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      <title>Aprende mais acerca dos ESCRITORES estudados no Ensino Secundário by Celina Seabra, Aida Santos, Paula Rodrigo</title>
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      <description>Um auxiliar para a disciplina de Português, sempre à mão!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-10-09 16:25:01 UTC</pubDate>
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         <title>EÇA DE QUEIRÓS</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.infoescola.com/literatura/eca-de-queiros/<br><br>Natural da Póvoa do Varzim</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-28 16:03:49 UTC</pubDate>
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         <title>FERNANDO PESSOA</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>natural de Lisboa.<br>https://estudoemcasaapoia.dge.mec.pt/recurso/poesia-de-fernando-pessoa-ortonimo<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-28 16:04:34 UTC</pubDate>
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         <title>CESÁRIO VERDE</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Natural de Lisboa.<br><strong>Introdução</strong></div><div>José Joaquim Cesário Verde, nascido a 25 de fevereiro de 1855 em Lisboa, é um poeta Parnasiano de grande importância para a língua Portuguesa. Embora tenha vivido apenas 31 anos, Cesário influenciou a literatura e a poesia em Portugal do século XX (vinte). Poeta do campo que vivia na cidade, era oriundo de uma família ligada a agricultura e ao campo e, talvez por isso, fosse tão apaixonado pela natureza. Trabalhador com seu pai numa loja de ferragens e em negócios de fruticultura, Cesário estudou também na universidade de letras embora a tivesse vindo a abandonar passados alguns meses.</div><div><br></div><div>Vítima de uma doença da época, a tuberculose, Cesário perdeu o seu irmão e a sua irmã, tendo mesmo este sentido a doença a partir de 1877 morrendo em 1886.</div><div><br></div><div>Na sua vida, Cesário escreveu vários poemas, alguns dos quais foram publicados em revistas e jornais da altura, mas que só em 1887 foram publicados em livro após a sua compilação realizada pelo amigo de universidade Silva Pinto.</div><div><br></div><div><strong>Poeta do Campo perdido na cidade</strong>, como dizia Fernando Pessoa, Cesário acreditava que <strong>o campo era fonte de alegria, amor e vida </strong>enquanto <strong>a cidade era melancólica, doentia e triste</strong>. Na cidade, o poeta procurava em cada recanto algo que lhe lembrasse a vida no campo. Num simples canteiro recheado de cor, Cesário imaginava os campos floridos. A sua inteligência, a sua imaginação e a sua arte de escrever levavam-no a pintar telas com letras e pontos descrevendo o que via enquanto passeava pela cidade (deambulismo). <strong>Defensor do trabalho e de quem trabalha e é humilde</strong>, nas suas prosas e com um jeito impressionante, Cesário deixa várias <strong>críticas sociais para com aqueles que vivem à custa do outro</strong>, não trabalham e não são humildes.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-28 16:07:59 UTC</pubDate>
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         <title>SOFHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.assirio.pt/autor/sophia-de-mello-breyner-andresen/<br>Natural do Porto<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.assirio.pt/autor/sophia-de-mello-breyner-andresen/652" />
         <pubDate>2023-01-28 16:08:48 UTC</pubDate>
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         <title>MIGUEL TORGA</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Natural de S. Martinho de Anta<br><br><strong>Biografia de Miguel Torga</strong></div><div>Miguel Torga (1907-1995) foi um escritor português, um dos mais importantes poetas do século XX. Destacou-se também como contista, ensaísta, romancista e dramaturgo, deixando <strong>mais de 50 obras publicada</strong>s.</div><div><br></div><div>Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em <strong>São Martinho de Anta, Vila Rea</strong>l, Portugal, no dia 12 de agosto de 1907. De família humilde, com 10 anos foi para a cidade do Porto trabalhar na casa de familiares. Foi porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava a escadaria etc.</div><div><br></div><div>Em 1918 foi mandado para o <strong>seminário de Lameg</strong>o, onde estudou Português, Geografia e História, Latim e os textos sagrados. Depois de um ano decidiu que não queria ser padre.<br><br></div><div>Em 1920, com 13 anos, Miguel Torga viajou para o <strong>Brasil </strong>para trabalhar na fazenda de café, de um tio, em Minas Gerais. Foi matriculado no Ginásio, em Leopoldina.<br><br></div><div>Em 1925, com 18 anos, regressou a Portugal acompanhado do tio, que percebendo a inteligência do sobrinho se prontificou a custear os seus estudos em Coimbra.<br><br></div><div>Durante três anos cursou o Liceu e em 1928 matricula-se na Faculdade de Medicina. Em 1933, depois de formado, começou a exercer a profissão em sua terra natal.</div><div><br></div><div><strong>Carreira literária</strong></div><div><br>Ainda estudante de medicina, Miguel Torga Iniciou a sua vida literária e publicou os seus primeiros livros de poemas:<br><br></div><ul><li>Ansiedade (1928)</li><li>Rampa (1930)</li><li>Tributo (1931) &nbsp;</li><li>Abismo (1932)</li></ul><div><br></div><div>Em 1934, publicou <em>A Terceira Voz</em>, quando passou a usar o pseudonimo que o imortalizou. As criticas ao regime franquista espanhol contidas no livro O Quarto Dias, levaram-no à prisão em 1940<br><br></div><div>&nbsp;Miguel Torga evitava agitação e publicidade, mantinha-se longe de movimentos políticos e literários, não dava autógrafos ou dedicatórias e não oferecia livros a ninguém, para que o leitor fosse livre para escolher.</div><div>Sua obra reflete as apreensões, esperanças e angústias de seu tempo, traduz sua rebeldia contra as injustiças e sua revolta diante dos abusos do poder.<br><br></div><div>Miguel Torga escreveu uma vasta obra, em <em>poesia, prosa, romance e teatro.</em> Teve os seus livros traduzidos para diversas línguas. Foi por várias vezes candidato ao Prémio Nobel de Literatura.</div><div><br></div><div>Miguel Torga recebeu vários prémios, entre eles:</div><ul><li>Prémio do Diário de Notícias (1969)</li><li>Prêmio Internacional de Poesia de Knokke-Heist (1976)</li><li>Prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S. (1981)</li><li>Prémio Camões (1989)</li><li>Prémio Personalidade do Ano (1991)</li><li>Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992)</li><li>Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993)</li></ul><div><br></div><div>Miguel Torga f<strong>aleceu em Coimbra, Portugal no dia 17 de janeiro de 1995.</strong></div><div><br></div><div><strong>Obras de Miguel Torga:</strong></div><ul><li>Ansiedade (1928)</li><li>Rampa (1930)</li><li>Tributo (1931)</li><li>Pão Ázimo (1931)</li><li>Abismo (1932)</li><li>A Terceira Voz (1934)</li><li>O Outro Livro de Jó (1936)</li><li>Bichos (1940)</li><li>O Quarto Dia (1940)</li><li>Contos da Montanha (1941)</li><li>Rua (1942)</li><li>O Senhor Ventura (1943)</li><li>Libertação (1944)</li><li>Vindima (1945)</li><li>Odes (1946)</li><li>Sinfonia (1947)</li><li>O Paraíso (1949)</li><li>Cânticos do Homem (1950)</li><li>Portugal (1950)</li><li>Alguns Poemas Ibéricos (1952)</li><li>Penas do Purgatório (1954)</li><li>Traços de União (1955)</li><li>Orfeu Rebelde (1958)</li><li>Câmara Ardente (1962)</li><li>Poemas Ibéricos (1965)</li><li>Fogo Preso (1976)</li><li>A Criação do Mundo (V volumes, 1937, 38, 39, 74 e 81)</li><li>Diário (XVI volumes, 1941 a 1993)</li></ul><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-28 16:10:04 UTC</pubDate>
