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      <title>Desastres ambientais ao longo da história by Manuela Gazzoni dos Passos</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-07 22:34:49 UTC</pubDate>
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         <title>1956 - Minamata - Japão</title>
         <author>biologamanu</author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910448639</link>
         <description><![CDATA[<p>Na primeira metade do século passado, no Japão, habitantes da cidade de Minamata apresentaram sintomas como fortes convulsões, surtos de psicose, perda de consciência e febre. As vítimas haviam consumido peixes pescados na Baía de Minamata, onde uma empresa de produção de PVC, que usava mercúrio na fabricação, descartava os resíduos do processo. Em 1956, a origem da doença de Minamata foi esclarecida. Cerca de 5.000 pessoas foram atingidas. Além das vítimas que ficaram com sequelas graves, estima-se que o número de mortos tenha chegado a 900 pessoas. Minamata ficou conhecido como um dos maiores desastres ambientais do planeta.</p><p><br/></p><p><strong>Décadas depois, em outubro de 2013, outra cidade japonesa, Kunamoto, sediou a Conferência Diplomática para a assinatura da Convenção de Minamata sobre Mercúrio. O tratado internacional era o resultado de várias rodadas de negociações, que envolveram 140 países no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).&nbsp;</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 22:35:33 UTC</pubDate>
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         <title>1986 - Chernobyl - Ucrânia</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910456073</link>
         <description><![CDATA[<p>Ocorreu no dia 26 de Abril de 1986 quando um reator de energia nuclear explodiu, liberando uma grande quantidade de material radioativo no ambiente e provocando o incêndio que durou 10 dias. </p><p>Esse acidente também provocou uma chuva radioativa que pode ser verificada na Inglaterra, Europa Ocidental, Escandinávia, União Soviética até o Leste dos Estados Unidos, causando a morte de aproximadamente 15 mil pessoas, mas órgãos não governamentais estimam 80 mil mortes. </p><p>Este foi o maior acidente nuclear da história, Aconteceu no reator 04 da Usina, na cidade de Pripyat, cerca de 20 km da cidade de Chernobyl, e foi resultado de falha humana, visto que os operadores do reator descumpriram diversos itens do protocolo de segurança.</p><p>Até 30% das 190 toneladas métricas de urânio de Chernobyl foram emitidas na atmosfera e a União Soviética acabou&nbsp;evacuando&nbsp;335 mil pessoas, definindo uma a “zona de exclusão” com um raio aproximado de 30 km do reator.</p><p>Imediatamente após o colapso do reator de Chernobyl, as autoridades soviéticas mantiveram seus próprios cidadãos sem notícias, e não tentaram alertar os países vizinhos. Em 28 de abril de 1986, a verdade começou a vir a tona quando os monitores suecos detectaram grandes quantidades de radiação na atmosfera, que parecia ter se originado na URSS.</p><p>Estima-se que entre 100.000 a 200.000 abortos foram realizados em mulheres após o incidente porque os médicos disseram a elas que seus bebês foram expostos à radiação, e poderiam nascer com doenças graves. Houve "radiofobia", mas a OMS diz que não há evidências de que defeitos congênitos ocorriam em bebês nascidos de mulheres que estavam próximas a Chernobyl.</p><p>Estima-se que o desastre tenha custado cerca de&nbsp;US$ 235 bilhões em danos. A atual Bielorrússia, que teve&nbsp;23% do território&nbsp;contaminado pelo acidente, perdeu cerca de um quinto de sua terra cultivável. </p><p>No auge das operações de resposta ao desastre, em 1991, a Bielorrússia gastou&nbsp;22% de seu orçamento total&nbsp;com Chernobyl. </p><p>Em 2011, Chernobyl se transformou em atração turística.</p><p>Apenas 3000 pessoas, com autorização especial, vivem na cidade. Na época do acidente eram 14000.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 22:47:27 UTC</pubDate>
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         <title>1989 - Navio Exxon Valdez - Alasca</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910456308</link>
