques<br>B3 Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:55:55 UTC</pubDate>
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         <title>Almada</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Consta, por tradição, que a conquista de Almada se fez em 24 de junho de 1147, (dia em que a Igreja comemora o "S. João Baptista", e que o desfecho do combate em favor dos cristãos, teve lugar num campo, atualmente e desde há muito chamado de "Quinta da Ramalha", resultando talvez daí a antiga devoção dos almadenses ao -Santo Precursor- e os festejos que anualmente se promovem em sua honra. Esta tradição, ou lenda, em comemoração da conquista naquela data, carece de veracidade histórica, sendo omissa nos documentos da época. A data em questão não corresponde à verdade.<br><br></div><div>A armada dos cruzados (anglo-normandos, flamengos e alemães, cerca de 13.000 homens) saíra de Darmouth a 23 de maio, tendo arribado à barra do Douro em meados de junho, só vindo a fundear no Tejo, diante de Lisboa a 28 de Junho. No dia seguinte processou-se o desembarque do exército dos cruzados. Entretanto, chegaram do Norte, as forças cristãs sob o comando do rei D. Afonso Henriques.<br><br></div><div>Seguindo de perto a narrativa do cruzado Osberno, aferimos que as primeiras lutas em Almada, foram efetuadas aquando do cerco e tomada de Lisboa aos mouros, sendo esta capitulada ao cabo de 5 meses de cerco, a 23 ou 24 de outubro de 1147. O cerco levado a cabo pelo rei português a Lisboa foi acidentalmente extensivo a esta margem, onde Almada era, de ponto de vista estratégico, uma importante defesa militar dos mouros que dominavam os castelos de Sesimbra, Palmela e Alcácer do Sal.<br><br></div><div>Almada constituía, pois, um posto avançado das forças cristãs, para penetração no Alentejo, zona territorial que pouco depois seria palco de correrias e lutas entre cristãos e muçulmanos. Por outro lado, a Península de Setúbal (limitada pelo Tejo e Sado e pela Costa Atlântica), configurava-se como um reduto, bastante propício à defesa marítima, interposto entre o Tejo e um possível invasor, que avançando pelo Alentejo procurasse atingir Lisboa.<br><br></div><div>https://mariagodinho.blogspot.com/2009/11/lendas_16.html&nbsp;<br><br>Leonor Alves<br>B3 Cabeleireiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 08:57:28 UTC</pubDate>
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         <title>São Domingues de Benfica</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>São Domingues de Benfica tem as suas origens ligadas a uma lenda. Foi D. João 1 quem doou à ordem religiosa dos dominicanos, a pedido do doutor João das Regras os terrenos onde em tempos se erguera um palácio conhecido por Paço de Benfica, morada de Verão de todos os soberanos, desde D. Dinis.<br><br></div><div>As fronteiras administrativas da freguesia de São Domingos de Benfica, tal como hoje as conhecemos, foram delimitadas em conformidade com o decreto-lei n.º 42.142, de 7 de Fevereiro de 1959.&nbsp;<br><br></div><div>De onde lhe vem tal nome e desde quando existirá? Ninguém tem certezas da sua origem e a ele se atribuem várias histórias.<br><br></div><div>Rezam as memórias que já poderia existir no século XIII e não será temerário arriscar que a zona já seria uma freguesia, embora rural, de fraca densidade populacional e de secundária importância económico-social para Lisboa.<br>&nbsp;</div><div>São Domingos de Benfica tem as suas origens ligadas a uma lenda. Foi D. João I quem doou à ordem religiosa dos dominicanos, a pedido do doutor João das Regras os terrenos onde em tempos se erguera um palácio conhecido por Paço de Benfica, morada de Verão de todos os soberanos, desde D. Dinis.