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         <title>EUGÉNIO DE ANDRADE</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Póvoa de Atalaia, Fundão<br><strong>BIOGRAFIA<br></strong><br></div><div>Eugénio de Andrade (1923-2005) foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos. Tem obras publicadas em várias línguas. Recebeu o Prêmio Camões, em 2001.</div><div><br></div><div>Eugénio de Andrade, pseudônimo de José Frontinhas Neto, nasceu em Póvoa de Atalaia, pequena aldeia da Beira Baixa, Portugal, no dia 19 de janeiro de 1923.</div><div><br></div><div>Filho de camponeses, após a separação dos pais, passou a sua infância na companhia da mãe. Com sete anos de idade mudou-se com a mãe para Castelo Branco.</div><div>Em 1932 muda-se para Lisboa, onde frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro. Em 1935 já mostrava o seu interesse pela leitura, passando horas nas bibliotecas públicas.</div><div><br></div><div><strong>Carreira literária</strong></div><div><br></div><ul><li>Em 1936, Eugénio de Andrade começou a escrever seus primeiros versos. Em 1938 enviou alguns poemas para o poeta Antônio Bolto, que logo quis conhecê-lo.</li><li>Em 1939 publicou seu primeiro poema “Narciso”. Pouco tempo depois passou a assinar com o nome “Eugénio de Andrade”. Em 1943 foi para Coimbra onde permaneceu até 1946, após cumprir o serviço militar.</li></ul><div><br></div><ul><li>Em 1947, já em Lisboa, tornou-se funcionário público, exercendo durante 35 anos a função de inspetor administrativo do Ministério da Saúde.</li></ul><div><br></div><ul><li>Em 1948 publicou o livro “As Mãos e os Frutos”, que recebeu elogio dos críticos literários. Em 1950 foi transferido para o Porto. Em 1956 morreu sua mãe, que tinha sido sua grande companheira. O poeta levava uma vida reservada, vivia distante da vida social e pouco aparecia em público.</li></ul><div><br>Paralelamente ao cargo público, Eugénio de Andrade publicou <strong>mais de vinte livros de poesia</strong>, publicou obras em prosa, antologia, livro infantil e traduziu, para o português, livros do poeta Frederico Garcia Lorca, José Luís Borges, René Char. Entre os poemas de Eugénio, destaca-se "As Palavras".<br><br><strong>Prémios e distinções</strong></div><div><br>- Grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1982)<br>- Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986)<br>- Prémio D. Diniz da Fundação Casa Mateus (1988)<br>- Grande Prémio da Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989), Grã-Cruz da Ordem do Mérito (1989)<br>- Prémio Camões (2001).<br>- Prémio de Poesia do Pen Clube Português com Os Sulcos da Sede (2003)<br><br>Eugénio de Andrade <strong>faleceu no Porto</strong>, Portugal, no dia 13 de junho de 2005.<br><br></div><div><strong>Obras de Eugénio de Andrade</strong></div><ul><li>As Mãos e os Frutos (1948)</li><li>Os Amantes Sem Dinheiro (1950)</li><li>As Palavras Interditas (1951)</li><li>Os Afluentes do Silêncio (1968)</li><li>Obscuro Domínio (1971)</li><li>Escritas da Terra (1974)</li><li>História da Égua Branca (1977)</li><li>Rosto Precário (1979)</li><li>Matéria Solar (1980)</li><li>Chuva Sobre o Rosto (1982)</li><li>Escrita da Terra (1983)</li><li>Alentejo Não Tem Sombra (antologia) (1983)</li><li>Aquela Nuvem e as Outras (1986)</li><li>Vertentes do Olhar (1987)</li><li>O Outro Nome da Terra (1988)</li><li>Porto: Os Sucos do Olhar (1988)</li><li>Rente ao Dizer (1992)</li><li>Contra a Obscuridade (1992)</li><li>A Sombra da Memória (1993)</li><li>Ofício da Paciência (1994)</li><li>O Sal da Língua (1995)</li><li>Os Lugares do Lume (1998)</li><li>Os Sulcos da Sede (2001)</li></ul><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-28 16:11:07 UTC</pubDate>
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         <title>Maria Judite de Carvalho</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>BIOGRAFIA<br>Natural de Lisboa.</strong></div><div>Maria Judite de Carvalho (1921-1998) foi uma escritora portuguesa, unanimemente considerada uma das vozes femininas mais importantes da literatura nacional do século XX. É autora de contos, novelas, crónicas, assim como de uma peça de teatro e de um livro de poesia. Trabalhou nos periódicos Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias e O Jornal. Foi casada com Urbano Tavares Rodrigues e viveu em França e na Bélgica entre 1949 e 1955, ainda antes da sua estreia literária. O resto dos seus anos, passou-os na capital portuguesa.<br><br>«Flor discreta» da nossa literatura, como lhe chamou Agustina Bessa-Luís, a obra de Maria Judite de Carvalho foi várias vezes galardoada, destacando-se o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, o Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística e o Prémio Vergílio Ferreira.<br><br>http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=9333<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 19:59:32 UTC</pubDate>
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         <title>Alexandre O´Neill</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://alexandreoneill.bnportugal.gov.pt/biografia-1924-1944/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 20:13:50 UTC</pubDate>
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         <title>ALMEIDA GARRETT</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Biografia de Almeida Garrett:</strong></div><div>Almeida Garrett (1799-1854) foi um poeta, prosador e dramaturgo português que teve um importante papel como o iniciador do movimento romântico em Portugal com a publicação do poema “Camões”.</div><div>João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu na cidade do Porto, Portugal, no dia 04 de fevereiro de 1799. Acompanhou a família na mudança para os Açores, durante a invasão napoleônica.</div><div><br></div><div>Garrett passou a infância e a adolescência na ilha Terceira, onde fez seus primeiros estudos. Desde cedo manifestava inclinação pela literatura e pela política., porém, seus pais tentavam encaminha-lo para a carreira eclesiástica.</div><div><br></div><div><strong>Formação e contexto histórico</strong></div><div><br></div><div>Em 1816, Almeida Garrett deixou a família e retornou para o continente. Ingressou no curso de Direito na Universidade de Coimbra e entrou em contato com as ideias liberais.</div><div>Jovem, com aspirações políticas, Almeida Garrett se envolveu ativamente na Revolução Liberal do Porto de 1820, que exigia o estabelecimento de uma monarquia constitucional em Portugal.</div><div>Em 1821 concluiu a Licenciatura e estabeleceu-se em Lisboa onde ingressou no Ministério do Interior e pouco depois passou a dirigir o serviço de instrução pública.</div><div>Em 1823, com a volta do absolutismo, na contra revolta liderada por D. Miguel, Garrett teve que deixar Portugal e exilou-se na Inglaterra. Foi no exílio que entrou em contato com a literatura romântica de Lord Byron e Valter Scott.