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      <title>Sociedades africanas ocidentais e orientais by Rebeca Piano</title>
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      <description>Conteúdo produzido pelos discentes da disciplina de História da África 2020.1, a partir do texto: MATTOS, Regiane Augusto de. Sociedades Africanas. In: _____. História e Cultura Afro-brasileira. 2ª Edição. São Paulo: Editora Contexto, 2007, 20-57.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-10 21:22:36 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Adrian, Carolina e Érica</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <pubDate>2021-04-10 21:49:53 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Eduardo, José Almir, Maria Larissa e Vitória Caroline</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <pubDate>2021-04-10 21:50:58 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Jordana Barros, Maria Aparecida, Pedro Basttus e Vitória Galdino</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <pubDate>2021-04-10 21:52:41 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Anna Luiza, Antônio e João Pedro</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <pubDate>2021-04-10 21:52:43 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Clara, Myrele, Renata e Pedro Vitor</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <pubDate>2021-04-10 21:52:45 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Gutemberg, Rebeca, Thayanne e Yasmin</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <pubDate>2021-04-13 14:34:14 UTC</pubDate>
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         <title>Gana (Yasmin)</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Império de Gana era localizado entre o deserto do Saara e os rios Níger e Senegal, foi consolidado a partir do século IV e era composto por várias comunidades soninquês.</div><div>Estrutura: A sociedade era formada por nobres, homens livres, servos e escravos, na qual o poder era centralizado na figura do monarca.</div><div>Comércio: Os mercadores soninquês era importantes chefes das caravanas de burros, comercializavam principalmente ouro, tecidos, noz-de-cola e sal.</div><div>Rituais: Sempre anunciados com tambores, o rei era vestido com uma túnica e coberto por jóias de ouro, enquanto os demais se ajoelharam e cobriam as cabeças com areia demonstrando respeito. Além disso, no ritual de sepultamento do rei, o qual era colocado dentro de uma cúpula de madeira junto com alguns de seus objetos pessoais e também seus servos mais próximos.</div><div>Declínio: O Império perdeu o controle econômico em decorrência da ascensão de outros impérios, sendo incorporado ao Império Mali.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 14:38:17 UTC</pubDate>
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         <title>Mali (Rebeca)</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <description><![CDATA[<div>Entre os séculos XIII e XV, Mali foi um dos maiores impérios da África Ocidental, devido à produção de ouro, que se mantém até hoje. Sua origem se reporta aos povos de língua mandê que viviam em um <em>kafu</em> (conjunto de aldeias cercadas de terras cultivadas) governados pelos <em>famas</em> (donos de terras, descendentes dos primeiros habitantes), os quais se expandiram para para o deserto e a floresta, ao mesmo tempo que os sossos (antigos vassalos de gana) foram derrotados por um representante dos Queitas (líderes de associações de caçadores e habitantes das aldeias entre os rios Sancarani e Níger): o Sundiata, responsável pela união das diversas comunidades, se tornou mansa e fundador do Império de Mali.</div><div><br>Política: O império era constituído por reinos e aldeias, eram subjugados ao mansa e lhes davam tributos, mas eram regidos pelo conselhos de anciãos; incorporou seu domínio à Gana, Senegal e as minas de ouro de Bambuk e Buré ( Mali tinha apenas influência, ou seja, não tinha controle total das minas, nem difundiram o islamismo na sua população).