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      <title>Saúde, Cuidado e Qualidade de Vida - 2021.1 by Beatriz Maria</title>
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      <description>vivememorando as trocas e aprendizados no componente. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-05 23:23:06 UTC</pubDate>
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         <title>Primeiro encontro.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1275872457</link>
         <description><![CDATA[<div>Na aula do dia 24/02, o nosso 1º encontro, não pude estar presente pois tive uma crise emocional em decorrência de um luto que estou vivenciando desde que perdi o meu avô/pai, no fim de 2020.&nbsp;<br>&nbsp;Então, como ia dizendo, não estive presente mas acabei me informando com colegas que, o primeiro encontro contou com a apresentação de um novo professor que nos conduziria - já que haveria a saída do prof. Thiago - juntamente à profa. Diana, qual já conheço de outros componentes e momentos, assim como o prof. Thiago. Com as informações que recebi, pude ter uma noção do que me aguardaria nos demais encontros que estaria&nbsp; presente, e mantive a expectativa de ter um bom desempenho no componente. Fico esperançosa por boas trocas também.&nbsp;<br>Logo, fico no desejo de que tenhamos uma ampla compreensão sobre algumas questões e debates, com novos olhares ao findar do componente.&nbsp;<br>&nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-05 23:30:07 UTC</pubDate>
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         <title>Segundo encontro</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1275874160</link>
         <description><![CDATA[<div>[Arte por: Pinterest]&nbsp;<br><br>Na discussão do dia 03/03, com a presença de profa. Diana Anunciação e prof. Thiago Barcelos, construiu-se um debate sobre as questões inseridas no texto recomendado para leitura “O corpo sígnico” da autora Jaqueline Ferreira.<br>Tivemos uma ideia, a partir dessa leitura, sobre a experiência de adoecimento como algo particular, no sentido de cada individuo ter seus limites dentro de sua subjetividade, mas, também coletivizado pois a forma que a dor é sentida e expressada tem um contexto cultural e social por trás. A representação desse corpo doente tem, também, influência da sociedade que ele está inserido. Assim como a noção que se tem do processo de saúde e doença não é algo intocável, sendo, na verdade, uma construção social, visto que o individuo recebe o nome de doente a partir de uma classificação da sociedade que pertence, por critérios que esta estabelece.&nbsp;<br>Com esse olhar socioantropológico sobre o corpo e o adoecimento, temos uma outra visão do que permeia o processo de saúde-doença, compreendendo os papeis dos marcadores sociais,&nbsp; noção esta que choca com as condutas de fragmentação do individuo que predomina nos espaços de saúde pois essa fragmentação entende o ser humano como formado de peças separadas, que podem ser exploradas por diversas áreas do campo médico e, assim, perde-se uma inteireza do conjunto que constitui o individuo e suas tantas complexidades. Portanto, cabe entender o corpo como um suporte de signos que, diante disso, emite mensagens com sinais capazes de produzir um significante, o que fornece o sentido ao que chamamos de doença.&nbsp;<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-05 23:31:22 UTC</pubDate>
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         <title>Terceiro encontro.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1275874392</link>
         <description><![CDATA[<div><br>[Imagem: G1 de notícias]<br><br>Nos momentos do dia 10/03 contamos com a condução da aula pela profa. Diana Anunciação e pelo prof. Marcus Matraca.&nbsp;<br>Os pontos trazidos no texto foram apresentados pelo prof. Marcus, com base no texto "Corpo sem vida com fé pública". Foi discutida a questão da "institucionalização do corpo" presente no artigo - o momento em que este perde a autonomia e passa, mesmo já sem vida, ser domínio do Estado. Foi feito um paralelo na apresentação sobre o inicio da Medicina legal e as repercussões dessa área ao produzir violências no que se tange o racismo cientifico. Pois, é sabido que este processo, com a validação da ciência, definiu -&nbsp; e ainda é presente e reafirmado - práticas eugênicas e higienistas para classificar as raças enquanto superiores e inferiores, sendo a supremacia branca o referencial adotado. &nbsp;<br>Como pode ser visto no próprio artigo, com a banalização das mortes através de tiros por serem possivelmente oriundas de confrontos nas periferias, o racismo cientifico se apresenta arraigado quando se vincula a criminalidade e violência à população negra, se utilizando da desumanização e animalização desses corpos. É também observado, no trecho em que a autora menciona os corpos advindos da favela de Manguinhos, a relativização dessas mortes dentro do espaço do IML como se fosse positivo estes corpos estarem sempre nesse espaço, ou seja, algo banal. Esse trecho me remete a uma cena da novela Amor de Mãe quando um personagem chamado Marconi, homem negro, favelado, vai se render para policia após ser confrontado pensando que assim não seria abatido. No entanto, ele cai numa emboscada e é alvejado, morrendo nos braços do amigo.