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      <title>Rachel de Queiroz by Cláudia Vasques</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-13 00:36:03 UTC</pubDate>
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         <title>Características da Obra</title>
         <author>alaska28sul</author>
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         <description><![CDATA[<div>Rachel de Queiroz não se deteve aos romances: escreveu poemas e crônicas, se dedicando também ao teatro. A escritora cearense pertence ao movimento modernista de 1930, isto é, o grupo regionalista. Destarte, havia em suas obras inicialmente grande enfoque em questões como a seca, a miséria, a desigualdade e a opressão no contexto nordestino. As características da prosa regionalista estão especialmente evidentes no seu primeiro e mais célebre romance, O Quinze, que acompanha uma grande seca ocorrida em 1915, tratando das dificuldades do povo do Nordeste. Conforme o tempo passou, suas temáticas também se alteraram, cruzando tópicos altamente políticos e, posteriormente, intimistas, sem perder, entretanto, suas bases e influências. &nbsp;<br>Pela contundente narrativa das dificuldades da população, debruçava-se também nas questões sociais e políticas, essência de sua produção literária, observando de modo crítico as dores, angústias e desejos das personagens e se aprofundando em seus psicológicos. Essa análise psicológica permite ao leitor grande aproximação com o contexto proposto.&nbsp;<br>Em relação à linguagem, Rachel mantinha grande verossimilhança, isto é, não afastava-se da linguagem popular, próxima do coloquial e da oralidade da população retratada. Essa pluralidade e vivacidade, oriunda do caráter social de suas produções, é uma grande característica da autora.&nbsp;<br>Rachel de Queiroz escreveu dos 19 aos 92 anos de idade, sem perder nunca a originalidade e atualidade em suas obras.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-13 00:38:02 UTC</pubDate>
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         <title>Raquel de Queirós</title>
         <author>camilaeliascontato</author>
         <link>https://padlet.com/alaska28sul/ewfnl9ae38kf3jb4/wish/1524489660</link>
         <description><![CDATA[<div>Raquel de Queirós, célebre escritora nordestina do período modernista, nascera em 1910. Começou, em 1926, a publicar suas primeiras obras, dentre elas crônicas, poemas e romances, publicando em 1927, o livro ´´O Quinze´´. Vale destacar, que durante toda sua trajetória profissional, ela passara por muitos desafios, seja pelo fato de ser uma mulher em uma sociedade na qual as mulheres não tinham plenos direitos, por exemplo, não podiam ainda nem votar, e muito menos eram completamente aceitas ou tinham pleno acesso a educação. Ou seja, todo o seu processo de estudos, acadêmicos e escritas já é uma grande luta contra a hegemonia masculina no período modernista, catalisando também, uma inovação não só literária, mas também social do movimento.&nbsp;<br>Nordestina, Rachel de Queiróz importou-se em dicertar sobre sua região e seu povo em suas obras, mostrando vários problemas, tais como a seca. Revelando ao Brasil as desigualdades sociais tão empregadas em nosso país, além dessa perspectiva mais social, também se atera a análise psicológica de seus personagens. Suas manifestações não se reteram apenas no mundo literário, fora&nbsp; também, uma grande cidadã política, vinculara-se ao Partido Comunista Brasileiro. Por isso, ela fora presa em 1937, durante o Governo de Getúlio, mas quase 30 anos depois, apoiara a Ditadura Militar. Ainda em âmbito político, integrou-se ao Conselho Estadual de<br>Cultura do Ceará e do Conselho Federal de Cultura.<br>Foi pioneira em muitos aspectos, como ao ser a primeira mulher ao ganhar o prêmio Camões e a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Além disso, teve uma importante atuação internacionalmente, ao integrar o Conselho de Direitos do Homem na ONU, e representar o Brasil na Assembleia Geral.&nbsp;<br><br>Algumas obras<br><br>Romances<br>O Quinze (1930)<br>João Miguel (1932)<br>Caminho de Pedras (1937)<br>As três Marias (1939)<br>Dora, Doralina (1975)<br>O galo de ouro (1985)<br>&nbsp;Memorial de Maria Moura (1992)<br><br>Crônicas<br><br>A donzela e a moura torta (1948)<br>100 crônicas escolhidas (1958)<br>O brasileiro perplexo (1964)<br>O caçador de tatu (1967)<br>As menininhas e outras crônicas (1976)<br>O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)<br>As terras ásperas (1993)<br>Falso mar, falso mundo (2002)<br><br>Literatura infantojuvenil<br>O menino mágico (1967)<br>Cafute e pena-de-prata (1986)<br><br>Peças de teatros<br><br>Lampião (1953)<br>A beata Maria do Egito (1957)<br>Teatro (1995)<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-14 13:21:33 UTC</pubDate>
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         <title>Contextualização, personagens e enredo</title>
         <author>laurenlazaro</author>
