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      <title>A Cidade Antiga, Fustel de Coulanges. by Lívia Cristina Carvalho Brito Brandão</title>
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      <description>Livro Primeiro e Livro Segundo.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-25 18:19:05 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Segundo, Capítulo V- O parentesco. O que os romanos entendiam por agnação:                                  -Platão diz que parentesco é a comunidade dos mesmos deuses domésticos;                             - A religião doméstica é que constituía o parentesco. Portanto, dois homens podiam dizer-se parentes quando tivessem os mesmos deuses, o mesmo lar e o mesmo banquete;      - O direito de oferecer sacrifícios ao fogo sagrado só se transmitia de varão para varão, e que o culto dos mortos não se dirigia senão aos ascendentes em linha masculina;                               - O princípio do parentesco não era o ato material do nascimento, era o culto;        - A regra para a agnação era, portanto, idêntica a do culto;                                         - Os romanos chamaram cognatio a espécie de parentesco, que era absolutamente independente das regras da religião doméstica;                - - Dois irmãos consanguíneos eram agnados, e dois irmãos uterinos não eram mulher, nem o filho tinham nada de próprio.</title>
         <author>maridouradomaia</author>
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         <pubDate>2020-09-25 18:50:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Livro Segundo, Capítulo VI- O direito de propriedade:                            - Os antigos basearam o direito de propriedade sobre princípios que não são mais os das gerações presentes, e daqui resultou que as leis pelas quais o garantiram são sensivelmente diversos das nossas;                             - Há três coisas que, desde as mais antigas eras, encontram-se fundadas e solidamente estabelecidas nas sociedades grega e itálica: a religião doméstica, a família e o direito de propriedade;                            - A ideia de propriedade privada fazia parte da própria religião;                       - A ideia de domicílio surge naturalmente. A família está ligada ao altar, o altar ao solo e estabelece-se estreita relação entre a terra e a família;                                     - A família ocupará sempre um lugar, esse lugar lhe pertence, é sua propriedade, e não de um homem somente, mas de toda uma família, cujos diferentes membros devem, um após o outro, nascer e morrer ali;     - O resultado dessas velhas regras religiosas é que entre os antigos jamais se estabeleceu o direito de propriedade;                            - Compreende-se que o direito de propriedade, assim concebido e estabelecido, foi muito mais completo e mais absoluto em seus efeitos, do que o poderia ser em nossas sociedades modernas, onde se baseia sobre outros princípios.   </title>
         <author>maridouradomaia</author>
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         <pubDate>2020-09-25 19:02:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Livro Segundo, Capítulo VIII- A autoridade na família:     1º) Princípio e natureza do poder paterno entre os antigos:                                    - Uma família compõe-se de um pai, de uma mãe, de filhos e de escravos. Esse grupo por pequeno que seja, deve ter uma disciplina;        - Em casa há algo que está acima do próprio pai: é a religião doméstica;                 - O pai é o primeiro junto ao lar: ele o alumia e conserva, é seu pontífice;                       - No rigor do direito primitivo, os filhos continuam unidos ao lar paterno, e, por consequência, submetidos à sua autoridade; enquanto ele viver, são considerados menores;                                  - Com o poder paternal dava-se o mesmo que com o poder material: tinha por princípio e por condição o culto doméstico;                  2º) Enumeração dos direitos que compunham o poder paterno:                                    - Os direitos que as leis conferiram aos pais podem ser catalogados em três categorias, segundo se considera o pai de família como chefe religioso, como senhor da propriedade e como juiz;                                - O pai é o chefe supremo da religião doméstica; dirige todas as cerimônias do culto como quer;                     - É responsável pela perpetuidade do culto e de sua família;- Direito de reconhecer a criança no ato do nascimento ou de rejeitá-la;                                               - Direito de repudiar a mulher;                                     - Direito de casar sua filha e filho;                                          - Direito de emancipar e adotar um estranho ao lar;     - Direito de designar, ao morrer, um tutor para a mulher e os filhos;                  - Como a propriedade era indivisível, e repousava por completo sobre a cabeça do pai, nem a mulher, nem o filho tinham nada de próprio.    </title>
         <author>maridouradomaia</author>
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         <pubDate>2020-09-25 19:06:20 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Segundo, Capitulo I: A religião foi o princípio constitutivo da família</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780532911</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- O que une a família é a religião do fogo sagrado e dos antepassados, também estabelece regras; <br></strong><br></div><div><strong>-  O afeto natural entre membros de uma família não tinha relevância para o direito, como exemplo, a filha casada ou o filho emancipado não faziam mais parte da mesma;<br><br>- O conceito de família estava ligado a um grupo de pessoas as quais a religião permitia invocar os mesmos manes e oferecer banquete fúnebre aos mesmos antepassados.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:15:02 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Segundo, Capitulo II: O casamento</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780568764</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Foi a primeira instituição estabelecida pela religião doméstica; <br></strong><br></div><div><strong>- A mulher tinha parte especifica no culto:  acompanhar o homem, assistia aos atos religiosos de seu pai ou, se casada, aos de seu marido;<br></strong><br></div><div><strong>- O casamento para a mulher significava a que ela devia abandonar o lar paterno, assim como os deuses que cultuara a vida inteira para que dessa forma passasse a cultuar apenas os manes do marido, uma vez que não se poder pertencer a duas religiões;<br></strong><br></div><div><strong>- A cerimonia do casamento era uma série de atos que representavam a iniciação da mulher no culto do marido;<br></strong><br></div><div><strong>- Essa religião não admitia a poligamia;<br></strong><br></div><div><strong>- Para quando, o que era extremamente raro, houvessem casos de ruptura de um casamento fazia necessário a realização de uma cerimônia religiosa, pois só a religião pode desunir o que um dia uniu.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:28:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Segundo, Capitulo III: A continuidade da família. Proibição do celibato. Divorcio em caso de esterilidade. Desigualdade entre filho e filha.