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      <title>um livro fora do ponto  by Lisbela Cardoso (CPE)</title>
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      <description>criação extraordinária do 2B</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-21 10:48:04 UTC</pubDate>
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         <title>Memórias Póstumas de Dona Glória</title>
         <author>2072332</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/emjxov5o4nd5chms/wish/779101322</link>
         <description><![CDATA[<div>   Depois que perdi meu primeiro filho, prometi à Deus que, caso fosse abençoada com uma criança saudável, a mandaria para a vida religiosa. Bentinho nasceu e por muito tempo me prendi à ideia de que logo o enviaria ao seminário, mas à medida que ele foi se transformando naquele rapaz tão bom, não conseguia sequer me imaginar longe dele. <br>   Por muito tempo, adiei a ida de Bentinho ao seminário. Esperei até que se tornasse quase um moço feito, até que não pude mais esperar. Certo dia, José Dias nos convocou para uma inesperada reunião. Eu, meu irmão Cosme e prima Justina tínhamos muita estima pelo homeopata e considerávamos sua opinião fundamental para o funcionamento de nossa família. Naquela tarde, nos alertou sobre a aproximação de Bentinho da filha dos vizinhos, Maria Capitolina. De início, não acreditei. Passaram anos na companhia um do outro da forma mais pura e infantil, e eu não conseguia ver a relação entre eles como algo diferente disso.<br>   Com o passar do tempo, entretanto, fui percebendo que a forma com a qual Bentinho e Capitu se olhavam passou a ser diferente de como era antes. Além disso, depois que José Dias e Bentinho foram à feira juntos, notei que a opinião do médico acerca do cumprimento da promessa de entregá-lo à vida religiosa havia mudado. Queria, agora, que o mantivéssemos na cidade para, posteriormente, mandá-lo para estudar na Europa. <br>   Porém, não me deixei levar. Cumpri a promessa, mesmo sabendo que sentiria sua falta e que provavelmente meu filho nunca seria feliz como padre. Em sua ausência, preenchi o vazio deixado por ele me aproximando de Capitu. Era, na verdade, uma moça muito inteligente, astuta e à frente do seu tempo. Aparentava gostar muito de Bento e sentir sua falta tanto quanto eu. Estávamos, naquela época, muito familiarizadas uma com a outra. <br>   Depois de muito tempo longe de meu filho, eu, doente e de cama, em uma noite especialmente ruim, tive um mau presságio. Mandei buscá-lo. Posso morrer, e sem ele ao pé de mim minha alma não se salvaria. Ordenei ficasse ao meu lado, e, em vez de fazê-lo retornar ao seminário, adotei um órfão e mandei-o em seu lugar. Disse a Bentinho que apoiava seu relacionamento com Capitu. <br>   Bento e Capitu formavam um casal adorável. Não me arrependo de lhes ter dado minha bênção. Estavam muito felizes com a união e com minha aprovação. Sabia que Capitu o amava muito e que formariam uma família abençoada. Com isso em meu coração, pude descansar e partir dessa vida em paz, sem me preocupar em como seria o futuro do meu filho.<br><br>Grupo: Julia Ramos, Maria Clara Cortezzi, Maria Eduarda Canesso e Raquel Bueno<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 13:23:13 UTC</pubDate>
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         <title>A história de Capitu 💕</title>
         <author>marcelaranierio</author>
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         <description><![CDATA[<div>       Na minha visão não existia nada mais entediante que o seminário, preferia saciar minhas curiosidades. Sempre fui uma garota atenta aos mínimos detalhes, tudo que me era dito e até mesmo repetido ganhava uma nova interpretação. Na minha visão tudo importava, incluindo os gestos e o tipo de narração, nenhum detalhe poderia faltar. </div><div>       Dizem que sempre apresentei um olhar muito intrigante com tudo, sempre tinha perguntas a fazer e o meu modo próprio de ver. Sempre possui um olhar de mulher, meus próprios pensamentos e opiniões, por isso apresentava uma visão enigmática e curiosa.      <br>       Tinha uma visão atrevida, e após o Padre Cabral dizer que Latim não era língua de meninas, fiquei com um enorme desejo de aprender, contestando o que foi dito.