<br><br>Segundo reza a lenda, aquele rei ao visitar o local, sublinhou a sua beleza natural, afirmando: “aqui bem-fica o convento”.<br><br></div><div>A antiga povoação de Benfica era indubitavelmente um dos locais mais bonitos e aprazíveis merecendo assim esta denominação não só pela sua privilegiada situação como pela abundância de água e arvoredo que a tornavam num dos mais deliciosos e poéticos lugares do Termo de Lisboa.<br><br></div><div>&nbsp;Séculos XV a XVIII<br>No século XV, já se reflecte a influência da instalação do Convento de São Domingos e assiste-se ao desenvolvimento do sítio e dos lugares que viriam a constituir a freguesia.<br><br></div><div>Ao longo da estrada de Benfica, movimentada via desde tempos imemoriais e, também ao longo da Estr. da Luz, fixaram-se populações, processo fundamental para a definição do território de São Domingos de Benfica.<br><br></div><div>Marcando os contornos do vale, corria a fértil Ribeira de Alcântara, de águas límpidas e murmurantes; paralelamente, espalhavam-se de um e outro lado, em encostas soalheiras, riquíssimas quintas e casas apalaçadas, para além de alguns edifícios de carácter religioso, oferecendo um cunho de beleza acolhedora e de opulência campestre.<br><br>No século XVII, a zona do que é hoje São Domingos de Benfica continua a ser procurada por várias famílias aristocráticas que possuíam vastas extensões de terra construindo eminentes palácios e frondosas quintas todas elas ricas em pomares, hortas e jardins.<br><br>O século XVIII correspondeu a novo surto de crescimento desta região. Uma parte da charneca passou a ser terreno arroteado, dividido em boas propriedades, onde apareciam grandes quintas com extensos jardins e abundantes fontes de excelentes águas. Muitas destas quintas foram permanentemente ocupadas pelos seus proprietários, após o terramoto de 1755. Ao acolher os habitantes da capital em ruínas, a povoação considerada então entre as mais aprazíveis dos arredores da capital adquire já algumas características residenciais e não de mero recreio.<br><br></div><div>Séculos XIX e XX<br>Alvo de um constante aumento demográfico, a área de Benfica vê chegar no século XIX os transportes públicos e uma acentuada expansão das vias de ligação ao centro da cidade. O desenvolvimento do lugar até atingir a distinção de freguesia vai assim depender da evolução dos meios de transporte e da existência de vias de ligação ao centro da cidade, expandindo-se de cada vez que são melhoradas as suas condições de acesso. Com a criação da Estrada da Circunvalação em 1852, e estabelecidos os novos limites da cidade, São Domingos de Benfica ficou integrada no novo concelho de Belém, e assim se manteve até à extinção dele em 1885.<br><br></div><div>A criação da Estrada Militar e da via férrea Lisboa-Sintra, em 1885; a abertura das carreiras de eléctricos, em 1929, depois dos autocarros e, mais tarde, em 1959, o alargamento do Metropolitano até Sete-Rios, tornaram a área da freguesia cada vez mais procurada e mais povoada.<br><br></div><div>&nbsp;Atualidade<br>Como motivo particular de interesse desta freguesia de Lisboa, saliente-se o contraste entre duas situações distintas: a imagem da cidade que avança sobre os seus subúrbios, numa urbanização crescente e a marca do passado, traduzida num conjunto urbano que constitui, sem dúvida, um dos poucos vestígios dos arredores da antiga cidade. E o único elemento que separa estes dois tipos de ocupação do solo, entre si tão diferentes é a linha dos caminhos de ferro, cuja introdução veio contribuir decisivamente para a conquista desta zona da cidade.