<br>No momento dos tiros, ele grita antes que seja completamente silenciado ""Meu nome é Marconi Eduardo Silva! Eu nasci no Rio de Janeiro! Sou filho de Dona Flávia e do seu Antônio! Meu nome é Marconi!",&nbsp; essa cena, absurdamente simbólica e forte, condiz com a realidade, denuncia o medo de jovens negros de não serem reconhecidos enquanto "gente", de serem só mais um número para as estatísticas, podendo ser enterrados enquanto indigentes, despidos de direitos, de nome, de história e também dignidade e respeito.&nbsp;<br>Seja os confrontos policiais que ceifam muitas vidas, de jovens negros que, muitas vezes, não tem um ritual de despedida de forma decente, seja o momento de pandemia e os inúmeros lutos interrompidos/fragmentados por conta de um vírus letal, ambas tem uma reflexão em comum, apesar de terem pesos (social, emocional e psíquico) distintos: há uma GRANDE importância dos rituais de morte para assimilação da finitude daquela vida, para o conforto da própria espiritualidade, ou/e por respeito e dignidade, por exemplo, a um corpo abatido pela policia e, que por traz, uma mãe chora pela necessidade de encontra-lo e, ao menos, vela-lo.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-05 23:31:33 UTC</pubDate>
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         <title>Reflexões.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1275874659</link>
         <description><![CDATA[<div><br>[Imagens: Filme M8 - Quando a morte socorre a vida; edição: eu, Beatriz.]&nbsp;<br><br>Quando assisti ao filme M8 - Quando a morte socorre a vida, apesar da relutância por achar que poderia me deixar muito sensibilizada, me vieram à cabeça muitos pensamentos e provocações quanto às denúncias que surgiram ao decorrer do filme.&nbsp;<br>Desde o racismo estrutural -&nbsp; com situações acompanhadas de agressões, sensação de não pertencimento,&nbsp; truculência policial, desigualdade econômica/racial, a violência com os corpos indigentes, etc - à ancestralidade, religiosidade e ao direito à dignidade após a morte. Questões estas, cheias de atravessamentos, me fizeram refletir com os textos lidos (Corpo sígnico e Corpo sem vida com fé pública), principalmente o último, de Medeiros, pensando sobre a institucionalização do corpo, da morte e do morto, e como o Estado, por meio da ciência médica, classifica os corpos já destituídos de vida e ainda identifica os corpos não-reclamados como indigentes. Aqueles corpos que, por não possuírem identificação, sendo majoritariamente negros, são dissociados da categoria pessoa frente ao corpo, de individuo reconhecido, outrora, como possuinte de direitos e histórias, à um corpo meramente, um cadáver ao domínio do Estado - destituído de nome, humanidade, história.&nbsp;<br>É a ciência médica como instrumento de controle pelo Estado que produz essas narrativas, se respaldando na ordem e no cuidado, quando, na verdade, historicamente e ainda atual, ela é usada como forma de controle do poder, como pontua Foucault.&nbsp;<br>Outro ponto bastante chamativo, fazendo um paralelo com as cenas presentes no filme M8,&nbsp; é quanto a dimensão religiosa que atravessa as vivências e corpos pretos na trama. É onde a inquietação do protagonista, candomblecista e com uma sensibilidade gigante, se dá pelo fato de todos corpos a serem dissecados na aula são negros, indigentes que, depois de manipulados, serão descartados - há um reconhecimento de que o outro poderia ser ele, e é, também, um irmão. Situação essa que gera um conflito pessoal e espiritual no protagonista, por ser também um jovem preto e ter a consciência da representação daquele corpo-vida naquele lugar e da dimensão do genocídio de seu povo.&nbsp;<br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-05 23:31:45 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Quarto encontro. </title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1333558640</link>
         <description><![CDATA[<div><br>[<strong>Arte por: Charlie and Eddie Proudfoot]</strong><br><br>Com a leitura indicada do texto A doença como processo social, de Everardo Nunes, visualiza-se muitas questões elencadas que hoje ainda se mostram bastante pertinentes e utilizadas no campo. Apresentando as transformações ocorridas na sociedade como geradoras de algumas consequências patológicas, Nunes apresenta os modelos explicativos da doença, dando o seu caráter enquanto histórico e social. Considerando que, cada sociedade possui seu grau de desenvolvimento e organização social, implicando em outras formas de doença, é trazido que isso pode variar a depender do momento histórico vigente, necessitando então, que&nbsp; se conceba o processo saúde-doença por uma visão de coletividade. Diante da compreensão que o processo saúde-doença envolve determinações raciais, econômicas, sociais, culturais e politicas relacionadas ao projeto de sociedade vigente, não cabendo se fazer saúde a partir de intervenções biológicas (sendo práticas reducionistas) entendemos a colocação de Nunes sobre a insuficiência do modelo monocausal para explicar esse processo. Para além de entender o adoecimento em seu viés biológico, é preciso entender a determinação social do processo saúde-doença,&nbsp; o que implica no reconhecimento que outras esferas da vida do individuo impactam e geram adoecimento mediante às iniquidades que ele está exposto.