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      <title>Antologia Poética by Maria Julia Trevisan</title>
      <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-04 13:26:24 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-01-04 10:47:12 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Poema: Amor é fogo que arde sem se ver.          Soneto de Camões. </title>
         <author>marcelasan1602</author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1268860981</link>
         <description><![CDATA[<div>"Amor é fogo que arde sem se ver,<br>é ferida que dói, e não se sente;<br>é um contentamento descontente,<br>é dor que desatina sem doer.<br><br>É um não querer mais que bem querer;<br>é um andar solitário entre a gente;<br>é nunca contentar-se de contente;<br>é um cuidar que ganha em se perder.<br><br>É querer estar preso por vontade;<br>é servir a quem vence, o vencedor;<br>é ter com quem nos mata, lealdade.<br><br>Mas como causar pode seu favor<br>nos corações humanos amizade,<br>se tão contrário a si é o mesmo Amor."<br><br><strong>°Época literária:<br></strong>classicismo<strong><br>°Autor:</strong><mark><br></mark> Luis de Camões(1524-1580)<br>°<strong>Análise do poema:<br></strong>Na primeira parte do poema o autor tentar entregar para o leitor uma definição "racional" sobre o que é o amor.<br>Já na segunda parte, temos um amor paradoxal, no qual o amor é contrario a si mesmo, além de termos também uma reflexão inconclusiva, já que o poema termina com um pergunta.<br>°<strong>Estrutura:</strong><br>É um soneto composto por 2 quartetos e 2 tercetos.<br>°<strong>Escolhas Léxicas:</strong><br>clássica, formal, objetiva, equilibrada, racional e ainda buscava a o rigor estético.<br><br><strong>Aluna: Marcela Santos - 3ºB</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-04 13:35:20 UTC</pubDate>
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         <title>Poema: Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem.             Gregórios De Matos.      Obra: Poemas Escolhidos.</title>
         <author>mjtrevisan34</author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1274393818</link>
         <description><![CDATA[<div>"<em>Ardor em firme coração nascido;</em><br><em>Pranto por belos olhos derramado;</em><br><em>Incêndio em mares de água disfarçado;</em><br><em>Rio de neve em fogo convertido:</em><br>  <br><em>Tu, que um peito abrasas escondido;</em><br><em>Tu, que em um rosto corres desatado;</em><br><em>Quando fogo, em cristais aprisionado;</em><br><em>Quando cristal, em chamas derretido.</em><br> <br><em>Se és fogo, como passas brandamente,</em><br><em>Se és neve, como queimas com porfia?</em><br><em>Mas ai, que andou Amor em ti prudente!</em><br> <br><em>Pois para temperar a tirania,</em><br><em>Como quis que aqui fosse a neve ardente,</em><br><em>Permitiu parecesse a chama fria."<br><br></em><strong>Época Literária:<br></strong>Barroco<strong><br>Autor:<br></strong>Gregório de Matos Guerra (Boca de Lixo ou Boca de Inferno)-1636 á 1696.<strong><br>Tema: Os extremos do amor<br></strong>A primeira parte do soneto, que é formada pelos dois quartetos, é marcada por um tom de lamentação onde o eu-lírico vive um embate entre “paixão” e "dor". Na segunda parte, o eu-lírico se indaga sobre a natureza contraditória do amor, fazendo lembrar a lírica do poeta português Camões.<strong><br>Estrutura: <br></strong>Composto por 14 versos decassílabos com rimas ABBA, ABBA, CDC, DCD. <br><strong>Escolhas lexicais da época:</strong><br>Linguagem rebuscada, dramática e exagerada; Uso de figuras de linguagem: antítese, paradoxo, hipérbole e metáforas; jogo de palavras; jogo de ideias.<br><br><strong>Aluna: Maria Julia Trevisan - 3ºB</strong><em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-05 16:30:16 UTC</pubDate>
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         <title>Poema: Morena flor.    Castro Alves</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1281440198</link>