<br><br>Raquel Santos&nbsp;<br>B3 Cabeleireiro</div><div>&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 09:02:29 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Luz da Caniceira</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por todo o concelho de Alcácer do Sal é fácil encontrar pessoas que digam ter tido um encontro com a famosa luz da caniceira, uma luz serena e muito brilhante que surgia de noite, em locais isolados, acompanhando as pessoas ao longo dos seus percursos. Estas estranhas aparições deram origem à lenda da luz da caniceira.<br>&nbsp;<br>De acordo com a lenda, uma mulher solteira teve uma filha ilegítima. Não querendo ficar com a bebé, lançou-a ao forno onde cozia o pão. A alma da menina recém-nascida ter-se-á então transformado numa luz - a luz da caniceira.<br><br>Madalena Santos<br>B3 Cabeleireiro&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 09:04:09 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Paio Pires</title>
         <author>vandatomasiefp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Há velhas histórias que mergulham na penumbra dos séculos e que só por vezes conseguem aflorar à superfície da memória. Mercê de muita pesquisa. Mercê de muita devoção aos caminhos do passado. Mercê de muita sorte em encontrar vestígios quase inacreditáveis...<br>Foi o que sucedeu, por exemplo, com esta lenda velhinha e gloriosa, que ficou enraizada para sempre na própria origem remota da pitoresca aldeia de Paio Pires, ali, a três quilómetros do Seixal, mesmo junto da estrada que vai de Cacilhas a Setúbal.<br><br></div><div>Pretendem os entendidos que o nome da terra tenha outras proveniências mais rigorosas. Mas na opinião do povo, do bom povo de Portugal, o nome de Paio Pires deriva de facto de uma aventura romântica e heroica do famoso D. Paio Peres Correia.<br><br></div><div>E de qualquer modo, tenha sido ou não essa origem, sabe-se hoje de certeza que tal território, nos princípios da Nacionalidade, pertencia à zona defendida pelo castelo de Almada. Foi assim que caiu em poder das forças portuguesas, quando D. Afonso Henriques conquistara aos Mouros Lisboa e todo esse território, num alarde de coragem e de valentia a que ninguém se conseguira opor…<br><br></div><div>&nbsp;Aproximadamente um século depois, ou seja, em princípios do século XIII, embora D Sancho I tivesse dado foral a Almada e dela fizesse doação aos cavaleiros de Sant’Iago, ainda vagueavam por ali mouros foragidos. Foragidos e desejosos de vingança, de desforra, guardando em si o sonho ambicioso de tentarem um dia a aventura da reconquista.<br><br></div><div>Entre eles, destacava-se o jovem Abu, de alma incendiada pelo ódio.&nbsp;<br><br></div><div>— Hei-de matar todos esses cães cristãos, como eles mataram meu pai e meu avô!... Tudo isto há-de ser meu, novamente!<br><br></div><div>Olhava os companheiros. E estendendo os braços, numa ânsia de posse, terminava sempre as suas palavras dizendo com ênfase:<br><br></div><div>— Sim, tudo isto há-de ser nosso! Aqui o juro, por Alá!<br><br></div><div>Porém, na verdade, poucos o escutavam. Sentiam-se irremediavelmente vencidos, desde que Almada — a velha Al-Maden, a mina — tornara também terra de cristãos. E aqueles que não fugiam para longe preferiam entregar-se ao novo senhor, o rei de Portugal, e servi-lo respeitosamente. Fielmente.<br><br></div><div>Mas Abu não lhes podia perdoar, de modo algum.<br><br></div><div>— Traidores nojentos! Que caia sobre eles a maldição de Alá! Malditos fiquem para sempre!<br><br></div><div>Num impulso de coragem, a sua voz crescia ainda de ódio e de ameaça.<br><br></div><div>— Por mim, nunca me entregarei! Ouviram bem? Nunca!<br><br></div><div>Os seus olhos fixavam os companheiros. Um por um. Ardendo na febre do rancor.<br><br></div><div>— Eu lutarei até à última gota do meu sangue!... E os que quiserem, sigam-me, porque eu sei onde poderemos tomar boas presas.<br><br></div><div>Momentos de pasmo. E Abu rindo selvaticamente. Cruelmente.