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      <title>Amanajé - Palavras de Resistência by Amanda Moraes Mota</title>
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      <description>Acervo Digital criado pelo Clube de Ciências &quot;Amanajé - Palavras de Resistência&quot; com o objetivo de preservar as heranças socioculturais dos povos indígenas na contemporaneidade, torná-las acessíveis para todos os tipos de público, com a finalidade de valorizar as heranças indígenas presentes no dia a dia e evitar que caiam no esquecimento. O Acervo Digital conta com a presença dos seguintes elementos: Palavras Indígenas do dia a dia, Alimentos, Pinturas, Crenças e Cartilha de Conscientização. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-10-19 10:45:33 UTC</pubDate>
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         <title>Crenças Indígenas e sua Importância</title>
         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Crenças por si só já são coisas importantes e com uma base cultural muito forte, levando em consideração que as dos Indígenas não ficam pra trás. Elas são muito ricas em conteúdo e ensinamentos, pois os indígenas são multi-crenças e, também, não há dogmas ou um conjunto de doutrinas registradas em livros sagrados, como a Bíblia, ou seja existe muito a ser explorado.</div><div><br></div><div>Essas crenças variam bastante entre as etnias. Os Yanomami, por exemplo, crêem na existência de espíritos da floresta (xapiri) que moram nos topos das montanhas. Entre os Tenetehara (conhecidos, no Maranhão, como Guajajara, e no Pará, como Tembé) existe a crença tradicional nos karoara, seres sobrenaturais. Os Tenetehara distinguem quatro tipos de espíritos: • Espíritos Criadores • Espíritos das Florestas • Espíritos dos Mortos • Espíritos dos Animais.</div><div><br></div><div>Um importante mito tupi fala de Mahyra, espírito criador ou herói mítico ancestral. Em um mundo completamente destruído por um grande incêndio, Mahyra saiu de um pé de Jatobá, criou uma mulher para si (com quem teve filhos), construiu a primeira casa, cultivou a primeira plantação de milho e entregou o fogo aos homens. Assim, na mitologia tupi, Mahyra é um herói civilizador.&nbsp;</div><div><br></div><div>Entre os índios suruí, que habitam os estados de Mato Grosso e Rondônia, os karoara são espíritos negativos, responsáveis por provocar doenças e até a morte. O processo de cura, conduzido pelo xamã, consiste na retirada do karoara do corpo da pessoa enferma.&nbsp;</div><div><br></div><div>Os Espíritos Criadores são entendidos usualmente como as almas das árvores. Sua mitologia conta que habitam os interiores desses vegetais, estando sua existência ligada a ele. Por isso, atuam protegendo a natureza e seu equilíbrio. Dizem que são vistos apenas ocasionalmente, mas podem ser ouvidos.&nbsp;</div><div><br></div><div><em>“A terra da floresta possui um sopro vital, wixia, que é muito longo. O dos seres humanos é curto: vivemos e morremos depressa”</em>, relata Kopenawa. “<em>Se não a desmatamos, a floresta não morre. Ela não se decompõe. É graças a seu sopro úmido que as plantas crescem. Quando estamos muito doentes, em estado de fantasma, esse sopro também nos ajuda a nos curarmos… Você não vê o sopro dela, mas a floresta respira”</em>, continua. As palavras do também presidente fundador da Hutukara Associação Yanomami (HAY) são um convite para adentrarmos a floresta, de peito aberto, sentirmos sua potência, possibilidades, e para entendermos a condição sine qua non de estarmos vivos. “É ela que nos faz mexer”, diz o xamã.&nbsp;</div><div><br></div><div>Sobre os Espíritos dos Mortos, para os indígenas, a morte significa uma passagem. Nato Tupinambá, pajé do povo Tupinambá do Baixo Tapajós, conta que<em> “nessa passagem você vai para um local sagrado, um reino sagrado, que é as encantarias. As forças sagradas são os espíritos dos nossos ancestrais”</em>. Nato diz que a crença dos povos indígenas pelos encantados é muito forte. Eles acreditam que quando algum parente indígena morre, ele também se torna um espírito sagrado da floresta, um espírito sagrado das águas, um espírito sagrado de um território.&nbsp;</div><div><br></div><div>Sobre os Espíritos Animais, muitas culturas indígenas sustentam ainda que os animais, por exemplo, são gente como nós, debaixo de sua aparência corporal característica e que é assim que eles se vêem: seres anatômica e culturalmente humanos. Em contrapartida, os animais não nos vêem como gente, mas como animais ou espíritos. Cada espécie, assim, se vê a si mesma como humana e as demais como não-humanas - o que inclui nossa própria espécie.&nbsp;</div><div><br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-19 16:46:44 UTC</pubDate>
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         <title>Comidas e Alimentos Típicos</title>
         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div>A base da culinária indígena é marcada pela presença de alguns alimentos de origem vegetal, como a mandioca — também chamada de macaxeira ou aipim, a depender da região —, milho, palmito, castanhas, raízes, folhas e frutas silvestres. Já os alimentos de origem animal são os peixes e carnes de caça, como javali, tatu e porco-do-mato.</div><div><br></div><div>Tapioca - Feita com amido de mandioca. Ela é servida com diversos recheios doces e salgados. É uma das comidas típicas indígenas mais consumidas em todo o Brasil.&nbsp;</div><div><br></div><div>Tacacá - Ele é preparado com tucupi, um caldo amarelado colocado por cima da goma de tapioca, servido com jambu, uma erva que causa dormência na boca, com pimenta e camarão seco .</div><div><br></div><div>Pirão de Peixe - Prato feito com farinha de mandioca e caldo de peixe ou carnes. É um ótimo acompanhamento para&nbsp; moquecas e cozidos.&nbsp;</div><div><br></div><div>Açaí - Hoje a fruta é uma febre em todo o Brasil, mas deixou de ser um alimento básico. No norte ele é consumido com farinha de mandioca branca, peixe e camarão. Já no sudeste, é consumido como sorvete com vários acompanhamentos.