</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780576524</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Cada família devia perpetuar-se para sempre;<br></strong><br></div><div><strong>- As famílias não podiam se extinguir pois isso culminava na extinção da religião; <br></strong><br></div><div><strong>- O celibato era proibido, pois não gerava a perpetuação da família, o que significava condenação ao homem e a seus antepassados;<br></strong><br></div><div><strong>- O filho bastardo, fruto fora do casamento religioso, não tinha direito a dar continuação ao culto;<br></strong><br></div><div><strong>- A esterilidade da mulher era causa de divórcio; <br></strong><br></div><div><strong>- Quando no homem, um irmão ou parente do marido substituía-o e o filho gerado era de propriedade do casal, o mesmo ocorria em casos de falecimento do marido sem deixar herdeiros de culto;<br></strong><br></div><div><strong>- Apenas os filhos homens davam seguimento a religião, a mulher não;<br></strong><br></div><div><strong>- Os filhos após seu nascimento tinham também, assim como a esposa, uma cerimonia de iniciação ao culto.</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:31:19 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Segundo, Capitulo IV: Adoção e emancipação</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780583060</link>
         <description><![CDATA[<div>-<strong> O dever de perpetuar o culto = fonte do direito a adoção, um recurso para evitar a extinção da família;<br></strong><br></div><div><strong>- A adoção era realizada em cerimonia sagrada para iniciar o novo membro do culto a família, ele deveria renunciar tanto o culto como a adoração aos deuses da família passada.<br></strong><br></div><div><strong>- Adoção causava emancipação do adotado para com a família antiga.</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:33:54 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Primeiro, Capítulo l: Crenças a respeito da alma e da morte.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780591275</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>·                     As mais antigas gerações(antes dos filósofos) acreditaram em uma 2º existência depois da atual(vida) --&gt; morte como mudança de vida.</strong></div><div><strong>·                    De acordo com as mais antigas crenças dos  itálicos e gregos, a alma não passava sua segunda existência em um mundo diferente do que em que vivemos, continuava junto dos homens, vivendo sobre a terra.<br>Acreditou-se por muito tempo que essa 2º existência, que a alma continuava no corpo(unida), nascendo junto, a alma não se separava, mas fechava-se com ele na sepultura.<br>Gregos e Romanos eram enterrados com seus objetos pessoais, o corpo sem morada(sepultura), acreditavam que ficavam infelizes e atormentavam os vivos, provocando doenças, destruindo colheitas e etc.<br>Era necessário seguir as regras nas cidades antigas, a lei punia os grandes criminosos com um castigo considerado terrível, a privação da sepultura, punindo desse modo a própria alma, condenando-a a suplício eterno.</strong></div><div><strong>·                    Em determinados dias do ano, levava-se uma refeição a cada túmulo, a família do morto fazia um buraco no túmulo para jogar bebida e comida, havia até mesmo uma cozinha ao lado do túmulo para deixar a comida do morto, quando a comida apodrecia era um sinal que o morto havia se alimentado.<br></strong><br></div><div><strong>Acreditavam que o morto(ancestral), virava um deus (da/pra) família, seu túmulo era uma igreja para seus familiares. Na Roma eles chamavam de LAR/LARES, MANES, na Grécia eram chamados de DEMÔNIO/HERÓI</strong> .</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:37:09 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Primeiro, Capítulo ll: O culto dos mortos.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780596412</link>
         <description><![CDATA[<div>·    <strong>     Acreditavam que os mortos tinham necessidades de alimentos e bebidas, e pensou-se que era dever dos vivos satisfazer às suas necessidades.</strong></div><div><strong>*SRADDHA – alimento para agradar aos mortos — manes(romanos) durante o banquete(ritual).</strong></div><div><strong>·         Se deixasse de oferecer este alimento, teria consequências, o morto saia de sua morada e se tornaria errante, atormentando os vivos (principalmente da família).</strong></div><div><strong>·         Os mortos não lhe davam sossego até os vivos voltarem a fazer seus rituais de banquetes.</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:39:08 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Livro Primeiro, Capítulo lll: O fogo sagrado.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780622470</link>
         <description><![CDATA[<div>·       <strong>  A casa do grego ou do romano deviam por obrigação ter um altar com cinzas e carvões acesos, e o chefe da casa devia manter o fogo aceso dia e noite, infeliz da casa onde se apagasse.</strong></div><div><strong>·         O fogo devia ser puro, nenhum objeto impuro poderia ser lançado a ele e nenhuma ação pecaminosa devia ser cometida em sua presença.</strong></div><div><strong>·         Se um fogo se extinguia, um deus deixaria de existir. A crença dos ancestrais fizeram disso uma religião.</strong></div><div><strong>·         Fogo, demônios, heróis, deus lares, tudo era uma só coisa.</strong></div><div><strong>·         Não havia cemitério, eram enterrados em casa.</strong></div><div><strong>·         Fogo= deus.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:49:43 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Livro Primeiro, Capítulo lV: A religião doméstica.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780643037</link>
         <description><![CDATA[<div>·   <strong>      Cada deus podia ser adorado por uma família só, não podia ser observado por membros de fora da família do morto, a presença de um membro de fora da família perturbava os ‘manes’, era proibido estranhos se aproximarem de um túmulo, mesmo que tocassem sem querer, era ato de impiedade no qual se deveria tranquilizar o morto e purificar-se.</strong></div><div><strong>·         Foi citado que “O morto que não deixou filhos, não recebe sacrifícios, e fica condenado a fome eterna”.</strong></div><div><strong>·         A oferta(ritual de banquete) só podia ser feita por seus descendentes. Faltar esse dever era a mais grave impiedade que se podia cometer.</strong></div><div><strong>·         Os que não eram descendentes e se aproximavam do túmulo, eram “presenteados” com doenças, já seus descendentes eram bom e compreensivos.</strong></div><div><strong>·         Cada um protegia apenas aos seus.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 19:58:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>thiagobarbosaoliveira</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780742017</link>
         <description><![CDATA[<div>Livro Segundo, Capítulo IX- A antiga Moral da família.<br> -  A religião dos primeiros povos eram domésticas, do mesmo modo se dava a moral. <br> - É natural que a idéia moral tenha tido seu começo e tenha progredido como a idéia religiosa. O Deus das primeiras gerações, nessa raça, era bem mesquinho; pouco a pouco os homens tornaram-no maior; assim a moral, a princípio muito restrita e incompleta, alargou-se insensivelmente, até que, de progresso em progresso, chegou a proclamar o dever do amor para com todos os homens. <br>-Essa moral doméstica prescreve ainda outros deveres. Diz à esposa que ela deve obedecer, e ao marido que deve mandar. Ensina a ambos a se respeitarem mutuamente. A mulher tem direitos, porque tem seu lugar no lar; é a encarregada de conservá-lo sempre aceso, e, sobretudo, deve velar pela sua pureza; invoca-o, e lhe oferece sacrifícios. A mulher, portanto, também tem seu sacerdócio. Sem a presença da mulher, o culto doméstico torna-se incompleto e insuficiente. É grande desgraça para um grego ter “um lar sem esposa.</div>]]></description>