<br>Visto que estamos inseridos numa sociedade de controle, com a visão de escalonar os problemas individuais em curvas estatísticas e padronizadas, é arraigada fortemente essa perspectiva de saúde como altamente mensurável em números, e é essa perspectiva endossada pelo campo médico que vem sendo desconstruída - e, claro, precisa continuar sendo combatida e isso inclui uma formação diferenciada dos profissionais de saúde.&nbsp;<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-21 05:07:39 UTC</pubDate>
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         <title>Quinto encontro.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1350032162</link>
         <description><![CDATA[<div><br>No 1º momento, organizamos a divisão dos temas e textos referentes ao seminário.&nbsp;<br>Logo em seguida iniciou-se a apresentação do prof. Marcus Matraca, com algumas ponderações da profa. Diana Anunciação, sobre o texto norteador da aula "Antropologia da saúde e da doença: contribuições para a construção de novas práticas em saúde".<br>Os pontos que considerei pertinentes elencar reafirmam a urgência de se pensar em politicas de saúde menos excludentes, perspectivas de cuidado e de se fazer saúde que abranjam a cultura e meio de cada grupo, independente de certas práticas condizerem às práticas biomédicas.&nbsp;<br>Advinda do processo de colonização, essa persistência histórica de superioridade entre alguns saberes reforça, também, um olhar etnocêntrico que diz "minha cultura se sobressai à sua" e faz com que um grupo apregoe à outro a falta de cultura. Contudo, quando se entende que a cultura diz respeito a representação da realidade, isto é, ela cria os objetos dos seres humanos, e essas realizações se transformam em símbolos, compreende-se que todos individuos são inseridos em um meio cultural, social... Com tantas pluralidades, os rituais, cuidados, práticas, conhecimentos, hábitos também diferem de sociedade para sociedade, de tal forma que até mesmo a compreensão do adoecimento e da saúde diferem. Para uns grupos, o adoecimento pode ser resolvido com práticas de saúde não-hegemônicas, que não se relacionam ao processo de cura mas, de alivio, conforto da dor, da inquietação. Com o fortalecimento da antropologia da saúde/doença, entende-se saberes e práticas do sistema biomédico como construções socioculturais, urgindo a necessidade de resgatar a cultura para o centro da relação individuo-adoecimento, com vistas à introduzir práticas populares de cura, a depender do contexto e desejo.<br>Pensando assim, a corporeidade passa a não ser unicamente biológica mas também de outras esferas, o que direciona o foco, antes somente ao processo de cura, para a compreensão do sujeito quanto a si mesmo e sua comunidade.&nbsp;<br><br>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-24 20:32:44 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sexto encontro.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1380082311</link>
         <description><![CDATA[<div><br>(Deixo um video interessante sobre as vivências das populações das florestas e das águas, suas práticas em saúde que não envolvem o saber biomédico, envolvem a adoção de medidas de cuidado que vem de uma ancestralidade e riqueza cultural - uma perspectiva de saúde não reducionista.)<br><br>A partir da leitura do texto sobre intermedicalidade e a saúde dos povos da floresta e alguns apontamentos trazidos durante a aula, entende-se que os indigenas não somente lutam pela regulação fundiária mas também pelo reconhecimento de sua cultura e respectivos corpos e espaços, apesar das concepções criadas pelos homens brancos quanto às suas lutas. Além disso, é dado que, as práticas de indigenas e africanos passaram por um processo de aculturação, o que unificou os povos, mas, também&nbsp; passaram e passam por um outros processos, de apagamento de identidades e tentativas de embraquecimento e apropriação de suas práticas pelos sujeitos racializados como brancos. Apesar do Estado não reconhecer suas práticas, conhecimentos, saberes e nem serem validados culturalmente, quando se trata de outros povos se apropriando desses pertences e trazendo as práticas e saberes para seu território, se torna aceitável porque está nas mãos da branquitude. Logo, é importante pensar nos impactos do processo de colonização como um dos obstáculos para pensar em outras formas de saberes, sem essa perspectiva dualista e fragmentada presente na biomedicina. Posto isso, desconstruir essa superioridade epistêmica, associada ao capitalismo e à hierarquias - em cima do campo biomédico - tem uma consequência positiva pois não rejeita e/ou invalida uma diversidade de saberes terapêuticos e as formas que os povos indígenas entendem os processos patologizantes. À exemplo disso, tem se a forma que os povos indigenas percebem o processo de adoecimento, de um jeito característico e diferenciado, apesar da insistência da biomedicina em aldeias com questões como o planejamento familiar, cesarianas, esterilização feminina. etc; é claro que se poderia pensar em maneiras de articular as estratégias da biomedicina e os saberes indigenas, no entanto há uma relutância por parte de profissionais de saúde. Nesse embate, cria-se um movimento de resistência tal como os Munduruku, que mantem os saberes e praticas tradicionais vivas, sendo transmitidas de geração à geração, importantes para manutenção da saúde e prevenção de enfermidades. Apesar da concepção restritiva do que é corpo e saúde, para os Munduruku, por exemplo, as noções de saúde e corpo são indissociáveis, tal como deveria ser de fato analisado por todos na sociedade.<br><br><br>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-03 23:36:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Sétimo encontro.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1401855938</link>
         <description><![CDATA[<div>Diante da leitura do texto e reflexões trazidas durante a aula, alguns pontos fisgaram minha atenção.&nbsp;<br>Dentre eles, entender que o estudo sobre os itinerários terapêuticos aponta para a importância da experiência vivida pelos sujeitos no processo de enfermidade e a multiplicidade de caminhos e escolhas presentes nesse processo. Dessa forma, entendemos que pensar novas ou já presentes formas de cuidados não hegemônicos, não só visa a superação de um modo de cuidar centrado no procedimento, como também vai em direção ao reconhecimento do sujeito como protagonista nas estratégias de cuidado frente as situações colocadas por um adoecimento. Ao inserir o individuo em posto de protagonismo como forma de assumir novas práticas em saúde, se oferece a ele e aos demais sujeitos uma relação não-hierarquizada, reconfigurada de modo que os profissionais de saúde e toda gestão contemple e reconheça suas vivências e respectivos contextos como fatores importantes na oferta de uma assistência com escuta qualificada e compreensiva quanto às subjetividades.&nbsp;<br>Apesar do sistema público de saúde do Brasil ser referência mundial, por contar com a prevenção e controle de várias doenças, campanhas de vacinação e doações de sangue, controle e tratamento de doenças crônicas,&nbsp; sem falar nos procedimentos como transplantes, e medidas como as da vigilância sanitária,&nbsp; além das politicas de atenção a saúde com enfoque nas populações historicamente negligenciadas. No entanto, sob um colapso sanitário, sendo subfinanciado, com constante ameaça de desmantelamento de seus planos, práticas e politicas, o sistema público de saúde, dentro desse contexto dos itinerários terapêuticos, precisa fortalecer ferozmente as politicas nacionais sobre grupos minoritários, com a criticidade e compreensão sobre o cuidado de forma integral como é respaldado pelos principios que estruturam o SUS.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-10 01:16:12 UTC</pubDate>
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         <title>Oitavo encontro - Seminários.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1418822285</link>
         <description><![CDATA[<div><br>[<strong>Arte por: Bruno Müller] </strong><br><br>Deu inicio as apresentações dos seminários com o grupo responsável pelo texto Médico ferido – Omolu nos labirintos da doença. Fomos apresentados e apresentadas à reflexões quanto a divindade Omulu (Obaluaê), senhor da terra, o dominador da cura e das enfermidades, médico dos pobres; também sobre a experiência da doença, o contexto pandêmico, o sincretismo com outros elementos religiosos e rituais, relação médico-paciente, criticas à medicina ocidental, e tantos outros pontos pertinentes.&nbsp;<br>Esses pontos nos oferecem um breve entendimento quanto aos elementos da ancestralidade no processo saúde-doença dentro da perspectiva do Candomblé, apesar do choque com os valores da biomedicina ocidental. Isto porque, enquanto o tratamento médico despersonaliza o doente, há uma outra visão sobre corpo e saúde percebida pela espiritualidade: ela concebe o individuo como um todo. Essa percepção envolve o principio vital, o axé, a vontade de viver que alimenta o ser humano por uma troca entre ele, sua comunidade, a natureza e os orixás. Logo, o adoecer, na percepção espiritual, envolve uma relação do ser humano e os orixás, um des-equilíbrio entre as partes, enquanto para biomedicina o adoecimento vem como algo externo, tratável a partir das práticas médicas (determinadas pelas culturas), e que não há uma conexão entre corpo, mente, espirito e natureza. É a partir disso que entende-se a necessidade de profissionais de saúde sensíveis às manifestações da religião afro-brasileira, sem achismos e informações referentes à doutrina cristã e que não condizem com as religiões afro-brasileiras, como as conexões entre comportamento e punição pelo Deus cristão, situação esta incompatível com os principios do candomblé, que concebe o corpo como lugar de transformação. Visto que o Candomblé é uma religião de fonte de saberes e comportamento social, é importante que a construção de profissionais seja melhorada de modos que tenham conhecimentos que vão além da visão fria e restrita reproduzida pelas práticas biomédicas.