</div><div><br>A sociedade se organiza hierarquicamente em: rei (mansa), linhagem real do clã dos Queitas, da nação mandinga e das demais nações (cada uma possuía famílias reais, a nobreza, os homens livres, os mestres de ofícios tradicionais, os servos e os escravos,&nbsp; os últimos podiam compor tropas de cavalaria, guarda pessoal do rei, cargos da corte e na agricultura. Além disso, a sucessão do império era feita de maneira patrilinear ou fratrilinear.</div><div><br>O autor do texto ressalta a importância de dois pontos comerciais: Jenné e Tombuctu; Jenné era um centro agropecuário e comercial que ligava savana, cerrado e floresta, criava gado, produzia milheto, arroz e sorgo, e artesanato em couro, cobre, ferro, algodão, madeira e barro, todos comercializados ao longo do Níger, ao serem levados em canoas; já Tombuctu era próximo ao deserto e importante porto comercial transaariano. No século XIV, ambos se desenvolveram ainda mais por sua integração ao comércio transaariano e a decadência do império apenas no final do século XIV, devido às lutas entre os descendentes de Sundiata, que geraram desintegração do reino em pequenos estados.</div><div><br>O autor destina uma parte separada para dissertar sobre os Tellens e Dogons, na qual ele expõe que Mali era uma região populosa e, no segundo milênio da era cristã, sofreu multiplicação de zonas de produção agrícola, um dos grupos agricultores eram os tellens - deixaram diversas contribuições arqueológicas. Os dogons se juntaram aos tellens nos séculos XIV ou XV, os quais eram conhecidos como produtores de esculturas e máscaras coloridas de madeira, possuíam tradição migratória, falavam muitas línguas, não tinham Estado centralizado, nem rei, cada agrupamento tinha um chefe religioso (um ferreiro escolhido entre os mais idosos); a chegada desse povo provocou deslocamento dos tellens, os reinos de Mali e de Songai tentaram subjugar, mas não obtiveram êxito.</div><div><br></div><div>Link para vídeo curto sobre Sundiata:</div><div><a href="https://p.dw.com/p/31KdE">https://p.dw.com/p/31KdE</a></div><div>Link para vídeo curto sobre Kanku Musa, homem que teria sido o mais rico do mundo no século XIV:</div><div><a href="https://www.dw.com/pt-002/kanku-musa-o-senhor-das-minas/av-56848815">Kanku Musa: O Senhor das Minas | História de África - Raízes Africanas | DW | 19.03.2021</a></div><div>Sites falando mais sobre o império:&nbsp;</div><div><a href="http://profissaohistoria.blogspot.com/2013/11/o-imperio-mali.html">Profissão História: O Império Mali (profissaohistoria.blogspot.com)</a></div><div><a href="https://www.portalafro.com.br/as-magnificas-bibliotecas-do-imperio-do-mali/">As Magníficas Bibliotecas do Império do Mali - Instituto Portal AfroInstituto Portal Afro</a></div><div><a href="https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/11/151120_mali_lista_mdb">Seis coisas que você precisa saber sobre o Mali - BBC News Brasil</a><br><a href="https://ensinarhistoriajoelza.com.br/reino-de-mali/">O Reino islâmico do Mali, na África Ocidental (ensinarhistoriajoelza.com.br)</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 14:38:48 UTC</pubDate>
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         <title>Songai (Thayanne e Berg)</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os songais se originaram a partir da dominação das comunidades de agricultores (dás) e caçadores (gôs), vindos da região de Dendi, situados entre a atual Nigéria e a República do Benin. Seu poder político era centralizado e estimulado pelo comércio com os berberes. Cuquia, capital de Songai, e Gaô, no decorrer dos séculos VIII e IX era um importante ponto de comércio de escravos e ouro. Os escravos eram considerados servos, tendo que entregar aos proprietários uma parte da produção. Esses escravos (sobretudo os eunucos castrados), também constituíam as grandes cavalarias<br>Songai foi sucessor do reino de Mali. Durante o século XV, atingiu seu apogeu, explorando ainda mais a agricultura e o comércio. O grande chefe Soni Ali proporcionou tais feitos, trazendo consigo prestígio e evolução. Os songais preservaram-se fiéis às suas tradições religiosas até o final do século XV, quando os militares e clérigos mulçumanos dominaram o poder.