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      <title>Contos 2023 by Bibliotecas de Pinhal de Frades</title>
      <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces</link>
      <description>Concurso de Contos Casa do Educador do Seixal</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-06-16 13:22:14 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-06-11 10:49:08 UTC</lastBuildDate>
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         <title>As Chuteiras Mágicas</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625586984</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autor: Diogo Correia<br>(4.ºA, EB Pinhal de Frades)</em><br><br>Era uma vez um menino que sonhava ser um jogador de futebol profissional. Mas ele não tinha lá muito jeito para aquilo...para jogar futebol, no entanto, lá pertencia ao clube de futebol da sua localidade.<br>Um dia quando ele estava a jogar à bola no seu quintal, com os seus velhos sapatos, como sempre...chutou com muita força e PUM...!!! a bola foi parar ao quintal do vizinho. Ainda por cima o vizinho não era lá um homem muito bem-disposto.<br>Lá ganhou coragem e pé ante pé saltou a cerca, apanhou a bola e chutou-a por cima da cerca novamente para o seu quintal. Quando ia trepar novamente a cerca do vizinho, reparou que daquele lado não havia nenhum apoio para ele subir.<br>Entretanto o vizinho chegou a casa, ele ficou com medo e o único sítio mais perto, eram as escadas para a cave.<br>Quando entrou para dentro, acendeu a luz e logo ali à sua frente estavam umas chuteiras. Com muito cuidado, para não fazer barulho, pegou nas chuteiras e levou-as. Espreitou pela porta e não viu ninguém. Correu para o portão do vizinho e saltou-o para a rua.<br>Correu pelo passeio e entrou na seu quintal. Sentou-se no chão, calçou as chuteiras, chutou a bola e a bola entrou direitinha no centro da sua baliza, como se fosse um milagre.<br>No dia seguinte calçou as chuteiras e dirigiu-se ao seu clube. Havia um jogo importantíssimo, como um colega se lesionou, ele foi substitui-lo. A partir daqui foi só marcar golos: 1... 2... 3... 4..., terminou o jogo com quatro a zero. Foi o melhor jogador da partida. A partir daquele dia era sempre convocado para os jogos e conseguiu levar a sua equipa à final do campeonato.<br>Todo o mundo estava a ver o jogo...o jogo estava ao rubro... dois a dois, jogo empatado. Foi necessário ir aos penaltis. No penalti decisivo era a vez do menino chutar... chutou e goooolo...<br>Ele cresceu...cresceu...tornou-se um belo rapaz.<br>Foi para clubes mais fortes e treinou tanto que se tornou um dos maiores jogadores do mundo. Mas não se esqueceu do seu vizinho. Um dia voltou à sua aldeia e foi procurá-lo ao mesmo lugar. Ele já estava velhinho e continuava a viver sozinho. O rapaz tratou logo de lhe contar a sua história e de como foram importantes aquelas chuteiras que tinha levado daquela casa. Pediu desculpa.<br>O vizinho contou-lhe a sua história, também ele tinha sido um grande jogador de futebol, mas a vida deu tantas voltas que acabou por ficar sozinho.<br>A partir daí o menino, que se tinha tornado rapaz, arranjou-lhe companhia e vinha visitá-lo nas suas folgas. Foi uma AMIZADE para o resto dos seus dias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 14:17:57 UTC</pubDate>
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         <title>Marcos e o Amor</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625593610</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autor: Vicente Dias<br>(4.ºA, EB Pinhal de Frades)</em><br><br>Era mais um dia normal na vida de Marcos...igual a tantos outros. Percorreu o mesmo caminho até chegar à escola, mas havia um perfume primaveril no ar.<br>Entrou na escola e trabalhou, como fazia sempre. À saída da escola, quando chegou a hora de ir embora, Marcos viu a sua namorada, na rua, a beijar outro rapaz. Este era bem mais rico que ele, usava roupas caras, já o Marcos era um rapaz simples, mas correto.<br>Marcos aproximou-se deles e disse:<br>- Como me pudeste trair?! - disse Marcos a chorar- É só porque sou pobre? Ou porque não tenho roupas...<br>Não aguentou mais, olhou para o outro lado, desatou a correr e foi embora dali. Parecia-lhe que tudo aquilo era uma ilusão, não era verdade, não estava a acontecer...