</div><div>Em 1824, por questões de necessidade financeira, partiu para a França onde trabalhou como correspondente comercial em Havre.<br><br></div><div>Em 1826, Garrett foi anistiado e retornou para Portugal. Dedicou-se ao jornalismo e fundou o diário “O Português” e o semanário “O Cronista”.</div><div>Em 1828 retornou para a Inglaterra, devido ao restabelecimento do regime absolutista por D. Miguel. Só conseguiu apoio para seu regresso após o liberalismo sair vitorioso com a Guerra Civil Portuguesa de 1832.</div><div><br></div><div><strong>Carreira literária</strong></div><div><br></div><div><em>A obra de Almeida Garrett costuma ser dividida em </em><strong><em>três fases:</em></strong></div><div><br></div><div><strong><em>A primeira fase</em></strong> teve início em 1816, quando Garrett escreveu seus primeiros poemas, com características do “Arcadismo”, devido à formação neoclássica por ele recebeu. Mais tarde, esses poemas foram reunidos na obra intitulada “Lírica de João Mínimo”.</div><div><br></div><div>Em 1821, Garrett publicou o poema “Retrato de Vênus”, um ensaio sobre a história da pintura. Seu conteúdo foi considerado uma ameaça à moral e, por isso, ele respondeu a um processo judicial.</div><div><br></div><div><strong><em>A segunda fase </em></strong>da obra de Garrett mostrou sua tendência romântica inspirada no Romantismo inglês e enraizada em seu espírito nacionalista e pela valorização da pureza da língua portuguesa.</div><div>Influenciado pela obra de Shakespeare, escreveu o poema Camões. Publicado em 1825, foi considerado o marco inicial do “Romantismo em Portugal”, cujo tema é a vida do poeta Luís Vaz de Camões e a composição de seu poema épico <em>Os Lusíadas.</em></div><div>Movido pela saudade de sua pátria, Garrett publicou também os poemas: "D. Branca" (1826) e "A Conquista do Algarve" (1826).<br><br></div><div><strong><em>A terceira fase</em></strong><strong> </strong>da obra de Garrett apresentou-se essencialmente romântica, quando deixou excelentes poemas lírico-amorosos, entre eles destaca-se:</div><div><em>Este Inferno de Amar<br></em><br></div><div><strong>Teatro Romântico</strong></div><div><br></div><div>Almeida Garrett foi também o iniciador do teatro romântico português, despertando, através dele, o sentimento de patriotismo e o gosto pelos momentos marcantes da história nacional.</div><div>A partir de 1838, desenvolveu uma campanha a favor da edificação do Teatro Nacional D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.</div><div><br></div><div>Almeida Garrett escreveu peças neoclássicas, como “Catão” (1822) e românticas, como “Um Auto de Gil Vicente” (1842), “O Alfageme de Santarém” (1842), “Frei Luís de Souza” (uma tragédia, obra prima da dramaturgia romântica portuguesa, 1844) e “D. Filipa de Vilhena” (1846).</div><div><br></div><div><strong>Viagens na Minha Terra</strong></div><div><br></div><div>Almeida Garrett elevou o gênero literário da prosa através da narrativa de viagens, escrevendo prosas de ficção, entre elas: “O Arco de Santana” (romance histórico 1845-1850), e “Viagens na Minha Terra” (1843-1846).</div><div>Viagem na Minha Terra é uma obra-prima, mesclada de meditações filosóficas. Fundamentada em uma viagem que realizou a Santarém, em 1843. O autor relata, no estilo dissertativo, a narrativa do percurso, entremeado de comentários a respeito de tudo que observa.</div><div>Os episódios revelam os aspectos românticos através das concepções filosóficas e literárias, como verdadeiro registro da excursão realizada.<br><br><strong>Folhas Caídas</strong></div><div><br></div><div>Folhas Caídas (1853) foi a última das obras líricas de Garrett e a melhor de suas composições amorosas. São poesias inspiradas na paixão tardia por Maria Rosa, esposa do Visconde da Luz. Nelas, o autor retrata os aspectos verídicos do amor que partem dos desejos sensuais para concretizar-se através dos sentimentos, como na poesia “Quando Eu Sonhava”.<br><br><strong>Vida Política</strong></div><div><br></div><div>Almeida Garrett viveu intensa vida política, foi eleito deputado em 1845. Em 1851 foi nomeado sucessivamente para a redação das instruções ao projeto de lei eleitoral e para a comissão de reforma da Academia de Ciências. Nesse mesmo ano recebeu o Título de Visconde.</div><div><br></div><div><br>Em 1852, foi eleito novamente deputado e por um curto período ocupou o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros.<br><br></div><div><br>Almeida Garrett faleceu em Lisboa, Portugal, no dia 9 de dezembro de 1854.<br><br></div><div><br><br></div><div><br></div><div><br><br></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 20:27:58 UTC</pubDate>
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         <title>JOSÉ SARAMAGO</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.josesaramago.org/biografia/<br>Natural de Azinhaga, província do Ribatejo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 21:51:56 UTC</pubDate>
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         <title>Padre ANTÓNIO VIEIRA</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Biografia de Padre António Vieira:</strong></div><div>Padre António Vieira (1608-1697) foi um religioso, escritor e orador português, a principal expressão do Barroco Literário da língua portuguesa. Escreveu cerca de 200 sermões, nos quais revela conhecimento político, social e religioso.</div><div><br></div><div>Padre Antônio Vieira nasceu em Lisboa, na Rua do Cónego, próximo a Sé, no dia 6 de fevereiro de 1608. Filho de Cristóvão Vieira, funcionário da coroa, e de Maria de Azevedo tinha sete anos quando o seu pai foi nomeado para o cargo de escrivão em Salvador. Estudou no colégio dos jesuítas e com 15 anos ingressou na Companhia de Jesus, iniciando seu noviciado.</div><div><br></div><div><strong>Sermões</strong></div><div><br></div><div>Em 1626, António Vieira, ainda noviço, ensinou retórica e foi encarregado de redigir o trabalho da Companhia de Jesus, em carta anual, remetida para os superiores em Lisboa. Em 1633 estreia no púlpito com o sermão “Maria, Rosa Mística”. No ano seguinte ordena-se padre.</div><div>Como pregador, o Padre António Vieira, defendia a colónia, clamava pela expulsão dos holandeses da Bahia e de Pernambuco, e se empenhava na revitalização do catolicismo. A atividade do orador era muito importante e em cima do púlpito da Igreja Nossa Senhora da Ajuda, em Salvador, sua fama se espalhou.<br><br><strong>Pregador e Mediador da Corte</strong></div><div><br></div><div>Em 1641, com 33 anos, Padre António Vieira retornou a Lisboa, em um momento crucial da história portuguesa: depois de seis décadas de subordinação ao trono espanhol, restaurava-se o reinado de Portugal com D. João IV, o primeiro monarca da casa de Bragança. As pregações de Padre António Vieira, cheias de patriotismo conquistou o rei e a rainha D. Luísa.</div><div><br></div><div>Padre António Vieira torna-se o maior pregador da corte, conselheiro de D. João IV, mediador e representante de Portugal em relações econômicas e políticas em Paris, Amsterdã e Roma. Enfrentou complicadas intrigas palacianas. Tornou-se um contemporizador ao se envolver na diplomacia do rei – chegou até a propor que se entregasse Pernambuco de vez aos holandeses.