<br><br></div><div>— A nossa vingança será terrível, companheiros!<br><br></div><div>&nbsp;Corria então o ano de 1238. Abu e o seu bando passaram a espalhar o terror pelos arredores de Almada, sentindo-se cada vez mais fortes, desde que os Sarracenos tinham entrado de novo na posse de vários castelos, como, por exemplo, o de Mértola, considerado por eles uma autêntica chave para a reconquista de Lisboa.<br><br></div><div>E de tal ousadia se encheram, que Abu resolveu assaltar uma grande quinta que ficava bem perto de Almada. Para isso conseguiu arranjar um grupo já mais volumoso, prometendo que os deixaria saquear e pilhar à vontade.<br><br></div><div>— Escutem! Iremos pela calada da noite… Eu sei que o dono da quinta é um velho capitão e vive apenas com sua filha e alguns criados. Portanto, nada temos a temer. O ataque será de surpresa!<br><br></div><div>Os seus olhos fuzilavam maldade, ao gritar:<br><br></div><div>— Que não fique um só vivo! Nem um só!<br><br></div><div>Divulgando entre todos o plano de ataque, esperavam a noite, preparando-se para o grande assalto.<br><br></div><div>À hora marcada, encobertos pelo escuro duma noite sem lua, os mouros caíram de súbito sobre a quinta como aves de rapina, esfaimados e sedentos de sangue. E aos seus ouvidos soava o brado implacável de Abu:<br><br></div><div>— A eles companheiros! A eles! Que não fique um só vivo!<br><br></div><div>Enganava-se, porém, o jovem, e rancoroso, e violento Abu, ao pensar que os da quinta não lhe ofereceriam resistência. Embora o pessoal fugisse em debandada, miseravelmente atemorizado, o velho capitão e sua filha não se intimidaram.<br><br></div><div>À vista do perigo que os cercava, o pai passou uma das suas melhores armas à jovem e gritou-lhe com todas as forças do seu desespero:<br><br></div><div>— Alda! Defende aí essa entrada!... Eu tomarei conta deste lado!<br><br></div><div>Num assomo de valentia, a rapariga ainda conseguiu sorrir.<br><br></div><div>— Sim, meu pai! Podeis confiar em mim! Veremos se sou boa discípula de tão grande mestre...<br><br></div><div>Depois, já mais trémula, ajuntou, como que num murmúrio:<br><br></div><div>— Por aqui, eles não poderão passar, enquanto eu tiver um sopro de vida...<br><br></div><div>E durante algum tempo os assaltantes não levaram a melhor e acusaram mesmo algumas baixas. Mas o número acabou por vencer, e Abu e os seus homens conseguiram forçar a entrada da quinta. Porém, quando quiseram reunir os prisioneiros, quedaram-se espantados, boquiabertos. Abu mais que todos eles...<br><br></div><div>— Pois é possível, senhora? Fostes vós, sozinha, assim tão frágil, tão jovem, que tamanho dano nos causastes?<br><br></div><div>Altivamente, Alda ergueu a cabeça e voltou-se para o velho capitão, que parecia abatido pelo desgosto da derrota e da capitulação forçosa.<br><br></div><div>—Sim... fui eu... e o senhor meu pai!<br><br></div><div>Abu fitou lentamente tudo o que o rodeava — e que bem denotava a violência da luta. Um suspiro de incompreensão subiu-lhe aos lábios:<br><br></div><div>— Apenas vós dois... contra todos nós?<br><br></div><div>Mas já o velho capitão, desejando pôr termo à humilhante situação, inquiria, solene e decidido:<br><br></div><div>— E agora que nos vencestes... que quereis de nós? Dizei! Matar-nos, não é assim?<br><br></div><div>Silêncio. Silêncio e expectativa. Nos dois prisioneiros cristãos e nos homens mouros. Lentamente, Abu passou a mão pela testa, limpando o suor que o alagava.<br><br></div><div>— Senhor, nem sei que responder-vos.... Sinto-me confuso, confesso... Não esperava este resultado... Sempre pensei vencer um grupo igual ao meu, um grupo que me desse a felicidade da vingança... Mas assim.… assim… só vós dois...