<br><br>Seguindo essa tomada de independência dos reinos de Mali, os Songai entram em conflito com os Guerreiros Mossis, uma lendária civilização militar, e saem vitoriosos, com isso os Songais planejam uma anexação de diversos territórios, no entanto nunca conseguiram.<br><br>Com a morte de Sonni Ali, seu filho Sonni Baru vem ao poder, porém por pouquíssimo tempo, visto que rapidamente foi substituído por Maomé Turê, que era um chefe militar. O governo de maomé foi fortemente baseado nas leis islamicas, o que foi importante para o fortalecimento do islamismo na região. No entanto, grande parte da nobreza de Songai continuou tendo suas crenças próprias.&nbsp;<br><br>O governo do ásquia, como era chamado, tinha um extenso território sob antigas terras Malis, e portanto era necessário uma subdivisão do governo, criando-se assim os cargos de Vice-rei do ocidente e Vice-rei do oriente.&nbsp;<br><br>Dentre os avanços no governo de Maomé, se destaca a regulação completa de um sistema de impostos, políticas fortes que fortalecem o sistema e as rotas comerciais, incentivo a escolaridade (que era islâmica). Graças a esse incentivo o Império Songai chega a possuir, 128 escolas islâmicas, e uma taxa de 20.000 estudantes (seja na escola ou na universidade) em uma população de 80.000 (25%, taxa semelhante ao Brasil de hoje).&nbsp;<br><br>O império Songai vem a cair somente graças a investida do reino Marroquino. Liderado por Almançor Saadi, Marrocos vinha de uma grande vitória militar contra portugal, no entanto essa investida militar deixou o reino em uma péssima situação monetária, nisso em busca de recursos (especialmente minas de ouro) Saadi planeja uma invasão (ilegal, pois eram dois reinos muçulmanos) a Songai. Com um pequeno exército armado de mosquetes e arcabuzes a investida marroquina derrota tranquilamente o exército de songai que não utilizava armas de fogo até o momento. Curiosamente, Marrocos nunca conseguiu conquistar a região por completo, visto as fortes diferenças culturais e idiomáticas, assim a região do reino de Songai tornou-se um aglomerado de vários pequenos reinos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 14:41:49 UTC</pubDate>
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         <title>Tacrur (Érica) </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Localizado nas margens do rio Senegal, um ponto privilegiado de ligação entre o deserto e a savana, bem como litoral Atlântico e o interior. Composto por: Agricultores sereres, grandes comerciantes islamistas de ouro e escravos, pastores fulas e nômades de origem saariana.&nbsp;<br>Comércio: Os mercadores de Tacrur comerciavam: Ouro, escravos, âmbar, cobre, goma, contas, lã e sal. Este comércio era realizado pela rota do Atlântico ou por Audagoeste, fazendo chegar até Marrocos, Gana e Níger. &nbsp;<br>Política: O reino de Tacrur teve uma grande vastidão territorial, a partir das dinastias que o comandaram suas expansões territoriais se expandiram. No século XV, Tacrur foi invadida por guerreiros estrangeiros que dividiram seu território em vários pequenos reinos. Já no século XVI estes territórios foram conquistados e unificados como “Império do Grão-Fulo”.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 21:05:11 UTC</pubDate>
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         <title>Discentes: Guilherme, Lucas e Mayza</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-04-13 23:10:40 UTC</pubDate>