</div><div><br></div><div>António Vieira defendia os direitos de judeus e cristãos novos e pregava a volta deles para Portugal, país católico que os expulsara, uma vez que a maioria era comerciante o que estimularia o comércio naquele país. Assim se criou a Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649).</div><div><br></div><div><strong>Catequese e Prisão</strong></div><div><br></div><div>De volta ao Brasil, Padre António Vieira dedicou-se às missões de catequese no Pará e no Maranhão (1653-1661), uma vez que dominava sete idiomas indígenas. Lutou contra os colonos portugueses que desejavam escravizar os índios no Maranhão. Em 1661 foi expulso do Maranhão, pelos senhores de escravos que não aceitavam suas ideias.</div><div><br></div><div>Voltou para Lisboa, onde defendeu a liberdade religiosa, na época em que as pessoas suspeitas de heresia eram condenadas pela inquisição. Os inquisidores desconfiavam da aproximação de Vieira com os judeus. Foi preso pela inquisição, entre 1666 e 1667, que o acusou de praticar heresias. Anistiado, viajou para Roma, quando foi absolvido pelo Papa em 1675.</div><div>O Orador</div><div><br>Aliando sua formação como jesuíta e a estética barroca em voga, o Padre Antônio Vieira tornou-se um orador incomparável. Pronunciava sermões que se tornaram a expressão máxima do Barroco em prosa e uma das principais expressões ideológicas e literárias da Contra Reforma. Pregou no Brasil, em Portugal e na Itália. Entre sua vasta produção de sermões, destacam-se:<br><br></div><ul><li><strong>Sermão da Sexagenária</strong>: proferido na Capela Real de Lisboa em 1653, onde tematiza a arte de pregar.</li><li><strong>Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda</strong>:&nbsp; proferido na Bahia em 1640, onde se coloca contrário à invasão holandesa.</li><li><strong>Sermão de Santo Antônio</strong> (aos peixes):&nbsp; proferido no Maranhão em 1654, ataca a escravização de índios.</li><li><strong>Sermão do Mandato</strong>: pronunciado na Capela Real de Lisboa em 1645, desenvolve o tema do amor místico.</li></ul><div><br></div><div><strong>Últimos Anos</strong></div><div><br>Padre António Vieira abandonou definitivamente a Corte, voltou para Salvador, em 1681, e dedicou-se a ordenar seus sermões para transformá-los em livros, deixando mais de 200 sermões e 700 cartas. Doente e quase cego, fez suas últimas pregações.<br><br></div><div>Padre António Vieira morreu em Salvador, Bahia, no dia 17 de junho de 1697.<br><br></div><div><strong>Frases de Padre António Vieira</strong></div><ul><li>O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia e um morto que vive.</li><li>A mais doce de todas as companheiras da alma é a esperança.</li><li>Há pessoas semelhantes à vela que se consomem para alumiar o caminho alheio.</li><li>Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras.</li></ul><div><strong>Outras Obras de António Vieira</strong></div><ul><li>Sermão de São Pedro</li><li>Sermão de São Roque</li><li>Sermão de Santa Teresa</li><li>Sermão de Todos os Santos</li><li>Sermão do Espírito Santo</li><li>Sermão de Nossa Senhora do Rosário</li><li>Quinto Império&nbsp;</li><li>História do Futuro&nbsp;</li><li>Esperanças de Portugal&nbsp;</li></ul><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 22:03:39 UTC</pubDate>
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         <title>LUIS VAZ DE CAMÕES</title>
         <author>celinaseabra</author>
         <link>https://padlet.com/celinaseabra/eztu1ujosyknw4s3/wish/2460598128</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Biografia de Luís Vaz de Camões:</strong></div><div>Luís Vaz de Camões, considerado o mais importante poeta da língua portuguesa, <strong>nasceu em Lisboa, em 1524, e morreu em 1580</strong>. Frequentou a Universidade de Coimbra e foi soldado, ocasião em que perdeu um olho em Marrocos. No período em que foi soldado, morou na Índia, em Macau, em Moçambique e na Arábia, o que compreendeu os anos de 1553 a 1570.</div><div>Camões, apesar de ser soldado, tinha um <strong>temperamento instável</strong>, tendendo a envolver-se em brigas e confusões, além de ser inclinado à boemia. Em razão desse temperamento explosivo, <strong>foi preso, em Lisboa, por agressão e, mais tarde, em Goa</strong>, por dívidas não pagas.</div><div><br></div><div>Em 1572 publicou o poema épico <em>Os Lusíadas</em>, obra em verso que exalta os feitos dos navegantes portugueses, fato que motivou a Coroa portuguesa a pagar uma pensão a Camões. Apesar do prestígio advindo dessa obra e do reconhecimento da monarquia,<strong> morreu pobre, sendo enterrado em uma vala comum</strong>.</div><div><br></div><div>Um fato curioso costuma ser narrado quando se trata da biografia de Camões: ao sofrer um naufrágio quando estava a caminho de Goa, o autor conseguiu salvar não só sua vida como também o manuscrito de <em>Os Lusíadas</em>, sua grande obra-prima. Nessa viagem que terminou em naufrágio, também estava presente sua amada Dinamene. Especula-se que Camões, ao ter que decidir quem salvaria, o manuscrito de sua epopeia ou sua amada, teria preferido o primeiro, deixando, portanto, Dinamene morrer afogada. Esse fato, não comprovado pela história, é mais um elemento folclórico em torno da vida desse gênio da língua portuguesa.<br><br></div><div><strong>Características literárias de Luís Vaz de Camões</strong></div><div>Luís Vaz de Camões é o<strong> principal representante do classicismo</strong>, movimento artístico, literário e científico que vigorou no século XVI. Nesse sentido, sua literatura expressa características caras a esse movimento, como:</div><div><br></div><div><strong>Conteúdo:<br></strong><br></div><ul><li>Retomada de elementos da cultura greco-latina;<br><br></li><li>Afastamento de elementos da cultura medieval;</li><li>Valorização do pensamento antropocêntrico em contraponto ao teocentrismo;</li><li>Valorização da racionalidade;</li><li>Presença de um tom nacionalista;</li><li>Idealização da mulher amada;</li><li>Temas ligados à transitoriedade da vida;</li><li>Conflito entre o amor carnal e o espiritual.<br><br></li></ul><div><strong>Forma:<br></strong><br></div><ul><li>Valorização do rigor formal, com a composição de <a href="https://www.preparaenem.com/portugues/poema-poesia-soneto.htm">poemas</a> com versos metrificados e rimados;</li><li>Uso da medida nova, caracterizada pela composição de sonetos com 10 sílabas poéticas;</li><li>Uso da medida velha, caracterizada pela composição de redondilhas, poemas com cinco ou sete sílabas poéticas.</li><li><br><strong>Obras de Luís Vaz de Camões</strong><br>→ <strong>Teatro</strong><br>Camões escreveu três peças teatrais em forma de autos:<br><br><ul><li><em>El-rei Seleuco</em> (escrito em 1545 e impresso pela primeira vez em 1616)</li></ul></li><li><em>Filodemo</em> (1587)<br><br></li><li><em>Anfitriões</em> (1587)<br><br></li><li>→ <strong>Poesia lírica</strong><br>Camões escreveu poemas em medida velha (redondilhas) e poemas em medida nova (decassílabos). As formas líricas compostas por ele foram o <strong>soneto, as éclogas, as odes, as oitavas e as </strong><a href="https://www.preparaenem.com/portugues/elegia.htm"><strong>elegias</strong></a>. Em relação ao tema, seus poemas tendem a expressar o neoplatonismo amoroso e reflexões filosóficas.