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      <title>Povos e comunidades Tradicionais by </title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-24 14:25:27 UTC</pubDate>
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         <title>Quais são os povos tradicionais ?</title>
         <author>lirarafael417</author>
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         <description><![CDATA[<p>Além dos povos indígenas, são listados 27 povos e comunidades tradicionais no Brasil: Andirobeiras; Apanhadores de Sempre-vivas; Caatingueiros; Catadores de Mangaba; Quilombolas, Extrativistas, Ribeirinhos, Caiçaras, Ciganos, Povos de terreiros, Cipozeiros, Castanheiras; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiros; Ilhéus; Isqueiros; Morroquianos; Pantaneiros; Pescadores Artesanais; Piaçaveiros; Pomeranos; Quebradeiras de Coco Babaçu; Retireiros; Seringueiros; Vazanteiros; e Veredeiros.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-24 14:33:33 UTC</pubDate>
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         <title>Oque são?</title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036489409</link>
         <description><![CDATA[<p>Os <strong>povos indígenas no Brasil </strong>são a parcela população descendente dos povos originários, que podem ser definidos como aqueles que estavam no território brasileiro muito antes da chegada dos colonizadores portugueses. Atualmente existem mais de 260 povos indígenas no Brasil, somando uma população de 1,6 milhão de habitantes ou 0,83% da população do país.A maioria dos povos indígenas brasileiros vive na região Norte do país, nos estados por onde se estende a Amazônia Legal. A diversidade étnica e linguística desses povos tem grande importância para a manutenção da pluralidade cultural do país. Para além disso, os indígenas são parte fundamental da história de formação do território nacional e da preservação ambiental, tendo em vista que levam um modo de vida mais sustentável e em harmonia com os recursos obtidos na natureza.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/a-populacao-indigena-no-brasil.htm" />
         <pubDate>2024-06-24 14:35:29 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A importância das comunidades tradicionais no combate as mudanças climática</title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036490007</link>
         <description><![CDATA[<p>Essas comunidades são alguns dos mais importantes protetores do carbono vivo, já que as áreas manejadas por elas têm taxas de desmatamento muito menores do que áreas protegidas pelos governos. Por isso, o combate às mudanças climáticas está intrinsecamente ligado à liderança de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. O IPCC é uma organização científico-política criada em 1988 no âmbito das Nações Unidas (ONU), com o objetivo principal de sintetizar e divulgar o conhecimento mais avançado sobre as mudanças climáticas que hoje afetam o mundo.</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/relevancia-do-brasil-no-combate-mudancas-climaticas-e-na-protecao-de" />
         <pubDate>2024-06-24 14:36:23 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A importância cultural das comunidades tradicionais </title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036858503</link>
         <description><![CDATA[<p>Os povos e comunidades tradicionais são grupos culturalmente diferenciados, que possuem condições sociais, culturais e econômicas próprias, mantendo relações específicas com o território e com o meio ambiente no qual estão inseridos. Respeitam também o princípio da sustentabilidade, buscando a sobrevivência das gerações presentes sob os aspectos físicos, culturais e econômicos, bem como assegurando as mesmas possibilidades para as próximas gerações.</p><p>São povos que ocupam ou reivindicam seus territórios tradicionalmente ocupados, seja essa ocupação permanente ou temporária. Os membros de um povo ou comunidade tradicional têm modos de ser, fazer e viver distintos dos da sociedade em geral, o que faz com que esses grupos se autorreconheçam como portadores de identidades e direitos próprios.</p><p>É importante destacar os vários benefícios que esses grupos promovem para a coletividade nacional, abrangendo modos próprios de vida, relações territoriais, preservação da memória, história e patrimônio cultural material e imaterial, saberes tradicionais no uso de recursos naturais, entre outros.</p><p>De acordo com o Decreto 6.040, de 7 de fevereiro de 2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, povos e comunidades tradicionais podem ser definidos como:</p><p><em>“…grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.”</em> (Decreto 6.040, art. 3º, § 1º).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:15:31 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Referências</title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036869245</link>
