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      <title>O VICIO EM TELAS by Morgana Lima Gomes</title>
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      <description>Sob a Visão da Psicanálise e da Psicologia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-29 16:52:47 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-05-29 22:06:19 UTC</lastBuildDate>
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         <title>O que são as “telas”?</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472808037</link>
         <description><![CDATA[<p>As <strong>“telas” no contexto atual</strong> referem-se aos dispositivos eletrônicos digitais com interface visual como celulares, tablets, computadores, televisores e videogames que passaram a ocupar um espaço central na rotina cotidiana de crianças e adolescentes. Esses dispositivos, cada vez mais acessíveis e integrados ao cotidiano familiar, escolar e social, oferecem entretenimento, informação e interação, mas também impõem riscos ao desenvolvimento integral quando usados de forma excessiva. O uso prolongado desses recursos tem sido associado a impactos negativos na saúde mental, nos vínculos sociais, no desempenho escolar e no desenvolvimento da linguagem e das habilidades cognitivas, especialmente nas fases iniciais da vida, tornando-se objeto de alerta por instituições como a OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria. </p><p>(Alves et al., 2025; Silva &amp; Burnier, 2023)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:19:40 UTC</pubDate>
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         <title>A presença massiva das telas na vida cotidiana.</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472808723</link>
         <description><![CDATA[<p>Outro dado importante é que 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos acessam a internet, principalmente redes sociais como Instagram e TikTok, e 55% das crianças entre 10 e 13 anos já possuem celular. O uso intenso das telas tem modificado significativamente o cotidiano desses jovens, alterando a forma como ocupam o tempo livre, se relacionam socialmente e vivenciam a infância e adolescência, assim como demostra a noticia:</p><p><br></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://grupoahora.net.br/conteudos/2025/03/01/risco-das-telas-do-atraso-no-desenvolvimento-ao-isolamento-social/">https://grupoahora.net.br/conteudos/2025/03/01/risco-das-telas-do-atraso-no-desenvolvimento-ao-isolamento-social/</a></p>]]></description>
         <enclosure url="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2025/05/25/geracao-ansiosa-os-impactos-das-telas-e-o-desafio-de-pais-e-maes-no-mundo-hiperconectado.ghtml" />
         <pubDate>2025-05-29 17:20:30 UTC</pubDate>
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         <title>Estamos todos viciados?</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472809947</link>
         <description><![CDATA[<p>Diante das evidências reunidas, é possível afirmar, de forma consistente, que o vício em telas está presente de maneira excessiva na vida cotidiana, especialmente entre crianças e adolescentes, configurando-se como um fenômeno preocupante do ponto de vista do desenvolvimento biopsicossocial. As pesquisas analisadas apontam que o uso prolongado e sem supervisão de dispositivos eletrônicos tem gerado impactos negativos significativos, como prejuízos no desenvolvimento cognitivo, emocional, social e físico, além de contribuir para o aumento de sintomas de ansiedade, depressão, dificuldades escolares e isolamento social (Alves et al., 2025; Silva &amp; Burnier, 2023; Andrade et al., 2024). Portanto, torna-se urgente a necessidade analisar sobre práticas mais equilibradas e conscientes no uso das tecnologias, bem como o fortalecimento do papel da família, da escola e dos profissionais da saúde na mediação e orientação do uso das telas.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?pdlt=1&amp;v=HMl64Gf-gsw" />
         <pubDate>2025-05-29 17:22:03 UTC</pubDate>
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         <title>Como o uso de telas afeta o desenvolvimento infantil: cognição, socialização, linguagem</title>
         <author>allenvale004</author>
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         <description><![CDATA[<p>O uso excessivo de telas na infância tem efeitos significativos no desenvolvimento infantil, impactando diretamente dimensões como cognição, socialização e linguagem. Conforme o estudo de Puccinelli, Marques e Lopes (2023), a exposição precoce e intensa aos dispositivos eletrônicos pode provocar sobrecarga sensorial, dificultando a capacidade de elaboração psíquica da criança, cuja estrutura subjetiva ainda está em formação. No campo cognitivo, foram observados atrasos no desenvolvimento da atenção, memória, funções executivas e desempenho escolar, especialmente quando o uso não é mediado por adultos ou envolve conteúdos inadequados. Na linguagem, a exposição passiva a conteúdos audiovisuais, sem interação humana, prejudica a aquisição da fala e a construção simbólica, pois substitui o diálogo vivo e responsivo, fundamental na aprendizagem linguística. Quanto à socialização, o uso abusivo de telas tende a reduzir o tempo e a qualidade das interações familiares e com outras crianças, afetando a formação de vínculos, a empatia e a aprendizagem de normas sociais. Além disso, as telas podem substituir experiências fundamentais como o brincar espontâneo, a convivência interpessoal e os momentos de tédio, que são essenciais para o desenvolvimento da criatividade e da autorregulação emocional.</p><p>Puccinelli, Marques e Lopes (2023)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:23:35 UTC</pubDate>