<br><br></li><li><strong>OS LUSÍADAS</strong></li></ul><div><em>Os Lusíadas</em> (o termo lusíadas significa “lusitanos”, ou seja, o próprio povo português) é um extenso poema publicado em 1572 que <strong>narra os feitos heroicos dos portugueses</strong>, os quais, sob a liderança de Vasco da Gama, comandante da expedição que descobriu o caminho para as Índias, lançaram-se, em 1498, ao mar em busca de expansão comercial e territorial.<br><br></div><div><strong>A obra é estruturada em 8.816 versos</strong>, compostos em oitava rima, distribuídos em 10 cantos. É organizada em cinco partes: proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo.<br><br></div><div><strong>1. Proposição: </strong>compreende as estrofes 1, 2 e 3, nas quais o poeta apresenta o que vai cantar, ou seja, os feitos heroicos dos barões de Portugal.<br><br><strong>Estrofe 1<br></strong><br></div><div>As armas e os Barões assinalados<br>Que, da Ocidental praia Lusitana,<br>Por mares nunca dantes navegados,<br>Passaram ainda além da Taprobana,<br>Em perigos e guerras esforçados,<br>Mais do que prometia a força humana<br>E entre gente remota edificaram<br>Novo Reino, que tanto sublimaram.<br><br><strong>2. Invocação: </strong>compreende as estrofes 4 e 5 do Canto I, em que o poeta invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, pedindo a elas inspiração para fazer o poema. A presença desse elemento mitológico é uma importante característica do classicismo, movimento do qual Camões é o principal representante.<br><br></div><div><strong>Estrofe 4<br></strong><br></div><div>E vós, Tágides minhas, pois criado<br>Tendes em mi um novo engenho ardente,<br>Se sempre em verso humilde celebrado<br>Foi de mi vosso rio alegremente,<br>Dai-me agora um som alto e sublimado,<br>Um estilo grandíloco e corrente,<br>Por que de vossas águas Febo ordene<br>Que não tenham inveja às de Hipocrene.<br><br></div><div><strong>3. Dedicatória ou oferecimento: </strong>compreende as estrofes 6 a 18, em que o poeta dedica seu poema a Dom Sebastião, rei de Portugal:<br><br></div><div>Ouvi: vereis o nome engrandecido<br>Daqueles de quem sois senhor superno<br>E julgareis qual é mais excelente,<br>Se ser do mundo rei, se de tal gente.<br><br></div><div><strong>4. Narração: </strong>compreende as estrofes 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto X. Nesse trecho, descreve-se a viagem dos portugueses ao Oriente, mais precisamente à <a href="https://www.preparaenem.com/geografia/india.htm">Índia</a>.<br><br></div><div><strong>Canto I: </strong>abrange a proposição, a invocação e a dedicatória ou o oferecimento.<br><br></div><div><strong>Cantos II: </strong>nessa parte, narra-se a chegada dos portugueses à África, após passarem por algumas dificuldades em alto-mar. No continente africano, são recebidos pelo rei de Melinde, cidade na costa índica do continente africano, que pede a Vasco da Gama, capitão da tripulação, que conte sobre a história de Portugal.<br><br></div><div><strong>Canto III: </strong>ainda em solo africano, Vasco da Gama narra ao rei de Melinde a história da primeira dinastia portuguesa, desde a formação do Estado independente até a Revolução de Avis. Nesse canto, ao tratar do governo de Dom Pedro, o narrador comenta sobre Inês de Castro, amante do príncipe Dom Pedro e assassinada a mando do rei Dom Afonso IV. Observe a estrofe 120:<br><br></div><div>“Estavas, linda Inês, posta em sossego,<br><br></div><div>De teus anos colhendo doce fruito¹,<br>Naquele engano da alma, ledo e cego,<br>Que a Fortuna ² não deixa durar muito;<br>Nos saudosos campos do Mondego³,<br>De teus fermosos; olhos nunca enxuito,<br>Aos montes ensinando e às ervilhas<br>O nome que no peito escrito tinhas.”<br><br></div><div><strong>Glossário</strong>:<br><br></div><div>1. <strong>fruito</strong>: fruto.<br><br></div><div>2. <strong>fortuna</strong>: sorte, destino.<br><br></div><div>3. <strong>Mondego</strong>: rio que banha a cidade de Coimbra, às margens do qual Inês foi enterrada logo após ser assassinada.<br><br></div><div><strong>Escola literária de Luís de Camões</strong></div><div>Luís Vaz de Camões foi filiado ao <strong>classicismo</strong>, movimento artístico, literário e científico que propunha o cultivo, no século XVI, de uma <strong>produção inspirada na cultura greco-latina</strong> como contraponto ao pensamento medieval que havia vigorado por tanto tempo na <a href="https://www.preparaenem.com/geografia/europa.htm">Europa</a>.<br><br></div><div>O classicismo, em um contexto histórico marcado por profundas transformações sociais, econômicas, culturais e religiosas, defendeu a substituição da fé medieval pelo culto à racionalidade, do cristianismo pela mitologia greco-latina, e propôs a elevação do homem à centralidade do mundo por meio da valorização do <strong>antropocentrismo</strong> em detrimento do teocentrismo.<br><br><strong>Frases de Luís Vaz de Camões:</strong></div><ul><li>“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.”<br><br></li><li>“Não se pode ter paciência com quem quer que lhe faça o que não faz.”<br><br></li><li>“Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las.”<br><br></li><li>“Amor é fogo que arde sem se ver.”<br><br></li><li>“Um fraco Rei faz fraca a forte gente.”<br><br></li><li>“Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.”<br><br></li><li>“A verdadeira afeição na longa ausência se prova.”<br><br></li><li>“É covardia ser leão entre ovelhas.”<br><br></li><li>“Basta um frade ruim para dar que falar a um convento.”<br><br></li><li>“Da tensão danada nasce o medo.”<br><br></li></ul><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 22:12:37 UTC</pubDate>
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         <title>ANTERO DE QUENTAL - Ponta Delgada</title>
         <author>celinaseabra</author>
         <link>https://padlet.com/celinaseabra/eztu1ujosyknw4s3/wish/2460600209</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>O nome de Antero de Quental (Ponta Delgada, 18/IV/1842 - 11/IX/1891, ib.) tornou-se no símbolo de uma geração (a Geração de 70 ou a Geração de Antero) e é referência obrigatória na poesia, no ensaio filosófico e literário, no jornalismo, mas também nas lutas pela liberdade de pensamento e pela justiça social, onde se afirmou como ideólogo destacado.<br><br></div><div>Oriundo de uma das mais antigas famílias de colonizadores micaelenses, alinhada nos setores liberais da sociedade, Antero continuou essa tradição, a exemplo do avô, André da Ponte de Quental, signatário da Constituição de 1822, e do pai, Fernando de Quental, um dos "7 500 bravos do Mindelo".<br><br></div><div>Desembarcado em Lisboa aos 10 anos de idade, para estudar no colégio de António Feliciano de Castilho, veio a ingressar na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra em 1859, tornando-se rapidamente no líder dos estudantes e seu porta-voz, sendo o autor de vários manifestos contra o conservadorismo intelectual e sócio-político do tempo. Para esse prestígio contribuíam os poemas e artigos de crítica literária e política que ia escrevendo para os jornais e revistas coimbrãs: "A influência da Mulher na civilização", "A ilustração e o operário", "A indiferença em política", "O sentimento da imortalidade". <em>Os Sonetos de Antero</em>, o seu primeiro livro de poesia, data de 1860, e em 1865 publica <em>Odes Modernas</em>, obra por si caracterizada como "a voz da Revolução", resultante da aliança entre o naturalismo hegeliano e o humanismo radical francês de Michelet, Renan e Proudhon. É decisiva a importância das <em>Odes Modernas</em> no panorama literário português, pois a sua edição marca, entre nós, o advento da poesia moderna e está na origem da nossa maior polémica literária de sempre (durou cerca de 6 meses, com mais de 40 opúsculos) a “Questão Coimbra” ou do “Bom Senso e Bom Gosto”, o título da violenta carta-panfleto de resposta à crítica provocatória feita à Escola de Coimbra por A.F. Castilho, que personificava o tradicionalismo retrógrado e ultrarromântico. Manuel Bandeira, o grande poeta brasileiro, escreverá em 1942: "Costuma apontar-se o Eça como o modernizador da prosa portuguesa. Basta, porém, a carta "Bom Senso e Bom Gosto" para provar que se houve reforma da prosa portuguesa, ela já estava evidente no famoso escrito de Antero".