         <description><![CDATA[<p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://decidim.contagem.mg.gov.br/assemblies/comunidadestradicionaiscontagem/f/460/posts/190?assembly_slug=comunidadestradicionaiscontagem&amp;component_id=460&amp;locale=pthttps://">https://decidim.contagem.mg.gov.br/assemblies/comunidadestradicionaiscontagem/f/460/posts/190?assembly_slug=comunidadestradicionaiscontagem&amp;component_id=460&amp;locale=pthttps://</a>                           <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/relevancia-do-brasil-no-combate-mudancas-climaticas-e-na-protecao-de">www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/relevancia-do-brasil-no-combate-mudancas-climaticas-e-na-protecao-de</a>  <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://canopee.com.br/a-importancia-dos-povos-e-comunidades-tradicionais-no-desenvolvimento-sustentavel/">https://canopee.com.br/a-importancia-dos-povos-e-comunidades-tradicionais-no-desenvolvimento-sustentavel/</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/quem-sao-os-povos-ribeirinhos">https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/escolas/quem-sao-os-povos-ribeirinhos</a></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/quilombolas.htm#:~:text=Quilombola%20%C3%A9%20a%20pessoa%20que%20habita%20o%20quilombo.&amp;text=A%20origem%20em%20comum%20dos,em%20determinados%20locais%2C%20formando%20tribos">https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/quilombolas.htm#:~:text=Quilombola%20%C3%A9%20a%20pessoa%20que%20habita%20o%20quilombo.&amp;text=A%20origem%20em%20comum%20dos,em%20determinados%20locais%2C%20formando%20tribos</a>.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/5814#:~:text=Cipozeiras%20e%20cipozeiros%20constituem%20%E2%80%9Ccomunidades,de%20outras%20atividades%20de%20subsist%C3%AAncia">https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/5814#:~:text=Cipozeiras%20e%20cipozeiros%20constituem%20%E2%80%9Ccomunidades,de%20outras%20atividades%20de%20subsist%C3%AAncia</a>.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.brasildefato.com.br/2021/06/10/uma-vida-marcada-pelos-ciclos-do-rio-araguaia-conheca-os-retireiros#:~:text=Os%20ciclos%20do%20rio%20Araguaia,para%20a%20regi%C3%A3o%20de%20v%C3%A1rzea.https://www.icmbio.gov.br/cairucu/visitacao/atrativos-culturais.html?showall=1&amp;limitstart=#:~:text=Os%20cai%C3%A7aras%20s%C3%A3o%2C%20originalmente%2C%20um,%C3%A0%20Cruz%20(Santa%20Cruz)">https://www.brasildefato.com.br/2021/06/10/uma-vida-marcada-pelos-ciclos-do-rio-araguaia-conheca-os-retireiros#:~:text=Os%20ciclos%20do%20rio%20Araguaia,para%20a%20regi%C3%A3o%20de%20v%C3%A1rzea.https://www.icmbio.gov.br/cairucu/visitacao/atrativos-culturais.html?showall=1&amp;limitstart=#:~:text=Os%20cai%C3%A7aras%20s%C3%A3o%2C%20originalmente%2C%20um,%C3%A0%20Cruz%20(Santa%20Cruz)</a>.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.unicef.org/brazil/blog/juventudes-quilombolas-pela-justica-social#:~:text=Al%C3%A9m%20disso%2C%20as%20comunidades%20tradicionais,ancestrais%20em%20%22desertos%20alimentares%22">https://www.unicef.org/brazil/blog/juventudes-quilombolas-pela-justica-social#:~:text=Al%C3%A9m%20disso%2C%20as%20comunidades%20tradicionais,ancestrais%20em%20%22desertos%20alimentares%22</a>.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:22:41 UTC</pubDate>
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         <title>Quimbolas</title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036876514</link>
         <description><![CDATA[<p>"Os povos quilombolas não se agrupam em uma região específica ou vieram de um lugar específico. A origem em comum dos remanescentes de quilombos é a ancestralidade africana de negros escravizados que fugiram da crueldade da escravidão e refugiaram-se nas matas. Com o passar do tempo, vários desses fugitivos aglomeravam-se em determinados locais, formando tribos. Mais adiante, brancos, índios e mestiços também passaram a habitar os quilombos, somando, porém, menor número da população.</p><p>Ao longo da história brasileira, vários quilombos foram registrados, alguns com grande número de habitantes. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, que na verdade era formado por um conjunto de 10 quilombos próximos, chegou a ter uma população estimada em 20 mil habitantes no século XVII."</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:28:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ribeirinhos </title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036879635</link>