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         <title>Desenvolvimento na Adolescência: mudanças na relação com o corpo, autoestima, identidade e pertencimento; como as redes sociais e os jogos digitais afetam essas dinâmicas.</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472811454</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante a adolescência, fase marcada por profundas transformações físicas, psíquicas e sociais, o uso excessivo de redes sociais e jogos digitais interfere de maneira significativa em aspectos centrais do desenvolvimento, como a relação com o corpo, a autoestima, a formação da identidade e o sentimento de pertencimento. Conforme o estudo de Nunes et al. (2021), o alto índice de dependência do smartphone entre adolescentes ,atingindo 70,3% da amostra, está associado a impactos na saúde mental e física, como transtornos do sono, dor cervical, impulsividade e presença de sintomas depressivos e ansiosos. Esses efeitos estão diretamente ligados ao modo como os jovens se relacionam com a imagem de si mesmos e dos outros em ambientes digitais, onde a comparação constante, a busca por validação e a exposição permanente criam uma pressão simbólica que molda negativamente a autoestima e fragiliza o processo de construção identitária. Além disso, o engajamento excessivo em jogos digitais e redes sociais oferece uma sensação imediata de pertencimento a grupos virtuais, muitas vezes em detrimento das relações interpessoais presenciais e das experiências sociais concretas, essenciais para o amadurecimento afetivo e a formação de vínculos reais. Assim, o digital, ao mesmo tempo que fornece espaços de expressão e conexão, também pode aprisionar o adolescente em padrões idealizados, reforçando dinâmicas de exclusão, dependência emocional e distanciamento da realidade corpórea e relacional.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:23:56 UTC</pubDate>
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         <title>Riscos emocionais e psíquicos a longo prazo.</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472813297</link>
         <description><![CDATA[<p>os riscos emocionais e psíquicos associados ao uso excessivo de dispositivos digitais entre adolescentes são diversos e inter-relacionados, destacando-se sintomas de ansiedade, depressão, dependência digital, experiências de cyberbullying e o fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out – medo de estar perdendo algo). O estudo de Nunes et al. (2021) aponta uma elevada prevalência de dependência de smartphone entre adolescentes, associada a fatores como menor tempo de sono, dor cervical, e, principalmente, à suspeita de transtorno mental comum, o que revela uma correlação direta entre o uso abusivo da tecnologia e o sofrimento psíquico. A hiperconectividade, impulsionada pelas redes sociais, intensifica a ansiedade social ao expor continuamente os adolescentes a padrões idealizados de vida e aparência, ao mesmo tempo em que cria a necessidade constante de aprovação e pertencimento por meio de curtidas e comentários. Isso alimenta o FOMO, levando os jovens a permanecerem conectados por longos períodos, com medo de serem excluídos de interações ou novidades virtuais. Além disso, o ambiente digital, marcado pela instantaneidade e anonimato, pode favorecer práticas de cyberbullying, afetando diretamente a autoestima e o equilíbrio emocional dos adolescentes. Essa realidade configura um cenário de vulnerabilidade psíquica, onde os dispositivos digitais deixam de ser apenas ferramentas e se tornam mediadores centrais de relações e da própria constituição subjetiva, exigindo atenção clínica, educativa e social diante de seus impactos emocionais duradouros.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:25:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Como a Psicologia entende o vício em telas?</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472818964</link>
         <description><![CDATA[<p>A compreensão do vício em telas, por parte da psicologia surge a partir de modelos teóricos que enfatizam os mecanismos de aprendizagem e reforço comportamental. O uso repetitivo de dispositivos digitais, como smartphones e internet, é mantido por estímulos que geram reforçadores imediatos tais como notificações, recompensas visuais e interações sociais , contribuindo para a consolidação de hábitos automatizados. De acordo com Andrade et al. (2022), a dependência de internet apresenta forte correlação com a percepção de prejuízo nas atividades diárias, revelando que o padrão de uso é influenciado por estímulos ambientais que mantêm o comportamento, mesmo diante de consequências negativas. Esses achados reforçam a perspectiva comportamental, na qual a repetição e a recompensa imediata são centrais na formação e manutenção de comportamentos aditivos, especialmente entre jovens em processo de desenvolvimento emocional e cognitivo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:32:19 UTC</pubDate>