         <pubDate>2020-09-25 20:46:33 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Segundo-Capítulo VII</title>
         <author>udiraimedemorais</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/780785174</link>
         <description><![CDATA[<div>Direito das sucessões<br><br>Quem tinha direito a sucessão e herança. A herança é hereditária e vai sempre de varão para varão, a filha mulher não podia ter direito a parte da herança. Apenas era recomendada que seu irmão adotasse, ela em alguns casos se seu pai deixasse escrito um testamento, ela teria alguma parte, porém ela não teria o direito o direito de sucessão. O filho homem era o que tinha direito a herança porque era necessário que ele continuasse culto religioso de sua família.<br>Caso o pai só consiga ter filhas mulheres, o pai poderia adotar um filho ou fazer um combinado com sua filha e genro que assim que ela desse a luz a um filho homem ele seria dele e ele daria continuidade a seus cultos religiosos. Se o pai viesse a falecer sem ter tido um filho homem, seu parente mais próximo recebia a herança mais deveria se casar com essa filha. Se o pai falecesse sem ter nenhum filho ou filha, quem recebia a herança era o irmão dele, os filhos homens mais velhos eram os que tinham direito a herança os mais novos podiam ser adotados por outras famílias, na qual se tornaria herdeiro ou casar com uma filha única, no caso dos mais novos em um último caso recebiam uma porção da terra de sua família ou ser mandados para as colonias, a legislação previa que a filha que não fosse herdeira ao menos se casasse com um herdeiro</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-25 21:13:59 UTC</pubDate>
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         <title>Livro terceiro, Capítulo XV-Relações entre as cidades. A guerra. A paz. A aliança dos deuses.                             - A religião intervinha com igual autoridade em todas as relações que as cidades tinham entre si;                       - Duas cidades eram duas associações religiosas que não tinham os mesmos deuses;                                     - Quando estavam em guerra, não eram apenas os homens que combatiam os deuses também tomavam parte da luta;                           - Não existem direitos para o estrangeiro, nunca, e com muita mais razão em tempo de guerra. A seu respeito não se deve distinguir o que é justo do que é injusto;        - Cleômenes, dizia que todo mal se podia fazer aos inimigos era sempre justo aos olhos dos deuses e dos homens;                                   - Nenhuma lei humana ou divina podia deter-lhes a vingança ou a cobiça;            - Não se fazia guerra somente aos soldados, mas toda a população: homens, mulheres, crianças, escravos. Não a faziam somente as criaturas humanas, mas os campos e as messes;                              - A guerra e a paz entre duas cidades era a guerra ou a paz entre duas religiões.        </title>
         <author>maridouradomaia</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/798755243</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 18:29:12 UTC</pubDate>
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         <title>Livro terceiro, Capítulo XVI- As confederações. As colônias:                                  - O espirito grego não se esforçou para se elevar acima do regime municipal, varias cidades logo se reuniram em uma espécie de federação, mas ainda aqui as praticas religiosas tiveram grande importância; - O vocábulo anfictionia parece ter sido termo antigo, que designava a associação de várias cidades;                                    - Não havia anfictionia ou federação sem culto, porque o mesmo pensamento que presidiu a fundação das cidades, inspirar também a instituição dos sacrifícios comuns a várias cidades;     - As cidades confederadas enviavam, nos dias marcados pela religião, alguns homens, revestidos momentaneamente de caráter sacerdotal, chamados teoros, pilágoras ou hieromnêmones;               - Uma colônia não era uma dependência ou um anexo do estado colonizador: era um estado completo e independente;                         - A cidade tinha o mesmo culto que a metrópole, mas devia conservar e honrar as divindades políadas da cidade de onde se originava.</title>
         <author>maridouradomaia</author>
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         <pubDate>2020-10-02 18:33:08 UTC</pubDate>
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         <title>Livro terceiro, Capítulo XVII- O romano. O ateniense:                                - Para o romano sua casa é o que para nós é um templo, onde encontra seus deuses e seu culto. Seu lar é um deus, tudo são deuses. O túmulo é um altar e seus antepassados são criaturas divinas;                                     - Cada uma de suas ações diárias é um rito, todo seu dia pertence a religião;          - O romano sacrifica diariamente em casa, mensalmente na cúria, e várias vezes por ano em sua gens ou tribo.                          -Oferece sacrifícios para agradecer aos deuses; oferece outros, em maior número para apaziguar sua cólera;                                       - Os atenienses têm mais festas religiosas que nenhum outro povo grego;    - Atenas e seu território estão cobertos de templos e capelas destinadas ao culto da cidade, das tribos, dos demos e das famílias;           - O ateniense tem seus dias nefastos, nos quais não se celebram casamentos, não se dá inicio a nenhum empreendimento, não se reúnem assembleias, não se administra a justiça.</title>
         <author>maridouradomaia</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/798800345</link>
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         <pubDate>2020-10-02 18:42:32 UTC</pubDate>
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         <title>Livro terceiro, Capítulo XVIII- Da onipotência do Estado. Os antigos não conheceram a liberdade individual:           - A cidade havia sido fundada como uma religião, constituindo-se como uma igreja. Daí sua força, sua onipotência, e o império absoluto que exercia sobre seus membros;                       - A religião, que dera origem ao estado e o estado, que sustentava a religião, apoiavam-se mutuamente, sustentavam-se um ao outro, e formavam um só corpo; esses dois poderes associados e perfeitamente unidos constituíam um poder quase sobre humano, ao qual alma e corpo submetiam-se igualmente;   - O estado não admitia que ninguém ficasse indiferente a seus interesses;                  - O estado queria dirigir sozinho a educação. Considerava o corpo e a alma de cada cidadão como propriedade;                            - É, portanto, erro singular entre todos os erros humanos pensar que nas cidades antigas o homem gozava de liberdade, da qual nem tinha ideia;                      - Ter direitos políticos, votar, nomear magistrados, poder ser arconte, eis o que se chamava de liberdade, mas o homem nunca deixou de estar sujeito ao estado.</title>