<br>Quando a sua namorada reagiu, já ele não estava ali, já tinha desaparecido a chorar. Para tentar a sua sorte e ver se ele se animava, lembrou-se que tinha algum dinheiro na carteira. Dirigiu-se à papelaria mais próxima e apostou, o último dinheiro que lhe restava, na lotaria. E não é que resultou!? Ganhou a lotaria.<br>Alguns dias depois voltou à escola radiante, procurou o Marcos e contou-lhe o sucedido. Marcos ficou feliz e a ex-namorada pediu-lhe:<br>- Marcos, eu quero voltar a namorar contigo, arrependi-me daquilo que fiz.<br>- Não aceito...- respondeu o Marcos.<br>- Porquê?!<br>- Porque não gosto de pessoas egoístas e gananciosas. Segue o teu caminho.<br>Ela aprendeu uma lição e Marcos continuou feliz à procura de um AMOR verdadeiro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 14:27:39 UTC</pubDate>
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         <title>O que é que eu vou ser quando for grande?</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625612005</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autora: Bianca Domingues<br>(4.ºA, EB Pinhal de Frades)</em><br><br>Era uma vez uma menina chamada Ana. Ana era uma rapariga sonhadora...quando fosse grande queria ser tanta coisa: bombeira, médica, bailarina, polícia... a sua cabeça estava a deitar fumo de tanto pensar.<br>Correu até à cozinha:<br>- Mãe, mãe, o que é que eu vou ser quando for grande? - perguntou a Ana.<br>A mãe da Ana pensou, pensou e chegou a uma conclusão:<br>- Bem filha, o melhor é perguntares ao teu pai.<br>Então a Ana correu até à sala e perguntou ao pai:<br>- Pai, pai o que é que eu vou ser quando for grande?<br>O pai pensou, pensou e chegou a uma conclusão:<br>- O melhor é ires perguntar ao teu irmão.<br>A Ana correu até ao quarto e perguntou:<br>- Mano, mano, o que é que eu vou ser quando for grande?<br>O mano pensou, pensou e chegou a uma conclusão:<br>- O melhor é ires perguntar à avó.<br>A Ana correu até à varanda e perguntou:<br>- Avó, avó, o que é que eu vou ser quando for grande?<br>A avó pensou, pensou e chegou a uma conclusão:<br>- Bem, o melhor é ires perguntar ao teu avô.<br>Então a Ana correu até ao jardim e perguntou:<br>- Avô, avô, o que é que eu vou ser quando for grande?<br>O avô pensou, pensou e chegou a uma conclusão:<br>- Bem, eu não sei, mas podes ir perguntar a DEUS.<br>A Ana saiu dali cabisbaixa e pensou “Deus!? Como é que Deus me vai responder? Onde é que ele está?” Sem esperança para uma resposta à sua pergunta gritou:<br>- Deus, o que é que eu vou ser quando for grande?<br>Nisso a Ana tinha razão, DEUS não respondeu, nem um ai se ouviu, mas de repente, a Ana sentiu uma vozinha dentro dela a dizer “Tu podes ser aquilo que quiseres. Aproveita agora para brincares e experimentares ser aquilo que tu quiseres: bailarina, médica, bombeira...”<br>Agora a Ana canta e ensina às amigas:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Tu podes ser o que quiseres<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Médica ou bailarina<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Bombeira ou varina<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Aproveita agora<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O que a vida te dá<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Grandes brincadeiras<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Na rua ou no sofá.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Corre e brinca<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Que o amanhã chegará.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 14:56:01 UTC</pubDate>
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         <title>Uma Viagem Dentro de um Livro</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625615626</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autora: Diana Nunes</em><br><em>(4.ºA, EB Pinhal de Frades)<br></em><br>Numa manhã de primavera, já o sol ia alto e as andorinhas piavam, quando os amigos Carlos, Jasmine e Lúcia se encontravam no recreio da escola.<br>- Ei Carlos, queres brincar connosco ali num recanto da escola? - perguntou a Lúcia.<br>- Claro que sim, deixa-me só acabar de atar os atacadores para não cair- respondeu o Carlos.<br>Dirigiram-se ao recanto da escola e logo depois apareceram ainda mais dois colegas: o Gustavo e o João.<br>Começaram a brincar, mas de repente o Sol desapareceu do horizonte e o céu escureceu. Um forte remoinho formou-se ali bem pertinho deles e levou-os pelo ar, para muito longe.