&nbsp;<br><br>A seguinte apresentação, que foi à respeito do texto "Religião, ritual e cura", estabelece uma relação bem escurecida entre a religião e a cultura, discute sobre a experiência religiosa como contribuinte num fenômeno de suporte, enquanto a medicina segue reducionista desconsiderando certos conhecimentos. Também é trazido o significado dos rituais, a importância destes para quem os pratica e experiencia, como os rituais de cura que possuem uma comunicação simbólica,&nbsp; assim como foi discutido sobre o acolhimento enquanto uma sensação que é presente no individuo quando ele compreende a dor, a morte e as doenças de um modo simbólico, pois se sabe que algumas práticas religiosas oferecem um equilibrio em situações de caos, dado os sentidos que as religiões dão a esses acontecimentos. Visto que o ser humano é multidimensional, quando uma esfera de sua vida é acometida, ele não é afetado somente por uma dimensão. Entende-se então a necessidade de profissionais que vão enxerguem além do biológico, compreendam os individuos que adentram os serviços de saúde de uma forma holística.&nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-14 23:45:04 UTC</pubDate>
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         <title>Nono encontro - Seminários.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1440051640</link>
         <description><![CDATA[<div>[Trecho do livro Racismo Estrutural do Silvio Almeida]&nbsp;<br><br>No encontro do dia 28/04, contamos com 2 apresentações sobre um mesma tema: racismo, mas, com perspectivas e debates diferentes.&nbsp;<br>No primeiro momento, a apresentação foi sobre "Saúde da população negra, um direito em busca da plena efetivação". Se discutiu, inicialmente, as mudanças na concepção e olhar sobre a saúde, a redefinição do conceito de saúde pela OMS, até a compreensão de saúde ultrapassar o sentido patológico e também incluir outras dimensões do paciente/sujeito-enfermo. Nisso, se entende a necessidade de visar a saúde da população negra, como demais grupos minoritários (apesar de, demograficamente serem maioria), pois essa população tem atravessamentos no processo saúde-doença de formas distintas de outros grupos de individuos, há doenças e agravos que são prevalentes na população negra, por exemplo, iniquidades que ainda persistem e acometem a pop. negra: doença falciforme e AIDS, daí foi sendo discutido a prevalência dessas doenças em regiões do Brasil, as portarias criadas com o intuito de promover programas no SUS para contenção/prevenção desses quadros. Hoje, mesmo o Brasil sendo referência no tratamento do HIV/Aids a população negra, devido às vulnerabilidades e racismo, apresenta maior taxa de mortalidade. Isso porque há uma grande ausência governamental no que tange a doença falciforme e a invisibilidade da população negra frente à AIDS. Logo, mesmo que a teoria tente abarcar as demandas que a população carece, o acesso à saude ainda não foi alcançado igualmente, não há o alcance e nem mesmo a garantia para todos/todas na mesma forma e intensidade. Isto porque esse e outros grupos sociais ocupam lugares diferentes, e o não acesso/a negação de direitos também podem ser fenômenos propositais, estratégicos, como parte de um projeto de extermínio, por exemplo. A partir dessas reflexões, podemos entender que, apesar dos avanços cientificos e mudanças politicosocio culturais em torno da saúde, desde a Carta de Ottawa até as Politicas formuladas para atender os direitos básicos das populações, sobretudo aquelas atravessadas por vulnerabilizações/marginalizações, o se fazer saúde ainda é acompanhado de criticas, retrocessos, impasses, pois há negligências do governo, desassistência e uma não cobertura, o que explica as altas taxas de adoecimento e mortalidade, apesar dos reconhecidos avanços com o SUS.<br><br><br>No segundo momento, tivemos uma apresentação sobre o conceito de racismo institucional: aplicações no campo da saúde. Durante essa apresentação, foi dado que as discussões sobre raça e racismo no Brasil estão sendo abordadas de maneira disseminada por atores diversos que incluem: sociedade civil organizada, acadêmicos, gestores públicos.