         <description><![CDATA[<div>"Ela tem uma graça de pantera</div><div>No andar bem-comportado de menina.</div><div>No molejo em que vem sempre se espera</div><div>Que de repente ela lhe salte em cima</div><div> </div><div>A mim me enerva o ardor com que ela vibra</div><div> <br>E que a motiva desde de manhã.</div><div>- Como é que pode, digo-me com espanto..."<br><br><strong>Tema: </strong>"Morena Flor", de Castro Alves trata da relação do eu lírico com a presença de uma jovem negra com quem sonha em se relacionar. Castro Alves em suas obras constantemente trata das questões relacionadas a luta dos negros, à luta contra o racismo, à busca pelo fim do preconceito. Porém, nessa obra em questão, o assunto é mais voltado para o sentido romantizado e sensualizado do poema, tratando da "pantera" como uma mulher desejada. <br><br></div><div><strong>Estrutura:</strong> A primeira estrofe possui rimas ABAB verso livre, sem métrica e sem entonação, </div><div> </div><div><strong>Escolhas lexicais:</strong> a linguagem do romantismo é mais simples, popular, subjetiva, melodiosa, confessional, idealizada, eloquente e repleta de lirismo e dualismos, assim apresenta uma ruptura com os modelos clássicos.</div><div> </div><div><strong>Autor e época literária:</strong> Castro Alves pertenceu a 3º geração do romantismo brasileiro, neste poema, é possível destacar 3 das principais características dessa época literária e são elas: abolicionismo, realidade social e negação do amor platônico.<br><br><strong>Aluna: Isabelle Milanez - 3ºB </strong></div><div><br><strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 11:16:01 UTC</pubDate>
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         <title>Poema: Hino à Tarde.   Olavo Bilac - Obra: Tarde.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1281463054</link>
         <description><![CDATA[<div>"Glória jovem do sol no berço de ouro em chamas, <br>Alva! natal da luz, primavera do dia, <br>Não te amo! nem a ti, canícula bravia, <br>Que a ti mesma te estruis no fogo que derramas! <br><br>Amo-te, hora hesitante em que se preludia <br>O adágio vesperal, — tumba que te recamas <br>De luto e de esplendor, de crepes e auriflamas, <br>Moribunda que ris sobre a própria agonia!<br> <br>Amo-te, ó tarde triste, ó tarde augusta, que, entre <br>Os primeiros clarões das estrelas, no ventre, <br>Sob os véus do mistério e da sombra orvalhada, <br><br>Trazes a palpitar, como um fruto do outono, <br>A noite, alma nutriz da volúpia e do sono, <br>Perpetuação da vida e iniciação do nada."<br><strong>Época literária:</strong><br>Parnasianismo<br><strong>Autor:</strong><br>Olavo Bilac  (1865-1918)<br><strong>Análise do poema:</strong><br> O poema retrata a tarde de uma maneira em que ela vai morrendo, pois são utilizadas as palavras que lembram momentos fúnebres, que resgatam monotonia, tristeza, luto<br><strong>Estrutura:</strong><br>99 sonetos<br>14 versos<br><br><strong>Aluna: Ana Laura Pedroso - 3ºB</strong></div>]]></description>
         <pubDate>2021-03-08 11:24:27 UTC</pubDate>
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         <title>Poema: Mar Português. Fernando Pessoa.          Obra: Mensagem.  </title>
         <author>davipaes424</author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1283749448</link>
         <description><![CDATA[<div>"Ó mar salgado, quanto do teu sal<br>São lágrimas de Portugal!<br>Por te cruzarmos, quantas mães choraram,<br>Quantos filhos em vão rezaram!<br>Quantas noivas ficaram por casar<br>Para que fosses nosso, ó mar!<br><br>Valeu a pena? Tudo vale a pena<br>Se a alma não é pequena.<br>Quem quer passar além do Bojador<br>Tem que passar além da dor.<br>Deus ao mar o perigo e o abismo deu,<br>Mas nele é que espelhou o céu".<br><br><strong>Época literária:</strong> <br>Modernismo.<br><strong>Autor:</strong> <br>Fernando Pessoa (1888-1935).<br><strong>Tema: </strong>Nesse poema é abordado a desgraça e a glória do povo Português no período de desbravamento dos mares, na qual muitas vidas se perderam, principalmente os marinheiros realçando as dores dos seus familiares. Ao iniciar da segunda estrofe, Fernando Pessoa questiona se todo o sofrimento vivido valeu a pena, colocando como uma afirmação que quando se tem um objetivo nobre como os portugueses, tem que superar os obstáculos encontrados no meio do caminho, mesmo aqueles que inclui a dor, dessa maneira alçando a glória.<br><strong>Estrutura e escolhas léxicas:</strong> Ao analisar sua estrutura, percebe-se o uso de uma linguagem emotiva e a escolha de um campo lexical de sofrimento, usando palavras como "lágrimas", "choraram" e "rezaram". Também a presença de figuras de linguagem como a anáfora, metáfora e hipérbole, colocando um tom  dramático no poema. <br>O poema é constituído por duas estrofes de seis versos cada (sextilhas), formada por rimas emparelhadas, seguindo o sistema aabbcc.<br><br><strong>Aluna: Izabela Paes - 3ºB</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-08 18:28:34 UTC</pubDate>