<br>Quando abriram os olhos e olharam à volta, verificaram que o mundo onde estavam era diferente, não era o recreio da escola. Havia letras no ar como se fossem papagaios de papel, mas não tinham cordel.<br>- Malta, acho que entramos dentro de um livro! - exclamou o João que era um rapaz inteligente.<br>- Isto deve ser um sonho, é impossível ser real, não há um mundo dentro de livros...mas que isto é fantástico, é verdade- disse o Gustavo.<br>Jasmine bateu com a mão na cabeça do Gustavo, ainda com alguma força. O rapaz cheio de dores exclamou enervado:<br>- Para que é que foi isso, Jasmine? - gritou-lhe aos ouvidos.<br>- Se te dói assim tanto é porque isto não é um sonho- respondeu-lhe sarcasticamente.<br>Olharam em volta, caminharam um pouco e ficaram maravilhados com este mundo novo dentro de um livro.<br>Continuaram a caminhar sobre o livro e de repente lembraram-se de começar a juntar as letras. De repente o João leu a palavra SAÍDA perto de um arbusto, muito bem desenhado, com um buraco no meio. Correram todos em fila, entraram dentro do buraco a gatinhar e saíram novamente no recanto da escola.<br>Ficaram em silêncio a olhar uns para os outros e prometeram que aquele seria um segredo para toda a vida... Será que tu também tens um segredo?</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 15:02:30 UTC</pubDate>
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         <title>O Berlinde Mágico</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625619073</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autor: Gonçalo Pedro<br>(6.ºI, EB Carlos Ribeiro)</em><br><br>Os irmãos Gonçalo e Duarte são grandes amigos e procuram sempre aventuras juntos, perdem horas nas suas brincadeiras.<br>Certo dia, foram para o sótão brincar com os seus berlindes e numa jogada do Gonçalo um dos berlindes começa a rolar cada vez com mais força e vai bater numa parede oca que acaba por se desmoronar. O seu Mano Duarte que apenas tem cinco anos fica assustado, mas o Gonçalo destemido diz: “Duarte, estou a ver uma caverna. Oh meu Deus, vamos descobrir onde esta caverna nos levará”.<br>O mano Duarte estava receoso, mas dá a mão ao Gonçalo e juntos começam a caminhar na caverna que estava cheia de pirilampos. Estes acabaram por iluminar a caminhada dos manos.<br>O Gonçalo começa a vislumbrar no final da caverna uma luz cada vez mais intensa e diz ao mano Duarte: “Estamos e chegar ao fim da caverna, vamos descobrir que luz tão forte é esta”.<br>Começam a ouvir vozes e no fim da caverna encontram uma fogueira e em torno desta estão reunidos duendes, fadas, elfos; todos estes seres mágicos estão a rezar pelo fim da fome, da guerra, da miséria, da poluição que assola o nosso planeta.<br>Os manos estavam boquiabertos, pois já tinham visto estes seres mágicos, mas apenas em livros e, entretanto, aproxima-se deles uma cadelinha linda com uma coroa, que para espanto dos manos, lhes diz: “Sou a Kika, dona desta caverna mágica, vocês serão os meus mensageiros. Levem esta mensagem de paz para o vosso mundo, o futuro está nas vossas mãos. Esqueçam as vossas guerras de irmãos e comecem por falar com os vossos pais que o mais importante é não perder a esperança neste mundo”.<br>Os manos regressam ao seu sótão e vão a correr ter com os pais para contar a sua aventura. A mãe incrédula só dizia: “Meninos estiveram a sonhar de certeza, não há fadas nem elfos, e não conheço nenhum cachorro que fale!”.<br>O Gonçalo e o Duarte vão demonstrar aos pais que não estão a mentir, pois retiram do bolso um berlinde que começa a brilhar intensamente e a ganhar cores lindas. Do seu interior surge uma imagem de uma cadelinha que lhes diz: “Pais, os vossos meninos precisam deste planeta, por favor comecem a tratar bem deste mundo. Mãos à obra!”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 15:09:07 UTC</pubDate>