         <description><![CDATA[<p>No ano de 1989, um navio petroleiro colidiu com rochas submersas na costa do Alasca, mais precisamente na Enseada do Príncipe Guilherme derramando cerca de 41 milhões de litros de petróleo, contaminando mais de 2 mil KM de praias e causando a morte de aproximadamente 100 mil aves. </p><p>O vazamento de óleo do petroleiro Exxon Valdez, ainda prejudica a fauna do Alasca. A conclusão é de que uma área considerável (28 acres) de praias ainda está contaminada por 15.850 galões de óleo.</p><p><br></p><p><br></p><p>Segundo o site <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://scientificamerican.com"><strong><em>scientificamerican.com</em></strong></a><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://blogs.scientificamerican.com/extinction-countdown/25-years-after-exxon-valdez-spill-sea-otters-recovered-in-alaskae28099s-prince-william-sound/?utm_source=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=earth&amp;utm_content=link&amp;utm_term=2020-03-25_from-archive"><strong>,</strong></a> em matéria alusiva aos 25 anos do desastre, “Demorou um quarto de século, mas as lontras do norte (Enhydra lutris kenyoni) que vivem &nbsp;em Prince William Sound finalmente se recuperaram dos efeitos do derramamento de óleo do Exxon Valdez de 1989, de acordo com um novo relatório dos EUA. O vazamento em si matou cerca de 40% das 6.500 lontras marinhas que viviam no local.”</p><p>Após o derramamento de óleo do Exxon Valdez, o Congresso dos EUA aprovou a Lei de Poluição de Petróleo de 1990, que o Presidente George H.W. Bush assinou &nbsp;naquele ano. A Lei de Poluição de Petróleo aumentou as multas para as empresas responsáveis ​​por derramamentos de óleo e exigiu que todos os navios petroleiros nas águas dos Estados Unidos tivessem um casco duplo.</p><p><br></p><p>Hoje era pra se pensar politicas públicas, principalmente norte americanas de ter o Alasca com proteção ambiental extrema, toda via o capital ainda influencia fortemente a economia exploratória Norte-Americana </p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 22:47:47 UTC</pubDate>
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         <title>2023 - Incêndio no Havaí</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910457082</link>
         <description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais que atingiram o Havaí em agosto de 2023 e deixou mais de 100 pessoas mortas, foi o pior desastre natural da História do Estado Americano. </p><p>As chamas devastaram mais de 2,2 mil prédios na cidade histórica de Lahaina, na ilha de Maui e causaram quase US$ 6 bilhões em danos, segundo o Departamento do Comércio dos Estados Unidos.</p><p>Os incêndios devastaram mais de 800 hectares em duas ilhas do arquipélago havaiano e obrigaram à retirada de milhares de pessoas.</p><p>Acredita-se que o incêndio teve início quando um poste de energia caiu e incendiou folhas secas no chão. O acidente foi agravado pelos ventos do furacão Dora e pela seca, que afetava 14% do arquipélago, segundo o Monitor de Secas dos EUA, enquanto 80% do território era classificado como anormalmente seco.</p><p>Cientistas afirmam que quando ocorreu o incêndio, aproximadamente 90% do Havaí estava recebendo menos chuva naquele período do que há um século.</p><p>As condições de seca resultaram em uma vegetação altamente inflamável, tornando o ambiente propício para incêndios de grandes proporções e que se alastram rapidamente.</p><p><br/></p><p>HOJE EM DIA</p><p><br/></p><p>Um evento dessa magnitude tende a gerar impactos combinados ao invés de isolados, a saúde humana, fauna, vegetação, recursos hídricos e abastecimento foram apenas alguns dos aspectos dos quais tiveram mais impacto, porém a cadeia de impactos foi ainda maior reconhecida ao longo dos anos.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>CURIOSIDADE </p><p><br/></p><p>A igreja católica Maria Lanakila, na ilha de Maui, sobreviveu ao incêndio que assolou o Havaí, o local, se tornou um símbolo de resiliência de sua comunidade, a Casa Branca de dois andares com telhado vermelho também ficou intocada cercada por um terreno preto e escaldante com casas queimadas até o chão. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 22:49:01 UTC</pubDate>