<br>Entretanto, há pouco lugar para as reflexões sobre os mecanismos do racismo nas instituições, pois há dificuldade das instituições reconhecerem esses mecanismos e se auto examinarem como reprodutores de racismo. Nos é trazido também a dimensão histórica do racismo institucional, conceito este que me remete à uma explanação feita pelo Dr. Prof. Silvio Almeida, autor do livro "Racismo Estrutural", nele, Silvio Almeida faz uma distinção entre racismo estrutural e racismo institucional, no qual ele afirma categoricamente que todo racismo é estrutural porque, seja em nível de relações interpessoais, seja no plano institucional, o racismo é o produto de uma estrutura social racista, como algo inerente à sociabilidade capitalista; enquanto o racismo institucional nos diz que, esse produto existe nas instituições porque as mesmas são forjadas na lógica de uma sociedade racista, com uma cadeia de privilégios e violências presentes nelas. É por isso que num combate ao racismo institucional se precisa pensar o racismo como relação de poder, como uma tensão, que para ser efetivo [esse combate] precisa que incida sobre as estruturas. As politicas públicas, por exemplo, como trazidas na apresentação, são ações que quando destinadas a atender as particularidades e demandas da população negra de forma efetiva podem desnaturalizar a hierarquização racial, as violências que a população sofre, e são até mesmo legitimadas pelo Estado.&nbsp; Da mesma forma que as politicas de ações afirmativas e de igualdade racial são tidas como avanços, por possibilitar a entrada de pessoas negras em espaços antes não ocupados, o Brasil, por estar amparado em uma ideia de democracia racial, ainda conta com sua grande maioria de habitantes iludidos quanto à dimensão do racismo, da pobreza.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-20 21:21:46 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Décimo encontro - Seminários.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1507162007</link>
         <description><![CDATA[<div>No dia 05/05, também tivemos 2 apresentações do seminário crítico sobre o tema "População LGBTQI+ e saúde".</div><div>Nessas apresentações, nos foi apresentado o preconceito sofrido pela população LGBT, sendo um obstáculo para que acessem os serviços de saúde, bem como a ignorância que circula estes serviços quanto às demandas e especificidades dessa população. Uns 30 anos atrás, a homossexualidade era retirada do CID como Transtorno Mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas, até esse periodo, o conservadorismo, com o aval da ciência, seguia patologizando, estigmatizando e violentando pessoas que não fossem heterossexuais. O entendimento da homossexualidade como "normal" levou tempo, mobilização e luta popular, e sabe-se que não partiu dos cientistas essas reivindicações. Por isso é necessário refletir sobre as problemáticas em torno dos sistemas de classificação, já que essa mudança no CID, assim como a retirada da transsexualidade do CID em 2018 (muito tardiamente!), mostra a saúde como um fenômeno político, que tem disputas de poder para manter certos corpos domados/normalizados.</div><div>Já em 2004, se tem mais um avanço: a elaboração do Brasil Sem Homofobia, e em 2007 a inclusão da orientação sexual e a identidade de gênero como determinantes sociais na 13ª Conferência Nacional. Logo depois, em 2009, se tem a aprovação da Politica Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais pelo Conselho Nacional de Saúde. No entanto, como fora exposto pelas equipes, se vê ainda uma carência de profissionais para as ações frente às especificidades da população LGBT, isso porque se entende como norma a sexualidade heterossexual e, não sendo bastante, a qualquer fuga dos padrões da ideologia preponderante se tem uma grande resistência para considerar os direitos da população LGBTQI+. Enquanto essa população sofre por ser destituída de direitos, como direito à segurança, educação, saúde, trabalho, cultura e, por que não, afeto (?), há, do mesmo lado, várias violências físicas ocorrendo, esses crimes nem sempre são monitorados/sistematizados visto que existe uma postura das instituições em descredibilizar as denúncias e, também, receio por parte de quem foi agredido&nbsp; em expor sobre a agressão. Logo, o Brasil é um dos países que mais matam LGBTs, e possui uma cultura perversa que empurra, muitas das vezes, indivíduos com orientação/identidade que não obedecem a norma, para dentro de armários, situação essa, de repressão e silenciamento, desencadeia e produz doenças e sofrimentos nestes indivíduos. Assim, a Cartilha da População LGBT chega como um marco no reconhecimento dos efeitos da discriminação e exclusao da população no processo de saúde e doença, logo após a compreensão do Ministério da Saúde sobre as formas de discriminação, exemplo da homofobia, como fator impulsionador na produção de adoecimento. Isto quando ela vem isoladamente, mas, quando é o caso de mulheres negras lésbicas, por exemplo, há um cruzamento de opressões, pois não apenas há a violência do racismo, como a misoginia e a lesbofobia também - e estas irão caminhar lado a lado. Audre Lorde é uma das primeiras escritoras negras a falar de forma critica sobre a hierarquia de opressões; mulher, negra, lésbica, mãe, ela vai pontuar que "não podia se dar ao luxo de lutar somente por uma opressão", visto que seu corpo era atravessado por representações e violências, e, assim como sua negritude