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         <title> A “Dependência comportamental”</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472819299</link>
         <description><![CDATA[<p>a <strong>dependência comportamental</strong>, no âmbito da Psicologia, é compreendida como um padrão persistente de comportamento disfuncional que, apesar de não envolver o uso de substâncias, provoca prejuízos significativos à vida do indivíduo. A dependência de internet e smartphone, nesse contexto, caracteriza-se por um uso excessivo e repetitivo desses recursos digitais, associado à perda de controle, comprometimento das atividades cotidianas e sofrimento psíquico. A pesquisa evidenciou que esse padrão está fortemente relacionado a sintomas de depressão, ansiedade e estresse, o que sustenta a compreensão psicológica de que tais dependências comportamentais operam por mecanismos semelhantes aos observados em transtornos aditivos, especialmente pelo reforço imediato proporcionado pelo comportamento em si.</p><p>(Andrade et al., 2023).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:32:47 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>VISÃO DA PSICOLOGIA</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472819429</link>
         <description><![CDATA[<p>A Psicologia, de modo geral, compreende o vício em telas como um comportamento disfuncional que, quando manifestado de forma excessiva por crianças e adolescentes, compromete aspectos fundamentais do desenvolvimento. A partir de abordagens como o behaviorismo e a psicologia do desenvolvimento, entende-se que o uso constante de dispositivos digitais está fortemente relacionado a mecanismos de <strong>reforço imediato</strong> e <strong>estímulo-recompensa</strong>, que favorecem a repetição e manutenção do comportamento, mesmo diante de consequências negativas (Andrade et al., 2024). A Psicologia também destaca que esse padrão de uso pode atuar como uma forma de regulação emocional ineficaz, na qual a criança ou adolescente recorre às telas como fuga de sentimentos como tédio, frustração ou ansiedade, o que contribui para o desenvolvimento de dependência comportamental. Estudos indicam que esse uso desregulado pode gerar <strong>prejuízos na atenção, no sono, na linguagem, nas interações sociais e no desempenho escolar</strong>, além de estar associado a sintomas de <strong>depressão, ansiedade e estresse</strong> (Alves et al., 2025; Silva &amp; Burnier, 2023). Contudo, a psicologia propõe intervenções que envolvem não apenas a redução do tempo de tela, mas a promoção de vínculos, rotinas saudáveis, mediação ativa dos adultos e o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais que permitam uma relação mais equilibrada com a tecnologia.</p><p>(Alves et al., 2025; Silva &amp; Burnier, 2023).</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:32:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Como a Psicanálise lê o uso excessivo de telas: falta, gozo, compulsão, evasão da castração simbólica</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472821073</link>
         <description><![CDATA[<p>A Psicanálise compreende o uso excessivo de telas como uma manifestação contemporânea de compulsão associada à busca incessante de satisfação imediata, ligada ao conceito de <strong>gozo lacaniano</strong>. O sujeito, diante de um mal-estar psíquico e de uma <strong>falta estrutural</strong> constitutiva como o vazio do desejo ou carências afetivas  tenta tamponar esse vazio com a imersão no mundo digital, criando uma ilusão de completude e controle. A relação compulsiva com as telas evidencia, assim, uma <strong>evasão da castração simbólica</strong>, ou seja, uma recusa do limite, da espera e da falta, elementos centrais na constituição do sujeito na Psicanálise. O ambiente virtual, ao oferecer gratificações constantes e imediatas, opera como objeto de gozo que captura o sujeito em um circuito repetitivo, onde o prazer imediato substitui a elaboração simbólica do desejo, dificultando o processo de subjetivação e o enfrentamento das frustrações da realidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:34:55 UTC</pubDate>
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         <title>Criança na constituição do sujeito: o que as telas tamponam ou deslocam</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472821247</link>
         <description><![CDATA[<p>À luz da Psicanálise, conforme discutido por Venancio e Lima (2023), a criança, em seu processo de constituição psíquica como sujeito, necessita atravessar experiências simbólicas fundamentais mediadas pelo Outro, como o contato corporal, a linguagem e o olhar. O uso excessivo de telas, entretanto, pode <strong>tamponar</strong> essas experiências ao substituir o vínculo humano por estímulos artificiais, dificultando a elaboração simbólica da falta e a entrada no campo do desejo. Nesse sentido, as telas operam como objetos que <strong>deslocam o papel do Outro</strong>, interferindo na construção da alteridade e no processo de subjetivação, uma vez que oferecem uma presença contínua e controlável, que ilude a criança com uma falsa completude, inibindo a vivência do vazio e do tempo necessário para a constituição do sujeito do inconsciente.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:35:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>VISÃO DA PSICANALISE</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472821386</link>