</div><div><mark>(NATHALIA)</mark><br>________________________________</div><div>        Possuo agradáveis recordações de minha infância com Bentinho, na época, meu vizinho, meu melhor amigo, minha paixão. Me lembro das vezes em que ele vinha na minha casa, por meio de uma porta que era quase exclusivamente nossa, como ele mesmo dizia. <br>         Éramos muito próximos, durante várias de suas visitas, ele examinava minhas bonecas como se fosse médico, assim como eu ia a sua casa e nos vestíamos com roupas de adultos. Um dia, no entanto, Bentinho estava próximo ao muro, com uma feição muito estranha, parecendo perturbado. </div><div>          Eu perguntei a ele várias vezes o porquê de ele estar daquele jeito, mas, no fundo, eu sabia o porquê... Bentinho seria padre, e isso impediria que tudo o que sentíamos um pelo outro viesse a ser consumado algum dia. Calados, ficamos de mãos dadas por muito tempo... dentro de meus pensamentos, eu me lamentava por um destino tão injusto. </div><div>           Contudo, não havia um culpado, já que Dona Glória estava apenas cumprindo uma promessa que havia feito. Eu queria poder impedir o que viria a ocorrer de qualquer maneira, desejava ter dinheiro para que pudéssemos fugir juntos, mas eu era apenas uma garota de catorze anos, vinda de uma família humilde. Meu Bentinho, como sinto falta daquele doce garoto que conheci quando era jovem...  </div><div>        Todos os dias, me lembro daquele dia. O dia em que penteou com carinho meus cabelos me fez lindas tranças, em que eu senti a doçura de seus lábios, antes de que fôssemos separados pelo Seminário.</div><div><mark>(GIOVANNA)</mark></div><div>________________________________</div><div>        O período em que bentinho teve que frequentar o seminário foi bem difícil para mim, sentia muita falta do meu grande amado, mas infelizmente não podia fazer nada além de esperar o tempo passar para que eu pudesse tê-lo em meus braços novamente. Chegou um dia em que o bentinho com as loucuras dele achou que eu estava feliz, tão bobinho que tive que explicar para ele que tudo aquilo era só pra ninguém desconfiar sobre nós. </div><div>     Os dias foram se passando e cada vez mais eu me aproximava da mãe de bentinho, viramos grandes amigas, tanto que quando ela ficou doente eu me propus a cuidar dela o tempo que precisasse. Aos poucos fui ganhando a confiança de sua mãe, e este fato ajudou muito para que nosso relacionamento fosse aceito pela família dele. Umas semanas depois, conheci o tão falado amigo de bentinho, o chamado Escobar.</div><div><mark>(CAROLINE)</mark></div><div>________________________________</div><div>        Diferentemente do que Bentinho pode estar pensando, eu não sofri pela morte de Escobar devido a um suposto relacionamento amoroso entre nós, ele pensa isso devido a seu ciúme exagerado, como naquela vez em que um cavaleiro passava em minha rua.<br>        Além disso o próprio Bentinho sabe que é teimoso e cabeçudo, um verdadeiro casmurro, e não tem provas para suas suspeitas erradas, mesmo porque uma mulher como eu não o trairia dessa forma nunca.   <br>        Me sinto muitíssimo triste em saber que ele pensa que eu seria capaz de tal ato.</div><div><mark>(GUSTAVO)</mark></div><div>________________________________</div><div>         Após a morte de meu querido amigo Escobar, me senti bastante triste naquela casa sem meu amigo e meu conselheiro, no dia em que ele morreu foi muito difícil para mim lidar com aquele acontecimento... E pensei que teria o apoio de meu marido naquele momento, mas ele agia muito estranho como se não estivesse ali, como se somente seu corpo estivesse presente.</div><div>         A cada dia que passava sentia Bentinho cada vez mais estranho comigo e com nosso filho, ele ficava distante, as vezes nem queria conversa, e isso foi desgastando cada vez mais o nosso amor. E foi em um belo dia que eu vi o acontecido, quando ouvi meu marido dizendo ao nosso filho, que ele não era filho dele. Eu me senti tão furiosa, e depois da discussão que entendi o motivo, ele estava furioso porque pensa que nosso filho é de Escobar, é incrível o quanto ele enlouqueceu.