<br><br></div><div>Após a licenciatura, e atraído pelos ideais socialistas de Proudhon, sobretudo, pensa alistar-se nos exércitos de Garibaldi, mas acaba por aprender a arte de tipógrafo, na Imprensa Nacional, deslocando-se depois a Paris, em 1867, para aí exercer o oficio e familiarizar-se com os problemas do proletariado que, no nosso país, longe da industrialização, ainda eram desconhecidos. Durante essa estada, traumatizante e de curta duração, chegou a frequentar aulas no Collège de France. De regresso a Lisboa é convidado pelo partido de Pi y Margall, após o triunfo da revolução republicana em Espanha, para colaborar num jornal democrático e iberista. Escreve então “Portugal perante a Revolução de Espanha”, onde critica duramente a centralização política, defendendo que só através de uma federação republicana democrática se poderia encontrar solução para os males da Península.<br><br></div><div>Em 1868 viaja para a América do Norte (E.U.A. e Canadá) e, no regresso, fica a residir com Batalha Reis num andar da Travessa do Guarda-Mór (atual Rua do Diário de Notícias), o "Cenáculo", como era conhecido entre os amigos: Oliveira Martins, Eça de Queirós, Manuel de Arriaga, José Fontana, Ramalho Ortigão, entre outros. Inicia então (1870) uma intensa atividade política e social. Colabora na fundação de associações operárias e na introdução, em Portugal, de uma secção da Associação Internacional dos Trabalhadores; publica folhetos de propaganda. Nas palavras de Eduardo Lourenço: "Ninguém entre nós pôs mais paixão no propósito de decifrar e ao mesmo tempo emendar o destino português do que Antero”.<br><br></div><div>O jornalismo também o atraía, tendo sido um dos diretores do República - Jornal da Democracia Portuguesa. Em 1872 publicou anonimamente o folheto “O que é a Internacional”, destinado a angariar fundos para a criação de um novo jornal, <em>O Pensamento Social</em>, que dirige de parceria com Oliveira Martins.<br><br></div><div>Todavia, o período mais estimulante da sua vida pública foi o que culminou com a organização, junto com Batalha Reis, das Conferências do Casino, que se inauguraram em 22-V-1871, no Casino Lisbonense. A sua finalidade era a reflexão sobre as condições políticas, religiosas e económicas da sociedade portuguesa no contexto europeu, porque "não podia viver e desenvolver-se um povo isolado das grandes preocupações intelectuais do seu tempo", lia-se no programa, redigido por Antero. A mais célebre das conferências é a sua: “Causas da decadência dos povos peninsulares”, que foi imediatamente impressa e se tornou no seu mais conhecido texto em prosa. Para ele, a decadência das nações peninsulares, tão prósperas nos séculos XV e XVI, era devida a três causas de diversa natureza: moral, política e económica. A primeira tinha a ver com a transformação pós-Concílio de Trento do Cristianismo, "que é sobretudo um sentimento", no Catolicismo, "que é principalmente uma instituição". Um vive da fé, o outro do dogmatismo e da disciplina cega, que levou à Inquisição. A segunda, atribuiu-a ao Absolutismo, tão nefasto para a vida política e social como o Catolicismo para a Igreja. A terceira causa (sem discutir o caráter heroico das Descobertas) tinha a ver com as conquistas longínquas que levaram à decadência económica da Metrópole, com largas camadas da população a abandonar os campos com o olho nas riquezas da Índia: "Somos uma raça decaída por termos rejeitado o espírito moderno; regenerar-nos-emos abraçando francamente este espírito. O seu nome é Revolução [...] Se o Cristianismo foi a revolução do mundo antigo, a Revolução não é mais do que o Cristianismo do mundo moderno". Nunca em Portugal se fora tão longe na denúncia das consequências do poder temporal da Igreja, e por isso as conferências acabaram por ser proibidas através de portaria real. Da agitação que se seguiu a este atentado às liberdades, consagradas mas não respeitadas, resultou o queda do governo que as suprimira.<br><br></div><div>Mas nunca a ação política impediu Antero de continuar a vida literária. Em 1872 editam-se <em>Primaveras Românticas - Versos dos 20 anos e Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa</em>. Dois anos depois manifesta-se a primeira crise de uma doença nunca completamente diagnosticada, que o vai impedir de se consagrar continuadamente a qualquer atividade. Ainda assim, fundou em 1875, com Batalha Reis, a <em>Revista Ocidental</em>, que visava a aproximação dos povos peninsulares. Durou apenas seis meses, pois a ideia que presidiu à sua conceção surgiu adiantada no tempo, embora os laços entre intelectuais das duas nações se tivessem então estreitado de modo muito significativo.<br><br></div><div>Como a medicina nacional (Sousa Martins, Curry Cabral) não conseguisse atinar com o seu mal, decide ir a Paris consultar o célebre médico Charcot, que lhe receita uma cura num estabelecimento termal dos arredores de Paris, em 1878 e 1879.<br>De volta a Lisboa, e sentindo algumas melhoras, retoma a atividade política e aceita candidatar-se como deputado pelo Partido Socialista nas eleições gerais de 1879 e 1880, embora não alimentando esperanças de vir a ser eleito.<br><br></div><div>No ano seguinte, após ter adotado as filhas do seu grande amigo de Coimbra, Germano Meireles, falecido em 1878 (Albertina, de 3 anos, e Beatriz, de ano e meio), decide fixar residência em Vila do Conde, onde irá permanecer 10 anos, os mais calmos e literariamente mais produtivos da sua vida. É lá que escreve os últimos sonetos, reflexo do espiritualismo que lhe permitira ultrapassar a crise pessimista: "Voz interior", "Solemnia Verba", "Na Mão de Deus", entre outros, do último ciclo dos Sonetos <em>Completos</em>, editados em 1886 e que Unamuno considerou "um dos mais altos expoentes da poesia universal, que viverão enquanto viva for a memória das gentes". Para António Sérgio, os Sonetos constituem “o mais alto, luminoso cume a que subiu a poesia no nosso país”, enquanto José Régio considerará os <em>Sonetos</em> “não só um livro único entre nós, como um dos mais belos que possa escrever um poeta por igual rodeado de lucidez crítica e uma imaginação metafísica”. Antero classificou-os como “a verdadeira poesia do futuro, fora das tendências da literatura sua contemporânea”.