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         <title>1987 - Césio-137 - Goiânia </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910463368</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>Ocorreu em Setembro de 1987 em Goiânia, quando dois catadores de lixo encontraram um aparelho de radioterapia em um prédio abandonado, acreditando que o aparelho renderia à eles uma boa quantia em dinheiro, levaram o objeto até a casa de um deles, posteriormente, venderam-no para o dono de um ferro velho. </p><p>No ferro velho, o equipamento foi aberto e observou-se no seu interior um pó brilhante de coloração azulada: o cloreto de césio-137 e sem saber do que se tratava e encantado pela cor do césio, o dono do ferro velho levou para casa e mostrou para várias pessoas de sua família e amigos, assim todas as pessoas que tiveram contato com o produto tiveram sinais de intoxicação.</p><p>Diante disso, o material foi levado para análise e descobriu-se que se tratava de um produto radioativo, oficialmente foram registradas quatro mortes em consequência do césio, mas várias outras pessoas sofreram com os efeitos da radiação.</p><p>Centenas de locais necessitaram de desinfecção e uma nova cidade foi criada para alocar os rejeitos, trata-se do maior acidente radiológico do mundo. </p><p>As partículas de césio começaram a se dispersar por ação do vento, contaminando o solo, plantas e animais. As pessoas que tiveram contato com o elemento começaram a se tornar fontes irradiadoras, contaminando hospitais e outros locais que frequentavam.</p><p>Além da grave crise sanitária, a população de Goiânia sofreu com o preconceito. Os cidadãos da capital de Goiás eram barrados em hotéis, restaurantes e aeroportos em outros estados. Veículos com placa de Goiânia eram depredados.</p><p>Dados da Associação de Vítimas do Césio-137 (AVCésio) e do Ministério Público do Estado de Goiás apontam aproximadamente 66 óbitos, ao todo. Tais dados também sustentam que cerca de 1,4 mil pessoas foram contaminadas ao longo dos anos.</p><p>Os sintomas mais comuns da exposição ao césio-137 são náuseas, vômitos, diarreia, tonturas, queimaduras e, infelizmente, a morte. Sem tratamento médico adequado, o césio-137 tem meia-vida de 70 dias no corpo humano.</p><p><br/></p><p>CURIOSIDADES:</p><p><br/></p><p>Césio é um elemento químico da tabela periódica, de número atômico 55 e símbolo Cs. Seu nome tem origem do latim <em>caesium</em> e significa "céu azul". Esse metal alcalino possui 34 isótopos conhecidos, que são instáveis ou radioativos.</p><p>O isótopo césio-137 é instável e o seu núcleo é facilmente desintegrado, promovendo emissões radioativas. Quando o núcleo de um átomo se desintegra ocorre a fissão nuclear, que produz um novo elemento químico e emite radiação (alfa, beta ou gama).</p><p>O perigo ocorre quando a radiação ionizante, que tem elevado poder de penetração, emite altas concentrações de partículas radioativas. O principal efeito biológico é a mudança nas células do sangue, como a perda de glóbulos brancos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 22:59:38 UTC</pubDate>
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         <title>2019 - Brumadinho</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910463674</link>
         <description><![CDATA[<p>A barragem que se rompeu em Brumadinho tinha como finalidade, de acordo com a Vale, a deposição de rejeitos. Ainda de acordo com a mineradora, a barragem, que foi construída em 1976, estava inativada e, no momento, não havia nenhuma atividade operacional em andamento.</p><p>As investigações concluíram que a realização de perfurações verticais foi o gatilho para a <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/02/26/pf-conclui-que-perfuracoes-feitas-pela-vale-causaram-rompimento-da-barragem-em-brumadinho.ghtml">liquefação que provocou o rompimento da estrutura</a>, que já estava frágil, no dia 25 de janeiro de 2019.