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         <title>A menina do Paquistão</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625624735</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autora: Inês Barroja Rafael<br>(5.ºD, EB Carlos Ribeiro)</em><br><br>Há muitos anos atrás uma menina chamada Mary vivia no Paquistão. Era para ter sido vendida pelos pais para casar, pois naquele país as mulheres não tinham, nem têm direitos.<br>Vamos começar do princípio...<br>Mary um dia estava em casa, pois ela não tinha direito a ir à escola, ela estava a tratar dos seus irmãos, até que o pai chegou e disse:<br>- Filha, vais ser vendida para casar e assim arranjarmos dinheiro para comprar uma mulher ao teu irmão.<br>- Não, eu não vou. Vou ficar aqui, e devo ter os mesmos direitos que os homens têm.<br>- Fecha a matraca! Tu és mulher, não tens nem deves ter os mesmos direitos que os homens. Agora cala-te e prepara as malas que é no fim de semana que partimos, e não quero<br>um mas! - grita o pai.<br>Dois dias depois, no dia suposto partir para o seu casamento, a guerra do Paquistão começou e ela e os irmãos foram para um campo de refugiados na Inglaterra.<br>Dois anos se passaram e o seu pai foi visitá-la e disse :<br>- Tu tens de voltar para o Paquistão, pois arranjámos outro marido para tu casares e não quero ouvir um não, porque… - o pai não conseguiu acabar a frase.<br>- Não, estou farta, eu não vouuuuu!-gritou Mary.<br>- Tuuuuuuuu vaissss - disse o pai, mas foi interrompido.<br>- Está preso - grita a polícia.<br>- Está preso por maus tratos e machismo às mulheres. Tudo o que disser é usado contra si no tribunal! - exclamou a polícia.<br>Mary, naquele sítio, conheceu Caio, o seu verdadeiro amor. Os dois foram para o Brasil e tiveram 4 filhas e viveram felizes para sempre.<br>Todos temos os mesmos direitos, não deverá haver diferenças entre os géneros.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 15:17:14 UTC</pubDate>
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         <title>Uma casa feita de palavras</title>
         <author>biblioteca_impressao</author>
         <link>https://padlet.com/biblioteca_impressao/aepfcontospremiados2023ces/wish/2625625331</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Autora: Madalena Ribeiro<br>(9.ºC, EB Carlos Ribeiro)<br><br>Elisa adora ler. Ler é algo bom. Ler é tudo, na verdade: pode ser uma viagem, ou muitas, a sítios únicos e desconhecidos, longe do mundo humano em que vivemos. Pode ser um refúgio, onde nos podemos esconder dos grandes e dos pequenos problemas.<br>Um livro é uma casa, uma casa onde podemos viver permanentemente e uma biblioteca é uma cidade.<br>Amanhã é sábado e Elisa vai à biblioteca do bairro.<br>Agora, ela sai da escola e corre até casa. A casa é perto da escola mas chove a potes, uma chuva dura que parece furar o chão de alcatrão, mas ao mesmo tempo suave e molhada que escorre pelo seu cabelo loiro e ondulado numa sensação fresca e reconfortante. Elisa gosta de apanhar chuva, aquela chuva miudinha de outono e de ouvir o barulho da água a cair e do vento a voar rápido de árvore em árvore. Todos estes eventos climáticos naturais trazem um misto de sensações: Quando está triste, as suas lágrimas misturam-se com as gotas de chuva a cair-lhe pelo rosto, e parece que o céu chora com ela. Quando está feliz, gosta de sentir o calor do sol a abraçá-la como um carinho<br>caloroso. Quando se sente livre, gosta de correr ao sabor do vento, sem amarras.<br>Chegou a casa, subiu as escadas e pousou a mochila num canto do seu quarto. Deitou-se na cama a pensar sobre o seu dia. Pensou sobre como as pessoas podem ser más e cruéis sem razão nenhuma e da facilidade com que ferem os outros: pensou em como a Verónica da turma dela a perseguia e gozava com ela desde o sexto ano e depois ficou triste. Pensou em como as outras raparigas eram<br>bonitas, altas e magras, usavam roupas caras, tinham unhas pintadas e cabelos arranjados no cabeleireiro, e depois percebeu que ela não tinha nada disso, e ficou ainda mais triste. Pensou em como o Diogo, o seu primeiro e único namorado a tinha traído com a Verónica, uma rapariga bonita, alta e magra, que usava roupas caras, tinha unhas pintadas e cabelo arranjado no cabeleireiro, e depois uma lágrima escorreu-lhe pelo rosto. Porque é que ela não podia ser assim, bonita e popular? Seria ela diferente dos outros?<br>Pegou num livro que estava na mesa de cabeceira e folheou-o. Tinha-lhe sido oferecido pela Tia Carlota e ainda não o tinha começado a ler. Ela era uma fanática por ler, mas nos últimos tempos, com a escola, não tinha tempo para tocar num único livro que fosse. Tocou na capa que era de plástico liso e polido e leu a primeira página, depois a segunda, depois a terceira, e ficou a ler até adormecer num sono profundo.