<br><br></div><div>A nova orientação de pensamento demonstrada nos últimos poemas e em <em>A Filosofia da Natureza, dos Naturalistas</em> (1886) surge exposta de modo inequívoco no ensaio filosófico <em>Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX</em>, escrito a pedido do amigo Eça de Queirós, então diretor da <em>Revista de Portugal</em> e aí publicado nos primeiros meses de 1890. Neste estudo, o mais importante que legou à cultura portuguesa, o seu pensamento evoluiu no sentido de um novo espiritualismo, contra o positivismo e os materialismos da época. Na opinião de Jaime Cortesão, trata-se de “páginas das mais belas que jamais se escreveram em língua portuguesa” e que Joaquim de Carvalho definiu como “uma obra onde a beleza moral ofusca a própria beleza literária”. É também em 1890 que se situa a sua última intervenção política, após o Ultimatum Inglês, quando o país se levantou contra a humilhação da Grã-Bretanha. Nesse contexto nasceu no Porto um projeto nacionalista - A Liga Patriótica do Norte - cujos promotores foram a Vila do Conde convidá-lo para Presidente. O movimento em breve se extinguiu, devido a rivalidades partidárias, e com ele a última ilusão de Antero. Surge então o projeto de se fixar definitivamente em Ponta Delgada, juntamente com as filhas adotivas, tendo embarcado em 5-VI-1891. As primeiras cartas aos amigos são otimistas, mas em breve o seu estado de saúde se agrava. No dia 11 de Setembro, à hora do crepúsculo, após ter comprado um revólver, arma que usou pela primeira vez, Antero suicida-se, no Largo de São Francisco, junto ao Convento da Esperança. Havia escrito na carta autobiográfica enviada a Wilhelm Storck, o tradutor alemão dos <em>Sonetos</em>, em Maio de 1887: “Morrerei, depois de uma vida moralmente tão agitada e dolorosa, na placidez de pensamentos tão irmãos das mais íntimas aspirações da alma humana e, como diziam os antigos, na paz do Senhor - Assim o espero”.<br>(Por Ana Maria Almeida Martins)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 22:17:16 UTC</pubDate>
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         <title>FERNÃO LOPES</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Alfama, Lisboa</div>]]></description>
         <enclosure url="https://ensina.rtp.pt/artigo/fernao-lopes-o-oficio-de-escrever-a-historia/" />
         <pubDate>2023-01-29 22:20:03 UTC</pubDate>
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         <title>GIL VICENTE</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><br><strong>BIOGRAFIA</strong><br>Dramaturgo e poeta português. Desconhecem-se dados seguros acerca da sua biografia. Eventualmente, terá nascido em Guimarães. Sabe-se que, desde inícios do século XVI, se encontrava na corte, onde organizava festas e comemorações de acontecimentos importantes (como nascimentos ou esponsais). Não é certa a sua identificação com o ourives Gil Vicente, autor da célebre custódia de Belém, nem com um mestre da balança na Casa da Moeda, do mesmo nome. Como poeta lírico, encontra-se representado no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Como dramaturgo, conservam-se hoje quarenta e quatro peças suas, de vários géneros. A circulação da sua obra fazia-se, em parte, através de folhetos impressos, em literatura de cordel, datando a primeira compilação das suas peças, a Compilaçam de todalas obras de Gil Vicente (da responsabilidade do filho, Luís Vicente), de 1562. No entanto, é de salientar que alguns dos títulos do escritor foram proibidos ou expurgados pela censura inquisitorial, estando sete deles incluídos no Index de 1551. A divisão das peças de Gil Vicente em géneros não é pacífica nem estanque. Luís Vicente acrescentou aos três géneros considerados pelo pai — obras de devoção, farsas e comédias — um quarto, a tragicomédia. No entanto, a classificação varia consoante o critério tomado, podendo considerar-se a existência de vários tipos de autos (de moralidade, como o Auto da Alma e a Trilogia das Barcas, cavaleirescos e pastoris), farsas (com destaque para a Farsa de Inês Pereira) e alegorias de temas profanos. No entanto, muitas vezes os géneros interpenetram-se. Gil Vicente encontra-se no culminar do período medieval do teatro europeu. Não estando ligado às tradições peninsulares de representação da Idade Média que hoje se conhecem, senão por certos aspectos pontuais, acabou por marcar, ele mesmo, o início do teatro literário português. Assim, a par de alguns elementos populares (como o tipo do Parvo, a inclusão de aspectos folclóricos, etc.), encontram-se no seu teatro elementos cortesãos e palacianos. A ausência da estruturação e dos efeitos típicos do teatro clássico é colmatada por uma riqueza dramática invulgar. A pluralidade das suas fontes e a diversidade da concepção das peças contribuem para tornar o seu teatro vivo e actual. Em termos de pensamento, Gil Vicente apresenta ora a defesa, ora a crítica da mentalidade medieval de cruzada, denunciando por vezes a cobiça existente por trás desse espírito. É, no entanto, um representante da concepção religiosa medieval ligada ao sentido e valor da vida humana no mundo. Ao mesmo tempo, assume certas perspectivas menos ortodoxas dos debates teológicos do século XVI, nomeadamente algumas tendências próprias da ideologia da Reforma na sua crítica à corrupção da Igreja. O teatro vicentino é, acima de tudo, um teatro de sátira e de ideias. As personagens representam tipos humanos e sociais, uns violentamente criticados (como o frade ou o escudeiro), e outros que denunciam as vítimas de corrupção e do parasitismo de certas classes (como o lavrador). A sátira envolve todas as classes sociais: o clero, devasso e descuidado do cumprimento dos seus deveres religiosos (Auto da Barca do Inferno, Farsa do Clérigo da Beira e Barca da Glória); a nobreza (por exemplo, no Auto da Barca do Inferno) e o povo (por exemplo no Auto da Feira). São ainda tipificados e criticados comportamentos como as dissensões religiosas da Igreja (Auto da Feira, Sermão de Abrantes), a corrupção da Justiça (Juiz da Beira, Auto da Barca do Inferno), a ambição desmedida que comandava os descobrimentos e a corrupção social e moral que estes provocavam (Auto da Índia), o viver acima das possibilidades económicas (Farsa dos Almocreves), a exploração dos pequenos pelos grandes (Auto da Barca da Glória) e tipos sociais ou profissionais como os escudeiros pelintras (Quem Tem Farelos?), os médicos incompetentes (Farsa dos Físicos), as alcoviteiras (Auto da Barca do Inferno, Auto da Barca do Purgatório, Farsa de Inês Pereira), os criados maldizentes (Auto da Índia, Quem Tem Farelos?) e o velho apaixonado (O Velho da Horta). Frequentemente alegóricos, os seus autos colocam também em cena figuras mitológicas (como Mercúrio) ou teológicas (como a Alma, ou Roma) que ilustram determinadas concepções do mundo. Gil Vicente retrata, pois, a sociedade portuguesa do seu tempo, em todos os seus vícios e impulsos, num registo de valor incomensurável para o conhecimento da época. Do ponto de vista poético, é notável a sua capacidade de captar as mais diferentes tonalidades e registos de linguagem — a linguagem típica de cada grupo social, de cada atitude, em diálogos ou monólogos extremamente vivos que os definem exemplarmente. Consegue exprimir, em tom adequado, tanto as mais elevadas vivências espirituais, como o sofrimento dramático, a manha ou a inocência de certas personagens, ou ainda a força viva da natureza, em elementos que a personificam. Não sendo um inovador (recorre sobretudo à métrica tradicional), recolhe a vivacidade da linguagem coloquial na sua variedade e no seu poder sugestivo. Entre as suas peças mais célebres contam-se o Monólogo