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      <title>Miguel Torga &quot;Bichos&quot; by </title>
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      <description>Feito com serendipidade</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-04-03 17:16:24 UTC</pubDate>
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         <title>Miguel Torga</title>
         <author>headphones1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Biografia:</div><div><strong>Miguel Torga</strong>, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha (Vila Real, São Martinho de Anta, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra,17 de Janeiro de 1995) , foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Foi laureado com o Prémio Camões de 1989, o mais importante da língua portuguesa.<br><strong><br>Primeiros anos e educação</strong></div><div><br>Nasceu na localidade de São Martinho de Anta, em Vila Real a 12 de Agosto de 1907.<sup>[3][4][5]</sup> Oriundo de uma família humilde de Sabrosa, era filho de Francisco Correia da Rocha e Maria da Conceição de Barros.<br>Em 1917, aos dez anos, foi para uma casa apalaçada do Porto, habitada por familiares. Fardado de branco, servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó, polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Em 1918, foi mandado para o seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida. Estudou Português, Geografia e História, aprendeu Latim e ganhou familiaridade com os textos sagrados. Pouco depois, comunicou ao pai que não seria padre.<br>Emigrou para o Brasil, em 1920<sup>[3]</sup>, ainda com treze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café em Minas Gerais.<sup>[6]</sup> Ao fim de quatro anos, o tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais no Ginásio Leopoldense, em Leopoldina.<sup>[3][7]</sup> Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, convicto de que ele viria a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço, o que o levou a regressar a Portugal e a concluir os estudos liceais.<sup>[1][3]<br></sup><br></div><div><strong><br>Carreira profissional e literária</strong></div><div><br>Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poemas, <em>Ansiedade</em>.<sup>[3][6]</sup> Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista <em>Presença</em>, folha de arte e crítica, com o poema <em>Altitudes</em>. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca era bandeira literária do grupo modernista e bandeira libertária da revoluçãomodernista. Em 1930, rompe definitivamente com a revista <em>Presença</em>, junto com Edmundo Bettencourt e Branquinho da Fonseca<sup>[3]</sup>, por «razões de discordância estética e razões de liberdade humana», assumindo uma posição independente.<sup>[1]</sup> Nesse ano, publica o livro<em>Rampa</em>, lançando, no ano seguinte, <em>Tributo</em><sup>[6]</sup> e <em>Pão Ázimo</em><sup>[6]</sup>, e, em 1932, <em>Abismo</em>.<sup>[3]</sup> Em colaboração com Branquinho da Fonseca, funda a revista <em>Sinal</em>, de efémera duração, e, em 1936, lança, junto com Albano Nogueira, o periódico <em>Manifesto</em>.<sup>[3]</sup> Nesse ano, publica <em>O Outro Livro de Job</em>.<sup>[3][5]<br></sup>A obra de Torga traduz sua rebeldia contra as injustiças e seu inconformismo diante dos abusos de poder. Reflete sua origem aldeã, a experiência médica, em contacto com a gente pobre, e ainda os cinco anos que passou no Brasil (dos 13 aos 18 anos de idade), período que deixou impresso em <em>Traço de União (impressões de viagem, 1955)</em> e em um personagem que lhe servia de <em>alter-ego</em> em <em>A criação do mundo</em>, obra de ficção em vários volumes, publicada entre 1937 e 1939. As críticas que fez aí ao franquismo resultaram em sua prisão (1940).<sup>[1]</sup> Publica os livros <em>A Terceira Voz</em> em 1934, aonde pela primeira vez empregou o seu pseudónimo, <em>Bichos</em> em 1940, <em>Contos da Montanha</em><sup>[6]</sup> em 1941, <em>Rua</em> em 1942, <em>O Sr. Ventura</em>e <em>Lamentação</em> em 1943, <em>Novos Contos da Montanha</em> e <em>Libertação</em> em 1944, <em>Vindima</em> em 1945, <em>Sinfonia</em> em 1947, <em>Nihil Sibi</em> em 1948, <em>Cântico do Homem</em> em 1950, <em>Pedras Lavradas</em>em 1951, <em>Poemas Ibéricos</em> em 1952, e <em>Orfeu Rebelde</em> em 1958.<sup>[3][5]<br></sup>Crítico da praxe e das restantes tradições académicas, chama depreciativamente «farda» à capa e batina. Ama a cidade de Leiria, onde exerce a sua profissão de médico, a partir de 1939 e até 1942, onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933, concluiu a licenciatura em Medicina pela Universidade de Coimbra.<sup>[3]</sup> Começou a exercer a profissão nas terras agrestes transmontanas, pano de fundo de grande parte da sua obra. Dividiu seu tempo entre a clínica de otorrinolaringologia e a literatura.<br>Após a Revolução dos Cravos, que derrubou o Estado Novo, em 1974, Torga surge na política para apoiar a candidatura de Ramalho Eanes à presidência da República (1979). Era, porém, avesso à agitação e à publicidade e manteve-se distante de movimentos políticos e literários.<br>Autor prolífico, publicou mais de cinquenta livros, ao longo de seis décadas, e foi, várias vezes, indicado para o Prémio Nobel da Literatura.<sup>[1]<br><br></sup><strong>Casamento e últimos anos</strong></div><div><br>Casou-se com Andrée Crabbé, em 1940, uma estudante belga que, enquanto aluna de Estudos Portugueses, com Vitorino Nemésio em Bruxelas, viera a Portugal fazer um curso de verão, na Universidade de Coimbra. O casal teve uma filha, Clara Rocha, nascida a 3 de Outubro de 1955, e divorciada de Vasco Graça Moura.<br>Torga, sofrendo de cancro, publicou o seu último trabalho, em 1993, vindo a falecer em Janeiro de 1995.<sup>[1][3]</sup> A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.<br><br><strong>Os Bichos:<br><br></strong>Bichos é um livro de contos da autoria de Miguel Torga, publicado pela primeira vez em 1940. Atingiu, em edição de autor, 11 edições. A última data de 1940.<br>Cada uma das histórias tem como personagem principal um animal, em luta com os elementos da natureza, Deus ou o Homem. Os mitos rurais e pastoris misturam-se com motivos religiosos e estão bem presentes na obra do autor, como se verifica em Vicente, a última das 14 histórias do livro. As restantes são Nero, Mago, Madalena, Morgado, Bambo, Tenório, Jesus, Cega-Rega, Ladino, Ramiro, Farrusco, Miura e O Senhor Nicolau.<br>"Bichos" combina a requintada escrita de Torga, tornando cada animal apresentado numa pessoa.<br><br>Diferentes entre si nas suas particularidades, estes “bichos”, animais e humanos, estão todos na mesma “Arca de Noé”, a terra mãe, irmanados numa luta igual pela vida e pela liberdade. As suas histórias, apelam à  interpretação porque representam dilemas muito humanos mas partilhados quer pelos homens quer pelos animais.  O Homem é, neste livro, mais um bicho entre os outros e não ocupa um lugar priveligiado na criação.</div><div>Para Miguel Torga, a evolução afastou o Homem da natureza, condenando-o à perdição e, viaja com “Bichos” em busca da sua essência selvajem, da pureza dos instintos, pondo em causa Deus, liberdade, sociedade e a relação do individuo com elas.</div><div><br><br></div><div><strong><br></strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-04-03 17:19:17 UTC</pubDate>
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