         <description><![CDATA[<p>O termo <strong>povos ribeirinhos </strong>se refere às pessoas que residem nas proximidades dos rios. Eles são encontrados em diversas partes do Brasil e possuem forte vínculo com a natureza, tendo muitas vezes a pesca artesanal como a principal atividade de sobrevivência.</p><p><br></p><p>Podemos encontrar <strong>povos ribeirinhos em diversas partes do Brasil</strong>, principalmente na Amazônia, onde se encontram em maior quantidade. Reféns dos movimentos e volume das águas, eles vivem em casas sobre palafitas, e em épocas de cheias precisam utilizar barcos para transitar pela região.</p><p>Na segunda metade do século XIX, o Brasil, mais precisamente a Amazônia, vivia o auge do chamado <strong>ciclo da borracha</strong>. A Revolução Industrial e o desenvolvimento tecnológico fizeram com que a borracha natural, na época um produto exclusivo da região amazônica, se tornasse algo muito valorizado, gerando lucros para quem investia no seu comércio.</p><p><br></p><p>Nesse cenário, muitos nordestinos deixaram sua terra natal e foram para a Amazônia para encontrar emprego nas empresas que atuavam com a extração do látex das árvores seringueiras. Porém, na década de 1950, aconteceu a chamada <strong>crise da borracha</strong>, que marcou a queda desse mercado no Brasil, gerando crise e desemprego para aqueles que se dedicavam à área.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:30:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Cipozeiros</title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036885582</link>
         <description><![CDATA[<p>Cipozeiras e cipozeiros constituem “comunidades tradicionais” que vivem da extração e do artesanato de diferentes espécies de cipós e de outras atividades de subsistência. Nosso objetivo foi identificar e caracterizar as comunidades em Santa Catarina e verificar a existência de situações de conflitos ambientais. Para isso, efetuamos uma revisão bibliográfica e realizamos, à luz da perspectiva da justiça ambiental, uma reflexão crítica sobre a situação dessas populações no estado. Apresentamos as cipozeiras e os cipozeiros como pertencentes à categoria de “povos e comunidades tradicionais” e evidenciamos que estes grupos vivenciam diferentes conflitos ambientais. Esses conflitos se caracterizam como situações de injustiça ambiental, o que parece um fenômeno comum e recorrente entre os povos e comunidades tradicionais em Santa Catarina e em todo o Brasil.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:34:55 UTC</pubDate>
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         <title>Retireiros </title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036896259</link>
         <description><![CDATA[<p>Os ciclos do rio Araguaia marcam o ritmo da vida dos retireiros, uma comunidade tradicional que se formou no município de Luciara, no Mato Grosso, na década de 1940.</p><p>Quando as águas do rio baixam, entre maio e novembro, eles deixam as casas na cidade e descem com o gado para a região de várzea. É lá que ficam os retiros, as residências da época da seca.</p><p>E é também onde brota o capim agreste usado como pasto para os animais. A retireira Lidiane Taverny Sales conta como é essa relação intensa com a paisagem e o gado.</p><p>“Por ser uma área de gado solto, na larga, tem que ter um cuidado mais próximo. Então os meninos têm essa lida mais intensa de sair na madrugada para buscar um gado bem longe, porque a área é extensa. Na casa dos retireiros é sempre falado do gado: o gado que sumiu, a vaca que pariu, o boi que tá doente".</p><p>A retireira ressalta que uma das características mais interessantes da comunidade é que "um cuida do gado do outro”.</p><p>O manejo do gado feito pelos retireiros tem vantagens do ponto de vista ecológico quando comparado à pecuária tradicional. É o que explica a ecóloga Isabel Figueiredo, que coordena o Programa Cerrado e Caatinga do Instituto Sociedade, População e Natureza, o ISPN.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:43:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Caiçaras</title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036909476</link>