         <author>maridouradomaia</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/798808576</link>
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         <pubDate>2020-10-02 18:45:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Livro quarto- As revoluções Capítulo I- Patrícios e clientes:                                   - A cidade antiga, como toda sociedade humana, apresentava classes, distinções e desigualdades; - A família tem criados e a ela estão ligados por hereditariedade, em que o pater ou patrono, exerce a tríplice autoridade de mestre, de magistrado e de sacerdote. Seus nomes variam de acordo com os lugares; os mais conhecidos são os clientes e tetas;         - O cliente está abaixo, não somente do chefe supremo da família, mas ainda dos ramos mais novos;                 - Entre eles, há esta diferença: o membro de um ramo mais novo, remontando a série dos antepassados, chega sempre a um pater, isto é, a um chefe de família. Como descende de um pater chamam-no, em latim, patricius;                                  - O próprio dinheiro do cliente não lhe pertence; o patrono é o verdadeiro proprietário, e pode apoderar-se do mesmo para suas próprias necessidades; - Os patrícios, ou eupátridas, tinham o privilégio de ser sacerdote, e de possuir uma religião que lhes pertencia como coisa própria;               - Se o cliente está ligado a cidade, isso só acontece por intermédio dos chefes patrícios.   </title>
         <author>maridouradomaia</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/798822051</link>
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         <pubDate>2020-10-02 18:49:19 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Livro quarto, Capítulo II- Os plebeus:                                   - O plebeu é outro elemento da população que estava abaixo dos próprios clientes;                                    - Os patrícios censuravam os plebeus, não por descenderem de populações vencidas, mas por não terem nem religião, nem família;                            - Todos os homens, excluídos das famílias e colocados a margem do culto, caíam na classe dos homens sem lar. A existência da plebe era consequência necessária da natureza exclusiva da organização antiga;               - O domicílio da plebe é ao pé da colina, um aglomerado de casas construídas sem cerimonias religiosas, sem recinto sagrado, pois não podem morar na cidade santa;          - Para eles, o casamento sagrado não existia, não há família, nem autoridade paterna;                                    - Os plebeus não têm direito de propriedade, porque toda propriedade deve ser estabelecida e consagrada por um lar, um túmulo, por todos os elementos do culto doméstico;                               - Se o plebeu possui terras, essa não tem caráter sagrado; são profanas e não conhecem limites. </title>
         <author>maridouradomaia</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/798879975</link>
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         <pubDate>2020-10-02 19:09:08 UTC</pubDate>
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         <title>Livro quarto, Capítulo III- Primeira revolução:                 </title>
         <author>maridouradomaia</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/798889814</link>
         <description><![CDATA[<div>  1) A autoridade política é tirada aos reis- Os chefes de família, os patres e abaixo deles, os chefes das fratias e das tribos formavam ao lado desse rei uma aristocracia muito forte. O rei o era o único rei; cada pater era rei da própria gens; - O rei da cidade não exercia o poder sobre toda a população, o interior das famílias, e toda a clientela escapava da sua ação;        - Os reis queriam ser poderosos e os patres não o queriam assim. Travou-se então uma luta em todas as cidades, entre as aristocracias e os reis;         <br> - Por toda parte o resultado da luta foi idêntico: a realeza foi vencida.             <br>2) História dessa revolução em Esparta- Os antigos reis dórios governaram como senhores absolutos. A partir da terceira geração começaram a surgir discórdias entre os reis e a aristocracia;                             - Durante dois séculos houve uma série de lutas, que fizeram de Esparta uma das cidades mais agitadas da Grécia;                              - A realeza de Esparta é, sobretudo um sacerdócio hereditário. A mesma revolução que suprimiu o poder político do rei em todas as cidades suprimiu-o também em Esparta;            <br> - Os reis, em tudo o que não diz respeito a religião, obedecem aos éforos. Por isso, Heródoto pode afirmar que Esparta é uma aristocracia.                          <br>3) A mesma revolução em Atenas- A formação da grande unidade ateniense transformava, contra sua vontade, as condições do governo;                                   <br>- A revolução que privou a realeza de seu poder político aconteceu de formas diversas em todas as cidades.                            <br>4) A mesma revolução em Roma- A realeza foi, a princípio, em Roma o que havia sido na Grécia. O rei era o grão-sacerdote da cidade e ao mesmo tempo, o juiz supremo; em tempos de guerra comandava o exército dos cidadãos;          - Essa revolução não agradou a todos os romanos, muitos plebeus juntaram-se ao rei, e ligaram-se ao seu destino.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 19:12:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Terceiro – Capítulo I: A frátria e a cúria. A tribo</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799012317</link>
         <description><![CDATA[<div>- A família como único vinculo social estava se tornando insuficiente para os antigos, pois não supria todas as necessidades;<br><br></div><div>- A inteligência que o homem tinha capacidade de assumir não se contentava apenas com os deuses domésticos;<br><br></div><div>- A ideia religiosa e a sociedade humana cresciam juntas;<br><br></div><div>- Surgiu a possibilidade de várias famílias, sem nada sacrificar de sua religião particular, se unirem a celebração de um culto comum pelos laços de nascimento;<br><br></div><div>- Frátria para os gregos, cúrias para os latinos;<br><br></div><div>- Tinham um mesmo Deus e as celebrações religiosas se assemelhavam com as do culto doméstico, exceto pelo fato de serem feitas com mais pessoas;<br><br></div><div>- Para se fazer parte de uma fratria, era necessário nascer de casamento legítimo, em uma das famílias que a compõem, a religião da fratria, ainda não se transmitia senão pelo sangue;<br><br></div><div>- Cada fratria ou cúria tinha um chefe, curião ou fratriarca; como na família, havia um deus, um culto, um sacerdote, uma justiça e um governo, uma pequena sociedade modelada exatamente sobre a da família; <br><br></div><div>- A associação continuou a crescer, assim várias cúrias ou fratrias agruparam-se, e formaram a <strong>tribo <br></strong><br></div><div>que também tinha um Deus superior em comum. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:04:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> Livro Terceiro – Capítulo II: Novas crenças religiosas</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799015187</link>