<br>Naquela noite, sonhou com poesia. Sonhou com um poema feito de rimas que esvoaçavam na sua cabeça. Sonhou com uma floresta repleta de árvores, plantas e flores, sonhou com um lago de água cristalina onde ela se via refletida e desviava o olhar por não gostar do que via. Sonhou com<br>uma estrada que parecia infinita, repleta de carros num vai e vem desenfreado, cada um para seu lado e sem um destino traçado, a buzinar. As típicas confusões dos dias de hoje: cada um pelo seu caminho sem se preocuparem com os outros, sem olharem para o que está para além da estrada.<br>Uma multidão de pessoas pequeninas numa cidade gigante, e Elisa no meio daquelas centenas de pessoas, cada uma a falar para seu lado, a correr em ziguezague e a chocar uns contra os outros.<br>Tanta gente, e mesmo assim Elisa sentia-se sozinha.<br>Depois, apenas dormiu.<br>No dia seguinte, levantou-se de rompante, desceu escada abaixo, bebeu um copo de leite frio, tirou uma maçã da fruteira e saiu rumo à rua, a mordiscar aquela fruta deliciosa e fresca. Ia à biblioteca como tinha combinado consigo mesma ontem à noite. Andou pelo passeio, em passo<br>largo e apressado, mas sem estar propriamente com pressa. Passou à frente da florista da Menina Alice e acenou alegremente. Viu uma rosa vermelha, como o sangue que lhe corria nas veias, o sangue que a tornava humana. Uma humana frágil e cansada. Apanhou o botão de rosa e levou-o na mão, até ver uma senhora idosa sentada num banco, melancólica e sozinha, e lhe entregar a flor.<br>Passou o parque a correr e viu um caminho de areia no meio do pinhal.<br>“Pode ser um atalho” - pensou Elisa.<br>E sem pensar duas vezes, pôs-se dentro daquela estrada.<br>O pinhal era extenso, e ela tinha a certeza de que não conhecia aquela parte da cidade.<br>Andou durante uma meia-hora por aquele matagal. Quando as habitações conhecidas já tinham ficado para trás, ela sabia que era melhor voltar. A sua cabeça dizia-lhe que aquilo era errado, mas de qualquer modo, Elisa não tinha nada de convincente para voltar. Quando voltasse, seria só mais um sábado sozinha. Voltar seria como desistir. Voltar, seria como voltar à rotina. Era isso: ela não queria voltar para casa porque já não havia nada em casa que a deixasse propriamente feliz. A cada dia que passava, tudo ia ficando mais triste. Mais cinzento. Os pais estavam constantemente fora em questões de trabalho, e não tinham tempo para ela. A escola ficava cada vez mais cansativa e parecia que as pessoas já não se compreendiam umas às outras. Já ninguém a compreendia, nem ela mesma. Ler fazia-lhe bem. Os livros percebiam-na e ela percebia-os. Os livros também precisam de carinho e atenção, de vez em quando. E ela também. A biblioteca já era como uma casa para ela. A<br>nossa casa deve ser um sítio onde nos conseguimos sentir livres e confortáveis, e ela sentia isso tudo na biblioteca.<br>Olhou para o céu e viu um bando de patos reais a voar. Estavam em migração para fugir ao inverno.<br>Também Elisa queria ser como um pássaro para poder voar para longe dali.<br>De repente, já não estava mais no mato. Do outro lado daquela vasta vegetação estava uma cidade nova. Ou melhor, uma parte da cidade que ela não conhecia. Morava naquela cidade desde que nascera, ou seja, à quinze anos, e mesmo assim, havia tanto que ela não conhecia. Aquela parte da cidade parecia uma vila de sonho. As casinhas tinham paredes pintadas de cores diferentes e vivas: amarelo, rosa, azul, branco. As pessoas passeavam calmamente pelas ruas quase vazias. Andou sozinha debaixo daquele sol das onze da manhã. Sentia-se sozinha, e a essa solidão já ela estava habituada. Mas hoje, também se sentia bem. Podia até dizer que estava feliz.<br>Entrou num beco atrás de um restaurante. Passou por uma família de sem-abrigos. Um pai, uma mãe e uma criança, que devia ter para aí uns seis anos. Pediam ajuda. Como não tinha nada físico, como dinheiro ou comida, limitou-se a sorrir. Um sorriso é algo que podemos dar, não se consegue<br>tocar, mas podemos sentir cá dentro. No coração. Eles sorriram de volta.<br>“Horrível como estas pessoas vivem…” - pensou ela.<br>Andou mais um pouco e decidiu entrar numa padaria. Não tinha dinheiro para comprar comida, mas podia deliciar-se só olhando para o pão quentinho na montra. Uma senhora que estava a limpar o balcão olhou para Elisa e sorriu. Ela sorriu de volta.