</p><p>Diferentemente do que havia sido publicado, a barragem que caiu em Brumadinho tem volume de 12,7 milhões&nbsp;de metros cúbicos de rejeito de mineração. A informação havia sido enviada pelo Ibama e foi retificada pelo próprio órgão. </p><p>A lama percorreu mais de 300 km, afetando 18 municípios e atingindo 944 mil pessoas. Centenas de famílias tiveram vítimas fatais. Mais de 600 mil pessoas tiveram o abastecimento de água comprometido em 8 municípios que dependem do rio Paraopeba, inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte.</p><p>Foram 270 pessoas mortas, 267 identificadas e 3 ainda desaparecidos. E sendo que pouco esta sendo feito para eliminar os riscos de uma nova tragédia. </p><p>“Estamos em 2024 e não vemos de forma prática o descomissionamento de barragens”, aponta Decio Junior, relações institucionais da prefeitura de Brumadinho.</p><p>No entanto, após a tragédia, o turismo foi impactado, retomando as máximas no ano passado (2023). </p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 23:00:15 UTC</pubDate>
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         <title>1977 - Vale da Morte - Brasil</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910464098</link>
         <description><![CDATA[<p>O jornal americano batizou o polo petroquímico de Cubatão (SP) como “Vale da Morte”. As indústrias localizadas na cidade de Cubatão despejavam no ar toneladas de gases tóxicos por dia, gerando uma névoa venenosa que afetava o sistema respiratório e gerava bebês com deformidades físicas, sem cérebros. O polo contaminou também a água e o solo da região, trazendo chuvas ácidas e deslizamentos na Serra do Mar.</p><p>No ano de 1977, a emissão de componentes químicos tóxicos como monóxido de carbono, benzeno, óxidos de enxofre e nitrogênio, hidrocarbonetos e material particulado liberados em Cubatão ultrapassava mil toneladas por dia.</p><p>Entre outubro de 1981 e abril de 1982, cerca 1.800 crianças nasceram na cidade, destas, 37 já nasceram mortas, outras apresentavam graves problemas neurológicos e anencefalia. Cubatão era líder em casos de problemas respiratórios no país.</p><p><br></p><p><br></p><p>"Antigamente você olhava as chaminés e era fumaça preta o tempo todo. Aí foram instalados filtros nas chaminés, lavadores de gases e outros. Também houve substituição de matriz energética - trocou-se o óleo com alto teor de enxofre nas indústrias pelo gás natural. Tudo isso ajudou."</p><p>A cidade também passou a monitorar 24 horas por dia a qualidade do ar. Segundo Cipriano, Cubatão é o único município do Estado a ter três estações de monitoramento que mostram a cada hora a concentração de material particulado (partículas muito finas de sólidos ou líquidos suspensos no ar) e de outros gases causadores do estufa na atmosfera, tanto na área industrial quanto na residencial.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 23:00:53 UTC</pubDate>
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         <title>1976 - Explosão em Seveso</title>
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         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910465233</link>
         <description><![CDATA[<p>Em 10 de julho de 1976, em Seveso, na Itália, ocorreu um superaquecimento do reator de dioxina e o veneno foi liberado no meio ambiente, através de uma válvula defeituosa, ocasionando na contaminação de 320 hectares, atingindo milhares de pessoas e animais, sendo classificadas como uma das maiores catástrofes ecológicas do mundo.</p><p>A fábrica não dispunha de sistema de advertência nem planos de alarme à população. O prefeito local, avisado do acidente com 27 horas de atraso, não foi informado de que se tratava de um vazamento de dioxina.</p><p>Foram evacuadas 736 pessoas da região, sendo que 511 retornaram para as suas casas no final de 1977, mas as que moravam na Zona A perderam suas residências, em função do nível de contaminação ainda existente nesta área, a qual permaneceu isolada por muitos anos. </p><p>Repentinamente, pássaros atingidos pela nuvem tóxica começaram a cair do céu e crianças foram hospitalizadas com diarreia, enjoos e irritação na pele. Nove dias após o acidente, mencionou-se, pela primeira vez, a palavra "dioxina".