         <description><![CDATA[<div>- A noção de que a natureza tinha controle sobre a vida das pessoas, gerava um misto de veneração, amor e de terror para as pessoas;<br><br></div><div>- O homem então aplicou sua ideia de divindade a esses agentes físicos;<br><br></div><div>- Enquanto os dogmas da religião dos antepassados iam enfraquecendo, as que adoravam deuses de natureza física iam se ampliando;<br><br></div><div>- Essa nova religião adorava a deuses que representavam elementos como: o sol que fecunda, a terra que alimenta e as nuvens que eram benfazejas ou funestas;<br><br></div><div>-  De cada um desses elementos nasceram milhares de deuses;<br><br></div><div>- Cada homem adorava um número restrito de divindades;<br><br></div><div>- A principio tiveram caráter divindade doméstico;<br><br></div><div>- À medida que a divindade de uma família ia adquirindo grande prestígio toda uma cidade desejava adotá-la, e render-lhe culto público;<br><br></div><div>- Essa religião estava de acordo com o estado social dos homens, à medica em que essa religião se desenvolvia a sociedade crescia, apresentava também outras noções de moral, Júpiter era o deus da hospitalidade;<br><br></div><div>- Os deuses de natureza física passaram a possuir seus próprios templos, isso significou um crescimento da inteligência humana e sociedade.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:05:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Terceiro – Capítulo III: Forma-se a cidade</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799017247</link>
         <description><![CDATA[<div>- A ideia religiosa foi, entre os antigos, o sopro inspirador e organizador da sociedade;<br><br></div><div>- Assim como as fratrias se uniram para virarem tribos, as tribos se uniram para formarem a <strong>CIDADE</strong> que tinha a concordância de respeitarem os deuses uns dos outros mantendo sempre um deus comum, assim como a fogo aceso;<br><br></div><div>- Grupos se associavam assim entre si, mas nenhum deles perdia sua individualidade ou independência;<br><br></div><div>- Subsistia uma multidão de pequenos cultos, acima dos quais estabeleceu-se um culto comum; em política, uma multidão de pequenos governos (família) e acima deles levantou-se um governo comum;<br><br></div><div>- Para ser considerado cidadão, tinha que participar de todos os grupos sociais;<br><br></div><div>- Os deuses haviam revelado aos homens as leis sociais.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:06:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Terceiro, Capítulo XVIII: Os rituais e os anais.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799018941</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>·         O caráter e a virtude da religião dos antigos não era elevar a inteligência humana à concepção do absoluto, ou abrir ao espírito ávido um caminho brilhante, em cuja extremidade o homem pudesse entrever a Deus. </strong></div><div><strong>·         A religião era um conjunto mal concatenado de pequenas crenças, de pequenas práticas, de ritos minuciosos. Não era necessário buscar-lhe o sentido; não era necessário refletir ou considerar.  A palavra RELIGIÃO, para eles não tem o mesmo significado que tem para nós.</strong></div><div><strong>·         O homem a inventara, e era governado por ela. Ele a temia, e não ousava nem raciocinar, nem discutir, nem olhá-la de frente. Deuses, heróis, mortos, todos exigiam dele um culto material, que ele observava, para torná-los amigos, e, mais ainda, para não torná-los inimigos.</strong></div><div><strong>·         O homem acreditava em sua existência, mas às vezes preferia que não existissem. Temia até os deuses domésticos ou nacionais, com medo de ser por eles traído. Sua grande inquietação era cair no ódio desses seres invisíveis.</strong></div><div><strong>·         Cada família, pelo menos cada família religiosa, tinha um livro que continha as fórmulas das quais se serviram os antepassados, e às quais os deuses haviam atendido. Era uma arma que o homem usava contra a inconstância dos deuses. Mas não devia mudar nem uma palavra, nem uma sílaba, nem, sobretudo, o ritmo segundo o qual devia ser cantada, porque então a prece perderia a força, e os deuses continuariam livres.</strong></div><div><strong>·         Mas as fórmulas não eram suficientes.</strong></div><div><strong>·         Para se dirigir a um deus, era necessário ter a cabeça coberta; para um outro, devia-se ter a cabeça descoberta; para um terceiro, a bainha da toga devia estar levantada nos ombros. Para certos atos, devia-se estar descalço. Havia orações que só eram eficazes se o homem, depois de pronunciá-las, piruetasse sobre os calcanhares, da esquerda para a direita.</strong></div><div><strong>·         Todas essas fórmulas e práticas haviam sido legadas pelos antepassados, que haviam experimentado sua eficácia. Não se deviam inventar inovações, mas confiar no que haviam feito os antepassados.</strong></div><div><strong>·         Mas era da maior importância que as fórmulas não fossem esquecidas, e que os ritos não fossem modificados.</strong></div><div><strong>·         No pensamento desses povos tudo o que era antigo era sagrado.</strong></div><div><strong>·         Tinham necessidade de recordar, porque nas lembranças e nas tradições é que se baseava todo o culto. Também a história tinha para os antigos muito mais importância do que tem para nós.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:07:36 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Terceiro – Capítulo IV: A cidade</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799019229</link>
         <description><![CDATA[<div>- Cidade: associação religiosa das famílias e das tribos;<br><br></div><div>- Urbe: o santuário dessa associação;<br><br></div><div>- Cidade era o domicílio religioso, que recebia deuses e homens;<br><br></div><div>-  A cidade era fundada quando as famílias, as fratrias e as tribos concordavam em se unir e adotarem um mesmo culto;<br><br></div><div>- Havia uma cerimonia religiosa afim de celebrar a fundação, era um ato sagrado cujo o território de fundação devia ser escolhido pelos deuses;<br><br></div><div>- O homem não podia mudar-se sem levar consigo a terra e seus ancestrais, pois a religião proibia o abandona da terra onde o lar estava, com isso ao se estabelecerem em uma cidade levavam uma porção de terra que representava seu lar;<br><br></div><div>- Não havia cidade que não reconhecesse o nome de seu fundador assim como a data de fundação, era um ato sagrado de grande relevância;<br><br></div><div>- Se conquistadores se estabeleciam em cidades já construídas, tinham que fazer cerimonia de fundação a fim de estabelecerem seus próprios deuses nacionais;<br><br></div><div>- Todas as cidades eram construídas para serem eternas.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:07:44 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Livro Terceiro – Capítulo V: O culto do fundador. A lenda de Eneias</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799025149</link>
         <description><![CDATA[<div>-O fundador era o homem que realizava o ato religioso, sem o qual uma cidade não podia existir;<br><br></div><div>- Era para a cidade o que o primeiro antepassado era para a família, um lar familiar;<br><br></div><div>- Dedicavam-lhe um culto, consideravam-no deus, e a cidade o adorava;<br><br></div><div>- Não havia nada mais caro ao coração de uma cidade que a lembrança de sua fundação;<br><br></div><div>- Conserva-se a memória poemas que tinham por tema a fundação de cidades.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:10:27 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Terceiro – Capítulo VI: Os deuses da cidade</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799026858</link>