</div><div>         Mas eu nunca parei de amar bentinho, mesmo quando ele me expulsou e deixou eu e seu filho na Suíça, nos largando como se não fossemos nada para ele. Eu fiz questão de escrever cartas todos os dias e enviá-las a ele, para que talvez ele pudesse tirar aquela loucura da cabeça, eu o amava e nunca o trairia...</div><div>         Eu amei bentinho desde muito nova, eu sentia algo tão forte por ele que suportei todo aquele tempo no seminário, só para podermos vivermos juntos e sermos felizes. Mas o que o ciúmes pode levar não é mesmo? Ele me tinha para e com ele, mas não conseguia enxergar isto. Aos poucos fui me deteriorando, fui me sentindo acabada sem bentinho em minha vida, e foi então que faleci.</div><div><mark>(MARCELA)<br><br>Participantes: Marcela, Giovanna, Nathalia, Caroline e Gustavo.</mark></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 10:35:12 UTC</pubDate>
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         <title>Dom Casmurro na visão de José Dias      </title>
         <author>2100561</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/emjxov5o4nd5chms/wish/783950312</link>
         <description><![CDATA[<div>Foi naquela tarde de novembro, no ano de 1857, que eu deixei as seguintes falas voarem da minha boca: “Em segredinhos...”, “Se pegam de namoro...” e “Sempre juntos...”. Utilizei-as para descrever os sentimentos que poderiam surgir entre dois belíssimos louva-deuses. Entretanto, se for do interesse do leitor, saberás tu, que em momentos de afago entre ambos, as fêmeas se encontram em um estado instintivamente animal, e apesar de se mostrarem estonteantes ao seu parceiro, escondem suas ágeis e estratégicas garras paro o abate deste. Assim como um advogado recorre à lei para realizar sua sustentação ou como uma música que necessita de um contrabaixo para se manter em boas bases, nesta lauda deixarei registrado minha defesa ao filho do homem que me acolheu anos atrás.<br>    Cheguei ao Rio de Janeiro com ares de doutor, apesar de conhecer medicamentos não havia nada que eu pudesse fazer para curar essa doença que o fazia amá-la. A única solução que encontrei foi persuadir Dona Glória a mandar Bentinho para o Seminário, passando-se, depois, para adjuvante. Na minha visão teria um dom pra tal ofício mesmo se deixado estar com Capitu e seus planos para arruinar sua carreira, acabara cumprindo as vontades de sua mãe.   <br>    Neste momento me senti lisonjeado pela escolha de Bentinho, esse tempo o faria bem, esquecer Capitu e conhecer novas amizades poderiam transforma-lo em um homem de respeito na sociedade carioca e brasileira.    <br>   Entretanto, como nem tudo são flores, Bentinho insistiu na carreira de advogado. Não parecia ser uma ideia tão má, visto que até o auxiliei no convencimento de mãe sobre a escolha, o problema é que isso abriria margens para que ambos pudessem se encontrar, o que não ocorreria se tivesse seguido as vontades de sua provedora. Enfim, apesar de ter bem esclarecidos os conceitos de bem e mal, tanto por conta da fé, quanto pelas leis, Bento se deixou levar pelos olhos e atos de Capitulina. Isso o levou à situação que se encontra atualmente, mutilado. <br>  Ainda que bem estruturado, meu plano não ocorreu como planejado. Capitu, aquela megera, corrompeu a pureza de Bentinho e o enfeitiçou com seu amor. No fim, os dois terminaram (para minha infelicidade), com alianças nos dedos.<br><br>Artur Santiago, Carlos Eduardo, Cristiano Aquino, Lucas Osório, João Luiz, Pedro Teixeira<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 10:37:14 UTC</pubDate>
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         <title>Reescrita da obra “Dom Casmurro” de Machado de Assis na perspectiva de Capitu.</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div> Sozinha com meu filho, triste e nostálgica na Suíça, resolvi escrever um livro de memórias sobre o que tinha acontecido na minha vida até aquele momento. Eu Maria Capitolina (Capitu) vivia com meus pais em uma casa simples na rua Matacavalos, no bairro do Engenho Novo, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Tinha como vizinhos os Santiagos, família rica e com posses. O Bento Santiago (Bentinho) era o meu melhor amigo desde a infância, nós éramos inseparáveis, “unha e carne”.