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         <title>Hauçalândia ( Mayza) </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os povos de língua haúça ocupavam, no século XI, a faixa que abarcava o Air até o planalto de Jos, a curva do rio Kaduna até o vale do Gulkin-Kebbi.<br><br></div><div>Em cada comunidade haúça, o poder político estava concentrado no chefe da linhagem. À medida que ocorria a expansão das aldeias com a incorporação de novas pessoas, o poder tendia a se concentrar nas mãos de um chefe. Um, dentre todos os chefes das aldeias, era escolhido como autori-dade maior, tendo como critério a descendência do fundador da comunidade.<br><br></div><div>Os haúças eram grandes agricultores, tecelões – as terras eram propícias ao cultivo de algodão –, artesãos de couro e ferreiros. Kano era uma das principais cidades haúças, com terrenos férteis para a produção de cereais, algodão, e rica em minério de ferro. Comercializavam escravos em troca de cavalos ao norte e ao sul.<br><br><strong>Hauçalândia (continuação) - Pedro Guilherme </strong><br><br>No século XV, Kano dedicava-se, essencialmente, ao cultivo de sorgo, arroz, milhete, algodão, pimentas e às manufaturas em couro (sandálias, rédeas, almofadas), algodão, cobre e ferro. O comércio desses produtos, mais o sal, vindo de Bilma, o natrão (um produto equivalente ao sal, utilizado para fazer medicamentos, sabão, curtir a carne e o couro, e tingir tecidos), oriundo do Chade, os escravos, a noz-de-cola e o marfim era realizado com Air, Songai, Bornu, Nupe e com os cuararafas, conhecidos como 'o povo do sal', responsáveis pela extração e comércio desse produto na região entre Gongola e Benué.<br><br></div><div>No século XVII, o sal chegou a ser o produto mais importante comercializado na África Ocidental. Os haúças utilizavam mais de cinqüenta palavras para diferenciar os tipos de sal. Ele era produzido por escravos em grandes reservas no Saara e transportado para o sul, em especial, por tuaregues em caravanas de vinte a trinta mil camelos e vendido em troca de ouro e cereais da savana.<br><br></div><div>O reino haúça de Gobir, formado pelos gobirauas, habitantes das montanhas do Air que, a partir do século XI, foram para o sul, empurrados pelos berberes, tornou-se um centro importante de comércio de cobre, trazido de Takedda e de ouro de Zamfara. Outro Estado haúça, também importante centro comercial de ouro, escravos, marfim, noz-de-cola, era Zazau, ao sul. Sua capital era Dutsen-Kufena, atual cidade de Zária.<br><br></div><div>Quanto à religião, os haúças acreditavam na existência de um ser supremo – <em>Ubanjiji</em> – e em outros seres ou forças – <em>iscóquis</em> – responsáveis pelo destino das pessoas. Em geral, os <em>iscóquis</em> eram relacionados aos elementos da natureza, árvores, fontes d'água e bosques. Na cidade de Katsina, havia um santuário conhecido por Bauda e um centro de aprendizagem das religiões tradicionais, cujas cerimônias de entronização eram baseadas nessas crenças.<br><br></div><div>Nos séculos XV e XVI, os haúças sofreram várias transformações. Os pequenos estados integraram-se em reinos, talvez por influências externas, sobretudo pelo contato com o reino do Mali. Cidades como Kano e Katsina, grandes centros comerciais e artesanais, foram cercadas por muralhas. Na primeira, a muralha abarcava 7 km2. Administradores foram nomeados, mais cavalos foram importados, a pilhagem de escravos entre os povos do sul foi intensificada e a classe dominante passou a praticar o islamismo, gerando conflitos entre seus governantes adeptos ao Islã e os súditos que continuavam fiéis às crenças tradicionais.<br><br></div><div>Essas mudanças políticas também podem ter sido promovidas por novas condições militares, sobretudo a partir do século XIII, com o uso de cavalos de raças maiores. Os cavalos eram tão importantes nessa região que representavam <em>status</em> social, custando, em média, entre 9 e 14 escravos, na costa da Senegâmbia.<br><br></div><div>A utilização da cavalaria nas guerras promoveu o aumento do número de escravos. Por um lado, porque os escravos eram utilizados como moeda de troca pelos cavalos e, por outro, porque com os cavalos era mais fácil capturar escravos. A maior parte dos escravos eram mulheres destinadas ao trabalho doméstico, servindo também como concubinas. Os homens escravos trabalhavam como criados, artesãos, soldados, carregadores, funcionários públicos e agricultores.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-14 01:30:40 UTC</pubDate>