         <description><![CDATA[<div>- O culto constituía o vinculo de toda a sociedade;<br><br></div><div>- O altar da cidade para os gregos = <em>Pritaneu, </em>para os romanos = <em>Vesta;<br></em><br></div><div>- O lar público era o santuário da cidade, que a fizera nascer e que a conservava, era proibido aos estrangeiros;<br><br></div><div>- Cada cidade tinha deuses próprios, que não pertenciam senão a ela;<br><br></div><div>- Os mortos, fossem quais fossem, eram os guardas do país, sob a condição de lhes renderem culto;<br><br></div><div>- A maioria dos antigos jamais representaram a Deus como ser único;<br><br></div><div>- Cada cidade tinha seu corpo de sacerdotes;<br><br></div><div>- Era para assegurar sua proteção que os homens rendiam cultos aos deuses. Na batalha, deuses e cidadãos auxiliavam-se mutuamente, e, quando venciam, era porque todos haviam cumprido com seu dever. Se, pelo contrário, eram vencidos, os deuses eram os culpados pela derrota;<br><br></div><div>- Em virtude dessa opinião, para tomar uma cidade era indispensável fazer com que saíssem antes os deuses.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:11:13 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Terceiro – Capítulo VII: A religião da cidade</title>
         <author>joanaluizalima</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799028297</link>
         <description><![CDATA[<div>- A necessidade de se comunicar com a divindade era satisfeita por um banquete, para o qual a própria divindade recebia a parte que lhe cabia;<br><br></div><div>- Culto da cidade consistia também em um banquete semelhante, devia ser realizado em comum por todos os cidadãos;<br><br></div><div>- A lei punia severamente os que se recusavam a cumprir com esse dever;<br><br></div><div>- Em todas as cidades havia salas destinadas às refeições em comum, a refeição começava invariavelmente por uma oração e libações;<br><br></div><div>- Crenças, costumes, estado social, tudo mudou mas os banquetes continuaram invariáveis;<br><br></div><div>- A associação humana era uma religião; seu símbolo era o banquete público;<br><br></div><div>- O homem sempre quis honrar seus deuses com festas, e estabeleceu dias especiais, nos quais o sentimento religioso reinaria sozinho em sua alma;<br><br></div><div>- À medida que se introduzia o culto de uma divindade nova, fazia-se necessário encontrar um dia do ano para consagrar-lhe;<br><br></div><div>-O calendário não era outra coisa que a sucessão das festas religiosas;<br><br></div><div>- O calendário era regulado apenas pelas leis da religião, que não podia se assemelhar em nada com o de outra cidade;<br><br></div><div>- Havia uma cerimônia de purificação de tempos em tempos para caso os cidadãos tivessem tido alguma falha, a partir daquele momento reparava-se qualquer negligência no culto, e a cidade ficava em paz com os deuses;<br><br></div><div>- Contavam-se os cidadãos com o maior cuidado<br><br></div><div>-O homem que não tomava parte no ato religioso, que não havia sido purificado, não podia mais ser membro da cidade, não era cidadão;<br><br></div><div>- O censor dispunha o povo de acordo com certa ordem, desse dia, até a lustração seguinte, cada homem conservava na cidade a categoria que o censor lhe havia consignado; se o magistrado se recusara a admiti-lo na cerimônia, deixava de ser cidadão;<br><br></div><div>-Não havia um só ato da vida pública no qual não fizessem intervir os deuses, o povo não se reunia em assembleia senão em dias permitidos pela religião; <br><br></div><div>- Se os deuses não permitem um combate, uma guerra não acontecia pois jamais podia contrariar as vontades dos deuses; <br><br></div><div>-Assim, em tempo de paz como em tempo de guerra, a religião intervinha em todos os atos;<br><br></div><div>-Estado a serviço da religião, Estado e religião estavam de tal modo unidos, que era impossível distingui-los um do outro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:11:58 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Terceiro, Capítulo IX: O Governo da cidade. O rei.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
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         <description><![CDATA[<div>·         <strong>A religião prescrevia que o lar tivesse sempre um sacerdote supremo.</strong></div><div>·         <strong>O lar doméstico tinha um grão-sacerdote, que era o pai de família; o lar da cúria tinha seu curião ou fratriarca; cada tribo tinha seu chefe religioso, que os atenienses chamavam de rei da tribo.</strong></div><div>·         <strong>Aqueles reis-sacerdotes eram entronizados com cerimonial religioso. O novo rei, conduzido sobre o cimo do monte Capitolino, sentava-se em um banco de pedra, com o rosto voltado para o sul.</strong></div><div>·         <strong>Assim como na família a autoridade estava inerente ao sacerdócio, e o pai, como chefe do culto doméstico, era ao mesmo tempo juiz e mestre, assim o grão-sacerdote da cidade era também seu chefe político.</strong></div><div>·         <strong>O altar, de acordo com expressão de Aristóteles, conferia-lhe a dignidade.</strong></div><div>·         <strong>A religião da cidade estava presente em todas as coisas.</strong></div><div>·         <strong>O homem sentia-se continuamente dependente dos deuses, e, por consequência, do sacerdote colocado entre o céu e a terra.</strong></div><div>·         <strong>O sacerdote é que velava sobre o fogo sagrado.</strong></div><div>·         <strong>Era muito natural que um homem armado de tal poder fosse aceito e reconhecido como chefe.</strong></div><div>·         <strong>Como a religião se envolvia com o governo, a justiça, a guerra, resultou necessariamente que o sacerdote se tornasse ao mesmo tempo magistrado, juiz e chefe militar.</strong></div><div>·         <strong>Os gregos chamavam aqueles que tinham poder político mas não era chefe público de tiranos.</strong></div><div>·         <strong>Os reis primitivos haviam cumprido suas funções de sacerdotes, e recebiam sua autoridade do lar; os tiranos da época posterior não passavam de chefes políticos, e não deviam seu poder senão à força e à eleição.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:29:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Terceiro, Capítulo X: O magistrado</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799113246</link>