         <description><![CDATA[<p>O uso excessivo das telas pode ser compreendido, sob a ótica da psicanálise, como um fenômeno atravessado por três dimensões centrais: repetição, alienação e pulsão. A repetição se manifesta na compulsividade com que o sujeito retorna às mesmas práticas digitais como rolar a tela, buscar curtidas, consumir conteúdos como tentativa de tamponar a falta constitutiva do sujeito, característica do inconsciente. Tal movimento revela o que Freud chamou de “compulsão à repetição”, uma forma de gozo que não visa ao prazer, mas à manutenção de um circuito de sofrimento. Já a alienação ocorre quando o sujeito se entrega à lógica do imaginário digital, trocando o encontro com o Outro simbólico que media a entrada no campo do desejo por uma falsa completude, promovida por imagens editáveis, filtros e interações idealizadas. A pulsão, por sua vez, encontra nas telas um objeto privilegiado de descarga contínua e sem mediação simbólica: há uma busca incessante por satisfação imediata, sem elaboração, em que o sujeito se vê capturado por objetos de gozo que o impedem de simbolizar a falta e sustentar o desejo.</p><p>A partir disso, a psicanálise compreende o tempo excessivo diante das telas como uma tentativa fracassada de lidar com o mal-estar psíquico da vida contemporânea, caracterizada pela recusa da castração, da espera e da alteridade. Conforme discutido por Venancio e Lima (2023), a imersão prolongada no mundo digital bloqueia a vivência do tempo subjetivo e dificulta a construção simbólica da realidade, sobretudo entre adolescentes em processo de estruturação psíquica. As telas oferecem presença constante, mas não relação; gratificação imediata, mas não elaboração do desejo. A clínica psicanalítica, ao abrir espaço para a fala e escuta, visa justamente reinscrever o sujeito na dimensão da falta e do tempo  tempo de simbolização, de espera e de elaboração  permitindo que o sintoma seja tratado e que o sujeito recupere, aos poucos, sua posição diante do desejo, fora da repetição alienante promovida pelo mundo digital.</p><p>Venancio e Lima (2023)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:35:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Comparação entre as visões: onde se aproximam? e onde se afastam?</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472821657</link>
         <description><![CDATA[<p>Tanto a Psicologia quanto a Psicanálise reconhecem os impactos negativos do uso excessivo de telas, especialmente entre crianças e adolescentes, mas partem de fundamentos distintos em suas interpretações e intervenções. Ambas as abordagens convergem ao identificar o comportamento como disfuncional e associá-lo à regulação emocional ineficaz, reconhecendo que o uso excessivo da tecnologia pode operar como um escape de angústias internas, gerando prejuízos no desenvolvimento afetivo, cognitivo e social. No entanto, diferem em seus enfoques conceituais e clínicos: a Psicologia, especialmente em vertentes como o behaviorismo e a psicologia do desenvolvimento, compreende o fenômeno por meio de esquemas estímulo-resposta e mecanismos de reforço, propondo intervenções práticas baseadas em rotinas, vínculos e habilidades socioemocionais; já a Psicanálise interpreta o uso compulsivo das telas como manifestação de estruturas subjetivas mais profundas, articuladas às noções de repetição, alienação e pulsão, evidenciando a tentativa do sujeito de tamponar a falta constitutiva e escapar da castração simbólica. Enquanto a Psicologia busca restabelecer o equilíbrio funcional do comportamento, a Psicanálise visa reinscrever o sujeito no campo do desejo e da linguagem, priorizando a escuta e a simbolização do sintoma como vias de tratamento.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:35:43 UTC</pubDate>
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         <title>Críticas e limites de cada visão</title>
         <author>allenvale004</author>
         <link>https://padlet.com/allenvale004/f04xjnjv9qlxqulu/wish/3472821977</link>
         <description><![CDATA[<p>Ambas as abordagens, embora valiosas, apresentam críticas e limites que merecem consideração. A Psicologia, ao privilegiar explicações baseadas em evidências empíricas e observáveis, pode incorrer em uma leitura reducionista do sujeito, tratando o comportamento disfuncional de forma pragmática, mas por vezes desconsiderando as dimensões inconscientes e simbólicas que atravessam o sofrimento psíquico. Isso pode limitar a profundidade da intervenção, especialmente em casos onde a dependência tecnológica encobre conflitos internos mais complexos. Por outro lado, a Psicanálise, ao aprofundar-se na estrutura subjetiva e na lógica do inconsciente, oferece uma escuta singular e uma compreensão mais ampla das motivações inconscientes que sustentam o sintoma; contudo, pode ser criticada por sua menor operacionalidade imediata, exigência de um longo processo terapêutico e dificuldade em dialogar com abordagens mais diretivas ou com demandas institucionais que exigem resultados mais rápidos. Além disso, sua linguagem técnica e abstrata pode afastar interlocutores não familiarizados com seu referencial teórico. Assim, ambas se completam em certa medida, mas também se confrontam em suas limitações epistemológicas e clínicas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-29 17:36:08 UTC</pubDate>
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