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      <title>Esquecimento Psicanalítico by Leonor Ralo</title>
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      <description>Stress de Guerra: Análise de um caso</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-02-14 19:36:34 UTC</pubDate>
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         <title>Sintomatologia</title>
         <author>a114834</author>
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         <description><![CDATA[<div>- O Sr. Castelão após o fim da guerra, ficou com imensos traumas. <strong>Tinha pesadelos constantes</strong>, <strong>suores frios</strong> e uma <strong>agressividade constante</strong> para com a mulher e os filhos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-14 19:43:35 UTC</pubDate>
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         <title>Diagnóstico</title>
         <author>a114834</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Só recentemente é que o Sr. Castelão foi diagnosticado com <strong>stress de guerra</strong> ou <strong>stress pós traumático</strong>, pois na altura em que ele voltou da guerra não lhe foi possível um diagnóstico por ser uma doença pouco explorada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-14 19:43:51 UTC</pubDate>
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         <title>Tratamento</title>
         <author>a114834</author>
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         <description><![CDATA[<div>- Para este tipo de situações é aconselhável que o doente tenha um <strong>acompanhamento psiquiátrico </strong>e <strong>psicológico</strong>, e também se possível, frequentar <strong>terapia de grupo</strong> para ouvir relatos de pessoas que passaram pela mesma experiência e para o doente não se sentir sozinho e poder também, partilhar a sua experiência.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-14 19:44:01 UTC</pubDate>
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         <title>Interpretação do caso</title>
         <author>a114834</author>
         <link>https://padlet.com/a114834/e1j1b33azus082go/wish/1201721858</link>
         <description><![CDATA[<div>- O senhor Castelão passou por uma experiência muito traumática. Para poder sobreviver na guerra teve de matar pessoas, das quais crianças, idosos, mulheres, pessoas inocentes… Por não saber ao certo se de fato matou um inocente ou um inimigo de guerra, isso atormenta-o até aos dias de hoje.</div><div>Levou muitos anos até lhe ser diagnosticado stress de guerra ou stress pós traumático, pois <strong>apresentava sintomas que não tinham uma causa física</strong>, uma lesão ou doença que os pudessem explicar. Segundo Freud os sintomas são produzidos no inconsciente. Começou por comparar a mente humana a um iceberg, onde a parte visível do iceberg seria o consciente e a porção submersa representaria o inconsciente, essa parte submersa contem os instintos de todo o comportamento humano.</div><div>O <strong>inconsciente</strong>, ou Id, é um conjunto de processos psíquicos que escapam ao âmbito da consciência, mas que têm efeitos ativos sobre o comportamento e os pensamentos do individuo. É a parte <strong>mais primitiva e menos acessível da personalidade</strong>. Também contem os <strong>instintos sexuais e os instintos agressivos</strong>. Funciona de acordo com o <strong>princípio do prazer, procura a satisfação imediata das necessidades e desejos, é amoral.</strong> No inconsciente os processos, as ideias e os sentimentos <strong>não podem ser trazidos voluntariamente à consciência.</strong></div><div>O <strong>consciente</strong> ou Ego, é a pequena parte da mente que <strong>está em contacto com a realidade</strong>. Representa a <strong>razão ou racionalidade, ideias, pensamentos e inclui perceções, reduz a tensão e regula a energia do Id. Facilita a interação do Id com o mundo exterior. É formado a partir do Id, segue a moral e é pragmático</strong>. O Ego obedece ao <strong>princípio da realidade</strong>, controlando as exigências da busca do prazer. O <strong>pré-consciente </strong>ou Superego, formado a partir do Ego desenvolve-se desde o início da vida, quando a criança assimila as <strong>regras de comportamento </strong>ensinada pelos pais ou responsáveis mediante o <strong>sistema de recompensas e de punições</strong>. É uma <strong>parte do inconsciente</strong> que <strong>pode tornar-se facilmente consciente e está em conflito com o Id, tentando inibi-lo. É hipermoral e rege-se pelo princípio do dever.</strong> <br>No caso do Sr. Castelão o <strong>conflito interno contínuo</strong> entre as três instâncias da mente (Id, Ego e Superego), <strong>gera-lhe tensão e ansiedade</strong>. Para diminuir a tensão, lidar com a ansiedade e alcançar o equilíbrio, o Ego criou <strong>mecanismos de defesa</strong>. Esse mecanismo de defesa (<strong>recalcamento</strong>) consiste em enviar para o inconsciente as ideias/experiências que causam sofrimento, manifestando-se (no Sr. Castelão) em forma de pesadelos, suores frios, agressividade… Muitos pacientes “esquecem” episódios traumáticos, mas essas memórias ficam guardadas no inconsciente e perturbam a vida do indivíduo. No <strong>método de intervenção psicanalítico</strong>, o paciente <strong>explora o inconsciente, razão da sua perturbação e recorda a experiência traumática, aceita, explica e integra aquela experiência no seu traço mnésico e readquire equilíbrio psíquico</strong>. Talvez o Sr. Castelão devesse explorar esse método para ultrapassar o seu trauma, mas é um método que o paciente deve estar pronto para o fazer, pois vai “tocar na ferida”, e a pessoa pode não estar disposta a passar por tudo novamente.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-14 19:44:09 UTC</pubDate>
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