do Vaqueiro (1502, o seu primeiro texto dramático, escrito para comemorar o nascimento do futuro D. João III), o Sermão de Abrantes (1506), o Auto da Índia (1509, crítica da corrupção de costumes ligada à expansão), o Auto da Fé (1510), Farsa do Velho da Horta (1512), Moralidade dos Quatro Tempos (1513), Moralidade da Sibila Cassandra (1513), Auto da Exortação da Guerra (1514), Quem tem Farelos? (1515), Auto de Mofina Mendes (1515), Autos das Barcas (1517, 1518, 1519), Moralidade da Alma (1518), Auto da Fama (1520), Comédia das Cortes de Júpiter (1521), Comédia de Rubena (1521), Auto das Ciganas (1521), Comédia de Dom Duardos (1522), Farsa de Inês Pereira (1523), Auto em Pastoril Português (1523), Comédia de Amadis de Gaula (1523), Comédia do Viúvo (1524), Farsa dos Físicos (1524), Farsa do Juiz da Beira (1525 ou 1526), Moralidade da Feira (1526), Nau de Amores (1527), Farsa dos Almocreves (1527), Comédia Pastoril da Serra da Estrela (1527), Auto das Fadas (1527), Auto da Festa (1527 ou 1528), Comédia do Inverno e Verão (1529), Farsa do Clérigo da Beira (1529 ou 1530), Auto da Lusitânia (1532), Romagem dos Agravados (1533) e Auto da Cananeia (1534). A sua última peça conhecida, Floresta de Enganos, data de 1536. Síntese do espírito medieval e dos inícios do humanismo, Gil Vicente é figura ímpar da tendência lírica, sentimental, representada por outros poetas, como Bernardim Ribeiro. Deu origem à chamada escola vicentina, mas o brilho e a força da sua obra dramática nunca foram atingidos pelos autores que na sua tradição se filiaram.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 22:25:04 UTC</pubDate>
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         <title>CELINA SEABRA</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Biografia</strong><br>Aqui estou eu: a vossa professora!<br>Natural da Guarda. Egitiniense.<br>Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-29 22:28:29 UTC</pubDate>
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         <title>Padlet Mapa - opinião</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como frequentemente faço uso do Padlet e da configuração COLUNAS e MURAL, desta vez quis experimentar o Mapa. Decidi pesquisar o programa de português do ensino secundário e rever os escritores que são estudados. A partir daqui, distribui as suas Biobliografias por cidades, de onde estes são naturais. <br>Confesso que continuo a gostar mais do formato COLUNAS, pois é mais abrangente. Este limita-me.<br>Talvez o experimente para o roteiro da obra <strong>O Cavaleiro da Dinamarca</strong>, de Sophia de Mello B. Andresen.<br><br>Quanto à utilidade do PADLET, como já referi na atividade 2, é&nbsp; uma ferramenta digital FANTÁSTICA. Continua a ser o meu portefólio e tb o dos alunos. Posso guardar de tudo: fichas em word, em pdf; vídeos, áudios, imagens, Ferramentas criadas em outras apps, links... que estão sempre à mão, que podem ser impressos (download), partilhados com os alunos ou com outros elementos. É&nbsp; fácil, intuitiva&nbsp; e bastante apelativa.<br>O Padlet possibilita aos alunos realizar tarefas de aula e/ou criar as suas próprias ideias sobre um determinado tema, tornando-se assim um local de debate e partilha. É um mural virtual dinâmico que permite uma escrita colaborativa entre um grupo/turma. Pode ser utilizado em ambiente de sala de aula, ou online, para a realização de várias atividades, entre elas, debate de ideias e/ou construção de um portefólio de turma.<br>Este ano letivo, continuo a fazer uso dela com os alunos de Medidas Adicionais, sendo uma evidência do trabalho que vou realizando com os mesmos e que partilho com os docentes.<br>No Grupo 910, tem sido usada para registar algumas atividades que foram implementadas, como por exemplo a celebração do Dia da Pessoa com Deficiência e, ainda, o álbum de fotos que se criou aquando a decoração que foi feita nas portas das sala de aula, a partir de contos de Natal.<br> Ora, espreitem:<br><br>https://padlet.com/equipamultidisciplinar2/9vlyetvttrubt386 &nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-30 17:04:00 UTC</pubDate>
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         <title>Gosto de...</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>A primeira&nbsp;experiência com a ferramenta VOKI ( aprendi com a minha amiga, Graça Chorosa)!&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-31 22:22:51 UTC</pubDate>
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         <title>Coimbra</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>A minha cidade adotiva.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-01-31 22:24:54 UTC</pubDate>
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         <title>Ilha Terceira, Açores</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Acompanhou a família na mudança para os Açores, durante a invasão napoleônica.<br><br></div><div>Garrett passou a infância e a adolescência na ilha Terceira, onde fez seus primeiros estudos. Desde cedo manifestava inclinação pela literatura e pela política., porém, seus pais tentavam encaminha-lo para a carreira eclesiástica.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 22:30:42 UTC</pubDate>
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         <title>Coimbra - Curso de Direito</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Em 1816, Almeida Garrett deixou a família e retornou para o continente. Ingressou no curso de Direito na Universidade de Coimbra e entrou em contato com as ideias liberais.<br><br></div><div><br>Jovem, com aspirações políticas, Almeida Garrett se envolveu ativamente na Revolução Liberal do Porto de 1820, que exigia o estabelecimento de uma monarquia constitucional em Portugal.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 22:32:46 UTC</pubDate>
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         <title>Garrett em Lisboa</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1821 concluiu a Licenciatura e estabeleceu-se em Lisboa onde ingressou no Ministério do Interior e pouco depois passou a dirigir o serviço de instrução pública.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 22:35:50 UTC</pubDate>
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         <title>Garrett em Inglaterra, Reino Unido</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1823, com a volta do absolutismo, na contra revolta liderada por D. Miguel, Garrett teve que deixar Portugal e exilou-se na Inglaterra. Foi no exílio que entrou em contato com a literatura romântica de Lord Byron e Valter Scott.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 22:37:48 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Garrett em Havre, França</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 1824, por questões de necessidade financeira, partiu para a França onde trabalhou como correspondente comercial em Havre.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-03 22:43:17 UTC</pubDate>
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         <title>Roma, Itália</title>
         <author>celinaseabra</author>
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         <description><![CDATA[<div>A minha cidade de coração!</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-04 11:39:32 UTC</pubDate>
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