<br>- Bom dia, querida! - cumprimentou a senhora.<br>- Bom dia! - respondeu Elisa.<br>- O que queres comprar? Sugiro-te este pão de centeio. Saiu do forno à dez minutos. O que achas?<br>- Não, obrigada. Não trouxe dinheiro…&nbsp;<br>- Oh, ah… Os teus pais?<br>- Ficaram em casa. Vim aqui à biblioteca!<br>- A biblioteca é para o outro lado. Estás perdida, querida? Precisas de ajuda?<br>- Não, obrigada!<br>Já fazia muito tempo desde que alguém mostrara alguma preocupação por ela.<br>Saiu da padaria e continuou o seu caminho. Respirou fundo. De facto, estava realmente perdida. Não sabia onde estava e como voltar. Tentou manter a calma. Só tinha de voltar para trás e apanhar o trilho pelo qual tinha chegado ali. Mas como? Ela não fazia a mínima ideia de onde estava! Andou pela direção que lhe parecia a certa. O sol do meio-dia era abrasador. Queimava tudo e todos, e ardia-lhe na pele magoada dos braços. Vagueou estrada fora, mas o calor era tanto, que Elisa começou a sentir-se mal. Já devia saber: quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos. As<br>pernas ficaram fracas e a cabeça à roda. Estava suada e com fome. Sentiu que ia cair, e assim foi.<br>Caiu no chão desmaiada, sem sentidos.<br>Sentiu um abanão, depois outro. Sentiu-se a despertar, como quem acorda depois de uma longa noite de sono. Ainda desnorteada, tentou levantar-se, mas sem sucesso. Semicerrou os olhos, contra o sol, para tentar perceber quem era aquela pessoa que estava ajoelhada ao pé dela.<br>- Diogo? - perguntou ela, ainda com dúvidas.<br>- Elisa, estás bem?<br>- Acho que não, eu desmaiei. Estou super tonta…<br>- Calma, eu ajudo-te a levantar.<br>Elisa sentou-se, apoiada nos braços de Diogo. Abriu os olhos, e olhou para ele.<br>- Obrigada pela ajuda! Se não fosses tu, ainda estaria aqui deitada no chão…<br>- De nada. O que fazes aqui, sozinha e longe de casa?<br>Era estranho o Diogo estar tão simpático. A mostrar algum cuidado por ela, algo fora do comum.<br>- Vou à biblioteca. E tu, o que fazes aqui?<br>- Eu moro aqui. Esta zona é mais calma que a zona central da província, e os meus pais preferiram instalar-se aqui. Se quiseres, podes vir lá a casa, o que achas?<br>-Acho que é má ideia. Vou-me embora. Se me apressar, ainda vou a tempo de requisitar um livro que eu quero muito ler! É sobre uma…<br>- Não quero saber sobre livros! Mas quero saber de ti. És bonita, e frágil, e eu gosto de ti…<br>Diogo aproximou a sua face à dela, e cerrou os lábios, numa tentativa falhada de a beijar.<br>- O que pensas que estás a fazer? És maluco! Completamente parvo!<br>Elisa levantou-se e correu. Não ia chorar. Não podia verter nem mais uma lágrima por ele. Diogo era um rapaz alto e bonito. Todas as raparigas da escola andavam atrás dele. Ele só tinha mais um ano que ela. Mas apesar de toda a beleza que possuía, era nojento. Namorava com todas as raparigas sem gostar verdadeiramente delas. Elisa tinha ficado completamente cega de amores por ele. O amor adolescente. Nunca acaba bem, ela já devia saber disso. Deixou-se enganar. O amor engana, mesmo quando não é amor. Ficamos a perceber mal as coisas, não conseguimos vê-las como elas são. É uma armadilha, que quando caímos nela, é impossível de nos desprendermos.<br>Orientou-se. Percebeu onde estava e como voltar. Só tinha de seguir o caminho pelo qual tinha vindo. Era nestes momentos que dava jeito a Geografia…e ter um telemóvel no bolso.<br>Finalmente, já estava outra vez em terreno conhecido. Passou pelo caminho de mato. Passou pelo parque público e encontrou a Verónica a chorar no banco de jardim, sozinha. Podia não ter feito nada, é verdade. Mas o seu instinto dizia-lhe para a ajudar. Aproximou-se cautelosamente dela e sorriu. Ela não lhe retribuiu aquele gesto. Limitou-se a virar-se para o outro lado.<br>- Olá, Verónica!<br>Ela revirou-lhe os olhos.<br>- Olá…<br>- Estás a chorar. Está tudo bem?<br>- Não, mas também não te quero contar o que se passou.<br>- Compreendo…Fica bem.<br>Elisa deu meia volta e ia para se ir embora, quando uma mão no seu braço a impediu. Virou-se e Verónica estava de pé atrás de si.<br>- Obrigada pela preocupação, Elisa.<br>E antes que Elisa se pudesse mexer, Verónica dá-lhe um abraço inesperado. No final, cada uma segue o seu caminho.<br>“De facto, foi algo imensamente inesperado” - pensou Elisa.