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      <title>Lágrima de Ícaro - Lívia Natália by </title>
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      <description>Água Negra e outras Águas</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-04-22 02:49:33 UTC</pubDate>
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         <title>Ambição Cega </title>
         <author>julia_lago22</author>
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         <description><![CDATA[<div>Joel Rea </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-22 02:54:55 UTC</pubDate>
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         <title>Ambição Direta</title>
         <author>julia_lago22</author>
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         <description><![CDATA[<div>Joel Rea</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-22 03:01:05 UTC</pubDate>
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         <title>Mais Uma vez - Renato Russo</title>
         <author>julia_lago22</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mas é claro que o sol vai voltar amanhã<br>Mais uma vez, eu sei<br>Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã<br>Espera que o sol já vem<br><br></div><div>Tem gente que está do mesmo lado que você<br>Mas deveria estar do lado de lá<br>Tem gente que machuca os outros<br>Tem gente que não sabe amar<br>Tem gente enganando a gente<br><br></div><div>Veja a nossa vida como está</div><div><br>Mas eu sei que um dia a gente aprende<br>Se você quiser alguém em quem confiar<br>Confie em si mesmo<br>Quem acredita sempre alcança!</div><div><br></div><div>Mas é claro que o sol vai voltar amanhã<br>Mais uma vez, eu sei<br>Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã<br>Espera que o sol já vem<br><br></div><div>Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena<br>Acreditar no sonho que se tem<br>Ou que seus planos nunca vão dar certo<br>Ou que você nunca vai ser alguém<br>Tem gente que machuca os outros<br>Tem gente que não sabe amar<br>Mas eu sei que um dia a gente aprende<br>Se você quiser alguém em quem confiar<br>Confie em si mesmo<br>Quem acredita sempre alcança!<br><br></div><div>Quem acredita sempre alcança!<br>Quem acredita sempre alcança!<br>Quem acredita sempre alcança!<br>Quem acredita sempre alcança!<br>Quem acredita sempre alcança!<br>Quem acredita sempre alcança!<br>Quem acredita sempre alcança!</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-22 03:03:41 UTC</pubDate>
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         <title>Resenha Crítica - Lágrima de Ícaro </title>
         <author>julia_lago22</author>
         <link>https://padlet.com/julia_lago22/e6bgaa303yuc/wish/254097523</link>
         <description><![CDATA[<div>A poeta e teórica Lívia Natália traz em seu livro Água Negra e Outras Águas, o poema “Lágrima de Ícaro” que já em seu título podemos sentir o peso de uma nostalgia e o contexto de algo a mais, nos mostrando logo no início da poesia, o perfil da autora que sempre traz para seus textos frases cheias de sentimentos, pensamentos, opiniões e até mesmo fatos históricos. Tudo isso é perfeitamente encaixado por meio de metáforas muito cuidadosas que transmitem para o leitor exatamente o que se quer. Sem falar das constantes referências à luta pelo povo negro e à mitologia grega. <br><br></div><div>Em seu poema “Lágrima de Ícaro” essa sua característica mitológica fica bem clara com o passar dos versos que se baseiam na essência do conto “O Sonho de Ícaro”. A história fala de um menino que, em sua pressa, no ápice de sua ambição exagerada, acaba queimando ao sol por voar alto demais. Dentro desse contexto em uma interpretação positiva do conto, Lívia trata temas como liberdade, dualidade da vida, ambições, desejos, equilíbrio (e a falta dele) e sobre esperança. Logo em sua primeira estrofe ela traz, com uma sensibilidade enorme, a vida e seus alcances como frutos de atitudes. Como exemplo temos: “Se não há saliva, como lubrificar as palavras, os sexos, os afetos?” trazendo a ideia de que para se conseguir algo, para chegar em seus objetivos, é preciso “gastar saliva”, falar, agir, interagir. E antes disso ela ainda traz a infinita incompletude da vida, o fato de que sempre vai haver o sentimento de falta, mas que para se chegar ao menos mais próximo disso, não se pode ficar apenas esperando, diz em suas metáforas: “Ali, onde não há cintilância que abrigue vida: esperas”.