<br> Na minha casa vivíamos eu, meu pai, e minha mãe. Na casa de Bentinho, morava ele, sua mãe D. Glória, seu tio Cosme, sua prima Justina e um agregado, José Dias. Seu pai já havia morrido. <br> Quando eu tinha quatorze anos e Bentinho quinze, ele veio correndo me contar que havia ouvido uma história atrás da porta de sua casa. Contou que sua mãe havia perdido o primeiro filho, e fez uma promessa a Deus, que se lhe concedesse um filho vivo esse iria para o seminário quando fosse o tempo e se tornaria padre, e que a hora já estava chegando. Bentinho estava apavorado, pois não queria ter que ir para um seminário e ser padre, e ter que se separar de mim. Eu que sempre tive as melhores ideias, comecei a bolar planos para que ele não fosse para o seminário. Mas todos os meus planos fracassaram. Bentinho ia para o seminário, mas, antes de partir, me beijou e juramos um ao outro que um dia nos casaríamos.  Esse era o nosso segredo!<br> Enquanto Bentinho estava no seminário, eu me tornei bem próxima de sua mãe, criamos um vínculo muito forte, eu queria que ela gostasse de mim. E Bentinho, no seminário, conheceu Ezequiel de Souza Escobar que tornam amigos íntimos, e mais tarde confidentes.<br> Bentinho sempre vinha aos sábados para me ver e também a sua família. E logo Escobar também passou a frequentar a casa dele. Eu também me tornei amiga dele. E o apresentei a uma grande amiga, Sancha, que mais tarde se tornaram namorados e se casaram. Bentinho então lhe contou sobre o nosso juramento e Escobar lhe contou que também não seria padre, pois amava o comércio.<br>Bentinho era muito ciumento, desconfiava de tudo e todos, pensava que eu o traia. Mas uma vez, em uma de suas visitas, fiquei muito irritada, e lhe disse que por mais uma lhe rompia o juramento.<br> D. Glória queria que o filho voltasse. Pois havia percebido o quanto nós nos amávamos, mas pensava como resolver a promessa, foi então que Escobar deu uma ideia para ela que adotasse um órfão e o encaminhasse para o sacerdócio, assim, não quebraria a promessa. Todos aprovaram inclusive o padre. Isso fez com q Bentinho saísse do seminário e fosse estudar direito em são Paulo. Ele se formou e nos casamos em uma tarde chuvosa de março. Eu me sentia tão feliz, pelo sonho conquistado, casada com meu grande amor e agora uma mulher da sociedade.<br> Anos se passaram e eu não conseguia engravidar, isso incomodava Bentinho e ameaçava nossa felicidade, principalmente porque Escobar logo foi pai de uma menina. Até que consegui engravidar e tive meu único filho Ezequiel. O tempo passou e ele crescia, mas tinha mania de imitar os outros, principalmente Escobar, eu queria que ele parasse, mas ele continuava sempre! Bentinho começou a desconfiar que eu o tinha traído, já que via uma semelhança terrível entre Ezequiel e Escobar, e mais uma vez com ciúmes, imaginou que Ezequiel não fosse seu filho e sim de Escobar.<br> Escobar morreu afogado numa de suas aventuras na praia, eu fiquei muito triste, pois éramos grandes amigos, só que Bentinho achou que eu estava triste por desconfiar que havia um sentimento maior que amizade. Com isso o relacionamento se tornou insustentável, Bentinho só falava em traição, e dizia q Ezequiel não se parecia em nada com ele que era parecido em tudo com Escobar. E juro realmente eram só coincidências, talvez por tanto imitar Escobar acabou realmente parecido com ele. Eu nunca traí meu marido, ele foi meu primeiro e único amor. Sem solução resolvemos nos separar, viajamos para Europa com o intuito de esconder situação, que traria muita polêmica. Bentinho voltou sozinho ao Brasil me deixando sozinha e abandonada com Ezequiel na Suíça, desde então me tornei uma mulher triste, amarga e sem vontade de viver acusada de algo que nunca fiz!<br><br><br>Ryan Portugal, Fabrizia, Victor Mendes e Matheus Carneiro 2B</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 10:46:49 UTC</pubDate>
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         <title>CAPITU</title>