</div><div><br></div><div>Tucupi - É extraído da mandioca brava e precisa ser fervido por alguns dias para liberar todo o cianeto. Logo quando é extraído, apresenta ácido cianídrico (cianeto) e, por isso, é venenoso.</div><div><br></div><div>Pato no Tucupi - Como o próprio nome do prato já indica, leva o caldo amarelado e também é servido com o jambu, a erva que deixa a boca dormente.</div><div><br></div><div>Bijajica - É um bolo de mandioca e amendoim feito no vapor com mandioca crua e amendoim triturado, um prato feito originalmente pelos povos guarani no litoral de Santa Catarina. A receita foi sofrendo variações com o tempo e hoje em dia leva açúcar.</div><div><br><br></div><div>Imu Yanisa Kiyauriri- O prato da culinária macuxi. É uma espécie de mingau de tapioca feito com leite de coco, açúcar,&nbsp; farinha de tapioca e água.</div><div><br></div><div>Paparutu - É uma comida típica dos índios Krahô, que vivem no cerrado maranhense. O prato é feito com macaxeira ou mandioca-brava ralada (o milho também pode ser utilizado).</div><div><br></div><div>Tarubá - É uma bebida alcoólica de origem indígena, com consistência leitosa à base de mandioca fermentada.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 11:02:40 UTC</pubDate>
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         <title>Palavras Indígenas do nosso Cotidiano</title>
         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Paraíba</strong>​</div><div>Do tupi “pa’ra, rio + a'iba, que quer dizer <strong>rio não navegável </strong>ou <strong>rio de águas rasas</strong>​.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Carioca</strong>​</div><div>Veio do tupi kari’oka, que significava casa <strong>(oka) </strong>do homem branco (kari).​</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Catupiry </strong>​</div><div>O queijo cremoso criado em 1911, é originário da palavra “tupi catupiri”, que quer dizer <strong>“excelente”</strong>​</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Caboclo</strong>​</div><div>O termo 'caboclo' tem origem da palavra tupi caa-boc, que significa 'o que vem da floresta'&nbsp; utilizado originalmente, pelos grupos indígenas que <strong>viviam na costa</strong> para designar os grupos que <strong>viviam no interior.</strong>​</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Urucum</strong>​</div><div>De origem tupi-guarani, a palavra urucum significa “vermelho” e seu grão era utilizado pelos índios para tingir artefatos de guerra, caça e pesca, e como tinta para pintar seus corpos.</div><div>&nbsp;<br><br></div><div><strong>Maracanã</strong>​</div><div>De origem <strong>tupi maracá-nã</strong>: que imita o maracá <strong>(instrumento semelhante ao chocalho usados nas celebrações indígenas).</strong>​</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Capoeira</strong>​</div><div>A palavra significa "<strong>o que foi mata</strong>", por meio da conexão dos termos <strong>ka'a ("mata") e pûer ("que foi").</strong> Alude às áreas de mata rasa do interior do Brasil, onde era feita a agricultura indígena.​</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Pipoca</strong>​</div><div><em>&nbsp;Do Tupi Guarani </em><strong><em>pi(ra)</em></strong><em>- pele; </em><strong><em>poca</em></strong><em>-rebentar; </em><strong><em>a pele rebentada.</em></strong>​</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Iracema</strong>​</div><div>Tem origem na língua tupi-guarani. Em tupi, “ira” significa “mel”, e “cema” significa “abelha”. Portanto, Iracema tem como significado “abelha de mel”, “mel de abelha” ou “abelha que produz mel”.</div><div>​</div><div><strong>Açai</strong>​</div><div>A palavra “açaí” vem do tupi-guarani e significa<strong> “fruto que chora”</strong>, em referência à seiva que escorre da árvore quando seus frutos são colhidos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 12:06:28 UTC</pubDate>
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         <title>Pinturas</title>
         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por meio das pinturas corporais, os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural de sua comunidade. As pinturas são as marcas de muitas populações e são diferentes para cada ocasião.<br><br></div><div>O que significam: Existem desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação pelos problemas enfrentados nas aldeias. Muitas vezes significam também luto, tristeza e passagem, também traduzem usos, costumes, saberes e tradições ancestrais.&nbsp;<br><br></div><div>Para que serve: O ato de se pintar ritualmente é, ainda, uma forma de expressar os valores da cultura de uma etnia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 13:38:05 UTC</pubDate>
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         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Proteção para a Guerra (Homem Solteiro).</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 14:46:30 UTC</pubDate>
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         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Força, União e Proteção (Símbolo Masculino).</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Origem (Símbolo Feminino)</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 14:50:04 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Símbolos de Mulheres Casadas e Solteiras</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 14:50:56 UTC</pubDate>
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         <author>amandamota8</author>
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         <description><![CDATA[<div>Festa onde todos dançam</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-20 14:52:39 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Tribos de Nascença. Tribos ao Redor. Compromisso, Equilíbrio e Proteção.</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Pinturas de equinos em cavalo.</div>]]></description>
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         <title>Cartilha Conscientizadora (Projeto Inicial)</title>
         <author>amandamota8</author>
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         <title></title>
         <author>amandamota8</author>
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