<br>Verónica, uma rapariga cruel e mal-educada, que odiava Elisa, e Elisa também não podia dizer que gostava dela, acabara de a abraçar. Elisa não podia esperar que toda a gente gostasse dela.<br>“Vai haver pessoas na vida que nem sempre vão gostar de nós, e não há nada que possamos fazer”, como dizia a sua mãe. Talvez, Verónica também tivesse as suas razões e problemas para ser assim.<br>Toda a gente tem.<br>“Que manhã cansativa” -pensou. - ”Mas foi diferente dos outros dias. Das normalidades chatas do quotidiano, onde não há emoção, mistério! Uma pequeníssima aventura, e as aventuras agradam-me! São os pequenos momentos que fazem a diferença. Não podemos prever o que acontece amanhã, mas podemos viver o presente com alegria e motivação. Dar uma segunda oportunidade às pessoas. Dar uma segunda oportunidade a nós próprios. Não ser tão dura e cruel comigo mesma…”<br>Passou na porta da florista outra vez e virou à direita, pela rua principal. Ao fundo, um edifício grandioso de paredes douradas, como um palácio, erguia-se por entre os outros edifícios e lojas.<br>Aproximou-se da porta de vidro imponente. Lar doce lar. Já estava em casa. Agora, esperava-a uma longa viagem por entre páginas e palavras.<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-16 15:18:22 UTC</pubDate>
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         <title>Preocupação de pai</title>
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         <description><![CDATA[<div><em>Autora: Rita Barroja Rafael<br>(9.ºC, EB Carlos Ribeiro)<br><br></em>- Odeio-vos! É sempre a mesma coisa, parece que vocês não têm vida própria, arranjem uma e deixem a minha em paz!!<br>Foi a última coisa que Sandy disse antes de ter fechado a porta com um estrondo e de se ter trancado no quarto.<br>Sentia-se revoltada, triste e irritada, por causa dos pais.<br>Não a deixam fazer nada! Não pode sair com as amigas, tem de ter cuidado com as amizades, cuidado ao atravessar a estrada, a vir sozinha para casa, não pode ir a festas e hoje<br>não a deixaram sair à noite com os colegas. Parecia que era uma boneca de porcelana. Tudo o que fazia tinha de ser com cuidado e atenção. Ela achava os pais muito protetores "vê-se<br>mesmo que não gostam de mim, não me deixam sequer respirar, sem que eles saibam! “, pensava ela sentada à beira da cama com as lágrimas (de tristeza ou de raiva, já nem ela<br>sabia) a escorrerem-lhe pelas bochechas, até se deitar e adormecer embalada pela angústia.<br>Um pouco depois acordou ao ouvir alguém chamar o seu nome:<br>- Sandy!<br>- Sandy, Sandy!<br>- Bem me podem chamar que eu não vou sair do quarto!<br>- Está bem então entramos!<br>- Não, mãe!<br>Dito isto, a porta do quarto abre-se e entram no quarto duas araras coloridas, que pousam na secretaria de Sandy, e depois respondem :<br>- Mãe? Já olhaste bem para mim? Eu por acaso tenho cara de “mãe”?<br>- Quem são vocês? Ou melhor, o que é que vocês fazem aqui? Onde estão os meus pais?<br>- Agora já queres saber dos teus pais? Pensei que estavam chateados ou devo dizer tu estás chateada com eles, mas eles estão preocupados e desapontados contigo.<br>- Rogério, já chega, está na hora - disse a segunda arara vendo que o ambiente ficava desconfortável.<br>Depois, como que por magia, as araras estalaram as asas e de repente já não se encontravam no quarto de Sandy, estavam à porta de uma escola básica.<br>- O que se está a passar? Alguém me pode explicar alguma coisa? Ainda nem me disseram os vossos nomes ?<br>- Bom, vamos começar do início!<br>- Os nossos nomes são Rogério e Susana são iguais aos dos teus pais, pois nós representamos a sua liberdade e juventude.<br>- Ok!… E o que é que fazem aqui?<br>- Nós viemos aqui mostrar-te por que razão é que os teus pais se preocupam tanto contigo.<br>Dito isto, ouve-se um rapaz a falar. Depois de observar o rapaz, Sandy concluiu que ele era o pai dela quando tinha a sua idade.<br>Estava a ser empurrado por dois alunos com o dobro do seu tamanho e da sua idade que gozavam com ele devido ao seu sotaque inglês. De um segundo para o outro, um grupo de alunos, todos mais ou menos da mesma idade, rodearam os três colegas, e enquanto o pequeno Rogério era insultado, empurrado e agredido, ninguém fazia nada, limitando-se a<br>observar sem tomar iniciativa de o ajudar, com medo das consequências.