<br><br></div><div>Calou-se, buscando palavras. Sentindo-se intranquilo. E apenas lhe acudiu ao pensamento um desejo muito íntimo, uma prece muito sincera:<br><br></div><div>— Que Alá me ilumine!... Alá é poderoso e Maomé o seu profeta.<br><br></div><div>Talvez ninguém o tenha compreendido, nesse instante. Os companheiros voltaram-se para ele. Intrigados. Perplexos. Então onde estava esse ardoroso Abu que clamava vingança em altos brados? Seria o mesmo que agora se quedava parado, apático, abstrato?...<br><br></div><div>E o velho capitão tão pouco o compreendeu. Pensou até que ele estivesse abusando da sua autoridade, para prolongar o martírio e a humilhação dos vencidos. Por isso mesmo, avançou alguns passos, arrastando sua filha consigo.<br><br></div><div>— Que esperais, então?<br><br></div><div>E olhando-o bem de frente, num desafio extremo, gritou-lhe em pleno rosto:<br><br></div><div>— Vamos, saciai a vossa vingança, enquanto é tempo!... Depois, acreditai, depois será tarde!<br><br></div><div>Foi a vez de Abu parecer despertar. Uma ruga funda cavou-se-lhe entre os olhos.<br><br></div><div>— Porque dizeis isso, senhor?<br><br></div><div>O velho capitão, sentindo ganhar terreno (terreno e tempo), cruzou soberbamente os braços, numa nova atitude de desafio.<br><br></div><div>— Porque bem conheço o vosso ódio, Abu, há muito tempo já! Digo-vos mais: já sabia que acabaríeis por assaltar a minha quinta!<br><br></div><div>Um ligeiro sorriso se esboçou no rosto do jovem chefe mouro. Desta vez, sim, sorriso de desdém, de tola zombaria.<br><br></div><div>— Então, se sabíeis tal, porque não fugistes a tempo, juntamente com os vossos criados?<br><br></div><div>Mas o sorriso zombeteiro sumiu-se-lhe dos lábios, ante a resposta imediata e vigorosa do antigo capitão:<br><br></div><div>— Um fidalgo português nunca foge, senhor! Morre no seu posto quando tem de morrer!<br><br></div><div>De novo, o silêncio caiu sobre eles. Abu não voltou a olhar os companheiros. Dirigia-se apenas aos seus dois prisioneiros:<br><br></div><div>— Tendes razão! Agora compreendo a diferença que existe entre vós e alguns dos meus irmãos de raça, esses traidores que preferiram entregar-se a defender-se!<br><br></div><div>Deu então um passo atrás, como que a preparar a retirada, e proclamou em tom superior, que não admitia réplica:<br><br></div><div>— Vou libertar-vos. A vós e a vossa filha. Nunca vi, em minha vida, tão grande beleza aliada a tão grande valentia!<br><br></div><div>Alda foi a única que se atreveu a falar.<br><br></div><div>— Abu... Senhor... Que dizeis?<br><br></div><div>Abu sorriu, olhando-a meigamente. E em voz doce, como se ali não estivesse ninguém além deles dois, acentuou vagarosamente.<br><br></div><div>— Digo que estais livres… Não sei porque procedo assim… É talvez uma força superior à minha própria vontade!<br><br></div><div>E inclinando-se para ela, completamente alheado dos restantes, perguntou ainda, num sopro de voz:<br><br></div><div>— Acaso, senhora, tereis bruxedo no vosso olhar?<br><br></div><div>Mas a pergunta ficou em suspenso porque nesse mesmo instante se ouviu grande tropel de cavalos na estrada. Os companheiros de Abu logo se entreolharam amedrontados e procuraram suas armas. O velho capitão correu a abraçar a jovem Alda e a sua voz saiu salpicada de lágrimas.<br><br></div><div>— Deus seja louvado, minha querida filha!... É certamente D. Paio Peres Correia e os seus cavaleiros de Sant’Iago!<br><br></div><div>A jovem deixou escapar do peito um suspiro de emoção.<br><br></div><div>— Graças, meu Deus! Alguém avisou D. Paio que nós estávamos em perigo!<br><br></div><div>Mas a nova situação deu completa reviravolta no ânimo de Abu. Num momento, ele mudou. E voltou a ser o chefe do bando sequioso de sangue e de vingança.