         <author>2131234</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>    A desconfiança de Bentinho comigo sempre foi presente, desde o começo, quando ainda eramos crianças. Um dos motivos mais fortes que levaram Bentinho a se afastar de mim foi o fato de ele achar que nosso filho, Ezequiel, fosse, na verdade, filho de seu amigo, Escobar, em virtude de uma semelhança na aparência e nos modos de agir.<br>Além disso, Bentinho e eu tivemos muita dificuldade para engravidar, tentando por anos até que conseguimos. Atrelado a essas desconfianças, houve uma ocasião em que Bentinho, ao chegar da ópera que havia ido só, encontrou, por acaso, Escobar na porta de nossa casa, o que se somou as suas desconfianças de que, de fato, Ezequiel era filho de Escobar. Bentinho era muito neurado, ele dizia que o garoto assemelhava-se aos modos de Escobar, mas isso poderia ser uma brincadeira de criança, tendo em vista que o garoto tinha esse costume de imitar ja a fisionomia parecida poderia ser o acaso, tal qual a semelhança entre mim e a mãe de Sancha, que nada tinhamos de parentesco e, ainda assim, pareciamos.<br>Gabriel Gauzzi, Gabriel de Mello, Luis e Diogo</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 10:47:29 UTC</pubDate>
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         <title>O esclarecimento de Escobar </title>
         <author>2134793</author>
         <link>https://padlet.com/lisbela/emjxov5o4nd5chms/wish/783967021</link>
         <description><![CDATA[<div>Conheci Bentinho quando fui para o seminário, sujeito bonito e tímido. Assim como ele, estava lá por obrigação para com minha família. Eu suponho que é preciso começar por aqui, já que a história a qual preciso contar tem ele como um dos principais protagonistas. Voltando à narrativa, não possuía vocação para padre, era religioso, é claro, ia à missa, me confessava, rezava, todavia a vida eclesiástica não era para mim. Minha paixão verdadeira era o comércio, via ali o real motor do império.  <br>  No entanto, o seminário me forneceu muitas coisas pelas quais sou grato. Uma delas foi Bentinho. Nele encontrei uma grande amizade, que durou muitos anos, eu o queria muito e ele a mim. Fui a casa de sua mãe em Matacavalos muitas vezes, todos me trataram muito bem e sempre gostei bastante deles. Tinha a impressão que Prima Justina não fazia tanta questão de mim, apesar de Bentinho dizer que ela nunca fazia muita questão de ninguém.<br> Tanto eu como Bentinho, cada qual com suas razões, não sentíamos desejo algum de permanecer no seminário, eu queria dedicar-me a matemática e ao comércio, e ele, como havia me contado anteriormente, queria casar-se com Capitu, quem conheci em uma visita à casa deste, assim como ele havia me dito, ela possuía olhos de ressaca do mar. Foi então que me pareceu necessário arranjar uma solução a D. Gloria, mãe de Bentinho, de forma a permitir que seu filho deixasse o seminário, como eu, lembrei-a  de que o enviado à igreja não precisava ser necessariamente Bento Santiago. E assim foi feito, ela enviara em seu lugar um órfão a pretexto de ser padre.<br>   Seguidamente a este acontecimento comecei meu próprio negócio, com dinheiro conseguido com D. Glória, e Bentinho, por sua vez, mudou-se para São Paulo visando estudar direito. Anos mais tarde, após seu retorno, cumpriu sua promessa e casou-se com Capitu, enquanto eu casei-me com Sancha, amiga de escola da, agora, esposa de meu amigo. Nos dávamos muito bem, os quatro, ao ponto que eu e minha cônjuge decidimos como forma de prestar uma homenagem ao casal, nomear nossa filha de Capitolina. Posteriormente, quando Bentinho e Capitu tiveram um filho, retornaram a homenagem e o nome dado a criança foi o meu, Ezequiel. Entretanto, eu comecei a suspeitar que Bentinho, tinha suas reservas contra mim. <br>   Certo dia, como de costume, saí para nadar, contudo, a temperatura mudou bruscamente, o mar estava de ressaca. Acho que não é necessário mencionar que minha vida acabou aí mesmo. A respeito do que ocorreu após a minha morte, sinto a necessidade de esclarecer as desconfianças de Bentinho sobre a relação entre eu e Capitu, afinal, apesar de nossa amizade, nunca ocorreu nada entre nós e me entristece saber da falta de confiança de meu amigo por quem tenho todo respeito e carinho, e devo dizer que meu interesse nunca foi por Capitu.<br>(Mariana, Izabela, Clarice, Gabriela, Julia A, Guilherme)<br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-28 10:49:38 UTC</pubDate>
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