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         <title>A Senegâmbia (Lucas)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>A área entre o deserto do Saara e a floresta equatorial, nas bacias dos rios Senegal e Gâmbia, era conhecida como Senegâmbia. Habitada pelos povos sereres e jalofos, que no segundo milênio da era cristã, vindos do vale do Senegal aí se fixaram, fugindo das secas e da expansão do islamismo.</div><div>Até o século XIV, os jalofos estavam sob a influência do reino do Mali, quando, então, o rei Andiadiane Andiaje se impôs sobre outros agrupamentos jalofos e sereres e formou o reino Jalofo. Algum tempo depois, esse rei incorporou como vassalos outros reinos: Ualo, Caior, Baol e Sine, este último formado, essencialmente por sereres. Dessa maneira, os jalofos passaram a comandar um grande Império, que abarcava o território compreendido entre o litoral e a foz do rio Gâmbia e cuja capital ficava a 300 km da costa.</div><div>O grande rei do Império Jalofo, conhecido como <em>burba</em>, recebia dos reinos vassalos tributos anuais, a veneração (como um ser sagrado que era) e a garantia de que nenhum outro reino lhe ocasionaria a guerra.</div><div>A sociedade dos jalofos e sereres dividia-se de forma hierárquica em famílias reais, linhagens aristocráticas, grandes homens livres, camponeses, trabalhadores em ofícios (ferreiros, músicos etc.) e, por fim, os escravos. Havia ainda uma distinção entre os escravos do rei (<em>tiedo</em>), os escravos de nascimento (<em>jam juundu</em>) e os capturados (<em>jam sayor</em>). Os escravos do rei tinham uma vida estável, formavam exércitos ou ocupavam cargos na administração. Os capturados podiam ser vendidos, mortos e maltratados, diferentemente dos escravos de nascimento, que só eram vendidos se praticassem algum delito, e eram incorporados de modo mais fácil à família do senhor.</div><div>A maior parte da população era adepta das religiões tradicionais, oferecia sacrifícios aos ancestrais e participava de rituais para obter fertilidade e chuvas. Embora os reis e a nobreza tivessem aderido ao islamismo, para preservar o poder, também praticavam os rituais tradicionais.</div><div>Na metade do século XV, o Império Jalofo incorporou os estados mandingas do lado esquerdo do rio Gâmbia. No entanto, algumas décadas depois, o rei de Sine submeteu toda a área que abarcava o Império Jalofo, originando as chefias sereres de Salum.</div><div>Com a expansão do islamismo na região ao sul do deserto do Saara e na costa oriental do continente, os africanos passaram a combinar a escrita árabe à tradição oral. Assim, nasceram obras escritas, em sua maioria, pelas elites africanas de Kano, Tombuctu (África Ocidental), Quíloa, Kilwa (África Oriental). Uma delas é <em>Tarikh-al-Sudan</em> escrita no século XVII, por um habitante letrado de Tombuctu, Al-Sadi, que conta a história dos reinos sudaneses. Do mesmo século é a crônica <em>Tarikh-al-Fattash</em>, de Mahamud Kati e Ibne al-Maktar.</div><div>A partir do século XV, os europeus também começaram a estabelecer relações comerciais com a África, resultando em um conjunto de relatos, crônicas e descrições, de autores como Alvise de Cadamosto, Gomes Eanes de Zurara, Duarte Pacheco Pereira, João de Barros, Rui de Pina, André Álvares d'Almada. Nos dois séculos seguintes, os missionários católicos foram os principais responsáveis pelas obras escritas sobre a Etiópia (Pedro Paez, Manoel de Almeida e Hiob Ludolf). Para o baixo vale do Congo e em Angola são importantes as obras de Filippo Pigafetta, Duarte Lopes, Cavazzi de Montecucculo e Antonio de Oliveira Cadornega, pois trazem elementos históricos relevantes.</div><div>Há ainda relatos deixados pelos próprios africanos sobre as suas regiões de origem e as experiências como escravos na América e na Europa, como <em>A narrativa da vida de Olaudah Equiano ou Gustavus Vassa, o Africano</em>, escrito em 1789.&nbsp;<br><br>Chegado o século XIX, os europeus iniciaram a exploração da África, direcionada à conquista dos mercados consumidores africanos, após o fim do tráfico de escravos. Uma nova literatura foi produzida por exploradores que recolheram documentos escritos e testemunhos orais, tais como as obras de James Bruce, T. E. Bowdich, Joseph Dupuis, Mungo Park, Gustav Nachtigal, Hugh Clapperton, Richard Burton, entre outros.</div><div>Todas essas obras retratam as principais sociedades da África Subsaariana e contribuem, junto com a arqueologia e a história oral, para a construção da História desse continente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-14 19:35:30 UTC</pubDate>