era integrante de quem ela era, sua sexualidade também seria, sendo assim, como ela escrevera "<em>minha</em> poesia é produto da interseção entre mim e meus mundos". De um lado, Audre Lorde em seus escritos relatava o racismo vindo de pessoas brancas, inclusive denunciava feministas brancas como algozes de mulheres negras, pois enquanto estas faziam a "revolução" pelos seus respectivos direitos, deixavam mulheres negras no serviço, subjugadas ao trabalho doméstico, ao cuidado de seus filhos - brancos - e vulneráveis aos olhares dos homens brancos, os maridos, que viam seus corpos como propriedades. De outro, Audre Lorde vai também acusar o olhar que lésbicas negras recebiam dentro da comunidade negra, o lugar que é destinado à elas e, sendo uma voz dissonante, ela vai criticar o apagamento da sua lesbianidade e a de tantas outras. Como foi dito durante a apresentação, entre mulheres lésbicas e bissexuais, a cobertura nos exames ginecológicos, como o exame para detectar anormalidades no colo de útero cai drasticamente se comparado à mulheres heterossexuais, isso porque, além do sofrimento psíquico gerado pela violência de pertencer a um corpo desviante, os serviços de saúde não consideram realizar certos procedimentos, por exemplo, ginecológicos, por não haver relações pênis-vagina - o senso comum diz que lésbicas não<em> podem</em> manifestar DSTs, nem estão propensas a ter câncer de mama, etc. Há uma falta de acesso aos serviços de saúde também por parte da população trans, desde o fato de sofrerem com a renúncia de serem chamados pelos nomes sociais, à negligência e ignorância sobre as demandas desses indivíduos, até o fato de muitos profissionais resumir seus atendimentos - desconsiderando a identidade - à genitália que estes possuem.&nbsp;<br>Portanto, apesar dos direitos já garantidos pela população LGBT, como dito durante a discussão, ainda há algumas conquistas para o crescimento da visibilidade e a ocupação de espaços, como oportunidades no mercado de trabalho, adoção de políticas de inserção dessas pessoas nas instituições, criação de entidades de defesa, entre outras.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-10 00:00:15 UTC</pubDate>
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         <title>Décimo primeiro encontro - Seminários. </title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1515360451</link>
         <description><![CDATA[<div><br>[Arte por: Jane Hughes]<br><br>&nbsp;Na apresentação do dia 12/05, baseada no artigo "Entre as tramas da sexualidade brasileira" da Maria Heilborn, e de outras leituras também exploradas pela equipe para embasar/complementar as reflexões que foram trazidas, entendemos a abordagem sócioantropológica da sexualidade, desde a compreensão de que a cultura influencia diretamente a maneira em que os indivíduos são socializados para a entrada na vida sexual, as fronteiras que foram construídas entre os corpos de tal modo que se censuraram a espontaneidade de gestos e demonstrações de afeto, assim como o exercício da sexualidade relacionado ao modo como as relações de gênero se estabelecem. Isto é, como a sexualidade é um dispostivo historico - assim pode-se dizer, a sexualidade é vivenciada a partir dos papéis que a sociedade determina a cada um; para mulheres, por exemplo, é compulsória a forma que se relacionam, com quem se relacionam, afinal, são ensinadas e socializadas à performar uma feminilidade que é imposta e a se relacionarem com pessoas do sexo oposto e, no caso de mulheres e homens negras/negros, além das típicas limitações, alguns [muitos] por perversidade do sistema, seguem uma lógica de embraquecimento de suas relações, sem nem mesmo se darem conta de tais comportamentos, o que, claro, mostra que os pensamentos são enraizados. Uma das ideias mais racistas e misóginas que passam pelo país é, inclusive, algo abordado na apresentação quando fora mencionado os mitos e comportamentos sexuais, que é sobre a visão do Brasil enquanto um paraíso sexual, pensamento bastante problemático porque comercializa e objetifica os corpos de mulheres e, sobretudo, envolve a hiperssexualização da mulher negra; se por um lado, há um preterimento e indesejabilidade quanto ao corpo feminino negro, quando se trata do "só serve pra transar" são as mulheres negras que sofrem com a erotização e desumanização de seus corpos. E essas violências só se intensificam, enquanto as estatísticas dessas e outras situações mostram uma diminuição quanto às mulheres brancas, por exemplo, nas mortes destas por companheiros. &nbsp;</div><div>Como fora falado na apresentação, essa condição de subalterna e subserviente colocada para mulheres negras vem de um lugar que naturaliza e, não somente, também mantém o controle dessa imagem para uma perpetuação dessa violência que atinge as mulheres negras - discussão essa que Lélia Gonzalez, inclusive, vai abordar.&nbsp;</div><div>O imaginário criado sobre o Brasil também vai ser apontado como um mecanismo usado para amenizar/naturalizar desigualdades, onde se utiliza da miscigenação para colocar uma ideia de igualdade de raças, e usa-se do corpo da mulher negra "a mulata" para hiperssexualizá-la.