</p><p>Toda vegetação e solo contaminados foram removidos e as edificações tiveram que ser descontaminadas. Os custos estimados na operação de evacuação das pessoas e na remediação das áreas contaminadas foram da ordem de US$ 10 milhões.</p><p>A fábrica só foi interditada quando a nuvem havia atingido cerca de 30 mil moradores da redondeza. Uma área de 1.800 hectares de terra estava contaminada e 75 mil animais morreram ou tiveram que ser abatidos.</p><p>Os efeitos imediatos à saúde das pessoas se limitaram ao surgimento de 193 casos de cloroacne (doença de pele atribuída ao contato com a dioxina). Os efeitos à saúde de longo prazo ainda são monitorados.</p><p>O número de vítimas de doenças cardíacas e vasculares em Seveso aumentou drasticamente, as casos de morte por leucemia duplicaram e triplicaram-se as ocorrências de tumores cerebrais. Os casos de câncer do fígado e da vesícula multiplicaram-se por dez vezes e aumentou o número de mortes em decorrência de doenças da pele.</p><p><br/></p><p>HOJE EM DIA </p><p><br/></p><p>Hoje Seveso é uma cidade na qual várias organizações se empenham em atividades de recuperação e valorização ambiental, mas o desastre continua estar presente na realidade local, como a questão, ainda em aberto, acerca de suas consequências sanitárias. </p><p><br/></p><p>CURIOSIDADES </p><p><br/></p><p>Os 42 hectares da zona contaminada foram transformados em parques, uma reserva natural com 5 mil espécies de árvores e arbustos e aves de todas as variedades. </p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 23:02:53 UTC</pubDate>
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         <title>2018 - Desastre da Braskem</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O clima de incerteza na Edécio Lopes começou no sábado, 3 de março de 2018, quando um tremor de terra com magnitude 2,5 na escala Richter foi registrado em vários bairros da cidade. Para alguns, parecia o fim do mundo. Paredes racharam, parte do asfalto cedeu e buracos apareceram no piso de dezenas de imóveis.</p><p>A mineração em Maceió começou na década de 1970, com a Salgema Indústrias Químicas S/A, que depois passou a se chamar Braskem.<strong> </strong>A extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC, tinha autorização do poder público.</p><p>Em fevereiro de 2018, surgiram as primeiras rachaduras no bairro do Pinheiro, uma delas com 280 metros de extensão. No mês seguinte, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/tremor-de-terra-e-registrado-em-varios-bairros-de-maceio.ghtml">um tremor de magnitude 2,5 foi registrado</a>, o que agravou as rachaduras e crateras no solo, provocando danos irreversíveis nos imóveis. Somente um ano depois <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2019/05/08/cprm-confirma-relacao-das-acoes-da-braskem-com-as-rachaduras-no-pinheiro-mutange-e-bebedouro.ghtml">o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), confirmou que a mineração provocou a instabilidade no solo</a>.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2019/06/07/novo-mapa-de-risco-recomenda-retirada-de-familias-de-parte-do-pinheiro-e-mutange-em-maceio.ghtml">Em junho de 2019 foram emitidas as primeiras ordens de evacuação</a> para moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Após sendo ampliada para parte do Bom Parto e do Farol. Desde então, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2021/09/04/afundamento-do-solo-em-maceio-pode-durar-ate-10-anos-entenda-a-formacao-dos-bairros-fantasmas.ghtml">mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados na região, afetando cerca de 60 mil pessoas</a> e transformando áreas antes habitadas em bairros fantasmas.</p><p>Depois que a mineração foi apontada como a principal causa da instabilidade do solo, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2019/11/14/braskem-decide-fechar-pocos-de-extracao-de-sal-gema-em-maceio.ghtml">um intenso trabalho foi iniciado pela Braskem para fechamento e estabilização de 35 minas</a> na região do Mutange e de Bebedouro, com profundidade média de 886 metros.