         <description><![CDATA[<p>No Brasil, há inúmeras nações indígenas. A partir do processo de colonização, os índios foram gradativamente sendo exterminados de nosso litoral, deixando heranças que ainda hoje se perpetuam. Os caiçaras são um exemplo vivo desta combinação índio/colono, terra/mar - que se estabeleceu nos costões rochosos, restingas, mangues e encostas da Mata Atlântica.</p><p>A palavra caa-içara é de origem tupi-guarani. Separadas, as duas palavras sugerem uma definição: caa significa galhos, paus, "mato", enquanto que içara significa armadilha.</p><p>A idéia provinda desta junção seria, à primeira vista, uma armadilha de galhos. O termo, porém, denomina as comunidades de pescadores tradicionais dos Estados de São Paulo e Paraná e sul do Rio de Janeiro.</p><p>Com poucos contatos com a "civilização", os caiçaras evoluíram aproveitando os recursos naturais à sua volta, que resultou numa grande intimidade com o ambiente. Povo que vive entre o mar e a floresta, estas pequenas comunidades tentam, ainda hoje, preservar seus valores de grupo. Seus territórios - praias e enseadas - são de difícil acesso, por vezes protegidos na forma de Unidades de Conservação. Atualmente estas terras são alvo da especulação imobiliária, devido à sua beleza e excelente estado de conservação.</p><p>Os caiçaras são, originalmente, um povo de religião católica, herança esta gerada pela colonização portuguesa. Há várias festas relacionadas ao catolicismo, porém a mais famosa acontece no mês de maio em homenagem à Cruz (Santa Cruz). É necessário que se realize no "claro", isto é, na lua cheia, para que todos possam comparecer. A cada ano é escolhido o festeiro - figura central na organização da festa - que, por sua vez, escolhe outros responsáveis. Durante três dias, a comunidade fica ocupada com a realização da Festa de Santa Cruz.</p><p>O primeiro evento da festa é a ladainha na igreja, na sexta. Já no sábado, os convidados chegam e começam os batizados, seguidos de mais ladainha. O último dia é mais intenso, com uma "missa festiva" com o padre mais próximo, com a procissão em seguida. Andores, bastante decorados, recebem imagens de santos enquanto rezas e músicas são entoadas ao longo da extensão da praia percorrida. Após a procissão, é comum a realização de um leilão que arrecadará fundos para a festa do próximo ano.</p><p>Atualmente várias comunidades caiçaras fazem parte de Igrejas Pentecostais e Associações, dado o forte grau de contato das últimas décadas. Igrejas da Assembléia do Reino de Deus e Congregação de Cristo estão se tornando comuns e se espalhando rapidamente, o que faz com que o Catolicismo tradicional, suas festas e rituais vão se tornando cada vez mais raros e, também, são responsáveis por alguns conflitos entre comunidades.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 01:54:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Desafios enfretados pelas comunidades tradicionais </title>
         <author>lirarafael417</author>
         <link>https://padlet.com/lirarafael417/elzzcej39py6ysxa/wish/3036918884</link>
         <description><![CDATA[<p>as comunidades tradicionais frequentemente enfrentam desafios socioeconômicos, como acesso limitado à educação de qualidade, serviços de saúde precários e falta de oportunidades de emprego, bem como a transformação de seus territórios ancestrais em "desertos alimentares". A preservação dos modos de vida tradicionais muitas vezes depende do acesso a recursos naturais, e a falta de políticas rígidas contra a destruição ambiental e de combate efetivo da perseguição contra seu modo de vida perpetua desigualdades e vulnerabilidades.</p><p>No entanto, é importante destacar que existem históricas lutas dessas comunidades ainda em curso para promover o espaço político, social e econômico e o reconhecimento das comunidades tradicionais no Brasil. Avanços legislativos conquistados por meio de muita luta e ativismo, como a demarcação de terras indígenas e quilombolas, representam passos necessários na garantia dos direitos territoriais dessas comunidades. Além disso, iniciativas de desenvolvimento sustentável, que valorizam os conhecimentos tradicionais e promovem a autonomia das comunidades, têm o potencial de criar um equilíbrio entre conservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico.</p><p>A participação ativa das comunidades tradicionais na formulação de políticas é essencial para garantir que suas perspectivas sejam consideradas e respeitadas. É necessário não somente representar seus interesses, mas garantir que eles mesmos possam ocupar lugares de tomada de decisão.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-25 02:01:15 UTC</pubDate>
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