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      <title>Lendas Gauchas by Renata Carvalho</title>
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      <description>Para você saber mais sobre</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-01 01:06:00 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Erva Mate</title>
         <author>renatamoraes35</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em uma tribo de índios Guarani, vivia um velho guerreiro chamado Nhandubaí, que não podia mais caçar nem guerrear, devido a sua avançada idade. Como de tempos em tempo se esgotava o Húmus da terra, a tribo tinha que se deslocar para longe em busca de outros matos. Um dia, a tribo partiu e Nhandubaí sentiu- se sem forças para acompanhá- los, mais uma de suas filhas de nome Yari, não teve coragem de deixá- lo sozinho e abandonado, ficaram pai e filha morando no rancho e o tornaram um local de hospitalidade para os viajantes que apareciam de vez em quando. Um dia, apareceu um estranho guerreiro vindo de muito longe, pedidndo pousada. Dias após, o viajante que ficara muito amigo do velho índio, contou que era um enviado de Tupã ( Deus). E entregou para o velho índio e sua filha uma mudinha de planta como recompensa pela hospitalidade:       <br>- Quando esta árvore chamada "CÁÁ" crescer, peguem os galhos e passem as folhas no fogo sapecando, depois, quebrem- as em pedacinhos, ponham num porongo , derramem água quente e bebam. Dito isso, partiu. Quando Nhandubaí experimentou a bebida, como por milagre, foi recuperando o ânimo e a energia que lhe faltava. Assim, ele e Yari seguram viagem ao encontro de sua gente. A planta que levaram se esparramou pelos matos, e o costume de bebê- la tornou- se hábito no dia- a- dia da gente guarani. "CAA- I" assim passaram a chamar a bebida que dava energia e alegria de viver, a bebida da hospitalidade tornou- se a melhor companhia, mesmo nos momentos de solidão, e para a árvore- erveira deram um nome que  relembrasse para sempre.O bom coração de Yari: "CAÁ - Yari". E assim, surgiu o chimarrão, essa saborosa bebida feita de folhas de erva- mate. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-01 14:20:48 UTC</pubDate>
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         <title>O negrinho do pastoreio </title>
         <author>renatamoraes35</author>
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         <description><![CDATA[<div>No tempo dos escravos, havia um estancieiro, muito ruim, que levava tudo por diante, a grito e a relho. Naqueles fins de mundo, fazia o que bem entendia, sem dar satisfação a ninguém. Entre os escravos da estância havia um negrinho, encarregado do pastoreio de alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos das estâncias não conheciam a cerca de arame: quando muito alguma cerca de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar parados, para não pensar em bobagem... No mais, os limites dos campos eram aqueles colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas. Pois de uma feita o pobre negrinho, que já vivia sofrendo as maiores judiarias às mãos do patrão, perdeu um animal na pastoreio. Prá quê! Apanhou uma barbaridade atado a um palanque e depois, cai-caindo, ainda foi mandado procurar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um toquinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo saiu campeando. Mas nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que voltar para a estância. Então foi outra vez atado no palanque e desta vez apanhou tanto que morreu, ou pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a "panela" de um formigueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do negrinho, todo lanhado de laçaço e banhado em sangue. No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. Qual é a sua surpresa ao ver o negrinho do pastoreio vivo e contente, ao lado do animal perdido. Desde aí o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num canto qualquer um naco de fumo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-01 14:25:49 UTC</pubDate>
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         <title>Casa de MBororé</title>
         <author>renatamoraes35</author>
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         <description><![CDATA[<div>No tempo dos Sete Povos das Missões, havia um índio velho muito fiel aos padres jesuítas, chamado Mbororé. Com a chegada dos invasores portugueses e espanhóis, os padres precisaram fugir levando em carretas os tesouros e bens que pudessem carregar. Assim, amontoaram o muito que não podiam levar consigo – ouro, prata, alfaias, jóias, tudo!- e construíram ao redor uma casa branca, sem porta e sem janela. Para evitar a descoberta da casa pelo inimigo e o conseqüente saqueio, deixaram o velho índio fiel MBororé cuidando, com ordens severas de só entregar o tesouro quando os jesuítas voltassem às Missões.<br>               Mas os jesuítas nunca mais voltaram. Com o passar dos anos, o velho índio morreu e o tempo foi marcando tudo, deixando as ruínas de pé como as cicatrizes de um sonho que acabou. Acabou? Não. A Casa de MBororé continua lá num mato das Missões, imaculadamente branca, cuidada pela alma do índio fiel que ainda espera a volta dos jesuítas.<br>              Às vezes, algum mateiro –lenhador ou caçador- dá com ela, de repente, num campestre qualquer. Imediatamente dá-se conta de que é a Casa de MBororé, cheia de tesouros. Resolve então marcar bem o local para voltar com ferramentas e abrir a força a casa que não tem porta nem janela. Guarda bem o lugar na memória pelas árvores tais e tais, pela direção do sol e coisas assim. Sai, volta com ferramentas, só que nunca mais acha de novo a Casa Branca de MBororé, sem porta e sem janela.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-01 14:29:58 UTC</pubDate>
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         <title>São Sepé</title>
         <author>renatamoraes35</author>
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         <description><![CDATA[<div> Sepé era um índio valente e bom, que lutou contra os estrangeiros para defender a terra das missões. Ele era predestinado por Deus e São Miguel: tinha nascido com um lunar na testa. Nas noites escuras ou em pleno  combate, o lunar de São Sepé brilhava, guiando seus soldados missioneiros. Quando ele morreu, vencido pelas armas e o número de portugueses e espanhóis,  Deus Nosso Senhor retirou de sua testa o lunar, que colocou no céu do pampa para ser o guia de todos  os gaúchos- é o Cruzeiro do Sul.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-01 14:35:43 UTC</pubDate>
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