<br><br></div><div>Já a partir da segunda estrofe, ela transmuta a mensagem do conto do Sonho de Ícaro para algo que trata de esperança. “No ponto cego em que seus olhos se escondem, há um horizonte aberto por onde se vê o mar”, ou seja, quando estamos desacreditados da vida, há sempre algo para se acreditar, algo bom, uma luz no fim do túnel, mas que no caminho até lá haverão obstáculos e impedimentos que muitas vezes partirão de nós mesmos: “E monstros insondáveis te espiam dos abismos como se de espelhos”. Fazendo a inteligente ligação, logo depois a poetisa nos faz também pensar nas escolhas que fazemos e como elas podem nos levar a bons ou maus caminhos na pequena, mas significante frase: “Mas desconheces, na água turva, a face bruta e celeste. Eis teu salvamento, e tua sofreguidão”.<br><br></div><div>“Se não há saída para o labirinto do ocaso, se tuas asas não te sustem planando nos ares, vai ao sol: ainda que te queimes, encontrarás a luz”. Terminando o poema de forma extremamente impactante, Lívia incentiva a insistência, a tentativa. Em suas palavras estão os pensamentos de que se não enxergarmos uma saída para nosso problema, se não enxergarmos um meio de chegar aos nossos objetivos se mantendo “dentro dos trilhos”, no equilíbrio, é preciso que pensemos mais alto e tentemos “chegar ao sol”, mesmo que no caminho algo de errado aconteça. Afinal teremos ao menos tentado. Vendo todos esses aspectos, “Água Negra e Outras Águas” é um livro extremamente recomendado, principalmente, para àqueles que desejam textos bem escritos e cheios de emoções e reflexões.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-22 03:08:18 UTC</pubDate>
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         <title>Recriar-se </title>
         <author>julia_lago22</author>
         <link>https://padlet.com/julia_lago22/e6bgaa303yuc/wish/255045867</link>
         <description><![CDATA[<div>Me perdi dentro de um quarto escuro e frio. Nada havia lá. Apenas a cegueira de olhos fantasiosos e perturbados que só enxergavam o vazio das mentes perdidas. O desespero de abrir os olhos e senti-los imersos em águas flamejantes era crescente e nocivo. Queria limpá-los, mas sempre que me movia me sentia sendo afundava ainda mais nesse ácido construído gota por gota por cada um dos meus medos. Tentei nadar tantas vezes e a única conquista que eu agarrava para mim era o enorme cansaço e o abraço da desistência. <br><br></div><div>Tentei também amar aquele lugar hostil. Tentei encontrar em suas frestas alguma facha de luz branca que iluminasse meus olhos e que diluísse, com minhas tentativas de cuidado, o ardor do liquido que me engolia. Tentei parar e olhá-lo, tentei me abrir e mostrar-me disposta a me embriagar com seu forte teor de ilusão. Tentei fazer-me leve e vazia para que parte de suas pedras viessem se abrigar em mim. E tentei por fim, me desmontar e dissolver meus pedaços em todas as partes desse cilindro. <br><br></div><div>A imagem refletida pelo vidro rachado representava minha alma que eu não conseguia mais reconhecer. Seria meu aquele reflexo? A mágoa de não me encontrar em mim mesma foi o suficiente para que meu afogamento começasse com os constantes soluços e engasgos. Tentei recuperar as partes espalhadas, mas já era tarde demais. A tentativa de emergir lutando contra algo que eu sabia que era muito maior e muito mais pesado que eu, era falha. <br><br></div><div>Tentei então encontrar a calma no inferno, a hipermetropia da situação, e a esperança no escuro das luzes mórbidas. Criei meu próprio oxigênio e ao invés de buscar o pó que havia sobrado de mim, me recriei. Me reconstruí nova e forte. Minha grandiosidade já não mais cabia em lugar tão asfixiante e exíguo. A claustrofobia de minha alma falou mais alto. Minhas mãos flutuaram sobre o líquido até chegarem nas paredes que agora pareciam tão frágeis. Meus olhos se abriram como lanternas brancas. E junto com o agudo de meu suspiro, o vidro que me limitava partiu-se em ínfimos pedaços de cristal.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-24 22:14:07 UTC</pubDate>
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         <title>Lágrima de Ícaro</title>
         <author>julia_lago22</author>
         <link>https://padlet.com/julia_lago22/e6bgaa303yuc/wish/255047309</link>
         <description><![CDATA[<div>As mão agudas de teu silencio despetalam,<br>delicadas, a íntima desordem dos corredores vazios.<br>Ali, onde não há cintilância que abrigue vida: esperas.<br>E há sempre um trem que não chega, <br>uma palavra fraturada num nó.<br>Há uma fruta toda desejo<br>para qual dente não há.<br>E se não há saliva,<br>como lubrificar as palavras, os sexos, os afetos?<br><br>No ponto cego em que seus olhos se escondem, <br>há um horizonte aberto por onde se vê o mar <br>e monstros insondáveis te espiam dos abismos<br>como se de espelhos.<br><br>Mas desconheces, na água turva, a face bruta e celeste.<br>Eis teu salvamento, e tua sofreguidão <br><br>Se não há saída para o labirinto do ocaso,<br>Se tuas asas não te sustêm planando nos ares,<br>vai ao sol: ainda que te queimes, encontrarás a luz. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-24 22:28:12 UTC</pubDate>
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