<br>- O meu pai falou-me disto, disse-me que foi a primeira vez que teve um olho negro. Pensei que estivesse a inventar só para ter cuidado.<br>- Eles não inventam regras à toa, e até já passaram por algumas situações parecidas às quais te tentam proteger.<br>As araras estalaram as asas outra vez e continuamos nas escolas, mas dois anos antes.<br>Agora viam quatro raparigas a andar juntas. Enquanto uma se afasta, as outras começam a olhar e a gozar com ela.<br>- Esta era a tua mãe quando era mais nova que tu. E estas são as amigas dela, as amigas “falsas” dela, foi sempre assim, ela era motivo de piada a toda a hora, era sempre excluída, a culpa era sempre dela, aos olhos delas ela era diferente, a “ovelha negra” e não a respeitavam. Claro que até ela dizer que não, e se ter separado das más companhias. A tua<br>mãe passou por muitas tristezas e sentiu-se muitas vezes inferior.<br>-Estás a ver, os teus pais bem te dizem, ”cuidado com as amizades”, e "não te metas em confusões" pois eles também já foram adolescentes, eles sabem como é querer fazer amigos e ser bem visto aos olhos dos outros.<br>Outro estalar de asas e a escola torna-se magicamente na entrada de uma universidade onde os pais de Sandy andaram. Depois, a campainha de saída toca e uma onda de alunos sai pelas portas da universidade, e entre estes Sandy volta a avistar a mãe, mas agora um pouco mais velha.<br>Tinha saído a correr da escola, com uma mão agarrada ao telemóvel a falar com alguém, com um ar muito preocupado, e a outra a agarrar numa caixa que continha um teste<br>de gravidez.<br>Sandy olha para as araras com espanto.<br>- Já reparaste, ela estava na universidade, tinha apenas 17 anos e tinha descoberto que ia ter uma criança. Depois disso, desistiu da escola para te poder criar, teve de acabar a<br>licenciatura quatro anos mais tarde e teve de criar uma criança só com o apoio do teu pai (que nessa altura tinha 19 anos), e da família dele. O pai dela expulsou-a de casa e, mesmo que a mãe dela não concordasse, ela teve de ir viver com a família do teu pai e arranjar um trabalho para ter uma casa e vida própria.<br>- Eles tiveram de abdicar de muita coisa para te criar. A tua mãe não ia para as discotecas, tinha de andar à procura de um trabalho e não saia para se divertir. Foi difícil, mas ela esforçou-se para te ter e para que tu crescesses de forma saudável e feliz.<br>Ela e as araras, encontravam-se agora no vazio, escuro e silencioso. Na cabeça de Sandy apareciam memórias dos seus pais, umas atrás das outras, que a faziam refletir.<br>Com as lágrimas quase a caírem, enquanto tentava controlar as suas emoções, Sandy não parava de se lamentar:<br>- Tenho de lhes pedir desculpa. Como pude ser tão insensível?! Não lhes devia ter respondido torto, eles só não queriam que eu me magoasse, tenho de lhes pedir desculpa. Por favor, levem-me de volta para casa.<br>- Bom, o nosso trabalho aqui está feito!<br>E como num estalar de dedos, as araras desaparecem. Sandy acorda em sobressalto, com lágrimas a escorrer-lhe pela cara e a suar por todo o lado. Levantou-se o mais rápido que<br>podia, desceu as escadas até à cozinha, onde estavam os pais e correu até eles. Abraçou-os com toda a força enquanto pedia desculpa de todas as formas que sabia.<br>Depois disso, voltou para o quarto acompanhada pelos pais. Mal entrou, reparou num par de penas coloridas por cima dos seus lençóis. Guardou-as, deitou-se e adormeceu.</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Este ano, o <strong>Concurso de Contos</strong> promovido pela<strong> Casa do Educador do Seixal, </strong>teve como mote<strong> </strong> <strong>Tema Livre</strong>, ou seja, sem limites para a imaginação e a criatividade.</div><div>Tivemos alunos que responderam ao desafio, <strong>agarraram na caneta ou no computador </strong>e concorreram, enviando textos e, dentro dos&nbsp; três escalões concorrentes tivemos premiados em todos, tal foi a criatividade e a imaginação usada.</div><div><br></div>]]></description>
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         <title>ATENÇÃO: ESTA PÁGINA ESTÁ ORGANIZADA NA HORIZONTAL</title>
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         <description><![CDATA[<div>Para visualizar o seu conteúdo deve navegar da esquerda para a direita.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-19 11:43:30 UTC</pubDate>
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