</p><p>Contudo, após 5 tremores de terra somente no mês de novembro, <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2023/11/29/defesa-civil-diz-que-ha-risco-iminente-de-colapso-em-mina-da-braskem-no-mutange-em-maceio.ghtml">a Defesa Civil de Maceió alertou para o "risco de colapso em uma das minas"</a> próximo da lagoa Mundaú, a de número 18, o que poderia provocar o surgimento de uma imensa cratera.</p><p>O professor da UFAL Abel Galindo, engenheiro civil, avalia que há uma grande probabilidade de o desabamento da mina 18 afetar também duas minas vizinhas, formando uma cratera em que caberia o estádio do Maracanã.</p><p>Com o desabamento, a água da lagoa, terra e detritos seriam escoados para dentro da cratera, provocando a formação de um lago com profundidade de 8 a 10 metros. Segundo a Defesa Civil, esse fenômeno tornaria a água da lagoa salgada e toda a área de mangue na região seria impactada "de forma bastante trágica".</p><p>A Justiça Federal determinou a retirada de pouco mais de 20 famílias que ainda vivem nas áreas de risco nos bairros do Bom Parto. Embora não haja ordem para evacuação no Pinheiro, um <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2023/11/29/pacientes-sao-transferidos-de-hospital-no-pinheiro-em-maceio-por-risco-de-colapso-no-mutange.ghtml">hospital no bairro transferiu todos os seus pacientes</a> para outras unidades de saúde.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 23:06:32 UTC</pubDate>
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         <title>1984 - Bhopal – Índia</title>
         <author>biologamanu</author>
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         <description><![CDATA[<p>A tragédia de Bhopal foi um desastre industrial que ocorreu na madrugada de 3 de dezembro de 1984, quando 40 toneladas de gases tóxicos vazaram na fábrica de pesticidas da empresa norte-americana Union Carbide. É o pior desastre industrial ocorrido até hoje. Mais de 500 mil pessoas, a sua maioria trabalhadores, foram expostas aos gases e pelo menos 27 mil morreram por conta disso.</p><p><br/></p><p><strong>Consequências</strong>:</p><p>-Mais de 500 mil pessoas, a sua maioria trabalhadores, foram expostas aos gases e pelo menos 27 mil morreram por conta disso;&nbsp;</p><p>-Cerca de 150 mil pessoas ainda sofrem com os efeitos do acidente;</p><p>- Aproximadamente 50 mil pessoas estão incapacitadas para o trabalho.</p><p><br/></p><p><strong>Atualmente a população de Bhopal ainda convive com as consequências da nuvem de gás e ainda luta para obter indenização</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 23:16:03 UTC</pubDate>
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         <title>2010 - Golfo do México</title>
         <author>biologamanu</author>
         <link>https://padlet.com/biologamanu/ekyi8tsji2dskz08/wish/2910472967</link>
         <description><![CDATA[<p>Em 20 de abril de 2010, uma explosão na plataforma de petróleo da BP no golfo do México provocou a morte de 11 pessoas após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, além de jogar no mar mais de 4 milhões de barris de óleo, no pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.</p><p><strong>Consequências</strong>:</p><p>- 750 milhões de litros de óleo e 6 milhões de litros de dispersantes químicos.</p><p>-11 funcionários mortos.</p><p>- Mais de 400 tartarugas que correm risco de extinção e que foram contaminadas, entre outros animais como golfinhos.</p><p>- O derramamento de petróleo da BP no Golfo do México, que pode se tornar o maior desastre ambiental do país e o mais caro serviço de limpeza desde o Exxon Valdez, em 1989, deve custar às seguradoras até US$ 1,5 bilhão.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Hoje: algumas populações de peixes, camarões e lulas desapareceram em 85%. O governo estima que até 60 milhões de galões de petróleo permaneçam no meio ambiente. Redução total de turistas. </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-07 23:16:24 UTC</pubDate>
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