<br><br></div><div>— Silêncio! Se quereis poupar ainda a vossa vida, ficai quietos e calados!<br><br></div><div>E, voltando-se para os companheiros, ordenou-lhes com fúria:<br><br></div><div>— Tratai de mostrar a esses cães cristãos que nada podem contra nós! Vamos dar-lhes uma lição para toda a vida!<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Podemos acreditar que deve ter sido violento, brutal, esse novo encontro entre mouros e portugueses. Essa luta de vida ou de morte entre os companheiros de Abu e os cavaleiros espatários do famoso D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Sant’Iago. Esse choque de honra e bravura, em que todos os combatentes queriam impor a sua superioridade.<br><br></div><div>Porém D. Paio Peres Correia, segundo contam a História e a Lenda, sempre foi homem de prodígios. Num salto acrobático, meteu ombros à porta principal, estilhaçando-a por completo e surgindo no meio dos surpresos inimigos.<br><br></div><div>Mas a primeira exclamação do célebre guerreiro foi de rendida admiração diante da jovem Alda.<br><br></div><div>— Meu Deus, que vejo eu! Quem sois vós, senhora!... A própria Virgem da Anunciação?...<br><br></div><div>Olhou-a melhor, sorriu, e curvou-se numa vénia respeitosa.<br><br></div><div>— Sim, sois a Virgem, certamente!<br><br></div><div>Mas logo, num rompante de audácia, voltou-se para os mouros que o olhavam, varados de espanto.<br><br></div><div>— E vós, cobardes, que estais aí encurralados, vinde a mim!<br><br></div><div>Antes que pudessem reagir, já D. Paio Peres Correia se lançara sobre eles, de espada em riste.<br><br></div><div>— Fracos que sois!... Assim não vos aguentais muito tempo, isso não!<br><br></div><div>De facto, em breves instantes ele estava absolutamente senhor do terreno. Os mouros, ou se encontravam moribundos, ou tinham fugido — para ir cair nas mãos dos guerreiros portugueses, que, sentindo-se vitoriosos, erguiam nos ares o seu brado triunfal:<br><br></div><div>— Por Sant’Iago! Por Sant’Iago!<br><br></div><div>Em frente de D. Paio Peres Correia — e ainda vivo e destemido, embora exausto — só restava o jovem Abu.<br><br></div><div>O mestre da Ordem de Sant’Iago fez dessa vez uma ligeira pausa antes de atacar.<br><br></div><div>— Sois então o chefe deste bando de franganotes?<br><br></div><div>Abu mordeu os lábios até fazer sangue. E respondeu altivamente sem perder de vista qualquer movimento do adversário:<br><br></div><div>— Sim... Sou um frango como eles. Mas não tenho medo dos galos como tu!...<br><br></div><div>Palavras não eram ditas, já D. Paio Peres Correia lhe atirava o primeiro golpe impetuoso.<br><br></div><div>— Pois defende-te... se és capaz!<br><br></div><div>E Abu foi capaz de defender-se, na verdade, durante alguns breves momentos. Mas depressa a força e a destreza de D. Paio Peres Correia ditaram a vitória. Numa hábil reviravolta, fez saltar a lança das mãos de Abu, atirando-o a terra.<br><br></div><div>— Pronto, herege! Bem podes rezar pela tua alma!<br><br></div><div>Todavia, quando ergueu a espada para dar o golpe final, sentiu o braço preso e escutou, mesmo junto de si, uma voz bonita que implorava:<br><br></div><div>— Senhor! Senhor! Piedade! Peço-vos!...<br><br></div><div>Ele suspendeu o gesto. Depois fitou melhor a jovem. Mais demoradamente. Mais profundamente.<br><br></div><div>— Ah, sois vós… a quem eu chamei há pouco a Virgem da Anunciação?... Dizei-me: que desejais, afinal?<br><br></div><div>Os olhos da jovem Alda inundaram-se de lágrimas. A sua voz tremeu, embora procurasse ser segura.<br><br></div><div>— Senhor D. Paio Peres Correia... Este homem que aqui vedes, apesar de mouro, é nobre e de grande coração.... Poupou a minha vida e a vida do senhor meu pai... Por isso, vos peço: em troca, salvai também a vida dele! Suplico-vos, Senhor!