         <description><![CDATA[<div>·         <strong>A confusão da autoridade política e do sacerdócio na mesma pessoa não cessou com a realeza.</strong></div><div>·         <strong>O magistrado que substituiu o rei foi, como ele, sacerdote e chefe político simultaneamente.</strong></div><div>·         <strong>Às vezes esse magistrado anual conservava o título sagrado de rei.</strong></div><div>·         <strong>Em outros lugares, o nome de prítane, que lhe foi conservado, indicava sua principal função. Em outras cidades prevaleceu o título de arconte.</strong></div><div>·         <strong>O arconte, enquanto estava no cargo, devia ostentar uma coroa, como convinha a um sacerdote; a religião proibia-lhe deixar crescer os cabelos e carregar objetos de ferro sobre sua pessoa, prescrições essas que o fazem assemelhar-se um pouco aos flâmines de Roma.</strong></div><div>·         <strong>Entre os nove arcontes, o que era chamado rei era antes de tudo chefe da religião; mas cada um de seus colegas também tinha alguma função sacerdotal a cumprir, algum sacrifício a oferecer aos deuses.</strong></div><div>·         <strong>Os gregos tinham uma expressão geral para designar os magistrados; eles diziam </strong><em>oi en télei</em><strong>, que significa literalmente: aqueles que devem realizar o sacrifício, velha expressão que indica a ideia que se fazia primitivamente do magistrado</strong>.</div><div>·         <strong>Quando examinamos com um pouco de atenção o caráter do magistrado entre os antigos, vemos como se assemelha pouco aos chefes de Estado das sociedades modernas. Sacerdócio, justiça e comando confundem-se em uma só pessoa.</strong></div><div>·         <strong>O magistrado representa a cidade, que é tanto uma associação religiosa quanto política.</strong></div><div>·         <strong>Não havia magistrado que não realizasse algum ato sagrado, porque, no pensamento dos antigos, toda autoridade devia ser de algum modo religiosa</strong>.</div><div>·         <strong>O magistrado em exercício, isto é, um homem já na posse do caráter sagrado e dos auspícios, indicava entre os dias fastos aquele em que o cônsul devia ser nomeado.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 20:56:23 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Terceiro, Capítulo Xl: A lei.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799136632</link>
         <description><![CDATA[<div>·         <strong>Entre os gregos, entre os romanos, como entre os hindus, a lei era a princípio parte da religião.</strong></div><div>·         <strong>As regras do direito de propriedade e do direito de sucessão estavam dispersas no meio de regras relativas aos sacrifícios, à sepultura e ao culto dos mortos.</strong></div><div>·         <strong>O que nos restou das mais antigas leis de Roma, chamadas leis reais, aplica-se tanto ao culto como às relações da vida civil.</strong></div><div>·         <strong>Uma delas proibia à mulher culpada aproximar-se dos altares; outra proibia certos alimentos nos banquetes sagrados; uma terceira mencionava as cerimônias religiosas que um general vencedor devia celebrar ao entrar na cidade</strong></div><div>·         <strong>Em Roma, era verdade reconhecida que não se podia ser bom pontífice sem conhecer o direito, e, reciprocamente, que não se podia conhecer o direito se não se conhecia a religião.</strong></div><div>·         <strong>Os pontífices foram, por muito tempo, os únicos jurisconsultos.</strong></div><div>·         <strong>Como a adoção dizia respeito à religião, não podia ser feita senão com o consentimento do pontífice.</strong></div><div>·         <strong>Como os limites de qualquer propriedade eram marcados pela religião, quando dois vizinhos estavam em litígio, deviam queixar-se perante o pontífice ou diante dos sacerdotes chamados irmãos arvais.</strong></div><div>·         <strong>Eis por que os mesmos homens eram pontífices e jurisconsultos; direito e religião eram a mesma coisa.</strong></div><div>·         <strong>O processo de geração das leis antigas é muito claro.</strong></div><div>·         <strong>O homem não esteve a estudar sua consciência dizendo: Isto é justo, isto não. Não foi assim que apareceu o direito antigo. Mas o homem acreditava que o lar sagrado, em virtude da lei religiosa, passava de pai para filho; daí resultou que a casa se tornou bem hereditário.</strong></div><div>·         <strong>A religião dizia: O filho, e não a filha, é o continuador do culto; e a lei diz, conformando-se à religião: O filho herda, a filha não; o sobrinho pela linha masculina herda; o sobrinho pela linha feminina, não. Eis como se fez a lei; ela se apresentou por si mesma, sem que a precisassem procurar.</strong></div><div>·         <strong>A lei era consequência direta e necessária da crença.</strong></div><div>·         <strong>e. O verdadeiro legislador dos antigos não foi o homem, mas a crença religiosa que o homem guardava dentro de si.</strong></div><div>·         <strong>As leis por muito tempo constituíram coisa sagrada.</strong></div><div>·         <strong>A lei antiga nunca teve considerandos.</strong></div><div>·         <strong>Durante longas gerações as leis eram apenas orais; transmitiam-se de pai a filho, juntamente com a crença e as fórmulas de oração. Eram uma tradição sagrada que se perpetuava ao redor do lar da família ou do lar da cidade.</strong></div><div>·         <strong>O enunciado da lei não bastava. Era necessário ainda um conjunto de sinais exteriores, que eram como que os ritos da cerimônia religiosa chamada contrato, ou processo judicial.</strong></div><div>·         <strong>Como a lei fazia parte da religião, participava também do caráter misterioso de toda a religião das cidades. As fórmulas da lei eram mantidas em segredo, como as do culto. Não eram reveladas ao estrangeiro, nem sequer aos plebeus.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 21:11:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Terceiro, Capítulo Xll: O cidadão e o estrangeiro.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799159185</link>
         <description><![CDATA[<div>·         <strong>O cidadão era reconhecido por sua participação no culto da cidade, e dessa participação provinham todos os seus direitos políticos e civis. Renunciar ao culto era renunciar aos direitos.</strong></div><div>·         <strong>Cada cidade exigia que todos os seus membros tomassem parte nos festejos de seu culto.</strong></div><div>·         <strong>Se quisermos definir os cidadãos dos tempos antigos por seu atributo mais essencial, é necessário dizer-se que cidadão é o homem que observa a religião da cidade. É o que honra os mesmos deuses da cidade. É aquele para o qual o arconte ou o prítane oferece o sacrifício de cada dia, que tem o direito de se aproximar dos altares, que pode penetrar no recinto sagrado em que se realizam as assembleias, que assiste às festas, que acompanha as procissões e participa dos panegíricos, que se assenta nos banquetes sagrados, e recebe a parte que lhe cabe das vítimas.</strong></div><div>·         <strong>O estrangeiro, pelo contrário, é o que não tem acesso ao culto, aquele a quem os deuses da cidade não protegem, e que não tem nem mesmo o direito de invocá-los, porque os deuses nacionais não queriam receber preces ou dádivas senão dos cidadãos; eles repelem o estrangeiro; a entrada de seus templos lhes é proibida, e sua presença durante as cerimônias de um sacrifício era considerada sacrílega.</strong></div><div>·         <strong>Um objeto sagrado que caísse momentaneamente nas mãos de um estrangeiro tomava-se imediatamente profano, e não podia recuperar seu caráter religioso senão mediante cerimônia expiatória.</strong></div><div>·         <strong>Se o inimigo se havia apoderado de uma cidade, e os cidadãos conseguiam reconquistá-la, era necessário antes de mais nada que os templos fossem purificados, e todos os lares apagados e renovados: pois estavam manchados pelo contato com estrangeiros.</strong></div><div>·         <strong>É assim que a religião estabelecia entre o cidadão e o estrangeiro uma distinção profunda e indelével.</strong></div><div>·         <strong>Excluir o estrangeiro era “velar pelas cerimônias sagradas”. Admitir um estrangeiro entre os cidadãos era “dar-lhe direito de participar da religião e dos sacrifícios.