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         <title>Poema:                                 No meio do caminho.  Carlos Drummond de Andrade.                           Obra: Algumas Poesias. </title>
         <author>juliapachecopitolestudos</author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1289707986</link>
         <description><![CDATA[<div>"<em>No meio do caminho tinha uma pedra,</em><br><em>tinha uma pedra no meio do caminho,</em><br><em>tinha uma pedra.<br></em>N<em>o meio do caminho tinha uma pedra,</em><br><em>Nunca me esquecerei desse acontecimento</em><br><em>na vida de minhas retinas tão fatigadas.</em><br><em>Nunca me esquecerei que no meio do caminho</em><br><em>tinha uma pedra,</em><br><em>tinha uma pedra no meio do caminho,</em><br><em>no meio do caminho tinha uma pedra."<br></em><br><strong>Época Literária:</strong> Modernismo.<br><strong>Autor: </strong>Carlos Drummond de Andrade                                        31 de outubro de 1902 - 17 de agosto de 1987.<br><strong>Ano em que o poema foi escrito: </strong>1928.<br><br><strong>Tema: </strong>A interpretação do poema "No Meio do Caminho" pode ser considerada muito ampla e livre, apesar de ter como base a ideia de que o movimento modernista tinha de romper com as estruturas poéticas de métrica e rima engessadas.<br>A imagem da pedra no poema pode simbolizar diferentes tipos de entraves e contratempos da vida. Esses obstáculos são naturais, essas pedras podem sair, mas sempre virão outras.<br> <br><strong>Estrutura:</strong> é composto por uma única estrofe com dez versos (décima), sem rimas ou sílabas métricas. E o que chama muito à atenção neste poema é a repetição de palavras. <br><br><strong>Escolhas lexicais da época literária Modernismo: </strong><br>- Liberdade formal;<br>- Experimentação estética;<br>- Uso de versos brancos e livres;<br>- Universalismo;<br>- Ironia e humor;<br>- Regionalismo e coloquialismo;<br>- Rejeição ao academicismo.<br><br><strong>Sobre a obra: Alguma Poesias: </strong><br>Publicada  em 1930,  foi a primeira obra poética de Drummond, contém 49 poemas, muitos deles, micro - poemas, reunindo produções dele, entre 1925 e 1930 e tem sido considerado como elo de ligação entre a primeira e a segunda geração do Modernismo, representando a síntese mais perfeita entre elas.<br><br><strong>Aluna: Julia Pacheco Pitol - 3ºB</strong></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-09 20:01:16 UTC</pubDate>
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         <title>Poema: Psicologia de um vencido:</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mjtrevisan34/Bookmarks/wish/1292815768</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!"<br><br><strong>-------------------------<br><br>° Tema/resumo: </strong>Em "Psicologia de um vencido " ele é o próprio eu lírico ,que se refere como criado como carbono= matéria simples e perfeita da natureza.<br>Mas quando a doença se instala ,declara guerra à vida ele se torna um "verme "que consome a vida.<br>Faz uma analogia com o Carbono = vida com a Morte = frialidade inorgânica oposto da vida .<strong><br><br>° Autor: </strong>Augusto dos Anjos<strong><br><br>° Estrutura: </strong>A composição é um soneto (composição poética com dois quartetos e dois tercetos). Métrica: São versos decassílabos, Eu / fi /lho /do /car/bo/no e/ do a/mo/nía/co. Esquema rímico: abba abba ccd eed abba - rimas opostas<strong>.<br><br>° Escola Literária: </strong>Sua obra poética, composta por apenas um livro de poemas, não se encaixa em nenhuma escola literária, embora tenha sido influenciado por características do Naturalismo e do Simbolismo, a produção única de Augusto dos Anjos não pode ser enquadrada em nenhum desses movimentos. É por isso que classificamos o poeta juntamente aos seus contemporâneos do Pré-Modernismo.<strong><br><br>° Escola Lexical:</strong> A poesia de Augusto dos Anjos é feita de um vocabulário científico misturado com uma tristeza profunda<strong>.<br><br>Aluno: </strong>Luan Barros Vicentin -<strong> </strong>3ºB</div>]]></description>
         <pubDate>2021-03-10 13:43:40 UTC</pubDate>
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