</div><div>Além disso, é trazido alguns demarcadores quanto aos jovens e suas experiências sexuais, onde se observou uma queda da transmissão de valores e conhecimentos de familiares para os jovens quanto à sexualidade, e um aumento da influência escolar. Já quanto a questão de gênero, uma diferença mediana de 2 anos de homens para mulheres traz uma observação pois diz respeito à socialização que estes receberam; enquanto para homens se trata de um exercício obrigatório de sua masculinidade, para mulheres esse início só pode ocorrer se dentro de uma relação amorosa, com o aval da família e a depender da religião que é pertença.&nbsp;</div><div>Enfim, as reflexões nesse momento foram bastante pertinentes e nos conduziu à compreensão das especificidades entre raça e gênero e seus respectivos desdobramentos, incluindo os estigmas, estereótipos, mitos e negligências que são mantidas e reforçadas a partir de certas práticas e comportamentos que naturalizam opressões que são estruturais.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-11 21:32:19 UTC</pubDate>
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         <title>Décimo segundo encontro - Ultimo seminário.</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1550584738</link>
         <description><![CDATA[<div>[Foto: G1 Globo ]&nbsp;<br><br>Na última apresentação de seminário do componente, a discussão foi sobre "População Negra e Covid-19" com reflexões sobre o racismo e saúde.&nbsp;<br>Dado o que é o COVID-19 - uma doença respiratória causada pelo vírus SARS-CoV-2, a equipe traz em seguida o conceito de racismo estrutural para explicar como a questão de saúde pública que é a pandemia pelo COVID-19 intensificara as desigualdades por raça. Pois, sendo a população negra alvo constante da sociedade, que passa por exclusões e privações de direitos, sobretudo o não acesso à saúde pública e/ou o não reconhecimento por parte desta, essas situações acabam desencadeando adoecimento e mortes. Como Grada Kilomba trouxera em seu livro "Memórias da Plantação", o imaginário criado sobre a população negra foi em cima de uma projeção desumanizante pela branquitude, por um lugar do Outro, assim, a sociedade vislumbra a população negra como destituída de direitos pois para o individuo negro seu lugar não seria de sujeito mas de objeto. É por isso que, apesar da primeira pessoa a ser vacinada no Brasil contra o COVID-19 ter sido uma mulher negra, enfermeira, linha de frente, e muito da sua imagem ter sido usada num discurso de representatividade, poucos meses depois o ato se esvaziou visto que, a população negra tem sido 2x menos vacinada que a população branca. Ou seja, não sendo bastante que economicamente a população negra tenha sido absurdamente afetada durante o período pandêmico, tendo em vista os números de desempregados, desmonte de políticas públicas, dificuldade de acesso aos serviços de saúde; a população negra também esteve e ainda está mais suscetível à chance de infecções e hospitalização, fora os riscos [maiores] de morte - por estarem sob uma super exposição e vulnerabilização. Outro cenário que evidencia a desigualdade é que na seleção dos grupos prioritários, pelo Plano Nacional de Imunização, mesmo sendo um serviço essencial, trabalhadores terceirizados de escolas, hospitais, de setores como limpeza e educação e que, sabemos, maioria negra, não foram priorizados. Como demarcado na apresentação, a importância da categoria raça nos dados epidemiológicos, não só sobre a COVID-19, nos traz um retrato de como a pandemia potencializou e agravou as desigualdades e expôs realidades: são negros que sofrem mais com comorbidades; têm os piores empregos e/ou subempregos; pessoas negras são maioria em situação de rua; são pessoas negras, majoritariamente, que vivem em condições de vulnerabilidade com menos esgotamento sanitário e pouco acesso à alimentação; mais da metade da população carcerária é negra e, não por acaso, são os mais atingidos pela violência.&nbsp;<br>Por fim, vemos que além do subfinanciamento do SUS, a escassez de instrumentos para conter a crise de saúde pública que é a pandemia do COVID-19,&nbsp; há um projeto de deixar morrer [senão de tiro, do vírus; senão do vírus, da fome] aqueles que são tidos como descartáveis por serem vulneráveis e é evidenciado isso com a COVID-19, afinal, sabe-se qual é a raça que esses pertencem - é importante, nesse sentido, desobedecer os desejos do Estado e fazer, individualmente, o que o governo não permite: (sobre)viver.&nbsp;<br>.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-22 22:31:11 UTC</pubDate>
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         <title>ENCERRAMENTO</title>
         <author>beatriz2010xd</author>
         <link>https://padlet.com/beatriz2010xd/saud2021bea/wish/1552175437</link>
         <description><![CDATA[<div>Até a próxima.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-24 01:28:26 UTC</pubDate>
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