<br><br></div><div>D. Paio Peres Correia ficou pensativo. A sua volta o tumulto terminara — sinal evidente do triunfo total. Depois, passeou lentamente o seu olhar arguto sobre as figuras do velho capitão, da jovem Alda, e do mouro Abu, ainda caído a seus pés. E só então falou. Falou como se pensasse em voz alta.<br><br></div><div>— Poupar a vida a este infeliz?... E tem bom pulso, o moço... Não fora eu, talvez não tivesse vencido... Não me parece ingrato... Sabe que me deve a vida!... Além disso começo a perceber... estes olhares, estas súplicas, este temor...<br><br></div><div>A sua voz ganhou um tom mais vivo, ao dirigir-se ao adversário vencido.<br><br></div><div>— Está bem. Levanta-te. Poupar-te-ei a vida. Com uma condição: tens de te converter!... Aceitas?<br><br></div><div>Já de pé, o jovem Abu não respondeu logo. Os seus olhos procuram primeiramente os olhos de Alda, que parecia agora mais bela do nunca. E só então respondeu.<br><br></div><div>— Sim, aceito!<br><br></div><div>O sorriso de D. Paio Peres Correia rompeu em risada.<br><br></div><div>— Serei eu o vosso padrinho de casamento!<br><br></div><div>Alda ruborizou-se. Abu baixou a cabeça. D. Paio Peres Correia voltou a rir. Alegre. Satisfeito. Triunfante.<br><br></div><div>E tal como se tem contado de geração em geração, ao sabor dos tempos, dá-se como certo que a jovem Alda e o impetuoso Abu, por amor convertido ao cristianismo, se casaram ali mesmo, na grande quinta perto de Almada. E o padrinho foi, como prometera, o valente D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Sant’Iago, que não deixou de recordar, bem a propósito:<br><br></div><div>— Na primeira vez que vos vi, Alda, chamei-vos Virgem da Anunciação... Lembrais-vos?<br><br></div><div>Acentuou com vigor:<br><br></div><div>— Neste momento, fostes sem dúvida a imagem da própria Virgem que me inspirou e protegeu... Por isso, vos digo: aqui deve ser erguida uma capela em honra de Nossa Senhora!<br><br></div><div>— Se Deus me ajudar, assim o farei, senhor meu padrinho!<br><br></div><div>Emocionado, o velho capitão avançou também para ele.<br><br></div><div>— A vida vos devemos, D. Paio Peres Correia... A vida e a paz!<br><br></div><div>Foi a vez da jovem Alda sorrir.<br><br></div><div>— E o amor, igualmente!<br><br></div><div>O nobre fidalgo lutador enlaçou carinhosamente os dois recém-casados.<br><br></div><div>— Dizeis bem, amigos... Graças a Deus e a Sant’Iago... e ainda à Virgem da Anunciação... Retomámos Mértola e pudemos socorrer-vos... E por sorte ganhei mais um grande companheiro de armas!<br><br></div><div>Abu ergueu altivamente a cabeça.<br><br></div><div>— Eu vos agradeço, senhor D. Paio Peres Correia... Já conhecia a vossa fama. Não se enganaram os que me disseram que éreis o maior cavaleiro do Reino.... Convosco, irei para onde for necessário!<br><br></div><div>O mestre de Sant’Iago apontou para os terrenos à sua volta.<br><br></div><div>— Escuta. O que é preciso, agora, é fazerem desta quinta o princípio duma terra bonita e pacífica... uma terra de que se possa vir a orgulhar, no futuro, a Ordem de Sant’Iago!<br><br></div><div>— Oh, senhor!... Para nós, esta terra será sempre a terra de D. Paio Peres, pois a vós tudo devemos!<br><br></div><div>E logo o seu jovem marido confirmou em voz decidida.<br><br></div><div>— Isso mesmo! A terra de Paio Peres... O homem que me salvou a vida!<br><br></div><div>&nbsp;MARQUES, Gentil Lendas de Portugal, Círculo de Leitores, 1997 [1962] , p.Volume II, pp. 207-214<br><br></div><div>Aldeia De Paio Pires, SEIXAL, SETÚBAL<br><br>Dora Oliveira<br>B3 Cabeleireiro<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-05-05 09:07:31 UTC</pubDate>
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