</strong></div><div>·         <strong>A participação ao culto, consequentemente, dava outros direitos. Como o cidadão podia assistir ao sacrifício que precedia às assembleias, também podia votar, como podia oferecer sacrifícios em nome da cidade, também podia ser prítane ou arconte. Adotando a religião da cidade, podia invocar a lei, e cumprir todos os ritos do processo.</strong></div><div>·         <strong>O estrangeiro, pelo contrário, não tendo nenhuma parte na religião, não tinha direito algum. Se entrava no recinto sagrado, que o sacerdote traçara para a assembléia, era punido com a morte.</strong></div><div>·         <strong>As leis da cidade não defendiam os estrangeiros.</strong></div><div>·         <strong>Se cometesse algum crime, era tratado como escravo e punido sem processo, pois a cidade não lhe devia nenhuma justiça.</strong></div><div>·         <strong>Para que o estrangeiro fosse considerado algo aos olhos da lei, para que pudesse exercer o comércio, fazer contratos, usufruir com segurança de seus bens, para que a justiça da cidade o pudesse defender eficazmente, era necessário que se tornasse cliente de um cidadão.</strong></div><div>·         <strong>Podia-se acolher o estrangeiro, velar por ele, até mesmo estimá-lo, se fosse rico ou honrado; mas não se podia dividir com ele a religião ou o direito. O escravo, de certo modo, era mais bem tratado, porque, sendo membro de uma família, de cujo culto participava, estava ligado à cidade por intermédio do dono; os deuses o protegiam.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 21:27:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Livro Terceiro, Capítulo Xlll: O patriotismo. O Exílio.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799184106</link>
         <description><![CDATA[<div>·         <strong>A pátria de cada homem era a porção do solo que sua religião doméstica ou nacional havia santificado.</strong></div><div>·         <strong>A pequena pátria era o círculo da família, com seu túmulo e seu lar.</strong></div><div>·         <strong>A grande pátria era a cidade, com seu pritaneu e seus heróis, com seu recinto sagrado e seu território marcado pela religião.</strong></div><div>·         <strong>Aquela terra era verdadeiramente sagrada para o homem, porque era habitada por seus deuses.</strong></div><div>·         <strong>A pátria não foi para o homem somente domicílio. Transpondo suas santas muralhas, ultrapassando os limites sagrados do território, ele não encontra mais nem religião, nem vínculo social de espécie alguma.</strong></div><div>·         <strong>A pátria conserva o homem ligado por um vínculo santo. Deve amá-la como se ama uma religião, obedecer-lhe como se obedece a um Deus.</strong></div><div>·         <strong>A posse da pátria devia ser muito preciosa, porque os antigos não imaginavam talvez castigo mais cruel do que privar alguém do solo pátrio. A punição ordinária dos grandes crimes era o exílio.</strong></div><div>·         <strong>O exílio não era apenas a proibição de permanência na cidade e o afastamento da pátria: era ao mesmo tempo a interdição do culto, e continha o que os modernos chamam de excomunhão.</strong></div><div>·         <strong>Exilar um homem, era, de acordo com a fórmula usada pelos romanos, vedar o uso do fogo e da água.</strong></div><div>·         <strong>O exílio, portanto, colocava um homem fora da religião.</strong></div><div>·         <strong>O exilado, deixando a pátria, deixava também seus deuses. Não via em nenhum lugar religião que o pudesse consolar e proteger; não sentia mais a providência velando por ele; a felicidade de rezar lhe era negada. Tudo o que pudesse satisfazer às necessidades de sua alma estava longe dele.</strong></div><div>·         <strong>O exilado, portanto, perdia tudo ao perder a religião da pátria. Excluído do culto da cidade, via-se privado de um só golpe de seu culto doméstico, e devia apagar o fogo sagrado.</strong></div><div>·         <strong>Desse modo, o exilado perdia, com a religião e direitos de cidadania, a religião e os direitos de família; não tem mais lar, nem mulher, nem filhos. Morto, não pode ser enterrado nem no solo da cidade, nem no túmulo de seus antepassados, porque se tornou estrangeiro.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 21:46:20 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Terceiro, Capítulo XIV: O espírito municipal.</title>
         <author>liviacristinabrandao</author>
         <link>https://padlet.com/liviacristinabrandao/e4lyqpuklgwgefzx/wish/799199677</link>
         <description><![CDATA[<div>·         <strong>É verdade que as velhas crenças com o tempo se modificaram, se abrandaram; mas elas estavam em seu pleno vigor na época em que as sociedades se haviam formado, e seus vestígios ficaram fortemente marcados.</strong></div><div>·         <strong>Compreendemos facilmente duas coisas: em primeiro lugar, que essa religião, própria de cada cidade, deve tê-la constituído de maneira muito forte, e quase indestrutível; com efeito, é maravilhoso constatar-se como essa organização social, apesar de seus defeitos, e de todas as suas possibilidades de ruína, tenha durado tanto tempo; em segundo lugar, que o efeito dessa religião deve ter sido, durante longos séculos, tornar impossível o estabelecimento de qualquer outra forma de vida social que não a cidade.</strong></div><div>·         <strong>Cada cidade, por exigência da própria religião, devia ser absolutamente independente.</strong></div><div>·         <strong>Cada uma tivesse seu código particular, porque cada uma tinha sua religião, e a lei era o resultado da religião.</strong></div><div>·         <strong>Cada uma devia ter sua justiça soberana, e não podia haver nenhuma justiça superior à da cidade.</strong></div><div>·         <strong>Cada uma tinha suas festas religiosas e seu calendário; os meses e o ano não podiam ser idênticos em duas cidades, porque a série dos atos religiosos era diferente.</strong></div><div>·         <strong>Cada cidade tinha sua moeda particular, que, nos primeiros tempos, era ordinariamente marcada por seu emblema religioso.</strong></div><div>·         <strong>Cada cidade tinha medidas e pesos próprios. Não se admitia nada comum entre duas cidades.</strong></div><div>·         <strong>Cada cidade tinha ao redor de seu território uma de limites sagrados. Era o horizonte de sua religião nacional e de seus deuses. Além desses limites outros deuses reinavam, outros cultos eram praticados.</strong></div><div>·         <strong>Cada cidade cuidava zelosamente de sua autonomia; ela assim chamava um conjunto que compreendia seu culto, seu direito, seu governo, toda sua independência religiosa e política.</strong></div><div>·         <strong>Era mais fácil a uma cidade sujeitar-se a outra do que unir-se a ela</strong></div><div>·         <strong>A cidade possuía deuses, hinos, festas, leis, que constituíam seu patrimônio precioso, e cuidava para que os vencidos não participassem do mesmo.</strong></div><div>·         <strong>Era absolutamente contrário ao espírito dos antigos que uma cidade fosse governada por um homem que não fosse cidadão da mesma. Com efeito, o magistrado devia ser ao mesmo tempo chefe religioso, e sua função principal era oferecer sacrifícios em nome da cidade<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-02 21:59:38 UTC</pubDate>
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