         <link>https://padlet.com/alaska28sul/ewfnl9ae38kf3jb4/wish/1524658261</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra gira em torno da seca de 1915, ocorrida no nordeste do Brasil. Narra-se a história de uma família de retirantes que percorrem um longo caminho até Fortaleza, dando ênfase às dificuldades enfrentadas durante o trajeto e a luta pela sobrevivência, além de estabelecer um contraste entre o campo e a cidade.<br><br></div><div>Nesse contexto, o governo da época instalou “campos de concentração” para abrigar os refugiados, porém a situação de miséria não foi resolvida.<br><br></div><div>“O quinze” intercala duas histórias diferentes:&nbsp;<br><br></div><div>· A jornada de Chico Bento e sua família</div><div>· O relacionamento de Vicente (proprietário de terra) e Conceição (professora), que mora em Fortaleza<br><br></div><div>Personagens principais:&nbsp;<br><br></div><div>· <strong><em>Chico Bento</em></strong><strong> </strong>– vaqueiro que, por conta da seca, perde o sustento em sua terra, e acaba se tornando um retirante</div><div>· <strong><em>Cordulina</em></strong><strong> </strong>– mulher de Chico Bento</div><div>· <strong><em>Conceição</em></strong> – professora solteira, independente e culta (prima de Vicente)</div><div>· <strong><em>Vicente</em></strong><strong> </strong>– proprietário de terra muito trabalhador</div><div>· <strong><em>Mãe Nácia</em></strong><strong> </strong>– avó de Conceição<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-14 14:01:49 UTC</pubDate>
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         <title>Referências</title>
         <author>camilaeliascontato</author>
         <link>https://padlet.com/alaska28sul/ewfnl9ae38kf3jb4/wish/1524684811</link>
         <description><![CDATA[<div>https://www.culturagenial.com/livro-o-quinze-de-rachel-de-queiroz/<br><br>https://blog.bbm.usp.br/2019/a-genese-da-seca-de-rachel-de-queiroz-em-o-quinze/<br><br>https://www.culturagenial.com/rachel-de-queiroz-biografia-obras/<br><br>https://canal.cecierj.edu.br/012016/c5e34a6d5f7ebf426484725dfe84cd82.pdf<br>http://ymaia.blogspot.com/2016/09/trechos-marcantes-de-o-quinze.html	<br><br>https://www.todamateria.com.br/o-quinze/<br><br>https://www.preparaenem.com/portugues/rachel-queiroz.htm<br><br>https://www.todoestudo.com.br/literatura/rachel-de-queiroz#:~:text=Caracter%C3%ADsticas%20da%20obra%20de%20Rachel%20de%20Queiroz&amp;text=J%C3%A1%20na%20segunda%20fase%20do,verossimilhante%20e%20pr%C3%B3xima%20do%20coloquial.<br><br>https://www.portugues.com.br/literatura/rachel-queiroz.html<br><br>https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/rachel-queiroz.htm<br><br>https://brasilescola.uol.com.br/biografia/raquel-queiroz.htm<br><br>http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/raqueldequeiroz.htm</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-14 14:08:01 UTC</pubDate>
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         <title>Trechos do livro </title>
         <author>camilaeliascontato</author>
         <link>https://padlet.com/alaska28sul/ewfnl9ae38kf3jb4/wish/1524861054</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"Agora, ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar. Sem legume, sem serviço, sem meios de nenhuma espécie, não havia de ficar morrendo de fome, enquanto a seca durasse. Depois, o mundo é grande e no Amazonas sempre há borracha... Alta noite, na camarinha fechada que uma lamparina moribunda alumiava mal, combinou com a mulher o plano de partida. Ela ouvia chorando, enxugando na varanda encarnada da rede, os olhos cegos de lágrimas. Chico Bento, na confiança do seu sonho, procurou animá-la, contando-lhe os mil casos de retirantes enriquecidos no Norte."<br><br>"Agora, ao Chico Bento, como único recurso, só restava arribar. Sem legume, sem serviço, sem meios de nenhuma espécie, não havia de ficar morrendo de fome, enquanto a seca durasse. Depois, o mundo é grande e no Amazonas sempre há borracha... Alta noite, na camarinha fechada que uma lamparina moribunda alumiava mal, combinou com a mulher o plano de partida. Ela ouvia chorando, enxugando na varanda encarnada da rede, os olhos cegos de lágrimas. Chico Bento, na confiança do seu sonho, procurou animá-la, contando-lhe os mil casos de retirantes enriquecidos no Norte."<br><br>Verde, na monotonia cinzenta da paisagem, só algum juazeiro ainda escapo à devastação da rama; mas em geral as pobres árvores apareciam lamentáveis, mostrando os cotos dos galhos como membros amputados e a casca toda raspada em grandes zonas brancas".<br><br>Recordando a labuta do dia, o que o dominava agora era uma infinita preguiça da vida, da eterna luta com o sol, com a fome, com a natureza".<br><br>"E se não fosse uma raiz de mucunã arrancada aqui e além, ou alguma batata-brava que a seca ensina a comer, teriam ficado todos pelo caminho, nessas estradas de barro ruivo, semeado de pedras, por onde eles trotavam trôpegos, se arrastando e gemendo".<br><br>Ora o amor!… Essa história de amor, absoluto e incoerente, é muito difícil de achar… eu, pelo menos, nunca o vi… o que vejo, por aí, é um instinto de aproximação muito obscuro e tímido, a que a gente obedece conforme as conveniências… Aliás, não falo por mim… que eu, nem esse instinto… Tenho a certeza de que nasci para viver só…".<br>

</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-14 14:48:23 UTC</pubDate>
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