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         <title>Apresentação em Slides</title>
         <author>rrsuelipiano</author>
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         <description><![CDATA[<div>Aplicativo utilizado: Canva.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 00:33:01 UTC</pubDate>
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         <title>Acãs, Ifé e Benin</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Acãs- Resumo</strong>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>1 – Introdução</strong>&nbsp;</div><div>Os acãs são vários&nbsp; agrupamentos de povos que falavam a língua acã e&nbsp; viviam incialmente em florestas na África Ocidental, onde hoje fica a costa do Marfim e a república de Gana. Além disso, tinham como principal ponto comercial begho, onde negociavam ouro com outros povos principalmente os uangâgaras.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>2 – O mercado de ouro e a expansão</strong>&nbsp;</div><div>Os acãs eram grandes garimpeiros de ouro, e o trocavam por escravos, matérias em cobre – elemento o qual utilizavam em atividades e cerimônias especiais, além se túmulos – âmbar, ágatas. Além disso, com cada vez mais escravos vindos de trocas os agrupamentos de povos acãs que viviam nas florestas começaram a se expandir a partir do século XVI.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>3 – Escrita Adinkra e as conchas vermelhas</strong>&nbsp;</div><div>A escrita adinkra é o sistema de escrita dos povos acãs, eram símbolos ideógrafos com símbolos de animais e plantas estampados em tecidos. Mais que isso, cabe-se destacar a importância das conchas vermelhas para os acãs, onde as conchas teriam capacidades sobrenaturais de afastar ralhos, desse modo sendo utilizadas pelos acãs nas espadas e no peitoral.&nbsp;</div><div><strong>Ifé - Resumo</strong>&nbsp;</div><div><strong>Contextualização</strong>: Algumas características e processos referentes aos três reinos da floresta ocidental abordados também são perceptíveis em outros reinos da África, o que facilita a compreensão. Assim como outros reinos ou grupos, Ifé, Benin e os Acãs tem idiomas que partem de um dialeto em comum, por isso são classificados em um mesmo grupo linguístico: Yoruba, que é o grupo mais importante dessa região.&nbsp;</div><div>Outro processo comum no estudo das sociedades africanas é a formação de Estados a partir de grupos de linhagem, o que ocorre, em parte, graças à grande estima que os africanos tem pela família e pelas linhagens de sangue. Geralmente, esses grupos vão se expandindo e se relacionam com outros grupos de forma hostil, de modo que faz-se necessário uma maior organização política, mais centralizada e capaz de oferecer segurança. Por isso, é comum observar como diversos grupos vão conquistando outros e expandindo seus territórios até tornarem-se grandes reinos. Nem por isso, porém, as pequenas comunidades dispersas deixam de existir.&nbsp;</div><div>No livro IV da série História Geral da África, há a informação de que a maioria das expansões dos reinos africanos, e os acontecimentos mais decisivos para todos esses processos abordados, ocorreram entre 1100 e 1500.&nbsp;</div><ol><li><strong>Comércio e localização</strong>&nbsp;</li></ol><div>Ifé era um reino voltado ao comércio desde o século VI, sendo essa uma de suas fontes de renda. A localização influenciava bastante, já que o reino tinha acesso fácil a savana; a floresta e ao litoral para realizar o comércio. Os produtos comercializados iam de comida e objetos, até escravos para outras localidades. &nbsp;</div><ol><li><strong>Centro religioso</strong>&nbsp;</li></ol><div>Além de ser conhecido pelo comércio, Ifé ainda era conhecido como um grande centro religioso. A cidade-estado cobrava tributos de mini estados ao seu redor e ainda congregava eles, ambos possuindo apenas um ancestral comum, o Rei Odudua; ele possuía diversas versões de sua história. &nbsp;</div><ol><li><strong>Esculturas </strong>&nbsp;</li></ol><div>As esculturas de Ifé possuíam uma grande influência da cultura Nork, essa que trabalhava especialmente com ferro e cobre para a fabricação de seus artesanatos. Além disso Ifé também produzia esculturas de terracota, mas esse material era mais utilizado pelo povo nas aldeias. A produção não parava apenas nas esculturas, que representavam na maioria reis e cortesãos, a população também fabricava adornos para objetos de barro, principalmente potes que eram utilizados para rituais e enterrados em seguida. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ol><li><strong>Economia </strong>&nbsp;</li></ol><div>Contudo, o reino de Ifé teve sua queda a partir do século XVI onde teve seus dois pontos fortes substituídos por outros reinos. O trabalho com as esculturas que era seu ponto forte foi substituído pelo reino de Benin, que possuía um trabalho igual ao de Ifé, no entanto, suas esculturas tinha um foco no rosto e o detalhe era maior. Apesar de perder o pódio do comércio e de artesanato, o reino ainda ficou conhecido como um centro da religião, possuindo forte influência sobre os minis estados. &nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>BENIN </strong>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><ol><li><strong>Formação </strong>&nbsp;</li></ol><div>&nbsp;</div><div>Benin era um dos miniestados dos povos edos que habitavam, há milhares de anos, a região de florestas a oeste do rio Níger. Segundo a tradição, sua formação teria se iniciado com o rei de Ifé Odudua, que teria enviado seu filho mais novo(ou neto, dependendo da versão) Oraniã a Benin, a fim de resolver um entrave na sucessão do poder entre os chefes locais edos. Depois de um tempo na região, e casado com a filha de um chefe edo, Oraniã teve um filho chamado Eueca, que deixou como obá de Benin (chefe de Benin) e voltou para Ifé.&nbsp;</div><div>&nbsp;<br>&nbsp;</div><ol><li><strong>Organização </strong>&nbsp;</li></ol><div>&nbsp;</div><div>O chefe (ovie ou ogie) representava a unidade de várias comunidades administradas por linhagens e grupos de idade, aspecto que reforça a importância e o respeito que os povos africanos tinham pelos mais velhos e por sua linhagem. Os mais velhos tinham o poder de legislar sobre as terras e os costumes das aldeias agrícolas, os adultos eram responsáveis pela proteção da aldeia e os mais jovens por entregar os tributos aos obá. &nbsp;</div><div>&nbsp;<br>&nbsp;</div><ol><li><strong>Religião </strong>&nbsp;</li></ol><div>&nbsp;</div><div>A divindade mais adorada era o Olokun, que propiciava riqueza e contemplava as mulheres com filhos. &nbsp;</div><div>&nbsp;<br>&nbsp;</div><ol><li><strong>Expansão e comércio</strong>&nbsp;</li></ol><div>&nbsp;</div><div>Quem começou com o processo de expansão foi o obá Euedo, por volta do século XIII, expandindo os limites do reino e buscando concentrar o poder em suas mãos. A expansão tomou direção das rotas comerciais com o objetivo de controlar as atividades mercantis e dominar outros pontos comerciais como Onistsha, Eko e Aboh. O comércio era importante para Benin pois ele era um ponto de encontro de mercadores. Como moeda, usavam barras e manilhas de cobre, pedaços de ferro e os cauris. Dessa forma, a expansão continuou por anos com a ajuda de um grande exército, conquistando mais de 200 aldeias do norte do país edo, na região de Ibos, no Iorubo e cidades-estado como Owo. &nbsp;</div><div>&nbsp;<br>&nbsp;</div><ol><li><strong>Esculturas</strong>&nbsp;</li></ol><div>&nbsp;</div><div>Em Benin, produzia-se esculturas em terracota que, diferente das de Ifé, representavam figuras humanas com traços fortemente marcados.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-17 00:47:08 UTC</pubDate>
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